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Qual A ImportNcia Da EducaçãO FíSica Na Escola?

Qual a importância da Educação Física e escola?

A Educação Física faz parte do desenvolvimento global dos alunos, que integra todas as dimensões do ser humano: intelectual, física, mental, social e cultural. Desse modo, além dos aspectos acadêmicos, é preciso expandir na escola a capacidade de o aluno de lidar com o próprio corpo e a promoção do bem-estar.

Quais são os dois grandes objetivos da Educação Física na escola?

Educação física escolar: expectativas, importância e objetivos

Educação física escolar: expectativas, importância e objetivos
  • *Prof a Especialista em Ciência do Movimento Humano – Educação Física escolar
  • UNICRUZ e em Esporte Escolar na UNB
  • **Prof a Mestre da UNICRUZ
Marta Nascimento Marques* Marília de Rosso Krug**
Resumo Este estudo objetivou caracterizar as expectativas, importância e objetivos da Educação Física por parte da comunidade escolar da Escola Estadual de Educação Básica D. Pedro I, da cidade de Quevedos, RS. Participaram da mesma 1 diretor, 20 professores e 26 alunos de 5ª a 8ª séries. Utilizou-se um questionário com perguntas abertas e fechadas. Os dados foram tratados por inferência percentual. A Educação Física foi considerada de grande importância por toda comunidade escolar e o principal objetivo da mesma foi a promoção da saúde. A maioria considerou que as aulas de Educação Física estão sendo desenvolvidas como deveria e esta foi considerada «Boa», «Muito Boa» e «Ótima» pelos segmentos professores, pais e alunos respectivamente. Os alunos consideraram a prática do esporte fundamental e a atividade preferida é o futsal. Assim foi possível concluir que a maioria da comunidade escolar está satisfeita com a maneira em que a Educação Física está sendo desenvolvida, acham-na importante e as aulas estão correspondendo às expectativas. Unitermos: Expectativas. Importância. Objetivos. Abstract The objective of this study went characterize the expectations, importance and objectives concerning the Physical Education on the part of the school community (students, teachers and parents) of the State School of Basic Education D. Pedro I, of the city of Quevedos, RS. They participated of the same 1 director, 20 teachers and 26 students of 5th to 8th series. A questionnaire was used with open and shut questions. The data were treated by percentile inference. The Physical Education was considered of great importance by every school community and the main objective of the same went to promotion of the health. Most considered that the classes of Physical Education are being developed as it would owe and this was considered «Good», «Very Good» and «Great» for the segments teachers, parents and students respectively. The students considered the practice of the fundamental sport and the favorite activity is the futsal. It was like this possible to conclude that most of the school community is satisfied with the way in that the Physical Education is being developed, they find it important and the classes are corresponding to the expectations. Keywords : Expectations. Importance. Objectives

Revista Digital – Buenos Aires – Año 13 – N° 122 – Julio de 2008 1 / 1 Introdução O problema e a sua importância Tem-se discutido nos últimos anos a Educação Física Escolar numa perspectiva cultural, e é a partir deste referencial que se considera a Educação Física como parte da cultura humana, ou seja, práticas, ligadas ao corpo e ao movimento, criadas pelo homem ao longo de sua história.

Ela se constitui numa área de conhecimento que estuda e atua sobre um conjunto de: jogos, ginásticas, lutas, danças e esportes. É nesse sentido que se tem falado atualmente de uma cultura corporal, ou cultura física, ou ainda, cultura de movimento. Segundo Santin (1987), também se observa a presença de uma realidade estimuladora da competitividade entre os homens e, infelizmente, a Educação Física também se enquadra neste contexto, visto que hoje em dia parece assumir um caráter de treinamento ou adestramento do movimento corporal.

No entanto Barros Neto (1997), salienta que dentre os vários meios de desenvolver a Educação Física tem-se o esporte e ao contrário do que muitos pensam, a Educação Física escolar não deve ser totalmente dissociada do esporte, já que um de seus objetivos consiste em promover a socialização e interação entre seus alunos.

  1. O grande questionamento que se faz a respeito do esporte na escola é que ele muitas vezes transfere para o aluno uma carga de responsabilidade muito alta quanto à obtenção de resultados, o que afeta a criança psicologicamente de uma forma negativa.
  2. Desta maneira, as atividades esportivas, recreativas e rítmicas poderiam ser consideradas como meios mais eficazes para promover a socialização dos alunos, que a Educação Física escolar tanto apregoa, uma vez que normalmente são realizadas em grupos, os quais obedecem ao princípio da cooperação entre seus componentes, estimulando assim a criança em sua apreciação do comportamento social, domínio de si mesmo, autocontrole e respeito ao próximo.

A Educação Física escolar consiste no estímulo a atividade criativa do aluno (BARROS e BARROS, 1972). Ainda neste contexto, Gonçalves (1997) nos fala da importância existente no fato de o professor proporcionar aos alunos movimentos portadores de um sentido para os mesmos, uma vez que, os movimentos mecânicos, realizados abstratamente só contribuem para a inibição da criação e da participação dos alunos em aula e, por conseqüência, os torna indivíduos que deixam de interpretar o mundo por si próprios e passam a interpretá-lo pela visão dos outros.

  1. Também a Educação Física escolar consiste no desenvolvimento orgânico e funcional da criança, procurando, através de atividades físicas, melhorar os fatores de coordenação e execução de movimentos.
  2. Para atingir este objetivo, Barros e Barros (1972, p.16) falam que: as atividades de correr, saltar, arremessar, trepar, pendurar-se, equilibrar-se, levantar e transportar, puxar, empurrar, saltitar, girar, pular corda, permitem a descarga da agressividade, estimulam a auto-expressão, concorrem para a manutenção da saúde, favorecem o crescimento, previnem e corrigem os defeitos de atitudes e boa postura.

Assim fica claro a importância que o professor de Educação Física tem em proporcionar aos alunos atividades cuja caracterização permitam aos mesmos uma movimentação constante e de exploração máxima do ambiente. É evidente que estas atividades devem ser adequadas ao estado de desenvolvimento de cada criança para assim fazer com que os movimentos sejam próprios ao seu grau de desenvolvimento morfofisiológico, o que contribui de maneira significativa para o avanço orgânico e funcional dos alunos em cada etapa de sua vida escolar.

Em torno disso é que se situa a grande discussão que se faz a respeito da Educação Física na atualidade, uma vez que muitos a vêem como um estímulo ao simples desenvolvimento físico através de gestos e movimentos padronizados, tirando assim o caráter educacional pertencente à Educação Física que visa atuar sobre a formação do caráter humano e contribuir para um maior rendimento do trabalho intelectual (BARROS E BARROS, 1972).

De Marco (1995 p.77) salienta que a Educação Física também deve ser: «(.) um espaço educativo privilegiado para promover as relações interpessoais, a auto-estima e a autoconfiança, valorizando-se aquilo que cada indivíduo é capaz de fazer em função de suas possibilidades e limitações pessoais (.)».

Já Freire (1991) atribui à Educação Física um papel de ensino de movimentos respeitando as individualidades da criança, o estímulo à liberdade e à criatividade individual. Neste contexto o professor assume um «personagem» o qual deve aplicar as atividades físicas por meio de exercícios de fácil execução, com graduação para cada idade e tendo em conta a evolução física e psíquica do aluno, dando-lhe liberdade para movimentar-se espontaneamente e da forma que desejar.

Estes movimentos de caráter mais subjetivo e espontâneo caracterizam o que Kunz (1994) denomina de mundo fenomenológico dos movimentos o qual, em sua opinião, afastaria de vez uma provável limitação existente na «Educação Física mecanizada» e desta forma o proveito pedagógico que poderia se tirar do processo ensino-aprendizagem seria bem maior.

Considerando o exposto acima e os diferentes papéis atribuídos a Educação Física, no contexto escolar, justifica-se este estudo que teve como objetivo caracterizar as expectativas, a importância e o objetivo acerca da Educação Física por parte da comunidade escolar da Escola Estadual de Educação Básica D.

Pedro I da cidade de Quevedos, RS. Para tanto:

  • Identificou-se os objetivos e a importância da Educação Física;
  • Analisou-se como deveria ser trabalhada a Educação Física para atingir os objetivos esperados pelos alunos;
  • Investigou-se as expectativas dos alunos em relação às aulas;
  • Verificou-se através de indicadores a qualidade das aulas de Educação Física na visão da comunidade escolar da escola Estadual de Educação Básica D. Pedro I.

Metodologia Este estudo caracterizou-se por ser uma pesquisa do tipo descritiva definida por Cervo e Bervian (1996) como sendo aquela que observa, registra, analisa fatos ou fenômenos (variáveis) sem manipulá-los. Além disso, é segundo os mesmos autores acima, uma pesquisa de opinião, pois procura saber atitudes, pontos de vista e preferências que as pessoas têm a respeito de algum assunto, com o objetivo de tomar decisões.

  • Participaram do mesmo 1 diretor, 20 professores e 26 alunos, sendo 30% dos alunos de cada série de 5 a á 8 a, que foram selecionados aleatoriamente entre os alunos que compuseram a população e seus respectivos pais.
  • Os dados foram tratados através da inferência percentual.
  • Resultados e discussões Os resultados do presente estudo, para um melhor entendimento foram apresentados e discutidos separadamente em função da matriz de análise.

O primeiro tópico abordado foram os objetivos da Educação Física Escolar, o segundo a importância da Educação Física, no terceiro estão as expectativas da Educação Física Escolar e o quarto e último retrata a qualidade das aulas de Educação Física na visão da comunidade escolar.

  1. Foi investigada somente uma escola, pois, na cidade de Quevedos – RS, tem somente uma escola estadual.
  2. Considerando que foi entrevistado somente um diretor, as respostas deste foram analisadas juntamente com as respostas dos professores.
  3. Objetivos da Educação Física na visão da comunidade escolar

Na tabela 1 encontram-se os resultados relativos ao objetivo mais importante da Educação Física na visão da comunidade escolar e pais da Escola Estadual de Educação Básica D. Pedro I. Cada segmento poderia assinalar mais de um objetivo, portanto considerando-se como amostra o número de alternativas obtidas.

Indicadores DP (%) A (%) P (%)
Promover a saúde 30,8 25,0 34,1
Socialização 30,8 18,2 27,3
Criatividade 10,2 14,8 9,1
Autonomia 7,8 13,6 0,0
Performance 5,1 9,1 9,1
Criticidade 5,1 6,8 4,5
Esporte 5,1 6,8 13,6
Formar Atletas 5,1 5,7 2,3

Analisando a tabela 1, foi possível observar que promover a saúde e a socialização são os objetivos mais importantes tanto para os DP, como para os A e P. Ou seja, a Educação Física é vista somente numa visão biológica e social. Estes dados estão de acordo com o que salienta Ghiraldelli Júnior (1992), pois o mesmo diz que ao longo dos anos, a Educação Física aparece relacionada à idéia de saúde.

  • A Educação Física, em todas as suas tendências, é encarada como atividade capaz de assegurar a aquisição e a manutenção do status de saúde individual.
  • No entanto Medina (1992), parece não concordar totalmente com essa afirmação quando, classifica a Educação Física em três concepções (Convencional, Modernizadora e Revolucionária), mostra-nos que as duas primeiras dão prioridade ao aspecto biológico, enfatizando o desenvolvimento da aptidão física e da saúde dos indivíduos, ignorando os aspectos sociais que podem influenciar nessas situações e a última dá prioridade às transformações sociais.

Tal preocupação com a promoção da saúde não significa que a Educação Física deva deixar de atuar na busca de outros objetivos, mas que apenas assuma um compromisso maior com esse ideário. Farinatti (1994) adota essa proposta quando aponta para a inserção da Educação Física no conjunto de idéias da promoção da saúde, mediada por uma visão da aptidão para toda a vida, envolvida com o ensino de habilidades motoras somente trabalhadas pela Educação Física.

Importância da Educação Física na visão da comunidade escolar As aulas de Educação Física na escola foram consideradas de muita importância para todos os segmentos e a importância desta foi atribuída ao fato de a mesma promover: o desenvolvimento integral do aluno, a socialização, a vida saudável, espírito de equipe, distração, relaxamento e prática de esportes.

Vygotsky (1994), afirma que os alunos nas aulas de Educação Física participam das diversas experiências corporais para as quais são provocados. Ao serem ajudados por professores e colegas, acabam por descobrir novos modelos. As relações entre os colegas provocam o simbolismo e a necessidade de comunicação nos participantes.

  1. Se a aquisição dos processos mentais superiores se dá através do meio e as experiências lúdicas são provocadoras naturais de novas zonas proximais, então a Educação Física que se utiliza do movimento como ferramenta pedagógica é um ambiente propício para a ampliação das aprendizagens.
  2. Considera-se que aprender a levar a atividade física como um comportamento pessoal para o resto da vida significa compreender que isso só é possível mediante experiências satisfatórias com exercícios físicos e os jogos.

A exposição na atividade física é algo constante e a experiência negativa com a exposição constrange e acaba por marcar a vergonha e a indisposição como comportamentos adquiridos na atividade física. Os alunos devem ser provocados e exercitados a entenderem que somente podem vencer quando estiverem divertindo-se.

  • A vitória não pode ser a condição para o divertimento.
  • Caso o for, as atividades não são lúdicas.
  • O divertimento deve estar presente no jogo e não no seu final (FALKENBACH, 2002).
  • Falkenbach (2002), também entende o esporte como um meio prático e eficiente de contribuir na educação das crianças e dos jovens.

Pode-se afirmar esta condição a partir da simples evidência de que a via corporal é uma via de aprendizagem e registros de vivências. São especificamente essas vivências concretas que auxiliam as crianças na estruturação da forma de ser «pessoa». No entanto, essa forma de ser só poderá evidenciar-se em um ambiente que se caracterizar menos por seus aspectos de rendimento, performance, competitividade, habilidades em fundamentos, vitórias e mais pelos aspectos sociabilizadores, afetivos, relacionais e humanizadores (FALKENBACH, 2002).

Indicadores DP (%) A (%) P (%)
As aulas de Educação Física estão sendo desenvolvidas como deveriam?
– SIM 66,7 88,46 100
– NÃO 33,3 11,54 0,0

A grande maioria dos professores alunos e a totalidade dos pais acreditam que as aulas de Educação Física estão sendo desenvolvidas como deveriam (TABELA 2), porém alguns DP (33,3%) discordam disso, achando que as aulas deveriam ter nas atividades práticas, o uso de materiais adequados, para um melhor rendimento, que não fosse só jogos, mas que tivessem também atividades de ginástica e aeróbica, com aulas diversificadas para desenvolver todas as potencialidades dos alunos, com o objetivo de desenvolver a socialização, a autonomia e desenvolvimento motor.

  • Assim como um pequeno número de A (11,54%) acham que as aulas de Educação Física deveriam ser somente práticas, sem teoria e que também o professor tivesse maior compromisso com as aulas para serem mais bem desenvolvidas.
  • A esse respeito Dias (1995) apud Santos Junior et al (2004), destacam que na Educação Física, analisada como prestação de serviço, seja na escola ou fora dela, o professor terá que apresentar algumas características especiais para ser considerado um atendimento de qualidade, tais como: pontualidade, assiduidade, ter conhecimento específico e geral e outros.

Contudo as boas aprendizagens são aquelas que permitem uma ampla possibilidade de agregar novas aprendizagens, ampliando uma capacidade inicial. A ação de praticar esportes, brincar e participar das aulas com grupos mistos significa uma mudança de comportamento.

  1. A prática no grupo permite aos participantes perceberem-se como uma unidade que é composta pelas diferenças, bem como aprenderem na troca que estabelecem.
  2. A escola é o lugar de desenvolver a Educação Física que provoca as trocas e as aprendizagens entre as pessoas.
  3. A Educação Física é responsável pelo aprendizado das relações entre as pessoas que se dá via corporal (FALKENBACH, 2002).

Montagu (1996), explica a importância do toque corporal de qualidade na educação humana, bem como para as experiências de iniciativa e de criatividade. As aulas de Educação Física pela sua característica vivencial e prática permite o desenvolvimento concreto da autonomia e afetividade.

  1. Compartilhando dessa premissa Negrine (1995) apud Falkenbach (2002), explica que a visão naturalista do movimento deve compreender a criança como uma totalidade que num espaço lúdico-educativo aprende e se desenvolve ao exteriorizar-se.
  2. Através das atividades expressivas, a plasticidade corporal permite que ela se comunique com os objetos, com os adultos e com os iguais.

Qualidade das aulas de Educação Física na visão da comunidade escolar Na tabela 3 encontram-se os indicadores relativos a qualidade das aulas de Educação Física na opinião da comunidade escolar. Tabela 3. Indicadores relacionados à qualidade das aulas de Educação Física na visão da comunidade escolar.

Indicadores DP (%) A (%) P (%)
Ótima 9,5 30,76 7,7
Muito boa 19,0 23,07 50,0
Boa 47,7 26,92 34,6
Razoável 14,3 15,38 7,7
Fraca 9,5 3,84 0,0
Muito Fraca 0,0 0,0 0,0

Observando a tabela 3 notou-se que na opinião dos DP, (direção/professores), as aulas de Educação Física são boas, para os A (alunos), são ótimas e para os P (pais), muito boas. Na escola, apenas ressaltar os benefícios orgânicos da prática de exercícios físicos pode ser pouco eficaz para que os alunos adotem estilos de vida ativos.

  • No entanto, Macedo (1998) e Antunes (1999) apud Santos Junior et al (2004), destacam que a Educação Física atrai à atenção da sociedade, satisfaz as necessidades, desperta interesses, sendo caracterizada como um bem, digna de ser estimada e válida para a vida de todo ser humano, logo é valorizada, tem seu valor.
  • Este fato com certeza está acontecendo nesta escola, pois os alunos encontram-se bastante motivados com a Educação Física, pois se não fosse assim não a considerariam ótima.
  • Segundo Mariz de Oliveira (2000) apud Santos Junior et al (2004), a Educação Física, independente da legislação vigente, deve ser um componente curricular único, específico e integrado à proposta pedagógica de todas as modalidades de educação e ensino da educação básica.

No questionário aplicado aos alunos, perguntou-se o que motiva e o que desmotiva os mesmos a participarem das aulas de Educação Física. Através deste observou-se que o que mais motiva os alunos é a prática de esportes, porém para alguns, também, é o que desmotiva.

  1. Contudo, Falkenbach (2002), entende o esporte como um meio prático e eficiente de contribuir na educação das crianças e dos jovens.
  2. A idéia de jogar com e não contra se desenvolve nas aulas de Educação Física e permite entender os colegas que participam como verdadeiros «colegas».
  3. Não é necessário o espírito de guerra que Santin (1995), assinala existir nas atividades esportivas competitivas e de rendimento, para que as mesmas sejam envolventes e cheias de emoção.

Nessa perspectiva os jogos com um sentido recreativo e cooperativo são os que mais se adaptam ao espaço físico e às finalidades educacionais (FALKENBACH, 2002). É importante salientar que não estamos falando de aulas individuais e sim de conteúdos diversificados que busquem contemplar os diversos objetivos.

  1. Somente assim os diferentes interesses entre as pessoas irão transcorrer em uma imensa riqueza e principal fonte de entendimento do paradoxal fenômeno da motivação humana (BERGAMINI, 1989).
  2. A maioria dos alunos citou que nada os desmotiva a participarem das aulas de Educação Física, no entanto para alguns alunos os exercícios de aquecimento, a falta de respeito entre os colegas e a prática de alguns esportes está sendo fatores de desmotivação a participação nas aulas.

A esse respeito, Campos (1986) acredita que o professor seja o mediador entre os motivos individuais e os legítimos alvos a serem alcançados pelos alunos, pois sendo o professor possuidor de grande influencia sobre o aluno, pode ser um grande mediador dos objetivos da escola para com eles.

Portanto é seu papel solucionar estes problemas que estão desmotivando os alunos. Também foi questionado qual a atividade preferida pelos alunos e constatou-se que a maioria deles prefere o futsal, e a que menos preferem é o vôlei e o handebol. Acredita-se que esse gosto da maioria pelo futsal pode ser atribuído a diversos fatores, tais como o incentivo da mídia que somente mostra jogos em sua programação, seguido do incentivo dado pelos pais, porém, o motivo que talvez seja o mais importante é as aulas de Educação Física cujo principal conteúdo ministrado é o desporto.

Acredita-se que com essas influências externas, ou pelos incentivos dirigidos a uma ação motivadora, o aluno acabe sendo influenciado a gostar do desporto (CAMPOS, 1986). Quando os alunos foram interrogados ao que mudariam nas aulas de Educação Física, a maioria respondeu que não mudariam nada, porém alguns salientaram que trocariam a prática de outros esportes pelo futsal.

Considerando que nas aulas de Educação Física o que os alunos preferem é o futsal, dá-se importância ao jogo, pois é pelo jogo e através do jogo que a criança constrói a sua personalidade, é no jogo que a criança internaliza e edifica os conceitos de certo e errado, melhor e pior, de ganhar e de perder, entre as demais regras que fazem parte do contexto sociocultural (LEONTIEV, 1991 APUD FALKENBACH, 2002).

O jogo infantil, segundo Leontiev (1991) apud Falkenbach (2002), manifesto em sua ação/expressão motriz, não somente auxilia aos professores como ferramenta pedagógica, mas é, em sua totalidade, a manifestação significativa das crianças. Neste sentido cabe aos professores a compreensão do verdadeiro sentido dos jogos manifestos pelos grupos de crianças.

  • No entanto considera-se que o professor é o responsável pela aprendizagem, sendo assim, deverá ter o conhecimento dos fatores que poderão vir a ser benéficos e maléficos para a aprendizagem de seus alunos, visando a um melhor aproveitamento e aprendizagem duradouros (MAGILL, 1984).
  • Neste sentido, Lovisolo (1996) apud Santos Júnior et al (2004), propõe valorizar a imagem do profissional a partir do seu trabalho, mostrando que a Educação Física é capaz de contribuir com a dinâmica escolar, tornando a escola mais atraente, valorizando-a.

Considerações finais Através desse estudo foi possível concluir que os principais objetivos da Educação Física foram: a promoção da saúde e a socialização e que a mesma foi considerada de grande importância pela comunidade escolar. Também a maioria considerou que as aulas de Educação Física estão sendo desenvolvidas como deveriam.

As aulas de Educação Físicas foram consideradas «Boa» pela maioria dos professores e esse conceito foi atribuído por acharem que essas aulas ainda têm alguns aspectos a serem melhorados como: nas atividades práticas, ter o uso de materiais adequados, que não fosse só jogos, mas que as aulas fossem mais diversificadas, que desenvolvesse todas as potencialidades dos alunos.

A maioria dos pais considerou que a qualidade das aulas de Educação Física é «Muito Boa» e a maioria dos alunos considerou «Ótima». No fator motivação observou-se que os alunos consideram a prática do esporte fundamental para que as aulas se tornem interessantes, porém para alguns a prática do esporte serve como desmotivação.

A atividade preferida pelos alunos foi o futsal, e a maioria deles afirmou que não mudariam nada nas aulas de Educação Física, ou seja, estão satisfeitos com a maneira em que as aulas estão sendo realizadas. A prática da Educação Física é importante, destacando a disponibilidade cognitiva e emocional dos alunos, para a aprendizagem, é fator essencial para que haja uma interação cooperativa, sem depreciação do colega por sua eventual falta de informação ou incompreensão.

Aprender a conviver em grupo supõe um domínio progressivo de procedimentos, valores, normas e atitudes. Desta forma, é indispensável à interação do indivíduo para que este possa integrar-se no grupo, com atitudes saudáveis valorizando hábitos na conquista da saúde do corpo e da mente.

  • Considera-se que a saúde é o estado de completo bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença, no entanto esta se faz por meio da educação, da adoção de estilos de vida saudável, do desenvolvimento de aptidões, capacidades individuais e da produção de um ambiente saudável.
  • A educação transformadora é aquela que busca constantemente novas técnicas e metodologias que diversifiquem o trabalho grupal, inserindo o sujeito como parte principal desta ação e transformando nossa realidade, e para isso somos constantemente levados a repensar nossas ações e nossas práticas.

Desta forma é preciso estar aberto aos avanços e mudanças que fazem parte do meio social onde a informação é o principal conteúdo desta nova sociedade construída através da convivência do ser humano, das relações estabelecidas e de uma boa qualidade de vida.

Sugere-se que novas pesquisas sejam feitas para investigar quais as expectativas, importância e objetivos da Educação Física por parte da comunidade escolar para que os profissionais dessa área saibam das necessidades de seus alunos, e que os resultados almejados pela comunidade escolar sejam alcançados de forma eficiente e prazerosa.

Referências

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  • MAGILL, Richard A. Aprendizagem Motora: Conceitos e Aplicações, São Paulo: E. Blucher, 1984.
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  • _ Princípios do esporte educacional: co-educação, Palestra ministrada no INDESP. Out/1995.
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  • VYGOTSKY, Lev.S. A Formação Social da Mente, São Paulo: Martins Fontes, 1994.
See also:  BarbatimO Para Que Serve?

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3) Desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes – A Educação Física nas escolas possui um papel fundamental no desenvolvimento físico, intelectual, psicológico e social de crianças e jovens de até 17 anos. Por meio da disciplina, os alunos realizam atividades individuais e em equipes, tendo sempre como pano de fundo elementos como empatia, responsabilidade, solidariedade, confiança (em si próprio e nos colegas) e senso de justiça, entre outros fundamentos responsáveis por moldar o caráter e a personalidade.

Qual é o papel do professor de Educação Física na escola?

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Title: O papel do professor de educação física nas escolas públicas
OLIVEIRA, Joais Estevam Silva de
Keywords: Professor; Educação física escolar; Docência; Práticas pedagógicas
Issue Date: 3-Dec-2021
Abstract: A Educação Física é uma disciplina de grande importância, porém, por diversas vezes, não é valorizada na grade curricular Escolar. Ela promove a inserção do aluno no saber corporal de movimento, sendo seu objetivo formar o cidadão que irá produzi-la, reproduzi-la e transformá-la. Tendo em vista a grande importância deste profissional na vida dos educandos, esse estudo tem como objetivo evidenciar o papel do professor de Educação Física, ressaltar a importância do professor de Educação Física em sua prática educativa; Esse trabalho é de natureza qualitativa e para tal, foi utilizada a pesquisa do tipo bibliográfica. A busca destes artigos científicos foi realizada com o auxílio da inclusão de termos científicos em vários bancos de dados a partir de publicações de artigos científicos nacionais nas bases de dados BIREME (LILACS), SCIELO e GOOGLE ACADÊMICO. Percebe-se nesta pesquisa, que o professor de Educação Física não deve se atrelar apenas a repassar conhecimento, mas orientar e valorizar as habilidades do aluno. O papel do docente é promover o conhecimento das diversas dimensões e saberes das práticas corporais por meio dos conteúdos estruturantes propostos pelos documentos norteadores, e desta forma, aos poucos a Educação Física começará a ser valorizada, tornando-se importante na escola e demais instituições.
URI: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/44015
Appears in Collections: (CAV) TCC – Educação Física (Licenciatura)

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O que é e para que serve a Educação Física?

Falar em Educação Física nos faz lembrar de esportes e atividades físicas, porem todo esporte é um conjunto de atividades físicas, mas nem toda atividade física é ou faz parte de um esporte.A Educação Física é uma disciplina que integra o educando na cultura corporal, formando o cidadão que irá produzi-la, reproduzi-la e transformá-la através dos jogos, dos esportes, das lutas, da ginástica e das danças, na busca do exercício crítico da cidadania e de uma melhor qualidade de vida.

  1. Ela é considerada como um meio educativo privilegiado, pois abrange o ser na sua totalidade, objetivando o equilíbrio, a saúde do corpo, a aptidão física para a ação e o desenvolvimento dos valores morais.
  2. Não se pode falar de um corpo fragmentado, mas de uma totalidade capaz de conectar pensamentos e movimentos através de ligações de sensibilidade.

Nesta relação corpo e emoção o que importa não é o gesto pelo gesto, mas o significado deste diante do mundo. Esta disciplina permite ao educando exercer todas as suas potencialidades, desenvolve as funções mentais, a coordenação motora, a criatividade, a livre expressão e a sociabilidade, também auxilia no desenvolvimento global do indivíduo, isto é, no aspecto cognitivo, psicomotor e afetivo.

  • A educação Física é uma das áreas de conhecimento ligada ao estudo das atividades físicas, visando o aperfeiçoamento e desenvolvimento correto dos movimentos corporais e motores.
  • Trabalha também no sentido terapêutico, na manutenção e reabilitação da saúde e ate mesmo para prevenir e evitar certos tipos de doenças.

Também é fundamental na formação básica do ser humano, atividade essencial para uma boa qualidade de vida. O próprio Manifesto Mundial da Educação Física mostra os benefícios tanto sociais como educacionais que a Educação Física oferece. Mas uma duvida assombra minha mente.

Já que a Educação Física é tão importante assim, porque essa ainda se encontra na UTI? Há uma certa dificuldade em explicar o que realmente é a Educação Física. Afinal, quando falamos em Educação Física pensamos logo em corpos sarados, suados e dispostos somente em malhar. É preciso acabar com esse paradigma, mas essa imagem sobre a Educação Física trazemos da própria escola, do ensino fundamental, onde a própria disciplina não se encaixa no quadro das demais, sendo aplicada em dias e horários diferentes como se não tivesse tanta importância como as outras disciplinas, parecendo ser ate mesmo opcional, sem aulas teóricas, afinal nem todo mundo gosta de jogar bola e correr em volta da quadra.

Nessa sociedade consumista em que vivemos, cuidar do corpo se tornou cultural, e para isso precisamos de profissionais realmente qualificados para desempenhar seu papel com responsabilidade, compromisso e informação para uma Educação Física de Qualidade, já que se tratando de Educação seja essa, escolar, alimentar, ambiental ou qualquer tipo de aprendizado já é cultura e cultura é o direito de todo cidadão.

Qual é o fundamento da Educação Física?

A função social da Educação Física está na aprendizagem de temas relacionados ao movimento/ corporeidade, através da Dança, Ginástica, Jogo e Esporte, conhecimentos estes produzidos historicamente pela humanidade e sistematizados aqui, com a finalidade de atender também às necessidades do Magistério.

Quais são os aspectos importantes da Educação Física escolar os princípios e seus objetivos?

Objetivo Geral – A Educação Física tem como objetivo geral despertar nos alunos o interesse em envolver-se com as atividades e exercícios corporais criando convivências harmoniosas e construtivas com outros cidadãos, sendo capazes de reconhecer e respeitar as características físicas e desempenho de si próprio e de outros indivíduos, não segregando e nem depreciando outras pessoas por qualidades e peculiaridades como aspectos físicos, sexuais e ou sociais.

Quais são os cinco elementos da Educação Física?

Educação Física Escolar: elementos que devem ser lembrados na elaboração e planejamento das aulas

Educação Física Escolar: elementos que devem ser lembrados na elaboração e planejamento das aulas
  • Escola Superior de Educação Física (ESEF-UFRGS)
  • Laboratório de Pesquisa em Exercício (LAPEX-UFRGS)
  • Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR)
  • (Brasil)
  1. Fernando César Camargo Braga | Rafael Abeche Generosi
  2. Giuliano Tavares Marramarco | Débora Teixeira Machado
  3. Abner Rodrigues | Daniel Carlos Garlipp

Resumo Este artigo descreve alguns componentes do desenvolvimento motor que devem fazer parte do planejamento das aulas de educação física. Componentes como as habilidades motoras fundamentais e especificas e as capacidades físicas relacionadas à saúde e o desempenho, que embora façam parte do conteúdo programático das faculdades de Educação Física eles tem sido esquecidos na hora da elaboração do planejamento das aulas.

Muitos podem ser os motivos para tal esquecimento e alguns deles serão relacionados neste artigo. Os componentes, habilidades motoras fundamentais e especializadas e a aptidão física relacionada a saúde e ao desempenho, objetos deste estudo, são descritos e conceituados com o fim de auxiliar o professor em suas atividades diárias no interior da escola.

A finalidade do texto é dar mais informações, conscientização e estímulo ao professor de Educação Física com a intenção de que o mesmo faça das habilidades motoras fundamentais e da aptidão física partes integrantes do planejamento e prática nas aulas de Educação Física Escolar.

Unitermos : Educação Física Escolar. Habilidades motoras. Aptidão física. Revista Digital – Buenos Aires – Año 13 – Nº 128 – Enero de 2009 1 / 1 Introdução O desenvolvimento motor é importante para a educação física. Aspectos incorporados ao desenvolvimento motor como aptidão física voltada para saúde e desempenho motor e habilidades motoras fundamentais e especializadas deveriam ser relevantes para aulas de Educação Física.

Pesquisadores com Malina (1991), Gallahue & Ozmun (2001) descrevem em suas publicações a importância destes componentes na elaboração das aulas de Educação Física. A atividade física com regularidade é um ótimo dispositivo para obtenção de saúde (NAHAS, 2001).

Estudos têm demonstrado que existe uma relação inversa entre níveis de atividade física e a incidência de diversas doenças como a hipertensão, a obesidade, diabetes, doença arterial coronariana e a depressão (MARQUES e GAYA,1999; GUEDES e GUEDES, 1993; NAHAS, 2001). Infelizmente a sociedade moderna apresenta um grande número de pessoas que vivem no sedentarismo, ou seja, um reduzido número de pessoas que praticam atividade física, exercício físico, esportes, danças, lutas com regularidade.

Esse é um fato alarmante, pois leva a crer que se medidas não forem tomadas o legado deixado pela população atual será a de uma sociedade formada por pessoas que podem sofrer com diversas doenças como a obesidade e as cardiovasculares, por exemplo. Para que esse cenário atual se modifique é necessário que as pessoas sejam conscientizadas de como é importantes a prática de exercícios (NAHAS, 1992), esportes, danças, entre outras modalidades; e o processo educativo deve iniciar em tenra idade.

Isso significa que a criança deve ser estimulada para a prática de exercícios físicos o mais cedo possível, ainda nas faixas etárias iniciais de vida. À escola cabe o objetivo de ser o instrumento motivador para a prática regular de exercício físico. Existem outras instituições como clubes desportivos, projetos sociais, programas especializados na inclusão social da criança e adolescente através do esporte, as associações de bairro.

No entanto, por ser a instituição que mais agrega crianças e jovens no seu interior e por ter como objeto principal à educação de indivíduos intelectualmente e moralmente aptos ( saudáveis ) para obtenção de uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna, é a ela, a escola, que pertence à responsabilidade de desenvolver nas crianças e jovens o interesse pela atividade física regular (MARQUES; GAYA, 1999).

A literatura que aborda os programas direcionados à promoção de saúde através da Educação Física escolar relata que os componentes relacionados à aptidão física e saúde deveriam também ser explorados nos planejamentos das aulas de Educação Física (GUEDES; GUEDES, 1993; MARQUES; GAYA, 1999). Porém há o fato de a formação profissional de muitos professores da área ser «regada» de pouco conhecimento.

Dentre os motivos responsáveis por esta inferência relata-se a precariedade dos cursos de Educação Física que não apresentam conteúdos bem fundamentados que discutam de forma consistente sobre o assunto aptidão física e saúde, momentos teóricos e práticos, direcionados à promoção de saúde.

As universidades brasileiras continuam a formar professores que apresentam pouco conhecimento fundamentalmente dos conceitos e referencias teóricos que concernem os programas de saúde e desenvolvimento motor. Para que haja mudanças neste quadro se faz necessária a maior participação de programas de Educação Física escolar no contexto dos currículos das faculdades de Educação Física (GUEDES e GUEDES, 1993), além de mudanças estruturais e muitas vezes, política.

Por esses motivos existem os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais). Com a finalidade de orientar os professores em sua prática, visto que as escolas carecem de aulas de boa qualidade, com projetos e métodos que incluam os alunos. Então nos anos 90 o governo cria o Plano Decenal de Educação para Todos, «cujo objetivo principal é recuperar a qualidade do ensino, num processo de aprimoramento contínuo» para posteriormente os PCN de Ensino Fundamental e Médio.

O mesmo PCN para o Ensino Médio diz que «se a Educação Física pretende prestar serviços à educação social dos alunos e contribuir para uma vida produtiva, criativa e bem sucedida, e a Educação Física encontra, na orientação pela educação da saúde, um meio de concretização das suas pretensões». Existe na Educação Física três tipos de profissionais: o pesquisador, o pedagogo e o professor.

Portanto não é de se esperar que o professor domine assuntos que são inerentes ao pesquisador e o pedagogo. O pesquisador através das pesquisas em disciplinas mães como: fisiologia, sociologia, mecânica, psicologia, etc, faz descobertas que podem ter origem em sua curiosidade ou de problemas levantados pelo professor.

O pedagogo deveria fazer o elo entre o pesquisador e o professor, deveria conhecer a realidade do professor em seu dia a dia e levar ao mesmo o conhecimento adquirido através da pesquisa para que as aulas fossem mais proveitosas; e, o professor por sua vez, buscaria no pedagogo auxílio para diminuir as dificuldades encontradas durante as suas atividades em aula, proporcionando ao educando um ensino de melhor qualidade.

Portanto o problema está em o pedagogo não ser o elo entre o professor e pesquisador. O resultado disto é muito conhecimento acumulado pelo professor que não encontra utilidade prática, nem consegue fazer a relação do que aprendeu com o que tem de ensinar.

(GAYA, 1999). Outro fato que pode contribuir para a prática não positiva do professor de Ed. Física é a de que os currículos para formação de professores nem sempre são oriundos de instituições que possuem um programa que tenha a sua origem na reflexão científica, mas, que infelizmente estão condicionados «ao mercado de trabalho, aos grupos de pressão acadêmica e aos condicionantes políticos e econômicos» (JORDAN e MADRONA, 1999).

O professor de Educação Física (EFi) na escola tem dúvidas, tem dificuldades, trabalha com falta de material, falta de espaço físico para dar suas aulas, encontra pouca literatura voltada para EFi escolar, recebe pressão da comunidade escolar que não conhece e tão pouco sabe quais devem ser os objetivos da EFi escolar e mesmo assim avaliam as suas aulas procurando direcioná-las de acordo com seus interesses ou conhecimento (JORDAN e MANDRONA, 1999).

  1. A seguir são descritos os componentes, que embora não sejam os únicos, deve ser priorizada nas aulas de Educação Física.
  2. Estes componentes são os que compreendem a aptidão física relacionada à saúde, a performance motora e as habilidades motoras fundamentais e especializadas.
  3. As habilidades motoras fundamentais e as especializadas e a aptidão física (voltada para saúde e o desempenho motor – capacidades físicas) são objetos deste estudo pela estreita relação que há entre estes componentes do desenvolvimento motor.

Aspectos a serem considerados no planejamento das aulas de Educação Física Habilidades motoras fundamentais As habilidades motoras fundamentais são as capacidade de o indivíduo explorar os potenciais motores de seu corpo movimentando-se através do espaço (locomoção), domínio da musculatura que o habilita a suportar a força da gravidade (estabilidade) e a capacidade de manipular com eficiência os objetos (manipulação).

  • As habilidades motoras de estabilidade são «padrões motores que favorecem a obtenção e a manutenção de equilíbrio do individuo». As atividades mais consideradas são: movimentos axiais, rotação corporal, desvio, equilíbrio em um só pé, caminhada direcionada e apoios invertidos.
  • As habilidades motoras de locomoção compreendem «os padrões motores que permitem a exploração através do espaço». Estas atividades são: caminhada, corrida, salto de uma altura, salto vertical, salto horizontal, saltito, galope e deslizamento, pulo e salto misto.
  • As habilidades motoras de manipulação são os padrões motores que permitem contato motor rudimentar e refinado com objetos. As atividades são rolamento de bola, arremesso supramanual, ato de apanhar, chute, ato de aparar, ato de rebater, drible e voleio.

A fase motora fundamental de desenvolvimento segue uma seqüência que pode ser subdividida em estágios. Os estágios podem ser classificados em inicial, elementar e maduro, isto é, as habilidades motoras fundamentais manipulativas, estabilizadoras e locomotoras podem ser classificadas dentro de estágios ou seguem um desenvolvimento seqüencial, isto significa que as habilidades da criança não surgem de repente, mas respeitam a um seguimento.

A criança normal segue a esta seqüência e recebe influência tanto da maturação, quanto da experiência. Portanto é muito importante que o professor possibilite as crianças o maior número de experiências possíveis para que a mesma desenvolva tarefas motoras de maneira eficaz. Estas experiências devem ser compostas pelas atividades descritas acima (GALLAHUE; OZMUN, 2001).

É importante que o professor reconheça em que estágio se encontra o padrão de desenvolvimento motor da criança, para tal é necessário que o professor avalie o aluno. Diversos autores (como: BEE, 1984; CORBIN, 1980; FLINCHUN, 1981; MEINEL, 1984; ZAICHLOWSKY, 1980; apud BÖHME) escreveram métodos de fácil execução que podem ser utilizados pelo professor.

Böhme, 1988, segundo ela, apoiada nos autores acima citados, propõe a descrição e problemas de alguns padrões de movimento como: andar, correr, salto horizontal, arremessar, receber. A esses, serão também relacionados outros como: chutar, volear, aparar e driblar (descritos conforme GALLAHUE, 2001) pela importância que apresentam para a prática de esportes culturalmente identificados em nossa sociedade.

Andar : ato de se transportar de um local para outro sempre com um pé no solo. A criança no estágio maduro apresenta:

  1. Balanço alternado dos braços;
  2. Limitação da área de apoio para equilíbrio;
  3. Andar alongado e relaxado;
  4. Calcanhar e dedos com contato bem definidos ao pisar o solo.

Problemas mais freqüentes:

  1. Caminhar na ponta dos pés sobre os dedos;
  2. Andar com os dedos voltados para dentro;
  3. Andar com os dedos voltados para fora;
  4. Coordenação imperfeita e arrítmica de pernas e braços;
  5. Postura e alinhamentos corporais deficientes;
  6. Elevação vertical excessiva;
  7. Área de apoio para equilíbrio muito larga.

Para a superação dos problemas acima citados é sugerido o fortalecimento das musculaturas envolvidas, exercícios de coordenação e equilíbrio dinâmico. Corrida : modo excessivo de andar. Caracteriza-se por haver momentos em que os dois pés perdem o contato com o solo (fase aérea da corrida). Estágio maduro:

  1. A dimensão da passada é maior possível;
  2. As passadas são rápidas;
  3. Fase aérea definida;
  4. Perna de impulsão estendida;
  5. Braços balançam em oposição às pernas;
  6. Antebraços flexionados.

Problemas mais freqüentes:

  1. Oscilação de braços inibidos ou exagerados;
  2. Os braços ultrapassam a linha média do corpo;
  3. Posição imprópria do pé;
  4. Inclinação exagerada do tronco à frente;
  5. Torção de tronco;
  6. Ação sem ritmo;
  7. Base total do pé no solo.

Os problemas encontrados devem ser corrigidos através dos elementos componentes da aptidão física relacionadas à saúde e desempenho necessários para o movimento da corrida, como por exemplo: coordenação dos membros superiores e inferiores, flexibilidade, velocidade, agilidade de membros inferiores; resistência geral e tempo de reação.

  1. Os braços estendem-se para trás na fase preparatória;
  2. Tronco flexionado na fase preparatória;
  3. Durante o salto os braços oscilam para frente e para cima, auxiliando na impulsão;
  4. Extensão dos ângulos do quadril, joelho e tornozelo, durante o salto;
  5. Ênfase dada na distância horizontal;
  6. O peso do corpo é levado para frente e joelhos flexionam na aterrissagem.

Problemas mais freqüentes:

  1. Uso impróprio dos braços;
  2. Torção do corpo;
  3. Inabilidade para impulsionar os pés simultaneamente;
  4. Fase preparatória deficiente
  5. Movimento restrito de pernas e braços;
  6. Falha na extensão do quadril, joelhos e tornozelos no salto;
  7. Falha no equilíbrio do corpo na aterrissagem.

Retificação e aperfeiçoamento do salto devem ser simultâneos ao desenvolvimento de fatores de aptidão relacionados com o movimento. Portanto devem ser trabalhadas coordenações de tronco, membros superiores e inferiores, flexibilidade, força explosiva e reação de membros inferiores. Arremessar : corresponde a habilidade de a criança jogar ou lançar algo com a mão. Estágio maduro:

  1. O abraço de arremesso é levado para trás na preparação;
  2. Perna e braços opostos são colocados à frente do corpo na preparação;
  3. Cotovelo do braço de arremesso é elevado e estendido horizontalmente para frente, no arremesso;
  4. O tronco inicia a rotação do lado do braço de arremesso para o lado oposto;
  5. O braço de arremesso gira e termina o movimento estendido para baixo e para frente;
  6. O ombro de arremesso desliza para frente;
  7. Tornozelos, pernas, coluna e ombros fazem rotação durante o arremesso;
  8. O peso do corpo na fase de preparação esta sobre a perna de trás e depois do arremesso na perna da frente.

A eficiência do movimento dependerá da correção do movimento, conjuntamente com o desenvolvimento dos fatores de aptidão física necessários, como: coordenação óculo/manual, equilíbrio, força e potência de membros inferiores. Receber : compreende o uso das mãos de aparar objetos arremessados. Estágio maduro:

  1. Não impedir a recepção da bola;
  2. Olhos acompanham o trajeto da bola até as mãos;
  3. Braços ao longo do corpo e antebraços flexionados a frente do corpo;
  4. Os braços absorvem o impacto da bola;
  5. Os polegares estão opostos um ao outro;
  6. Mãos seguram a bola simultaneamente;
  7. Os dedos seguram mais efetivamente.

Problemas mais freqüentes;

  1. Não controlar o objeto;
  2. Não conseguir apanhar o objeto;
  3. Manter os dedos estendidos e direcionados ao objeto;
  4. Não conseguir posicionar as mãos a altura da trajetória da bola;
  5. Inabilidade para variar o padrão de recebimento para objetos de diferentes pesos e tamanhos;
  6. Aproximar as mãos mais cedo ou mais tarde ao receber o objeto.

Chutar : ato de fornecer força a um objeto dando a mesma uma trajetória. Estágio maduro:

  1. Braços oscilam em oposição um ao outro;
  2. Tronco se inclina durante acompanhamento;
  3. Movimento da perna que chuta se inicia no quadril;
  4. Perna de apoio se inclina e flexiona durante o contato;
  5. Aumento da extensão da oscilação da perna;
  6. Pé de sustentação fica sobre os dedos ou deixa a superfície totalmente.

Problemas mais freqüentes:

  1. Inclinação do tronco para trás restrita ou ausente;
  2. Falha ao dar o passo à frente com a perna oposta;
  3. Tendência a perder o equilíbrio;
  4. Inabilidade com qualquer dos pés;
  5. Inabilidade de alterar a velocidade da bola chutada;
  6. Oposição de braços e pernas insuficiente;
  7. Falha ao usar a força do corpo para auxilio a força do chute;
  8. Falha ao tocar a bola ou não conseguir;
  9. Falha em posicionar a uma distância adequada da bola.
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Volear : ato de tocar na bola, utilizando um padrão manual acima da cabeça. Estágio maduro:

  1. Colocar-se sob a bola;
  2. Contato com a ponta dos dedos;
  3. Punhos mantêm-se firmes e braços acompanham;
  4. Conjunção de forças e utilização de braços e pernas;
  5. Capacidade de controlar a direção e trajetória pretendida da bola.

Problemas mais freqüentes:

  1. Dificuldade em manter os olhos na bola;
  2. Dificuldade de acompanhar a trajetória da bola e de adequar os movimentos do corpo;
  3. Dificuldade para manter os dedos e pulsos firmes;
  4. Falha em estender todas as articulações ao tocar a bola;
  5. Dificuldade para tocar a bola com ambas as mãos concomitantemente;
  6. Dar tapas na bola;
  7. Posição inadequada do corpo sob a bola.

Drible : quicar a bola com uma das mãos. Estágio maduro:

  1. Pés com pequeno afastamento, e o oposto posicionado a frente;
  2. Leve inclinação do tronco à frente;
  3. Controle de bola até a altura da cintura;
  4. Bola empurrada em direção ao solo com acompanhamento de braços, pulsos e dedos;
  5. Acompanhamento visual desnecessário;
  6. Controle direcional do drible.

Problemas mais freqüentes:

  1. Dar tapas na bola;
  2. Aplicar força desnecessária ao tocar na bola;
  3. Falha em visualizar e acompanhar a trajetória da bola;
  4. Dificuldade em quicar com ambas as mãos;
  5. Dificuldade em quicar a bola sem visualizá-la;
  6. Acompanhamento insuficiente da bola;
  7. Dificuldade em movimentar-se com a bola sob controle.

Habilidades motoras relacionadas ao esporte As habilidades motoras relacionadas ao esporte são etapas de aperfeiçoamento dos movimentos fundamentais (estendem-se dos 7 (sete anos) aos 14 (quatorze anos)), espera-se que as os padrões de movimento da criança encontrem-se na sua maioria no estágio maduro, momento em que as habilidades motoras são refinadas, combinadas e elaboradas.

Estagio geral ou transitório

(7 a 10 anos) – período em que a criança inicia a combinar e aplicar as habilidades motoras fundamentais para o desempenho futuro das habilidades relacionadas ao esporte.

  • Estagio de habilidades motoras específicas
  • (11 a 13 anos) – aumenta a atividade cognitiva, e o adolescente apresenta maior interesse em práticas mais complexas. Condiz ao período de iniciação esportiva, com regras e estratégias onde os jovens deveriam entrar em contato com um grande número de esportes.

  • Estágio das habilidades motoras especializadas (14 anos em diante) – período em que o jovem já deveria ter vivenciado todos os tipos de habilidades motoras, de modo geral e específicas, apresentando condição de escolher entre diversos tipos de esporte e atividades físicas existentes os que mais lhe motivam a prática esportiva prazerosa.
  • Aptidão física relacionada à saúde e ao desempenho Entende-se por aptidão física (AF) a capacidade de o indivíduo realizar atividades físicas, sem exaurir-se ou mostrar cansaço em atividades diárias, obtendo bom desempenho nas atividades praticadas (NAHAS, 2001). A Aptidão Física (segundo GUEDES, 2001; GALLAHUE, 2001; NAHAS, 1992) pode ser analisada de duas formas: aptidão física relacionada à performance motora ou desempenho que compreendem as capacidades físicas como: a agilidade, o equilíbrio, a coordenação, a potência e as velocidades de deslocamento e reação e aptidão Física relacionada à saúde que compreendem os componentes como: capacidades funcionais (resistência cardiorrespiratória, a força/resistência muscular e flexibilidade) qualidades morfológicas (massa, estatura e envergadura) e de composição corporal (porcentual de gordura, intensidade da massa corporal magra em relação à massa adiposa). Segundo Corbin, Fox e Whitehead (appud GUEDES, 1993) estes aspectos estão ligados ou proporcionam alguma proteção aos problemas orgânicos (como: obesidade, distúrbios articulares e musculares, doenças cardiovasculares) provocados por um estilo de vida sedentário. Componentes da aptidão física relacionada à saúde (AFS) É possível tanto à criança quanto ao jovem desenvolver as suas capacidades físicas relativas à saúde (resistência aeróbica, força/resistência e flexibilidade) por meio das aulas de Educação Física, portanto é fundamental que o professor planeje em suas aulas atividades que proporcionem o treinamento dos componentes da aptidão física relacionadas à saúde: (cardiovascular) – entende-se pela capacidade do indivíduo realizar atividade ou movimento por um determinado período de tempo (BÖHME, 1988). Guedes (appud FOX e CORBIN, 1987) define com a capacidade do organismo se adaptar a desgastes físicos envolvendo a participação de grandes grupos musculares. Ao nível fisiológico, o sistema cardiovascular e o respiratório atendem as necessidades respiratórias dos músculos através da corrente sanguínea. Níveis baixos de resistência aeróbica estão relacionados com incidência de cardiopatias, pressão alta, obesidade e outras doenças degenerativas. Conforme Kohler & Peters (GAYA, 1999) com 60 minutos de cargas semanais de resistência é possível à criança atingir índices mínimos referentes à saúde.

  • Força/resistência
  • – tensão máxima que pode ser produzido por um músculo ou a capacidade funcional do músculo aplicar tensão contra uma resistência (BÖHME, 1988). Capacidade de exercer empenho máximo. Boas condições de força/resistência muscular são um importante instrumento para saúde funcional quando se referem à precaução e tratamento de problemas posturais e distúrbios músculo/esqueléticos citado por Whitehead & Corbin (appud GUEDES, 1993). Segundo Gaya (1999) estudos normativos sugerem que força e resistência de membros superiores e inferiores e tronco são necessários nos programas de Educação Física.

  • Flexibilidade
  • – habilidade que várias articulações do corpo possuem, ou de uma articulação isoladamente, atingir amplitude máxima no ato de um determinado movimento. Para Corbin & Noble (appud GUEDES, 1993) pessoas que apresentarem boa flexibilidade estarão menos sensíveis a lesões quando sujeitas a atividades mais intensas (emprego de enérgico de força), por conseguinte estarão menos propensas a degenerações músculo/esqueléticos. Acredita-se que para obter índices mínimos para o critério de saúde, seriam suficientes de 10 a 15 minutos de exercícios na fase inicial da aula (WEINECK, 1986).

  • Composição corporal
  • – definida anteriormente com a quantidade de massa muscular em relação à massa adiposa esta atualmente sendo relacionada como um componente interessante da aptidão física relacionada à saúde. Acredita-se que o uso da composição corporal como componente da aptidão física relacionada à saúde deve-se ao surgimento de crescente número de jovens obesos, sendo a obesidade um dos fatores de risco, mais significativo, ligado ao surgimento de doenças degenerativas conforme Gallahue & Ozmun (2001) e Guedes (1993). É muito importante também que o professor avalie o desempenho do aluno nas variáveis acima citadas, para que o mesmo (o professor) saiba se pelas atividades propostas os alunos estão atingindo um melhor nível de saúde. A seguir serão relacionados alguns testes que podem ser utilizados nas aulas de Educação Física para avaliar os índices de saúde dos alunos (PROESP-BR, 2007).

    • Capacidade aeróbia o teste de 9 (nove) minutos, correr/andar por 9 minutos percorrendo a maior distância possível.
    • Força/resistência abdominal o teste sugerido é o chamado de abdominal modificado, executado a partir da posição de decúbito dorsal, braços cruzados sobre o tórax, joelhos flexionados com ângulo inferior a 90 (noventa) graus, pés apoiados no solo e fixados pelo avaliador, a aluno deverá efetuar o maior número de repetições possíveis em um tempo determinado.
    • Força/resistência de braços pode se obter através de flexões de braço ou de flexões de braço na barra, o sugerido é o de flexões de braço em suspensão na barra. O aluno fará o maior número de flexões possíveis na barra que deverá estar ajustada de acordo com comprimento de seus braços.
    • Na flexibilidade o teste proposto é de sentar-e-alcançar (sit and reach), teste de mobilidade articular e tensão dos músculos dorso/lombares e ísquio/tibiais. Utiliza-se para execução do teste o banco de sentar e alcançar tentando atingir a melhor marca possível.

    Para mais informações sobre os testes e saber em que nível se encontra a saúde do aluno recomenda-se que os valores encontrados sejam comparados aos índices sugeridos pelo Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR, 2007). Componentes da aptidão física motora ou relacionada ao desempenho (ApFDM) Os componentes da aptidão (velocidade, força, agilidade, equilíbrio e coordenação) devem ser lembrados no planejamento das aulas de educação física, pois tornam possível uma prática esportiva de melhor qualidade. Portanto, sempre sugeridos quando se fala em aptidão relacionada à saúde. Conforme Gallahue (2001) distinguem-se da AFS por serem geneticamente dependentes, resistentes a modificações ambientais (experimentais) e relativamente estáveis. É possível chegar a algumas conclusões referentes AFM pela abundância de informações encontradas, como as tendências seculares de certas habilidades motoras. A relação entre os componentes da saúde e desempenho é evidente. Qualquer tarefa motora seja rudimentar, fundamental ou esportiva solicita em graus variáveis de resistência cardiovascular, força, resistência muscular e flexibilidade. Raramente uma atividade motora não envolverá no seu desenvolvimento a combinação de algum aspecto de força, resistência muscular, flexibilidade, coordenação, equilíbrio, velocidade e agilidade. – habilidade de integrar, em padrões eficientes de movimento, sistemas motores distintos com modalidades sensoriais diversificadas. A coordenação une-se ao equilíbrio, velocidade e agilidade, porém não intimamente à força e à resistência.

  • Equilíbrio
  • – habilidade de um indivíduo manter a postura de seu corpo inalterada mesmo quando este é colocado em posições diversas. É básico para todo movimento e é influenciado por estímulos visuais, táteis, cinéticos e vestibulares. As meninas tendem a ser mais eficientes que os meninos até por volta dos 7 (sete) ou 8 (oito) anos de idade, então os meninos se igualam a elas, os dois sexos estabilizam-se por volta dos 8 (oito) anos.

  • Agilidade
  • – é a responsável por modificações rápidas e precisas do corpo durante a execução do movimento. A tarefa sugerida para a mensuração da habilidade referida é o teste do quadrado ou quatro cantos.

  • Velocidade
  • – habilidade de percorrer certa distância no menor tempo possível. Geralmente a velocidade melhora em meninos e meninas até aproximadamente os 13 anos, contudo as meninas tendem a estabilizar e até regredir, ao passo que os meninos tendem a continuar melhorando durante a adolescência. O teste sugerido é o de 20 (vinte) metros.

  • Potência
  • – coordenação de força com velocidade. As tarefas motoras mais utilizadas são: salto em distância e arremesso à distância. A seguir serão relacionados alguns testes que podem ser utilizados nas aulas de Educação Física para avaliar à performance motora (PROESP-BR, 2007). – determina expressivamente a força muscular de membros inferiores. Os meninos superam levemente as meninas, mas ambos apresentam melhora até aproximadamente 14 (quatorze) anos. A partir deste período as meninas começam a estabilizar e podendo até sofrer declínio. Os meninos, contudo, continuam a melhorar linearmente até aproximadamente a idade de 17 (dezessete) anos.

  • Arremesso à distância
  • – freqüentemente usado para mensurar a força muscular de membros inferiores. Os meninos apresentam aumento expressivo de desempenho por volta da idade de 13 (treze) anos. Período que está aproximadamente relacionado ao surgimento da puberdade, e as meninas gradualmente até os 15 (quinze) anos de idade. Teste sugerido é de arremesso de medicine ball de 20 (vinte) Kg. Conclusão Nas aulas de Educação Física dentre os vários objetivos que geralmente são indicados pelo plano global da escola é fundamental que se acrescentem projetos que estimulem o desenvolvimento das habilidades motoras e das capacidades físicas relativas à saúde e ao desempenho motor. O estímulo ao desenvolvimento das habilidades motoras nas crianças principalmente na educação infantil e as série do ensino fundamental, proporciona o domínio das mesmas e êxito nas atividades esportivas escolares e de lazer. Igualmente quando o assunto é aptidão física relacionada à saúde e ao desempenho motor. Uma pessoa que tem boa saúde e bom nível nas aptidões motoras possivelmente desempenha as atividades motoras com melhor qualidade. Há uma relação muito forte entre estes componentes. É importante ao trabalhar com Educação Física escolar levar em conta estes elementos. É essencial que estes componentes estejam incluídos no planejamento e nas atividades práticas e teóricas das aulas de Educação Física. Referências bibliográficas

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    Outros artigos

    revista digital · Año 13 · N° 128 | Buenos Aires, Enero de 2009 © 1997-2009 Derechos reservados

    Educação Física Escolar: elementos que devem ser lembrados na elaboração e planejamento das aulas

    Qual é a importância da Educação Física para crianças e adolescentes?

    Ajuda na construção da autoestima, da autoconfiança e do autoconhecimento. Melhora o relacionamento e o respeito com o próprio corpo. Contribui com a interação social e com a relação entre colegas. Desenvolve caráter e o espírito esportivo.

    Como a Educação Física pode contribuir para o desenvolvimento cognitivo dos alunos?

    Os alunos que praticam atividade física, além de desenvolver melhor o raciocínio lógico e a memória, apresentam também reflexos mais apurados e maior foco na realização das atividades.

    Qual a Importância da Educação Física para a formação integral dos alunos?

    Educação Física escolar: promovendo saúde e formação integral dos estudantes A Educação Física escolar desempenha um papel fundamental na formação integral dos estudantes, promovendo a saúde e contribuindo para o desenvolvimento físico, cognitivo, afetivo e social.

    1. Por meio da prática de atividades físicas e esportivas, os alunos têm a oportunidade de desenvolver habilidades motoras, aprender sobre trabalho em equipe, superar desafios e adquirir hábitos saudáveis, estabelecendo uma base sólida para uma vida ativa e equilibrada.
    2. De acordo com a professora da Universidade Tiradentes (Unit), Lisane Teixeira Dantas Menezes, essa disciplina pode influenciar positivamente a vida dos jovens.

    «O objetivo da Educação Física escolar é socializar os conhecimentos da cultura do movimento corporal, valorizando a cultura regional e englobando jogos, ginásticas, esportes, lutas, danças e práticas corporais de aventuras. Dessa forma, a disciplina não se limita apenas à prática de atividades físicas, mas também busca transmitir conhecimentos sobre a importância do movimento e suas diversas manifestações», ressalta a professora.

    1. Os profissionais de Educação Física utilizam estratégias diversas para incentivar os alunos a adotarem um estilo de vida ativo e saudável.
    2. Entre as abordagens recentes, destaca-se a saúde renovada, que propõe o resgate e o estímulo da aptidão física, a promoção do bem-estar, a prática diária de exercícios físicos e, principalmente, a continuidade dessas práticas após o período escolar», explica.

    Benefícios e vantagens Além da prática de atividades físicas, a Educação Física oferece diversos benefícios aos estudantes. Estudos apontam que ela contribui para o desenvolvimento de habilidades motoras, concentração, memória e bem-estar emocional. «A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe o desenvolvimento de habilidades e competências importantes para a formação integral dos estudantes, abrangendo aspectos motores, afetivos, sociais, cognitivos e culturais», destaca a professora Lisane.

    • No contexto atual, marcado pela crescente dependência de dispositivos eletrônicos e pelo sedentarismo entre os jovens, os profissionais de Educação Física enfrentam desafios na conscientização sobre a importância de uma vida ativa.
    • Diante de uma sociedade imediatista e da padronização do corpo ideal pelas redes sociais, o papel do professor de Educação Física é levantar discussões com seus alunos, provocando reflexões sobre a importância das práticas de exercícios físicos como contribuição para um estilo de vida ativo, considerando o prazer proporcionado, as relações interpessoais construídas, a prevenção de fatores de risco coronarianos e a saúde mental», afirma.

    A Educação Física escolar assume, assim, um papel relevante na promoção da saúde e na formação integral dos estudantes, contribuindo para que desenvolvam hábitos saudáveis desde a infância e adolescência. Os profissionais dessa área desempenham um papel essencial ao despertar nos jovens a consciência sobre a importância de uma vida ativa e proporcionar-lhes experiências significativas por meio de atividades físicas, jogos, esportes e interações sociais, moldando indivíduos mais saudáveis e preparados para enfrentar os desafios do futuro.

    Graduação em Educação Física na Unit A Universidade Tiradentes oferece o curso de tanto na modalidade presencial quanto na modalidade de no formato híbrido. Com uma proposta pedagógica moderna e abrangente, a instituição proporciona aos estudantes a oportunidade de se formarem como profissionais capacitados e atualizados para atuar na área.

    Tanto na modalidade presencial quanto na EAD, o curso oferece uma formação completa, com disciplinas teóricas e práticas que abrangem os diversos aspectos da Educação Física, desde os fundamentos teóricos até as práticas pedagógicas e de gestão. Os estudantes têm acesso a uma equipe de professores qualificados e a recursos tecnológicos que potencializam o aprendizado, tornando o curso uma experiência enriquecedora e flexível, adaptada às necessidades individuais de cada aluno.

    Qual é a importância da Educação Física para a saúde?

    Atividade física e pacientes com transtorno alimentar – Transtornos alimentares são caracterizados por distúrbios no comportamento alimentar. A anorexia nervosa e a bulimia nervosa são as mais comuns, sendo predominantes em mulheres. No primeiro caso, ocorre uma perda de peso intensa e intencional, através de dietas rígidas, em busca da magreza, podendo muitas vezes causar alterações no ciclo menstrual.

    Já na bulimia, ocorre uma grande ingestão de alimentos e preocupação excessiva com o peso e imagem corporal, levando a utilização de métodos compensatórios inadequados, como vômitos, medicamentos, dietas restritivas e exercícios físicos de alta intensidade e duração. A recomendação mundial de atividade física para a saúde indica sessões de exercício por pelo menos 30 minutos por dia de intensidade moderada, ou 20 minutos de intensidade vigorosa, 3 vezes por semana.

    Um estilo de vida saudável, que inclua atividade física regular, promove uma diminuição de riscos de doenças cardiovasculares e metabólicas, além de favorecer o aspecto físico e social do praticante. Quanto aos pacientes com transtorno alimentar, a atividade física atua principalmente no aspecto psicológico, melhorando a autoestima e autoimagem.

    O programa de exercícios deve englobar flexibilidade, força, postura, atividades em grupo e exercícios, preferencialmente, aeróbicos, de intensidade moderada. As mais recomendadas são: hidroginástica, natação, caminhada, bicicleta e pilates. Em pacientes com anorexia nervosa, o principal objetivo é a recuperação do peso corporal, por isso, atividades predominantemente aeróbicas não são as mais recomendadas, e sim aquelas que trabalham com o ganho de força e massa muscular.

    Para pacientes com bulimia nervosa, um programa de atividade física deve conter exercícios aeróbicos e resistidos. O objetivo é mostrar ao paciente que o exercício é uma forma eficaz de controlar o peso corporal de maneira saudável, contribuindo para a formação positiva da imagem corporal e melhorando os sintomas depressivos e ansiosos.

    Para que serve a educação?

    A educação é essencial para a formação do cidadão e transformação da sociedade. Ela é a responsável pela multiplicação do conhecimento e pelo desenvolvimento de habilidades úteis para a atuação do indivíduo em sua comunidade.

    Qual é o principal objetivo da atividade física?

    06/4 – Dia Mundial da Atividade Física | Biblioteca Virtual em Saúde MS A OMS define atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia – incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domésticas, viagens e em atividades de lazer.

    • O termo «atividade física» não deve ser confundido com «exercício», que é uma subcategoria da atividade física e é planejada, estruturada, repetitiva e tem como objetivo melhorar ou manter um ou mais componentes do condicionamento físico.
    • A atividade física moderada e intensa traz benefícios para a saúde.

    Em todo o mundo, um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes (com idade entre 11 e 17 anos) não praticam atividade física suficiente. Alguns grupos populacionais têm menos oportunidades de terem uma vida mais ativa, entre eles: meninas, mulheres, pessoas idosas, com menos recursos financeiros, com deficiências e doenças crônicas, populações marginalizada e povos indígenas.

    1. A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como as cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e câncer de mama e de colo do útero.
    2. Essas enfermidades são responsáveis por 71% de todas as mortes no mundo, incluindo as mortes de 15 milhões de pessoas por ano com idade entre 30 e 70 anos.

    Com o objetivo primordial de incentivar as pessoas a serem mais ativas para um mundo mais saudável, em 2018 a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um plano de ação mundial sobre atividade física e saúde para o período 2018 a 2030. (Disponível em ) O plano de ação mostra como os países podem reduzir a inatividade física em adultos e adolescentes em 15% até 2030 e recomenda um conjunto de 20 áreas políticas, que combinadas, têm o objetivo de criar sociedades mais ativas por meio da melhoria os ambientes e oportunidades para pessoas de todas as idades e habilidades para praticarem mais caminhadas, ciclismo, esportes, recreação ativa, dança e jogos.

    Níveis regulares e adequados de atividade física: – melhoram o condicionamento muscular e cardiorrespiratório;– aumentam a saúde óssea e funcional;– reduzem o risco de hipertensão, doença cardíaca coronária, AVC, diabetes, câncer de cólon e de mama e depressão;– reduzem o risco de quedas, bem como de fraturas de quadril ou vertebrais; e– são fundamentais para o balanço energético e controle de peso. Fontes:

    : 06/4 – Dia Mundial da Atividade Física | Biblioteca Virtual em Saúde MS

    Quais os três conceitos principais utilizados pela Educação Física?

    Educação Física: uma revisão sobre o seu objeto de estudo Podemos dizer que a educação é uma forma precisa de libertar ou aprisionar o homem. Por isso, a mesma pode ser considerada como um instrumento na formação de pessoas pensantes, capazes de atuar e transformar o meio em que vivem.

    1. De acordo com Cotta et al.
    2. 2007), a educação ocupa posição de destaque nos processos de desenvolvimento e construção da sociedade.
    3. Com ela, podemos formar dois tipos de seres humanos; os seres humanos sujeitos e os seres humanos objetos.
    4. O primeiro grupo são aqueles que por meio da educação são capazes de refletir criticamente e transformar o meio a sua volta.

    Já o segundo grupo, os seres humanos objetos, são aqueles dos quais a sua educação serve somente para torná-los observadores passivos da sociedade na qual estão inseridos. Neste contexto, temos introduzido a Educação Física (EF), que geralmente quando se é feito menção, imediatamente pensamos naquele professor responsável em transmitir a execução correta dos fundamentos esportivos que compõem a grade curricular da Educação Física escolar.

    Como por exemplo: Vôlei, Basquete, Futebol. Ou pensamos na imagem daquele professor do clube ou da academia de ginastica responsável pela performance ou lazer de seus clientes. Porém, a EF vai muito além desses pressupostos. Na concepção de Bracht (1999), ela é uma prática de intervenção caracterizada pela intenção pedagógica com que trata um conteúdo retirado da cultura corporal de movimento.

    Para o autor, os professores de Educação Física, interrogam o movimentar-se humano sob a ótica do pedagógico. Objetivando realizar a árdua tarefa de conceituá-la, Barbanti (1983), diz que a mesma é um «processo educacional que usa o movimento como um meio de ajudar as pessoas a adquirir habilidades, condicionamento, conhecimento e atitudes que contribuem para seu ótimo desenvolvimento e bem estar».

    1. Quanto à formação acadêmica do profissional que atua nessa área, a mesma vem sendo fracionada em duas: Licenciatura e Bacharelado.
    2. Essa divisão ocorreu desde 1987 com a Res.
    3. CFE n° 03/87.
    4. Sendo interessante salientar que embora a EF seja apontada como área de conhecimento pedagógica, Nascimento (2002) postula que esta é classificada como curso da área de Ciência Biológica e da Saúde.
    See also:  Quanto Tempo A Maconha Fica No Sangue?

    Fator que vem gerando também discursões sobre essa polemica área de conhecimento. Polemica porque há também grande embate entre os teóricos, quanto ao objeto de estudo e a possibilidade da EF ser ou não uma ciência, e em qual área de conhecimento ela seria alocada.

    Neste sentido, Gawryszewski (2006) salienta que ainda paira uma significativa dúvida sobre o real significado do que seja a Educação Física, seus campos de atuação, os conteúdos a serem trabalhados, e principalmente o objeto de estudo, a profissionalização e a sua cientifização. Deste modo, o presente artigo tem por objetivo revisar o que as literaturas especializadas apontam como sendo o objeto de estudo da Educação Física (EF) e se mesma é considerada ou não como ciência. 2. Objeto de estudo e cientização da Educação Física

    2.1. Metodologia Para alcançar o objetivo deste trabalho, foi utilizado como procedimento metodológico a pesquisa bibliográfica. De acordo com Marconi e Lakatos (2003), esse tipo de pesquisa, utiliza como fontes de consulta diferentes tipos de publicações (livros, artigos, publicações avulsas, etc.).2.2.

    Discussões sobre o objeto de estudo da Educação Física Os embates sobre qual seria o real objeto de estudo da Educação Física não são poucos, uma vez que havendo um consenso sobre o mesmo, seria sucinto o termino de outro embate, quanto à EF ser ou não uma ciência. Tais questionamentos chegaram a culminar na chamada «crise se identidade da Educação Física».

    Neste processo, Souza (2009) expõe que se evidenciou o aumento da produção do conhecimento nas pesquisas na área pedagógica, sob a influência das ciências sociais. Ou seja, tais redirecionamentos permitiram que diferentes perspectivas teóricas e filosóficas se apresentassem como possibilidades para a EF, ao mesmo tempo em que surgissem em oposição de umas sobre as outras.

    Objetivando sanar essa crise, diversos autores buscaram argumentos e comprovações sobre o real objeto de estudo da Educação Física. Dentre estes, temos Frizzo (2013), esclarecendo que foi tomado como objeto de estudo da Educação Física três perspectivas: movimento humano; cultura corporal de movimento; cultura corporal.

    Gawryszewski (2006) salienta que estas são as mais aceitas na atualidade. Quanto ao movimento como objeto de estudo da EF, o mesmo é diferente dos inerentes aos seres vivos, uma vez que é dotado de significado, intencionalidade e esta centrado numa práxis transformadora, que busca a autonomia do ser humano como ser dotado de movimento.

    Nesse interim, Kolyniak (2000) considera o movimento humano consciente como objeto de estudo da Educação Física. O autor ainda defende que todo movimento corporal que possibilite uma representação psíquica e uma interferência voluntária imediata ou mediata é considerado como movimento humano consciente.

    Ele completa seu raciocínio afirmando que ao reconhecer o movimento humano consciente como objeto de estudo, faz com que a prática da disciplina deixe de ser o núcleo para ser as partes. O que tornaria necessário, estabelecer um conjunto de referências conceituais e experiências motoras que envolvam todos os níveis de ensino.

    Por sua vez a adoção do movimento como objeto de estudo da EF é discordado por diversos teóricos, sendo Kunz (1991) um deles. Segundo o autor, pensar que a EF tem como objeto o movimento humano é entender que se estuda o corpo, ou até mesmo partes dele, que se deslocam no espaço. Ou seja, seria uma analise fragmentada do homem, através de uma ótica cartesiana, na qual o movimento seria um desses fragmentos.

    A esse respeito, na concepção de Taffarel e Escobar (2009, apud FRIZZO, 2013 p.196): tal princípio é responsável pela ideia banal na sala de aula de que se deve dar atenção às três entidades contidas no corpo dos nossos alunos: a afetiva, a cognitiva e a motora, uma vez que, procedendo desse modo, estar-se-á abordando-o como totalidade e, portanto, dando conta de uma educação integral.

    1. Temos assim o motivo da organização dos planos de aula girarem em torno desses três objetivos específicos: objetivo motor, afetivo e cognitivo.
    2. Na linha de oposição do movimento como objeto de estudo da EF.
    3. Unz (2010, p.265) nos diz que nessa perspectiva, corremos o risco de conceber a imagem das pessoas como simples objetos executores de movimentos, pré-estabelecidos e direcionados para esportes, danças, lutas e outras formas de destreza motora.

    O autor continua seu discurso afirmando que na escola não é diferente, as crianças têm que se adaptar a normas e regras ditadas pelo professor e/ou treinador. O que nos induz a compreender que o ser humano não está no centro do processo do conhecimento.

    1. Ainda se tem defendido como sendo objeto de estudo da EF a cultura corporal.
    2. Neste sentido, objetivando concretizar essa perspectiva, Nascimento (1998), coloca que a Educação Física tem como objeto de estudo o conhecimento das manifestações que compõem a cultura corporal.
    3. Ou seja, as formas de representação do mundo através do corpo, como os jogos, os esportes, as danças, a ginástica, as lutas e outras práticas corporais.

    O que implicaria dizer que seria um movimentar humano consciente sim, mas encarregado de produzir e transmitir a cultura na qual o sujeito esta envolvido, Seguindo essa lógica, Frizzo (2013) pauta que tal ponto de vista, defende a existência de um corpo/ser humano que produz cultura, ou seja, que trata de uma especificidade da cultura referente ao corpo que se reveste de significações e sentidos em seu movimentar.

    Por sua vez, objetivando demostra que é a cultura do movimento humano e não somente o movimento humano em si que é o objeto de estudo da EF, é que Betti (2007) e Valter Bracht (2007, apud FRIZZO, 2013) desenvolvem o conceito de cultura corporal de movimento como objeto de estudo da EF entendendo-a como uma «prática social de intervenção imediata» e não como uma doutrina científica específica.

    Nesse mesmo raciocínio, Bracht (2007, p.45) diz que o que qualifica o movimento enquanto humano é o sentido/significado do mover-se, sentido/ significado mediado simbolicamente e que o coloca no plano da cultura. Por tanto, no ponto de vista do teórico, seria a cultura corporal de movimento o objeto de estudo da EF.

    • Assim Bracht (2005, apud FRIZZO, 2013) ressalta ser a «cultura corporal de movimento», o objeto de estudo procurado, uma vez que a palavra «corporal», por si só não contemplaria a especificidade da EF, pois seria redundante já que toda cultura é corporal.
    • Por sua vez, levantando criticas sobre tal abordagem Frizzo (2013, p.197) pauta que: se é necessário explicitar o «movimento» na cultura corporal, significa dizer que pode existir algum tipo de cultura ou de cultura corporal que não tem ou não está em movimento.

    O movimento do ser humano (portanto, do corpo também) não se realiza somente no espaço, mas também no tempo e em transformação dado o seu caráter histórico, e essas possibilidades não são opções de recortes teóricos, elas são inerentes à existência de qualquer fenômeno material, ou seja, não é possível existir um corpo que não esteja em movimento no tempo e que este tempo não tenha influências sobre o desenvolvimento do ser humano.

    Deste modo, a cultura corporal é construída através da relação do homem com a natureza, e com outros homens, que se movimentam tanto espacialmente quanto temporalmente. Assim, pelo fato de o movimento humano ser uma forma de transmissão de sua cultura, o mesmo também não deixa de ser uma forma de linguagem, de expressão, de comunicação.

    É nesse interim, que Betti (2007) postula que «o se-movimentar é sempre uma resposta do sujeito ou uma pergunta ao mundo (às coisas e às pessoas), é nesse intervalo que se localiza a produção de signos – a linguagem». É por esse motivo que o autor coloca que «o foco da dinâmica de ensino e aprendizagem na Educação Física deverá dirigir-se para os sujeitos que se movimentam (o aluno na escola, o cliente na Academia, o atleta no Clube.), e valorizá-los como produtores de significações e conhecimentos».2.3.

    A Educação Física é uma ciência? Outra questão levantada entre os teóricos diz respeito quanto a Educação Física ser ou não uma ciência. Tal assunto divide opiniões, há os que defendem que ela é uma ciência, e a os que se opõem a tal designação, defendendo que a mesma é uma área pratica pedagógica, não tendo, portanto nada haver com ciência.

    De acordo com Morschbacher (2012) o primeiro grupo é integrado por aqueles que intentam e que consideram possível transformar a Educação Física em ciência, tornando-a semelhante às demais ciências, com objeto de estudo, métodos e linguagem próprios. Já o segundo grupo é constituído por aqueles que, dadas às características da área, compreendem que a Educação Física, caracterizada como prática pedagógica/intervenção, não pode e/ou não necessita ser ciência, ainda que não prescinda de fundamentação científica.

    Na busca de estabelecê-la como disciplina científica e dotada de uma epistemologia própria, Sérgio (1987, apud FRIZZO, 2013, p.195) elaborou a noção de disciplina científica da Educação Física como Ciência da Motricidade Humana, propondo o movimento humano como objeto de estudo desta ciência. Afirma o autor que a ciência da motricidade humana tem lugar entre as ciências do homem, como uma região da realidade bem específica: o movimento humano.

    Reforçando essa teoria, há os que buscam subsídios em fatores históricos, ao afirmarem que: Historicamente, o desenvolvimento da Educação Física como área de conhecimento ocorre devido a influxos que advém de diferentes instâncias, como a medicina e o sistema esportivo, do mesmo modo que a fundamentação de suas intervenções provém de disciplinas já consolidadas no âmbito da ciência (como a biologia e a fisiologia, por exemplo).

    • Esta é a condição mediante a qual, historicamente, a Educação Física se desenvolve, como área de conhecimento/ disciplina acadêmica (Morschbacher 2012, p.1).
    • Seguindo essa vertente temos o que Manoel Sérgio apud Morschbacher (2012) propõe.
    • Em seu parecer a EF como Ciência da Motricidade Humana, tem como objeto de estudo desta nova ciência, inserida no âmbito das «ciências do homem», a motricidade humana.

    Nesse ínterim: Seria a motricidade humana o elemento capaz de abarcar as diversas manifestações do movimento humano e, concomitantemente, garantir certa exclusividade a esta ciência/área de conhecimento no que se refere ao seu objeto científico. A Ciência da Motricidade Humana: » tem, portanto o seu lugar assegurado entre as Ciências do Homem, como uma região da realidade bem específica: o movimento humano» (TOJAL, 2006; BRACHT, 1999, p.109; apud MORSCHBACHER, 2012, p.3).

    Por sua vez, contrapondo essa ideia Bracht (1999) apontando alguns equívocos de Manoel Sérgio ao postular a criação desta nova ciência, sobretudo em relação ao objeto de estudo desta (o movimento humano/ motricidade humana), o qual não deve ser construído mediante um simples recorte da realidade, mas sim, principalmente: » a construção desse objeto de estudo se dá pela maneira como essa realidade é abordada».

    Deste modo, o objeto de estudo preconizado pela Ciência da Motricidade Humana (não é e) não pode se constituir em objeto exclusivo desta, visto que pode ser abordado de diversas maneiras ou pontos de vista, vinculados à perspectiva epistemológica própria de cada disciplina que se propor estudá-lo.

    Em meio a essa discursão, Souza (2009), considera a impossibilidade de que a Educação Física constitua-se, no atual período histórico, como ciência. Sendo que a mesma é compreendida segundo Bracht (1999), como uma prática social/prática pedagógica que trata/tematiza as manifestações da cultura corporal, a qual, entretanto, não deve se eximir de se fundamentar no conhecimento científico de outras disciplinas.

    Postulando sobre o porquê da EF não ser uma ciência ainda Bracht (1999), acrescenta que no que se refere ao fato de que a Educação Física, em consonância com as exigências impostas para a delimitação de uma área científica/ciência (objeto de estudo, método e linguagem próprios), não apresenta as condições objetivas para tal.

    O que de, outro modo, explicita que a mesma pode ser caracterizada como prática pedagógica que, enquanto tal, não prescinde do conhecimento científico de outras disciplinas/áreas de conhecimento. Convergindo com essa concepção Schreiber, Scopel e Andrade (2006) são categóricos ao impor que a Educação Física não é uma ciência, como propõe a matriz científica, mas uma área de conhecimentos relativos à cultura corporal de movimento, que sistematiza e critica conhecimentos científicos e filosóficos, recebe e envia demandas à prática, às ciências e à Filosofia.

    O que nos leva a conjeturar a Educação Física como um campo dinâmico de pesquisa e reflexão. Deste modo seguindo o mesmo ponto de vista dos autores anteriormente citados Gawryszewski (2006), discorre que é compreendido que a Educação Física seja «uma prática pedagógica que, no âmbito escolar, tematiza formas de atividades expressivas corporais como: jogo, esporte, dança e ginástica, formas estas que configuram uma área de conhecimento que podemos chamar de cultura corporal».

    1. Mediante esses discursos, surge um novo questionamento, se a EF fosse qualificada como ciência, em qual área de conhecimento a mesma seria alocada? Essa interrogação e levantado por Frizzo (2013).
    2. Objetivando responde-la Gamboa (2007, p.140) compreende que: A Educação Física, a exemplo de outras áreas de conhecimento dotadas de similar especificidade – a prática pedagógica -, situa-se no que este denomina de «novos campos epistemológicos».

    Algumas características são comuns a estes novos campos, a saber: são áreas cujas características não correspondem às tradicionais ciências já consolidadas, condição esta que lhe conferem a possibilidade de «flutuação epistemológica», na medida em que, não raras ocasiões, predomina a fundamentação, ora das ciências naturais, ora das ciências humanas e sociais, e sobrepõem-se à tradicional classificação da ciências em ciências básicas e ciências aplicadas, tendo em vista a dificuldades de «alocá-las» em um ou outro grupo.

    Essa concepção do autor nos leva para outra vertente exposta por Frizzo (2013) que, ao reiterar as condições e as características que marcam a Educação Física, á situa no plano dos novos «campos epistemológicos», devido à impossibilidade de «enquadrá-la» nos tradicionais pré-requisitos científicos e na classificação das ciências, emerge a necessidade de procurar uma nova «categoria classificatória» capaz de abarcar as especificidades destes novos campos.

    Deste modo, o autor define a Educação Física (bem como as demais áreas cujas características/especificidades também se manifestam na prática pedagógica – como a Pedagogia, por exemplo) como «Ciência Prática» ou «Ciência da Ação» em que a ação prática representa o ponto central de sua ação científica (SOUZA, 2009; GAMBOA, 2009, Apud FRIZZO, 2013).

    No que diz respeito ao objeto de estudo da Educação Física, as literaturas pesquisadas ainda apontam desacordo sobre o mesmo, embora sejam salientados três possíveis, que por sua vez são os mais aceitos na atualidade, são eles: o movimento humano, a cultura corporal de movimento e a cultura corporal.

    Sendo observado que estes têm em comum a ligação direta como o movimento humano. Por sua vez, tal incerteza na precisão do objeto de estudo da EF, tem causado implicações na denominação desta quanto ciência, o que tem ocasionado diversas discussões sobre o assunto.

    1. Há o que defendem que a EF poderia e tem condições de ser considerada como ciência, no caso, Ciência da Motricidade Humana.
    2. Porém, há ainda os que se opõem a essa possibilidade, usando como argumentos o fato da mesma não apresentar condições objetivas para tal (objeto de estudo, método e linguagem própria), o que a colocaria como sendo uma simples pratica pedagógica, que não preside do conhecimento cientifico de outras disciplinas.

    Considerando a grande dificuldade de alocá-la em um grupo especifico da ciência tradicional, na concepção de Frizzo (2013), deve ser qualificada como sendo integrante dos novos campos epistemológicos, que são caracterizados por não corresponderem às ciências tradicionais, o que gera certa flutuação epistemológica, ou seja, há uma variação na predominância da fundamentação de diferentes ciências.

    BARBANTI, Valdir. Aptidão física relacionada à saúde : manual de testes, Brasília, SEED/MEC, 1983. BETTI, Mauro. A Educação Física e Cultura Corporal de Movimento: uma perspectiva fenomenológica e semiótica. Revista da Educação Física / UEM. Maringá, v.18, n.2, p.207-217, 2º sem.2007. BRACHT. Valter. Educação Física & Ciência: cenas de um casamento (in) feliz,3ª edição. Ijuí: Unijuí, 2007. _ Educação Física e ciência: cenas de um casamento (in) feliz. Ijuí: UNIJUÍ, 1999. COTTA, R.M.M.; GOMES, A.P.; MAIA, T.M.; MAGALHÃES, K.A.; MARQUES, E.S.; SIQUEIRA-BATISTA, R. Pobreza, injustiça, e desigualdade social: repensando a formação de profissionais de saúde, Rev. bras. educ. med., Rio de Janeiro, vol.31, n.3, set/dez.2007. FRIZZO, Giovanni Felipe Ernst. Objeto de Estudo da Educação Física: as concepções materialistas e idealistas na produção do conhecimento. Rev. Motrivivência, ano XXV, nº 40, p.192-206 Jun./2013. GAMBOA, S. A pesquisa em educação: métodos e epistemologias. Chapecó: Argos, 2007. GAWRYSZEWSKI, Bruno. Educação Física: que profissão é esta? EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, v.11, n.99, ago.2006. KUNZ, E. Educação Física: ensino & mudanças. Ijuí: Unijuí, 1991. MARCONI, M.A.; LAKATOS, E.M, Fundamentos da Metodologia Científica, São Paulo: Atlas, 2003. MORSCHBACHER, Márcia. Educação Física e ciência: revisitando elementos do debate. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, v 16, n.165, fev.2012. NASCIMENTO T A. A importância da Educação Física para o jovem adolescente entre 15 e 17 anos no Ensino Médio. In: Anais do Simpósio Metropolitano de Atividade Física; 1998, mai 29-31. São Paulo, Brasil. NASCIMENTO, Juarez. Formação profissional em Educação Física: contexto de desenvolvimento curricular. Montes Claros: Unimontes, 2002. SCHREIBER, M.B.; SCOPEL, E.J.; ANDRADE, A. Educação física escolar e filosofia: uma prática consciente. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, v 10, n.87, ago.2005. SOUZA, Maristela da Silva. Esporte escolar: possibilidade superadora no plano da cultura corporal. São Paulo: Ícone, 2009.173 p.

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    Quais são os 5 benefícios da atividade física?

    A secretaria estadual da Saúde (Sesa) aproveita o Dia Mundial da Atividade Física, celebrado nesta quinta-feira, 06 de Abril, para chamar a atenção da população para alguns dados do Paraná. Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data tem como objetivo estimular a prática exercícios e reduzir o comportamento sedentário no mundo.

    No Paraná, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de pessoas acima de 18 anos que praticam o nível recomendado de atividades físicas foi de 29,9%. O percentual chega a 40,4% quando se refere a pessoas insuficientemente ativas.

    Entre os adolescentes que frequentam a escola, com idades entre 13 a 17 anos, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, também do IBGE, apontou que 34% praticavam o tempo recomendado de atividade física e 3,8% foram considerados insuficientemente ativos.

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    Espalhados por todo o Estado, no Paraná existem 175 polos do Programa Academia da Saúde, que além de outras ações de promoção da saúde, apoiam a prática de exercícios. A recomendação é que a população explore os locais próximos ao bairro onde residem, praças, ruas iluminadas e seguras, quadras públicas, ruas de lazer, parques para deixar o sedentarismo de lado.

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    MOVIMENTOS VOLUNTÁRIOS – A atividade física é caracterizada como comportamento que envolve os movimentos voluntários do corpo, com gasto de energia acima do nível de repouso, promovendo interações sociais e com o ambiente. É essencial para o pleno desenvolvimento humano e deve ser praticada em todas as fases da vida e em diversos momentos, podendo acontecer no tempo livre, no deslocamento, no trabalho ou estudo e nas tarefas domésticas.

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    Como incentivo, a Sesa indica algumas ações para a inclusão da atividade física no dia a dia. Confira: – Não dependa da academia para praticar atividades físicas. O exercício pode ser feito caminhando para o trabalho, nas tarefas domésticas, durante o trabalho por meio de ginástica laboral, no tempo livre ou trocando o elevador pela escada, por exemplo.

    1. Siga as recomendações do Guia de Atividade Física para a População Brasileira, do Ministério da Saúde.
    2. Nele, além de diversas outras orientações, estão as recomendações mínimas da pratica por faixa etária.
    3. Diminua o tempo em comportamento sedentário.
    4. Sempre que possível, durante o trabalho ou estudo, faça pausas de 5 minutos a cada 1 hora para se alongar ou caminhar.

    – Supere os obstáculos para a prática de atividade física. Insista no início, até virar um hábito. Adapte de acordo com suas condições, respeitando sempre o seu corpo. Tente praticar atividades novas, até encontrar uma que seja prazerosa para você. – Busque companhia para praticar exercícios físicos.

    Qual a importância da Educação Física para a sociedade em geral?

    Através de atividades da Educação Física é possível criar espaços de desenvolvimento crítico, respeito às diferenças, solidariedade e cooperação. Também contribui na promoção, prevenção e reabilitação da saúde física e mental. Sendo assim, o estudo da Educação Física é o ser humano como um todo.

    Qual é o benefício da atividade física?

    06/4 – Dia Mundial da Atividade Física | Biblioteca Virtual em Saúde MS A OMS define atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia – incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domésticas, viagens e em atividades de lazer.

    O termo «atividade física» não deve ser confundido com «exercício», que é uma subcategoria da atividade física e é planejada, estruturada, repetitiva e tem como objetivo melhorar ou manter um ou mais componentes do condicionamento físico. A atividade física moderada e intensa traz benefícios para a saúde.

    Em todo o mundo, um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes (com idade entre 11 e 17 anos) não praticam atividade física suficiente. Alguns grupos populacionais têm menos oportunidades de terem uma vida mais ativa, entre eles: meninas, mulheres, pessoas idosas, com menos recursos financeiros, com deficiências e doenças crônicas, populações marginalizada e povos indígenas.

    A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como as cardíacas, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e câncer de mama e de colo do útero. Essas enfermidades são responsáveis por 71% de todas as mortes no mundo, incluindo as mortes de 15 milhões de pessoas por ano com idade entre 30 e 70 anos.

    Com o objetivo primordial de incentivar as pessoas a serem mais ativas para um mundo mais saudável, em 2018 a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um plano de ação mundial sobre atividade física e saúde para o período 2018 a 2030. (Disponível em ) O plano de ação mostra como os países podem reduzir a inatividade física em adultos e adolescentes em 15% até 2030 e recomenda um conjunto de 20 áreas políticas, que combinadas, têm o objetivo de criar sociedades mais ativas por meio da melhoria os ambientes e oportunidades para pessoas de todas as idades e habilidades para praticarem mais caminhadas, ciclismo, esportes, recreação ativa, dança e jogos.

    Níveis regulares e adequados de atividade física: – melhoram o condicionamento muscular e cardiorrespiratório;– aumentam a saúde óssea e funcional;– reduzem o risco de hipertensão, doença cardíaca coronária, AVC, diabetes, câncer de cólon e de mama e depressão;– reduzem o risco de quedas, bem como de fraturas de quadril ou vertebrais; e– são fundamentais para o balanço energético e controle de peso. Fontes:

    : 06/4 – Dia Mundial da Atividade Física | Biblioteca Virtual em Saúde MS

    Qual a importância da Educação Física na escola e na sociedade?

    Além de estimular um estilo de vida saudável, incluindo novos hábitos de alimentação, as atividades propostas pelos profissionais trazem benefícios para todas as idades. Por meio de exercícios de ginástica, jogos e brincadeiras, a Educação Física contribui para o desenvolvimento motor e cognitivo das pessoas.