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Quem Ganhou O Debate Da Band?

Quem ganhou o debate de hoje Lula ou Bolsonaro?

Um debate marcado pela falta do diálogo. Para os colunistas do UOL, essa foi a tônica do último encontro entre os candidatos ao Planalto antes do segundo turno, realizado pela TV Globo na noite de sexta (28).

Apuração dos votos do 2º turno das Eleições 2022: siga resultados no UOL

Por pouco mais de duas horas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) promoveram um debate com poucas propostas, com muitas referências ao passado e calcado em ataques. Com a tensão presente na interação entre os candidatos, que qualificavam o adversário com termos que iam de mentiroso a descompensado, nem o mediador do debate, o jornalista William Bonner, conseguiu manter a paciência,

Carla Araújo :

Acho que o resultado do debate foi de empate, com gosto de vitória ao ex-presidente Lula, que jogava para não perder votos. Bolsonaro e Lula pouco se preocuparam com os eleitores indecisos e podem ter apenas agradado suas ‘bolhas’. Com a maior parte do tempo dedicada a ataques mútuos, faltou debater propostas.

Carolina Brígido :

Foi um debate de surdos, com críticas mútuas e sem qualquer chance de diálogo. Um candidato perguntava e outro respondia sobre outro assunto. Bolsonaro explorou novamente os processos aos quais Lula respondeu na Justiça. Lula obteve vitória quando Bonner interveio explicando que o STF anulou condenações do petista.

Fora isso, foi um debate tenso do início ao fim, Os candidatos se mostraram raivosos, faltou simpatia. No fim, a impressão que dá é que o eleitor achou que seu próprio candidato ganhou o debate. Não parece provável que os candidatos tenham conseguido capitalizar mais votos para si. Ou seja, empatou. Nessa perspectiva, Lula pode ter sido vitorioso.

Como está na frente das pesquisas de intenção de votos, só de não perder a discussão, já saiu no lucro.

Thaís Oyama :

Na prática, Lula venceu. Se não teve uma grande performance, tampouco cometeu um grande erro e, portanto, entrou favorito no debate e favorito saiu. Mas nem ele nem Bolsonaro conseguiram falar para os indecisos, público que era a razão de ser de um debate realizado a dois dias de uma eleição que promete ser uma das mais apertadas da história.

Josias de Souza :

Grande perdedor do debate entre Lula e Bolsonaro foi o eleitorado indeciso Lula e Bolsonaro precisavam conquistar os votos dos brasileiros que ainda estão indecisos. Coisa de 7% do eleitorado, segundo o Datafolha. Os que desperdiçaram um naco da noite de sexta-feira para assistir ao debate promovido pela TV Globo encontraram mais razões para anular o voto do que para optar por um dos contendores.

Em certos momentos, pareciam dois aspirantes ao cargo de vereador trocando insultos em cima do caixote. A palavra mais mencionada foi «mentiroso». À frente no placar do primeiro turno e nas pesquisas, Lula precisava de um empate. Acabou prevalecendo, Menos pela exuberância do desempenho do que pela capacidade de resistir a um rival que fez opção preferencial pela canelada.

A afirmação mais relevante de Bolsonaro foi feita fora do debate. » Não há a menor dúvida: quem tiver mais votos leva «, declarou, sobre a disposição de aceitar o veredicto das urnas. Como o debate não virou a conjuntura do avesso, terá a oportunidade de mostrar que fala sério em menos de 48 horas.

Reinaldo Polito :

O debate foi uma troca mútua de ataques e xingamentos. Tanto um quanto outro se referiu ao adversário como mentiroso. Esse tipo de acusação, de maneira geral, não favorece o agressor, a não ser que seja acompanhado de provas. Nesse aspecto, Bolsonaro tentou se apoiar em fatos.

  1. Houve situações inusitadas, como, por exemplo, o pedido de resposta de Bonner por ter sido citado.
  2. Por várias vezes, o presidente questionou o adversário sobre as mentiras em suas propagandas, nas quais dizia que o chefe do Executivo acabaria com muitos direitos do trabalhador.
  3. Lula tentou fugir, até que precisou dar alguma explicação.

E não foi feliz, Disse que não era ele quem fazia as peças publicitárias e que nem sabia o que era produzido. Por sua vez, Bolsonaro não respondeu de forma consistente o questionamento sobre o investimento em saúde. Também nesse caso, Lula teve de insistir muito para arrancar alguma resposta.

Lula nunca foi muito bem nos debates. Hoje, conseguiu, pelo menos, sobreviver. Consentiu, entretanto, que Bolsonaro falasse sem objeções sobre seus feitos. Da mesma forma, permitiu que o presidente deixasse claro que houve corrupção e desemprego no governo petista. Pode parecer pouco, mas nem toda a população mais jovem, por exemplo, vivenciou esses fatos.

Se fosse para dar nota para cada um, daria 7,5 para Bolsonaro e 5 para Lula. Essa diferença poderá ter alguma influência no voto de alguns eleitores, já que milhões estavam diante da TV

Chico Alves :

Praticamente todos os debates eleitorais importantes terminam com os críticos reclamando da falta de propostas. A verdade é que, há muito tempo, esse tipo de confronto se resume a uma disputa de pegadinhas e performances faciais entre os candidatos. O debate final entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, no entanto, t alvez tenha sido o recordista na falta de ideias para a melhoria do Brasil,

Entre as sucessivas acusações que um fez ao outro de mentir, o que se viu foi os presidenciáveis falarem mais de passado que de futuro —o que não ajuda muito o eleitor a se decidir. Na postura agressiva de Bolsonaro e nas repostas duras de Lula, poderíamos afirmar que houve empate. Mas as tentativas do petista de algumas vezes puxar a conversa para um nível mais alto e o pedido de desculpas que fez ao telespectador pelas baixarias talvez rendam a ele uma menção honrosa.

Ou seja: se depender do debate, os indecisos terão poucos motivos para mudar de posição.

Juliana Dal Piva :

O debate na Globo entre Lula e Bolsonaro deixou evidente o ânimo de Bolsonaro frente aos últimos dias da campanha. O atual presidente da República estava visivelmente nervoso a ponto de tremer ao falar. Ao final, ele chegou a pedir um mandato de deputado federal em um terrível ato falho.

Bolsonaro repetiu todo o seu repertório e encontrou um Lula mais preparado e na sua melhor performance em todos os debates. Lula imprimiu uma tônica de estadista. Martelou o fato de o Brasil ter se isolado do mundo. Citou os escândalos familiares de corrupção da família Bolsonaro e, no geral, enfrentou melhor os ataques de Bolsonaro.

Acredito que o débito ainda ficou circunscrito aos eleitores dos dois. No entanto, quem falou para fora da bolha foi Lula e pode ter alcançado alguns indecisos,

Mariana Kotscho :

Bolsonaro passou o debate sendo Bolsonaro. Agressivo, descompensado, disparando fake news —como se falar mentiras fosse liberdade de expressão, a ponto de o próprio William Bonner precisar de um direito de resposta. Aliás, mentira foi uma das palavras mais usadas no debate.

  1. Enquanto um chamava o outro de mentiroso, perdia-se um tempo precioso para tratar de temas realmente relevantes,
  2. Desde o início, Lula esteve mais equilibrado e mais bem preparado.
  3. Mas insistiram em acusações mútuas, em temas do passado e nos mesmos assuntos de outros debates.
  4. Quem estava esperando um debate de propostas continuou sem respostas.

Lula se saiu melhor porque, em alguns momentos, conseguiu falar de propostas e trouxe os temas principais para o debate.

André Santana :

Lula venceu o debate porque está acostumado com a dinâmica da política de confronto de ideias e argumentação. Bolsonaro desconhece essas práticas democráticas e, portanto, repete as mesmas acusações, sem compromisso em discutir ideias e projetos para o Brasil.

  • Em um debate com mais acusações e menos apresentação de propostas para o país, Lula ganhou por estar mais acostumado com o confronto democrático tão caro à dinâmica da política, que exige argumentação, embasamento, retórica e respeito aos fatos, tudo que Bolsonaro ignora.
  • A trajetória do ex-presidente, inclusive no partido que ajudou a criar e que, como foi dito no debate, possui muitas tendências e disputas internas, o calejou para o debate.

No ato falho ao final, ao pedir voto para deputado federal, Bolsonaro nos faz retornar a um enorme enigma desta nossa República: como ele conseguiu frequentar o parlamento brasileiro por quase três décadas, sem o menor domínio da prática do diálogo e da argumentação, deficiência que os quatro anos à frente da Presidência não conseguiram corrigir.

Madeleine Lacsko :

Lula venceu o debate. Finalmente aprendeu que não se trata de ganhar o jogo, mas de escolher o tabuleiro. Conseguiu manter a discussão no campo da economia, o pior para Bolsonaro, na maior parte do tempo. Segundo a pesquisa Genial/ Quaest, o maior medo do eleitor caso Bolsonaro seja eleito, é a piora na economia.

Cínthia Leone :

Lula conseguiu impor o debate de temas sensíveis para Bolsonaro: covid, pobreza, viagra, armas, violência contra a mulher, barras de ouro de pastores, rachadinha, imóveis com dinheiro vivo, isolamento internacional do Brasil, ataques ao STF. Os indecisos podem ter prestado atenção.

Leonardo Sakamoto :

O debate foi ruim, mas Lula se saiu melhor. Primeiro, Bolsonaro precisava trazer uma «bala de prata» ou «nocautear» o petista. Não só nenhuma das duas coisas aconteceu, como vimos um Jair que começou perdido no palco da TV Globo e demorou para engrenar.

  1. A orientação de seu filho, Carluxo, como ocorreu no debate anterior, fez falta.
  2. Além disso, Lula reforçou os BOs que apareceram contra o presidente nas últimas semanas, como a tentativa de assassinato de policiais federais pelo bolsonarista Roberto Jefferson e o estudo de Paulo Guedes que pode precarizar o salário mínimo e as aposentadorias.

A dois dias da eleição, Jair precisava de mais. Não conseguiu,

José Roberto de Toledo :

Lula foi menos pior do que Bolsonaro no desempenho e na presença em cena. E foi muito melhor no que realmente importa: na tática. Jogou marcando o adversário, pra não perder, Fez isso bem o tempo todo. Preservou seu eleitorado, não cometeu erros graves. Pode não ter ganho novos eleitores, mas Bolsonaro tampouco. Jogou como time que está ganhando e administrou a vantagem. Portanto, ganhou.

Tales Faria :

Lula venceu por pontos o debate, que não significou ganho de votos para nenhum dos candidatos. O petista saiu-se melhor nos primeiros blocos, quando se falou do arrocho do salário mínimo, das aposentadorias e do crescimento da fome e da pobreza. Mas não foi tão bem na discussão sobre desemprego e meio ambiente.

Brenda Fucuta :

Lula sem dúvida se saiu melhor no debate. Foi ponderado e dono de uma pauta mais construtiva. Mas, a meu ver, o maior motivo da superioridade no desempenho do petista esteve na fraqueza do oponente, já que a estratégia de colar em Lula os defeitos do próprio Bolsonaro não me pareceu nada convincente.

Com o bordão «Para de mentir, Lula», repetido ad nauseum, imagino que Bolsonaro não tenha parecido crível nem para os seus eleitores. E, apesar de sabermos do descompromisso do presidente com a verdade, vê-lo disparando tanta desinformação —na cara dura, sem ficar vermelho— me deu a sensação de que aquilo não era um debate presidencial, mas uma discussão de colégio.

Passei da indignação para a anestesia, Por outro lado, essa não foi a performance de Lula que eu imaginava. Na minha avaliação, ele continua pecando por falta de humildade, dando muito crédito a ele próprio e ao partido, o PT, e explorando pouco o fato de estar liderando uma frente, nacional e internacionais, de apoio à ideia de um país democrático e pacificado.

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Walter Maierovitch :

Quem perdeu foi o cidadão. Numa democracia, como definiu o presidente norte-americano Lincoln, o «governo é do povo, pelo povo e para o povo». Nem Lula e nem Bolsonaro mostraram e defenderam propostas de governo. Deu empate, Bolsonaro fazendo o tipo do cínico e a repetir o surrado discurso da corrupção nos governos Lula.

Kennedy Alencar :

Lula conseguiu ditar o que estava em discussão e insistindo nos temas de combate à fome, merenda escolar congelada em baixo valor e desempenho na pandemia. Em vários momentos, Lula pedia desculpa e dizia que Bolsonaro era um presidente que não dizia o que faria.

Alberto Bombig :

Lula foi mais consistente do início ao fim e, portanto, venceu o debate. O petista conseguiu encaixar o caso Roberto Jefferson no debate sobre a segurança pública e foi melhor na questão sobre o salário mínimo e os programas sociais. O melhor momento de Jair Bolsonaro ocorreu justamente quando ele deixou de lado sua guerra cultural para focar em pontos de seu governo Vale destacar que o presidente chegou a ensaiar um ataque ao TSE no primeiro bloco, mas depois desistiu.

Camilo Vannuchi :

Lula venceu o debate outra vez, principalmente em razão do terceiro bloco. Poderia jogar pelo empate, mas entrou em campo aquecido e venceu a partida com facilidade —o que, para um candidato que lidera as pesquisas, pode ser considerada uma baita vitória.

  1. Exibiu altivez, agilidade de pensamento e autenticidade.
  2. Demonstrou conhecimento dos problemas do país e preparo para buscar soluções, falando com seriedade, enquanto o adversário optou por repetir sandices como «o Brasil está muito bem» ou «temos relações com mais países do que no seu governo».
  3. Não satisfeito, Bolsonaro insistiu em pintar o retrato de um país que, segundo ele, vai muito bem, como se a fome não vitimasse mais de 33 milhões de brasileiros e como se o governo tivesse sido ágil na compra de vacinas.

Bastou para que Lula acusasse o adversário de estar «descompensado» e de dizer insanidades. O presidente da República, por sua vez, falou o tempo todo para seus apoiadores, sua bolha, perguntando sobre aborto, Marcola, regulação da mídia e ideologia de gênero.

  1. Mentiu quando disse, mais de uma vez, que a bancada do PT votou contra o Auxílio Brasil, o que já foi desmentido por diversas agências de checagem e motivou a decisão do TSE de proibir a campanha do PL a exibir essa desinformação.
  2. Voltou a mentir ao acusar Lula de ser amigo de Roberto Jefferson, notório apoiador de Bolsonaro, e também ao afirmar que os desmatamentos da Amazônia estão caindo em sua gestão.

Mentiu tanto que até o Bonner precisou reivindicar um direito de resposta, ainda no primeiro bloco. Para mim, a sensação que ficou foi que Bolsonaro, redundante, não foi capaz de inspirar credibilidade ou ampliar sua base de apoio, Não deve ganhar nem meia dúzia de votos com esta performance —o que, para quem está atrás nas pesquisas, é mau sinal.

Reinaldo Azevedo :

Não vou entrar aqui em minudências de dados porque debate não é chamada oral para saber quem acerta números no detalhe. Esse tipo de encontro tem natureza política. Logo, é preciso saber quem conseguiu pautar o outro. Lula sempre foi um bom debatedor e um excelente entrevistado.

Nesse segundo caso, esteve à altura de sua história nessa campanha em todas as oportunidades. O debatedor, no entanto, estava devendo. Nesta sexta, o petista teve uma performance de gala, à altura de sua grandeza política. Saiu-se melhor em todos os blocos. «Explique, Reinaldo Azevedo «. Explico. Bolsonaro não conseguiu fugir da questão do salário-mínimo.

Fez a promessa dos R$ 1.400, mas é irrespondível que não houve reajuste real no seu governo. O presidente quebrou a cara no caso da covid-19. Ao insistir em petrolão e mensalão, levou na testa os 51 imóveis pagos, em parte, com dinheiro vivo. Enrolou-se até na questão do Viagra e tentou ser engraçado, indagando se Lula toma o remédio.

  • Depois de passar quatro anos se comportando como fiscal do «c.» alheio, vê-se que se dispõe a ser também fiscal da «r.» alheia.
  • Recomendo um analista.
  • Ficou tão desorientado que, no minuto e meio final, pediu um outro mandato de «deputado federal».
  • Não mereceria nem isso.
  • Se vencer debate fosse sinônimo de eleição, a vantagem de Lula seria de uns 70% a 30%, a exemplo, note-se, do embate de Fernando Haddad (brilhante!) contra Tarcísio de Freitas na noite anterior.

Há uma explicação adicional nos dois casos. Tarcísio tentou ser um bolsonarista vegetariano, não sanguinolento. Até o Jair buscou ser mais manso. Ocorre que só existe bolsonarismo carnívoro, mas à moda das hienas, que roubam a caça alheia. Ambos conseguiram ser, no máximo, herbívoros

Quem ganhou o debate da Band em São Paulo?

Daniel Fernandes: Debate apresentou pouca proposta e (ainda) muita polarização – Jair Bolsonaro afirmou, antes do debate, que não iria cumprimentar o candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Ele citou que não apertaria mão de ladrão. O debate começou e do lado de fora do estúdio o deputado federal André Janones, do Avante e um dos cabos eleitorais de Lula mais atuantes nas redes sociais, batia boca com o ex-ministro bolsonarista Ricardo Sales.

Do lado de dentro, o primeiro confronto entre candidatos no debate da noite de domingo foi entre Lula e Bolsonaro. Se o eleitor esperava ouvir propostas, recebeu a velha polarização entre o ex-presidente e o atual ocupante do cargo. Tebet e Soraya podem ser consideradas as vencedoras do debate da Band.

No Monitor de Redes do Estadão, feito em parceria com a Torabit, na manhã desta segunda-feira, Tebet aparecia na frente de Ciro Gomes nas menções nas redes conforme o candidato. A senadora, candidata do MDB, aparecia às 8h com 13.211 menções, próximo do dobro das menções alcançadas pelo candidato do PDT à Presidência.

Como foi o Bolsonaro no debate da Band?

Como foi o primeiro bloco do debate – O primeiro bloco foi marcado por muitos embates entre Bolsonaro e Lula sobre assuntos relacionados à educação, à pandemia da Covid-19, ao Auxílio Brasil, à corrupção, ao crime organizado, à conclusão da transposição do Rio São Francisco e de outras obras.

Antes, porém, os dois responderam a uma pergunta sobre como financiariam e cumpririam com as despesas de promessas de campanha. Sobre os investimentos, Bolsonaro falou que os recursos para investir no país virão da aprovação de uma reforma tributária que, inclusive, asseguraria em 2023 o Auxílio Brasil a um benefício de, no mínimo, R$ 600, além de privatizações que seu governo apoiaria.

Segundo ele, tudo seria feito dentro da responsabilidade fiscal. Lula, por sua vez, acusou Bolsonaro de não ter enviado ao Congresso o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) prevendo o Auxílio Brasil em R$ 600 e disse que os recursos para financiar as propostas viriam de uma reforma tributária para taxar menos os pobres, com isenção do imposto de renda às famílias que recebem até R$ 5 mil, e propor uma tributação de lucros e dividendos aos ricos.

O debate sobre Auxílio Brasil voltou a dominar uma parte do primeiro bloco, com Bolsonaro defendendo a paternidade sobre o programa e destacando como o programa remunera mais que o antigo Bolsa Família, e Lula acusando o governo de não ter apoiado inicialmente o pagamento de R$ 600, mas, sim, R$ 200.

O petista questionou Bolsonaro sobre quantas universidades e escolas técnicas foram criadas, que rebateu lembrando que as instituições de ensino ficaram fechadas por dois anos durante a pandemia de 2019. Sobre educação, o atual presidente defendeu ter anistiado a dívida do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) de até 99% de estudantes e acusou Lula de ter endividado os jovens.

O candidato petista, por sua vez, disse ter criado 18 universidades e 178 novos campus e disse que estudantes não precisavam pagar ao Fies enquanto estudavam. Na sequência, os dois candidatos debateram a condução da pandemia. Lula acusou Bolsonaro de ter negligenciado a compra de vacinas, de corrupção acerca da Covaxin e de não ter tido empatia pelas pessoas mortas e famílias.

«O senhor carrega nas costas um peso de pelo menos 400 mil pessoas que morreram pelo negligenciamento e negacionismo da vacina», disse. O presidente rebateu e disse que o governo federal foi o responsável por ter comprado todas as vacinas e negou ter demorado a adquiri-las.

Não existia vacina à venda em 2020; a primeira foi aplicada em dezembro de 2020. Em janeiro do ano seguinte, um mês depois, o Brasil começou a vacinar», declarou Bolsonaro. O candidato à reeleição citou o Consórcio do Nordeste e associou Carlos Gabas, ex-ministro de Dilma Rousseff (PT), a supostos desvios de respiradores.

Ainda sobre corrupção, Bolsonaro acusou as gestões petistas de terem falhado em concluir a obra da Transposição do São Francisco por desvios de recursos. «O senhor negou água para os seus irmãos nordestinos», disse o presidente. «O senhor fez na verdade uma obra que não chegava a lugar nenhum», complementou.

  1. Lula se defendeu e disse que sua gestão foi a responsável por ter concluído 88% das obras e que Bolsonaro teria feito 3,5%.
  2. O petista também disse que as gestões petistas foram responsáveis por outras obras que o atual governo assume a paternidade.
  3. Você poderia ter a sensatez de dizer que a obra é do presidente Lula, ‘ele fez mais competente do que eu, eu só vou aqui dar um empurrãozinho'», disse.

Em pergunta de Bolsonaro, os dois candidatos também discutiram sobre crime organizado, quando o presidente questionou Lula sobre não ter transferido para uma penitenciária de segurança máxima federal, em 2006, o narcotraficante Marcos Camacho, o «Marcola».

  1. Na ocasião, aproveitou para dizer que o petista tem «amizade com bandido», que, em seu governo, o crime foi combatido, e acusou o ex-presidente de ter «afinidade» com traficantes ao citar a agenda de campanha de Lula no Complexo do Alemão.
  2. Lula se defendeu e disse ter feito cinco presídios de segurança máxima.

«Quantas você fez? Nenhum», declarou. Sobre a não transferência de Marcola, disse ter seguido uma decisão do então governador de São Paulo à época, Geraldo Alckmin, atual vice do petista. Acusou o presidente de ter relação com milícias e desassociou a imagem de moradores das favelas a traficantes.

Quem ganhou o debate do segundo turno?

Quem ganhou e quem perdeu o primeiro debate do 2º turno? Colunistas do GLOBO analisam Lula e Bolsonaro, durante debate na Bandeirantes — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi considerado o vencedor dos primeiros blocos debate presidencial realizado, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) cresceu no final do programa de TV.

Essa é a avaliação de colunistas do GLOBO que destacaram ainda como ponto forte do petista o embate sobre pandemia, enquanto o chefe do Palácio do Planalto se saiu melhor quando usou o tema da corrupção para atacar seu adversário. «Lula ganhou primeiro bloco e perdeu o último. A decantação das falas, com o festival de mentiras que se viu, pode ainda mexer neste balanço.

O certo é que Bolsonaro foi bem no final e Lula foi melhor no começo.» «Lula colocou Bolsonaro nas cordas na pandemia, mas definitivamente ainda não sabe se posicionar quando responde sobre corrupção e entregou 5 minutos livres para o presidente. Sua sorte é que Bolsonaro cara a cara com o gol vazio, chutou pra fora.» «Na o presidente teve um desempenho pior no primeiro bloco, quando Lula conseguiu pautar boa parte do tempo com temas desgastantes para o presidente, como a pandemia.

Há, no entanto, a avaliação de que Bolsonaro terminou melhor o último bloco do programa. Na campanha de Lula o balanço é similar. O primeiro bloco foi apontado como o melhor momento do ex-presidente.» «Lula se saiu melhor no começo, se atrapalhou no final, ainda não conseguiu resposta eficiente para perguntas sobre corrupção.

Mas no geral teve melhor desempenho. Bolsonaro não se dá bem com a câmera, parecia desconfortável.» Quem Ganhou O Debate Da Band Quem Ganhou O Debate Da Band 1 de 6 Bolsonaro em debate na Band — Foto: Maria Isabel Oliveira/ Agência O Globo Quem Ganhou O Debate Da Band 2 de 6 Lula em debate na Band — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo X de 6 Publicidade 6 fotos Quem Ganhou O Debate Da Band 3 de 6 Lula e Bolsonaro durante debate na Band — Foto: AFP Quem Ganhou O Debate Da Band 4 de 6 Bolsonaro em debate na Band, ao lado de ministro Ciro Nogueira — Foto: AFP X de 6 Publicidade Quem Ganhou O Debate Da Band 5 de 6 Lula com sua equipe em debate na Band — Foto: Agência O Globo Quem Ganhou O Debate Da Band 6 de 6 Bolsonaro e Sérgio Moro no debate — Foto: AFP X de 6 Publicidade Candidatos protagonizaram discussões sobre pandemia, fake news e corrupção : Quem ganhou e quem perdeu o primeiro debate do 2º turno? Colunistas do GLOBO analisam

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Qual apresentador saiu da Band?

‘Em comum acordo com a Band, o apresentador Fausto Silva deixará o programa diário no segundo semestre.

Que dia será o debate para governador de São Paulo?

Na quinta, 27, e na sexta-feira, 28, a Rede Globo promove os últimos debates do segundo turno entre os candidatos ao governo de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) e os presidenciáveis Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), respectivamente.

O que já foi feito por Bolsonaro?

Governo Jair Bolsonaro
Brasil
Governo Jair Bolsonaro
Governo Jair Bolsonaro
Tipo Governo federal
Legislatura 55.ª Legislatura da Câmara dos Deputados 1.º de janeiro de 2019 – 31 de janeiro de 2023 56.ª Legislatura da Câmara dos Deputados 1.º de fevereiro de 2019 – 31 de janeiro de 2023 55.ª Legislatura do Senado Federal 1.º de janeiro de 2019 – 31 de janeiro de 2019 56.ª Legislatura do Senado Federal 1.º de fevereiro de 2019 – 31 de janeiro de 2023
38.º Presidente da República Jair Bolsonaro
25.º Vice-presidente da República Hamilton Mourão
Eleição 2018
Mandato
Início 1.º de janeiro de 2019
Fim 1.º de janeiro de 2023
Duração 1.º de janeiro de 2019 – 1.º de janeiro de 2023
Composição
Partido Eleito pelo PSL, Bolsonaro tornou-se um político sem partido durante o mandato. Vindo a se filiar ao PL em novembro de 2021.
Coligação PRTB, PRB, PSC, PTB, PL, PATRI, PP, PODE
Oposição PT, PCdoB, PSOL, PDT, REDE, PSB, CDN, NOVO, PSDB
Ministros
Número 22
Mulheres 2
Homens 20
Sítio oficial
www,gov,br
Histórico
Michel Temer Lula

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O Governo Jair Bolsonaro teve início no dia 1.º de janeiro de 2019 e chegou ao fim em 31 de dezembro de 2022. O militar reformado Jair Bolsonaro foi eleito o 38.º presidente do Brasil no dia 28 de outubro de 2018, com 55,13% dos votos válidos no segundo turno das eleições presidenciais, derrotando o candidato do PT, Fernando Haddad, que obteve 44,87% dos votos válidos.

  • Desde o início de seu governo, declarou seguir critérios técnicos nas indicações para ocupar cargos em ministérios, bancos e estatais.
  • Porém, contava com oito ministros de formação militar, sendo também militar o vice-presidente Hamilton Mourão,
  • Seu governo superou a quantidade de tais ministros em comparação a todos os governos da ditadura militar, exceto pela administração de Ernesto Geisel,

Na política externa, o primeiro ano de governo foi caracterizado por um alinhamento com outros países governados por líderes de direita, como Donald Trump nos Estados Unidos e Benjamin Netanyahu em Israel, O governo era composto inicialmente por 22 ministérios, sete a menos que o governo anterior e sete a mais do que o prometido em campanha.

  • Entre eles, destaca-se o Ministério da Economia, considerado um «super ministério», por ser resultado da fusão dos Ministérios da Fazenda, Planejamento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços e da maior parte do Ministério do Trabalho,
  • A pasta foi chefiada pelo economista neoliberal Paulo Guedes,

Foi responsável por uma expressiva desburocratização e modernização do sistema público, com a digitalização recorde dos serviços públicos federais, através da criação da plataforma digital » gov.br «, e posteriormente através da Lei do Governo Digital, dos estados e municípios.

Também digitalizou os serviços cartoriais, colocando o Brasil na segunda posição mundial na maturidade em governo digital, segundo o índice GovTech Maturity Index 2022, do Banco Mundial, ficando atrás apenas da Coreia do Sul, em 2022. O governo Bolsonaro criou a Lei da liberdade econômica, desburocratizando as atividades econômicas e facilitando a abertura e o funcionamento de empresas, com redução recorde do tempo médio para se abrir uma empresa no Brasil, passando para 23 horas, utilizando o sistema Balcão Único,

Foi autor do Novo Marco do Saneamento, com o objetivo de universalizar o acesso à água potável e ao tratamento e coleta de esgoto, e criou o «Banco Nacional de Perfis Genéticos» e a «Rede Integrada de Bancos e Perfis Genéticos» para apuração de crimes.

  1. Desde o começo, sua administração envolveu-se em uma série de controvérsias, e foi marcada por uma maciça divulgação de teorias conspiratórias e notícias falsas ou enganosas.
  2. Bolsonaro trocou mais de trinta ministros, saiu do partido que o elegeu após conflitos internos e anunciou o projeto de criação de um novo partido, a Aliança pelo Brasil (ALIANÇA).

Entrou ainda em conflito político sobre o preço dos combustíveis e causou a renúncia de Sergio Moro do Ministério da Justiça após exonerar Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, Seu governo também ficou conhecido pelo maior programa de privatização da história (402 bilhões em privatizações, concessões e desestatizações), pela Reforma da Previdência, pela retomada da malha ferroviária com o programa Pró-Trilhos, a política contínua de redução e zeramento de impostos, pela independência do Banco Central, pela menor taxa de homicídios em dez anos em 2021, pelo Auxílio Emergencial e substituiu o Bolsa Família pelo novo programa social, Auxílio Brasil, alterando o valor pago de 190 reais para o valor temporário de 600 reais.

Entretanto, apesar de ter havido uma queda na taxa de desemprego de 11,9% no início do seu governo para 8,3% em outubro de 2022, o trabalho se tornou mais precário e mais informal, A inflação oscilou muito, mas chegou a alcançar marcas de dois dígitos, a renda média do trabalhador e a renda per capita caíram, e a desigualdade e a pobreza aumentaram.

Seu governo foi responsável pela extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em janeiro de 2019, além do aniquilamento de algumas políticas consideradas eficientes no combate à fome, como o próprio Bolsa Família, considerado um dos principais programas de combate à pobreza do mundo.

  • Por conseguinte, com mais de 60 milhões de pessoas sofrendo com insegurança alimentar no país segundo a FAO, o Brasil voltou ao Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas,
  • Foi também responsável, segundo especialistas, por um amplo desmonte das políticas e órgãos do meio ambiente, da cultura, da ciência e da educação, além de promover repetidos ataques às instituições democráticas e aos povos indígenas,

A atuação de Bolsonaro durante a pandemia de COVID-19 foi amplamente criticada como negacionista, minimizando os efeitos da doença, divulgando notícias falsas, defendendo tratamentos sem eficácia comprovada, desestimulando a vacinação, o uso de máscaras e o distanciamento social, e sabotando as tentativas de seu próprio governo de enfrentar o problema.

  • Por esses motivos foi condenado no Tribunal Permanente dos Povos por crime contra a humanidade,
  • Fechando a 5,87 trilhões de reais, Bolsonaro encerrou seu mandato deixando a maior Dívida Pública Federal da história do Brasil, além de entregar o país mais endividado do que encontrou ao assumir o cargo de presidente.

Também foi o primeiro presidente, desde o Plano Real, a terminar o mandato com redução do valor real do salário mínimo. Em 2022, nas eleições presidenciais, Bolsonaro tentou se reeleger presidente da República, mas foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) no segundo turno.

Quem se saiu melhor no debate da Band Bolsonaro ou Lula?

Daniel Fernandes: Primeiro debate entre presidenciáveis no 2º turno termina empatado, melhor para Lula – O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expôs a má gestão da pandemia feita pelo atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, dominando a primeira parte do debate realizado neste domingo em São Paulo.

Na parte final, foi a vez do candidato do PL conduzir o embate e repetidas vezes obrigar Lula a falar sobre corrupção, sobretudo sobre o escândalo envolvendo a Petrobrás, o chamado Petrolão – no bloco intermediário jornalistas fizeram perguntas. No final da noite, o empate técnico no primeiro debate entre Lula e Bolsonaro foi melhor a Lula, líder das pesquisas de intenção de votos e vitorioso no primeiro turno das eleições com aproximadamente 6 milhões de votos a mais que o atual presidente.

Leia a integra da análise

Como foi o debate do Lula na Band?

No segundo bloco, presidenciáveis responderam a perguntas de jornalistas – No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas feitas por jornalistas dos veículos que organizaram o debate. O primeiro questionamento feito aos dois presidenciáveis foi relacionado à independência dos poderes, bem como à opinião de ambos sobre propostas em tramitação no Congresso que versem sobre mudanças na composição do Supremo Tribunal Federal (STF).

Lula comparou mudanças na composição da Suprema Corte à ação de ditaduras e defendeu que os ministros nomeados em seu governo «tiveram postura de dignididade». «Tentar mexer na Suprema Corte para colocar amigo, companheiro, partidário é um atraso, é um retrocesso que a República brasileira já conhece e eu sou contra».

O ex-presidente afirmou, no entanto, que em eventual nova Constitução Federal poderiam ser discutidos aspectos como existência de mandato para os ministros do Supremo. Bolsonaro, em sua resposta, disse que em 2013 Dilma Rousseff (PT), durante seu mandato, tentou criar mais quatro vagas para o STF.

«Da minha parte está feito o compromisso: não terá nenhuma proposta «, declarou. «No momento, o PT tem sete ministros indicados para o STF. Eu tenho dois. Caso eu venha a ser reeleito, eu terei mais dois. Eu ficaria com quatro e o PT, com cinco. Está feito o equilíbrio». Bolsonaro disse, ainda, que Lula só está disputando a eleição por «obra e graça» do ministro do STF Edson Fachin, em referência à anulação, por parte do ministro, de condenações de Lula relacionadas à Lava Jato, o que, ao ser confirmado pelo Plenário do Supremo, permitiu que o ex-presidente se tornasse novamente elegível.

A segunda pergunta tratou de economia sob dois aspectos: origem dos recursos para financiar o Auxílio Brasil e políticas de preços e privatização da Petrobras. Bolsonaro destacou efeitos externos, como a pandemia e a guerra na Ucrânia, para a alta do preço de combustíveis em todo o mundo e defendeu que o governo buscou propostas junto ao Congresso, o que resultou na proposta aprovada, que diminuiu impostos federais e o ICMS sobre os combustíveis e ocasionou redução de preços.

Temos hoje uma das gasolinas mais baratas do mundo. Trabalho de quem: Jair Bolsonaro e Congresso Nacional», declarou. Lula, em sua resposta, argumentou que nos últimos anos o Brasil reduziu o refinamento do petróleo, o que teria resultado em maior importação de combustíveis e, consequentemente, na alta dos preços.

Sobre privatização da Petrobras, disse que é contrário. «Acho que privatizar a Petrobras é uma loucura». Ambos os candidatos não abordaram a origem dos recursos para financiamento do programa de renda. A pergunta seguinte se tratou de fake news – os presidenciáveis foram questionados sobre seu compromisso com a proposição de lei, caso eleitos, com penalizações a autoridades do governo, incluindo presidente da República, que viessem a transmitir informações falsas.

O candidato petista acusou Bolsonaro de ser disseminador de fake news durante a campanha eleitoral, mas evitou responder a pergunta. O atual presidente criticou palavras usadas por Lula contra ele, como «genocida» e «miliciano», que seriam notícias falsas em relação ao presidente. Em seguida, mencionou decisão do ministro Alexandre de Moraes deste domingo (16), que barrou uma propaganda eleitoral da campanha de Lula que tentava vincular a imagem de Bolsonaro à pedofilia,

O ministro considerou que havia «fato sabidamente inverídico» na inserção da campanha petista. Na quarta e última pergunta, os candidatos foram questionados sobre «compra» de apoio e parlamentares para aprovação de propostas de interesse do governo. O atual presidente negou envolvimento com o chamado Orçamento Secreto.

Eu não tenho nada a ver com esse orçamento secreto. Posso até entender que o Parlamento trabalha melhor na distribuição de renda do que nós, do lado de cá, o meu ministério da Economia e o presidente. Agora, por favor, falar que comprei com orçamento secreto.». Já Lula disse que tentaria criar o «orçamento participativo».

«Vamos pegar o orçamento e vamos mandar para o povo dar opinião para saber o que o povo quer que efetivamente seja feito para ver se a gente consegue diminuir o poder de sequestro que o Centrão fez do presidente Bolsonaro», afirmou.

Quem se saiu bem no debate do SBT?

Análise: Quem venceu o debate do SBT e da CNN? Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e até mesmo o faltoso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinham fortes interesses no, organizado por um pool de empresas de comunicação capitaneado pelo SBT e pela CNN.

Líder nas pesquisas, Lula fez um movimento arriscado ao decidir faltar ao debate. Embora sua ausência buscasse minimizar as chances de erro, o petista foi fustigado por todos os oponentes, principalmente no tema da corrupção. O púlpito vazio e as falas agressivas dos outros candidatos certamente serão exploradas à exaustão nas redes sociais e na propaganda eleitoral nesta última semana – justamente quando ele mais precisa virar votos e conter a abstenção para liquidar a fatura no próximo domingo.

Jair Bolsonaro, por sua vez, era quem estava na berlinda. Com rejeição elevada, a repetição do descontrole emocional demonstrado no último debate (quando atacou gratuitamente a jornalista Vera Magalhães) poderia ser fatal para a sua ambição de forçar um confronto direto com Lula no segundo turno.

  1. Muito mais contido do que no debate da Band, Bolsonaro resistiu aos ataques – principalmente relacionadas ao orçamento secreto, ao despreparo de seu governo na pandemia e na economia e até mesmo quanto ao escândalo das rachadinhas (embora esse termo não tenha sido usado) envolvendo seus filhos.
  2. Beneficiado por várias concessões de direito de resposta e pela dobradinha com o Padre Kelmo, Bolsonaro não se descontrolou e segue vivo na tentativa de forçar um segundo turno contra Lula.

Numa disputa paralela, Ciro Gomes e Simone Tebet precisam conter a evasão de eleitores nesta reta final, caso queiram se manter relevantes no jogo político nos próximos anos. Ao final dos quatro blocos de debate, Ciro desperdiçou chances e se concentrou em atacar Lula e Bolsonaro (muito mais Lula do que Bolsonaro, na verdade).

O que o Lula trouxe pro Brasil?

Por meio de políticas de distribuição de renda, do estímulo ao crédito, do aumento real do salário mínimo, da criação de empregos e também da ampliação do acesso à educação, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu algo inédito na história do Brasil: crescimento econômico com inclusão social.

Quantas capitais do Brasil Lula ganhou?

Leia a quantidade de votos válidos que cada presidente conseguiu em cada uma das capitais Lula ganhou em São Paulo e Salvador, enquanto Bolsonaro manteve a dianteira no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte PODER360 31.out.2022 (segunda-feira) – 3h00 atualizado: 4.nov.2022 (sexta-feira) – 15h59 O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu em menos capitais do que o presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno. O petista teve mais de 50% dos votos válidos em 11 capitais. Já o atual chefe do Executivo ganhou em 16. Os números são semelhantes ao do 1º turno, Quem Ganhou O Debate Da Band Bolsonaro também venceu em 2 das 3 capitais com os maiores colégios eleitorais: Belo Horizonte (MG), com 45,7%, e Rio de Janeiro (RJ), com 47,3%. Lula teve 53,5% dos votos válidos de São Paulo. O maior percentual de votos válidos do petista ocorreu em Salvador (BA). Ele teve 70,3% na cidade. Já Bolsonaro teve mais votos em Boa Vista (RR), com 79,5%.

Como é que tá a pesquisa do Lula e O Bolsonaro?

Pesquisa Folha/Globo/Datafolha divulgada nesta quinta-feira (22) mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente, com 47% das intenções de voto na corrida pelo Palácio do Planalto, O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 33%. O primeiro turno das eleições acontece em 2 de outubro. Receba, em primeira mão, as principais notícias da CNN Brasil no seu WhatsApp! Inscrever-se Não pontuaram Felipe D’Avila (Novo), Sofia Manzano (PCB), Vera Lúcia (PSTU), Leonardo Péricles (UP), José Maria Eymael (DC) e Padre Kelmon (PTB). A parcela dos que dizem que votarão em branco ou nulo representa 4% dos entrevistados. Os indecisos e os que não responderam somam 2%.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou menos. Foram ouvidas 6.754 pessoas face a face entre terça-feira (20) e esta quinta (22). A pesquisa, encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-04180/2022. O nível de confiança da pesquisa é 95%.

O Datafolha também testou um cenário de segundo turno. Confira abaixo os resultados.

Quando vai ser o próximo debate entre Bolsonaro e Lula?

Quando é o próximo debate entre Lula e Bolsonaro? Cinco debates presidenciais estavam previstos na largada do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). O primeiro foi promovido pela Band no domingo (16). O da Rede TV, previsto para a segunda-feira (17), não aconteceu. Quem Ganhou O Debate Da Band Moraes puxa o freio : Quando é o próximo debate entre Lula e Bolsonaro?

Quem é o líder do segundo turno do Brasileiro?

O Bragantino brilhou muito na vitória fora de casa sobre o Santos por 3 a 1 e, agora com 17 pontos, tomou do Fortaleza a liderança da classificação do segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Qual foi a diferença de votos entre Lula e Bolsonaro?

Na disputa de segundo turno mais acirrada desde a redemocratização, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente do Brasil pela terceira vez. Até as 20h30 deste domingo (30), com 99,6% das urnas apuradas, a diferença entre Lula e o oponente, Jair Bolsonaro (PL), era de pouco mais de 2 milhões de votos.

Acompanhe a apuração dos votos no UOL

Desde 1989, nunca se viu uma eleição tão apertada quanto a atual. A mais acirrada até então havia sido a disputa entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), em 2014, que terminou com 51,64% dos votos válidos para a petista, contra 48,36% para o tucano — uma diferença aproximada de 3,4 milhões de votos.

1989 – Fernando Collor X Lula

Após liderar as eleições no primeiro turno com 30,5% dos votos válidos, Fernando Collor disputou a segunda fase do pleito contra Lula, que obteve 17,2%. O candidato do PRN (Partido da Reconstrução Nacional) se elegeu com 53,03% dos votos contra 46,97% do petista. Collor obteve 35 milhões de votos e Lula, 31 milhões — uma diferença aproximada de 4 milhões.

2002 – Lula X José Serra

Lula estava com a vantagem de votos válidos no primeiro turno, com 46,44% em disputa com José Serra (PSDB), que garantiu 23,20%. Já no segundo turno, o candidato petista venceu o pleito e se tornou presidente com 61,27% dos votos no segundo turno, ante 38,73% de Serra. Lula obteve 52,4 milhões de votos, contra 33 milhões de Serra — a diferença foi de 19,4 milhões.

2006 – Lula X Alckmin

Em mais uma disputa entre petistas e tucanos, Lula garantiu a liderança no primeiro turno com 48,61% dos votos, contra 41,64% de Geraldo Alckimin (PSDB). Já no segundo turno, Lula venceu pela segunda vez consecutiva, com 60,83% dos votos. Já Alckmin alcançou 39,17%.58 milhões de votos foram para Lula naquela época, contra 37,5 milhões para Alckmin. A diferença foi de 20,5 milhões.

2010 – Dilma X José Serra

José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) disputaram as eleições de 2010 e a candidata petista venceu, também no segundo turno, e foi eleita a primeira mulher presidente da República, com 56,05% do total de votos válidos, contra 43,95% de Serra. Em número de votos, Dilma obteve 55,7 milhões, e Serra, 43,7 milhões — 12 milhões a menos do que a petista.

2014 – Dilma X Aécio

Quatro anos depois de ter vencido pela primeira vez, Dilma foi para o segundo turno contra o senador Aécio Neves (PSDB) e ganhou o pleito, em outubro, com 51,64% dos votos válidos, contra 48,36% do tucano. Depois da disputa entre Lula e Bolsonaro, essa foi a eleição mais acirrada. Dilma teve 54,4 milhões de votos e Aécio, 51 milhões. A diferença aproximada foi de 3,4 milhões de votos.

2018 – Bolsonaro X Haddad

A disputa entre Jair Messias Bolsonaro (na época no PSL) e Fernando Haddad (PT) foi para o segundo turno em 2018. Bolsonaro conseguiu 55,13% dos votos, contra 44,87% de Haddad. A diferença foi de 10,8 milhões de votos a mais para Bolsonaro.

Quanto o Lula foi eleito?

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o novo presidente da República. Ele venceu o atual presidente, Jair Messias Bolsonaro (PL), que pleiteava a reeleição no segundo turno das Eleições Gerais de 2022. Às 19h56 deste domingo (30), com 98,91% das urnas apuradas, Lula foi considerado eleito após receber 59.563.912 votos (50,83% dos votos válidos), contra 57.675.427 votos (49,17% dos votos válidos) de Bolsonaro.

  1. O número de votos válidos, até aquele horário, foi de 117.305.567.
  2. Foram registrados 1.751.415 votos brancos (1,43%) e 3.889.466 votos nulos (3,16%).
  3. A abstenção chegou a 20,90%.
  4. Perfil Luiz Inácio Lula da Silva, 77 anos, é natural de Garanhuns (PE) e concorreu pela coligação Brasil da Esperança (formada por FE Brasil (PT/PCdoB/PV)/Solidariedade/Federação PSOL-Rede/PSB/Agir/Avante/Pros).

Presidente da República entre 2003 e 2010, ele é casado com Rosângela Silva, Janja, e tem como vice-presidente o médico e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. DV, RS/LC, DM

Quem partido Bolsonaro?

Candidatura à Presidência da República (2018) – Bolsonaro comemorando o resultado da convenção que o escolheu como sendo candidato à presidência pelo PSL Jair Bolsonaro candidatou-se à presidência da República Federativa do Brasil pelo Partido Social Liberal nas eleições presidenciais de 2018 com General Mourão (do PRTB ) como vice, na coligação «Brasil acima de tudo, Deus acima de todos».

Sua candidatura, que tinha duas contestações, foi deferida por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Jair Bolsonaro foi o primeiro candidato à presidência a alcançar o valor de um milhão de reais em doações para campanha eleitoral por meio do financiamento coletivo. O valor foi alcançado após 59 dias do início da campanha de arrecadação, em 5 de julho, arrecadando-se em média dezessete mil reais por dia.

Em 23 de agosto, iniciou sua campanha, gozando de forte proteção policial e usando colete à prova de balas. O então presidente do PSL, Gustavo Bebianno declarou que Bolsonaro estava em nível máximo de risco.