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Quem Foi Mateus Na BBlia?

Quem Foi Mateus Na BBlia

Quem foi o Mateus da Bíblia?

Quem Escreveu Esse Livro? – Mateus, também conhecido como Levi, o filho de Alfeu, é o autor desse livro. Ele era publicano, ou coletor de impostos, antes de sua vida mudar para sempre quando atendeu ao convite de Jesus Cristo de segui-Lo. (Ver Mateus 9:9 ; Marcos 2:14 ; Lucas 5:27–28 ; Guia para Estudo das Escrituras «Mateus» ).

Como Mateus foi chamado por Jesus?

Seu primeiro contato com Jesus se deu enquanto estava trabalhando: ‘saindo daí, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e lhe disse’: ‘siga-me!’ Ele se levantou e seguiu Jesus. (Mateus 9, 9). ‘Depois, Mateus preparou, em sua casa, um grande banquete para Jesus’.

Por que Jesus escolheu Mateus?

Patricia Diniz – unread, Dec 12, 2012, 3:21:18 AM 12/12/12 to [email protected] É isso mesmo Paulo. Certamente Mateus (Levi) já estava cansado da vida que levava e sabia da fama de Jesus ou até mesmo o conhecia por passar nas ruas da cidade de Cafarnaum (em Mateus e Marcos fala melhor de onde Jesus o chamou).

  • Ele queria uma nova vida que só Jesus poderia oferecer.
  • Ele era tão especial para Jesus, que além de ter sido chamado para ser seu discípulo, posteriormente foi escolhido para ser apóstolo (Lucas 6:15).
  • Foi uma pena Judas Iscariotes não ter aproveitado essa oportunidade.
  • Lembremos que a multidão seguia Jesus, mas poucos dela se tornaram seus discípulos.

Antes de alguém ser discípulo, este fez parte da multidão. A pergunta que devemos fazer para nós mesmos é: Fazemos parte da multidão ou dos discípulos de Cristo ? Ser discípulo requer mudança de vida e compromisso com o Senhor. A multidão só quer ficar como expectadora.

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Qual era o dom de Mateus?

(Usado com permissão) http://evangelhodofilhodedeus.blogspot.com.br MARCOS 2:13-17 (Mateus 9:9-13; Lucas 5:27-32) V.13 – De novo saiu Jesus para junto do mar, e toda a multidão vinha ao seu encontro, e ele os ensinava.V.14 – Quando ia passando, viu a Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse- lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.

Jesus saiu para ensinar à beira-mar porque as sinagogas já não ofereciam mais ambiente propício para Ele, devido aos Seus adversários que para lá concorriam e, também, porque as cidades não comportavam tanta gente que vinha ao Seu encontro. Os soldados romanos estavam sempre prontos para dissolver qualquer aglomeração de pessoas que sugerisse uma rebelião popular.

Era comum entre os rabinos daquela época ensinarem os seus discípulos enquanto caminhavam ao ar livre. Foi durante uma caminhada que Jesus viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria e o chamou dizendo: «Segue-me!» Ele se levantou e O seguiu. Levi era o seu antigo nome, citado por Marcos e Lucas, mas ele mesmo assumiu desde início o nome «Mateus», abreviatura de «Mattithyah» que, no Hebraico, significa «Dom de Deus».

Lucas informa que ele era publicano ou cobrador de impostos. Não se sabe se ele trabalhava diretamente para o Império Romano ou se trabalhava para o rei Herodes Antipas, que era tetrarca da Galiléia naquela época. O fato é que ele trabalhava na coletoria como cobrador de impostos. O serviço de Mateus era conferir as mercadorias que passavam pela alfândega, calcular o seu valor e aplicar o imposto estipulado.

Devido às suas práticas extorsivas, os publicanos eram odiados pelo povo e considerados como lesa-pátrias, ladrões e até mesmo assassinos. Não lhes era permitido nem entrar nas sinagogas. Fora de Israel os publicanos eram igualmente avaliados na categoria de adúlteros, enganadores, bajuladores e impostores.

  1. Este é o depoimento de Luciano, escritor grego que nasceu no ano 180 D.C.
  2. E que provavelmente conheceu o cristianismo.
  3. Não era fácil o serviço de coletor de impostos, especialmente em Cafarnaum.
  4. A cidade ficava no entroncamento de duas rotas comerciais muito importantes.
  5. Uma ligava a cidade de Damasco ao Egito.

A outra saía do porto de Acre (Ptolomaida do Novo Testamento), atravessava o Jordão e continuava pela Arábia até chegar ao extremo leste do Império Romano. Por estas duas rotas maiores e por outras secundárias que passavam por Cafarnaum era enorme a quantidade de caravanas de mercadores que chegava à coletoria daquela cidade que, consequentemente, era muito movimentada.

Neste ambiente trabalhava o homem chamado Mateus, cujo conceito naquela sociedade era do mais baixo nível moral possível. Quando Jesus o chamou ele deixou tudo para trás e o seguiu (Lucas 5:28). A sua decisão era um passo sem retorno. Ele sabia que nunca mais poderia assumir qualquer posto numa sociedade que o desprezava.

Mas ao lado de Cristo ele alcançou uma posição gloriosa. De fato, o seu Evangelho é considerado uma obra prima pelo modo didático com que ele organizou os ensinos de Jesus e pelo rigor em conferir os acontecimentos da vida do Mestre com as profecias do Velho Testamento.

Por isso o seu livro foi adotado pela igreja sem contestação, desde a sua publicação até os dias de hoje. A sua habilidade de escritor certamente estava relacionada à sua perícia contábil na conferência das mercadorias, na descrição das mesmas, no cálculo do valor e na taxação dos impostos. Isto mostra como Deus pode usar o mundo para capacitar aqueles que serão chamados para servir no Seu propósito (cf Romanos 8:28).

Embora o relato da vocação de Mateus nos Evangelhos seja muito breve, não devemos deduzir que a sua decisão de seguir Jesus tenha sido um ato precipitado, sem ponderação. Considerando o seu local de trabalho, a quantidade de gente que por ali passava e as informações que chegavam a respeito do Novo Mestre, somos levados a pensar que ele já tivesse conhecimento do que Jesus ensinava e dos milagres que Ele fazia.

  • É mesmo possível que ele estivesse alguma vez no meio do povo, ouvindo uma de suas pregações.
  • Neste caso, a decisão de Mateus foi muito consciente e segura.
  • Durante o período do seu discipulado ele foi conhecendo cada vez mais o Mestre e, durante o seu ministério apostólico, ele foi-se conformando à vida de Cristo até consumir a sua própria vida no serviço do Evangelho (cf Marcos 8:35-37).

Segundo a tradição dos pais apostólicos ele foi missionário no Oriente e teria morrido de morte natural. Eusébio de Cesaréia, historiador da igreja, Século IV D.C., informa que um missionário chamado Pantaeno encontrou cristãos na Índia (180 D.C.), que tinham um Evangelho de Mateus, escrito em Hebraico, deixado lá por Bartolomeu.

Se Mateus escreveu o seu Evangelho em Grego ou Hebraico, é um tema polêmico ainda hoje. Mateus organizou os ensinos de Jesus, dispondo-os sistematicamente em cinco grupos, todos relacionados com o reino de Deus: 1 – A Lei do reino, ou sermão do monte (capítulos 5 a 7) 2 – Os mensageiros do reino, ou os discípulos (capítulo 10) 3 – As parábolas do reino (capítulo 13) 4 – A disciplina do Reino (capítulo 18) 5 – A vinda do Rei (capítulos 24 e 25) V.15 – Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque estes eram em grande número, e também o seguiam.V.16 – Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por quê come (e bebe) ele com os publicanos e pecadores? V.17 – Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico,e, sim, os doentes; não vim chamar justos, e, sim, pecadores.

Lucas afirma explicitamente que Levi ofereceu a Jesus um grande banquete em sua própria casa. Mateus, talvez por humildade, não fala a esse respeito, como também não reivindicou para si a autoria do primeiro Evangelho. Mas ele tinha motivos suficientes para abrir as portas da sua casa para que seus colegas de trabalho e outras pessoas desprezadas como eles pudessem conhecer o Mestre que lhe deu tanto valor, a ponto de requisitá-lo para Sua companhia.

  • A reação dos escribas e fariseus frente à atitude de Jesus comer e beber com aquele povo desprezado pode ser percebida nesta pergunta condenatória que eles fizeram aos discípulos: «Por quê come o vosso mestre com publicanos e pecadores»? (Mateus 9:11).
  • Lucas acrescenta que essa censura se estende aos próprios discípulos: «Por quê comeis e bebeis com publicanos e pecadores?» (Lucas 5:30).

O que eles arrazoavam é isto: «Vocês estão seguindo o exemplo do seu Mestre, mas um homem como esse não merece ser considerado padrão de comportamento». O caso registrado neste parágrafo começa com o chamamento de Mateus. Mas o ponto central em torno do qual gira esse caso é a objeção de Jesus contra a posição dos fariseus com respeito a «justos x pecadores» e a aceitação por parte do Mestre de «uma única comunidade que incluía publicanos e pecadores».

  • Nisto Jesus aponta para a Sua obra pela qual destruiu a parede de separação, a inimizade entre judeus e gentios (Efésios 2:14-16).
  • Esta obra cumpriu-se na igreja (Efésios 2:14-16).
  • De fato os publicanos e pecadores eram tidos pelos judeus como gentios.
  • Quando Jesus diz aos escribas e fariseus: «Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes», Ele está defendendo a Sua vinda aos pecadores, comparando-a com o ato tão necessário do médico ir até o paciente para atendê-lo e curá-lo.

A outra expressão «não vim chamar justos, e, sim, pecadores» é uma ironia feita àqueles religiosos ensoberbecidos que se diziam justos e desprezavam os pecadores. Lucas acrescenta a cláusula do arrependimento ao chamamento de Jesus, dizendo: «Não vim chamar justos, e, sim, pecadores ao arrependimento».

  • Isto é próprio deste evangelista que enfatiza nos seus escritos essa atitude, como necessária à salvação do pecador (Lucas 3:3; 5:32; 24:46-47; Atos 2:38; 5:31).
  • Mateus acrescenta também a censura de Jesus aos fariseus, por eles não terem aprendido o significado do que diz a Escritura em Oséias 6:6: «Misericórdia quero e não holocaustos».

Em outras palavras Ele está afirmando, que, para Deus, a misericórdia é muito mais importante do que qualquer sacrifício, especialmente quando se trata de esforço humano no sentido de obedecer a preceitos criados, para chamar a atenção de Deus para si.

Qual foi a missão de Mateus?

S. Mateus, apóstolo e evangelista – Informações sobre o Santo do dia S. Mateus (BAV) (© Biblioteca Apostolica Vaticana) Levi organizou um grande banquete para Jesus, que aceitou e participou com seus discípulos. Este gesto causou escândalo entre os Escrivas e Fariseus, porque participaram da festa também publicanos e pecadores.

A resposta de Jesus impressionou Mateus. «Os sãos não precisam de médico, mas, sim, os doentes», disse o Nazareno, acrescentando: «Eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores». Mateus, que era pecador, deixou tudo e seguiu a Jesus, tornando-se um dos Doze. Seu nome, algumas vezes, foi citado nos Atos dos Apóstolos.

O anúncio de Cristo foi a sua missão. Segundo algumas fontes, Mateus teria morrido por causas naturais; no entanto, segundo algumas tradições, consideradas pouco críveis, a sua existência terminou na Etiópia. Na descrição dos quatro seres do Apocalipse – águia, boi, leão, homem – São Mateus é associado àquele com aspecto de homem.

Qual a importância de Mateus na Bíblia?

São Mateus é autor do primeiro Evangelho, escrito não em grego, mas em aramaico. Os destinatários do Evangelho de Mateus são os cristãos de origem judaica: no texto, ele coloca em realce o fato de que Jesus é o Messias, que cumpre as promessas do Antigo Testamento.

Como foi a morte de Mateus?

Mateus: Segundo a tradição, morreu de morte natural na Etiópia ou na Macedônia. Tiago: Filho de Alfeu, um livro do seu tempo relata que ele foi apedrejado pelos judeus, em Jerusalém, por pregar Cristo.

O que aprendemos com o chamado de Mateus?

As lições de Mateus – Segundo uma tradição, Mateus pregava na Etiópia, em uma cidade chamada Nadaber, onde foi martirizado. São Mateus nos deixa grandes lições: 1 – A prontidão de sua obediência, pois, no instante em que Cristo o chamou, ele abandonou seu ofício de cobrador de impostos e, sem temer seus senhores, deixou tudo para juntar-se completamente a Cristo.

São Jerônimo disse: «Se se atribui ao ímã a força de atrair metais, com muito mais razão o Senhor de todas as criaturas podia atrair para si aqueles que queria».2 – Sua generosidade ou liberalidade, pois logo serviu ao Salvador uma grande refeição em sua casa. Recebeu Cristo com grande afeto e amor; e ali Jesus deu grandes ensinamentos: «Quero a misericórdia e não o sacrifício», e «Não são os saudáveis que necessitam de médicos».3 – Sua humildade, que se manifestou em duas circunstâncias: confessou ser um publicano.

Ele chama a si mesmo de Mateus e publicano, para mostrar que ninguém deve perder a esperança na sua salvação, pois ele próprio de publicano foi, de repente, feito apóstolo e evangelista. (cf. Mt 9,13; 12,7; Mc 2,7; Lc 5,21) 4 – A honra de seu Evangelho ser lido com mais frequência que os outros.

Como foi a morte de São Mateus?

Sofreu maus tratos e foi hostilizado na Arábia e na Pérsia. Teve os olhos arrancados e foi colocado na prisão na cidade de Mirmene, onde aguardaria sua execução, a ser feita em data solene consagrada a deuses pagãos.

Como foi a vida do discípulo Mateus?

A Igreja celebra hoje, de forma especial, a vida de São Mateus apóstolo e evangelista, cujo nome antes da conversão era Levi. Morava e trabalhava como coletor de impostos em Cafarnaum, na Palestina. Quando ouviu a Palavra de Jesus: «Segue-me» deixou tudo imediatamente, pondo de lado a vida ligada ao dinheiro e ao poder para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã! Ele trocou de nome para Mateus, o «dom de Deus».

Quando falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, os outros evangelistas, Marcos e Lucas, falam de Levi. Mateus ao contrário prefere denominar-se com o nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de publicano, que soa como usuário ou avarento, «para demonstrar aos leitores – observa São Jerônimo – que ninguém deve desesperar da salvação, se houver conversão para vida melhor».

Acredita-se, mesmo, que tal mudança não tenha realmente ocorrido dessa forma, mas sim pelo seu próprio e espontâneo entusiasmo no Messias. Na verdade, o que se imagina é que Levi havia algum tempo cultivava a vontade de seguir as palavras do profeta e que aquela atitude tenha sido definitiva para colocá-lo para sempre no caminho da fé cristã.

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Daquele dia em diante, tornou-se um dos maiores seguidores e apóstolos de Cristo, acompanhando-o em todas as suas caminhadas e pregações pela Palestina. São Mateus foi o primeiro apóstolo a escrever um livro contando a vida e a morte de Jesus Cristo, ao qual ele deu o nome de Evangelho e que foi amplamente usado pelos primeiros cristãos da Palestina.

Quando o apóstolo são Bartolomeu viajou para as Índias, levou consigo uma cópia. Depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos espalharam-se pelo mundo e Mateus foi para a Arábia e a Pérsia para evangelizar aqueles povos. Porém foi vítima de uma grande perseguição por parte dos sacerdotes locais, que mandaram arrancar-lhe os olhos e o encarceraram para depois ser sacrificado aos deuses.

  1. Mas Deus não o abandonou e mandou um anjo que curou seus olhos e o libertou.
  2. Mateus seguiu, então, para a Etiópia, onde mais uma vez foi perseguido por feiticeiros que se opunham à evangelização.
  3. Porém o príncipe herdeiro morreu e Mateus foi chamado ao palácio.
  4. Por uma graça divina fez o filho da rainha Candece ressuscitar, causando grande espanto e admiração entre os presentes.

Com esse ato, Mateus conseguiu converter grande parte da população. Na época, a Igreja da Etiópia passou a ser uma das mais ativas e florescentes dos tempos apostólicos. São Mateus morreu por ordem do rei Hitarco, sobrinho do rei Egipo, no altar da igreja em que celebrava o santo ofício da missa.

Isso aconteceu porque não intercedeu em favor do pedido de casamento feito pelo monarca, e recusado pela jovem Efigênia, que havia decidido consagrar-se a Jesus. Inconformado com a atitude do santo homem, Hitarco mandou que seus soldados o executassem. No ano 930, as relíquias mortais do apóstolo são Mateus foram transportadas para Salerno, na Itália, onde, até hoje, é festejado como padroeiro da cidade.

A Igreja determinou o dia 21 de setembro para a celebração de são Mateus, apóstolo. A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Ifigênia e Maura de Troyes

Quem foi o profeta que Deus chamou ainda criança?

Quando o Senhor tem uma mensagem para toda a Igreja, como ele a transmite? (Amós 3:7) Por que vocês acham que o Senhor falou com Samuel, que ainda era criança? (I Samuel 3:1) O Élder Harold B. Lee explicou que naquela época ‘não havia um profeta na Terra, por meio de quem o Senhor pudesse revelar Sua vontade’.

Quem foi o primeiro discípulo a ser escolhido por Jesus?

Simão, apontado como o primeiro apóstolo, é mais comumente conhecido por Pedro — nome que lhe deu o Senhor na ocasião em que se conheceram, e confirmou posteriormente. Era filho de Jona, ou Jonas, e tinha a profissão de pescador.

Por que Mateus tinha dois nomes?

Vida e martírio de São Mateus 1. Nome. — Mateus teve dois nomes, Mateus e Levi. Mateus quer dizer «dom precoce» ou «conselheiro». Ou Mateus vem de magnus, «grande», e θεός, «Deus», como se se dissesse «grande para Deus», ou então vem de manus, «mão», e de θεός, significando «mão de Deus»,

  1. Com efeito, a ) ele foi um dom precoce por sua rápida conversão, b ) foi conselheiro por sua salutar pregação, c ) foi grande diante de Deus pela perfeição de sua vida e d ) foi a mão de que Deus se serviu para escrever o seu Evangelho.
  2. Levi quer dizer «retirado», «colocado», «acrescentado», «incorporado».

Ele foi a ) retirado de seu posto de cobrança de impostos, b ) colocado entre os Apóstolos, c ) acrescentado à comunidade dos evangelistas e d ) incorporados ao catálogo dos mártires.2. Gestas. — O Apóstolo, ao pregar na Etiópia, em uma cidade chamada Nadaber, encontrou dois magos, Zaroés e Arfaxat, que entusiasmavam os homens com seus truques, parecendo ter o poder de os privar da saúde e do uso de seus membros. Quem Foi Mateus Na BBlia O evangelista S. Mateus, pintado por Francisco Bayeu y Subías. Quando o eunuco perguntou a S. Mateus como era possível que ele falasse e compreendesse tantas línguas, o Apóstolo explicou que, depois da vinda do Espírito Santo, recebera o conhecimento de todos os idiomas,

Porque, assim como, por soberba, alguns quiseram edificar uma torre que chegasse ao Céu, mas viram-se forçados a interromper a construção por causa da confusão das línguas, os Apóstolos construiriam, não com pedras, mas com virtudes, pelo conhecimento de todos os idiomas, uma Torre para todos os que crerem subirem até o Céu.

Então, alguém veio anunciar a chegada dos dois magos, acompanhados de dragões que vomitavam fogo sulfúrico pela boca e pelas narinas, matando a todos os homens, O Apóstolo, munindo-se com o sinal da cruz, foi com segurança em direção a eles. Mal o viram, foram os dragões deitar-se aos seus pés.

  • Mateus disse então aos magos: «Onde está vossa arte? Despertai-os, se puderdes.
  • De minha parte, se eu não me houvera encomendado ao Senhor, ter-vos-ia feito a vós o que pensáveis fazer comigo».
  • Como o povo se reunisse, Mateus ordenou que os dragões fossem embora em nome de Jesus, e eles partiram no mesmo instante sem fazer mal a ninguém,

Ele começou então a fazer um grande sermão ao povo sobre a glória do Paraíso terrestre, afirmando ser mais alto do que todas as montanhas, estar próximo do Céu; que lá não há espinhos, os lírios e as rosas não fenecem, a velhice não existe, os homens permanecem sempre jovens, os coros dos anjos cantam; quando se chamam as aves, elas obedecem imediatamente.

Acrescentou ainda que o homem fora expulso do Paraíso terrestre, mas que, pelo nascimento de Cristo, fora chamado ao Paraíso celeste. Enquanto falava ao povo, ouviu-se de repente um alarido: eram choros pela morte do filho do rei. Ora, como os mágicos não o pudessem ressuscitar, convenceram o rei de que o menino fora levado na companhia dos deuses; por isso, era necessário erguer-lhe uma estátua e um templo.

O eunuco mandou vigiar os mágicos e convocou o Apóstolo, o qual, depois de ter rezado, ressuscitou no mesmo instante o jovem. Por causa disso, o rei, chamado Egipo, mandou que se divulgasse por todas as suas províncias: «Vinde ver um deus oculto sob a aparência de homem!» «Homens, que fazeis? Não sou um deus; apenas um escravo do Senhor Jesus Cristo».

  • Muitos vieram com coroas de ouro e diferentes tipos de sacrifícios a serem oferecidos ao Apóstolo; mas Mateus os impediu, dizendo: «Homens, que fazeis? Não sou um deus; apenas um escravo do Senhor Jesus Cristo «.
  • Então, com a prata e ouro que tinham levado, as turbas construíram em trinta dias uma grande igreja, na qual o Apóstolo permaneceu por trinta e três anos e converteu o Egito inteiro.

O rei, sua mulher e todo o povo fizeram-se batizar; Ifigênia, a filha do rei, consagrou-se a Deus e foi posta à frente de duzentas virgens. Depois disso, Hírtaco sucedeu ao rei, enamorou-se de Ifigênia e prometeu ao Apóstolo metade do reino, se ele a fizesse aceitá-lo em casamento.

  • O Apóstolo lhe disse que fosse no domingo à igreja, segundo costume de seu predecessor, e, na presença de Ifigênia e das outras virgens, ouvisse sobre os benefícios do casamento.
  • O rei se apressou em ir, alegre por supor que o Apóstolo pretendesse aconselhar o casamento a Ifigênia.
  • Quando as virgens e todo povo estavam reunidos, Mateus falou longamente sobre as vantagens de se casar, sendo muito elogiado pelo rei, crente que o Apóstolo dissera tudo aquilo para animar Ifigênia e convencê-la a se casar.

Depois de pedir que se fizesse silêncio, o Apóstolo retomou o sermão, dizendo: É coisa boa o matrimônio, quando nele se guarda a fidelidade. Sabei, pois, os presentes que, se um escravo se atrevesse a raptar a esposa do rei, não somente ofenderia o rei como também mereceria a morte, não por ter-se casado, mas porque convecera a esposa de seu senhor a violar o matrimônio.

E o mesmo aconteceria contigo, ó rei: saibas que Ifigênia tornou-se esposa do Rei eterno e está a Ele consagrada por um véu sagrado, Assim, pois, como poderias tu tomar a esposa de outrem mais poderoso e unir-se a ela pelo casamento? Quando o rei ouviu isso, retirou-se da igreja, louco de raiva. O intrépido e firme Apóstolo exortou todos à paciência e à constância; em seguida, abençoou Ifigênia, que, trêmula de medo, prostrara-se diante dele com as outras virgens.

Terminada a Missa solene, o rei enviou um carrasco, que com a espada atingiu Mateus, que se encontrava de pé, orando diante do altar com os braços estendidos para o Céu, E assim fez dele um mártir. Ao saber disso, o povo acudiu ao palácio do rei para o incendiar, e só com muita dificuldade os padres e diáconos puderam contê-lo.

Depois, celebrou-se com alegria o martírio do Apóstolo. Como o rei não conseguisse por nenhum meio fazer Ifigênia mudar de resolução — apesar da insistência dos magos e das mulheres que para isso lhe enviava —, mandou atear fogo em volta da casa da jovem, a fim de queimá-la junto com as outras virgens.

No entanto, o Apóstolo apareceu e afastou o fogo, que acabou atingindo e consumindo o palácio inteiro do rei. Só conseguiram escapar o rei e seu filho único, o qual, porém, foi imediatamente possuído pelo demônio e correu ao sepulcro do Apóstolo, confessando os crimes de seu pai.

  1. O rei foi atacado por uma lepra terrível, que não podia ser curada, e ele se matou com a própria espada.
  2. O povo pôs no trono o irmão de Ifigênia, que fora batizado pelo Apóstolo.
  3. Ele reinou por setenta anos e foi substituído por seu filho, que ampliou enormemente o culto cristão e encheu toda a Etiópia de igrejas em honra de Cristo.

Quanto a Zaroés e Arfaxat, desde o dia em que o Apóstolo ressuscitou o filho do rei, fugiram para a Pérsia, mas foram ali vencidos por Simão e Judas,3. As virtudes. — Sobre o bem-aventurado Mateus se devem notar quatro coisas. a ) Primeira : a prontidão de sua obediência, pois no mesmo instante em que Cristo o chamou, ele abandonou seu ofício de publicano e, sem temer seus senhores, deixou inacabadas as listas de impostos para juntar-se a Cristo.

Essa prontidão na obediência induziu alguns ao erro, como relata Jerônimo em seu comentário a essa passagem do Evangelho: Porfírio e o imperador Juliano acusam-no, enquanto historiador, de mentira e inabilidade, e chamam de loucura a conduta dele e de outros que se puseram sem demora a seguir o Salvador, como teriam, sem motivo algum, seguido qualquer outro homem.

Ora, Jesus dera antes tantos sinais de suas virtudes, que sem dúvida os Apóstolos já O tinham visto antes de crer. Com efeito, o brilho e a majestade divinos reluziam em sua face humana e podia, à primeira vista, atrair os que O viam. Se se atribui ao ímã a força de atrair anéis e varetas, com muito mais razão o Senhor de todas as criaturas podia atrair a si aqueles que queria,

Assim falou Jerônimo. b ) Segunda : sua generosidade ou liberalidade, pois logo serviu ao Salvador um grande banquete em sua casa, banquete que foi grande não apenas porque foi lauto, mas por quatro outras razões. Primeira, pela decisão de receber a Cristo com grande amor e afeto. Segunda, pelo mistério contido naquela acolhida e assim explicado pela Glosa sobre Lucas: «Aquele que recebe a Cristo em sua casa é tomado por uma torrente de delícias e prazeres».

Terceira, pelos grandes ensinamentos que Ele deu ali, como: «Quero misericórdia, e não sacrifício», e: «Os sãos não precisam de médico». Quarta, pela importância dos convidados que estavam à mesa, a saber: Cristo e seus discípulos. Quem Foi Mateus Na BBlia «A inspiração de S. Mateus», por Caravaggio. c ) Terceira : sua humildade, que se manifestou em duas ocasiões. Primeira, quando confessou ser um publicano. Os outros evangelistas — diz a Glosa —, por um sentimento de pudor e respeito, não lhe dão nome; mas como todo justo é seu próprio promotor, ele se chama a si mesmo de Mateus e publicano, para mostrar que ninguém deve desesperar da salvação, pois ele, de publicano, foi transformado em Apóstolo e evangelista.

  • Segunda, quando suportou com paciência as injúrias de que era alvo.
  • Com efeito, quando os fariseus murmuravam de Cristo por ter-se alojado na casa de um pecador, Mateus poderia com razão responder: «Sois vós os miseráveis e pecadores, pois recusais o socorro do médico pensando que sois justos, enquanto eu não posso mais ser chamado de pecador, porque recorro ao Médico da salvação e lhe mostro minhas feridas».

d ) Quarta : a honra que seu evangelho recebe na Igreja, lido com mais frequência do que o dos outros evangelistas e considerado, junto com os Salmos de Davi e as Epístolas de Paulo, entre os livros da Escritura que mais são lidos na Igreja. A razão disso é que, segundo Tiago, há três gêneros de pecado: a saber: o de orgulho, o de luxúria e o de avareza.

  • Paulo, que antes se chamava Saulo (nome derivado do soberbíssimo rei Saul), cometeu o pecado de orgulho quando perseguiu desenfreadamente a Igreja.
  • Davi entregou-se ao pecado de luxúria, cometendo adultério e, em consequência desse primeiro pecado e crime, mandando matar a Urias, o mais fiel de seus soldados.
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Mateus cometeu o pecado de avareza, pois era publicano e atraído por lucros desonestos. O posto de cobranças (o τελώνῐον, de τέλος, que, segundo Beda, quer dizer «imposto»), diz Isidoro, é um lugar em um porto marítimo onde são recebidas as mercadorias do navios e pagos os ordenados dos marinheiros.

  1. Ainda que se possa dizer que os três foram pecadores, a penitência deles foi tão agradável ao Senhor, que Ele não apenas lhes perdoou as faltas como os cumulou de múltiplos benefícios.
  2. Do mais cruel perseguidor fez o mais fiel pregador; de um adúltero e homicida fez um profeta e salmista; de um homem ávido por riquezas e avarento fez um Apóstolo e evangelista.

É por isso que as palavras desses três são tão frequentemente lidas: que ninguém que deseje converter-se perca a esperança, ao ver em que transformou a graça aqueles que tão grandes foram na culpa.4. Sua conversão. — Note-se que, segundo o beato Ambrósio, na conversão do bem-aventurado Mateus há certas particularidades a considerar a ) do lado do médico, b ) do lado do enfermo curado e c ) do lado da maneira de curar. Quem Foi Mateus Na BBlia «A vocação de S. Mateus», por Caravaggio. a ) No médico houve três qualidades: a sabedoria que conheceu o mal em sua raiz, a bondade que empregou e o poder dos remédios, que puderam transformar tão subitamente. Ambrósio fala dessas três qualidades como se falasse em nome do próprio Mateus.

  1. Quanto à primeira: «Aquele que conhece o que está oculto pode tirar a dor de meu coração e a palidez de minha alma».
  2. Quanto à segunda: «Encontrei o Médico que habita nos Céus e semeia os remédios na Terra».
  3. Quanto à terceira: «Só aquele que não as experimentou pode curar minhas feridas».
  4. B ) No enfermo que é curado, isto é, em Mateus, há três ponderações a serem feitas, segundo Ambrósio.

Ele se livrou perfeitamente da doença, permaneceu grato àquele que o curara e, depois que recuperou a saúde, conservou-se sempre limpo. Por isso disse: «Já não sou mais aquele publicano: não sou mais Levi. Despojei-me de Levi quando me revesti de Cristo», que é a primeira ponderação; «Odeio minha raça, fujo de minha vida, sigo apenas a ti, Senhor Jesus, que curaste minhas feridas», que é a segunda; «Quem me separará do amor de Deus, que reside em mim? Será a tribulação, a miséria, a fome?», que é a terceira.

  1. C ) Segundo o bem-aventurado Ambrósio, o modo de cura foi tríplice.
  2. Primeiro, Cristo o acorrentou ; depois, cauterizou-o ; por fim, livrou-o de todas as podridões.
  3. Daí dizer Ambrósio, como se fora o próprio Mateus: «Fui atado com os cravos da fé e os laços da caridade.
  4. Enquanto estou preso pelos vínculos do amor, tira, Jesus, a podridão de meus pecados; corta tudo o que encontrares de vicioso».

É o primeiro modo. «Teu mandamento será para mim um cautério, e se o cautério do teu mandamento queima, queima apenas a carne podre, o vírus do contágio. De modo que, se o medicamento atordoa, é para extrair a úlcera do vício». É o segundo modo. «Vem rápido, Senhor! Corta as paixões ocultas e profundas.

  1. Trata-se de etimologias populares. Na verdade, Matthæus (gr. Μαθθαῖος ou Ματθαῖος) é, provavelmente, a transcrição da forma hebraica Mattai, que significa «presente» ou «dádiva» de Deus (= donatus a Deo ), à semelhança de Theodorus, Adeodatus (cf. «Matanias», em 1Cr 9, 15). Alguns autores, de posição minoritária, derivam o nome do termo hebraico emeth (= fé), sob a forma Amittai (= «Fiel», cf. Jn 1, 1, vulg. Amathi ), tendo a letra Aleph se perdido por influência do aramaico.
  2. Sobre os «dragões» e outras coisas fantásticas de que falam muitas histórias da Legenda Áurea, verificar as considerações que fizemos em um texto sobre e em outro sobre,
  3. Para saber mais sobre os fatos da vida de S. Mateus após Pentecostes, leia-se a breve exposição sobre o seu evangelho na do nosso curso exclusivo Evangelhos Sinóticos,

Este texto foi publicado a partir da tradução brasileira da (trad. de Hilário Franco Jr. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, pp.778ss), mas não sem ser cotejado, antes, com o e adaptado passim,

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: Vida e martírio de São Mateus

Qual a oração de São Mateus?

Oração a São Mateus Protegei o que é meu e de minha família da ganância e do alcance alheio, para que as minhas posses não lhes causem cobiça nem ensejam atos ilícitos desvairados. Ensinai-me por fim a juntar tesouros no céu e a servir a Deus e não ao dinheiro. Escute a minha oração São Mateus. Amém.’

Qual era a profissão de Mateus antes de ser discípulo?

Antes de ser chamado para seguir Jesus, Mateus era um coletor de impostos do povo hebreu, durante a dominação romana. Por ordem de Herodes Antipa, ele estava alocado em Cafarnaum, uma cidade marítima no mar da Galileia, na Palestina.

Porque Mateus é o primeiro livro do Novo Testamento?

Composição – Citação do evangelho de Mateus na Basílica da Santíssima Trindade, ( Santuário de Fátima ), Portugal Tradicionalmente, Mateus era visto como o primeiro Evangelho escrito. Os evangelhos são tradicionalmente impressos com Mateus em primeiro lugar porque, segundo Santo Agostinho, era esse o mais antigo (segundo ele, este evangelho teria sido escrito de 50 a 75 ).

  1. Atualmente, a maioria dos estudiosos aceita a tese que defende que o Evangelho de Marcos é o mais antigo dos Evangelhos Canônicos,
  2. Em contrapartida, o evangelho de Mateus foi o primeiro dos evangelhos a ser lido publicamente nas comunidades cristãs (o que era sinal de sua aceitação como «literatura sagrada» entre os primeiros cristãos).

Acreditava-se que o Evangelho de Mateus tinha sido composto por Mateus, um discípulo de Jesus. No entanto, os estudiosos do século XVIII questionaram a visão tradicional de composição. Hoje, a maioria dos estudiosos concorda que Mateus não escreveu o Evangelho que leva seu nome, e prefere descrever o autor como um anônimo cristão de origem judaica, escrito no final do primeiro século, embora muitos prevêem a possibilidade de conexão indireta com o apóstolo.

Como ler o livro de Mateus?

Para ler o Evangelho de Mateus Artigos Quem Foi Mateus Na BBlia O Evangelho segundo Mateus é o mais judaico dos evangelhos. Ele surgiu num grupo de comunidades de discípulos que foi expulso da sinagoga e teve que se organizar nas casas de seus membros. Eram homens e mulheres que acreditavam que Deus se revelou totalmente em Jesus e assim liam o Antigo Testamento sob a luz de Cristo.

Foram incompreendidos pelas comunidades rabínicas (fariseus), expulsos e perseguidos. Foi escrito durante os anos 80 d.C., quando as comunidades perseguidas enfrentavam duras críticas dos fariseus que acusavam os cristãos de abandonarem a Lei judaica para seguir as ideias de um subversivo que morreu crucificado.

Diante da desistência de muitos discípulos que voltavam para as sinagogas, as comunidades relembraram a prática e os ensinamentos de Jesus, e perceberam que Ele era quem verdadeiramente cumpria a Lei.Jesus e seu estilo de vida são a melhor forma de viver e cumprir a Lei de Deus (5,17-19).

Essas comunidades enfrentavam muitas dificuldades: leitura muito apegada a letra da Lei (5,17-48); uma piedade falsa (6,1-8); apego ao bem estar e ao conforto(6,19-24); profetismo falso (7,15-20); rixas entre judeus-cristãos e cristãos não judeus (8,5-13); os que falavam de paz, mas eram falsos e medrosos (10,34-36); brigas pelo poder dentro da comunidade (10,37-39); os escândalos (18,1-11); gente que fala de justiça, mas faz o contrário – hipocrisia (7,21-27); gente que minava a unidade da família (19,1-9); gente que vivia amedrontada com a volta de Cristo (cap.25) e gente desanimada (28,1-10).

Diante de tantas dificuldades, as comunidades reuniram várias de suas lembranças, transmitidas pelos discípulos que conviveram com Jesus (Mateus foi um deles) e com o auxílio de alguns «mestres da Lei», seguidores de Jesus (Mt 13,52), escreveram o Evangelho segundo Mateus.

  1. Jesus é apresentado no Evangelho como o «novo Moisés».
  2. Moisés subiu a montanha, recebeu a Lei e deu ao povo judeu.
  3. Jesus subiu a montanha, sentou-se e deu a real interpretação da Lei aos seus discípulos e discípulas – o Sermão da Montanha (caps.5–7).
  4. É Jesus o sentido da Lei e sua Palavra não passa e não passará (5,18).

Os judeus amavam a Torah (Lei) que chamamos de Pentateuco (Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). São cinco livros. A melhor forma de ler e compreender o Evangelho de Mateus é perceber que o próprio Jesus (sua pessoa, ideias, estilo de vida, ações) é a Lei de Deus.

Viver como Jesus é viver a Lei de Deus. Para ler com mais facilidade e vivenciarmos a Palavra do Mestre, também dividimos o Evangelho de Mateus em5 partes: 1. Prólogo: Narrativas da infância de Jesus (caps.1–2) 2. Jesus na Galileia (caps.4,12–13,58) 3. Jesus, o Messias (caps.14–20) 4. Jesus em Jerusalém (caps.21–25) 5.

Epílogo: Morte e ressurreição de Jesus (caps.26–28). É importante perceber que as comunidades de Mateus conheciam a experiência das comunidades de Paulo, Marcos e Lucas. Essa experiência foi fundamental para que elas redescobrissem a força de Jesus, não se fechando num gueto cristão.

  1. Compreenderam que o exemplo de Jesus formava sua verdadeira vocação e descobriram que o Pai escuta os cansados, pequeninos e miseráveis, revelando o seu plano de amor (11,25-27).
  2. Por fim, em Mateus vemos que é Jesus o Cristo, o novo Moisés, a Lei, a Palavra, o exemplo, a força, a razão de ser e viver, o dinamismo, o Mestre, a Paz e o sentido da vida dos discípulos e discípulas de todos os tempos.

Pe. Demetrius dos Santos Silva Biblista e docente do Curso Diocesano de Teologia : Para ler o Evangelho de Mateus

Quais as qualidades de Mateus?

OS 12 APÓSTOLOS DE JESUS E SUAS PERSONALIDADES Veremos a seguir uma síntese da vida e pontos da personalidade dos discípulos de Jesus e como se deu a morte de cada um. André: Junto com seu Irmão Simão Pedro, foram os primeiros discípulos escolhidos por Jesus, André foi líder do corpo apostólico do Reino, era o mais velho dos apóstolos, com um perfil organizador, tinha um comportamento baseado na organização, planejamento, metódico e previsível, tinha certeza e compreensão exata das regras sem erros.

Queria ver o projeto do Reino realizado, cumpriu seu ministério cabalmente tendo início, meio e fim. Foi crucificado em uma cruz em forma de «X». Simão Pedro: Irmão de André foi também um dos primeiros dos apóstolos a ser escolhido, era conhecido por todos os seus amigos como um companheiro impulsivo, tinha sentimentos fortes, era de decisão súbita e de ação rápida, com um perfil ativador, Pedro tinha o senso do fazer rápido (urgente), ação e resultados era o que lhe motivava, tinha iniciativa, prático, o mais impulsivo de todos os discípulos, vencer desafios era com ele, autossuficiente.

Suas qualidades eram fazer acontecer, de fácil motivação e fazer o que for necessário. Seus pontos fracos eram: explosivo, temperamento difícil, fazia do modo mais fácil, impaciente, ansioso, inquieto, agia e depois pensava. Se motivava a resolver os problemas do seu jeito.

  • Segundo as escrituras morreria em avançada idade.
  • Tiago: Filho de Zebedeu, tinha um perfil idealizador, era um pensador com comportamento criativo e intuitivo, mas sempre bem equilibrado e flexível.
  • Tornou-se o primeiro mártir entre os apóstolos, morrendo pela espada de Herodes Agripa I.
  • João: Era irmão de Tiago e seu companheiro de pesca, com um perfil comunicador, Tinha um comportamento sensível e de bom relacionamento foi considerado o discípulo amado pelo Mestre, acompanhou Jesus em todos os seus momentos era confiável, recebeu a incumbência de cuidar da mãe de Jesus, manipulador através dos sentimentos, precisava da aceitação e do reconhecimento do grupo.

Foi levado exilado para a Ilha de Patmos, onde teve a revelação das cartas do Apocalipse as sete Igrejas da Ásia, morreu de morte natural, provavelmente com 100 anos de idade, o único que não foi martirizado. Felipe: Com um perfil de organizador, foi escolhido como intendente, cuidava da logística do grupo, de comportamento detalhista, organizador e metódico, tinha um jeito sistemático de cumprir suas funções.

Foi sepultado em Hierápolis, desconhece-se, porém, o motivo de sua morte, provavelmente foi um mártir. Natanael: Filho de Bartolomeu, Tinha um perfil comunicador, com um comportamento tradicionalista, sensível, de fácil relacionamento, buscava sempre harmonia no grupo, sempre divertido e a felicidade acima dos resultados, tinha o reconhecimento do grupo pelos seus serviços sociais aos familiares de todos os apóstolos.

Um pouco idealizador (Águia), pela descontração e falta de atenção para o aqui agora, distraído e levado a liberdade de expressão. A ausência de controles rígidos eram fatores que o motivavam. Foi esfolado vivo pelos Bárbaros e recebeu o golpe de misericórdia através da decapitação.

  1. Mateus: Com um perfil comunicador, tinha bons relacionamentos, foi um grande contribuinte financeiro do grupo pela sua generosidade, tinha qualidades de manter com facilidade uma comunicação harmoniosa com todos, buscava a aceitação social e tinha o reconhecimento dos demais.
  2. A igreja Ocidental o alista entre os mártires.

Tomé: Com perfil organizador, sempre movido pela ordem, controle e segurança, tinha um comportamento detalhista e analítico, organizava e planejava o itinerário dos apóstolos era um bom executivo, um excelente homem de negócios, metódico leal e responsável, era do tipo lógico e cético sem leviandade a ponto de duvidar da ressurreição de Jesus, Mas tinha um conhecimento específica do seu trabalho no grupo apostólico.

Sobre sua morte há duas versões, uma diz que foi transpassado por uma flecha enquanto orava, e a outra, é de que foi torturado próximo a Madras. Tiago e Judas (Tadeu): Eram filhos de Alfeu, segundo historiadores eram dois apóstolos gêmeos e tinham perfis idênticos de comunicadores, tinham um coração grande, bom e generoso.

Buscavam sempre a harmonia no grupo, eram muito queridos por todos, tinham uma sensibilidade e simplicidade muito grande, evitavam conflitos, eram prestativos e sempre prontos a ajudar a todos a trabalhar em equipe, construíram um consenso entre os discípulo e tinham a aceitação social do povo, se sujeitavam compreensivamente a autoridade dos líderes.

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Sobre Tiago a duas versões sobre sua morte, uma de que foi apedrejado e morreu com um golpe de paulada, a segunda hipóteses de que foi crucificado no Egito. Já Judas Tadeu morreu martirizado na Pérsia. Simão (Zelote): Com um perfil ativador, tinha a sua índole inflamada, um revolucionário radical, impulsivo e prático, era um rebelde iconoclasta, sempre se identificou com o partido do protesto, era um homem de lealdade intensa, um Judeu nacionalista e um entusiasta da salvação, vencer desafios era com ele, com um senso de urgência em tudo, era de fácil motivação e fazia tudo de modo mais fácil, era motivado a resolver as questões do seu jeito.

Morreu também crucificado. Judas (Iscariotes): Com um perfil idealizador (Águia), era criativo, intuitivo e pensamento no futuro, um dos mais instruídos entre os discípulo, tinha dificuldade de entender a si próprio e não era sincero ao lidar consigo mesmo.

Também tinha um lado organizador (Lobo) acentuado, eficiente, habilidoso e com muito tato e paciência apurada, desempenhou com eficiência a função árdua de tesoureiro do grupo apostólico, era um grande executivo, um financista capaz e previdente, era de uma organização persistente, nenhum dos doze jamais criticou Judas.

Ele acreditava em Jesus, mas talvez não tenha amado o Mestre de todo o seu coração como os demais. O caso de Judas ilustra a verdade daquele versículo: » Há um caminho que parece justo para o homem, mas o fim dele é a morte». O seu sentido de valores e lealdade era imperfeito.

  • Suicidou-se após ter traído Jesus.
  • Creio que após aprendermos um pouco sobre a vida dos apóstolos, podemos aprender o quanto eram pessoas com muitas falhas na maneira de viver, em suas personalidades, como eram homens arrogantes, brabos, com o espírito de dúvida, muitas vezes.
  • Observamos que durante o período que Jesus ensinava entre os homens, muitas vezes eles entendiam menos do que outras pessoas.

Apesar de todas as suas falhas e problemas, após receberem o Espírito Santo, vemos que atuaram em um único objetivo, coesos, unidos e, já então com suas deficiências aperfeiçoadas em Cristo, pregavam o evangelho por toda a Terra. O que mais me impressiona é o fato de amarem tanto a Palavra, que levavam a mensagem de salvação sem temer a morte.

As maneiras em que foram mortos, as dificuldades que enfrentaram, faz-me parar para analisar o quanto eu seria capaz de enfrentar e passar por amor à obra de Deus. Eles foram importantíssimos para que o evangelho se espalhasse de forma organizada, orientada, dentro dos padrões por Cristo ensinado. Então eu te pergunto, o quanto você ama a Cristo? O que você é capaz de enfrentar por amor à palavra de Deus? Que cada um de nós tenhamos a convicção de que quando estamos no centro da vontade de Deus, mesmo numa ilha aprisionados, mesmo em um deserto, saibamos que Deus tem coisas maravilhosas para nos revelar, assim como foi com João na Ilha de Patmos.

Joel Bitencourt Serra.

Onde conta a história de Mateus na Bíblia?

Mateus ou Levi? – A história do chamado de Mateus é muito parecida com a história de um homem chamado Levi, relatada em Marcos 2:13-14 e Lucas 5:27-28, Nos três evangelhos, essa história aparece no mesmo lugar, depois da cura de um homem paralítico que tinha sido descido do telhado da casa de Pedro pelos seus amigos. Por isso, é bastante provável que Mateus e Levi eram a mesma pessoa. Talvez Mateus tinha dois nomes: Mateus Levi. Ou então ele pode ter mudado de nome, ou ficado conhecido por outro nome. Se Mateus era Levi, o nome de seu pai era Alfeu, Depois que decidiu seguir Jesus Levi (Mateus) convidou Jesus para comer na casa dele (Marcos 2:15-16 ). Alguns fariseus ficaram escandalizados, porque Jesus estava comendo com pessoas de má reputação, como cobradores de impostos. Mas Jesus lhes disse que ele tinha vindo para chamar pecadores ao arrependimento (Lucas 5:31-32 ). Leia aqui mais sobre os 12 apóstolos e sua função na Bíblia.

Qual o discípulo que era médico?

A medicina é uma profissão milenar, com diversas histórias desde o oriente, até o ocidente, com diferentes legislações e práticas em todo o mundo. Em países de base cristã, como Itália, Portugal, França, Espanha, Bélgica, Polônia e o próprio Brasil, o dia 18 de outubro foi escolhido como o dia do médico, sendo baseado na data em que se comemora o dia de São Lucas, um dos evangelistas que escreveu a história de Jesus, contada no evangelho que leva o seu nome.

Lucas não foi um dos apóstolos e tampouco foi uma testemunha ocular da vida de Jesus, todavia deixou uma das mais belas obras literárias já escritas sobre os feitos do Salvador e os primeiros anos da comunidade cristã (1). Ele era grego, historiador, e estudou Medicina na Antioquia, cidade Turca que hoje estaria localizada em um território sírio (2), e através do apóstolo Paulo conheceu a Jesus, se converteu ao cristianismo, deixando dois registros históricos: o livro de Atos, baseado em fatos que ele viu e viveu, e o livro que carrega seu nome (evangelho segundo Lucas), em que ele descreve a vida de Jesus baseada no que ele pesquisou e investigou.

Uma das poucas referência ao Dr. Lucas nos registros bíblicos, está em Colossenses 4.14, onde Paulo se refere a ele como o «Médico Amado», Por que Lucas era chamado assim? O que fez ele ser tão querido e amado? Lucas era um médico atencioso, dedicado ao seu serviço, e não abandonava sua equipe e missão,

Ele acompanhava o apóstolo Paulo em suas viagens missionárias, provavelmente cuidando de pessoas e levando o evangelho de Jesus. Passaram por diversas situações turbulentas, desde sobreviver a um naufrágio, passar fome, ver amigos irem presos e situações diversas. Em determinado momento, o apóstolo Paulo se viu abandonado pelos seus principais auxiliares, mas ele enfatiza o Médico Lucas não o havia abandonado, sendo este o único a permanecer (2 Timóteo 4.12), mostrando assim sua disposição e dedicação no trabalho.

Ao descrever a história de Jesus, o Dr. Lucas O descreve como alguém que amava pessoas, que ao ver alguém doente, trazia a cura, ao ver o sofrimento, trazia alívio, e pouco antes da sua morte na cruz, estava em uma angústia tão grande, que seu suor passou a ser sangue, um fenômeno chamado hematidrose, que ocorre quando fatores de stress e situações emocionais intensas provocam o rompimento de vasos capilares e o sangue se mistura ao suor.

Quem foi Jesus no livro de Mateus?

Mateus inicia seu testemunho com a história de uma importante família para mostrar que Jesus era descendente de Abraão e do rei Davi. Ser descendente de Abraão era importante porque Deus havia prometido a Abraão que seus descendentes abençoariam e levariam a salvação a todo o mundo.

  1. Ver Gênesis 12:2–3; Abraão 2:9–11.) Ser descendente do rei Davi era importante porque os judeus sabiam que o Messias seria descendente literal de Davi.
  2. Ver Isaías 11:1–9.)O Élder James E.
  3. Talmage, que foi um membro do Quórum dos Doze Apóstolos, ensinou que se Judá tivesse continuado a ser governado por um rei desde a época de Davi, o marido de Maria, José, «teria sido coroado rei; e o sucessor legal ao trono seria então Jesus».

(Jesus, o Cristo, p.83.)A história do nascimento de Cristo também se encontra em Lucas 2. Mateus 1 conta a história de José e o nascimento de Cristo, enquanto que Lucas 1–2 conta a história de Maria. Ao ler Mateus 1:18–25, procure qualidades em José que fariam dele um bom guardião e pai para Jesus.

Qual o contexto do livro de Mateus?

Este artigo foi útil? Considere fazer uma contribuição: Ouça este artigo: O Evagelho segundo Mateus «Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento.

O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas» (Mt 22, 37:40) O Evangelho segundo Mateus faz parte do Novo e acredita-se que tenha sido escrito por volta de 50 DC, período do inicio da igreja. O Evangelho de Mateus tem esse nome, porque foi escrito pelo próprio apóstolo.

Consta que antes de seguir Jesus ele trabalhava como cobrador de impostos. Inclusive, sua escrita mostra que teve muito interesse em contabilidade (18:23-24; 25:14-15). Sobretudo, nesta profissão acredita-se que tinham a habilidade da taquigrafia ou seja, conseguia grafar as palavras de forma file, palavra por palavra, na medida em que a pessoa falava.

  • O livro de Mateus começa com a genealogia de Cristo e termina com a paixão, morte e ressurreição.
  • Mateus discorre desde o nascimento e início da vida de Jesus e logo expõe o ministério de Jesus, trazendo suas pregações, como o Sermão da Montanha «Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal (pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.

Amém)» (Mt 6,9:13) Além disso detalha sobre a missão dos discípulos «Tendo chamado os seus doze discípulos, deu-lhes Jesus autoridade sobre espíritos imundos para expelir e para curar toda sorte de doenças e enfermidades» (Mt 10:1) e algumas parábolas,

São elas: do semeador, do joio, do grão de mostrada, do fermento, do tesouro escondido, da rede, e da pérola. Posteriormente, fala sobre a igreja e o futuro, e em seguida fala da prisão, tortura e morte de Jesus antes de trazer a Sua ressurreição «Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado.

Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde ele jazia» (Mt 28, 5:6) e «Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.

E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século» (Mt 28, 5:6) Bibliografia: A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo.2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009. Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/biblia/livro-de-mateus/

Qual o discípulo que era médico?

Lucas Evangelista viveu no século I da era cristã. De pagão, converteu-se a cristão através do apóstolo Paulo. Escreveu, depois de Mateus e Marcos, o terceiro Evangelho de Jesus Cristo. Exerceu a profissão de médico, conforme se lê no novo testamento da Bíblia Sagrada em Colossenses, capítulo 4, versículo 14.

Quem foi o soldado romano que seguiu Jesus?

A identidade dele é bastante controversa. Longinus, seu nome latino, provavelmente se trata de uma referência à lança comprida que, segundo relatos bíblicos, o soldado romano teria utilizado para perfurar o peito de Jesus na cruz, para ter a certeza de que ele estava morto.

  • Para quem fala português, parece até piada que um santo de nome Longuinho tenha sido um homem reconhecido como de baixa estatura.
  • E com dificuldade de locomoção.
  • É o que se acredita a respeito de São Longuinho, aquele para o qual a tradição popular dedica o ato de dar três pulinhos e ? surpresa! ? ele ajuda a se encontrar um objeto perdido.

Mas sua identidade, contudo, é bastante controversa. Longinus, seu nome latino, provavelmente seja uma referência à lança comprida que, segundo relatos bíblicos, o soldado romano teria utilizado para perfurar o peito de Jesus na cruz, para ter a certeza de que ele estava morto.

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«São Longuinho é dos santos mais populares da Igreja, e sua devoção remonta aos tempos da igreja primitiva. O nome ‘Longuinho’ é um derivação de ‘Longinus’, termo latino que designa um tipo de lança romana», explica o escritor e teólogo J. Alves, pesquisador de histórias de santos.

Existem poucos relatos históricos sobre a vida desse personagem, mas é interessante pensar em seu nome como, lendariamente, essa associação à lança», pontua o estudioso de hagiologias Thiago Maerki, pesquisador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e associado da Hagiography Society, dos Estados Unidos.

Segundo o Evangelho de João, os judeus não queriam que os corpos dos executados ficassem expostos na cruz durante o sábado, por conta da Páscoa. «Pilatos ordenou, então, que os soldados lhes quebrassem as pernas e os retirassem da cruz. Como Jesus já estava morto, um dos soldados abriu-lhe o lado com um golpe de lança», diz Alves.

  1. A tradição popular identifica São Longuinho como esse soldado romano, o centurião Cássio, que teria traspassado o lado de Jesus com a lança, de onde saiu sangue e água», completa o pesquisador Alves.
  2. Nos evangelhos canônicos, não há menção ao nome do soldado.
  3. Mas há uma referência a Longuinho no livro apócrifo dos Atos de Pilatos, que foi produzido por volta do século 6 ou 7 depois de Cristo», diz Maerki.

«Concretamente o que se sabe originalmente dele é o registro no Martirológio : ‘Em Jerusalém, a comemoração de São Longino, venerado como o soldado que abriu com a lança o lado do Senhor pregado na cruz'», pontua José Luís Lira, fundador da Academia Brasileira de Hagiologia e professor na Universidade Estadual Vale do Acaraú, no Ceará.