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Quanto Tempo Depois Da Laqueadura Vou Menstruar?

Quando volta a menstruação depois da laqueadura?

posso fazer sexo após a laqueadura? – Apesar de pequena, a laqueadura é uma cirurgia. E como todo procedimento cirúrgico, necessita de um tempo de recuperação que pode variar para cada paciente. Esse período pode ser de 1 semana até 3 meses. Mas, amiga, faça apenas quando se sentir confortável.

Como fica o ciclo menstrual após a laqueadura?

Trabalhos Originais Síndrome Pós-Laqueadura – Repercussões Clínicas e Psíquicas da Pós-Laqueadura Post-tubal Sterilization Syndrome – Evaluation of the Psychological and Clinical Disturbances in Tubal Ligation Syndrome. Rogério Dias 2 1 Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP – SP.2 Setor de Endoscopia Ginecológica e Planejamento Familiar – D.G.O.

  • Fac. Med.
  • De Botucatu – UNESP.3 Endolaser – SP.
  • Eliana Aguiar Petri Nahás 1 1 Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP – SP.2 Setor de Endoscopia Ginecológica e Planejamento Familiar – D.G.O. – Fac. Med.
  • De Botucatu – UNESP.3 Endolaser – SP.
  • Olívia Maria Rogenski 1 1 Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP – SP.2 Setor de Endoscopia Ginecológica e Planejamento Familiar – D.G.O.

– Fac. Med. de Botucatu – UNESP.3 Endolaser – SP., Laurival A. De Luca 1 1 Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP – SP.2 Setor de Endoscopia Ginecológica e Planejamento Familiar – D.G.O. – Fac. Med. de Botucatu – UNESP.3 Endolaser – SP.

, Francesco A. Viscomi 2 1 Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP – SP.2 Setor de Endoscopia Ginecológica e Planejamento Familiar – D.G.O. – Fac. Med. de Botucatu – UNESP.3 Endolaser – SP., Reginaldo G.C. Lopes 3 1 Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP – SP.2 Setor de Endoscopia Ginecológica e Planejamento Familiar – D.G.O.

– Fac. Med. de Botucatu – UNESP.3 Endolaser – SP. RESUMO O objetivo deste estudo foi investigar as alterações menstruais e os efeitos psíquicos decorrentes da laqueadura tubária – síndrome pós-laqueadura. Os autores acompanharam prospectivamente 300 mulheres do Setor de Endoscopia Ginecológica e Planejamento Familiar do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista (UNESP), durante um, três e cinco anos após o procedimento cirúrgico de laqueadura.

Diferentes parâmetros foram analisados após a laqueadura, tais como: intervalo do ciclo menstrual, duração e intensidade do fluxo menstrual, dismenorréia, dor pélvica, taxa de arrependimento e outros, comparando-se com os padrões prévios ao procedimento. Nossos achados sugerem que a maioria das mulheres estudadas não apresentaram alterações pós-laqueadura.

Tais achados não negam ou diminuem a importância e os benefícios da esterilização tubária, mas servem como ponto de partida para futuras investigações. PALAVRAS-CHAVE: Síndrome pós-laqueadura. Esterilização tubária. Distúrbios menstruais. Planejamento familiar.

  1. Laqueadura tubária.
  2. Introdução O controle da reprodução é exigência da ânsia de sobrevivência do gênero humano e das novas tendências de liberdade.
  3. Na última década um número cada vez maior de casais vêm optando pela esterilização definitiva (laqueadura tubária e vasectomia) sem preocupações com possíveis repercussões clínicas e psicológicas que poderão advir.

Numerosos estudos têm sido publicados, recentemente, a respeito de complicações associadas à esterilização, um dos métodos de contracepção mais usados no controle da natalidade em todo mundo. Na maioria destes estudos o tempo de acompanhamento é considerado curto.

  • Entretanto, as complicações, embora sejam citadas, não têm sido absolutamente comprovadas, persistindo a dúvida se existe ou não a síndrome pós-laqueadura 1,5,11,12,16,18,19,23,25,
  • As complicações da laqueadura tubária têm sido observadas por alguns autores e negadas por outros 10,11,16,
  • Porém, não foram comprovadas, concretamente, pela maioria.

Na prática, verifica-se que grande parte das pacientes permanece assintomática ou oligossintomática, por longo período de tempo, estando a maioria satisfeita com o procedimento. Cerca de 20 a 40% das mulheres submetidas à esterilização tubária apresentam seqüelas, e a freqüência de alterações menstruais após esterilização varia de 2,5 a 60% 1,9,17,18,23,

  1. A irreversibilidade do método pode, inclusive, originar problemas emocionais e conjugais 3,
  2. Na maioria dos estudos, no entanto, o risco de aparecimento ou intensificação dos sintomas pré-menstruais não foi observado 7,
  3. Outros eventos pós-laqueadura, raros e discutíveis, como a endometriose 14, gravidez ectópica 4,22 e possível associação com risco aumentado para câncer de mama 10, têm sido descritos.

A síndrome pós-laqueadura seria então caracterizada por: desarmonia do ciclo menstrual (metrorragia, sangramento intermenstrual, «spotting» e amenorréia), algia pélvica, dismenorréia, dispareunia, tensão pré-menstrual e manifestações psicológicas. As causas desses sinais e sintomas não são conhecidas, havendo algumas hipóteses para explicá-las, tais como: comprometimento ou destruição do suprimento sangüíneo do ovário, alteração da inervação da trompa e/ou do ovário, torção ovariana e aderências pélvicas 1,2,5,19,

Outra explicação seria a deficiência na fase lútea em decorrência da supressão da irrigação útero-ovariana 10,12,14,17, A proposição desta investigação é tentar responder interrogações sobre repercussões clínicas e psíquicas e sobre a existência ou não da síndrome pós-laqueadura e apresentar os possíveis mecanismos fisiopatológicos.

Pacientes e métodos Trezentas pacientes submetidas a laqueadura tubária, com seguimento entre 1, 3 e 5 anos, foram investigadas por meio de método prospectivo randomizado. Todas as pacientes foram submetidas a questionário previamente elaborado após 1, 3 e 5 anos de cirurgia.

  1. As respostas obtidas, em caráter sigiloso, eram anotadas pelo próprio entrevistador, que se absteve de qualquer comentário ou interpretação durante a entrevista.
  2. Essas pacientes foram, posteriormente à entrevista, submetidas ao exame ginecológico completo, incluindo-se procedimentos para detecção precoce de câncer ginecológico e mamário.

No questionário padronizado para estudo da síndrome pós-laqueadura as pacientes foram interrogadas sobre os seguintes parâmetros: estado civil, idade de ambos os cônjuges, paridade, sexo e idade dos filhos, número de filhos vivos, raça, profissão de ambos os cônjuges, grau de instrução do casal, renda familiar e dependentes da renda familiar, religião do casal, procedência, método contraceptivo usado anteriormente e tempo de uso, motivo da laqueadura, presença ou não de patologia orgânica, tipo e data da laqueadura, peso corpóreo anterior à laqueadura e atual, tabagismo, mudança do estado civil, informações sobre o ciclo menstrual (alterações de fluxo, duração e intervalo, após a laqueadura) aparecimento de tensão pré-menstrual, edema, cefaléia, nervosismo, tontura, dismenorréia, dispareunia, corrimento vaginal, algia pélvica, etc.

Também foi investigada a ocorrência de arrependimento, melhora do desempenho sexual, da libido, do orgasmo, da relação conjugal, se faria novamente a laqueadura e/ou se recomendaria às suas amigas. Foram também abordados outros sintomas e sinais pós-cirurgia, falha do método e gravidez. Todas as pacientes foram submetidas a contracepção cirúrgica voluntária, sendo prestado ao casal, previamente à ligadura tubária, esclarecimentos sobre a irreversibilidade do método, bem como suas vantagens e desvantagens, seus riscos e benefícios.

Nenhum marido optou pela vasectomia, que foi sempre uma alternativa oferecida. Todos os casais assinaram as folhas de Solicitação e Autorização (em três vias) para esterilização definitiva e somente um mês após as assinaturas, foi realizado o procedimento cirúrgico.

  1. As pacientes selecionadas para a laqueadura tubária não estavam fazendo uso de contraceptivo hormonal oral ou DIU por período anterior não inferior a 30 dias.
  2. A análise comparativa foi feita com as próprias pacientes antes da cirurgia e as laqueaduras de intervalo foram feitas após a menstruação e sob anestesia geral.

Entende-se por laqueadura de intervalo o procedimento cirúrgico de contracepção com intervalo de tempo de, pelo menos, 6 meses entre a laqueadura e qualquer procedimento obstétrico. As pacientes foram agendadas por carta, telefone e pela rádio de suas cidades.

Os dados coligidos foram distribuídos em tabelas de freqüência com intervalo de classes. Resultados A idade das pacientes variou de 20 a 44 anos, a maioria (84,3%) situando-se entre 25 e 39 anos. O número de mulheres com menos de 25 anos foi praticamente igual ao de mulheres com mais de 40 anos. Quanto à paridade, 5% das pacientes haviam tido sete ou mais gestações.

O grupo de pacientes com uma a três gestações e com idade compreendida entre 20 e 44 anos constituiu praticamente metade do total de pacientes estudadas (52%). Cerca de 48% das pacientes em todas as faixas etárias tinham tido quatro ou mais gestações e 87,7% eram casadas.

  1. Houve predomínio das pacientes pertencentes à religião católica (85%).
  2. Metade das pacientes exerciam trabalhos domésticos não-remunerados e 49%, outras profissões remuneradas.
  3. A maioria dos cônjuges (58,9% das mulheres e 58,7% dos homens) não tinha escolaridade superior ao 1 º grau.
  4. O número de homens analfabetos foi praticamente idêntico ao das mulheres.

O número de mulheres com o 2 º grau (30,4%) foi discretamente inferior ao dos homens do mesmo nível (32%) de educação, e 57% das pacientes informaram ter renda inferior a quatro salários mínimos. As classes econômicas foram distribuídas de acordo com o salário mínimo regional e considerado o montante auferido por todos os componentes da família.

  1. Verificou-se que mesmo nas famílias numerosas a quantidade de salários mínimos percebidos foi sempre inferior ao número de dependentes dessa renda.
  2. Em 51% dos casos a renda familiar era composta pelo ganho do marido e de outros dependentes, sem participação das mulheres.
  3. Estas se ocupavam só dos trabalhos domésticos.

Em 49% dos casos as mulheres contribuíam com trabalho remunerado para a Cerca de 22,3% das mulheres esterilizadas eram portadoras de patologias orgânicas graves, entre as quais citamos: hipertensão arterial, diabetes mellitus, cardiopatia e neuropatia.

  1. O anticoncepcional hormonal oral (pílula) foi o método reversível mais utilizado em nosso serviço (55,4%).
  2. Para a execução da laqueadura, a laparoscopia foi a via de acesso mais comum nos procedimentos de laqueadura de intervalo associada ao uso de «anel de Yoon» (anel de silastic).
  3. A minilaparotomia também foi muito usada nesta situação (técnica de Pomeroy), totalizando ambas cerca de 74,7% das técnicas empregadas para laqueaduras.

Observa-se, na Tabela 1, que o índice de arrependimento em nossa casuística foi de 6,7% e que este percentual de arrependimento distribui-se mais acentuadamente entre as mulheres de 20 a 29 anos ( Tabela 2 ). Nesta mesma tabela é chamativo o dado que 93,3% das pacientes, em todas as faixas etárias, não se arrependeram de terem sido laqueadas.

  1. Na Tabela 3, os dados demonstram que não houve grandes alterações de intensidade do fluxo menstrual após a laqueadura por um período de 1 a 5 anos.
  2. Na Tabela 4 chama atenção o dado que 86,7% das pacientes apresentavam intervalo de ciclo menstrual entre 26-30 dias pré-laqueadura e após o procedimento definitivo cerca de 84,3% mantiveram o mesmo intervalo menstrual.
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Cerca de 92,7% das pacientes apresentavam duração de fluxo menstrual entre 3 a 6 dias antes de serem laqueadas ( Tabela 5 ). Após um período de 1 a 5 anos, 90,4% das mulheres laqueadas mantinham a mesma duração de fluxo menstrual. Na Tabela 6 constatou-se que cerca de 96% das mulheres não apresentavam queixas de algia pélvica pré-laqueadura e 85,3% pós-laqueadura.

  • Cerca de 78% das mulheres não apresentavam dismenorréia pré-laqueadura e 68,7% pós-laqueadura ( Tabela 7 ).
  • Discussão O conceito segundo o qual só a faixa mais alta na escala sócio-cultural se preocupa com o planejamento familiar baseia-se em crenças enraizadas entre médicos e intelectuais.
  • Haveria tendências psicológicas profundas para demonstrar fertilidade e normas religiosas encorajando o máximo de procriação, formas obsessivas sexuais e ideologias econômicas para a família numerosa 8,20,

Apesar de o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP ser considerado serviço de atendimento terciário, apenas 22,3% das mulheres esterilizadas eram portadoras de patologias orgânicas graves, que contra-indicavam nova gestação.

  1. O índice de contracepção cirúrgica voluntária feminina em nosso setor é de cerca de 9% ao ano.
  2. Observamos que a pílula foi o método reversível mais utilizado em nosso serviço (55,4%).
  3. Possivelmente, este fato se deve a maior facilidade de acesso ao método, à eficácia elevada, à simplicidade, ao baixo custo (é gratuita), falta de interferência com o ato sexual e pela aceitação do parceiro, que costuma apresentar certa rejeição em colaborar com a companheira no que se refere à contracepção.

Em virtude da criteriosa seleção das pacientes para o procedimento definitivo, observamos que o índice de arrependimento foi de 6,7%, diferindo de alguns mencionados na literatura que alcançam níveis de 22% 15,17, Quando comparamos índice de arrependimento e idade das pacientes, verificamos que o índice percentual de arrependimento predomina entre as mulheres de 20 a 29 anos de idade.

Entre as mulheres de qualquer faixa etária, que buscaram contracepção cirúrgica em nosso setor, cerca de 60% mudaram de opinião, optando por outras alternativas quando orientadas e bem informadas. Cerca de 77,7% das laqueaduras tubárias foram eletivas e de intervalo. Esta foi uma das razões por que os casais puderam avaliar adequadamente a opção voluntariamente aceita.

Tal atitude refletiu no baixo índice de arrependimento observado. A nossa casuística mostrou que a maior causa de arrependimento foi a troca de parceiro e o desejo de futuras gestações. A ocorrência de distúrbios menstruais e a algia pélvica não foram consideradas causas importantes.

Os casais informaram melhora relevante do desempenho sexual da mulher, sem o temor da concepção, em 55% dos casos, o que também tem sido relatado por vários autores na literatura 15,17, Didaticamente, poderíamos esboçar os eventos possíveis após esterilização tubária conforme o esquema apresentado na Figura 1,

Há opiniões favoráveis à hipótese que a lesão dos elementos vasculares e nervosos do mesossalpinge altera a esteroidogênese ovariana, repercutindo sobre os tecidos alvos 6,15, A principal conseqüência seria o distúrbio menstrual. Outros autores observaram baixos níveis plasmáticos de estrogênios nas fases folicular e lútea, diminuição do pico do hormônio luteinizante na fase ovulatória e diminuição da progesterona no meio da fase lútea.

Entretanto, a insuficiência da fase lútea descrita por alguns é negada por outros 1,2,6,7,9,19, Outra explicação para a causa das alterações menstruais pós-laqueadura é a interrupção do uso do dispositivo intra-uterino (DIU) ou do anticoncepcional hormonal oral (pílula). O DIU predispõe ao aumento da quantidade e da duração do fluxo menstrual.

Após interrupção do seu uso, as pacientes experimentariam diminuição desses sinais. As usuárias de contraceptivos hormonais apresentam, geralmente, normalização do ciclo menstrual e diminuição da quantidade do fluxo. Cessado o uso, estas pacientes retornariam aos padrões menstruais irregulares anteriores.

  • Há necessidade de considerar os padrões menstruais anteriores à esterilização na realização desses estudos.
  • Se os ciclos menstruais eram irregulares, possivelmente voltarão a ser irregulares.
  • Os distúrbios menstruais observados com maior freqüência, após a esterilização tubária, são hipermenorréia, polimenorréia e metrorragia.

São poucos, comparativamente, os casos de oligomenorréia, hipomenorréia e amenorréia. Em decorrência, descrevem alguns autores 10,14 aumento da incidência de curetagens e de histerectomias, o que não foi constatado em nossa casuística. Existem trabalhos relatando que as principais indicações de histerectomia após laqueadura tubária são relacionadas a doenças orgânicas anteriores: leiomioma uterino, endometriose, doenças neoplásicas e outras que determinam as alterações menstruais 6,7,12,14, e não à laqueadura propriamente dita.

Constatamos em nossas casuística não haver alterações significativas (92,7% eram eumenorréicas) quanto ao intervalo, duração e intensidade do fluxo menstrual, quando comparamos os dados pré e pós-laqueadura, evidenciando que o procedimento cirúrgico de oclusão das trompas não interferiu nestes parâmetros menstruais 3,4,5,

Após um período de 1 a 5 anos, 90,4% das mulheres mantinham a mesma duração de fluxo menstrual. Por outro lado, 86,7% das pacientes apresentavam intervalo de ciclo menstrual entre 26 e 30 dias pré-laqueadura e 84,3% mantiveram o mesmo intervalo menstrual.

Nossos dados estão em acordo com os que enfatizam a não-existência de distúrbios menstruais após a esterilização tubária 1,2,7,16,19,21, A gênese da dor pélvica tem mecanismo bastante complexo. A dor tem sido atribuída ao aparecimento de congestão venosa pélvica, endometriose, torsão intermitente do segmento distal da trompa, hidrossalpinge e doença inflamatória pélvica, conseqüentes à ligadura 5,13,14,19,22,24,

O diagnóstico de congestão venosa pélvica depende principalmente do estudo dinâmico (retorno do fluxo venoso na venografia pélvica) e, secundariamente, das alterações morfológicas (dilatação e tortuosidade dos vasos). Não é tão simples como parece! Existem numerosas anastomoses entre o sistema urinário, o reto e a genitália interna.

As variações anatômicas dos vasos pélvicos podem influenciar, de alguma maneira, o aparecimento de possíveis sintomas. A incidência de congestão venosa pélvica após esterilização tubária está ainda por ser estabelecida. A torsão reversível e intermitente da trompa tem sido incriminada como responsável por algia pélvica recorrente não necessariamente periovulatória.

Os mecanismos responsáveis por seu aparecimento são: a) a secção do mesossalpinge, permitindo que atue como pedículo do segmento distal da tuba, conferindo maior mobilidade com possibilidade de torsão; b) o aparecimento de congestão e edema dos segmentos tubários provocados pela lesão da vascularização durante a esterilização; c) o aumento da motilidade tubária, bem como da secreção epitelial, que normalmente ocorrem no período periovulatório.

  1. A torsão tubária tem ocorrido com várias técnicas cirúrgicas, sendo mais freqüente na trompa direita, talvez devido ao posicionamento do sigmóide à esquerda.
  2. A possibilidade de tensão pré-menstrual e sintomas climatéricos (dispareunia, edema, cefaléia, palpitações, depressão, mastalgias, etc.), todos relacionados de certa maneira a distúrbios hormonais, foi sugerida por alguns, sem qualquer comprovação 17,18,

Em nossa casuística não foram significativos. Nossa investigação mostra que os parâmetros analisados, como algia pélvica e dismenorréia, apresentaram diferenças sem significado estatístico. Em resumo, não observamos alterações significativas atribuíveis à laqueadura.

Desta forma nosso trabalho não comprova a existência da síndrome pós-laqueadura. Por isto, concordamos com aqueles que acreditam que 90 a 100% das pacientes laqueadas permanecem assintomáticas e satisfeitas com o procedimento, segundo as observações auferidas neste estudo. SUMMARY The purpose of the present study was to investigate the menstrual disturbances and the psychological effects of post-tubal sterilization – the so-called post-tubal sterilization syndrome.

Does it exist? The authors followed-up prospectively 300 women from the Gynecological Endoscopy and Family Planning Section, Department of Obstetrics and Gynecology, Botucatu Medical School, Universidade Estadual Paulista (UNESP) during one, three and five years after tubal sterilization surgery.

Different parameters such as menstrual cycle length, duration of menstrual flow, dysmenorrhea, pelvic pain, regret rates etc, after tubal ligation, were analyzed. Each woman served as her own control. In conclusion, our findings suggest that most women reported no menstrual changes subsequent to sterilization.

These findings do not deny or diminish the importance or benefits of tubal sterilization, but serve as a focus for further investigation. KEY WORDS: Post-tubal sterilization syndrome. Tubal ligation syndrome. Family planning. Menstrual disturbances. Agradecimento: Este trabalho foi realizado com apoio do CNPq – Processo n º 820049/90- 5 Correspondência: Rogério Dias Faculdade de Medicina de Botucatu Departamento de Ginecologia e Obstetrícia Rua Rubião Junior s/n º 18.618-000 – Botucatu – SP

O que acontece com o corpo da mulher depois da laqueadura?

Cuidados pré e pós procedimento – Os cuidados pré e pós laqueadura tubária podem variar conforme a via de acesso, mas geralmente é necessário realizar alguns exames pré-operatórios antes da cirurgia, principalmente na mulher que tem comorbidades, a fim de garantir que a paciente esteja saudável e apta a passar pelo procedimento.

  1. Após a realização da laqueadura tubária, é comum que a mulher sinta desconforto abdominal e pélvico nos primeiros dias.
  2. Portanto, o repouso de 30 dias para atividades físicas e para relação sexual é necessário e, pode ser indicado o uso de analgésicos para aliviar a dor.
  3. Lembrando que essas são orientações geral, ou seja, o cirurgião responsável pelo procedimento é quem irá orientar sobre esforços físicos, relações sexuais e a pausa temporária de atividades que possam comprometer a recuperação.

Já com relação à higiene, é recomendado manter a região íntima limpa e seca após o ato cirúrgico para evitar infecções, evitando banhos de mar e piscina pelo menos nas primeiras semanas após a laqueadura tubária,

Quanto tempo leva para laqueadura fazer efeito?

Laqueadura – Brasil Escola A laqueadura, também conhecida por ligadura de trompas, é um processo cirúrgico feito com objetivo contraceptivo, ou seja, que impede que a mulher engravide novamente. Nesse procedimento, as tubas uterinas são obstruídas, cortadas e/ou amarradas, impedindo a descida do óvulo e subida do espermatozoide, tendo como resultado um índice de concepção menor que 1%.

Ela pode ser feita a partir de corte cirúrgico no abdome, por laparoscopia ou via vaginal, e a cirurgia dura, em média, quarenta minutos. É necessário o uso de anestesias, geralmente do tipo raquidiana, e internação de pelo menos meio-dia. Após a cirurgia são necessários dez dias de repouso. É importante que a mulher não tenha relações sexuais por cerca de uma semana, e seja utilizada camisinha por aproximadamente um mês, em todas as relações.

A menstruação e suas atividades hormonais raramente são afetadas. Nosso país é campeão em laqueaduras, apresentando cerca de 40% das mulheres, em idade reprodutiva, esterilizadas. O problema disso é que, em inúmeros casos, e por «n» fatores, a mulher deseja, novamente, ter condições de engravidar.

  1. Assim, além de existirem poucos centros de saúde capazes de realizar o procedimento reverso, somente em metade dos casos podem ser feitas tais cirurgias e nem todas com sucesso.
  2. Além disso, esse procedimento pode ser arriscado e, em algumas situações, inviável – sem contar que propicia, também, a gravidez tubária.
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Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 Considerando o exposto, nota-se a necessidade de a mulher analisar se, de fato, essa é a melhor forma de evitar a contracepção. Quanto a isso, a Lei Federal 9263, de 1996, que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências: anuncia que esse procedimento só é permitido a mulheres maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos e/ou aquelas que possuam doença capaz de provocar riscos à sua saúde ou à de um possível futuro bebê – como diabetes descompensada, histórico de eclampsia e pressão alta.

Testar outros métodos contraceptivos, como o DIU e as pílulas orais ou injetáveis, pode ser uma maneira de, pelo menos a priori, evitar a laqueadura.Em situações nas quais a reversão não é viável, ou não houve sucesso nessa cirurgia, a mulher pode recorrer à inseminação artificial.Por Mariana Araguaia Graduada em Biologia

: Laqueadura – Brasil Escola

Quem fez laqueadura tem período fértil?

O que é a laqueadura? – A laqueadura é um procedimento cirúrgico onde as trompas da mulher são amarradas ou cortadas. As trompas são canais que ligam os ovários ao útero – assim, a laqueadura impede que os óvulos sejam levados ao útero e que se encontrem com os espermatozoides em caso de relações sexuais.

Como saber se as trompas estão amarradas ou cortadas?

Como saber se a laqueadura foi cortada ou amarrada? – A única forma é perguntando a sua ginecologista. Como existem diversas técnicas para a realização da laqueadura, cada profissional faz aquela de sua preferência. Atualmente, a maioria dos médicos associam as técnicas, para menor risco de recanalização das tubas.

Como acontece uma gravidez com laqueadura?

Ginecologista explica a laqueadura e diz se é possível engravidar após a cirurgia Quanto Tempo Depois Da Laqueadura Vou Menstruar Ginecologista explica a laqueadura e diz se é possível engravidar após a cirurgia Laqueadura é um procedimento médico de esterilização para mulheres que têm certeza de que não desejam uma gravidez futura. É uma cirurgia simples, mas existem também regras.

  • E assim como todos os métodos contraceptivos, a laqueadura não tem eficácia de 100%.
  • Existe uma taxa mínima de falha.
  • De acordo com a ginecologista Ana Lúcia Beltrame, é raro engravidar após a cirurgia.
  • Contudo, a gravidez é possível quando as trompas se recanalizam, ou seja, surge num novo canal na trompa que havia sido interrompida que permite a passagem do espermatozoide.

«A laqueadura é considerada um método bastante efetivo, definitivo, mas existe uma chance de falha de 5 em cada 1.000 mulheres, bem raro». O procedimento de laqueadura é ofertado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) em qualquer unidade que ofereça serviço de ginecologia, obstetrícia e/ou maternidade.

Como se trata de um método irreversível, de acordo com a Lei 9.263/96, que trata do planejamento familiar, é indicada para mulheres maiores de 25 anos ou com pelo menos dois filhos vivos. A cirurgia só pode ser feita 60 dias após a mulher ter expressado o desejo e a paciente precisa passar por um acompanhamento.

Não pode ser feita no parto ou logo após um aborto. Se for casada ou mantiver união estável, o cônjuge deve atestar consentimento.1 de 2 Vasectomia e laqueadura — Foto: Arte/G1 Vasectomia e laqueadura — Foto: Arte/G1 2 de 2 Podcast Bem Estar — Foto: Comunicação/Globo Podcast Bem Estar — Foto: Comunicação/Globo

Quais as chances de engravidar depois de uma laqueadura?

É possível engravidar depois de fazer a laqueadura? – Apesar de pequenas, as chances de uma gravidez acontecer mesmo após a ligadura das trompas existem. A taxa de reversão espontânea da laqueadura é de 0,5% a 1% – aqui no Brasil, estima-se que de uma a cada duzentas mulheres laqueadas acabem engravidando.

É normal atrasar a menstruação depois de uma cirurgia?

É possível que ocorra alguma alteração no período menstrual, tanto antes quanto depois do procedimento cirúrgico, pois antes da operação a paciente pode acabar ficando ansiosa e estressada, o que pode ocasionar a antecipação da menstruação, coincidindo com a data da cirurgia.

Como fica a barriga por dentro depois da laqueadura?

Quem faz laqueadura fica com a barriga inchada? – Quando a laqueadura é feita por laparoscopia a barriga pode ficar um pouco inchada após o procedimento por causa do gás utilizado para inflar o abdômen, Esse inchaço desaparece naturalmente depois de alguns dias.

É possível engravidar depois de cortar as trompas?

Ginecologista explica a laqueadura e diz se é possível engravidar após a cirurgia Quanto Tempo Depois Da Laqueadura Vou Menstruar Ginecologista explica a laqueadura e diz se é possível engravidar após a cirurgia Laqueadura é um procedimento médico de esterilização para mulheres que têm certeza de que não desejam uma gravidez futura. É uma cirurgia simples, mas existem também regras.

  1. E assim como todos os métodos contraceptivos, a laqueadura não tem eficácia de 100%.
  2. Existe uma taxa mínima de falha.
  3. De acordo com a ginecologista Ana Lúcia Beltrame, é raro engravidar após a cirurgia.
  4. Contudo, a gravidez é possível quando as trompas se recanalizam, ou seja, surge num novo canal na trompa que havia sido interrompida que permite a passagem do espermatozoide.

«A laqueadura é considerada um método bastante efetivo, definitivo, mas existe uma chance de falha de 5 em cada 1.000 mulheres, bem raro». O procedimento de laqueadura é ofertado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) em qualquer unidade que ofereça serviço de ginecologia, obstetrícia e/ou maternidade.

Como se trata de um método irreversível, de acordo com a Lei 9.263/96, que trata do planejamento familiar, é indicada para mulheres maiores de 25 anos ou com pelo menos dois filhos vivos. A cirurgia só pode ser feita 60 dias após a mulher ter expressado o desejo e a paciente precisa passar por um acompanhamento.

Não pode ser feita no parto ou logo após um aborto. Se for casada ou mantiver união estável, o cônjuge deve atestar consentimento.1 de 2 Vasectomia e laqueadura — Foto: Arte/G1 Vasectomia e laqueadura — Foto: Arte/G1 2 de 2 Podcast Bem Estar — Foto: Comunicação/Globo Podcast Bem Estar — Foto: Comunicação/Globo

Quais os riscos pós laqueadura?

Para concluir – O planejamento familiar é muito importante para evitar gestações não planejadas que conferem riscos para a gestante e para o feto. Existem diversos métodos contraceptivos reversíveis e há a esterilização cirúrgica, que deve ser abordada como um método irreversível.

  • A laqueadura tubária é um método anticoncepcional definitivo, seguro e efetivo, com baixo índice de falha.
  • Existem riscos cirúrgicos inerentes ao procedimento, como sangramento, lesão de órgãos adjacentes e infecção e a paciente tem que estar ciente disso.
  • No Brasil, mulheres com pelo menos 21 anos ou dois filhos vivos podem realizar laqueadura tubária, desde que haja diferença de 60 dias entre a manifestação do desejo e a realização do procedimento.

(essa redução da idade mínima passa a valer somente após 180 dias da publicação da nova lei 14.443/2022) Porém, antes da cirurgia, elas devem ser aconselhadas e desencorajadas a realizar a esterilização precoce. Pacientes com menos de 30 anos e sem união conjugal devem ser especialmente orientadas a refletir sobre a escolha do método, pois elas são o grupo de pacientes com maior taxa de arrependimento.

A lei anterior, de 1996, regulamentava que a esterilização cirúrgica não deveria ser realizada durante o parto ou aborto, com exceção para casos com necessidade comprovada, como múltiplas cesáreas anteriores ou quando uma gestação futura acarreta risco de vida para a mãe e/ou para o feto. Mas, ATENÇÃO, isso mudou! Com a nova lei 14.443/2022, fica autorizada a realização da laqueadura durante o período de parto, desde que haja 60 dias entre a manifestação do desejo de esterilização e o ato cirúrgico.

A técnica e a via da cirurgia devem ser escolhidas em conjunto pela paciente e pelo médico, levando em conta a capacitação profissional, os custos e as expectativas da paciente.

Quanto tempo demora para desinchar a barriga depois da laqueadura?

Vale destacar que, o inchaço após a cirurgia é completamente normal. Os edemas acontecem devido ao procedimento, que causa uma espécie de trauma nos tecidos em que foi realizado. Diante deste cenário, começa a se formar um processo inflamatório, que ocasiona o inchaço.

  1. Esse inchaço, geralmente, desaparece em torno de três semanas após a cirurgia plástica,
  2. Entretanto, podem existir casos específicos em que o inchaço leva até seis meses para sumir.
  3. O tempo para a recuperação do problema depende, majoritariamente, do tipo de procedimento e do local do corpo em que foi realizado.

Além disso, outros fatores como a idade do paciente e a atitude correta, ou não, dos cuidados pós-operatórios também influenciam no período em que a condição irá permanecer.

Quantas horas dura a cirurgia da laqueadura?

Idade para realização de laqueadura e vasectomia passa de 25 para 21 anos Data de publicação: 06/03/2023 SUS oferta de maneira gratuita vários métodos que ajudam com os cuidados relacionados aos direitos reprodutivos Foto: Freepik Estão valendo as novas regras para cirurgias de laqueadura e vasectomia. A partir de agora, a idade mínima para realizar os procedimentos – que era de 25 anos – passa a ser de 21 anos para esterilização voluntária em pessoas com capacidade civil plena.

  • Também não é mais necessária a autorização do(a) cônjuge, consentimento que era obrigatório até então.
  • O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cirurgia de vasectomia e todos os estados brasileiros possuem estabelecimentos para a realização.
  • O serviço de saúde não oferece a cirurgia de reversão.
  • O procedimento leva de 15 a 20 minutos e não há necessidade de internação.
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Após a cirurgia, é necessário utilizar outro método contraceptivo durante, pelo menos, 90 dias. A laqueadura, por sua vez, é um procedimento cirúrgico que dura entre 40 minutos e uma hora. O objetivo é evitar o contato do espermatozoide com o óvulo, que acontece nas trompas, para impedir a fecundação e, consequentemente, a gestação.

  • Também pode ser recomendada nos casos em que uma gravidez coloca a pessoa em risco.
  • Há possibilidade de realizar reversão da laqueadura com técnicas de reprodução assistida, no entanto, o sucesso do procedimento depende de fatores como a preservação das tubas e a condição de saúde das trompas.
  • Interessados em fazer laqueadura ou vasectomia pelo SUS devem procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência e expressar a vontade de utilizar o método.

Como pré-requisitos, a pessoa deve ter, no mínimo, dois filhos vivos ou 21 anos. Para as situações em que a laqueadura pode ser feita no momento da cesariana, a lei estabelece o prazo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o parto.

Quais são os prós e os contras da laqueadura?

Entenda como funciona a laqueadura e quais são as suas vantagens A laqueadura consiste na esterilização definitiva da mulher, na qual as trompas uterinas são amarradas ou cortadas de modo que impeça o acesso do espermatozoide ao óvulo. Dessa forma não há a fecundação, e posterior, gravidez.

Como funciona? Para entender o funcionamento da laqueadura, retornaremos as aulas de reprodução sexual. Ovários, trompas (ou tubas uterinas), útero, vulva e vagina formam o sistema reprodutor feminino e trabalham em conjunto para que um novo ser seja gerado. Inicialmente, os ovários produzem os óvulos (células sexuais femininas) que são levados para as trompas uterinas durante o período fértil da mulher.

Logo em seguida, ao ser fecundado pelo espermatozoide (células sexuais masculinas) nas trompas, o zigoto é formado e encaminhado para o útero onde se desenvolve. A laqueadura bloqueia a passagem do espermatozóide e o óvulo não é fecundado, sendo assim a mulher não engravida. A eficácia desse procedimento é de quase 100%. No entanto, ao ser submetida a cirurgia, a mulher precisa recorrer a outros métodos contraceptivos durante 3 meses para evitar a gravidez.

Logo após o prazo, um teste é feito para averiguar o resultado do procedimento. Vantagens e desvantagens da laqueadura Ao optar pela laqueadura, a mulher precisa ter certeza da decisão de não ter mais filhos, uma vez que o método não é reversível e pode apresentar alguns riscos. Por outro lado, é eficaz no controle de natalidade sem recorrer a métodos de alterações hormonais.

Legislação De acordo com a legislação brasileira que estabelece sobre planejamento familiar, a laqueadura pode ser realizada caso a mulher tenha mais de 25 anos de idade ou tenha pelo menos dois filhos. Ainda segundo a lei, a mulher ao optar pela esterilização precisam do consentimento do cônjuge para realizar o procedimento.

Quanto tempo depois de uma cesárea com laqueadura pode ser ter relações?

Laqueadura – Brasil Escola A laqueadura, também conhecida por ligadura de trompas, é um processo cirúrgico feito com objetivo contraceptivo, ou seja, que impede que a mulher engravide novamente. Nesse procedimento, as tubas uterinas são obstruídas, cortadas e/ou amarradas, impedindo a descida do óvulo e subida do espermatozoide, tendo como resultado um índice de concepção menor que 1%.

Ela pode ser feita a partir de corte cirúrgico no abdome, por laparoscopia ou via vaginal, e a cirurgia dura, em média, quarenta minutos. É necessário o uso de anestesias, geralmente do tipo raquidiana, e internação de pelo menos meio-dia. Após a cirurgia são necessários dez dias de repouso. É importante que a mulher não tenha relações sexuais por cerca de uma semana, e seja utilizada camisinha por aproximadamente um mês, em todas as relações.

A menstruação e suas atividades hormonais raramente são afetadas. Nosso país é campeão em laqueaduras, apresentando cerca de 40% das mulheres, em idade reprodutiva, esterilizadas. O problema disso é que, em inúmeros casos, e por «n» fatores, a mulher deseja, novamente, ter condições de engravidar.

  • Assim, além de existirem poucos centros de saúde capazes de realizar o procedimento reverso, somente em metade dos casos podem ser feitas tais cirurgias e nem todas com sucesso.
  • Além disso, esse procedimento pode ser arriscado e, em algumas situações, inviável – sem contar que propicia, também, a gravidez tubária.

Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 Considerando o exposto, nota-se a necessidade de a mulher analisar se, de fato, essa é a melhor forma de evitar a contracepção. Quanto a isso, a Lei Federal 9263, de 1996, que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências: anuncia que esse procedimento só é permitido a mulheres maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos e/ou aquelas que possuam doença capaz de provocar riscos à sua saúde ou à de um possível futuro bebê – como diabetes descompensada, histórico de eclampsia e pressão alta.

Testar outros métodos contraceptivos, como o DIU e as pílulas orais ou injetáveis, pode ser uma maneira de, pelo menos a priori, evitar a laqueadura.Em situações nas quais a reversão não é viável, ou não houve sucesso nessa cirurgia, a mulher pode recorrer à inseminação artificial.Por Mariana Araguaia Graduada em Biologia

: Laqueadura – Brasil Escola

Qual o tipo de laqueadura mais segura?

A laqueadura tubária, também chamada ligadura de trompas, é um procedimento de esterilização cujo objetivo é impedir que a mulher consiga engravidar. Essa técnica é considerada um método contraceptivo permanente e sua taxa de sucesso é elevadíssima, ao redor de 99%.

Quanto tempo uma laqueadura pode falhar?

Após a cirurgia é necessário aguardar um tempo para que a gestação ocorra: aproximadamente 40 a 70% das mulheres alcançam a gestação após 1 a 2 anos da cirurgia. Em algumas situações, a cirurgia pode falhar em recanalizar as trompas e o casal necessitará recorrer à FIV para engravidar.

Qual a diferença entre laqueadura e ligadura de trompas?

Também conhecida como ligadura tubária ou de trompas, a laqueadura é um procedimento voluntário de esterilização definitiva da mulher. Trata-se de uma cirurgia simples, realizada por ginecologistas, que promove a obstrução das tubas uterinas, impedindo o processo de fecundação.

  • Suas técnicas de realização variam conforme a localização do corte e o material utilizado.
  • De acordo com a lei brasileira, a laqueadura pode ser feita em qualquer mulher com mais de 25 anos ou que tenha pelo menos dois filhos vivos.
  • Porém, sua principal indicação é em mulheres que podem apresentar risco de saúde, tanto para ela quanto para o bebê, caso engravidem.

A ligadura de trompas é o método contraceptivo mais eficaz conhecido, embora ainda haja uma pequena chance da mulher engravidar. Quando a gestação ocorre, há uma grande probabilidade de que seja uma gravidez ectópica (fora do útero). Além dessa complicação, existe a possibilidade de arrependimento devido à incapacidade de gerar filhos, resultando assim em um quadro de depressão.

É normal atrasar a menstruação depois de uma cirurgia?

É possível que ocorra alguma alteração no período menstrual, tanto antes quanto depois do procedimento cirúrgico, pois antes da operação a paciente pode acabar ficando ansiosa e estressada, o que pode ocasionar a antecipação da menstruação, coincidindo com a data da cirurgia.

Quais as chances de engravidar depois de uma laqueadura?

É possível engravidar depois de fazer a laqueadura? – Apesar de pequenas, as chances de uma gravidez acontecer mesmo após a ligadura das trompas existem. A taxa de reversão espontânea da laqueadura é de 0,5% a 1% – aqui no Brasil, estima-se que de uma a cada duzentas mulheres laqueadas acabem engravidando.

Quais são os principais sintomas de uma gravidez depois de uma laqueadura?

18 sintomas de gravidez após laqueadura – Tanto nos raros casos de gravidez intra uterina — gestação normal — após a laqueadura como nos casos de gravidez ectópica, os sintomas são, a princípio, muito parecidos. Os primeiros sinais de gravidez tubária semelhantes à gravidez normal são:

Menstruação atrasada ; Cólicas; Seios inchados e sensíveis; Fadiga; Náusea; Aumento da frequência urinária.

Entre a 6ª e a 8ª semana de gestação, os sinais de anormalidade ficam evidentes, Indícios de gestação ectópica começam a aparecer com mais clareza. Aqui, você pode perceber manifestações do organismo como:

Sangramento vaginal irregular ou manchas de sangue na roupa íntima sem motivo aparente; Dor abdominal intensa de um lado específico — provavelmente do lado afetado pela gravidez ectópica; Sensação de peso na vagina; Dor pélvica ou dor de barriga com alterações de lado e intensidade; Dor durante relação sexual ou exame pélvico; Dor intensa à palpação do útero; Abdômen inchado.

Um sinal de alerta que ligamos aqui é que a gravidez ectópica é seríssima, amiga, pois ela pode demonstrar sinais da existência apenas quando a trompa rompe, o que coloca em risco sua vida. Por isso, lindezas, sempre ouça o seu corpo, já que ele conversa o tempo todo com você.

Fortes e constantes dores na parte inferior do abdômen; Tontura; Pele úmida e suor frio; Queda de pressão arterial; Perda volumosa de sangue em cor vermelha viva ou bem escura, diferente do sangue menstrual.

Acesse: o que é escape menstrual? tire suas dúvidas com a pantys

Como saber a data da próxima menstruação?

Como contar o número de dias do ciclo menstrual – O primeiro dia em que a menstruação veio é o dia 1. Então você conta quantos dias se passaram até o dia da próxima menstruação. Em média, na maioria das mulheres, esse período é de 28 dias. Ou seja, se você ficou menstruada no dia 01/01 deverá menstruar novamente por volta do dia 29/01.

  • Veja que então você pode ficar menstruada duas vezes no mesmo mês, sem que isso seja um problema.
  • Na verdade você deveria contar o intervalo entre as menstruações em semanas.
  • A cada 4 semanas (ou seja, 28 dias) deve vir um novo período menstrual.
  • Entretanto, é normal que o ciclo seja mais longo ou mais curto do que isso.

É considerado normal se o ciclo menstrual estiver entre 21 e 35 dias.