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Qual O Nome Atual Do PaS De Origem Da DançA Conhecida Como Coca?

Qual é a origem do ritmo coco?

abertura COCO Dança popular nordestina. É canto-dança típico das regiões do Agreste e Sertão e nas antigas áreas de cana-de-açúcar. Possivelmente, durante o século XVI, o coco começou a se estruturar, oriundo das danças de umbigadas dos batuques africanos.

Nas últimas décadas do século XX, a manifestação ganha espaço nas áreas urbanas das regiões litorâneas. De modo geral, pesquisadores e folcloristas dividem opiniões em relação às «origens» de estruturação dessa manifestação apresentada nos dias de hoje. Porém, é consenso entre os estudiosos a idéia de que o coco advém das experiências trocadas entre africanos e indígenas.

A princípio, possivelmente, organizou-se nos engenhos e nas festividades dos escravizados, na qual os batuques se faziam presentes. Segundo Câmara Cascudo, provavelmente o coco surgiu dos batuques do século XVI. Em seguida, os homens e as mulheres na condição de escravos, que trabalhavam na atividade «coqueira», os «quebradores de coco», deram início ao folguedo.

  • Enquanto trabalhavam tiravam versos e rimas sobre o seu cotidiano.
  • Desse modo, ficou a idéia de que o coco como música é algo historicamente construído depois da dança (a umbigada).
  • Entre os povos indígenas não se constatou movimentos com umbigadas em suas danças.
  • No entanto, em algumas batidas de pés, sapateados que compõem as evoluções coreográficas do coco, como no tropel ou tropé, é possível perceber as influências do toré indígena.

A música começa com o coquista (ou tirador de coco) que puxa os versos, respondidos em seguida pelo coro. A forma é de estrofe-refrão, em compassos 2/4 ou 4/4. Os instrumentos mais utilizados são os de percussão: ganzá, bombos, zabumbas, caracaxás, pandeiros e cuícas.

  1. Nas áreas urbanas do litoral, em decorrência das influências do maracatu de baque virado, a alfaia foi introduzida ao instrumental do coco.
  2. Por vezes, as palmas ritmadas dos seus participantes acompanhadas dos versos cantados do tirador de coco já são suficientes para formar uma roda festiva.
  3. Há uma variedade de estilos cantados e dançados: o coco zambê, o agalopado, o catolé, o bingolé; o coco praieiro; o coco de roda, este caracterizado pela formação da dança em círculo; o coco de umbigada, caracterizado também pela dança de umbigada entre os pares; o coco de tropel, caracterizado pelo sapateado.

O coco de embolada carrega em sua identidade versos curtos, com cadência acelerada, textos satíricos (quase sempre improvisados, em clima de desafio) configurados com a preocupação de não perder a rima. Diversos nomes da música popular brasileira ficaram consagrados como intérpretes do gênero.

O paraibano Jackson do Pandeiro, um dos mais célebres divulgadores do coco, iniciou sua vida artística acompanhando a mãe nos cocos, tocando zabumba. Sua carreira fonográfica começou em 1953, no Recife, com o coco Sebastiana, o primeiro de muitos que viria a gravar. Alguns anos depois, nomes como Bezerra da Silva, Genival Lacerda, Gal Costa, Gilberto Gil e Alceu Valença também se valeram do gênero.

Na década de 1990, no Recife, o movimento mangue beat, através dos grupos Chico Science & Nação Zumbi e Cascabulho, inspirados em Jackson do Padeiro, redescobriu o ritmo e deu visibilidade a artistas como Selma do Coco e Zé Neguinho do Coco. No sertão pernambucano, no município de Arcoverde, o grupo Raízes de Arcoverde vem divulgando o coco do sertão.

  • Segundo «Biu Neguinho», um dos integrantes do grupo, o ritmo que eles tocam surgiu nas décadas de 1940-50, «quando os sertanejos iam construir suas casas de taipa» (casas feitas com barro massapé e armação de madeira).
  • Nessa ocasião, «o dono da casa chamava os amigos para cantar e dançar a noite toda sobre o barro, com o objetivo de assentar o chão».

As sambadas de coco do Raízes de Arcoverde são caracterizadas pelo sapateado com os tamancos, espécie de calçado típico do dançarino, que se agrega também ao seu instrumental. Apesar de ser dançado em qualquer época do ano, o coco se faz fortemente presente durante o ciclo junino, integrando a programação da festa nas principais capitais das regiões Norte e Nordeste do país.

  1. No Recife, vários grupos, como o Raízes de Arcoverde, Selma do Coco, Grupo Bongar, entre outros, realizam apresentações em vários locais da cidade e também no interior do Estado.
  2. O Bongar é merecedor de atenção especial, pois divulga um estilo próprio de tocar o gênero, que ficou conhecido como coco do Xambá.

Segundo Guitinho, vocalista e líder do grupo, a identidade musical do grupo se dá através da tradição – religião (afro-brasileira) – a qual os integrantes do grupo pertencem. Outra característica está no rufado da alfaia, que ao ser tocada, nas duas peles, emite o som de um trovão.

Qual é a dança do coco?

A dança do coco apresenta uma coreografia básica: os participantes formam filas ou rodas onde executam o sapateado característico, em passos que se assemelham ao xaxado.

O que é a origem da dança?

Dança – A origem da dança – Parte 1 – São Bernardo C omo se originou a Dança? A Dança é uma das expressões artísticas mais antigas, considerada a 2ª Arte entre as 11 Artes elencadas pelos especialistas. Na Pré-História, dançava-se pela vida, pela sobrevivência, cultuando a Natureza em busca de alimentos, água e também em forma de agradecimento.

O homem evoluiu e, com o tempo, a Dança obteve características sagradas, os gestos eram místicos e acompanhavam rituais. Esses acontecimentos eram registrados nas paredes das cavernas em forma de desenhos, conhecidos como Arte Rupestre. A Dança primitiva surgiu, então, de maneira espontânea e praticada por uma comunidade.

Atualmente, nas culturas indígenas, por exemplo, a Dança é utilizada nos rituais de passagem, como o início da vida adulta. Qual O Nome Atual Do PaS De Origem Da DançA Conhecida Como Coca Qual O Nome Atual Do PaS De Origem Da DançA Conhecida Como Coca Nas civilizações antigas, como a egípcia e a mesopotâmica, a Dança era uma forma de honrar os Deuses. Esse tipo de Dança sobrevive até hoje em países como Índia e Japão, e é considerada milenar. Qual O Nome Atual Do PaS De Origem Da DançA Conhecida Como Coca Qual O Nome Atual Do PaS De Origem Da DançA Conhecida Como Coca Na Grécia antiga, a Dança também tinha um caráter ritual, sendo usada nos cultos aos Deuses. Uma das danças mais descritas na Antiguidade era aquela que se usava para as festas do minotauro ou do deus do vinho, Baco. Já na Idade Média, a Dança se tornou profana, ressurgindo no Renascimento.

Como é a música da dança coco?

Caracterizado por músicas de letra simples, provenientes do canto dos tiradores de coco, o Coco foi se transformando também em dança. Os principais instrumentos que compõem as músicas são zabumba, pandeiro e ganzá.

Qual o país de origem do coco?

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Roda de coco em Olinda, Pernambuco, O coco é uma dança de roda e ritmo da região Nordeste do Brasil, De origem remota, surgiu nos engenhos de açúcar da antiga Capitania de Pernambuco (atuais estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba ), com influências dos batuques africanos e dos bailados indígenas, A primeira referência que se tem sobre o coco data da segunda metade do século XVIII,

Quem criou o coco dança?

A dança do Coco é uma prática das culturas populares de origem afro-indígena que envolve, de forma entrelaçada, dança, música e poesia. A dança foi introduzida na localidade nos anos de 1940 a partir de dois Mestres que ensinaram o dançar/cantar aos moradores/pescadores.

Qual a origem da dança do coco no interior do Maranhão?

A dança do coco tem sua origem no canto de trabalhadores nos babaçuais do interior do Maranhão. É uma dança de roda cantada, com acompanhamento de pandeiros, ganzás, cuícas e das palmas dos que formam a roda. A coreografia não apresenta complexidade.

Onde teve origem o coco de roda?

Pernambuco, da capital ao interior, possui uma cultura e manifestações artísticas muito ricas e diversificadas. Dentre elas, podemos destacar o Coco de Roda, que é típico da região Nordeste em geral, e pode ser visto facilmente tradicionalmente durante o ciclo junino, mas também é dançado em outras épocas e festividades do ano.

Sua origem data do século XVI, onde acredita-se que tenha surgido dentro dos engenhos e depois levado para o litoral. Foi criado a partir dos batuques e umbigadas de origem africana, além das trocas de experiências com indígenas. Outra crença, é de que que o ritmo tenha surgido através do canto dos tiradores de coco no ambiente de trabalho e depois, com a popularização, passou a ser dançado.

O coco pode ser dançado em pares, filas ou rodas e suas características mais marcantes são as batidas dos pés – descalços ou com calçados de madeira – que imitam o barulho do coco sendo quebrado, as expressões corporais e palmas. Uma figura importante dentro do coco de roda é o coquista, ou mestre «cantadô», que puxa versos já conhecidos pelos participantes ou improvisados.

O que a dança coco representa?

A dança do Coco representa um forte elemento da cultura da região do cariri, uma prática rica em saberes que evidência toda uma história da região e que, portanto, deve ser difundida na escola, não somente nas aulas de Educação Física.

Qual foi a primeira dança que surgiu no Brasil?

Alguns relatos produzidos pela Companhia de Jesus (Jesuítas) que veio ao país no século XVI, que indicavam que os povos indígenas já faziam apresentações de dança. Nesse sentido, pode-se dizer que a dança indígena foi a pioneira no Brasil.

Qual é a dança mais antiga do mundo?

Evolução da dança: passado e presente – As evidências mais antigas de dança remontam a pinturas rupestres encontradas em cavernas na Índia e na África, datadas de cerca de 9.000 anos atrás. Essas pinturas retratam figuras humanas em poses dançantes, sugerindo que a dança já era uma forma de expressão artística e social na antiguidade.

  • Ao longo da história, a dança evoluiu e se desenvolveu em diferentes regiões, sendo influenciada por fatores como crenças religiosas, costumes culturais, eventos históricos e avanços tecnológicos.
  • Na Grécia antiga, a dança era considerada uma forma de arte elevada, e os gregos desenvolveram estilos de dança específicos, como a dança de coro nas tragédias e comédias teatrais.

Durante a Idade Média, a dança desempenhou um papel importante nas festividades cortesãs e nas celebrações religiosas, sendo uma forma de entretenimento e expressão social. Com o Renascimento, a dança ganhou ainda mais destaque, com a criação de coreografias elaboradas e a sistematização dos primeiros passos de dança registrados.

  • No século XIX, surgiram as academias de dança e os balés clássicos, como o «O Lago dos Cisnes» e «O Quebra-Nozes», que ainda são populares até os dias atuais.
  • No século XX, a dança passou por uma série de revoluções, com a criação de novos estilos, como a dança moderna, a dança contemporânea, o hip hop, o breakdance e muitos outros.
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A dança também passou a ser utilizada como meio de protesto e expressão política, como no movimento de dança moderna dos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970. Atualmente, a dança é uma forma de arte e expressão cultural diversificada e vibrante, presente em todas as partes do mundo.

Onde teve origem a dança?

Dança. O que é a Dança?

Desde 1982, no dia 29 de abril, comemora-se o dia internacional da dança, instituído pela UNESCO em homenagem ao criador do balé moderno, Jean-Georges Noverre.A Dança é a arte de mexer o corpo, através de uma cadência de movimentos e ritmos, criando uma harmonia própria.Não é somente através do som de uma música que se pode dançar, pois os movimentos podem acontecer independente do som que se ouve, e até mesmo sem ele.

A história da dança retrata que seu surgimento se deu ainda na Pré-História, quando os homens batiam os pés no chão. Aos poucos, foram dando mais intensidade aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as mãos, através das palmas.

O surgimento das danças em grupo aconteceu através dos rituais religiosos, em que as pessoas faziam agradecimentos ou pediam aos deuses o sol e a chuva. Os primeiros registros dessas danças mostram que elas surgiram no Egito, há dois mil anos antes de Cristo. Mais tarde, já perdendo o costume religioso, as danças apareceram na Grécia, em virtude das comemorações aos jogos olímpicos.

O Japão preservou o caráter religioso das danças. Até hoje, elas são feitas nas cerimônias dos tempos primitivos. Em Roma, as danças se voltaram para as formas sensuais, em homenagem ao deus Baco (deus do vinho), e dançava-se em festas e bacanais. Nas cortes do período renascentista, as danças voltaram a ter caráter teatral, que estava se perdendo no tempo, pois ninguém a praticava com esse propósito.

Praticamente daí foi que surgiram o sapateado e o balé, apresentados como espetáculos teatrais, onde passos, música, vestuário, iluminação e cenário compõem sua estrutura. Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 No século XVI surgiram os primeiros registros das danças, em que cada localidade apresentava características próprias.

No século XIX surgiram as danças feitas em pares, como a valsa, a polca, o tango, dentre outras. Estas, a princípio, não foram aceitas pelos mais conservadores, até que no século XX surgiu o rock’n roll, que revolucionou o estilo musical e, consequentemente, os ritmos das danças.

Assim como a mistura dos povos foram acontecendo, os aspectos culturais foram se difundindo. O maracatu, o samba e a rumba são prova disso, pois através das danças vindas dos negros, dos índios e dos europeus esses ritmos se originaram. Hoje em dia as danças voltaram-se muito para o lado da sensualidade, sendo mais divulgadas e aceitas por todo o mundo.

Nos países do Oriente Médio a dança do ventre é muito difundida; e no Brasil, o funk e o samba são populares. Além desses, o strip-tease tem tido grande repercussão, principalmente se unido à dança inglesa, pole dance, também conhecida como a dança do cano.

Em que ano foi criado o coco?

Coco de Roda: Ritmo e História Pernambuco, da capital ao interior, possui uma cultura e manifestações artísticas muito ricas e diversificadas. Dentre elas, podemos destacar o Coco de Roda, que é típico da região Nordeste em geral, e pode ser visto facilmente tradicionalmente durante o ciclo junino, mas também é dançado em outras épocas e festividades do ano.

  • Sua origem data do século XVI, onde acredita-se que tenha surgido dentro dos engenhos e depois levado para o litoral.
  • Foi criado a partir dos batuques e umbigadas de origem africana, além das trocas de experiências com indígenas.
  • Outra crença, é de que que o ritmo tenha surgido através do canto dos tiradores de coco no ambiente de trabalho e depois, com a popularização, passou a ser dançado.

O coco pode ser dançado em pares, filas ou rodas e suas características mais marcantes são as batidas dos pés – descalços ou com calçados de madeira – que imitam o barulho do coco sendo quebrado, as expressões corporais e palmas. Uma figura importante dentro do coco de roda é o coquista, ou mestre «cantadô», que puxa versos já conhecidos pelos participantes ou improvisados.

Qual a dança tradicional do Ceará?

A vida cotidiana da região do Cariri, no sul do Ceará, é o que conduz as toadas do Grupo de Mulheres do Coco da Batateira, nome popular atribuído ao bairro Gisélia Pinheiro, na cidade do Crato. Lá habita a Mestra Edite do Coco, que fundou e mantém o grupo artístico desde 1979.

Edite Dias de Oliveira Silva é natural de Bom Conselho, em Pernambuco, mas vive em terras cearenses já há mais de 50 anos. Sagrada Mestra da Cultura na 13ª edição do Encontro Mestres do Mundo, Mestra Edite conta um pouco sobre a origem do grupo e sua importância para a cultura estadual e regional, em entrevista ao Brasil de Fato Ceará,

:: Mestres da cultura: patrimônios populares do Cariri cearense :: Surgimento do grupo O grupo de 17 agricultoras cratenses, com idades entre 56 e 84 anos, teve início em uma sala de aula do antigo Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), do qual dona Edite era monitora.

  1. A semana do folclore na Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato) e a abertura da festa de Nossa Senhora da Penha, no primeiro ano do grupo, foi a deixa que fez com que as estudantes daquela sala fossem se apresentar na dança do coco.
  2. Uma amiga minha — Antônia Selma Gomes, também tutora do Mobral — sabia a dança, e um grupo de estudantes também sabia dançar.

Daí fomos nos apresentar na Praça da Sé. Fomos muito aplaudidas e até hoje a gente vem segurando o grupo, desde 1979″, relata dona Edite. :: Cariri Cearense é o berço de uma diversidade cultural única :: Vivências cantadas Mestra Edite conta que usa como inspiração para as toadas do seu grupo a sua experiência de vida como agricultora, que muito lhe ensinou sobre o mundo e sobre si mesma.

  1. Em suas viagens, observa as sonoridades que a natureza produz, escrevendo e descrevendo na dança do coco o mundo ao seu redor.
  2. Nós somos todas agricultoras.
  3. E, no caminho da roça, na palha do feijão, na queda do milho, no xaxado do feijão, no mexidinho das folhas, com aquele chacoalho, às vezes a gente pega com uma música que a gente já tem, e aí junta tudo em uma roda de coco», detalha dona Edite.

A mestra também conta que ainda preserva esse costume de musicar sua vivência em suas viagens, quando reúne os sons e as palavras novas que ouve e aprende para integrar em uma letra de sua roda de coco. «A gente vai para um lugar mais diferente, aí encontra algo pela viagem.

Quando chegamos, junta-se um grupo de três. Aí formamos da conversa que a gente teve em determinada viagem e aí escolhemos as palavras para formar as músicas do nosso grupo», conta a mestra. Valor cultural Para Dona Edite, o grupo de coco é um ato de amor, que é valorizado por ser feito dentro da sua comunidade.

«Às vezes, nós vamos para um lugar e vemos alguma pessoa tristinha, de canto. Aí, quando começamos a dançar, todo mundo se alegra, se renova, mexe com eles, com a sua infância. Sou muito feliz e valorizo demais o grupo», emociona-se Edite. Para ela, manter o grupo por tanto tempo com a mesma alegria é sinal de que a dança do coco faz parte da sua vida e da comunidade.

Com tanto tempo que nós estamos aqui com o coco, fico muito feliz de ter conhecido tanta gente boa e dançado por todo esse tempo», ressalta a mestra. Na casca do coco Entre as diversas manifestações culturais que povoam o Ceará, a dança do coco está presente como prática popular do litoral ao sertão do estado.

Com influências de origem indígena e africana, a dança do coco é ritmada pelo toque de tambores e, em sua origem, acredita-se que os toques da quebra da casca do coco por escravizados deram origem aos primeiros acordes da tradicional dança. Ao ser perguntada sobre a origem do grupo, primeiro, dona Edite responde sobre as primeiras danças, feitas por pessoas negras que trouxeram os versos e as toadas de África.

O que é Ciranda de coco?

‘ A Coco de Roda é uma dança típica das regiões praieiras do nordeste brasileiro ‘. ‘ Conta o folclore que o coco de roda teve origem no canto dos tiradores de coco e que se transformou em ritmo dançado’.

Por que o nome do coco e coco?

Diferença de coco, côco e cocô – » Cocô » é uma palavra oxítona (a última sílaba é a que tem pronúncia mais forte) terminada em O, motivo pelo qual a palavra é acentuada. É o mesmo caso de «cipó», «ofurô» e «forró». Já » coco «, sem acento gráfico, corresponde ao fruto e é uma paroxítona terminada em O.

Porque chamamos as fezes de coco?

A palavra coco se refere ao fruto do coqueiro, aquele que tomamos a água deitados na beira da piscina. Exemplo: na praia, não pode faltar água de coco. A palavra cocô não existe no dicionário, mas é usada na linguagem informal como sinônimo de fezes. Exemplo: o bebê não para de chorar pois fez cocô na fralda.

Quem trouxe o coco para o Brasil?

Distribuição – O coqueiro tem origem no Sudeste da Ásia, No século XVI, a planta foi introduzida no Brasil por Duarte Coelho, primeiro capitão-donatário da Capitania de Pernambuco, disseminando-se por muitas regiões, principalmente pelo litoral nordestino.

  • Os cocos espalharam-se através dos trópicos, em particular ao longo da linha costeira tropical,
  • Como o seu fruto é pouco denso e flutua, a planta é espalhada prontamente pelas correntes marinhas que podem carregar os cocos a distâncias significativas.
  • A palmeira do coco prospera em solos arenosos e salinos nas áreas com luz solar abundante e pancadas de chuva regulares (75–100 cm anualmente).
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Já foram encontrados cocos transportados pelo mar tão ao norte como na Noruega em estado viável, que germinaram subsequentemente em circunstâncias apropriadas. Entretanto, nas ilhas do Havaí, o coco é considerado como introdução, trazida primeiramente às ilhas há muito tempo por viajantes polinésios de sua terra natal no Sul do Pacífico,

Qual é a roupa da dança de coco?

Dança do Coco: uma manifestação em decadência A dança passou por transformações ao longo do tempo. (Foto: Divulgação / Grupo Coco Calemba) IMPERATRIZ – O mês junino é marcado por diversas danças folclóricas, como as quadrilhas juninas, o cacuriá, o bumba meu boi e a dança do coco, que é típica da Região Nordeste.

  1. Com músicas e letras simples, há controvérsia com relação ao local de origem da dança do coco, uns dizem que foi no Estado do Pernambuco, outros citam a Paraíba.
  2. Há também quem defenda que a dança surgiu em Alagoas.
  3. A dança tem influências indígena e africana, como boa parte das festas folclóricas do Brasil.

A maioria dos folcloristas concorda, no entanto, que a dança do coco teve origem no canto das quebradeiras de coco, durante a procura pelo fruto na mata e que, só depois, se transformou em ritmo dançado. No Maranhão, segundo o produtor cultural Osório Neto, a dança do coco era muito forte na Região dos Cocais, mas depois chegou a São Luís, onde hoje existem dois grupos folclóricos que fazem a dança do coco. A dança passou por transformações ao longo do tempo. (Foto: Divulgação / Grupo Coco Calemba) «Houve várias alterações na dança do coco ao longo dos anos. Já não é mais como antigamente, até porque é uma dança grande e já temos mais espaços para apresentações assim.

  1. Hoje, as apresentações duram em média 30 minutos e são dançadas uma ou duas músicas, no máximo», afirma o produtor cultural.
  2. A dança do coco é realizada em roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos.
  3. Originalmente há um cantador que puxa as músicas, mas, atualmente, essa figura tem perdido espaço na dança.

Outra característica do coco de roda, como também é conhecida a dança do coco, é a cadência do som dos pés batendo no chão. A sonoridade é completada com as batidas do coco que os dançarinos carregam nas mãos. Adereços como o machadinho e o cofo também sempre aparecem nas rodas de dança. A dança passou por transformações ao longo do tempo. (Foto: Divulgação / Blog Ritmos do Nordeste) «Os instrumentos tradicionais são o triângulo e a zabumba, mas hoje já foram incrementados com outros instrumentos, principalmente, os metais. A roupa é a tradicional de chita, com chapéu de palha.

  • Usa-se também o machadinho e o cofo como adereços», destaca Osório Neto.
  • A dança do coco apresenta uma coreografia básica: os participantes formam filas ou rodas onde executam o sapateado característico.
  • Segundo Osório, são passos semelhantes ao xaxado.
  • É uma espécie de baião cruzado.
  • A dança original é em roda, mas sofreu mudanças e, hoje, dançam de várias formas, e os brincantes até trocam umbigadas entre si.

Em parte da dança as mulheres sentam no chão e usam os adereços para simularem a quebra do coco», completa. Hoje, a dança está presente em vários Estados brasileiros, porém perdeu muita representatividade, sobretudo, pela desvalorização da cultura do babaçu.

A dança apresenta inúmeras variações, tanto nas estruturas coreográficas quanto nas músicas. Vale destacar que o ritmo contagiante do coco influenciou muitos compositores populares nordestinos como Chico Science, Alceu Valença e o cantor paraibano Jackson do Pandeiro, que começou a carreira tocando percussão em um grupo de coco com a mãe.

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Qual é a origem do xaxado?

Um dos ritmos menos conhecidos ligados ao forró é destaque no programa «Vira e Mexe», da Rádio USP 14/03/2022 – Publicado há 2 anos Atualizado: 18/03/2022 as 16:12 Qual O Nome Atual Do PaS De Origem Da DançA Conhecida Como Coca Vira e Mexe – USP Vira e Mexe #43: Xaxado surgiu como dança de cangaceiros Um dos ritmos do forró, o xaxado surgiu em Pernambuco na segunda década do século 20, executada originalmente apenas por figurantes masculinos. É possível que remonte aos gritos de guerra dos cangaceiros e que tenha sido difundido no Nordeste brasileiro pelo bando de Virgulino Ferreira, o Lampião.

  1. O xaxado foi o destaque do programa Vira e Mexe, da Rádio USP (93,7 MHz), transmitido no dia 12 de março de 2022, todo dedicado a esse ritmo.
  2. Ouça no link acima a íntegra do programa.
  3. Dedicado à divulgação do forró e ritmos afins – como baião, xote, xaxado e arrasta-pé –, Vira e Mexe vai ao ar pela Rádio USP (93,7 MHz) sempre aos sábados, às 11 horas, com reapresentação à 0 hora de segunda-feira, inclusive via internet, através do site da emissora,

Às segundas-feiras ele é publicado em formato de podcast na área de podcasts do Jornal da USP, O programa é produzido por Paulinho Rosa (edição) e Dagoberto Alves (sonoplastia). A apresentação é de Paulinho Rosa. As edições anteriores de Vira e Mexe estão disponíveis neste link. Política de uso A reprodução de matérias e fotografias é livre mediante a citação do Jornal da USP e do autor. No caso dos arquivos de áudio, deverão constar dos créditos a Rádio USP e, em sendo explicitados, os autores. Para uso de arquivos de vídeo, esses créditos deverão mencionar a TV USP e, caso estejam explicitados, os autores.

Qual a origem do ritmo?

Ouça este artigo: Podemos dizer que a » Música » é a arte de combinar os sons e o silêncio. Se pararmos para perceber os sons que estão a nossa volta, concluiremos que a música é parte integrante da nossa vida, ela é nossa criação quando cantamos, batucamos ou ligamos um rádio ou TV.

Hoje a música se faz presente em todas as mídias, pois ela é uma linguagem de comunicação universal, é utilizada como forma de «sensibilizar» o outro para uma causa de terceiro, porém esta causa vai variar de acordo com a intenção de quem a pretende, seja ela para vender um produto, ajudar o próximo, para fins religiosos, para protestar, intensificar noticiário, etc.

A música existe e sempre existiu como produção cultural, pois de acordo com estudos científicos, desde que o ser humano começou a se organizar em tribos primitivas pela África, a música era parte integrante do cotidiano dessas pessoas. Acredita-se que a música tenha surgido há 50.000 anos, onde as primeiras manifestações tenham sido feitas no continente africano, expandindo-se pelo mundo com o dispersar da raça humana pelo planeta.

A música, ao ser produzida e/ou reproduzida, é influenciada diretamente pela organização sociocultural e econômica local, contando ainda com as características climáticas e o acesso tecnológico que envolvem toda a relação com a linguagem musical. A música possui a capacidade estética de traduzir os sentimentos, atitudes e valores culturais de um povo ou nação.

A música é uma linguagem local e global. Na pré-história o ser humano já produzia uma forma de música que lhe era essencial, pois sua produção cultural constituída de utensílios para serem utilizados no dia-a-dia, não lhe bastava, era na arte que o ser humano encontrava campo fértil para projetar seus desejos, medos, e outras sensações que fugiam a razão.

Diferentes fontes arqueológicas, em pinturas, gravuras e esculturas, apresentam imagens de músicos, instrumentos e dançarinos em ação, no entanto não é conhecida a forma como esses instrumentos musicais eram produzidos. Das grandes civilizações do mundo antigo, foram encontrados vestígios da existência de instrumentos musicais em diferentes formas de documentos.

Os sumérios, que tiveram o auge de sua cultura na bacia mesopotâmia a milhares de anos antes de Cristo, utilizavam em sua liturgia, hinos e cantos salmodiados, influenciando as culturas babilônica, caldéia, e judaica, que mais tarde se instalaram naquela região.

A cultura egípcia, por volta de 4.000 anos a.C., alcançou um nível elevado de expressão musical, pois era um território que preservava a agricultura e este costume levava às cerimônias religiosas, onde as pessoas batiam espécies de discos e paus uns contra os outros, utilizavam harpas, percussão, diferentes formas de flautas e também cantavam.

Os sacerdotes treinavam os coros para os rituais sagrados nos grandes templos. Era costume militar a utilização de trompetes e tambores nas solenidades oficiais. Na Ásia, a 3.000 a.C., a música se desenvolvia com expressividade nas culturas chinesa e indiana.

Os chineses acreditavam no poder mágico da música, como um espelho fiel da ordem universal. A «cítara» era o instrumento mais utilizado pelos músicos chineses, este era formado por um conjunto de flautas e percussão. A música chinesa utilizava uma escala pentatônica (cinco sons). Já na Índia, por volta de 800 anos a.C., a música era considerada extremamente vital.

Possuíam uma música sistematizada em tons e semitons, e não utilizavam notas musicais, cujo sistema denominava-se «ragas», que permitiam o músico utilizar uma nota e exigia que omitisse outra. A teoria musical só começou a ser elaborada no século V a.C., na Antiguidade Clássica.

  • São poucas as peças musicais que ainda existem deste período, e a maioria são gregas.
  • Na Grécia a representação musical era feita com letras do alfabeto, formando «tetracordes» (quatro sons) com essas letras.
  • Foram os filósofos gregos que criaram a teoria mais elaborada para a linguagem musical na Antiguidade.

Pitágoras acreditava que a música e a matemática formavam a chave para os segredos do mundo, que o universo cantava, justificando a importância da música na dança, na tragédia e nos cultos gregos. É de conhecimento histórico que os romanos se apropriaram da maioria das teorias e técnicas artísticas gregas e no âmbito da música não é diferente, mas nos deixaram de herança um instrumento denominado «trompete reto», que eles chamavam de «tuba».

  • O uso do «hydraulis», o primeiro órgão cujos tubos eram pressionado pela água, era freqüente.
  • Hoje é possível dividir a história da música em períodos específicos, principalmente quando pretendemos abordar a história da música ocidental, porém é preciso ficar claro que este processo de fragmentação da história não é tão simples, pois a passagem de um período para o outro é gradual, lento e com sobreposição.
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Por volta do século V, a igreja católica começava a dominar a Europa, investindo nas «Cruzadas Santas» e outras providências, que mais tarde veio denominar de «Idade das Trevas» (primeiro período da Idade Média) esse seu período de poder. A Igreja, durante a Idade Média, ditou as regras culturais, sociais e políticas de toda a Europa, com isto interferindo na produção musical daquele momento.

A música «monofônica» (que possui uma única linha melódica), sacra ou profana, é a mais antiga que conhecemos, é denominada de «Cantochão», porém a música utilizada nas cerimônias católicas era o «canto gregoriano». O canto gregoriano foi criado antes do nascimento de Jesus Cristo, pois ele era cantado nas sinagogas e países do Oriente Médio.

Por volta do século VI a Igreja Cristã fez do canto gregoriano elemento essencial para o culto. O nome é uma homenagem ao Papa Gregório I (540-604), que fez uma coleção de peças cantadas e as publicou em dois livros: Antiphonarium e as Graduale Romanum.

  • No século IX começa a se desenvolver o «Organum», que são as primeiras músicas polifônicas com duas ou mais linhas melódicas.
  • Mais tarde, no século XII, um grupo de compositores da Escola de Notre Dame reelaboraram novas partituras de Organum, tendo chegado até nós os nomes de dois compositores: Léonin e Pérotin.

He also began the «Schola Cantorum» that gave great development to the Gregorian chant. A música renascentista data do século XIV, período em que os artistas pretendiam compor uma música mais universal, buscando se distanciarem das práticas da igreja.

Havia um encantamento pela sonoridade polifônica, pela possibilidade de variação melódica. A polifonia valorizava a técnica que era desenvolvida e aperfeiçoada, característica do Renascimento, Neste período, surgem as seguintes músicas vocais profanas: a «frótola», o «Lied» alemão, o Villancico», e o «Madrigal» italiano.

O «Madrigal» é uma forma de composição que possui uma música para cada frase do texto, usando o contraponto e a imitação. Os compositores escreviam madrigais em sua própria língua, em vez de usar o latim. O madrigal é para ser cantado por duas, três ou quatro pessoas.

  • Um dos maiores compositores de madrigal elisabetano foi Thomas Weelkes.
  • Após a música renascentista, no século XVII, surgiu a «Música Barroca» e teve seu esplendor por todo o século XVIII.
  • Era uma música de conteúdo dramático e muito elaborado.
  • Neste período estava surgindo a ópera musical.
  • Na França os principais compositores de ópera eram Lully, que trabalhava para Luis XIV, e Rameau.

Na Itália, o compositor «Antonio Vivaldi» chega ao auge com suas obras barrocas, e na Inglaterra, «Haëndel» compõe vários gêneros de música, se dedicando ainda aos «oratórios» com brilhantismo. Na Alemanha, «Johann Sebastian Bach» torna-se o maior representante da música barroca.

  1. A «Música Clássica» é o estilo posterior ao Barroco.
  2. O termo «clássico» deriva do latim «classicus», que significa cidadão da mais alta classe.
  3. Este período da música é marcado pelas composições de Haydn, Mozart e Beethoven (em suas composições iniciais).
  4. Neste momento surgem diversas novidades, como a orquestra que toma forma e começa a ser valorizada.

As composições para instrumentos, pela primeira vez na história da música, passam a ser mais importantes que as compostas para canto, surgindo a «música para piano». A «Sonata», que vem do verbo sonare (soar) é uma obra em diversos movimentos para um ou dois instrumentos.

  1. A «Sinfonia» significa soar em conjunto, uma espécie de sonata para orquestra.
  2. A sinfonia clássica é dividida em movimentos.
  3. Os músicos que aperfeiçoaram e enriqueceram a sinfonia clássica foram Haydn e Mozart.
  4. O «Concerto» é outra forma de composição surgida no período clássico, ele apresenta uma espécie de luta entre o solo instrumental e a orquestra.

No período Clássico da música, os maiores compositores de Óperas foram Gluck e Mozart. Enquanto os compositores clássicos buscavam um equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade, os compositores do «Romantismo» pretendem maior liberdade da estrutura da forma e de concepção musical, valorizando a intensidade e o vigor da emoção, revelando os pensamentos e sentimentos mais profundos.

  • É neste período que a emoção humana é demonstrada de forma extrema.
  • O Romantismo inicia pela figura de Beethoven e passa por compositores como Chopin, Schumann, Wagner, Verdi, Tchaikovsky, R.
  • Strauss, entre outros.
  • O romantismo rendeu frutos na música, como o «Nacionalismo» musical, estilo pelo qual os compositores buscavam expressar de diversas maneiras os sentimentos de seu povo, estudando a cultura popular de seu país e aproveitando música folclórica em suas composições.

A valsa do estilo vienense de Johann Strauss é um típico exemplo da música nacionalista. O século XX é marcado por uma série de novas tendências e técnicas musicais, no entanto torna-se imprudente rotular criações que ainda encontra-se em curso. Porém algumas tendências e técnicas importantes já se estabeleceram no decorrer do século XX.

  1. São elas: Impressionismo, Nacionalismo do século XX, Influências jazzísticas, Politonalidade, Atonalidade, Expressionismo, Pontilhismo, Serialismo, Neoclassicismo, Microtonalidade, Música concreta, Música eletrônica, Serialismo total, e Música Aleatória.
  2. Isto sem contar na especificidade de cada cultura.

Há também os músicos que criaram um estilo característico e pessoal, não se inserindo em classificações ou rótulos, restando-lhes apenas o adicional «tradicionalista». Fontes BENNETT, Roy. Uma breve história da música.Rio de Janeiro: Zahar, 1986. COLL, César, TEBEROSKY, Ana.

Como surgiu o ritmo?

Dança: história, ritmo e movimento Sem música não há dança. Sem movimento corporal também não. A dança, portanto, apenas ocorre quando o corpo executa movimentos a partir de um determinado ritmo. O autor Bourcier se dedicou a esse tema e apresenta em seu livro, «A história da dança no ocidente», um panorama geral que se estende desde a pré-história até os tempos atuais.

Segundo ele, a dança teria surgido como meio de expressão religiosa dos homens primitivos, conclusão sugerida por cinco pinturas rupestres, encontradas em sítios arqueológicos. A hipótese apresentada por Bourcier é a de que os primeiros ritmos teriam surgido de percussões, e de que a partir desses ritmos, o próprio corpo humano passou a se movimentar de forma ritmada.

Desde então, a dança vem atravessando gerações, e divisões e subdivisões vão sendo criadas dentro dessa prática. A única exceção se deve à Idade Média: é sabido que essa foi a época em que a Igreja Católica mais exerceu poder sobre o ocidente europeu.

As danças de rua e de práticas religiosas populares foram extintas, concedendo apenas à côrte o direito à dança em festas de nobres. Deve-se lembrar que as danças de côrte eram dançadas quase sem toque corporal (que representava o pecado e, portanto, era contra os princípios da Igreja), e quando o toque ocorria, era revestido por luvas.

Passada a repressão corporal medieval, as danças e outras práticas corporais voltaram à cena na Europa. Foram montados ballets, cujas estrelas eram sempre mulheres. Também haviam homens nas apresentações, mas eles pouco dançavam, já que tinham apenas duas funções: serem bonitos, para tornar a apresentação mais atraente, e fortes, servindo de suporte para segurar bailarinas.

  • A caracterização do ballet clássico era (e ainda mantém a sua tradição) voltado à uma rigidez do corpo marcado pela postura, pelas pontas dos pés, pelos movimentos em forma de «flecha»: todos bastante estendidos.
  • O século XX trouxe inovações, apresentando uma forma de dançar que rompeu com a rigidez do ballet: a dança moderna.

Essa dança é marcada pela flexibilidade corporal, pelos pés muitas vezes descalços no chão e pela expressividade do corpo. Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 Falamos das danças mais clássicas, mas existem outros tipos de danças que são, talvez, mais importantes do que essas, já que fazem parte da nossa história, contam quem nós somos: as danças folclóricas.

  • Essas danças são específicas de cada localidade e, mesmo quando a mesma dança é feita em locais diferentes, elas têm suas especificidades que variam entre as regiões.
  • A catira em São Paulo e parte do Sudeste, a dança do pau de fitas em Santa Catarina e o Cacuriá no Maranhão são exemplos de danças folclóricas.

Outra categoria de dança que está atualmente ganhando a atenção da mídia é a dança de salão, que engloba vários ritmos diferentes como, por exemplo, o soltinho, o tango, o forró, o samba de gafieira, o cha-cha-cha e a salsa. A característica marcante desse tipo de dança é que ela é sempre dançada em par.

  1. Nesse caso, o homem conduz a mulher.
  2. Há uma brincadeira muito comum entre dançarinos de salão que diz que «uma mulher não é má dançarina: ela é mal conduzida!».
  3. Nas aulas de Educação Física a dança costuma ser um conteúdo rejeitado por muitos alunos e até por alguns professores.
  4. Muitos são os preconceitos contra essa prática, já que é costume ouvir «dança é coisa de menina».

Será? Para você fazer dança na escola, você não precisa saber passos ou já ter feito dança fora da escola. Ao contrário: a proposta de trabalhar a dança na escola é para romper com essa ideia de que dança é uma coreografia montada com passos feitos. Logo, o que se espera da dança na escola é que o corpo se movimente no ritmo da música e que haja expressão de sentimentos a partir do próprio movimento.

Quais são as características do ritmo coco?

Dança de conjunto e de umbigada conhecida em todo o Norte e Nordeste do Brasil, em cuja coreografia básica os participantes formam filas ou rodas e executam o sapateado característico, respondem o coco, trocam umbigadas entre si e com os pares vizinhos, e batem palmas, marcando o ritmo.

Qual a origem da dança do coco no interior do Maranhão?

A dança do coco tem sua origem no canto de trabalhadores nos babaçuais do interior do Maranhão. É uma dança de roda cantada, com acompanhamento de pandeiros, ganzás, cuícas e das palmas dos que formam a roda. A coreografia não apresenta complexidade.