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Quem Foram Os Bandeirantes?

Quem foram os bandeirantes na história brasileira?

Publicada originalmente em ago/2014 – edição nº 9 – Raposo Tavares e Fernão Dias foram bandeirantes notáveis, muito conhecidos, que ajudaram a povoar o Brasil e ampliar seus limites territoriais ao fundar vilas, em busca de ouro e pedras preciosas pelo País afora.

  1. Ambos dão nome a duas das mais importantes rodovias brasileiras.
  2. Ao mesmo tempo, praticavam atos violentos, matando ou escravizando índios.
  3. Por isso, são vistos como heróis por uns e bandidos por outros, ou uma mistura de ambos.
  4. Porém, há uma parte de sua biografia que ainda hoje é pouco comentada: eles e outros líderes de bandeiras foram vereadores da Câmara da capital paulista, então chamada Vila de São Paulo de Piratininga.

A relação entre a instituição e os sertanistas era conturbada. Em setembro de 1627, os vereadores pediram a prisão de Antônio Raposo Tavares, alegando que ele organizava uma expedição sem licença. O temor dos vereadores era que, com a saída de muitos homens, a vila ficasse desprotegida e fosse atacada por índios.

  1. As atas da época, documentos muito utilizados pelos historiadores para estudar a Câmara, mostram que o «delinquente» Raposo Tavares deveria ser detido e, caso a ordem não pudesse ser cumprida, que lhe tomassem «a pólvora e o chumbo».
  2. Não foram encontrados registros de que tenha sido preso ou se sua munição foi confiscada.

Assim, a expedição ocorreu e, em maio de 1629, Raposo Tavares e sua bandeira voltaram a São Paulo com centenas de índios escravizados, tornando-o um homem admirado. Em 1º de janeiro de 1633, foi eleito juiz ordinário da vila, cargo hoje equivalente ao de presidente da Câmara.

Outro bandeirante que teve problemas com a Câmara foi Manuel Alves Preto. Em 1628, ele organizou uma grande bandeira rumo à região do Guairá, um antigo território espanhol a oeste do atual Estado do Paraná, para destruir missões dos jesuítas. Voltou a São Paulo com centenas de índios escravizados e foi acusado pelos padres jesuítas de ser violento demais.

Por isso, não pôde assumir o cargo de vereador, para o qual tinha sido eleito. Manuel Preto era dono de fazenda na Freguesia do Ó e explorava uma mina de ouro no Morro do Jaraguá, na zona oeste da cidade. O chefe do Arquivo da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), historiador Ubirajara de Farias Prestes Filho, conta à Apartes que os condutores das bandeiras adquiriam destaque na vila paulista, e isso os credenciava a assumir funções na administração local. Quem Foram Os Bandeirantes O chefe do Arquivo da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), historiador Ubirajara de Farias Prestes Filho. Foto: Marcelo Ximenez/CMSP Na ata da Câmara de 1º de fevereiro de 1681, há o registro de que um vereador pediu para ser substituído no cargo para «buscar remédio no sertão, o trato ordinário desta terra».

  • Prestes Filho explica que as expressões «buscar remédio no sertão» e «buscar remédio para a pobreza» apareciam frequentemente nos documentos do período colonial para indicar a busca por índios, chamados de negros da terra, para escravizá-los.
  • No livro Viagem pela história do Brasil, o historiador Jorge Caldeira esclarece que um dos segredos da eficiência dos bandeirantes era conhecer a natureza e os costumes indígenas.

Quase todos eram mamelucos (filhos de indígenas com europeus) e casados com índias. A língua mais falada por eles era a geral (indígena). Segundo Caldeira, a união das ambições europeias com os costumes locais criou um novo tipo: o sertanista. Enlarge Quem Foram Os Bandeirantes O quadro A partida dos bandeirantes, de Clóvis Graciano, está no Salão Nobre da CMSP Foto: Gute Garbelotto/CMSP Enlarge O quadro A partida dos bandeirantes, de Clóvis Graciano, está no Salão Nobre da CMSP Foto: Gute Garbelotto/CMSP

Quem inventou bandeirantes?

A História do Movimento Bandeirante – Quem quiser compreender bem o Movimento Bandeirante precisa conhecer o homem que criou o Escotismo e o Bandeirantismo: Baden-Powell, conhecido carinhosamente pelos Bandeirantes e Escoteiros de todo o mundo como «B-P».

​ De família simples, Lord Robert Stephenson Smith Baden-Powell, filho de um professor e reverendo da Igreja Anglicana, Reverendo Baden Powell, e de uma professora primária e possuidora de grande talento para desenho e pintura, Henrietta Grace Smith, nasceu em Londres, Inglaterra, em 22 de fevereiro de 1857.

​ Em 1907, usando as técnicas que desenvolveu na guerra como tenente-coronel do Exército Inglês e com sua visão de vanguarda sobre educação, B-P iniciou o Movimento Escoteiro como uma «proposta para jovens que quisessem se preparar para a vida, viver aventuras e promover a paz» (B-P).

O Movimento Bandeirante na Inglaterra A história do Movimento Bandeirante (MB) começa em 1909, na Inglaterra, quando durante a Reunião Escoteira do Palácio de Cristal, um grupo de moças com uniformes azul-marinho, chapéu scout, lenços, mochilas brancas e compridas meias pretas se apresentou a Baden-Powell.

Surpreso com a presença feminina, B-P se dirigiu a elas. As moças se apresentaram e disseram que queriam também ter a oportunidade que os meninos estavam tendo. ​ ​ B-P não pode recusar este pedido, afinal, já eram muitas as moças que começavam ler seu livro Escotismo para Rapazes e seguir os princípios do Escotismo.

No entanto, Baden-Powell não propôs que o movimento para as meninas fosse apenas uma versão feminina do Escotismo, mas sim um movimento irmão ao Escoteiro. Isto é, um novo movimento com os mesmos princípios, mas que estivesse de acordo com as necessidades, possibilidades e interesses das meninas e moças naquele momento.

A história do Movimento Bandeirante (MB) começa em 1909, na Inglaterra, quando durante a Reunião Escoteira do Palácio de Cristal, um grupo de moças com uniformes azul-marinho, chapéu scout, lenços, mochilas brancas e compridas meias pretas se apresentou a Baden-Powell.

  • Surpreso com a presença feminina, B-P se dirigiu a elas.
  • As moças se apresentaram e disseram que queriam também ter a oportunidade que os meninos estavam tendo.
  • ​ B-P não pode recusar este pedido, afinal, já eram muitas as moças que começavam ler seu livro Escotismo para Rapazes e seguir os princípios do Escotismo.

No entanto, Baden-Powell não propôs que o movimento para as meninas fosse apenas uma versão feminina do Escotismo, mas sim um movimento irmão ao Escoteiro. Isto é, um novo movimento com os mesmos princípios, mas que estivesse de acordo com as necessidades, possibilidades e interesses das meninas e moças naquele momento.

​ Desta forma, o nome escolhido por B-P para o movimento que começava a nascer foi Girl Guides (Meninas Guias, em inglês). Que traz a imagem daqueles que abrem caminhos, que vão à frente, e abrem passagem para outros. Para criar este novo movimento, B-P pediu a ajuda de sua irmã Agnes Baden-Powell. Ela se animou muito com a ideia e escreveu o primeiro livro para as Girl Guides chamado «The Girl Guide Handbook or How Girl Can Help to Build the Empire» (O Manual das Girl Guides ou Como podem as Meninas Ajudar a Construir o Império – isto é, o Reino Unido).

Posteriormente Baden-Powell publica outro livro chamado Girl Guiding (Guidismo, ou Bandeirantismo, como chamamos aqui no Brasil) no qual apresenta entre outras coisas, a Promessa e o Código Bandeirante – os fundamentos do Movimento. Agnes foi fundamental para o nascimento do Guidismo.

Ela era uma mulher muito ativa, cheia de ideias e habilidades. Agnes trabalhou muito para o crescimento do Método Bandeirante, escreveu panfletos de esclarecimento aos pais, propôs, junto ao seu irmão, o uniforme próprio para as meninas, entre outras coisas que foram criando a identidade do Movimento das Girl Guides.

Em 1912 é fundada a Associação Mundial das Girl Guides, da qual Agnes Baden-Powell se tornou a 1ª Presidente. Assim, oficializou-se o movimento, que se expandiria por todo o mundo. No entanto, o ano que marca o nascimento do Bandeirantismo permanece sendo 1909 – graças à ousadia das meninas no Palácio de Cristal e a prontidão de B-P em pensar um movimento para as meninas e moças junto a sua irmã mais nova.

O Movimento Bandeirante no Brasil ​ Tudo começou com uma carta Em 1914, Lady Olave Baden-Powell, esposa de B-P, entra para o Movimento das Girl Guides e começa a trabalhar com Agnes Baden-Powell. Apaixonada pelo Movimento, Olave juntou-se a Agnes no trabalho de consolidação do Movimento. Olave trabalhou muito no fortalecimento e expansão do Bandeirantismo no mundo, inclusive no Brasil.

Logo após o fim da Primeira Guerra Mundial, Olave Baden-Powell enviou uma carta ao Brasil, propondo a fundação do Movimento das Girl Guides no país. Sr. Barclay, amigo de Olave que viajava para o Rio de Janeiro a negócios, se responsabilizou pela correspondência, e a entregou nas mãos da família Lynch.

  1. No dia 30 de maio de 1919, a senhora Adéle Lynch promoveu uma reunião em sua casa com autoridades e senhoras interessadas no Movimento.
  2. Entre os convidados estava May Mackenzie, canadense residente no Brasil que já havia participado do movimento na Inglaterra, e Jerônyma Mesquita, cunhada do Sr.
  3. Lynch e conhecida por trabalhos educacionais e sociais.

​ O Movimento das Girl Guides se apresentava como uma proposta de educação pioneira, por acreditar na importância da mulher em assumir um papel mais atuante nas mudanças da sociedade. Essa característica cativou as pessoas que estavam na casa da Sra. Lynch, como Jerônyma Mesquita, que dedicou sua vida ao Bandeirantismo e foi homenageada com o título de Chefe Fundadora do Movimento Bandeirante brasileiro.

  1. Surgia a Associação das Girl Guides do Brasil (primeiro nome da instituição).
  2. Em 13 de agosto de 1919, realizou-se a cerimônia de promessa das 11 primeiras bandeirantes brasileiras – data oficial de fundação do Movimento Bandeirante no país.
  3. Com o início do processo de expansão, a Chefe Jerônyma Mesquita, solicitou ao professor Jonathas Serrano um nome nacional às Girl Guides.

Este buscou na história do Brasil o sentido adequado a ideia original de B-P, e escolheu o nome «Bandeirantes» que significa «aqueles que abrem caminhos» e a instituição adotou o nome na época de Federação das Bandeirantes do Brasil. Os primeiros passos do Movimento Bandeirante ​ Mulheres como Maria de Lourdes Lima Rocha foram importantes para que o Bandeirantismo se tornasse forte e se firmasse no Brasil.

Conhecida por todos como Chefe Lourdes, Maria de Lourdes era professora e pedagoga, e fundou a Companhia do Sagrado Coração de Jesus, em Botafogo. A primeira sede exclusivamente do Movimento Bandeirante foi inaugurada em setembro de 1927, construída na Matriz do Sagrado Coração de Jesus, onde funcionava também a Companhia.

Neste mesmo ano é iniciada a publicação do jornal «Bandeirantes», editado até a década de 1990. ​ O Movimento Bandeirante, no ano de 1928, rompe barreiras sociais e comportamentais para as mulheres da época, em especial para as que compunham a elite da sociedade brasileira, classe da qual todas as Bandeirantes do período pertenciam.

Foi realizado o primeiro Acantonamento para chefes na cidade de Itaipava, no Rio de Janeiro, que levou as moças para longe de seus cotidianos domésticos. Além disso, o campo de atuação das Bandeirantes se estendeu para escolas municipais, favelas e bairros proletários, um escândalo na década de 1920.

O Brasil, em 1930, torna-se membro oficial da Associação Mundial de Bandeirantes (World Association of Girl Guides and Girl Scouts), criada em 1928 em Londres, na Inglaterra. ​ O Movimento Bandeirante foi se solidificando e se expandindo, e chegou a outros Estados do Brasil, assim como a outros grupos sociais.

  1. Em 1937, por exemplo, é organizado pela Chefe Lourdes uma Companhia Bandeirante no Instituto Benjamin Constant, primeira e única Companhia para meninas com deficiência visual.
  2. A década de 1940 é marcada pela integração e intercâmbio entre as Regiões (hoje chamadas Estados).
  3. As Bandeirantes começam a viajar pelo Brasil e criar uma unidade nacional entre as meninas.

​ Ao mesmo tempo, o Movimento Bandeirante se organizava. A ideia de criar uma sede-central era reflexo da necessidade de oferecer uma situação mais sólida à instituição, e de permitir o crescimento do Movimento Bandeirante, que ainda encontrava dificuldades para que isso acontecesse.

  • Quinze anos e muitos, muitos tijolos A atual sede nacional do Movimento Bandeirante, no Rio de Janeiro, foi inaugurada em 19 de março de 1959, com a presença do então Presidente da República, Juscelino Kubitschek.
  • Foram 15 anos de grande empenho e mobilização para que a obra pudesse ser concluída, e muitos ajudaram nesta construção, com pequenas ou grandes contribuições.

A dedicação das Bandeirantes foi fundamental para que o sonho de se erguer uma sede própria pudesse ser possível. A «Campanha dos Tijolos» mobilizou meninas e moças de todas as partes do país, que se esforçaram para arrecadar qualquer quantia que ajudasse na compra de cimento e tijolos.

A presidente da instituição no período, Maria José de Queiroz Austregésilo de Athayde (Dona Jujuca), assim como as bandeirantes-chefes Maria Luiza de Vasconcellos e Rosita Sampaio Bahiana (uma das 11 Bandeirantes a fazer a promessa), foram as responsáveis por levar à frente esse projeto. A construção da Sede Nacional daria maior estabilidade e possibilitaria a expansão do Movimento Bandeirante no Brasil.

A década de 1960: pensando o Movimento Bandeirante no Brasil ​ A década de 1960 representou um desafio para o Movimento Bandeirante. Este foi o período de reformulação do programa e da estrutura do Movimento, e da elaboração de um projeto de coeducação, ou seja, o incentivo às atividades mistas.

Meninos e rapazes são convidados agora a participar do MB. Nos anos de 1968 e 1969, o MB comemora seus 50 anos no Brasil. O Jubileu de Ouro é marcado por uma série de atividades, como o Acampamento Internacional de Brasília, que reuniu 300 participantes do Brasil e do exterior. A cerimônia da «Cápsula do Tempo» é emblemática nas comemorações do Jubileu de Ouro.

Foi colocado um marco de pedra em frente à sede nacional, no Rio de Janeiro. Sob esta pedra está a «Cápsula do Tempo», um cilindro doado pela Marinha do Brasil onde estão guardados objetos, documentos, mensagens e diversas informações sobre os Bandeirantes da época.

  1. A cápsula será aberta somente em 2019, ano de comemoração dos 100 anos do Movimento Bandeirante no Brasil.
  2. Os anos 60 marcaram o país e o mundo, com as manifestações juvenis de protesto e contestação das normas e instituições sociais.
  3. Regimes políticos autoritários são instaurados em diversos países, como no Brasil, com o golpe militar em 1964.

O Movimento Bandeirante, no entanto, como instituição de educação para a cidadania, sempre preservou a autonomia e o protagonismo do jovem em suas atividades. Quem Foram Os Bandeirantes O Movimento Bandeirante hoje: maturidade e jovialidade Nas últimas cinco décadas, o Movimento Bandeirante empenhou-se ainda mais em incentivar a participação dos Bandeirantes junto à comunidade. Os projetos do MB começam a discutir saúde preventiva, alimentação e nutrição, educação, cultura, meio ambiente etc.

O Movimento Bandeirante que, inicialmente, se destinava à formação de meninas e moças – tendo um papel fundamental na ampliação e participação feminina na sociedade da época, solidificou sua proposta de coeducação iniciada com a reformulação institucional entre os anos 1969 a 1974, no entanto, apostando na mudança, abre suas portas aos meninos e rapazes.

Mas a presença expressiva de meninos e rapazes ocorre efetivamente no final dos anos noventa e, a partir do Estatuto de 2004, a instituição é denominada como Federação de Bandeirantes do Brasil. O resultado de suas ações foi o reconhecimento, por entidades nacionais e internacionais, de suas atividades comunitárias, além do crescimento da instituição em vários estados brasileiros, tendo formado mais de um milhão e meio de crianças e jovens.

Como os bandeirantes são vistos hoje?

‘ Eles são lembrados só como construtores de riqueza e da nacionalidade, mas não são lembrados como assassinos e escravizadores de indígenas, como foras da lei ou até mesmo como estupradores. Essas dimensões da história dos bandeirantes sumiram’, afirma o historiador.

Como os bandeirantes chegaram em Mato Grosso?

Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica a cidade se situam entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manoel de Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó deságua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo.

Quem foi o maior bandeirante do Brasil?

Publicada originalmente em ago/2014 – edição nº 9 – Raposo Tavares e Fernão Dias foram bandeirantes notáveis, muito conhecidos, que ajudaram a povoar o Brasil e ampliar seus limites territoriais ao fundar vilas, em busca de ouro e pedras preciosas pelo País afora.

  1. Ambos dão nome a duas das mais importantes rodovias brasileiras.
  2. Ao mesmo tempo, praticavam atos violentos, matando ou escravizando índios.
  3. Por isso, são vistos como heróis por uns e bandidos por outros, ou uma mistura de ambos.
  4. Porém, há uma parte de sua biografia que ainda hoje é pouco comentada: eles e outros líderes de bandeiras foram vereadores da Câmara da capital paulista, então chamada Vila de São Paulo de Piratininga.
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A relação entre a instituição e os sertanistas era conturbada. Em setembro de 1627, os vereadores pediram a prisão de Antônio Raposo Tavares, alegando que ele organizava uma expedição sem licença. O temor dos vereadores era que, com a saída de muitos homens, a vila ficasse desprotegida e fosse atacada por índios.

As atas da época, documentos muito utilizados pelos historiadores para estudar a Câmara, mostram que o «delinquente» Raposo Tavares deveria ser detido e, caso a ordem não pudesse ser cumprida, que lhe tomassem «a pólvora e o chumbo». Não foram encontrados registros de que tenha sido preso ou se sua munição foi confiscada.

Assim, a expedição ocorreu e, em maio de 1629, Raposo Tavares e sua bandeira voltaram a São Paulo com centenas de índios escravizados, tornando-o um homem admirado. Em 1º de janeiro de 1633, foi eleito juiz ordinário da vila, cargo hoje equivalente ao de presidente da Câmara.

  • Outro bandeirante que teve problemas com a Câmara foi Manuel Alves Preto.
  • Em 1628, ele organizou uma grande bandeira rumo à região do Guairá, um antigo território espanhol a oeste do atual Estado do Paraná, para destruir missões dos jesuítas.
  • Voltou a São Paulo com centenas de índios escravizados e foi acusado pelos padres jesuítas de ser violento demais.

Por isso, não pôde assumir o cargo de vereador, para o qual tinha sido eleito. Manuel Preto era dono de fazenda na Freguesia do Ó e explorava uma mina de ouro no Morro do Jaraguá, na zona oeste da cidade. O chefe do Arquivo da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), historiador Ubirajara de Farias Prestes Filho, conta à Apartes que os condutores das bandeiras adquiriam destaque na vila paulista, e isso os credenciava a assumir funções na administração local. Quem Foram Os Bandeirantes O chefe do Arquivo da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), historiador Ubirajara de Farias Prestes Filho. Foto: Marcelo Ximenez/CMSP Na ata da Câmara de 1º de fevereiro de 1681, há o registro de que um vereador pediu para ser substituído no cargo para «buscar remédio no sertão, o trato ordinário desta terra».

Prestes Filho explica que as expressões «buscar remédio no sertão» e «buscar remédio para a pobreza» apareciam frequentemente nos documentos do período colonial para indicar a busca por índios, chamados de negros da terra, para escravizá-los. No livro Viagem pela história do Brasil, o historiador Jorge Caldeira esclarece que um dos segredos da eficiência dos bandeirantes era conhecer a natureza e os costumes indígenas.

Quase todos eram mamelucos (filhos de indígenas com europeus) e casados com índias. A língua mais falada por eles era a geral (indígena). Segundo Caldeira, a união das ambições europeias com os costumes locais criou um novo tipo: o sertanista. Enlarge Quem Foram Os Bandeirantes O quadro A partida dos bandeirantes, de Clóvis Graciano, está no Salão Nobre da CMSP Foto: Gute Garbelotto/CMSP Enlarge O quadro A partida dos bandeirantes, de Clóvis Graciano, está no Salão Nobre da CMSP Foto: Gute Garbelotto/CMSP

Porque os bandeirantes eram chamados de bandeirantes?

Bandeirantes: heróis ou vilões? A pobreza da capitania de São Vicente (atual Estado de São Paulo) devido à decadência dos canaviais durante o Período Colonial estimulou a organização de expedições pelo interior do Brasil conhecidas como bandeiras e entradas. Quem Foram Os Bandeirantes Visão romântica dos bandeirantes: Domingos Jorge Velho e Antônio Fernandes de Abreu. (foto: Pintura de Benedito Calixto, 1903.) Apesar do romantismo e heroísmo apresentado pela história brasileira, a realidade vivenciada pelos bandeirantes era precária.

Andavam descalços, as roupas em farrapos, e era comum sofrerem de fome, doenças e ataques de animas selvagens e índios hostis. Essa dureza das expedições tornava os bandeirantes homens extremamente violentos, ambiciosos e rudes, características muito utilizadas para a escravização de índios e combate aos quilombos.

Por exemplo, o Quilombo de Palmares foi destruído pela Entrada com mais de seis mil homens comandada por Domingos Jorge Velho. As expedições de bandeirantes organizadas por particulares eram conhecidas como Bandeiras. As organizadas pelo governo eram conhecidas como Entradas.

  • Tinham geralmente como ponto de partida as cidades de São Vicente e São Paulo.
  • Caminhavam seguindo o curso dos rios, criando trilhas e muitas vezes seus pontos de apoio se transformaram posteriormente em cidades.
  • Quando era possível, utilizavam a navegação das bacias hidrográficas.
  • Lembrando que o interior do Brasil no Período Colonial era formado na sua maior parte por florestas densas e úmidas, inexploradas e conhecidas apenas pelos índios.

Durante o período em que a União Ibérica invalidou as delimitações impostas pelo Tratado de Tordesilhas, o bandeirantismo intensificou suas atividades alcançando regiões cada vez mais distantes. As explorações dos bandeirantes delimitaram o território brasileiro que conhecemos hoje.

Inclusive da Amazônia, devido à procura das drogas do sertão. Como o objetivo principal dos bandeirantes era a captura de indígenas para a escravidão, eles descobriram que o ataque às missões jesuíticas eram uma rentável alternativa, em que poderiam obter índios acostumados a uma rotina de trabalhos braçais.

Com isso, jesuítas e bandeirantes entraram em conflito diversas vezes. A realidade: a brutalidade, fome e ganância em um ambiente hostil. (foto: Pintura de Debret.) Graças as essas expedições, as primeiras regiões ricas em ouro foram descobertas no final do século XVII. Em 1695, aconteceu a primeira descoberta de ouro nas proximidades do Rio das Velhas, local onde hoje estão as cidades mineiras de Caeté e Sabará.

  • Pouco tempo depois, outras regiões próximas formaram um dos maiores centros de exploração de ouro no Brasil.
  • A descoberta do ouro em pouco tempo estimulou as autoridades portuguesas a terem mais controle sobre a colônia e elas entraram em conflito com os colonos paulistas pelo monopólio sobre a mineração: a Guerra dos Emboabas.

Ao longo do século XVIII, a exploração do ouro representou a principal fonte de renda de Portugal. Outras entradas e bandeiras foram responsáveis pela descoberta de ouro e pedras preciosas nas regiões de Mato Grosso e Goiás. A partir de então, o bandeirantismo inaugurou uma nova etapa nas relações econômicas na colônia.

Com a intensificação do controle das autoridades portuguesas e as reformas promovidas pelo Marquês de Pombal, o bandeirantismo acabou perdendo sua importância. Contudo, no período em que se consolidou como atividade econômica, a ação dos bandeirantes foi de grande importância para a ampliação dos territórios e a diversificação das atividades comerciais.

Os principais bandeirantes foram Fernão Dias Pais, Manuel Borba Gato, Bartolomeu Bueno da Veiga (Anhanguera), Domingos Jorge Velho, Antônio Raposo Tavares, Nicolau Barreto e Manuel Preto. Muitos deles aclamados como heróis pelo governo paulista. Heróis ou vilões? Talvez sejam ambos.

  • Artigo do,
  • Fonte: CARVALHO FRANCO, Francisco de Assis, Dicionário de Bandeirantes e Sertanistas do Brasil, Editora Itatiaia Limitada – Editora da Universidade de São Paulo, 1989.
  • MONTEIRO, John.
  • Negros da Terra.
  • Índios e Bandeirantes nas origens de São Paulo, no séc.XVI.
  • São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

: Bandeirantes: heróis ou vilões?

Quem foi o primeiro Bandeirante?

Algo mais – A primeira bandeira conhecida por esse nome foi liderada por Raposo Tavares em 1627 e percorreu a mesma região explorada por Aleixo Garcia um século antes. Antonio Raposo procurava as missões indígenas do Guairá, no atual Estado do Paraná, e pretendia trazer nativos que seriam vendidos como escravos em São Paulo.

Qual é o significado da palavra bandeirantes?

Os bandeirantes foram um grupo de homens – majoritariamente da região de São Paulo e São Vicente – que saíram do litoral do território da América Portuguesa e seguiram os caminhos dos rios em direção às regiões do interior, em expedições denominadas bandeiras ou entradas.

O que quer dizer a palavra Band?

Rede Bandeirantes, conhecida informalmente como Band, é uma rede de televisão comercial aberta brasileira, pertencente ao Grupo Bandeirantes.

Qual foi o Bandeirante mais famoso?

Publicada originalmente em ago/2014 – edição nº 9 – Raposo Tavares e Fernão Dias foram bandeirantes notáveis, muito conhecidos, que ajudaram a povoar o Brasil e ampliar seus limites territoriais ao fundar vilas, em busca de ouro e pedras preciosas pelo País afora.

  • Ambos dão nome a duas das mais importantes rodovias brasileiras.
  • Ao mesmo tempo, praticavam atos violentos, matando ou escravizando índios.
  • Por isso, são vistos como heróis por uns e bandidos por outros, ou uma mistura de ambos.
  • Porém, há uma parte de sua biografia que ainda hoje é pouco comentada: eles e outros líderes de bandeiras foram vereadores da Câmara da capital paulista, então chamada Vila de São Paulo de Piratininga.

A relação entre a instituição e os sertanistas era conturbada. Em setembro de 1627, os vereadores pediram a prisão de Antônio Raposo Tavares, alegando que ele organizava uma expedição sem licença. O temor dos vereadores era que, com a saída de muitos homens, a vila ficasse desprotegida e fosse atacada por índios.

As atas da época, documentos muito utilizados pelos historiadores para estudar a Câmara, mostram que o «delinquente» Raposo Tavares deveria ser detido e, caso a ordem não pudesse ser cumprida, que lhe tomassem «a pólvora e o chumbo». Não foram encontrados registros de que tenha sido preso ou se sua munição foi confiscada.

Assim, a expedição ocorreu e, em maio de 1629, Raposo Tavares e sua bandeira voltaram a São Paulo com centenas de índios escravizados, tornando-o um homem admirado. Em 1º de janeiro de 1633, foi eleito juiz ordinário da vila, cargo hoje equivalente ao de presidente da Câmara.

  1. Outro bandeirante que teve problemas com a Câmara foi Manuel Alves Preto.
  2. Em 1628, ele organizou uma grande bandeira rumo à região do Guairá, um antigo território espanhol a oeste do atual Estado do Paraná, para destruir missões dos jesuítas.
  3. Voltou a São Paulo com centenas de índios escravizados e foi acusado pelos padres jesuítas de ser violento demais.

Por isso, não pôde assumir o cargo de vereador, para o qual tinha sido eleito. Manuel Preto era dono de fazenda na Freguesia do Ó e explorava uma mina de ouro no Morro do Jaraguá, na zona oeste da cidade. O chefe do Arquivo da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), historiador Ubirajara de Farias Prestes Filho, conta à Apartes que os condutores das bandeiras adquiriam destaque na vila paulista, e isso os credenciava a assumir funções na administração local. Quem Foram Os Bandeirantes O chefe do Arquivo da Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), historiador Ubirajara de Farias Prestes Filho. Foto: Marcelo Ximenez/CMSP Na ata da Câmara de 1º de fevereiro de 1681, há o registro de que um vereador pediu para ser substituído no cargo para «buscar remédio no sertão, o trato ordinário desta terra».

  1. Prestes Filho explica que as expressões «buscar remédio no sertão» e «buscar remédio para a pobreza» apareciam frequentemente nos documentos do período colonial para indicar a busca por índios, chamados de negros da terra, para escravizá-los.
  2. No livro Viagem pela história do Brasil, o historiador Jorge Caldeira esclarece que um dos segredos da eficiência dos bandeirantes era conhecer a natureza e os costumes indígenas.

Quase todos eram mamelucos (filhos de indígenas com europeus) e casados com índias. A língua mais falada por eles era a geral (indígena). Segundo Caldeira, a união das ambições europeias com os costumes locais criou um novo tipo: o sertanista. Enlarge Quem Foram Os Bandeirantes O quadro A partida dos bandeirantes, de Clóvis Graciano, está no Salão Nobre da CMSP Foto: Gute Garbelotto/CMSP Enlarge O quadro A partida dos bandeirantes, de Clóvis Graciano, está no Salão Nobre da CMSP Foto: Gute Garbelotto/CMSP

Quem lutou contra os bandeirantes?

O conflito – Os paulistas e os emboabas se confrontaram entre 1708 e 1709, Manuel Nunes Viana liderou as tropas emboabas enquanto Borba Gato chefiou os bandeirantes na guerra. Em Campo da Traição, próximo da atual cidade mineira de Tiradentes, aconteceu a batalha mais trágica e que definiu a vitória dos emboabas, Com a expulsão dos paulistas, os estrangeiros tiveram o domínio das minas. Estátua de Borba Gato, na cidade de Santo Amaro (SP). Ele liderou as tropas paulistas na Guerra dos Emboabas (1708-1709).

O que os bandeirantes trouxeram para o Brasil?

Foi a partir do século 17 que as terras do interior do Brasil passaram a ser rotineiramente exploradas. O desbravamento e povoação dessas terras foram iniciados por expedições pioneiras chamadas de Entradas e Bandeiras, As Entradas geralmente eram expedições oficiais, ou seja, foram organizadas pelo governo da autoridade colonial.

  1. Já as Bandeiras tinham motivação particular, isto é, eram organizadas por colonos que se estabeleceram nos povoados.
  2. Os historiadores ainda hoje debatem sobre a caracterização dos dois tipos de expedições, mas ainda assim aceitam a diferenciação mencionada acima.
  3. O mais importante é entender os fatores que ocasionaram a criação das Entradas e das Bandeiras e as mudanças que essas expedições provocaram no processo de colonização do Brasil,

As Entradas e Bandeiras foram expedições organizadas para explorar o interior com o propósito de procurar riquezas minerais, tais como ouro, prata e pedras preciosas. Objetivavam também caçar e apresar índios para escravizá-los. Não era uma tarefa fácil organizá-las, e muito menos explorar o interior do território colonial.

Havia a necessidade do preparo de muitas provisões, como alimentos, armas e instrumentos, que deviam ser transportados por animais e pelos próprios exploradores. Outra tarefa difícil era reunir homens que estivessem dispostos a penetrar mata adentro e permanecer muitos meses no interior, sem a certeza de que retornariam com vida para seus povoados e do êxito que teriam na descoberta de riquezas ou no enfrentamento e apresamento dos índios.

As Entradas tiveram início logo após a descoberta do Brasil. Em 1504, Américo Vespúcio organizou uma Entrada composta por trinta homens que partiu de Cabo Frio e penetrou no sertão. Martim Afonso de Souza organizou duas Entradas. A primeira foi composta por quatro homens, saiu da Guanabara e permaneceu no interior por cerca de dois meses.

A segunda foi composta por cerca de 80 homens e chefiada por Pedro Lobo. Saiu da ilha de Cananeia (no atual estado de São Paulo) e jamais retornou. Após o estabelecimento do Governo-Geral, as Entradas passaram a ser organizadas com maior frequência, mas restringiram-se a explorar o interior da Bahia e de Minas Gerais.

São Vicente e São Paulo As Entradas declinaram no início do século 17. As Bandeiras surgiram no início do desse mesmo século e se estenderam por todo o século seguinte. Foi na vila de São Vicente que surgiram as primeiras Bandeiras. O solo dessa região, impróprio para o plantio da cana-de-açúcar, ocasionou o rápido declínio da produção açucareira levando a estagnação econômica dos povoados.

Os habitantes da região tiveram que encontrar outra atividade econômica para sobreviver. A alternativa foi a organização das expedições desbravadoras. A vila de São Paulo também ficou famosa pela organização de expedições bandeirantes. As Bandeiras organizadas pelos habitantes de ambas as vilas dedicaram-se, inicialmente, à caça e apresamento de índios para vendê-los como mão-de-obra escrava aos engenhos produtores de açúcar, situados nos ricos solos do Nordeste brasileiro.

Seus alvos principais eram as missões jesuíticas que concentravam grande número de índios em fazendas, para serem pacificados e depois catequizados pelos religiosos da Companhia de Jesus. O colégio de Piratininga Foram os jesuítas, liderados pelo padre Nóbrega, que se estabeleceram na região de Piratininga, fundando um pequeno povoado que cresceu e deu origem a vila de São Paulo.

Tudo começou com a construção de um colégio e uma casa, que eram locais para catequese dos índios. Com o surgimento das Bandeiras e das atividades de caça e apresamento dos índios, os jesuítas entraram em conflito com os bandeirantes. Na década de 1640, os bandeirantes expulsaram os jesuítas de São Paulo.

Muitas missões jesuíticas, além das que se fixaram em Piratininga, foram destruídas pelos bandeirantes. Com a substituição do índio pelo negro africano no trabalho escravo da grande lavoura, o ciclo do bandeirismo de caça e apresamento dos nativos declinou.

  1. Os bandeirantes passaram, então, a se concentrar na exploração de riquezas minerais.
  2. As Bandeiras organizadas pelos habitantes da vila de São Vicente começaram a procura de ouro nos leitos dos rios da região e foram percorrendo a zona litorânea.
  3. As Bandeiras organizadas pelos habitantes de São Paulo, com o mesmo propósito, foram motivadas a penetrar no sertão brasileiro, favorecidas pela situação geográfica da vila e pelo curso dos rios da região, que facilitavam a exploração do interior.

Mas é importante assinalar que a caça e apresamento de índios não parou por completo, os próprios bandeirantes passaram a utilizar a mão-de-obra indígena para trabalharem nas pequenas lavouras de subsistência e até nas próprias expedições de exploração.

  • Povoamento e expansão territorial As expedições bandeirantes tiveram importância crucial para o povoamento, diversificação das atividades econômicas e expansão territorial do Brasil colonial.
  • Ao longo das trilhas percorridas e dos caminhos abertos pelos bandeirantes foram surgindo diversos povoados.
  • As Bandeiras que percorreram o litoral à procura de ouro, partindo de São Vicente, deram origem às vilas de Itanhaém, Iguape, Paranaguá, Laguna e Desterro, entre outras.
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A penetração no sertão deu origem a vilas e arraiais como Cuiabá, Vila Rica, Diamantina, Sabará e Mariana, entre outras. As expedições bandeirantes também possibilitaram a descoberta de riquezas minerais como ouro, prata e diamante, metais preciosos que deram origem a um novo ciclo econômico de exploração colonial.

O êxito dos bandeirantes, principalmente na descoberta de metais preciosos, fez com que a Coroa portuguesa passasse a financiar muitas expedições com o objetivo de encontrar essas riquezas minerais e explorá-la como alternativa a crise econômica provocada pelo declínio da produção do açúcar. Enquanto as Entradas respeitavam os limites territoriais fixado pelo Tratado das Tordesilhas, que dividia as terras do continente americano entre Portugal e Espanha, as Bandeiras geralmente ultrapassavam essa fronteira, em direção às regiões Sul, Norte e Centro Oeste.

Entre 1580 e 1640, Portugal ficou sob domínio Espanhol. Durante esse período, também conhecido como a união das Coroas ibéricas, a Espanha governou Portugal e todos os seus domínios. Nessa época, os bandeirantes não encontraram resistências quanto a ultrapassar Tordesilhas.

  • Quando Portugal se libertou do jugo espanhol o território colonial brasileiro havia se ampliado significativamente.
  • Mitos e monumentos As Bandeiras deram origem a narrativas épicas, mitos e lendas sobre o desbravamento e conquista do sertão brasileiro, que hoje fazem parte do simbolismo regional.
  • Embora tenham sido responsáveis pela escravização e dizimação de inúmeras etnias indígenas e pela destruição de muitas missões jesuíticas, os bandeirantes são retratados como homens heroicos, portadores de coragem, bravura e espírito aventureiro, que penetraram na mata e desbravaram a vastidão do interior até então desconhecido, enfrentaram e dominaram índios, descobriram e exploraram riquezas minerais e fundaram povoados.

Na capital paulista, outrora vila e centro irradiador das expedições bandeirantes, ergueu-se o Monumento às Bandeiras, de Victor Brecheret, um dos mais importantes escultores brasileiros. E bandeirantes famosos como Bartolomeu Bueno da Silva (conhecido como Anhanguera), Antônio Raposo Tavares e Fernão Dias Pais, foram homenageados tendo seus nomes dados a importantes rodovias que percorrem o interior do Estado de São Paulo.

Por que os bandeirantes se fixaram em Minas Gerais?

Contexto histórico da Guerra dos Emboabas – Quem Foram Os Bandeirantes A Guerra dos Emboabas foi um conflito entre paulistas e estrangeiros pela disputa das minas de ouro. Logo após a crise da produção açucareira, no final do século XVII, no Nordeste brasileiro, a Coroa portuguesa incentivou a formação de expedições para o interior do Brasil em busca da exploração de metais preciosos.

No vilarejo de São Paulo de Piratininga, expedições particulares foram organizadas para adentrar o sertão brasileiro em busca de metais preciosos e de indígenas para trabalharem escravizados nas plantações paulistas. As expedições bandeirantes alcançaram as regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, fazendo as primeiras ocupações de colonos nessas localidades.

Ao contrário do Nordeste, a produção paulista não tinha como alvo atender o mercado europeu, mas sim os moradores da região. Era uma produção de subsistência, por isso a mão de obra indígena era ideal. As inúmeras expedições organizadas pelos bandeirantes saíram de São Paulo e avançaram pelo interior do Brasil, encontrando os primeiros indícios de que havia ouro na região.

Com o encontro da grande quantidade do metal precioso às margens dos rios e nas minas, os bandeirantes se instalaram para começar a exploração. Com a notícia se espalhando por todas as regiões da colônia e até em Portugal, começava a primeira grande expedição para o interior, iniciando o seu povoamento e inaugurando as primeiras cidades,

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Quem colonizou Cuiabá?

MT PREV O que hoje conhecemos como Mato Grosso já foi território espanhol. As primeiras excursões feitas no Estado datam de 1525, quando Pedro Aleixo Garcia vai em direção à Bolívia, seguindo as águas dos rios Paraná e Paraguai. Posteriormente, portugueses e espanhóis são atraídos à região graças aos rumores de que havia muita riqueza naquelas terras ainda não exploradas devidamente.

  • Também vieram jesuítas espanhóis que construíram missões entre os rios Paraná e Paraguai.
  • A história de Mato Grosso, no período «colonial» é importantíssima porque, durante os governos, o Brasil defendeu o seu perfil territorial e consolidou a sua propriedade e posse até os limites do rio Guaporé e Mamoré.

Foram assim contidas as aspirações espanholas de domínio desse imenso território. Proclamada a nossa independência, os governos imperiais de D. Pedro I e das Regências ( 1º Império) nomearam para Mato Grosso cinco governantes e os fatos mais importantes ocorridos nesses anos ( 7/9/1822 a 23/7/1840) foram a oficialização da Capital da Província para Cuiabá (lei nº 19 de 28/8/1835) e a «Rusga» (movimento nativista de matança de portugueses, a 30/05/1834). Os episódios mais notáveis ocorridos em terras matogrossenses durante os 5 anos dessa guerra foram: a) o início da invasão de Mato Grosso pelas tropas paraguaias, pelas vias fluvial e terrestre; b) a heróica defesa do Forte de Coimbra.; c) o sacrifício de Antônio João Ribeiro e seus comandados no posto militar de Dourados.

d) a evacuação de Corumbá; e) os preparativos para a defesa de Cuiabá e a ação do Barão de Melgaço; f) a expulsão dos inimigos do sul de Mato Grosso e a retirada da Laguna; g) a retomada de Corumbá; h) o combate do Alegre; Pela via fluvial vieram 4.200 homens sob o comando do Coronel Vicente Barrios, que encontrou a heróica resistência de Coimbra ocupado por uma guarnição de apenas 115 homens, sob o comando do Tte.

Cel. Hermenegildo de Albuquerque Portocarrero. Pela via terrestre vieram 2.500 homens sob o comando do Cel. Isidoro Rasquin, que no posto militar de Dourados encontrou a bravura do Tte. Antônio João Ribeiro e mais 15 brasileiros que se recusaram a rendição, respondendo com uma descarga de fuzilaria à ordem para que se entregassem.

Foi ai que o Tte. Antônio João enviou ao Comandante Dias da Silva, de Nioaque, o seu famoso bilhete dizendo: «Ser que morro mas o meu sangue e de meus companheiros será de protesto solene contra a invasão do solo da minha Pátria» A evacuação de Corumbá, desprovida de recursos para a defesa, foi outro episódio notável, saindo a população, através do Pantanal, em direção a Cuiabá, onde chegou, a pé, a 30 de abril de 1865.

Na expectativa dos inimigos chegarem a Cuiabá, autoridades e povo começaram preparativos para a resistência. Nesses preparativos sobressaia a figura do Barão de Melgaço que foi nomeado pelo Governo para comandar a defesa da Capital, organizando as fortificações de Melgaço.

  1. Se os invasores tinham intenção de chegar a Cuiabá dela desistiram quando souberam que o Comandante da defesa da cidade era o Almirante Augusto Leverger – o futuro Barão de Melgaço -, que eles já conheciam de longa data.
  2. Com isso não subiram além da foz do rio São Lourenço.
  3. Expulsão dos invasores do sul de Mato Grosso- O Governo Imperial determinou a organização, no triângulo Mineiro, de uma «Coluna Expedicionária ao sul de Mato Grosso», composta de soldados da Guarda Nacional e voluntários procedentes de São Paulo e Minas Gerais para repelir os invasores daquela região.

Partindo do Triângulo em direção a Cuiabá, em Coxim receberam ordens para seguirem para a fronteira do Paraguai, reprimindo os inimigos para dentro do seu território. A missão dos brasileiros tornava-se cada vez mais difícil, pela escassez de alimentos e de munições.

Para cúmulo dos males, as doenças oriundas das alagações do Pantanal matogrossense, devastou a tropa. Ao aproximar-se a coluna da fronteira paraguaia, os problemas de alimentos e munições se agravava cada vez mais e quando se efeito a destruição do forte paraguaio Bela Vista, já em território inimigo, as dificuldades chegaram ao máximo.

Decidiu então o Comando brasileiro que a tropa seguisse até a fazenda Laguna, em território paraguaio, que era propriedade de Solano Lopez e onde havia, segundo se propalava, grande quantidade de gado, o que não era exato. Desse ponto, após repelir violento ataque paraguaio, decidiu o Comando empreender a retirada, pois a situação era insustentável.

  1. Iniciou-se aí a famosa «Retirada da Laguna», o mais extraordinário feito da tropa brasileira nesse conflito.
  2. Iniciada a retirada, a cavalaria e a artilharia paraguaia não davam tréguas à tropa brasileira, atacando-as diariamente.
  3. Para maior desgraça dos nacionais veio o cólera devastar a tropa.
  4. Dessa doença morreram Guia Lopes, fazendeiro da região, que se ofereceu para conduzir a tropa pelos cerrados sul mato-grossenses, e o Coronel Camisão, Comandante das forças brasileiras.

No dia da entrada em território inimigo (abril de 1867), a tropa brasileira contava com 1.680 soldados. A 11 de junho foi atingido o Porto do Canuto, às margens do rio Aquidauana, onde foi considerada encerrada a trágica retirada. Ali chegaram apenas 700 combatentes, sob o comando do Cel. A retirada da Laguna foi, sem dúvida, a página mais brilhante escrita pelo Exército Brasileiro em toda a Guerra da Tríplice Aliança. O Visconde de Taunay, que dela participou, imortalizou-a num dos mais famosos livros da literatura brasileira. A retomada de Corumbá foi outra página brilhante escrita pelas nossas armas nas lutas da Guerra da Tríplice Aliança.

O presidente da Província, então o Dr. Couto de Magalhães, decidiu organizar três corpos de tropa para recuperar a nossa cidade que há quase dois anos se encontrava em mãos do inimigo. O 1º corpo partiu de Cuiabá a 15.05/1867, sob as ordens do Tte. Cel. Antônio Maria Coelho. Foi essa tropa levada pelos vapores «Antônio João», «Alfa», «Jaurú» e «Corumbá» até o lugar denominado Alegre.

Dali em diante seguiria sozinha, através dos Pantanais, em canoas, utilizando o Paraguai -Mirim, braço do rio Paraguai que sai abaixo de Corumbá e que era confundido com uma «boca de baía». Desconfiado de que os inimigos poderiam pressentir a presença dos brasileiros na área, Antônio Maria resolveu, com seus Oficiais, desfechar o golpe com o uso exclusivo do 1º Corpo, de apenas 400 homens e lançou a ofensiva de surpresa.

  • E com esse estratagema e muita luta corpo a corpo, consegui o Comandante a recuperação da praça, com o auxílio, inclusive, de duas mulheres que o acompanhavam desde Cuiabá e que atravessaram trincheiras paraguaias a golpes de baionetas.
  • Quando o 2º Corpo dos Voluntário da Pátria chegou a Corumbá, já encontrou em mãos dos brasileiros.

Isso foi a 13/06/1867. No entanto, com cerca de 800 homens às suas ordens o Presidente Couto de Magalhães, que participava do 2º Corpo, teve de mandar evacuar a cidade, pois a varíola nela grassava, fazendo muitas vítimas. O combate do Alegre foi outro episódio notável da guerra.

Quando os retirantes de Corumbá, após a retomada, subiam o rio no rumo de Cuiabá, encontravam-se nesse portox «carneando» ou seja, abastecendo-se de carne para a alimentação da tropa eis que surgem, de surpresa, navios paraguaios tentando uma abordagem sobre os nossos. A soldadesca brasileira, da barranca, iniciou uma viva fuzilaria e após vários confrontos, venceram as tropas comandadas pela coragem e sangue frio do Comandante José Antônio da Costa.

Com essa vitória chegaram os da retomada de Corumbá à Capital da Província (Cuiabá), transmitindo a varíola ao povo cuiabano, perdendo a cidade quase a metade de sua população. Terminada a guerra, com a derrota e morte de Solano Lopez nas «Cordilheiras» (Cerro Corá), a 1º de março de 1870, a notícia do fim do conflito só chegou a Cuiabá no dia 23 de março, pelo vapor «Corumbá», que chegou ao porto embandeirado e dando salvas de tiros de canhão. As Minas de Mato Grosso, descobertas e batizadas ainda em 1734 pelos irmãos Paes de Barros, impressionados com a exuberância das 7 léguas de mato espesso, dois séculos depois, mantendo ainda a denominação original, se transformaram no continental Estado de Mato Grosso.

  • O nome colonial setecentista, por bem posto, perdurou até nossos dias.
  • Assim, em 1718, um bandeirante chamado Pascoal Moreira Cabral Leme subiu pelo rio Coxipó e descobriu enormes jazidas de ouro, dando início à corrida do ouro, fato que ajudou a povoar a região.
  • No ano seguinte foi fundado o Arraial de Cuiabá.

Em 1726, o Arraial de Cuiabá recebeu novo nome: Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Em 1748, foi criada a capitania de Cuiabá, lugar que concedia isenções e privilégios a quem ali quisesse se instalar. As conquistas dos bandeirantes, na região do Mato Grosso, foram reconhecidas pelo Tratado de Madrid, em 1750.

  1. No ano seguinte, o então capitão-general do Mato Grosso, Antonio Rolim de Moura Tavares, fundou, à margem do rio Guaporé, a Vila Bela da Santíssima Trindade.
  2. Entre 1761 e 1766, ocorreram disputas territoriais entre portugueses e espanhóis, depois daquele período as missões espanholas e os espanhóis se retiraram daquela região, mas o Mato Grosso somente passou a ser definitivamente território brasileiro depois que os conflitos por fronteira com os espanhóis deixaram de acontecer, em 1802.

Na busca de índios e ouro, Pascoal Moreira Cabral e seus bandeirantes paulistas fundaram Cuiabá a 8 de abril de 1719, num primeiro arraial, São Gonçalo Velho, situado nas margens do rio Coxipó em sua confluência com o rio Cuiabá. Em 1o. de janeiro de 1727, o arraial foi elevado à categoria de vila por ato do Capitão General de São Paulo, Dom Rodrigo César de Menezes.

A presença do governante paulista nas Minas do Cuiabá ensejou uma verdadeira extorsão fiscal sobre os mineiros, numa obsessão institucional pela arrecadação dos quintos de ouro. Esse fato somado à gradual diminuição da produção das lavras auríferas, fizeram com que os bandeirantes pioneiros fossem buscar o seu ouro cada vez mais longe das autoridades cuiabanas.

Em 1734, estando já quase despovoada a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, os irmãos Fernando e Artur Paes de Barros, atrás dos índios Parecis, descobriram veio aurífero, o qual resolveram denominar de Minas do Mato Grosso, situadas nas margens do rio Galera, no vale do Guaporé. Os Anais de Vila Bela da Santíssima Trindade, escritos em 1754 pelo escrivão da Câmara dessa vila, Francisco Caetano Borges, citando o nome Mato Grosso, assim nos explicam: Saiu da Vila do Cuiabá Fernando Paes de Barros com seu irmão Artur Paes, naturais de Sorocaba, e sendo o gentio Pareci naquele tempo o mais procurado, cursaram mais ao Poente delas com o mesmo intento, arranchando-se em um ribeirão que deságua no rio da Galera, o qual corre do Nascente a buscar o rio Guaporé, e aquele nasce nas fraldas da Serra chamada hoje a Chapada de São Francisco Xavier do Mato Grosso, da parte Oriental, fazendo experiência de ouro, tiraram nele três quartos de uma oitava na era de 1734.

Dessa forma, ainda em 1754, vinte anos após descobertas as Minas do Mato Grosso, pela primeira vez o histórico dessas minas foi relatado num documento oficial, onde foi alocado o termo Mato Grosso, e identificado o local onde as mesmas se achavam. Todavia, o histórico da Câmara de Vila Bela não menciona porque os irmãos Paes de Barros batizaram aquelas minas com o nome de Mato Grosso. Quem nos dá tal resposta é José Gonçalves da Fonseca, em seu trabalho escrito por volta de 1780, Notícia da Situação de Mato Grosso e Cuiabá, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1866, que assim nos explica a denominação Mato Grosso:

se determinaram atravessar a cordilheira das Gerais de oriente para poente; e como estas montanhas são escalvadas, logo que baixaram a planície da parte oposta aos campos dos Parecis (que só tem algumas ilhas de arbustos agrestes), toparam com matos virgens de arvoredo muito elevado e corpulento, que entrando a penetrá-lo, o foram apelidando Mato Grosso; e este é o nome que ainda hoje conserva todo aquele distrito.

  1. Caminharam sempre ao poente, e depois de vencerem sete léguas de espessura, toparam com o agregado de serras,
  2. Pelo que desse registro se depreende, o nome Mato Grosso é originário de uma grande extensão de sete léguas de mato alto, espesso, quase impenetrável, localizado nas margens do rio Galera, percorrido pela primeira vez em 1734 pelos irmãos Paes de Barros.

Acostumados a andar pelos cerrados do chapadão dos Parecis, onde apenas havia algumas ilhas de arbustos agrestes, os irmãos aventureiros, impressionados com a altura e porte das árvores, o emaranhado da vegetação secundária que dificultava a penetração, com a exuberância da floresta, a denominaram de Mato Grosso.

Perto desse mato fundaram as Minas de São Francisco Xavier e toda a região adjacente, pontilhada de arraiais de mineradores, ficou conhecida na história como as Minas do Mato Grosso. Posteriormente, ao se criar a Capitania por Carta Régia de 9 de maio de 1748, o governo português assim se manifestou: Dom João, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, Faço saber a vós, Gomes Freire de Andrade, Governador e Capitão General do Rio de Janeiro, que por resoluto se criem de novo dois governos, um nas Minas de Goiás, outro nas de Cuiabá,

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Dessa forma, ao se criar a Capitania, como meio de consolidação e institucionalização da posse portuguesa na fronteira com o reino de Espanha, Lisboa resolveu denominá-las tão somente de Cuiabá. Mas no fim do texto da referida Carta Régia, assim se ex-prime o Rei de Portugal por onde parte o mesmo governo de São Paulo com os de Pernambuco e Maranhão e os confins do Governo de Mato Grosso e Cuiabá,

  1. Apesar de não denominar a Capitania expressamente com o nome de Mato Grosso, somente referindo-se às minas de Cuiabá, no fim do texto da Carta Régia, é denominado plenamente o novo governo como sendo de ambas as minas, Mato Grosso e Cuiabá.
  2. Isso ressalva, na realidade, a intenção portuguesa de dar à Capitania o mesmo nome posto anos antes pelos irmãos Paes de Barros.

Entende-se perfeitamente essa intenção. Todavia, a consolidação do nome Mato Grosso veio rápido. A Rainha D. Mariana de Áustria, ao nomear Dom Antonio Rolim de Moura como Capitão General, na Carta Patente de 25 de setembro de 1748, assim se expressa: ; Hei por bem de o nomear como pela presente o nomeio no cargo de Governador e Capitão General da Capitania de Mato Grosso, por tempo de três anos,

  1. A mesma Rainha, no ano seguinte, a 19 de janeiro, entrega a Dom Rolim a suas famosas Instruções, que determinariam as orientações para a administração da Capitania, em especial os tratos com a fronteira do reino espanhol.
  2. Assim nos diz o documento: fui servido criar uma Capitania Geral com o nome de Mato Grosso § 1o – atendendo que no Mato Grosso se requer maior vigilância por causa da vizinhança que tem, houve por bem determinar que a cabeça do governo se pusesse no mesmo distrito do Mato Grosso ; § 2o – Por se ter entendido que Mato Grosso é a chave e o propugnáculo do sertão do Brasil,

E a partir daí, da Carta Patente e das Instruções da Rainha, o governo colonial mais longínquo, mais ao oriente em terras portuguesas na América, passou a se chamar de Capitania de Mato Grosso, tanto nos documentos oficiais como no trato diário por sua própria população.

  • Logo se assimilou o nome institucional Mato Grosso em desfavor do nome Cuiabá.
  • A vigilância e proteção da fronteira oeste era mais importante que as combalidas minas cuiabanas.
  • A prioridade era Mato Grosso e não Cuiabá.
  • Com a independência do Brasil em 1822, passou a ser a Província de Mato Grosso, e com a República em 1899, a denominação passou a Estado de Mato Grosso.

A partir do início do século XIX, a extração de ouro diminui bastante, dessa maneira, a economia começa um período de decadência e a população daquele estado pára de crescer. Militares e civis dão início a um movimento separatista, em 1892, contra o governo do então presidente Mal.

Floriano Peixoto. O movimento separatista é sufocado por intervenção do governo federal. A economia do estado começa a melhorar com a implantação de estradas de ferro e telégrafos, época em que começam a chegar seringueiros, pessoas que cultivaram erva-mate e criadores de gado. Em 1977, Mato Grosso é desmembrado em dois estados: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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Quem foi o primeiro Bandeirante no Brasil?

Algo mais – A primeira bandeira conhecida por esse nome foi liderada por Raposo Tavares em 1627 e percorreu a mesma região explorada por Aleixo Garcia um século antes. Antonio Raposo procurava as missões indígenas do Guairá, no atual Estado do Paraná, e pretendia trazer nativos que seriam vendidos como escravos em São Paulo.

Quem foi o primeiro Bandeirante a chegar em território goiano?

Alguns historiadores apontam que o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, foi o descobridor de Goiás já que foi o primeiro a se fixar no estado.

O que significa bandeirante paulista?

Os bandeirantes eram paulistas que lideravam expedições em direção ao interior da colônia. Seu objetivo era a busca de metais preciosos e o apresamento de indígenas para serem escravizados. – «Bandeirantes» é um termo que com certeza você conhece há muito tempo.

Em que ano os bandeirantes chegaram ao Brasil?

As bandeiras em busca de ouro – As bandeiras de prospecção nasceram na metade final do século XVII. Na década de 1690, foi descoberto ouro nas Serras Gerais, o chamado Sertão do Cuieté, hoje o estado brasileiro de Minas Gerais, A interiorização do povoamento deu origem às capitanias de Minas Gerais (separada da Capitania de São Paulo ainda na década de 1720), Mato Grosso e Goiás.

Quando surgiu os bandeirantes no Brasil?

Os ‘Bandeirantes’, também chamados ‘Sertanistas’, foram os exploradores pioneiros a desbravar os sertões brasileiros, entre os séculos XVI e XVIII.

Quais foram as principais consequências da bandeira?

Consequências das Bandeiras Bandeiras: entre a escravização indígena e a busca de ouro O que eram as Bandeiras As bandeiras eram expedições organizadas por particulares, conhecidos como bandeirantes, durante o século XVII. Armados e com grande número de pessoas no apoio, os bandeirantes partiram de regiões litorâneas da região Sudeste do Brasil, principalmente de São Paulo.

Essas expedições penetraram no interior do Brasil em busca de ouro e pedras preciosas. Algumas bandeiras também se dedicaram à caça de indígenas, com o objetivo de vendê-los como escravos e obter lucros. As principais consequências das Bandeiras foram: – Aumento do território do Brasil. Ao penetrar pelo interior, os bandeirantes expandiram as fronteiras brasileiras além do,

– Escravização de indígenas, atividade que teve reação dos jesuítas e posterior proibição da atividade. – Conflitos entre e, quando estes entravam nas reduções para aprisionar indígenas. – Surgimento de pequenas vilas e povoados no interior do Brasil.

Estes deram origem, posteriormente, a várias cidades. Portanto, as atividades dos bandeirantes colaboraram com o povoamento do interior do território brasileiro. – A descoberta de minas de pedras preciosas (principalmente o diamante) e metais preciosos (principalmente o ouro) deu início a uma nova fase econômica do Brasil, o, que se desenvolveu, principalmente, no século XVIII.

– Aumento do conhecimento da fauna e da flora do Brasil, localizadas no interior.

Monumento às bandeiras em São Paulo: obra do arquiteto Victor Brecheret.

ul> Os principais bandeirantes da História do Brasil foram: – Antônio Raposo Tavares- Bartolomeu Bueno da Silva- Fernão Dias Paes Leme- Manuel Borba Gato- Pascoal Moreira Cabral Leme- Matias Cardoso de Almeida- Antônio Raposo Tavares

Fernão Dias Paes Leme: um dos principais bandeirantes do período colonial brasileiro.

Você sabia? – O explorador e aventureiro português João Ramalho (1493-1580) é considerado o primeiro bandeirante brasileiro. Ele viveu um tempo com os índios tupiniquins e atuou para um relacionamento pacífico entre índios e portugueses. – Muitas bandeiras tiveram apoio (não oficial) da coroa portuguesa.

Esse apoio era, principalmente, financeiro. Atualizado em 30/03/2023Por Jefferson Evandro Machado Ramos Graduado em História pela Universidade de São Paulo – USP (1994). Bandeiras e Bandeirantes de São Paulo Autor: Franco, CarvalhoEditora: Companhia Nacional Fontes de referência: HOLANDA, Sergio Buarque de.

Raízes do Brasil.4ª edição. Brasília: Editora da UNB, 1963. TAUNAY, Afonso d’Escragnolle. História geral das bandeiras paulistas.11 volumes. São Paulo: Typ. Ideal, 1924-1950 : Consequências das Bandeiras

Qual é o nome do dono da Band?

Seu fundador foi João Jorge Saad, que contou com a ajuda do sogro, o político Ademar de Barros, antigo proprietário da Rádio Bandeirantes. Atualmente, a emissora é presidida por Johnny Saad, filho do fundador. É a quarta maior rede de televisão do país em audiência e faturamento.

Como se chama o dono da Bandeirantes?

Grupo Bandeirantes
Grupo Bandeirantes de Comunicação
Razão social Rádio e Televisão Bandeirantes S/A
Tipo Empresa de capital fechado
Atividade Conglomerado de mídia
Gênero Sociedade anônima
Fundação 6 de maio de 1937 (86 anos)
Fundador(es) João Jorge Saad
Sede São Paulo, SP, Brasil
Proprietário(s) Família Saad
Presidente Johnny Saad
Vice-presidente
  • André Aguera (vice-presidente executivo)
  • Nilson Moyses (vice-presidente comercial)
  • Paulo Saad Jafet (vice-presidente de canais pagos)
  • Mário Baccei (vice-presidente de rádio)
Empregados 5.400 (2011)
Produtos
  • Radiodifusão
  • Mídia impressa
  • Mídia digital
  • Out of home
Acionistas Ricardo Saad Silvia Jafet Márcia Saad Maria Saad Marisa Saad
Faturamento R$ 1,4 bilhão (2011)
Website oficial band,com,br

Notas de rodapé / referências

Grupo Bandeirantes de Comunicação (comumente referido apenas como Grupo Bandeirantes ou Bandeirantes ) é um conglomerado de mídia brasileiro criado a partir da inauguração da Rádio Bandeirantes (primeiro veículo de comunicação do grupo), que entrou no ar em 6 de maio de 1937.

Quais historiadores contribuíram para a criação do mito do herói?

Taunay: o ‘formulador’ do mito – Mas para compreender totalmente a instauração do mito do bandeirante como herói paulista é preciso voltar a um intelectual da primeira metade do século 20: o historiador, biógrafo, romancista, tradutor e professor Afonso d’Escragnolle Taunay (1876-1958).

A construção desse imaginário histórico teve nele o seu principal formulador e divulgador, em várias obras históricas e no Museu Paulista «, ressalta Martinez. «Taunay escreveu muito para jornais e depois refundia os textos em livros sem citar nenhuma fonte de documentação e das publicações anteriores», contextualiza o historiador.

«Mas esse mito foi sendo construído ao longo de décadas e as caracterizações sofrem variações de autor para autor.» Entre 1924 e 1950, Taunay publicou «História Geral das Bandeiras Paulistas», obra em 11 tomos. Como diretor do Museu do Ipiranga — cargo ocupado de 1917 e 1953 —, o historiador também contribuiu para a consolidação desse imaginário.

«Ele encomendou toda a representação iconográfica e a estatutária do bandeirismo que decora os salões do museu», diz Martinez. «O ano chave aqui foi 1922, nos preparativos para as comemorações do centenário da Independência do Brasil.» Taunay trabalhou, segundo o historiador, para «enaltecer o papel dos paulistas na conquista territorial do interior do continente».

Camargo vê Taunay como o primeiro a «tratar o bandeirante como herói». «É preciso lembrar que sua tarefa foi facilitada pelo acesso que ele teve aos documentos do Arquivo Histórico Municipal. Autor positivista, que somente dá crédito a partir de provas documentais, ele teve nesses documentos a prova necessária para suas análises», afirma.

A própria imagem do bandeirante, com suas características físicas e vestuário, acabou sendo criada nesse momento. «Não existem retratos de bandeirantes realizados no momento em que esses homens viveram. Por isso, nada sabemos sobre suas fisionomias e pouco sobre como andavam vestidos pelos sertões», pontua o historiador Marins.

Como exemplo, ele cita o retrato de Domingos Jorge Velho (1641-1705), obra executada em 1903 por Benedito Calixto (1853-1927). «Foi a primeira representação visual de um bandeirante a entrar na coleção do Museu Paulista. Nessa tela, já aparecem muitas das características que acabaram por se tornar uma convenção de como representá-los: traços europeus e pele branca, chapéus de aba larga, botas de cano alto, bacamarte e a pose altiva inspirada diretamente nos retratos de reis, a partir do modelo de Hyacinthe Rigaud para o célebre retrato de Luís 14, hoje no Louvre», contextualiza ele. Quem Foram Os Bandeirantes Crédito, Reprodução Legenda da foto, Taunay trabalhou, segundo historiador, para «enaltecer o papel dos paulistas na conquista territorial do interior do continente» Segundo o historiador, as obras encomendadas por Taunay acabaram «reforçando as características visuais e trazendo outras, como o uso do gibão acolchoado em losangos, cobrindo o tronco».

  1. Essas características iconográficas estabelecidas no Museu Paulista foram muito utilizadas em dois momentos chave da história paulista: a Revolução de 1932 e o Quarto Centenário de São Paulo», prossegue Marins.
  2. Foi assim que apareceram em cartazes, cédulas, selos, porcelanas, anúncios comerciais, murais e em monumentos públicos, como o Monumento às Bandeiras, inaugurado em 1953, e no Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932, inaugurado em 1955, ambos no Ibirapuera (principal parque da cidade de São Paulo).» Aos poucos, o paulista passa a se identificar — e a ser identificado — como bandeirante, como o sucessor do bandeirante.

Em sua tese, a antropóloga Waldman se debruçou sobre a transformação da acepção da palavra. A resposta estava em jornais antigos. «Notei que na década de 1920 o termo paulista já era amplamente evocado como bandeirante nas mais diferentes colunas jornalísticas, seja em discussões sobre ‘a moda bandeirante’, ‘o esporte bandeirante’, ‘a lavoura bandeirante’, ‘a jurisprudência bandeirante’, ‘o meio social bandeirante’, ‘a terra bandeirante’, entre tantas outras referências que remetem a São Paulo de então e aos seus habitantes», escreve ela.

«Mas afinal, quem é esse personagem que se insere em frentes, espaços e ramos tão diversos? Desbravador do Brasil, assassino, herói, genocida e mártir?», afirma a antropóloga. «(Des)portador do sertão, caçador de índios, destruidor de quilombos e soldado pacificador do gentil inimigo? Ou capitão do mato, sertanista e pioneiro no garimpo do ouro e das pedras preciosas? Inimigo dos espanhóis e dos jesuítas, defensor dos interesses da Coroa portuguesa e ao mesmo tempo insubmisso vassalo do rei de Portugal? E ainda aristocrata, bruto, milionário, despojado e self-made man? Mameluco, português, indígena? Caipira, monçoneiro, tropeiro, cafeicultor? Quatrocentão, modernista, imigrante, migrante, negro e mulher paulista?» No artigo «Bandeirantismo e Identidade Nacional», publicado em Terra Brasilis, revista da Rede Brasileira de História da Geografia e de Geografia Histórica, a geógrafa Silvia Lopes Raimundo afirma que o «discurso regionalista, centrado na figura do bandeirante», se tornou ponte entre o local e o nacional em São Paulo.

«Na historiografia paulista produzida nesse período as ideias de conquista e civilização aparecem relacionadas com qualidades que as elites desejavam ver no Brasil da época, tais como progresso, modernidade, riqueza e integração territorial», escreve ela.

  1. Nesse momento o estudo do movimento das bandeiras também foi utilizado para destacar a singularidade do habitante de São Paulo e seu papel na conquista e, posteriormente, na ocupação do território.» Taunay não foi o único a definir o bandeirante.
  2. Outra obra de referência nesse quesito é «Vida e Morte do Bandeirante», publicada em 1929 pelo jurista e escritor José de Alcântara Machado de Oliveira (1875-1941).

Outro autor que também contribui para esse imaginário foi o caricaturista, pintor, cronista, escritor e ilustrador Belmonte, como era conhecido Benedito Carneiro Bastos Barreto (1896-1947) — é dele o livro «No Tempo dos Bandeirantes». «Suas representações dos bandeirantes serviram como inspiração para outros artistas também representarem essa figura do herói», comenta Camargo.

Porque o Bartolomeu Bueno da Silva recebeu o apelido de Anhanguera?

Série «Por trás do nome» desvenda a origem do nome da Avenida Anhanguera, principal via da Capital – 27 de Maio de 2021 às 15:21 Crédito: Seção de Publicidade Av. Anhanguera é o destaque da campanha «Por trás do nome» A postagem desta quinta-feira, 27, da série «Por trás do nome», desenvolvida nas redes sociais da Alego, conta quem é a personalidade que deu nome à Avenida Anhanguera. A principal via da Capital recebeu esse nome para homenagear Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, que ficou conhecido por explorar Goiás em busca de riquezas.

  1. Anhanguera foi o apelido dado pelos indígenas a Bartolomeu.
  2. Na língua tupi significa Diabo Velho.
  3. Segundo a história, o apelido teve origem quando Bartolomeu ateou fogo em um pouco de aguardente para amedrontar os índios e obrigá-los a revelar o local onde estavam as minas de ouro.
  4. Os índios acreditaram que a água estava pegando fogo, e, diante da ameaça do bandeirante de queimar os rios, eles revelaram onde havia ouro.

Há controvérsias em relação à história de Bartolomeu. Uns o defendem alegando que ele tenha sido o pioneiro do desenvolvimento goiano, outros o condenam por seus métodos de desbravamento. Entretanto, o Anhanguera foi homenageado em muitas ruas, praças e estradas.

A Avenida Anhanguera, em Goiânia, por exemplo, foi uma das primeiras avenidas a serem construídas na cidade e é, atualmente, uma das principais vias públicas da Capital. A avenida é também uma importante via de comércio e é uma das principais artérias da cidade, que liga a região Oeste da cidade com a região Leste.

E se você gostou de saber a origem do nome da avenida continue acompanhando as publicações nas redes sociais da Alego. Toda quinta-feira tem nova postagem da campanha «Por trás do nome». Agência Assembleia de Notícias Compartilhar