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O Que SO Capacidades Motoras E Como Elas SãO Determinadas?

O que são capacidades motoras e como elas são determinada?

As aulas de Educação Física na infância: capacidades motoras, crescimento e princípios do treinamento

As aulas de Educação Física na infância: capacidades motoras, crescimento e princípios do treinamento Las clases de Educación Física en la infancia: capacidades motoras, crecimiento y principios del entrenamiento
  • *Programa de Mestrado em Educação Física
  • da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT)
  • Especialista em Fisiologia do Exercício (FIBRA)
  • Coordenador de Educação Física do Colégio Ipiranga
  • **Programa de Mestrado em Educação Física
  • da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT)
  • Professora de natação Infantil da Academia Pelé Club
  • ***Especialista em Fisiologia e Cinesiologia do Exercício (UVA)
  1. Rodolfo de Azevedo Raiol*
  2. Paloma Aguiar Ferreira da Silva Raiol**
  3. Maikon Alexandre Tavares Araújo***

(Brasil)

Resumo

Com o avanço das pesquisas referentes à motricidade humana a Educação Física vem crescendo em importância no âmbito escolar. Em conseqüência disto, professores de educação física estão sendo requisitados para trabalhar no nível da Educação Infantil. Este estudo busca abordar o comportamento e desenvolvimento das capacidades motoras, o crescimento e treinamento durante a fase da infância, enfocando aspectos do cotidiano da vida escolar desse aluno desde a o início até o final da infância no que se refere a atividades físicas. Para isso, foi feita uma revisão de literatura com 19 trabalhos situados entre os anos de 1999 e 2008. Foi identificado que a Educação Física durante a Infância ocupa lugar de destaque no desenvolvimento das Capacidades Motoras e no Crescimento, estas são a base para a execução das tarefas do cotidiano das crianças. Fica claro também a importância gigantesca que o professor de educação física tem nesse processo, pois com o treinamento adequado e orientado para cada faixa etária os benefícios para as crianças tanto nas capacidades motoras quanto no crescimento é otimizado. Unitermos : Educação Física. Capacidades motoras. Princípios do treinamento. EFDeportes.com, Revista Digital, Buenos Aires, Año 15, Nº 149, Octubre de 2010.1 / 1 Introdução Anteriormente vista como sem grande importância no âmbito escolar, a Educação Física no período da infância tem ganhado espaço nas escolas. Em um passado não muito distante, os próprios professores de sala, que são formados em Pedagogia ou em Formação de Professores, eram os responsáveis por ministravam as aulas de educação física intitulando as mesmas como Recreação ou simplesmente como horários de jogos e brincadeiras (FREIRE & LEITE, 2008). Com o avanço das pesquisas no campo da motricidade humana, a educação física escolar passa a te um papel de maior importância durante a educação infantil e, atualmente, é cada vez mais comum as escolas terem em seu quadro de professores, pelo menos, um professor de educação física para esse nível. Aspectos físicos, sociais, psíquico e cognitivo fazem parte do conteúdo da Educação Física durante a infância (FERREIRA, 2006) e isso mostra sua importância no desenvolvimento das crianças, pois vivemos em um mundo onde os espaços públicos de lazer estão cada vez mais escassos, com isso o único espaço que as crianças têm para praticar exercícios e socializar-se fica sendo o próprio colégio, sobretudo nas classes mais baixas da sociedade. Os professores na educação física durante a infância têm conteúdos e objetivos a serem atingidos com seus alunos de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e as próprias diretrizes das instituições de ensino em que trabalham, dessa forma, se faz necessário um aprofundamento dos conteúdos da educação física para que os professores possam atuar com maior segurança e direcionamento. (AZEVEDO & PEREIRA, 2007; BETTI & ZULIANI, 2002). Essa revisão irá enforcar o aspecto do Crescimento Físico e do Desenvolvimento Motor, bem como as formas de treinamento e atividades adequadas a serem realizadas pelas crianças durante a infância nas aulas de educação física. Capacidades motoras As capacidades motoras são componentes do rendimento físico, são elas que nós utilizamos para realizar os mais diversos movimentos durante a nossa vida. São em um total de cinco: Resistência, Força, Flexibilidade, Agilidade e Velocidade. (MARQUES & OLIVEIRA, 2001). : É a capacidade de suportar e recuperar-se da fadiga, ou seja, a capacidade de manter o esforço físico em um maior espaço de tempo. (FERNANDES FILHO et. al., 2007; GALLAHUE & OZMON, 2005).

  • Força
  • : É a capacidade de vencer uma determinada resistência através de uma contração muscular. Através dela é que conseguimos levantar, saltar, etc. (DANTAS, 2003; FERNANDES FILHO et. al., 2007; GALLAHUE & OZMON, 2005).

  • Velocidade
  • : É a capacidade de realizar as ações vigorosas em um curto espaço de tempo. Essa capacidade só é utilizada, em geral, em atividades intervaladas, onde sempre há um intervalo entre cada ação. (DANTAS, 2003).

  • Flexibilidade
  • : É a capacidade de realizar os movimentos articulares na maior amplitude possível sem que ocorram danos as articulações. Ela é específica para cada exercício, um exemplo são os movimentos das danças. DANTAS, 2003; FERNANDES FILHO et. al., 2007).

  • Agilidade
  • : É a capacidade de mudar de direção rapidamente. Ela é dependente da velocidade e da força. É muito utilizada nos esportes coletivos e nas brincadeiras de «pira» onde as crianças têm de fugir do pegador (DANTAS, 2003; FERNANDES FILHO et. al., 2007; GALLAHUE & OZMON, 2005). O período etário que compreende a infância vai dos 2 anos até os 10 anos de vida, sendo dividido em início da infância, entre 2 e 6 anos e final da infância entre os 6 e 10 anos. (GALLAHUE & OZMUN, 2005). Durante o início da infância a uma melhora expressiva da coordenação dos movimentos que são treinados pelas crianças com regularidade (MATTOS & NEIRA, 2007) embora essa afirmação pareça obvia ela vem demonstrar a importância da realização dos exercícios físicos de forma ordenada planejada e segura. Nesse período inicial é importante propiciar as crianças as mais diversas experiências motoras para o cérebro possam criar engramas motores que serão utilizados em atividades mais complexas posteriormente, isso significa que as aulas de educação física devem conter exercícios, na verdade, brincadeiras ou jogos por conta da ludicidade, que contemplem as mais diversas capacidades motoras como força, flexibilidade, agilidade, resistência e velocidade. (THOMPSON, 2005; DARTAGNAN, 2007). Vamos tomar como exemplo a brincadeira de «Pira-alta»: Alguém é eleito o pegador que deve tocar as outras crianças e essa criança quando tocada passa a ser o pegador no lugar do primeiro, a forma de refugio, ou seja, de não ser pego, é estar em algum lugar alto, pois assim o pegador não poderá tocá-lo por regra do jogo. Nessa brincadeira trabalhamos as capacidades motoras da agilidade nas mudanças de direção fugindo do pegador ou tentando pegar os colegas, velocidade ao correr em direção aos colegas, força para subir em qualquer lugar alto e resistência para conseguir manter a atividade durante toda a aula, ou seja, praticamente todas as capacidades motoras estão sendo trabalhadas de uma só vez em apenas um jogo ou brincadeira validando o conhecimento da cultura popular, pois essa brincadeira que vem sendo passada de geração em geração possui um cunho motor riquíssimo (MATTOS & NEIRA, 2007; GALLAHUE & OZMUN, 2005; FERREIRA, 2006). Já no final da infância, as crianças já estão em um estágio de amadurecido na maioria de suas capacidades motoras fundamentais. A partir de agora o desenvolvimento dessas capacidades motoras vai depender do quanto essa criança será estimulada, serão necessários jogos que combinem as capacidades motoras e que exigem um pouco mais e seu condicionamento físico geral (GALLAHUE & OZMUN, 2005). Assim no que se refere às atividades a serem desenvolvidas pelas crianças é importante aumentar o grau de dificuldade daquelas brincadeiras aprendidas durante a fase inicial da infância como, por exemplo, colocar mais uma regra nos jogos de «pira» ou utilizar implementos diferentes nos jogos de Estafeta (corridas de vai-e-vem). Os esportes adaptados em suas regras de acordo com a faixa etária, é claro, também se tornam uma boa opção de novo estímulo para que possamos continuar a desenvolver as capacidades motoras de nossas crianças (MATTOS & NEIRA, 2007). Crescimento O termo «Crescimento» é utilizado para definição da totalidade de alterações físicas que ocorrem com as crianças (GALLAHUE & OZMUN, 2005; BOHME, 1999). Existem outros autores que preconizam que a definição acima não seria de crescimento e sim de «desenvolvimento» (CAMPOS, 2001; ROBERTS & ROBERGS, 2002) esses autores consideram que o termo crescimento estaria relacionado apenas com o aumento da estatura e do peso e as outras alterações físicas estariam relacionadas com o termo desenvolvimento. Para efeito do nosso trabalho utilizaremos a primeira definição de Crescimento, pois abrange todas as alterações que a criança sofre na infância. O processo de crescimento no início da infância vai desacelerando em relação à primeira infância (período compreendido entre o nascimento e os dois primeiros anos de vida), nesse período também é notável a redução do tecido adiposa e o aumento da massa muscular, fato esse que vai progredindo ao longo da infância. Essa taxa de crescimento é aferida, em geral, através das variações de peso e estatura de acordo com o tempo (idade) (ROBERGS & ROBERTS, 2002). As alterações físicas são avaliadas de forma subjetiva ou através de avaliação da maturação biológica (DANTAS & FERNANDES FILHO, 2005) no caso de crianças mais velhas. Na fase final da infância o crescimento se dá de forma mais lenta que no início da mesma, mas estável e há um progresso maior em direção a organização das capacidades motoras. Nessa fase, a criança tem excelentes ganhos no seu desempenho esportivo, fato esse que se deve justamente a estabilização do crescimento permitindo a criança se acostumar com seu corpo, facilitando assim a sua relação com seu centro de gravidade, por conseguinte, lhe proporcionando maior estabilidade (GALLAHUE & OZMUN, 2005). Na proporção que a criança vai crescendo as capacidades motoras tendem se desenvolver o que demonstra que esse processo é interligado, em outras palavras, o crescimento físico das crianças é diretamente proporcional a melhora das capacidades motoras das mesmas (RÉ et. al., 2005). Treinamento Todo treinamento tem por objetivos gerar adaptações estruturais e funcionais para aprimorar o desempenho em tarefas específicas (MCARDLE, KATCH & KATCH, 2008). Deve-se ter atenção especial na elaboração do treinamento para as crianças, pois elas ainda não são seres humanos totalmente desenvolvidos. Um ponto importante são os ossos. As crianças ainda não têm a ossificação completa, pois seus ossos ainda estão em crescimento, na composição desses ossos que ainda não se desenvolveram totalmente existem placas epifisárias feitas de cartilagem que posteriormente serão substituídas da composição óssea por osso compacto quando esses estivem completado o seu ciclo de crescimento, dessa forma, por haver essas regiões nos ossos ainda com cartilagens esse osso fica menos resistentes aos impactos externos e pode vir a sofrer lesão no desenvolvimento das atividades, essas lesões podem gerar conseqüências graves, inclusive danos ao crescimento longitudinal do osso lesado. (CAMPOS, 2001). Ainda segundo Campos as articulações, tendões e ligamentos também são regiões fragilizadas, pois elas ainda apresentam um maior nível de viscosidade e um menor nível de colágeno em relação aos seres humanos adultos, deixando essas estruturas mais instáveis, dessa forma, expostas a uma maior propensão para deslocamentos, inflamações e etc. Após esse breve apanhado das diferenças estruturais entre crianças e adultos podemos abordar os princípios básicos do treinamento desportivo. Segundo Dantas (2003) são:

    Individualidade Biológica

    : Todo indivíduo é único, os organismos são bem diferentes entre si. O indivíduo é a soma das características genotípicas, que é a sua carga genética (aspectos como biotipo e características de fibras musculares), com as características fenotípicas, que tudo aquilo que é vivenciado pelo indivíduo após o seu nascimento, ou seja, a influência do meio externo (habilidades esportivas, por exemplo).

  • Adaptação
  • : Primeiramente o conceito de homeostase, que é o estado de equilíbrio instável entre o organismo do indivíduo e as ações externas do meio ambiente. Assim para que o organismo sofra adaptação é necessário que ocorra um desequilíbrio entre seu organismo e o meio externo (quebra da homeostase), isso é conseguido através de alguma influência externa, por exemplo, o aumento da carga de treinamento, dessa forma, o organismo trabalhará para alcançar novamente a homeostase, assim sofrerá adaptações até alcançar esse equilíbrio e nesse processo o organismo vai se desenvolvendo, pois sempre ele se prepara para sofrer um estímulo de mesma magnitude que o anterior ou um pouco maior.

  • Sobrecarga
  • : O período de recuperação a um estímulo ou sobrecarga no treinamento é diretamente proporcional a intensidade e magnitude da sobrecarga, sendo assim quanto maior for à sobrecarga aplicada maior deverá ser o intervalo para recuperação desse organismo. O Organismo recuperado torna-se mais forte para poder resistir a novas sobrecargas de mesma magnitude ou um pouco maior. Sendo assim, a sobrecarga deve ser aumentada periodicamente durante o treinamento visando gerar adaptações no indivíduo treinado.

  • Interdependência Volume-Intensidade
  • : Volume de treinamento está relacionado à quantidade de treinamento (número de repetições e duração, por exemplo) e Intensidade de treinamento está relacionada à qualidade do treinamento (ritmo e intervalos curtos, por exemplo). Existe uma relação inversamente proporcional entre essas duas grandezas, ou seja, sempre que o volume de treino for aumentado à intensidade, obrigatoriamente, terá de ser diminuída e vice-versa.

  • Continuidade
  • : Preconiza que as adaptações geradas com o treinamento só serão mantidas pelo organismo se houver a continuidade do treinamento, caso esse treinamento seja interrompido, as adaptações conseguidas tenderão a regredir ao estado anterior ao do início dos treinos.

  • Especificidade
  • : Esse princípio talvez seja o mais importante, ele nos mostra que para que o treinamento gere os resultados esperados, este deve ser o mais especifico possível, só ocorrerão melhorarias de grande magnitude em determinada capacidade motora ou desempenho esportivo se a qualidade física que for realmente treinada de forma específica. No caso dos esportes, a preparação física de ser o mais próximo possível do gesto esportiva da modalidade.

    • Com esse conhecimento prévio podemos abordar agora como se deve utilizar o treinamento durante as aulas de Educação Física, lembrando que independentemente de que fase da infância a criança se encontre é necessário estar atento as considerações anteriores.
    • Primeiramente deve-se considerar que embora a atividade seja em grupo cada criança é um ser diferente (GENÚ, 2005) e assim dará respostas diferentes (princípio da individualidade biológica), algumas crianças vão mais rapidamente aprender a execução de determinada atividade, pois já possui, de maneira inata, a capacidade motora, necessária para realização dos movimentos referentes à atividade, genotipicamente desenvolvida, por outro lado outras crianças, terão dificuldades, porém com a insistência (princípio da continuidade) e o decorrer do treinamento alcançarão bons resultados (FLECK & KRAEMER, 2006).
    • As atividades selecionadas para o desenvolvimento das capacidades motoras devem estar de acordo com o nível do grupo de crianças, pois atividades muito difíceis não possibilitarão que a criança as execute e assim não conseguirão melhora alguma, porém atividades muito fáceis não gerarão estímulos suficientes para que ocorra melhora das capacidades motoras trabalhadas (princípio da adaptação), além disso, deve-se atentar também para o princípio da sobrecarga, pois é de acordo com a sobrecarga aplicada que deveremos dar o intervalo de recuperação para outro estímulo de tal grandeza e que está sobrecarga deve ser progressiva (DANTAS, 2003).

    Por fim, devemos sempre escolher a atividade de acordo com a capacidade motora a ser trabalhada (princípio da especificidade) para que haja resultados ótimos e não esquecer o princípio da interdependência volume-intensidade, assim cada vez que aumentar a intensidade da aula, através de um exercício ou brincadeira que permita pouco descanso, por exemplo, devemos diminuir a duração (volume) da mesma.

    1. Do mesmo modo sempre que tivermos uma atividade mais longa, está de ser menos intensa para que se possa suportar a mesma (MCARDLE, KATCH & HATCH, 2008).
    2. Conclusão A educação física durante a infância tem importância fundamental para o desenvolvimento da criança durante os seus primeiros anos de vida (2 a 10 anos), devido a essa importância ela deve ser trabalhada nas escolas desde a educação infantil por profissionais qualificados da área de educação física.

    O desenvolvimento das capacidades motoras serve para executarmos nossas ações durante toda a vida e seu treinamento começa na infância, de forma lúdica para aumentar o grau de interesse das crianças pela atividade física, desenvolvendo esse hábito saudável, dessa maneira é papel do professor de educação física tornar sua aula motivante e interessante, isso pode ser conseguindo contextualizando a brincadeira com assuntos rotineiros as crianças através de contos, músicas e outras ferramentas.

    • Conforme a criança vai crescendo a tendência é que as capacidades motoras se desenvolvam, porém esse desenvolvimento só se dará de forma acentuada se as crianças forem devidamente estimuladas respeitando os princípios do treinamento desportivo.
    • Esse treinamento deve ser cercado por cuidados especiais, sobretudo em relação à estrutura osteo-mio-articular das crianças que é mais frágil que nos adultos.

    A Educação Física Escolar, através dos recentes estudos, vem ganhando importância e destaque no cenário acadêmico, assim cabe a nós professores dar continuidade a esse trabalho para que nosso papel dentro da educação e do desporto seja cada vez mais uma referência.

    • AZEVEDO, E.S.; PEREIRA, B. As competências e os componentes essenciais da educação física no 1° ciclo escolar de Portugal e do Brasil. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, São Paulo, v.6, n.1, p.69-87, 2007.
    • BETTI, M; ZULIANI, L.R. Educação Física Escolar: Uma proposta de diretrizes pedagógicas. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte. São Paulo, v.1, n.1, p.73-81, 2002.
    • BÖHME, M.T.S. Aptidão Física de Jovens Atletas do Sexo Feminino Analisada em Relação a Determinados Aspectos Biológicos, Idade Cronológica e Tipo de Modalidade Esportiva Praticada, São Paulo: Universidade de São Paulo, Tese (Livre Docência) – Escola de Educação Física e Esporte, 1999.
    • CAMPOS, M.A. Musculação: Diabéticos Osteoporóticos, Idosos, Crianças e Obesos, Rio de Janeiro: Sprint, 2001.
    • DANTAS, E.H.M. A Prática da Preparação Física, Rio de Janeiro: Shape, 2003.
    • DANTAS, E.H.M.; FERNANDES FILHO, J. Atividade Física em Ciências da Saúde, Rio de Janeiro: Shape, 2006.
    • FERNANDES FILHO, J. et. al. Perfil Somatotípico e Composição Corporal de Atletas de Judô Brasileiros Masculinos Cegos e Deficientes Visuais. Lecturas: Educación Física y Deportes, Buenos Aires, v.11, n.106, 2007.
    • FERREIRA, R.W. Educação Física Infantil. Viçosa: CPT, 2006.
    • FLECK, S.J.; KRAEMER, W.J. Fundamentos do Treinamento de Força Muscular,3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.
    • FREIRE, J.B.; LEITE, D.A.R.C. Educação Física: Processo disciplinar e processo transdisciplinar. Arquivos em Movimento. Rio de Janeiro, v.4, n.1, 2008.
    • GALLAHUE, D.L.; OZMUN, J. Compreendendo o Desenvolvimento Motor, São Paulo: Phorte, 2005.
    • GENÚ, M. O Movimento e as Práticas Escolares: Uma Abordagem Metodológica, Belém: GTR, 2005.
    • GUEDES, D.P. Implicações Associadas ao Acompanhamento do Desempenho Motor de Crianças e Adolescentes, Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v.21, n. esp., p.37-60, 2007.
    • MARQUES, A.T.; OLIVEIRA, J.M. O Treino dos Jovens Desportistas: Atualização de Alguns Temas que Fazem a Agenda do Debate Sobre a Preparação dos Mais Jovens. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, Porto, v.1, n.1, p.130–137, 2001.
    • MATTOS, M.; NEIRA, M. Educação Física Infantil: Inter-Relações,2ª Ed. São Paulo: Phorte, 2007.
    • MCARDLE, W.D.; KATCH, F.I.; KATCH, V.L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano.6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
    • RÉ, A.H.N. Relações entre Crescimento, Desempenho Motor, Maturação Biológica e Idade Cronológica em Jovens do Sexo Masculino. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. São Paulo, v.19, n.2, p.153-162, 2005.
    • ROBERGS, R.A.; ROBERTS, S.O. Princípios Fundamentais de Fisiologia o Exercício para Aptidão, Desempenho e Saúde, São Paulo: Phorte, 2002.
    • THOMPSON, R.F. O Cérebro: Uma Introdução à Neurociência,3ª Ed. Santos: Santos, 2005.

    Outros artigos

    EFDeportes.com, Revista Digital · Año 15 · N° 149 | Buenos Aires, Octubre de 2010 © 1997-2010 Derechos reservados

    As aulas de Educação Física na infância: capacidades motoras, crescimento e princípios do treinamento

    Como são determinadas as capacidades motoras coordenativas?

    Segundo Barbanti (2010), as capacidades condicionais são determinadas pelos processos metabólicos nos músculos e sistemas orgânicos, enquanto as capacidades coordenativas são determinadas por componentes em que predominam os processos de condução nervosa.

    O que se entende por capacidades motoras?

    Capacidade motora – Wikipédia, a enciclopédia livre

    Esta página, mas que todo o conteúdo, Ajude a, Conteúdo não pode ser,— Encontre fontes: • • ( • • ) ( Março de 2020 )

    Capacidade motora é um traço ou qualidade geral do indivíduo relacionada ao seu desempenho numa diversidade de habilidades ou de tarefas. Referem-se à potencialidade individual para a execução de habilidades motoras, que podem ser desenvolvidas pelo treinamento.

    Por exemplo: todos nascemos com um potencial para desenvolvermos a, ou a Acredita-se que as capacidades motoras sejam determinadas geneticamente, mas não podem ser quantificadas (não se pode afirmar até onde um indivíduo pode desenvolver a ou a ), por que, para atingir o potencial individual, existem muitos fatores a considerar.

    O período de desenvolvimento de cada uma das capacidades é diferente, razão pela qual uma ginasta pode atingir o seu auge antes de um, por exemplo. Além do mais, no desporto/esporte, é muito difícil que as sejam requeridas em forma pura e, geralmente, manifestam-se de forma associada.

    • Capacidades motoras condicionais;
    • Capacidades motoras coordenativas

    Quais são as 7 capacidades motoras?

    São todas as capacidades «treináveis» de um organismo. As qualidades são: resistência, força, velocidade, flexibilidade, agilidade, coordenação, equilíbrio e ritmo.

    Resistência: Existem 2 tipos de resistência. Elas são a Resistência Cardiorespiratória e a Resistência muscular localizada (RML).

    Cardiorespiratória: é o desempenho do coração, pulmões e sistema circulatório para um eficiente suprimento de oxigênio e nutrientes para os músculos trabalharem.

    https://lh5.googleusercontent.com/o0VrOrk8PaqQUbkOP0je8dKDBe6kaWubboZj16P1f_zTy9fLlooTA2fAH8pRY0zd57eW_hMDUWikW_76aAXpwe4ieKVRfkBBDTg2-wefoTTI8ZphdzwzTKodu5-AMDZphoU8CU4J

    Muscular Localizada:, É a capacidade de treinar os músculos para suportar uma carga por mais tempo.

    Força: É a quantidade de tensão que um músculo ou grupamento muscular pode gerar dentro de um padrão de movimento específico e com determinada velocidade de movimento.

    São elas: Força máxima ou pura, força rápida ou explosiva e força de resistência.

    Velocidade: Permite realizar movimentos ou percorrer uma distância no menor tempo possível, assim como reagir rapidamente a um sinal (estímulo).

    São eles: velocidade máxima de movimento, velocidade de reação, velocidade de locomoção (máxima) e velocidade de força (potência).

    Flexibilidade: Maior amplitude de movimento de uma articulação. Agilidade: É poder deslocar o corpo no espaço o mais rápido possível sem perder o equilíbrio. Coordenação: é a capacidade de usar de forma mais eficiente os músculos esqueléticos. Equilíbrio: como a habilidade de manter o centro de massa corporal dentro da base de sustentação.

    Como são classificadas as capacidades motoras?

    As capacidades motoras podem ser classificadas em capacidades condicionais e capacidades coordenativas.

    Quais são os três tipos de habilidades motoras?

    As habilidades motoras fundamentais são compostas por habilidades de locomoção (correr, saltar, rolar), de estabilidade (equilibrar-se sobre uma perna ou sobre uma barra de equilíbrio) e de manipulação (arremessar, chutar, pegar) (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013; RUDD et al., 2015), as habilidades também são

    Quais são as 6 habilidades motoras?

    As habilidades motoras fundamentais são compostas por habilidades de locomoção (correr, saltar, rolar), de estabilidade (equilibrar-se sobre uma perna ou sobre uma barra de equilíbrio) e de manipulação (arremessar, chutar, pegar) (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013; RUDD et al., 2015), as habilidades também são

    Quais são as capacidades físicas determinadas por processos energéticos?

    Condicionais – capacidades determinadas pelos processos energéticos metabólicos (obtenção e transformação de energia), por isso são condicionadas pela energia disponível nos músculos e pelos mecanismos que lhe regulam a distribuição, sendo divididas em resistência, velocidade, força e flexibilidade.

    Quais são os tipos de capacidades físicas?

    Retratar o movimento humano como um objeto aplicado de estudo à educação física reflete a um conjunto sistemático e articulado de conhecimento, seja «do» «pelo» e «sobre» o se movimentar. Em outras palavras, isso deve estimular as pessoas a fazerem uso de tais saberes em prol deles próprios a partir de uma relação prazerosa, ampla, durável e, ao mesmo tempo, respeitosa aos demais (SOUZA, 2021).

    • Com base nessa definição de movimento humano, devemos destacar a importância das capacidades físicas para a vida diária dos sujeitos.
    • Antes de tudo, quando falamos em capacidades físicas, estamos falando em competências condicionantes da vida humana, ou seja, são qualidades físicas que utilizamos diariamente para realizar os mais diversos movimentos: resistência, força, flexibilidade, agilidade e velocidade.

    Assim sendo, saber a importância de cada uma delas, seja para a manutenção corporal ou para uma melhora na qualidade de vida, principalmente em tempos pandêmicos, no qual espaços específicos para a prática de exercícios físicos estão limitados, se torna mais que significativo: é algo fundamental.

    De forma bem sintetizada, trazemos algumas definições: • Velocidade: é a capacidade da realizar atividades em um curto espaço de tempo; • Resistência: é a capacidade de sustentar e manter o esforço físico em um grande espaço de tempo; • Força: é a capacidade de triunfar uma determinada resistência por meio da ação muscular.

    • Flexibilidade: é a habilidade de realizar movimentos na maior amplitude possível; • Agilidade: é a capacidade de mudar de direção rapidamente.

    Como as capacidades motoras são desenvolvidas?

    Graduação em Educação Física (Unesp, 1999) Mestre em Ciências da Motricidade (Unesp, 2002) Doutorado em Integração da América Latina (USP, 2013) Este artigo foi útil? Considere fazer uma contribuição: Ouça este artigo: A Capacidade Motora se constitui de elementos que antecedem e, portanto, são necessários para a realização de movimentos voltados ao desporto, sejam eles simples ou complexos.

    1. Condicionais – Têm caráter quantitativo. São aquelas determinadas pelos processos metabólicos e energéticos, ou seja, são intrinsecamente vinculados à energia que se encontra nos músculos, bem como por meio de seu processo de distribuição;
    2. Coordenativas – Apresentam caráter qualitativo. São aquelas determinadas pelos mecanismos de organização, controle e regulação do movimento.

    São as capacidades motoras condicionais:

    • Resistência: permite a realização de atividades físicas em um período relativamente longo, com rápida recuperação após o esforço. Ela se divide entre atividade física aeróbia e anaeróbia. Aeróbia ocorre quando há um equilíbrio entre o gasto e ingestão de oxigênio; já a anaeróbia ocorre quando há a prática esportiva com esforço na ausência de oxigênio,
    • Força: Ocorre onde há contração muscular, quando há a capacidade motora que permite vencer uma força exterior. A força é classificada em três tipos: a) força de resistência: quando há a capacidade de resistir em longo esforço; b) Força rápida: quando há rápida contração muscular, em função de resistência exterior; c) Força Máxima: é a resistência imposta à maior carga máxima que o praticante é capaz de se opor.
    • Flexibilidade: ocorre quando há amplitude de movimento. Classifica-se em: Flexibilidade geral – quando se utiliza de um conjunto de sistemas articulares; Flexibilidade específica – quando se utiliza de uma articulação em particular.
    • Velocidade: capacidade física que permite realizar um movimento no menor tempo possível; destaca-se a velocidade de reação, em que se realiza um movimento a partir de determinado estímulo.
    • Agilidade: ocorre à medida que permite movimentos rápidos e com precisão.

    São as capacidades motoras coordenativas: São aquelas em que o atleta se permite dominar de forma segura os movimentos, tanto em situações previsíveis quanto em situações imprevisíveis. É por meio destas capacidades que o atleta desenvolve o domínio dos movimentos específicos de sua modalidade, por meio do treinamento.

    • As capacidades motoras coordenativas são as seguintes: orientação, equilíbrio, ritmo, entre outros.
    • Barros et.
    • Al (2017) procurou observar se há diferenças nas capacidades motoras entre meninas adolescentes, haja vista que se trata de um período em que se observa a maturação sobre o crescimento e desenvolvimento sobre meninas pré-púberes.

    Foram analisadas as capacidades motoras como parte dos componentes da aptidão física, relacionados à área da saúde: força, resistência muscular, resistência cardiovascular, flexibilidade e composição corporal. Assim, a hipótese dos autores é a de que a maturação influencia no desempenho das capacidades motoras.

    No entanto, o estudo encontrou que o avanço maturacional das adolescentes participantes da pesquisa » não influenciou na força, agilidade, equilíbrio e flexibilidade. No entanto, influenciou na coordenação motora, » (p.1) Isso significa dizer que as capacidades motoras não necessariamente são influenciadas pela maturidade da pessoa.

    E se apresenta como um dado relevante para a compreensão do tema em questão. Em todo caso, nota-se que de fato as capacidades motoras se apresentam como elementos constituintes dos movimentos e, futuramente, das habilidades motoras. São elas que permitem que as habilidades se desenvolvam.

    Quais são as capacidades físicas e motoras?

    Dividem-se em equilíbrio, coordenação, agilidade e ritmo.

    Quais são os tipos de coordenação motora?

    → O que é coordenação motora grossa e fina? – A coordenação motora pode ser classificada em dois tipos: coordenação motora grossa e coordenação motora fina. Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉

    Coordenação motora grossa: envolve habilidades menos delicadas, como pular, subir e descer escadas. Está relacionada a grupos grandes de músculos e diretamente ligada à capacidade para realizar atividades esportivas. Vale salientar que a prática de esportes pode ajudar a desenvolver essa coordenação motora. Coordenação motora fina : relaciona-se com habilidades mais delicadas, como desenhar, pintar e manusear objetos pequenos. Nesse caso, observa-se um envolvimento de pequenos músculos.

    São exemplos de habilidades motoras?

    Exemplos: caminhar, saltar, escorregar, rolar, rodar, puxar, empurrar, subir, galopar, chutar, rebater, arremessar, bater, saltitar, receber, rastejar, lançar, girar, etc. Refere-se a um ato motor particular realizado ou a maneira como ele é executado(CANFIELD,1981).

    O que são as capacidades?

    O Que SO Capacidades Motoras E Como Elas SãO Determinadas Termo ao mesmo tempo complicado para ser definido e fácil de explicar se nos dedicamos a passar por alto os detalhes da explicação como um todo. Podemos por um exemplo prático de capacidade se nos referirmos ao escritor de este artigo ; se está escrito é porque alguém teve a capacidade para escrevê-lo e colocá-lo na internet.

    • A capacidade como definição geral do termo é o volume que contém certo recipiente, por exemplo: a capacidade de uma taça de café normal, geralmente é de 250 ml.
    • Podemos dar uma infinidade de exemplo de capacidade e vamos começar pela capacidade de armazenamento de um objeto que usamos diariamente e que quase todo mundo sabe a capacidade que ele tem para armazenar dados, que é o computador,

    A capacidade desses aparelhos pode variar de acordo com a configuração pré-instalada que pode variar de acordo com o custo do computador. A capacidade implica tudo aquilo que o objeto, neste caso o computador é capaz de armazenar ou de conter no seu disco duro.

    • Ser capaz, ou seja, ter capacidade é a qualidade com que alguém seja apto par desenvolver certas atividades, por exemplo: um eletricista tem a capacidade para trabalhar com a corrente elétrica e fazer conexões que levam eletricidade.
    • Se ao falar de capacidade nos referimos à capacidade civil, é o tipo de capacidade com que um cidadão tem de exercer seus direitos.

    Ser capaz é ser hábil, ter valor e ser inteligente e ser talentoso. Não obstante devemos levar em consideração que as pessoas que não tem capacidade para algumas coisas, são perfeitamente capazes, ou seja, possuem a capacidade para exercer outras. A capacidade está ancorada à formação física e mental de cada um e se uma pessoa não possui a capacidade de ser um atleta de elite, pode perfeitamente possuir a capacidade de ser um escritor famoso.

    A capacidade é distinta em cada um e varia de acordo com a formação e a preparação ao longo da vida. Existem pessoas que não possuem a capacidade para fritar um ovo, mas são capazes de decifrar uma fórmula matemática de um nível alto que talvez um grande cozinheiro não seja capaz nem de começar a entendê-la.

    A capacidade, em muitos casos é diferente nas pessoas e por isso ser incapaz em uma coisa não significa que seja incapaz em outro e vice-versa. Referencia autoral (APA) : Editora Conceitos.com (set., 2012). Conceito de Capacidade. Em https://conceitos.com/capacidade/.

    Quais são os exemplos de capacidades motoras coordenativas?

    Capacidades Coordenativas: 1) capacidade de equilíbrio, 2) fluidez do movimento, 3) precisão do movimento, 4) constância do movimento, 5) ritmo do movimento, 6) ligação do movimento.

    Porque é importante desenvolver capacidades motoras?

    Desenvolvimento motor, autismo e Educação Física – Alguns estudos mostram que as crianças autistas podem ter graus diferentes de dificuldade com habilidades motoras finas e grossas. Essas dificuldades podem ser superadas e a Educação Física pode contribuir para isso.

    • Alguns autistas apresentam dificuldades de equilíbrio, consciência corporal e controle motor.
    • O que pode causar problemas para praticar esportes ou andar de bicicleta, por exemplo.
    • Contribui ao estruturar o meio ambiente adequado para a criança e o adolescente.
    • Quem pratica atividade física regular consegue desenvolver a sua capacidade motora, garantindo a aprendizagem de habilidades específicas.

    Ela aprimora a motricidade do aluno, aumentando o equilíbrio, a organização temporal e a espacial.

    E a capacidade de vencer uma determinada?

    Força : É a capacidade de vencer uma determinada resistência através de uma contração muscular. Através dela é que conseguimos levantar, saltar, etc. (DANTAS, 2003; FERNANDES FILHO et.

    Qual o conceito de desenvolvimento motor?

    Compartilhar: O desenvolvimento motor é o processo de mudança no comportamento, relacionado com a idade, tanto na postura quanto no movimento da criança. É um processo de alterações complexas e interligadas das quais participam todos os aspectos de crescimento e maturação dos aparelhos e sistemas do organismo.

    Quais são as 4 capacidades motoras?

    As aulas de Educação Física na infância: capacidades motoras, crescimento e princípios do treinamento

    As aulas de Educação Física na infância: capacidades motoras, crescimento e princípios do treinamento Las clases de Educación Física en la infancia: capacidades motoras, crecimiento y principios del entrenamiento
    • *Programa de Mestrado em Educação Física
    • da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT)
    • Especialista em Fisiologia do Exercício (FIBRA)
    • Coordenador de Educação Física do Colégio Ipiranga
    • **Programa de Mestrado em Educação Física
    • da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT)
    • Professora de natação Infantil da Academia Pelé Club
    • ***Especialista em Fisiologia e Cinesiologia do Exercício (UVA)
    1. Rodolfo de Azevedo Raiol*
    2. Paloma Aguiar Ferreira da Silva Raiol**
    3. Maikon Alexandre Tavares Araújo***

    (Brasil)

    Resumo

    Com o avanço das pesquisas referentes à motricidade humana a Educação Física vem crescendo em importância no âmbito escolar. Em conseqüência disto, professores de educação física estão sendo requisitados para trabalhar no nível da Educação Infantil. Este estudo busca abordar o comportamento e desenvolvimento das capacidades motoras, o crescimento e treinamento durante a fase da infância, enfocando aspectos do cotidiano da vida escolar desse aluno desde a o início até o final da infância no que se refere a atividades físicas. Para isso, foi feita uma revisão de literatura com 19 trabalhos situados entre os anos de 1999 e 2008. Foi identificado que a Educação Física durante a Infância ocupa lugar de destaque no desenvolvimento das Capacidades Motoras e no Crescimento, estas são a base para a execução das tarefas do cotidiano das crianças. Fica claro também a importância gigantesca que o professor de educação física tem nesse processo, pois com o treinamento adequado e orientado para cada faixa etária os benefícios para as crianças tanto nas capacidades motoras quanto no crescimento é otimizado. Unitermos : Educação Física. Capacidades motoras. Princípios do treinamento. EFDeportes.com, Revista Digital, Buenos Aires, Año 15, Nº 149, Octubre de 2010.1 / 1 Introdução Anteriormente vista como sem grande importância no âmbito escolar, a Educação Física no período da infância tem ganhado espaço nas escolas. Em um passado não muito distante, os próprios professores de sala, que são formados em Pedagogia ou em Formação de Professores, eram os responsáveis por ministravam as aulas de educação física intitulando as mesmas como Recreação ou simplesmente como horários de jogos e brincadeiras (FREIRE & LEITE, 2008). Com o avanço das pesquisas no campo da motricidade humana, a educação física escolar passa a te um papel de maior importância durante a educação infantil e, atualmente, é cada vez mais comum as escolas terem em seu quadro de professores, pelo menos, um professor de educação física para esse nível. Aspectos físicos, sociais, psíquico e cognitivo fazem parte do conteúdo da Educação Física durante a infância (FERREIRA, 2006) e isso mostra sua importância no desenvolvimento das crianças, pois vivemos em um mundo onde os espaços públicos de lazer estão cada vez mais escassos, com isso o único espaço que as crianças têm para praticar exercícios e socializar-se fica sendo o próprio colégio, sobretudo nas classes mais baixas da sociedade. Os professores na educação física durante a infância têm conteúdos e objetivos a serem atingidos com seus alunos de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e as próprias diretrizes das instituições de ensino em que trabalham, dessa forma, se faz necessário um aprofundamento dos conteúdos da educação física para que os professores possam atuar com maior segurança e direcionamento. (AZEVEDO & PEREIRA, 2007; BETTI & ZULIANI, 2002). Essa revisão irá enforcar o aspecto do Crescimento Físico e do Desenvolvimento Motor, bem como as formas de treinamento e atividades adequadas a serem realizadas pelas crianças durante a infância nas aulas de educação física. Capacidades motoras As capacidades motoras são componentes do rendimento físico, são elas que nós utilizamos para realizar os mais diversos movimentos durante a nossa vida. São em um total de cinco: Resistência, Força, Flexibilidade, Agilidade e Velocidade. (MARQUES & OLIVEIRA, 2001). : É a capacidade de suportar e recuperar-se da fadiga, ou seja, a capacidade de manter o esforço físico em um maior espaço de tempo. (FERNANDES FILHO et. al., 2007; GALLAHUE & OZMON, 2005).

  • Força
  • : É a capacidade de vencer uma determinada resistência através de uma contração muscular. Através dela é que conseguimos levantar, saltar, etc. (DANTAS, 2003; FERNANDES FILHO et. al., 2007; GALLAHUE & OZMON, 2005).

  • Velocidade
  • : É a capacidade de realizar as ações vigorosas em um curto espaço de tempo. Essa capacidade só é utilizada, em geral, em atividades intervaladas, onde sempre há um intervalo entre cada ação. (DANTAS, 2003).

  • Flexibilidade
  • : É a capacidade de realizar os movimentos articulares na maior amplitude possível sem que ocorram danos as articulações. Ela é específica para cada exercício, um exemplo são os movimentos das danças. DANTAS, 2003; FERNANDES FILHO et. al., 2007).

  • Agilidade
  • : É a capacidade de mudar de direção rapidamente. Ela é dependente da velocidade e da força. É muito utilizada nos esportes coletivos e nas brincadeiras de «pira» onde as crianças têm de fugir do pegador (DANTAS, 2003; FERNANDES FILHO et. al., 2007; GALLAHUE & OZMON, 2005). O período etário que compreende a infância vai dos 2 anos até os 10 anos de vida, sendo dividido em início da infância, entre 2 e 6 anos e final da infância entre os 6 e 10 anos. (GALLAHUE & OZMUN, 2005). Durante o início da infância a uma melhora expressiva da coordenação dos movimentos que são treinados pelas crianças com regularidade (MATTOS & NEIRA, 2007) embora essa afirmação pareça obvia ela vem demonstrar a importância da realização dos exercícios físicos de forma ordenada planejada e segura. Nesse período inicial é importante propiciar as crianças as mais diversas experiências motoras para o cérebro possam criar engramas motores que serão utilizados em atividades mais complexas posteriormente, isso significa que as aulas de educação física devem conter exercícios, na verdade, brincadeiras ou jogos por conta da ludicidade, que contemplem as mais diversas capacidades motoras como força, flexibilidade, agilidade, resistência e velocidade. (THOMPSON, 2005; DARTAGNAN, 2007). Vamos tomar como exemplo a brincadeira de «Pira-alta»: Alguém é eleito o pegador que deve tocar as outras crianças e essa criança quando tocada passa a ser o pegador no lugar do primeiro, a forma de refugio, ou seja, de não ser pego, é estar em algum lugar alto, pois assim o pegador não poderá tocá-lo por regra do jogo. Nessa brincadeira trabalhamos as capacidades motoras da agilidade nas mudanças de direção fugindo do pegador ou tentando pegar os colegas, velocidade ao correr em direção aos colegas, força para subir em qualquer lugar alto e resistência para conseguir manter a atividade durante toda a aula, ou seja, praticamente todas as capacidades motoras estão sendo trabalhadas de uma só vez em apenas um jogo ou brincadeira validando o conhecimento da cultura popular, pois essa brincadeira que vem sendo passada de geração em geração possui um cunho motor riquíssimo (MATTOS & NEIRA, 2007; GALLAHUE & OZMUN, 2005; FERREIRA, 2006). Já no final da infância, as crianças já estão em um estágio de amadurecido na maioria de suas capacidades motoras fundamentais. A partir de agora o desenvolvimento dessas capacidades motoras vai depender do quanto essa criança será estimulada, serão necessários jogos que combinem as capacidades motoras e que exigem um pouco mais e seu condicionamento físico geral (GALLAHUE & OZMUN, 2005). Assim no que se refere às atividades a serem desenvolvidas pelas crianças é importante aumentar o grau de dificuldade daquelas brincadeiras aprendidas durante a fase inicial da infância como, por exemplo, colocar mais uma regra nos jogos de «pira» ou utilizar implementos diferentes nos jogos de Estafeta (corridas de vai-e-vem). Os esportes adaptados em suas regras de acordo com a faixa etária, é claro, também se tornam uma boa opção de novo estímulo para que possamos continuar a desenvolver as capacidades motoras de nossas crianças (MATTOS & NEIRA, 2007). Crescimento O termo «Crescimento» é utilizado para definição da totalidade de alterações físicas que ocorrem com as crianças (GALLAHUE & OZMUN, 2005; BOHME, 1999). Existem outros autores que preconizam que a definição acima não seria de crescimento e sim de «desenvolvimento» (CAMPOS, 2001; ROBERTS & ROBERGS, 2002) esses autores consideram que o termo crescimento estaria relacionado apenas com o aumento da estatura e do peso e as outras alterações físicas estariam relacionadas com o termo desenvolvimento. Para efeito do nosso trabalho utilizaremos a primeira definição de Crescimento, pois abrange todas as alterações que a criança sofre na infância. O processo de crescimento no início da infância vai desacelerando em relação à primeira infância (período compreendido entre o nascimento e os dois primeiros anos de vida), nesse período também é notável a redução do tecido adiposa e o aumento da massa muscular, fato esse que vai progredindo ao longo da infância. Essa taxa de crescimento é aferida, em geral, através das variações de peso e estatura de acordo com o tempo (idade) (ROBERGS & ROBERTS, 2002). As alterações físicas são avaliadas de forma subjetiva ou através de avaliação da maturação biológica (DANTAS & FERNANDES FILHO, 2005) no caso de crianças mais velhas. Na fase final da infância o crescimento se dá de forma mais lenta que no início da mesma, mas estável e há um progresso maior em direção a organização das capacidades motoras. Nessa fase, a criança tem excelentes ganhos no seu desempenho esportivo, fato esse que se deve justamente a estabilização do crescimento permitindo a criança se acostumar com seu corpo, facilitando assim a sua relação com seu centro de gravidade, por conseguinte, lhe proporcionando maior estabilidade (GALLAHUE & OZMUN, 2005). Na proporção que a criança vai crescendo as capacidades motoras tendem se desenvolver o que demonstra que esse processo é interligado, em outras palavras, o crescimento físico das crianças é diretamente proporcional a melhora das capacidades motoras das mesmas (RÉ et. al., 2005). Treinamento Todo treinamento tem por objetivos gerar adaptações estruturais e funcionais para aprimorar o desempenho em tarefas específicas (MCARDLE, KATCH & KATCH, 2008). Deve-se ter atenção especial na elaboração do treinamento para as crianças, pois elas ainda não são seres humanos totalmente desenvolvidos. Um ponto importante são os ossos. As crianças ainda não têm a ossificação completa, pois seus ossos ainda estão em crescimento, na composição desses ossos que ainda não se desenvolveram totalmente existem placas epifisárias feitas de cartilagem que posteriormente serão substituídas da composição óssea por osso compacto quando esses estivem completado o seu ciclo de crescimento, dessa forma, por haver essas regiões nos ossos ainda com cartilagens esse osso fica menos resistentes aos impactos externos e pode vir a sofrer lesão no desenvolvimento das atividades, essas lesões podem gerar conseqüências graves, inclusive danos ao crescimento longitudinal do osso lesado. (CAMPOS, 2001). Ainda segundo Campos as articulações, tendões e ligamentos também são regiões fragilizadas, pois elas ainda apresentam um maior nível de viscosidade e um menor nível de colágeno em relação aos seres humanos adultos, deixando essas estruturas mais instáveis, dessa forma, expostas a uma maior propensão para deslocamentos, inflamações e etc. Após esse breve apanhado das diferenças estruturais entre crianças e adultos podemos abordar os princípios básicos do treinamento desportivo. Segundo Dantas (2003) são:

    Individualidade Biológica

    : Todo indivíduo é único, os organismos são bem diferentes entre si. O indivíduo é a soma das características genotípicas, que é a sua carga genética (aspectos como biotipo e características de fibras musculares), com as características fenotípicas, que tudo aquilo que é vivenciado pelo indivíduo após o seu nascimento, ou seja, a influência do meio externo (habilidades esportivas, por exemplo).

  • Adaptação
  • : Primeiramente o conceito de homeostase, que é o estado de equilíbrio instável entre o organismo do indivíduo e as ações externas do meio ambiente. Assim para que o organismo sofra adaptação é necessário que ocorra um desequilíbrio entre seu organismo e o meio externo (quebra da homeostase), isso é conseguido através de alguma influência externa, por exemplo, o aumento da carga de treinamento, dessa forma, o organismo trabalhará para alcançar novamente a homeostase, assim sofrerá adaptações até alcançar esse equilíbrio e nesse processo o organismo vai se desenvolvendo, pois sempre ele se prepara para sofrer um estímulo de mesma magnitude que o anterior ou um pouco maior.

  • Sobrecarga
  • : O período de recuperação a um estímulo ou sobrecarga no treinamento é diretamente proporcional a intensidade e magnitude da sobrecarga, sendo assim quanto maior for à sobrecarga aplicada maior deverá ser o intervalo para recuperação desse organismo. O Organismo recuperado torna-se mais forte para poder resistir a novas sobrecargas de mesma magnitude ou um pouco maior. Sendo assim, a sobrecarga deve ser aumentada periodicamente durante o treinamento visando gerar adaptações no indivíduo treinado.

  • Interdependência Volume-Intensidade
  • : Volume de treinamento está relacionado à quantidade de treinamento (número de repetições e duração, por exemplo) e Intensidade de treinamento está relacionada à qualidade do treinamento (ritmo e intervalos curtos, por exemplo). Existe uma relação inversamente proporcional entre essas duas grandezas, ou seja, sempre que o volume de treino for aumentado à intensidade, obrigatoriamente, terá de ser diminuída e vice-versa.

  • Continuidade
  • : Preconiza que as adaptações geradas com o treinamento só serão mantidas pelo organismo se houver a continuidade do treinamento, caso esse treinamento seja interrompido, as adaptações conseguidas tenderão a regredir ao estado anterior ao do início dos treinos.

  • Especificidade
  • : Esse princípio talvez seja o mais importante, ele nos mostra que para que o treinamento gere os resultados esperados, este deve ser o mais especifico possível, só ocorrerão melhorarias de grande magnitude em determinada capacidade motora ou desempenho esportivo se a qualidade física que for realmente treinada de forma específica. No caso dos esportes, a preparação física de ser o mais próximo possível do gesto esportiva da modalidade.

    • Com esse conhecimento prévio podemos abordar agora como se deve utilizar o treinamento durante as aulas de Educação Física, lembrando que independentemente de que fase da infância a criança se encontre é necessário estar atento as considerações anteriores.
    • Primeiramente deve-se considerar que embora a atividade seja em grupo cada criança é um ser diferente (GENÚ, 2005) e assim dará respostas diferentes (princípio da individualidade biológica), algumas crianças vão mais rapidamente aprender a execução de determinada atividade, pois já possui, de maneira inata, a capacidade motora, necessária para realização dos movimentos referentes à atividade, genotipicamente desenvolvida, por outro lado outras crianças, terão dificuldades, porém com a insistência (princípio da continuidade) e o decorrer do treinamento alcançarão bons resultados (FLECK & KRAEMER, 2006).
    • As atividades selecionadas para o desenvolvimento das capacidades motoras devem estar de acordo com o nível do grupo de crianças, pois atividades muito difíceis não possibilitarão que a criança as execute e assim não conseguirão melhora alguma, porém atividades muito fáceis não gerarão estímulos suficientes para que ocorra melhora das capacidades motoras trabalhadas (princípio da adaptação), além disso, deve-se atentar também para o princípio da sobrecarga, pois é de acordo com a sobrecarga aplicada que deveremos dar o intervalo de recuperação para outro estímulo de tal grandeza e que está sobrecarga deve ser progressiva (DANTAS, 2003).

    Por fim, devemos sempre escolher a atividade de acordo com a capacidade motora a ser trabalhada (princípio da especificidade) para que haja resultados ótimos e não esquecer o princípio da interdependência volume-intensidade, assim cada vez que aumentar a intensidade da aula, através de um exercício ou brincadeira que permita pouco descanso, por exemplo, devemos diminuir a duração (volume) da mesma.

    Do mesmo modo sempre que tivermos uma atividade mais longa, está de ser menos intensa para que se possa suportar a mesma (MCARDLE, KATCH & HATCH, 2008). Conclusão A educação física durante a infância tem importância fundamental para o desenvolvimento da criança durante os seus primeiros anos de vida (2 a 10 anos), devido a essa importância ela deve ser trabalhada nas escolas desde a educação infantil por profissionais qualificados da área de educação física.

    O desenvolvimento das capacidades motoras serve para executarmos nossas ações durante toda a vida e seu treinamento começa na infância, de forma lúdica para aumentar o grau de interesse das crianças pela atividade física, desenvolvendo esse hábito saudável, dessa maneira é papel do professor de educação física tornar sua aula motivante e interessante, isso pode ser conseguindo contextualizando a brincadeira com assuntos rotineiros as crianças através de contos, músicas e outras ferramentas.

    1. Conforme a criança vai crescendo a tendência é que as capacidades motoras se desenvolvam, porém esse desenvolvimento só se dará de forma acentuada se as crianças forem devidamente estimuladas respeitando os princípios do treinamento desportivo.
    2. Esse treinamento deve ser cercado por cuidados especiais, sobretudo em relação à estrutura osteo-mio-articular das crianças que é mais frágil que nos adultos.

    A Educação Física Escolar, através dos recentes estudos, vem ganhando importância e destaque no cenário acadêmico, assim cabe a nós professores dar continuidade a esse trabalho para que nosso papel dentro da educação e do desporto seja cada vez mais uma referência.

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    • MATTOS, M.; NEIRA, M. Educação Física Infantil: Inter-Relações,2ª Ed. São Paulo: Phorte, 2007.
    • MCARDLE, W.D.; KATCH, F.I.; KATCH, V.L. Fisiologia do Exercício: Energia, Nutrição e Desempenho Humano.6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
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    • THOMPSON, R.F. O Cérebro: Uma Introdução à Neurociência,3ª Ed. Santos: Santos, 2005.

    Outros artigos

    EFDeportes.com, Revista Digital · Año 15 · N° 149 | Buenos Aires, Octubre de 2010 © 1997-2010 Derechos reservados

    As aulas de Educação Física na infância: capacidades motoras, crescimento e princípios do treinamento

    Quais são as quatro fases do desenvolvimento motor?

    De acordo com o modelo de desenvolvimento de Gallahue, Ozmun (2005), o desenvolvimento motor está dividido em quatro fases: Motora reflexiva; Motora rudimentar; Motora fundamental; Motora especializada. Figura 1.

    O que são habilidades motoras e psicomotoras?

    Coordenação motora global – A habilidade de coordenação motora global está associada à consciência corporal, ao controle da musculatura ampla para realizar movimentos complexos. Estimular essa área psicomotora envolve trabalhar habilidades como pular, correr e dançar.

    Quais são as 6 habilidades motoras?

    As habilidades motoras fundamentais são compostas por habilidades de locomoção (correr, saltar, rolar), de estabilidade (equilibrar-se sobre uma perna ou sobre uma barra de equilíbrio) e de manipulação (arremessar, chutar, pegar) (GALLAHUE; OZMUN; GOODWAY, 2013; RUDD et al., 2015), as habilidades também são

    Quais são as capacidades físicas e motoras?

    Dividem-se em equilíbrio, coordenação, agilidade e ritmo.

    Quais são os dois fatores da capacidade motora?

    DESENVOLVIMENTO DAS CAPACIDADES MOTORAS A grandeza dessa influência depende de dois fatores: ➢ a característica da sobrecarga utilizada; ➢ o nível de treino físico.

    Qual as capacidades motoras que são trabalhadas durante a prática de atividade física?

    Importância das capacidades físicas para o movimento humano, por Marcos Brasil Retratar o movimento humano como um objeto aplicado de estudo à educação física reflete a um conjunto sistemático e articulado de conhecimento, seja «do» «pelo» e «sobre» o se movimentar.

    Em outras palavras, isso deve estimular as pessoas a fazerem uso de tais saberes em prol deles próprios a partir de uma relação prazerosa, ampla, durável e, ao mesmo tempo, respeitosa aos demais (SOUZA, 2021). Com base nessa definição de movimento humano, devemos destacar a importância das capacidades físicas para a vida diária dos sujeitos.

    Antes de tudo, quando falamos em capacidades físicas, estamos falando em competências condicionantes da vida humana, ou seja, são qualidades físicas que utilizamos diariamente para realizar os mais diversos movimentos: resistência, força, flexibilidade, agilidade e velocidade.

    1. Assim sendo, saber a importância de cada uma delas, seja para a manutenção corporal ou para uma melhora na qualidade de vida, principalmente em tempos pandêmicos, no qual espaços específicos para a prática de exercícios físicos estão limitados, se torna mais que significativo: é algo fundamental.
    2. De forma bem sintetizada, trazemos algumas definições: • Velocidade: é a capacidade da realizar atividades em um curto espaço de tempo; • Resistência: é a capacidade de sustentar e manter o esforço físico em um grande espaço de tempo; • Força: é a capacidade de triunfar uma determinada resistência por meio da ação muscular.

    • Flexibilidade: é a habilidade de realizar movimentos na maior amplitude possível; • Agilidade: é a capacidade de mudar de direção rapidamente. : Importância das capacidades físicas para o movimento humano, por Marcos Brasil