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O Que Esclerose MúLtipla?

O que leva uma pessoa a ter esclerose múltipla?

Fale Conosco Fale Conosco Profissionais Da Saúde Termos De Uso Política De Privacidade Sitemap Home Notícias Últimas notícias Esclerose Múltipla (EM): que fatores podem causar a doença? Esclerose Múltipla (EM): que fatores podem causar a doença? 15/06/2022 Todo ano, no dia 30 de maio, acontece o Dia Mundial da Esclerose Múltipla (EM) para conscientizar sobre essa doença, que afeta 2,8 milhões de pessoas no mundo e 40 mil só no Brasil – principalmente mulheres de 20 a 40 anos de idade.

  1. As causas da esclerose múltipla ainda são desconhecidas, mas os cientistas acreditam que ela é desencadeada por uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
  2. O que é a Esclerose Múltipla (EM)? A esclerose múltipla (EM) é um transtorno que afeta o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).

Ela faz parte das doenças autoimunes, aquelas em que o sistema imunológico do corpo ataca células saudáveis. Na EM, as células de defesa do organismo atacam a bainha de mielina, uma capa de gordura que reveste os axônios — parte dos neurônios através do qual são transmitidos os impulsos nervosos.

  1. Esse dano causa problemas de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo, provocando os sintomas da doença.
  2. Os sintomas da esclerose múltipla ocorrem em crises.
  3. Geralmente, nos primeiros anos da doença, os sintomas surgem e desaparecem espontaneamente depois de algumas semanas, e a pessoa se recupera sem sequelas.

Nessa fase, com tratamento adequado, a pessoa pode ter longos períodos de remissão sem novas crises. Porém, com o passar dos anos, muitos pacientes não se recuperam mais plenamente das crises e passam a acumular sequelas, como perda visual definitiva e maior dificuldade para andar.

Embora a doença não tenha cura, os tratamentos disponíveis ajudam a acelerar a recuperação das crises, modificar o curso da doença e controlar os sintomas.

Quais são os sinais e sintomas da Esclerose Múltipla (EM)? Os sinais e sintomas da esclerose múltipla variam de pessoa para pessoa e dependem da localização dos neurônios comprometidos. Os locais no sistema nervoso, que são alvo preferencial da perda de mielina característica da doença, são o cérebro, o tronco cerebral, os nervos ópticos e a medula espinhal.

Alterações ligadas à fala e deglutição – como fala arrastada e dificuldade para engolir; Fadiga – cansaço intenso e momentaneamente incapacitante; Transtornos cognitivos – pode haver comprometimento da memória e dificuldade para executar tarefas; Transtornos emocionais – como depressão, ansiedade, irritabilidade; Problemas no trato urinário e intestinal – bexiga hiperativa, prisão de ventre, urgência fecal; Transtornos visuais – como visão embaçada ou dupla, perda do brilho das cores e até perda da visão; Problemas de equilíbrio e coordenação – inclui instabilidade ao caminhar, vertigens e fraqueza nos membros; Rigidez excessiva – de algum membro do corpo.

Como é feito o diagnóstico da Esclerose Múltipla (EM)? O profissional mais adequado para diagnosticar a esclerose múltipla é o médico neurologista. Para isso, ele irá fazer as seguintes análises: Aspectos clínicos – análise dos sinais e sintomas do paciente, além do histórico de saúde; Exames de imagem – como a ressonância magnética de crânio e coluna, principal exame para diagnóstico da EM; Análise do líquor – que é o líquido presente em cavidades no cérebro e na medula espinhal.

Imunologia – estudo do sistema imunológico do corpo; Epidemiologia – estudo dos padrões de doenças em grandes grupos de pessoas; Genética – a fim de identificar alterações nos genes de pessoas que desenvolvem EM; Agentes infecciosos – como vírus.

Acredita-se que a esclerose múltipla é causada por uma combinação de fatores, incluindo predisposição genética (com alguns genes que regulam o sistema imunológico já identificados) e fatores ambientais, tais como infecções virais, deficiência de vitamina D, tabagismo e obesidade.

  1. Confira, a seguir, o que se sabe até agora sobre cada um desses fatores e sua relação com a esclerose múltipla.
  2. Fatores imunológicos A esclerose múltipla é consequência de uma resposta imune anormal que provoca inflamação e danos no sistema nervoso central.
  3. Muitas células podem provocar essa resposta imune anormal.

Duas importantes delas são as células T e as células B:

Células T – são ativadas no sistema linfático (linfonodos) e acessam o cérebro e medula espinhal através dos vasos sanguíneos. Uma vez ali, liberam substâncias que provocam inflamação e danos à mielina, aos neurônios e às células que produzem mielina. As células T são importantes para ajudar a ativar as células B e atrair outras células imunes. Células T reguladoras, um tipo de célula T, trabalha de forma contrária, desligando a inflamação. Na EM, as células T reguladoras não funcionam corretamente e não desligam efetivamente a inflamação. Células B – ativadas com a ajuda das células T, produzem anticorpos e estimulam outras proteínas. Na esclerose múltipla, as células B causam danos ao sistema nervoso central.

Fatores ambientais Fator geográfico – os pesquisadores perceberam que a esclerose múltipla ocorre com mais frequência em áreas distantes do Equador. Também notaram que pessoas nascidas em uma área com alto risco de EM que migram para uma região ou país com menor risco antes da idade de 15 anos passam a ter o risco de sua nova região.

Epidemiologistas analisam variações na geografia e demografia para entender por que um número mais alto de casos de EM ocorreu em um período ou local específico, o que pode fornecer pistas sobre o risco ambiental ou genético da doença. Porém, até agora, não existem evidências claras da existência de qualquer fator geográfico que desencadeie a EM.

Deficiência de vitamina D – ter baixos níveis de vitamina D no sangue por um período prolongado foi identificado como um fator de risco para o desenvolvimento da esclerose múltipla. A vitamina D contribui para a função imunológica e pode proteger contra doenças autoimunes.

Isso pode ajudar a explicar por que pessoas que vivem mais perto do Equador têm menor risco de EM. Elas estão expostas a maiores quantidades de luz solar durante o ano, o que ativa a vitamina D no nosso corpo.

Tabagismo – estudos demonstraram que o hábito de fumar aumenta o risco de desenvolver esclerose múltipla e de ter formas mais graves da doença. Felizmente, as evidências também sugerem que parar de fumar, seja antes ou depois do início da EM, está associado a uma progressão mais lenta do transtorno neurológico.

Retrovírus endógeno humano; Vírus Epstein-Barr, causador da mononucleose.

Fatores genéticos Pessoas com parentes de primeiro grau (pais, irmãos e filhos) com esclerose múltipla possuem maior probabilidade de receber o diagnóstico. O risco é especialmente alto para quem tem um irmão gêmeo com EM – nesse caso, as chances de também ter a doença são de 25%.

https://www.abem.org.br/esclerose-multipla/o-que-e-esclerose-multipla/ – acesso em 16/05/22; https://www.hospitalanchieta.com.br/esclerose-multipla/ – acesso em 17/05/2022; https://www.bio.fiocruz.br/index.php/br/sintomas-origem-e-tratamento – acesso em 17/05/22; https://bvsms.saude.gov.br/eu-me-conecto-nos-nos-conectamos-30-5-dia-mundial-da-esclerose-multipla/ – Acesso 18/05/22; https://www.nationalmssociety.org/What-is-MS/What-Causes-MS – acesso 18/05/22; https://sp.unifesp.br/epe/desc/noticias/esclerose-multipla-2021 – acesso 18/05/22; https://www.einstein.br/doencas-sintomas/esclerose-multipla – acesso 18/05/22.

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Quais são os primeiros sinais de esclerose múltipla?

Sintomas da esclerose múltipla – Os sintomas de esclerose múltipla variam consideravelmente conforme a pessoa e o momento, dependendo das fibras nervosas desmielinizadas:

Se as fibras nervosas que transmitem as informações sensoriais ficarem desmielinizadas, ocorrem problemas com sensações (sintomas sensoriais). Se as que estiverem desmielinizadas são as que transportam sinais para os músculos, manifestam-se problemas de mobilidade (sintomas motores).

A esclerose múltipla pode avançar e retroceder de forma imprevisível. No entanto, existem vários padrões típicos de sintomas:

Padrão de recaída-remissão: As recaídas (quando os sintomas pioram) alternam com as remissões (quando os sintomas melhoram ou não pioram). As remissões podem durar meses ou anos. As recaídas surgem espontaneamente ou são desencadeadas por uma infecção como a gripe. Padrão progressivo primário: A doença avança gradualmente sem remissões nem recaídas óbvias, ainda que possam existir intervalos temporários, nos quais a doença permanece estabilizada. Padrão progressivo secundário: Esse padrão começa com recaídas que alternam com remissões (o padrão recaída-remissão), seguidas de um avanço gradual da doença. Padrão recidivante progressivo: A doença progride gradualmente, mas essa progressão é interrompida por recaídas súbitas. Esse padrão é raro.

Em média, sem tratamento, as pessoas apresentam cerca de uma recaída a cada dois anos, mas a frequência varia muito. Os sintomas indefinidos de desmielinização cerebral, por vezes, começam muito antes de o problema ser diagnosticado. Os sintomas iniciais mais comuns são os seguintes:

Formigamento, dormência, dor, ardor e coceira nos braços, pernas, tronco ou face e, algumas vezes, uma menor sensibilidade ao toque Perda de força ou destreza em uma perna ou mão, que pode se tornar rígida Problemas com a visão

A visão pode se tornar turva ou pouco clara. E, principalmente, as pessoas perdem a habilidade de enxergar quando olham para frente (visão central). A visão periférica (lateral) é menos afetada. Pessoas com esclerose múltipla também podem apresentar os seguintes problemas de visão: Excesso de calor – for exemplo, clima quente, banho quente de banheira ou chuveiro ou febre – podem piorar os sintomas temporariamente.

Quando a parte posterior da medula espinhal no pescoço é afetada, ao inclinar o pescoço para a frente é produzida uma sensação de descarga elétrica ou uma sensação de formigamento que desce pelas costas, desce a ambas as pernas, a um braço ou a um lado do corpo (uma resposta denominada sinal de Lhermitte).

Geralmente, a sensação dura apenas um momento e desaparece ao endireitar o pescoço. Frequentemente, sente-se sempre que o pescoço permanece inclinado para frente. À medida que a esclerose múltipla avança, os movimentos podem tornar-se trêmulos, irregulares e ineficazes.

As pessoas podem ficar parcial ou completamente paralisadas. Músculos fracos podem contrair involuntariamente (chamado espasticidade), causando, às vezes, cãibras doloridas. A fraqueza e espasticidade do músculo podem interferir no andar, chegando até a impossibilitá-lo, mesmo com um andador ou outro aparelho.

Algumas pessoas ficam confinadas a uma cadeira de rodas. As pessoas que não podem caminhar podem desenvolver osteoporose Osteoporose (densidade óssea diminuída). A linguagem pode tornar-se lenta, com sussurros e titubeações. As pessoas com esclerose múltipla podem não conseguir controlar as respostas emocionais e podem rir ou chorar em situações impróprias.

Necessidade forte e frequente de urinar Perda involuntária de urina (incontinência urinária) Dificuldade para começar a urinar

A urina retida pode ser um local fértil para as bactérias, aumentando a probabilidade de surgirem infecções do trato urinário. Se as recaídas se tornarem mais frequentes, as pessoas ficarão cada vez mais incapacitadas, por vezes, de forma permanente.

Avaliação médica Ressonância magnética Algumas vezes testes adicionais

Devidos aos sintomas variarem muito, é possível que o médico não reconheça o problema nas suas etapas iniciais. O médico suspeita de esclerose múltipla em jovens que, de repente, apresentam visão turva Visão, embaçada Visão embaçada é o sintoma mais comum da visão., visão dupla Visão dupla Visão dupla é ver duas imagens de um só objeto. A visão dupla pode ocorrer quando apenas um olho está aberto (diplopia monocular) ou, o que é mais comum, quando os dois olhos estão abertos, leia mais ou dificuldades de movimento Considerações gerais sobre doenças do movimento Cada movimento do corpo, desde levantar a mão até sorrir, implica em uma interação complexa entre o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), os nervos e os músculos.

  • Uma lesão ou.
  • Leia mais e sensações anormais em regiões aleatórias do corpo.
  • Os sintomas oscilantes e um padrão de recaídas e remissões confirmam o diagnóstico.
  • As pessoas devem descrever claramente ao seu médico todos os sintomas que apresentaram, particularmente se os sintomas não estiverem presentes no momento da consulta.

Algumas vezes, a desmielinização é detectada quando uma RM é realizada por outro motivo, antes de a esclerose múltipla causar quaisquer sintomas. Um diagnóstico de esclerose múltipla pode ser claro com base nos sintomas atuais, no histórico de recaídas e remissões, no exame físico e na RM.

Se não forem, são realizados outros testes para obter informações adicionais: Outros testes podem ajudar os médicos a distinguirem a esclerose múltipla de outras doenças que causam sintomas semelhantes, como AIDS Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é uma infecção viral que destrói progressivamente certos glóbulos brancos e é tratada com medicamentos antirretrovirais.

Se não for tratada. leia mais, paraparesia espástica tropical Mielopatia associada a HTLV-1/Paraparesia espástica tropical (HTLV-1–Associated Myelopathy/Tropical Spastic Paraparesis ) A mielopatia associada a HTLV-1/paraparesia espástica tropical é uma doença da medula espinhal que progride lentamente causada pelo vírus T linfotrópico 1 humano (HTLV-1)., artrite do pescoço, síndrome de Guillain-Barré Síndrome de Guillain-Barré (SGB) A síndrome de Guillain-Barré é uma forma de polineuropatia que causa fraqueza muscular. Esta geralmente piora ao longo de alguns dias ou semanas e, depois, melhora lentamente ou retorna ao normal.

Leia mais, ataxias hereditárias Ataxia de Friedreich Os distúrbios de coordenação muitas vezes resultam de disfunção do cerebelo, a parte do cérebro que coordena os movimentos voluntários e controla o equilíbrio. O cerebelo não funciona bem, o. leia mais, lúpus Lúpus eritematoso sistêmico (LES) O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória autoimune crônica do tecido conjuntivo, que pode envolver as articulações, rins, pele, membranas mucosas e paredes dos vasos sanguíneos.

leia mais, doença de Lyme Doença de Lyme A doença de Lyme é uma infecção transmitida por carrapato, causada por espécies de Borrelia, principalmente por Borrelia burgdorferi e, às vezes, por Borrelia mayonii nos. leia mais, ruptura do disco espinhal Hérnia de disco Uma hérnia de disco ocorre quando o revestimento resistente de um disco na coluna sofre laceração ou se rompe. O interior macio e gelatinoso pode, então, criar uma protuberância para fora (hérnia). leia mais, sífilis Sífilis A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, Ela pode ocorrer nos três estágios de sintomas, separados por períodos de aparente boa saúde. leia mais e um cisto na medula espinhal ( siringomielia Siringomielia da medula espinhal ou do tronco cerebral Um cisto consiste numa cavidade cheia de líquido que surge na medula espinhal (denominada siringomielia), no tronco cerebral (denominada siringobulbia) ou em ambos.

Corticosteroides Medicamentos que ajudam a impedir o sistema imunológico de atacar as bainhas de mielina. Medidas para controlar os sintomas

Nenhum tratamento para a esclerose múltipla é universalmente eficaz. Em caso de uma crise aguda, corticosteroides são mais comumente utilizados. Provavelmente, funcionam ao suprimir o sistema imunológico. São administrados por um curto período de tempo para aliviar sintomas imediatos (como perda de visão, força ou coordenação), caso os mesmos interfiram no funcionamento do organismo.

Por exemplo, pode-se administrar prednisona por via oral ou metilprednisolona por via endovenosa. Embora os corticosteroides possam diminuir as recaídas e reduzir a progressão da esclerose múltipla, eles não param sua progressão. Raramente se utilizam os corticosteroides durante um período prolongado, já que podem causar muitos efeitos colaterais, como um aumento da propensão para as infecções, diabetes, aumento de peso, cansaço, osteoporose e úlceras.

Os corticosteroides são iniciados e suspensos conforme a necessidade. Frequentemente são também usados medicamentos que ajudam a impedir o sistema imunológico de atacar as bainhas de mielina. Esses medicamentos ajudam a reduzir o número de futuras recaídas.

As injeções de interferon beta reduzem a frequência de recaídas e podem ser úteis para retardar a invalidez. As injeções de acetato de glatirâmero podem proporcionar benefícios semelhantes às pessoas com esclerose múltipla leve inicial. Fingolimode, ozanimode, ponesimode, siponimode, teriflunomida, cladribina e fumarato de dimetila, fumarato de monometila e fumarato de diroximel podem ser usados para tratar a esclerose múltipla que ocorre em padrões recorrentes. Esses medicamentos podem ser tomados por via oral. Fingolimode, fumarato de dimetila, fumarato de monometila e fumarato de diroximel também aumentam o risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva, embora o risco seja muito menor do que com natalizumabe. O ocrelizumabe é um anticorpo monoclonal utilizado para tratar esclerose múltipla que ocorre em padrões recorrentes ou progressivos primários. Ele é administrado como infusão em uma veia a cada seis meses. Ele pode causar reações à infusão que podem incluir erupção cutânea, coceira, dificuldade para respirar, inchaço da garganta, tontura, pressão arterial baixa e frequência cardíaca rápida. O alentuzumabe (utilizado para tratar leucemia), também um anticorpo monoclonal, é eficaz no tratamento da esclerose múltipla que ocorre em padrões de recaída (padrão de recaída-remissão e padrão recidivante progressivo). Este é administrado por via intravenosa. No entanto, aumenta o risco de doenças autoimunes graves e determinados tipos de cânceres. Consequentemente, o alentuzumabe é geralmente utilizado apenas quando o tratamento com outros dois ou mais medicamentos não tem sido eficaz. Ofatumumabe é usado para tratar formas recidivantes de esclerose múltipla e esclerose múltipla em progressão ativa. Ele é injetado sob a pele (via subcutânea). Pessoas com esclerose múltipla podem aprender a administrar a injeção sozinhas. Ublituximabe também é usado para tratar formas recorrentes de esclerose múltipla e esclerose múltipla em progressão ativa. Este é administrado por via intravenosa. Ublituximabe aumenta a suscetibilidade de uma pessoa a infecções (como infecções do trato urinário, infecções do trato respiratório superior e infecções por herpesvírus) Infecções por herpesvírus porque ele suprime o sistema imunológico. Mitoxantrona, um medicamento para quimioterapia, pode reduzir a frequência de recaídas e diminuir a progressão da doença. É administrada somente quando outros medicamentos não funcionam e normalmente por até dois anos apenas, pois pode causar lesão cardíaca. Às vezes, imunoglobulinas, administradas por via intravenosa uma vez ao mês, ajudam quando outros medicamentos não funcionaram. A imunoglobulina consiste de anticorpos obtidos do sangue de pessoas com um sistema imunológico normal.

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Os medicamentos que aumentam o risco de leucoencefalopatia multifocal progressiva (natalizumabe, fingolimode e fumarato de dimetila) são usados somente por médicos especialmente treinados. Além disso, as pessoas que os tomam devem ser observadas periodicamente quanto a sinais de leucoencefalopatia multifocal progressiva.

Espasmos musculares: Relaxantes musculares baclofeno ou tizanidina Problemas com a marcha: Dalfampridina, tomada por via oral, para melhorar a marcha Dores por anomalias nos nervos: Medicamentos anticonvulsivantes (como gabapentina, pregabalina ou carbamazepina) ou, algumas vezes, antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina) Tremores: Clonazepam ou gabapentina ou, em casos graves, encaminhamento a um especialista com experiência na injeção de toxina botulínica (uma toxina bacteriana usada para paralisar músculos ou tratar rugas) Fadiga: Amantadina (usada para tratar a doença de Parkinson) ou, menos frequentemente, medicamentos usados para tratar a sonolência excessiva (como modafinila, armodafinila ou anfetamina) Depressão: Antidepressivos, como sertralina ou amitriptilina, orientação, ou ambos Constipação intestinal: Amolecedores do bolo fecal ou laxantes tomados regularmente

As pessoas com retenção urinária podem aprender a cateterizar-se sozinhas para esva­ziar a bexiga. As pessoas com esclerose múltipla conseguem, frequentemente, manter um estilo de vida ativa, ainda que costumem se cansar com facilidade e possam não ser capazes de cumprir muitas obrigações.

Ajuda para encorajamento e reafir­mação. Os exercícios praticados com regularidade, como a bicicleta estática, os passeios, a natação ou os alongamentos, reduzem a espasticidade e contribuem para manter a saúde cardiovascular, muscular e psicológica. A fisioterapia pode ajudar a manter o equilíbrio, a capacidade de caminhar e o nível de mobilidade, assim como a reduzir a espasticidade e a debilidade.

As pessoas devem caminhar sozinhas o máximo de tempo possível. Assim, melhoram sua qualidade de vida e ajudam a evitar a depressão. Evitar altas temperaturas – por exemplo, não tomar banho quente – pode ajudar, pois o calor pode piorar os sintomas. As pessoas que fumam devem parar.

Se as pessoas estiverem incapacitadas, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e fonoaudiólogos podem ajudar na reabilitação. Eles podem ajudar pessoas na reabilitação diante da incapacidade causada pela esclerose múltipla. Assistentes sociais podem recomendar e ajudar a organizar serviços e equipamentos necessários.

Quais efeitos tem a esclerose múltipla e quão rapidamente progride varia de modo amplo e imprevisível. As recaídas podem durar meses até 10 anos ou mais. Entretanto, algumas pessoas, como homens que desenvolvem a doença na meia-idade e que têm crises frequentes, podem ficar rapidamente incapacitadas.

  1. No entanto, cerca de 75% das pessoas com esclerose múltipla nunca necessitam de uma cadeira de rodas e cerca de 40% não têm necessidade de interromper as suas atividades normais.
  2. Fumar cigarros pode fazer a doença progredir mais rapidamente.
  3. A menos que a esclerose múltipla seja muito grave, o tempo de vida geralmente não é afetado.

Os seguintes recursos em inglês podem ser úteis. Vale ressaltar que o MANUAL não é responsável pelo conteúdo desses recursos.

Multiple Sclerosis Association of America (MSAA) : esse site fornece informações gerais sobre a esclerose múltipla (incluindo sintomas, diagnóstico e tratamento), sobre o gerenciamento de prescrições médicas e sobre o convívio com a doença (incluindo links para outras pessoas que têm a doença, blogs e um aplicativo que ajuda a lidar com a esclerose múltipla). National Multiple Sclerosis Society : esse site fornece informações gerais sobre a esclerose múltipla (incluindo sintomas, diagnóstico e tratamento), dicas (de dieta, exercícios e saúde mental), recursos e links de apoio.

O que sente um paciente com esclerose múltipla?

O quadro clínico de cada surto é variável e pode apresentar mais de um sintoma. Alguns pacientes apresentam piora dos sintomas na ocorrência de febre ou infecções, frio extremo, calor, fadiga, exercício físico, desidratação, variações hormonais e estresse emocional – no geral são situações transitórias.

Qual a idade que aparece a esclerose múltipla?

Esclerose múltipla (EM) é a doença neurológica que mais afeta jovens adultos no mundo (a idade média ao diagnóstico é de 30 anos), sendo na sua maioria, mulheres. A enfermidade foi descrita pela primeira vez em 1868 pelo médico francês Jean-Martin Charcot e, segundo estimativas da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), afeta cerca de 40 mil brasileiros.

É crônica, progressiva e autoimune, ou seja, as células de defesa do corpo atacam o próprio sistema nervoso central, cérebro e medula espinhal, destruindo o tecido protetor (mielina), que envolve as fibras nervosas, impedindo ou alterando a transmissão das mensagens do cérebro para as diversas partes do corpo.

Um exemplo do que ocorre na EM: os estímulos cerebrais que o cérebro envia à mão, não chegam adequadamente, causando paralisia, dormência ou incoordenação do movimento. Há três tipos de EM : – Forma remitente-recorrente: é o tipo mais comum e afeta cerca de 85% dos pacientes com EM.

  1. Caracteriza-se pela ocorrência de surtos súbitos – crises inflamatórias que danificam a bainha de mielina causando cicatrizes, também chamadas de placas ou lesões, que provocam degeneração das fibras nervosas ou axônios.
  2. Ocorrem aleatoriamente, variando em número e frequência, de pessoa para pessoa.
  3. Forma primária: o paciente não apresenta surtos mas desenvolve sintomas e sequelas progressivamente.

– Esclerose múltipla secundária progressiva: o paciente apresenta inicialmente surtos e remissões e, após algum tempo, a doença se torna progressiva com piora de forma lenta. Sintomas : – fadiga; – distúrbios visuais; – rigidez; – fraqueza muscular; – desequilíbrio; – alterações sensoriais; – dor; – disfunção da bexiga e/ou do intestino; – disfunção sexual; – dificuldade para articular a fala; – dificuldade para engolir; – alterações emocionais; – alterações cognitivas.

Tratamento: Embora não exista cura, há tratamentos medicamentosos que buscam reduzir a atividade inflamatória e a ocorrência dos surtos ao longo dos anos, contribuindo para a diminuição do acúmulo de incapacidades durante a vida do paciente e, além do foco na doença, tratar os sintomas é muito importante para sua qualidade de vida.

Os medicamentos utilizados, bem como todo o tratamento, devem ser indicados e acompanhados pelo médico neurologista de forma individualizada. Recomendações : – Embora não altere a evolução da doença, é importante manter a prática de exercícios físicos, pois eles ajudam a fortalecer os ossos, a melhorar o humor, a controlar o peso e a atenuar sintomas como a fadiga; – Quando os movimentos estão comprometidos, a fisioterapia ajuda a reformular o ato motor, dando ênfase à contração dos músculos ainda preservados; – O tratamento fisioterápico associado a determinados medicamentos ajuda também a reeducar o controle dos músculos que controlam a eliminação de fezes e urina (esfíncteres); – Nas crises agudas da doença, é aconselhável que o paciente permaneça em repouso.

O Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla é uma data comemorativa instituída pela Lei nº 11.303/2006 e tem como objetivos dar maior visibilidade à doença, informar a população e alertar para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Fontes: Agência Senado Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM Câmara Municipal de São Paulo Dr.

Dráuzio Varella Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás Universidade Federal do Pará

Quando desconfiar que tenho esclerose múltipla?

T ranstornos visuais – Entre os transtornos visuais mais característicos da esclerose múltipla estão a diplopia (visão dupla), neurite ótica, visão turva, entre outros. Alguns pacientes relatam ponto cego ou turvo no centro da visão, além de o movimento dos olhos se tornar dolorido.

Como saber se vc tem esclerose múltipla?

Os médicos se baseiam em testes clínicos e de imagem para detectar a doença. São realizados exames de ressonância e de coleta de líquor (LCR — líquido cefalorraquidiano), que é extraído, por meio de uma punção, da coluna lombar e ajuda a confirmar a doença.

Onde é a dor da esclerose múltipla?

Espasmos – Espasmos são contrações involuntárias súbitas de um músculo ou um grupo muscular resultante de nervos danificados. A maioria dos espasmos ocorrem nas pernas e braços. Os espasmos podem ser dolorosos, necessitando de uma abordagem específica tanto à base de medicamentos quanto não medicamentosa.

Como é a dor na esclerose múltipla?

Publicado: 21 Novembro 2019 Última Atualização: 21 Novembro 2019 Descrição: É uma das doenças mais comuns do Sistema Nervoso Central: cérebro e medula espinhal em adultos jovens. É caracterizada também como doença desmielinizante, pois lesa a mielina, prejudicando a neurotransmissão.

A mielina é um complexo de camadas lipoproteicas formado no início do desenvolvimento pela oligodendroglia no SNC, a qual envolve e isola as fibras nervosas (axônios), permitindo que os nervos transmitam seus impulsos rapidamente, ajudando na condução das mensagens que controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do organismo.

Causa: Ainda desconhecida Sintomas: A Esclerose Múltipla é uma doença muito variável e os sintomas dependem das zonas afetadas no SNC. Em cada indivíduo a Esclerose Múltipla se manifesta com diferentes sintomas, que variam em cada caso. A primeira lesão a se manifestar clinicamente pode não ser a primeira ocorrida.

  1. A maioria das pessoas experimenta mais de um sintoma, sendo os mais comuns: fadiga, fraqueza muscular, parestesia (sensação tátil anormal, p.ex.
  2. Formigamento), deambulação instável, visão dupla, tremor e disfunção da bexiga e dos intestinos.
  3. Manifestações como hemiplegia (paralisia de um lado do corpo), neuralgia do trigêmeo e paralisia facial, são menos comuns.

Alguns desses sintomas são imediatamente evidentes, outros, são freqüentemente sutis, «ocultos». Os sintomas podem ser difíceis para serem descritos, inclusive pelos familiares, ou pelos cuidadores da pessoa com Esclerose Múltipla, que não os notam, e também podem passar despercebidos no trabalho e nas atividades sociais, porém diminuem a qualidade de vida claramente.

  • Na grande maioria dos portadores, a doença provoca uma série de crises cujos sintomas podem ser discretos ou intensos e que aparecem e desaparecem.
  • Isso faz com que o doente se recupere parcial ou totalmente das dificuldades resultantes desses sintomas.
  • Transtornos visuais: visão embaçada, visão dupla (diplopia), neurite óptica, movimentos oculares rápidos e involuntários, raramente, perda da visão.

Problemas de equilíbrio e coordenação: perda de equilíbrio, tremores, instabilidade ao caminhar (ataxia), vertigens e náuseas, insensibilidade em uma das extremidades, falta de coordenação, debilidade, pode afetar pernas e o andar, fraqueza geral. Espasticidade: espasticidade, parestesia (sensação tátil anormal), ou sensação de queimação ou formigamento em uma parte do corpo, outras sensações não definidas, pode haver dor associada à Esclerose Múltipla, como por exemplo dor facial (neuralgia do trigêmio) e dores musculares.

  1. Fala anormal: lenta, arrastada, mudanças no ritmo da fala.
  2. Fadiga ou cansaço: a fadiga é um dos sintomas mais comuns (e problemáticos) da Esclerose Múltipla.
  3. Costuma ser excessiva, sobretudo no calor e em ambientes mais quentes.
  4. Problemas de bexiga e intestinais: incluem a necessidade de urinar com freqüência e/ou urgência, o esvaziamento incompleto e em momentos não apropriados e a retenção urinária.

Os problemas intestinais incluem retenção fecal e, raramente, a perda do controle do esfíncter. Sexualidade: impotência, excitação diminuída, perda de sensação, sensibilidade ao calor. O calor provoca freqüentemente uma piora passageira dos sintomas. Transtornos cognitivos e emocionais: alterações cognitivas são evidenciadas em cerca de 60% dos pacientes de Esclerose Múltipla; a maioria desses apresenta uma deficiência discreta, enquanto que 10 a 20% têm uma deficiência significativa.

O que fazer para evitar a esclerose múltipla?

Há como prevenir? – Essa doença neurológica não existe prevenção por vacinas, por exemplo. Dessa forma, é preciso evitar as causas como tabagismo, obesidade, falta de vitamina D e outros fatores que podem contribuir para o aparecimento da esclerose múltipla.

Qual o exame que detecta a esclerose múltipla?

Os médicos se baseiam em testes clínicos e de imagem para detectar a doença. São realizados exames de ressonância e de coleta de líquor (LCR — líquido cefalorraquidiano), que é extraído, por meio de uma punção, da coluna lombar e ajuda a confirmar a doença.

Que tipo de exame de sangue devo fazer para confirmar esclerose múltipla?

Qual exame de sangue detecta esclerose múltipla? – Até o momento, não existe um exame de sangue específico para detectar a esclerose múltipla. Profissionais de medicina podem recomendá-los apenas para descartar a presença de outras doenças com sinais e sintomas parecidos.

É possível ter uma vida normal com esclerose múltipla?

​ ​​​ Agendar Consulta​ ​ Isabelly Bueno é uma moça jovem, bonita, cheia de vida e bastante engajada. Depois de passar pelo susto de ter o diagnóstico de Esclerose Múltipla no início deste ano, Isa, como gosta de ser chamada, tem uma vida normal para alguém da sua idade.

Hoje eu trabalho, faço faculdade, vou à academia». Essa realidade para alguém com uma doença potencialmente grave e incapacitante como a Esclerose Múltipla só é possível porque, assim que recebeu o diagnóstico, Isabelly iniciou o tratamento imediatamente. A jovem só se lembra que tem a doença, uma vez por mês, quando precisa ir ao Centro de Infusão do Hospital 9 de Julho tomar os medicamentos.

O processo dura apenas uma hora e Isabelly sabe a necessidade de seguir com o tratamento proposto para sua qualidade de vida. E aproveita para dar uma mensagem para quem recebeu o diagnóstico da doença: «Se você fizer o tratamento certinho vai viver uma vida normal.

Como se comporta uma pessoa com esclerose?

Um dos maiores desafios relacionados à esclerose múltipla é reconhecer seus sinais e sintomas, que incluem fadiga intensa, fraqueza muscular, vertigens não características, alteração do equilíbrio, déficits da coordenação motora, disfunção intestinal e da bexiga, transtornos visuais e alterações sensitivas (dormência

Como é a coceira da esclerose múltipla?

Pessoas que convivem com EM podem sofrer problemas de dor, fadiga e mobilidade, mas existem outros sintomas menos comuns. Quando você convive com esclerose múltipla (EM), os sinais entre seu cérebro e medula espinhal podem estar disfuncionais, causando dor, fadiga e mobilidade reduzida à medida que a doença progride.

Algumas pessoas com EM têm apenas alguns desses sintomas, enquanto outras podem conviver com muitos. Talvez você perceba que sintomas de EM vêm e vão, enquanto outras pessoas os sentem duradouros. «O que é surpreendente sobre os sintomas de EM é que eles podem afetar funções diferentes», diz Rosalind Kalb, PhD, psicólogo clínico e consultor da Sociedade Nacional de Esclerose Múltipla (NMSS).

«Alguns são físicos, alguns emocionais e alguns intelectuais. Nós tendemos a nos concentrar nos que podemos ver, mas muitas pessoas podem estar vivendo com uma variedade de sintomas que simplesmente não são evidentes». Aqui estão alguns sintomas menos evidentes de EM que, na sua maioria, são bastante raros.

Vertigem

Algumas pessoas com EM podem apresentar tonturas, na qual a pessoa se sente fraca, leve ou fora de equilíbrio. Um sintoma EM menos comum é a vertigem. Quando você tem um episódio de vertigem, você sente como se o quarto estivesse girando ao seu redor, diz Kalb. A vertigem pode ser tratada, algumas vezes, como labirintite.

Distúrbios da fala

Os problemas com a fala relacionada à esclerose múltipla geralmente envolvem dificuldade em articular – suas palavras não são muito claras, diz Pat Kennedy, RN, uma enfermeira certificada e educadora de enfermagem em «Can do MS», uma organização nacional que fornece programas de capacitação de estilo de vida para pessoas vivendo com EM e seus parceiros.

Não está claro exatamente como são os distúrbios da fala disseminados. Em uma pesquisa que dependia de pacientes relatando seus sintomas de EM, 23% sentiam que tinham problemas de fala e voz. Pesquisas conduzidas através da Universidade de Gotemburgo na Suécia mostraram que em um grupo de 77 pessoas com EM, cerca de metade apresentava dificuldades de fala, geralmente pequenas.

Este estudo não analisou problemas de fala em pessoas sem EM, então não é possível dizer se seus problemas foram devidos a EM ou foram secundários a outra causa. Um terapeuta do discurso e da linguagem, como um fonoaudiólogo (a), pode ajudar a tratar as dificuldades de fala.

Dificuldade de deglutição

Você pode sentir dificuldade em engolir ou disfagia com EM, especialmente se você possui comprometimento cerebral. Algumas pessoas podem ter dificuldade em mastigar, sufocar quando comem, ou driblar bebidas no queixo. Problemas com a deglutição podem ocorrer quando você é diagnosticado com esclerose múltipla ou quando progride.

Comichão

Com EM, você pode ter sensações como «pinos e agulhas» ou dores de queimaduras, esfaqueadas ou agarradas. Além disso, algumas pessoas experimentam comichão. Quando você tem EM, os nervos em sua pele ou os nervos que enviam sinais para sua pele podem ser danificados.

  1. Este dano pode causar-lhe uma sensação de coceira mesmo que não consiga qualquer irritação.
  2. Porque a causa é neurológica e não física como uma mordida de insetos ou erupção cutânea, os cremes tópicos para a pele não ajudarão.
  3. De acordo com o NMSS, vários medicamentos podem ajudar este tipo de prurido.
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Seu médico também pode prescrever medicamentos anti-coceira. Ninguém sabe ao certo quantas pessoas obtêm esse sintoma de EM, mas não é muito comum, diz Kennedy.

Problemas auditivos

A dificuldade auditiva é um sintoma de EM incomum. Esse problema pode variar de um toque nos ouvidos a uma perda súbita de audição. A perda de audição pode ser o primeiro sinal de esclerose múltipla. Ainda assim, porque este sintoma de EM é tão raro, é mais provável que seja de outra coisa.

Tremores

Os tremores podem ser sintomas de esclerose múltipla bastante angustiantes. Estes diferentes tremores são diferentes dos causados ​​pela doença de Parkinson: se você tem EM, você pode experimentar um tremor de mão quando você alcança um copo ou pega um garfo, diz Kennedy, mas aqueles com Parkinson podem sentir sua mão ou perna tremer quando está descansando.

Disfunção Sexual

De acordo com o NMSS, a pesquisa mostra que muitas pessoas com EM fazem sexo com menos frequência por causa de sua condição – o dano ao sistema de sinal que corre ao longo dos nervos da medula espinal também interrompe os sinais que seu cérebro envia para seus órgãos sexuais.

  1. Os homens podem sofrer disfunção erétil ou ejaculação retardada; Para as mulheres, as questões sexuais podem incluir a secura vaginal e perda de sensibilidade.
  2. Para pessoas com EM, a falta de sexo também pode ser uma questão de auto-estima», diz Kennedy.
  3. Os medicamentos estão disponíveis para ajudar homens e mulheres a lidar com a disfunção sexual.

Um terapeuta conjugal ou sexual também pode ajudar os casais.

Dores de cabeça

Embora as dores de cabeça não sejam geralmente consideradas como um sintoma de EM, alguns estudos mostram que as pessoas com EM são mais propensas a ter certos tipos de dores de cabeça do que as pessoas sem a doença. Pesquisadores da Universidade de Nova York descobriram que mulheres com EM podem sofrer de dores de cabeça tipo tensão ou enxaquecas.

  • Analisando dados em mais de 116 mil participantes no Estudo de Saúde de Enfermagem de longo prazo II, publicado em janeiro de 2012 na revista Esclerose Múltipla, descobriram que dos 402 diagnosticados com EM ao longo do estudo, 84 tinham sido diagnosticados com enxaquecas antes do início do estudo.
  • Converse sempre com o médico que te acompanha para encontrar a melhor estratégia para tratar a esclerose múltipla e os tipos de sintomas que possam se apresentar.

Fonte: Everyday Health, traduzido e adaptado – Redação AME: http://bit.ly/2NUMeQ6

Qual o médico que cuida da esclerose múltipla?

O diagnóstico da esclerose múltipla pode ser, inicialmente, feito por um clínico geral, porém, é necessário que um médico neurologista seja consultado. Habitualmente, ele irá analisar o caso do paciente e pedir exames específicos. O Que Esclerose MúLtipla + O que é esclerose múltipla? + Conheça as causas e sintomas da esclerose múltipla A partir do diagnóstico, o tratamento será prescrito de acordo com a apresentação do caso, múltipla incluindo medicamentos e também mudanças de hábitos e terapias alternativas. Alguns dos profissionais que podem estar envolvidos no tratamento são:

Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Neurologista; Psicólogo; Terapeuta ocupacional.

Os medicamentos visam reduzir a atividade inflamatória da doença, como imunomoduladores, que podem diminuir, a frequência e intensidade dos surtos, além de reduzir a progressão observada em exames de imagem. Os imunossupressores são medicamentos que também podem ser utilizados no tratamento da esclerose múltipla, com a função de reduzir a atividade do sistema imunológico contra o sistema nervoso.

  • Durante os surtos, a pulsoterapia é geralmente utilizada.
  • Esse tratamento consiste em administrar altas doses de corticoides sintéticos endovenosos, por um curto período, entre 3 a 5 dias.
  • Além do tratamento medicamentoso, outras terapias podem ser indicadas importantes para a reabilitação neurológica, como a fisioterapia, fonoterapia, terapia ocupacional.

Além disso, outras terapias podem ser indicadas para melhorar a qualidade de vida do paciente, diminuir a fadiga, depressão, entre outros sintomas, como a acunpuntura, a arteterapia e outras. Além do tratamento medicamentoso, outras terapias podem ser indicadas, como a neurorreabilitação e a arteterapia.

Como é o cansaço da esclerose múltipla?

FADIGA E ESCLEROSE MÚLTIPLA ESTUDO PRELIMINAR DE 15 CASOS ATRAVÉS DE ESCALAS DE AUTO-AVALIAÇÃO MARIA FERNANDA MENDES * * Centro de Atendimento e Tratamento de Esclerose Múltipla (CATEM) da Disciplina de Neurologia do Departamento de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo: Professor Instrutor; ** Professor Adjunto.

  1. Aceite: 14-fevereiro-2000.
  2. CHARLES PETER TILBERY ** * Centro de Atendimento e Tratamento de Esclerose Múltipla (CATEM) da Disciplina de Neurologia do Departamento de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo: Professor Instrutor; ** Professor Adjunto.
  3. Aceite: 14-fevereiro-2000.

, EDUARDO FELIPE * * Centro de Atendimento e Tratamento de Esclerose Múltipla (CATEM) da Disciplina de Neurologia do Departamento de Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo: Professor Instrutor; ** Professor Adjunto. Aceite: 14-fevereiro-2000.

RESUMO – Fadiga é um sintoma incapacitante, frequentemente observado nos pacientes com esclerose múltipla, porém pouco compreendido. Escalas de auto-avaliação são utilizadas para melhor estudar este sintoma subjetivo. Foram aplicadas três escalas de avaliação de fadiga em 15 pacientes com diagnóstico de esclerose múltipla, em 9 dos quais havia a referência de fadiga.

Nestes os escores apresentavam-se elevados, o que significa fadiga acentuada. As escalas aplicadas demonstraram ser complementares na avaliação da fadiga, a qual se mostrou um sintoma importante nos pacientes avaliados. Palavras-chave: esclerose múltipla, fadiga, escalas de mensuração.

Fatigue and multiple sclerosis: preliminary study of 15 patients with self-reported scales ABSTRACT – Fatigue is a common and disabiling symptom in multiple sclerosis but is poorly understood. Self-report measures are designed to capture the patient’s subjective sense of fatigue. We applied three scales in 15 patients with MS.

Nine of them reported fatigue. The scores were high in all of these patients. We conclude that these scales must be used in assemble, to evaluate this symptom. Also, fatigue a very important symptom in multiple sclerosis patients. Key Words: multiple sclerosis, fatigue, measurement scale.

  • A fadiga é um sintoma inespecífico, encontrado com frequência na população.
  • Ela é definida como sensação de cansaço físico profundo, perda de energia ou mesmo sensação de exaustão, e é importante a sua diferenciação com depressão ou fraqueza muscular 1,
  • Embora seja um sintoma subjetivo e inespecífico, ela acompanha diversas doenças, podendo ocorrer também em indivíduos sadios 2,

A fadiga é sintoma clínico muito estudado, sendo bem conhecida a sua associação com fenômenos autoimunes, neoplásicos, inflamatórios e infecciosos, e pode ser influenciada por sintomas como dor, distúrbios do sono, alterações do humor e alterações cognitivas.

O nosso conhecimento a seu respeito torna-se limitado devido à ausência de técnicas adequadas para a sua mensuração. Na esclerose múltipla (EM), a fadiga é um sintoma frequente, geralmente crônico e incapacitante, levando a grande impacto na vida diária. O presente estudo refere-se a dados preliminares relativos à observação de 15 pacientes com EM, através de escalas subjetivas de auto-avaliação, as quais têm por objetivo quantificar e analisar as diferentes características clínicas da fadiga, verificando sua aplicabilidade no nosso meio.

MÉTODO Foram estudados 15 pacientes com diagnóstico de EM, definida de acordo com os critérios de Poser e col.3 e 15 adultos normais, sem doenças prévias que pudessem causar fadiga. Os pacientes foram escolhidos aleatoriamente no CATEM do Ambulatório de Neurologia da Santa Casa de São Paulo e o grupo controle foi selecionado entre os acompanhantes dos pacientes.

A entrevista e a aplicação das escalas foi realizada sempre pelo mesmo examinador e o exame neurológico feito por outro médico neurologista. Todos os pacientes se submeteram a exame neurológico, com a aplicação do EDSS (expanded disability status scale) 4 e do mini-exame do estado mental (MEES) 5, além dos seguintes exames laboratoriais: hemograma, glicemia de jejum, eletrólitos, uréia, creatinina, transaminases, prova de função tireoideana, eletroforese de proteínas e anti-HIV (ELISA).

Para todos, definimos fadiga como sendo uma sensação de profundo cansaço e perda de energia, diferente da fraqueza ou depressão. A seguir foram submetidos a um questionário, no qual analisamos a presença de outros sintomas como dor, distúrbios do sono e alterações cognitivas e a utilização de medicamentos.

Foram aplicadas então, independentemente da existência de uma queixa prévia de fadiga, três escalas: a Escala de Severidade de Fadiga (ESF) 1, a Escala de Fadiga de Chalder modificada (EFCm) 6,7, que visam quantificar a fadiga, e o Questionário sobre Fadiga (QF) 8 que nos fornece informações sobre os fatores de melhora ou piora, suas principais características e o impacto na vida diária.

Para a ESF, os escores variam de 9 a 63 e um escore maior ou igual a 28 representa a presença de fadiga. Na EFC, há uma subdivisão entre fadiga física e mental, com escore total de 26. Os escores parciais maiores ou iguais a 8 e 5, respectivamente, e o escore total maior ou igual a 13, foram considerados como indicativos da presença de fadiga.

  • RESULTADOS A média de idade dos pacientes com EM foi 33,9 anos, com faixa etária compreendida entre 21 e 53 anos, sendo 12 do gênero feminino e 3 do gênero masculino.
  • No grupo controle, a média de idade foi de 32,5 anos e a faixa etária entre 17 e 55 anos, estando mantida a proporção quanto ao gênero.

Dentre os pacientes com EM, 12 apresentavam a forma remitente-recorrente, estando todos em remissão da doença no momento da entrevista e 3 a forma progressiva, sendo mantida a proporção de 4,5:1 quanto a forma de apresentação da doença observada por Tilbery e col 9,

  • A média de idade de início da EM foi 29,5 anos, com duração média de doença de 54,9 meses.
  • No grupo de pacientes com EM, 9 pacientes (60%) referiam fadiga, 5 (33,3%) referiam dor crônica, 4 (26,6%) sonolência e 4 (26,6%) alterações de memória.
  • Todos os pacientes com alterações de memória e sonolência também referiam fadiga.

Apenas um dos pacientes com dor crônica não tinha qualquer outra queixa associada. No grupo controle, 2 (13%) dos indivíduos estudados referiam fadiga. Nenhum deles referia dor crônica. A queixa de sonolência estava presente em 3 (20%) e as alterações de memória em 4 (26,6%).

Nenhum dos pacientes fazia uso de terapêutica imunossupressora, imunomoduladora ou corticoterapia. Os exames subsidiários realizados não apresentavam alterações. O escore médio do MESS foi 27 nos pacientes com EM e 28 no grupo controle. O EDSS médio dos pacientes era 4,5, não sendo objetivo deste estudo a correlação entre fadiga e a incapacidade neurológica.

Analisando os escores da ESF observamos que, os 9 pacientes com EM com queixa clínica de fadiga apresentavam escore maior ou igual a 28. Destes, 4 obtiveram escore maior que 52, indicando um quadro de maior gravidade. No grupo controle, embora apenas 2 indivíduos referissem fadiga, em 3 encontramos escore maior ou igual a 28.

Na EFCm o escore total encontrava-se maior ou igual a 13 em 5 dos pacientes com EM e em 3 dos pacientes do grupo controle, sendo que todos eles referiam fadiga. Quando analisamos separadamente os escores obtidos nos sub-itens fadiga física e fadiga mental, observamos que dos 9 pacientes com EM que referiam fadiga, 8 obtiveram escore elevado no item fadiga física e apenas 1 no item fadiga mental.

No grupo controle, os 2 pacientes com queixa clínica de fadiga apresentavam escore elevado nos 2 sub-itens. No QF observamos que, tanto nos pacientes com EM como no grupo controle, a fadiga interfere de forma negativa com a motivação e concentração. A fadiga piora com o stress e com a depressão e melhora com o repouso e com o sono.

No grupo controle há melhora também com experiências positivas. Os pacientes com EM referem piora com o exercício, calor e no período da tarde, melhorando com o frio. Nos pacientes com EM a fadiga apresenta características mais marcantes, interferindo nas atividades da vida diária, nas relações familiares e com a vida social dos pacientes.

Ela frequentemente impede um desempenho físico constante, sendo citada muitas vezes como um dos três sintomas mais incapacitantes. DISCUSSÃO Estudo realizado em 611 indivíduos sadios demonstrou que aproximadamente 10% da população analisada experimenta a sensação de fadiga 10,

Nos pacientes com doenças neurológicas, a fadiga é diferente daquela relatada pelos demais, sendo muito mais incapacitante e levando a maior impacto na vida diária. Na EM, a fadiga é sintoma frequente e geralmente incapacitante. Ela acomete de 80 a 90% dos pacientes, não sendo correlacionada com idade, sexo ou grau de acometimento neurológico 2,11,

A depressão também parece não ter relação direta com a fadiga 12, Embora seja crônica, ela flutua na sua intensidade e com frequência é observada antecedendo ou acompanhando o surto da doença. Pode ser o primeiro sintoma da EM em aproximadamente um terço dos indivíduos 2, tendo fundamental importância para o estado geral do paciente 10,

Vários exames subsidiários têm sido realizados para identificar e quantificar a severidade da fadiga, porém sem sucesso 7, A definição e a mensuração da fadiga permanecem nebulosos, o que dificulta ainda mais a sua abordagem terapêutica. A sua mensuração usualmente tem sido realizada através de escalas de auto-avaliação, já que a fadiga é um sintoma subjetivo.

Várias escalas foram desenvolvidas com o objetivo de avaliar a sua intensidade e o impacto na vida diária. Krupp e Coyle 7, em 1994, realizaram uma comparação entre algumas destas escalas como: a Escala Visual Análoga, que embora seja simples e de fácil aplicação, permite respostas muito impulsivas; o MOS-36, que avalia aspectos físicos e psíquicos porém demanda maior tempo para sua aplicação; e o Indice de Vitalidade de Randex, que embora seja rápido e de fácil aplicação, não nos fornece informações sobre o impacto na vida diária e os fatores de melhora ou piora.

A falta de padronização e a inexistência de escalas consistentes para avaliar os diversos aspectos da fadiga fazem com que várias escalas sejam desenvolvidas. Fisk e col.13 em 1994, desenvolveram escala baseada nos efeitos da fadiga sobre a qualidade de vida e as limitações impostas pelo sintoma. No mesmo ano, Irriarte e Castro 2 propuseram outra escala para avaliar quantitativa e qualitativamente a fadiga nos pacientes com EM.

No nosso meio, não encontramos escalas para fadiga com ampla aceitação e utilização na literatura médica. Selecionamos, de acordo com a facilidade de aplicação, o grau de consistência interna e de sensibilidade, as escalas ESF e EFCm. Para complementá-las, analisando as características do sintoma, utilizamos o QF.

Embora os nossos resultados refiram-se a um estudo preliminar, estando as escalas ainda em processo de adaptação para a língua portuguesa, eles sugerem que, nos pacientes com EM, outros sintomas, como dor, distúrbios de sono e alterações cognitivas, não são fatores determinantes para o aparecimento da fadiga.

Neste grupo de pacientes, não podemos atribuir a presença de fadiga a doenças sistêmicas, excluídas através dos exames subsidiários, ou à utilização de medicamentos, o que sugere ser este mais um dos sintomas da EM, o que está de acordo com a literatura 1,7,12,

A EFCm nos indica que, o sub-item fadiga física é que determina a elevação do escore nos pacientes com EM, fato não observado no grupo controle normal, em que havia concordância entre a existência de fadiga física e mental. A ESF mostrou-se consistente para a mensuração dos sintomas. A aplicação da ESF e da EFCm, seguida pelo QF, nos permite avaliar de forma qualitativa e quantitativa a evolução da fadiga nos pacientes com EM, fornecendo assim um bom parâmetro para avaliar sua variação no tempo ou mesmo a resposta à terapêutica introduzida.

CONCLUSÕES 1. A Escala de Severidade de Fadiga parece ser um bom parâmetro para a mensuração da fadiga nos pacientes com EM.2. A Escala de Fadiga de Chalder modificada nos indica que, nos pacientes com EM é o sub-item fadiga física que determina a elevação do escore, devendo ser considerado isoladamente na análise dos resultados.3.

A aplicação da Escala de Severidade de Fadiga e da Escala de Fadiga de Chalder modificada, seguida pelo Questionário sobre Fadiga, permite avaliar de forma quantitativa e qualitativa a evolução da fadiga nos pacientes com EM.4. Sugerimos a aplicação dessas escalas para os pacientes portadores de EM, pois o melhor conhecimento das características da fadiga em cada paciente nos permite elaborar um programa de orientação individualizado, objetivando melhorar a sua qualidade de vida.

Dra. Maria Fernanda Mendes ¾ Rua Dr. Martinico Prado 26/122 ¾01224-010 São Paulo SP ¾ Brasil.

Como é a tontura da esclerose múltipla?

Tonturas ou vertigem: Muitos pacientes com EM podem sentir perda de equilíbrio e a sensação de tontura não rotatória de difícil caracterização, descrita como ‘cabeça vazia’ ou ‘cabeça leve’. Mais raramente há uma sensação de vertigem, tontura rotatória.

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Qual tipo de esclerose é mais grave?

Esclerose Múltipla Progressiva Recorrente (EMPR) – A EMPR é um dos tipos mais raros da doença e faz com que ela siga em constante progressão e tenha surtos graves que aumentam com o tempo. Esse é considerado o cenário mais grave da esclerose, o que exige mais atenção e cuidado maior para indivíduos com esse quadro.

Quem tem esclerose múltipla pode trabalhar?

Quem tem esclerose múltipla pode beber? – Depende, A pessoa que gosta de beber socialmente com amigos precisa conversar com o médico responsável para avaliar se há restrição em relação ao medicamento usado no tratamento. Em alguns casos, a combinação de medicamento e bebida alcoólica pode gerar problemas secundários ao sobrecarregar o fígado e prejudicar a microbiota intestinal.

Além disso, o álcool afeta o sistema nervoso central – e esse efeito pode vir a ser confundido com o de surto de esclerose múltipla. Por isso, mesmo que o consumo seja autorizado pelo médico, beba com moderação. Afinal de contas, o excesso é ruim em qualquer situação. A incontinência urinária é um problema recorrente entre pessoas com esclerose múltipla.

Saiba mais sobre como lidar com essa condição aqui: Incontinência urinária: entender para tratar Fontes: ABEM 1, 2 | EM Brasil | AME | Esclerose Múltipla Rio Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil

O que é esclerose múltipla é grave?

A esclerose múltipla é uma doença do sistema nervoso central que afeta milhões no mundo todo. Embora a maioria dos indivíduos não tenha a deficiência levada a um estado grave, mais da metade apresenta espasticidade, o que comprime os músculos e pode complicar a vida diária.

Como se contrai o vírus da esclerose múltipla?

Recentemente a cantora Anitta alegou ter sido diagnosticada com o vírus Epstein-Barr (EBV) e o relacionou como uma das causas da esclerose múltipla (EM), a imprensa noticiou o ocorrido de forma indevida, provocando desespero e falsas esperanças em pessoas que convivem com esclerose múltipla,

O Epstein-Barr é um tipo de vírus do herpes que se espalha principalmente pela saliva. Ao «pegar» o vírus, a pessoa pode apresentar uma infecção leve, com mal-estar e outros sintomas inespecíficos, podendo ficar também assintomático. Apenas em alguns casos, principalmente quando o contato com o vírus ocorre na adolescência, pode-se apresentar a mononucleose, também conhecida como a «doença do beijo», que é uma infecção viral importante, com o aumento de amígdalas, de linfonodos em geral, pode ter aumento do baço e do fígado, devido à infecção em si. No entanto, segundo a médica neurologista Raquel Vassão, do conselho científico da AME – Amigos Múltiplos pela Esclerose, a maioria das pessoas infectadas não desenvolvem essa forma de infecção, uma vez que o vírus entra nas células imunes chamadas células B, permanece no organismo sem provocar manifestações clínicas. O EBV também tem relação direta com alguns tipos de câncer e outras doenças autoimunes. Embora a relação entre o vírus Epstein-Barr e a esclerose múltipla não seja nova (estudada desde a década de 70), o estudo realizado por pesquisadores de Harvard, publicado na revista Science em 13 de janeiro de 2022, sugeriu que o EBV seria um dos fatores principais para o desenvolvimento da esclerose múltipla.

No entanto, o vírus é muito comum na população em geral, cerca de 90% das pessoas já tiveram a infecção em algum momento da vida, sendo que o EBV também é relacionado a outras doenças autoimunes, não apenas à esclerose múltipla.

É importante salientarmos que somente a infecção pelo vírus não determinará se a pessoa terá ou não a EM. Para ter a esclerose múltipla, a pessoa provavelmente terá o vírus e também outros fatores de risco, tais como: questões genéticas, estilo de vida, tabagismo, absorção de vitamina D, obesidade na infância, entre outros.

A esclerose múltipla é uma doença crônica, autoimune, desmielinizante, inflamatória, que afeta o sistema nervoso central. Atinge geralmente pessoas jovens entre 20 e 40 anos de idade, sendo mais predominante em mulheres.

A causa da doença ainda não é totalmente conhecida, porém, sabe-se que múltiplos fatores ambientais e genéticos estão associados à fisiopatologia da doença, ou seja, o risco de desenvolvê-la. Dentre os fatores ambientais associados à etiologia da esclerose múltipla, temos a infecção por alguns agentes virais e bacterianos, como o herpesvírus tipo 6, vírus Epstein-Barr, retrovírus endógeno humano.

A Associação Amigos Múltiplos pela Esclerose Múltipla (AME) reforça que, apesar de estar relacionada ao vírus Epstein-Barr, a esclerose múltipla não é causada por um vírus e não é contagiosa, ou seja, não se «pega». A AME reforça ainda que possui um time de profissionais qualificados para falar sobre a esclerose múltipla e esclarecer qualquer dúvida que possa surgir. Beatriz Giannichi 20 de janeiro de 2023 Beatriz Giannichi 19 de janeiro de 2023

O que fazer para evitar a esclerose múltipla?

Há como prevenir? – Essa doença neurológica não existe prevenção por vacinas, por exemplo. Dessa forma, é preciso evitar as causas como tabagismo, obesidade, falta de vitamina D e outros fatores que podem contribuir para o aparecimento da esclerose múltipla.

Como é a dor de quem tem esclerose múltipla?

Publicado: 21 Novembro 2019 Última Atualização: 21 Novembro 2019 Descrição: É uma das doenças mais comuns do Sistema Nervoso Central: cérebro e medula espinhal em adultos jovens. É caracterizada também como doença desmielinizante, pois lesa a mielina, prejudicando a neurotransmissão.

A mielina é um complexo de camadas lipoproteicas formado no início do desenvolvimento pela oligodendroglia no SNC, a qual envolve e isola as fibras nervosas (axônios), permitindo que os nervos transmitam seus impulsos rapidamente, ajudando na condução das mensagens que controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do organismo.

Causa: Ainda desconhecida Sintomas: A Esclerose Múltipla é uma doença muito variável e os sintomas dependem das zonas afetadas no SNC. Em cada indivíduo a Esclerose Múltipla se manifesta com diferentes sintomas, que variam em cada caso. A primeira lesão a se manifestar clinicamente pode não ser a primeira ocorrida.

  • A maioria das pessoas experimenta mais de um sintoma, sendo os mais comuns: fadiga, fraqueza muscular, parestesia (sensação tátil anormal, p.ex.
  • Formigamento), deambulação instável, visão dupla, tremor e disfunção da bexiga e dos intestinos.
  • Manifestações como hemiplegia (paralisia de um lado do corpo), neuralgia do trigêmeo e paralisia facial, são menos comuns.

Alguns desses sintomas são imediatamente evidentes, outros, são freqüentemente sutis, «ocultos». Os sintomas podem ser difíceis para serem descritos, inclusive pelos familiares, ou pelos cuidadores da pessoa com Esclerose Múltipla, que não os notam, e também podem passar despercebidos no trabalho e nas atividades sociais, porém diminuem a qualidade de vida claramente.

Na grande maioria dos portadores, a doença provoca uma série de crises cujos sintomas podem ser discretos ou intensos e que aparecem e desaparecem. Isso faz com que o doente se recupere parcial ou totalmente das dificuldades resultantes desses sintomas. Transtornos visuais: visão embaçada, visão dupla (diplopia), neurite óptica, movimentos oculares rápidos e involuntários, raramente, perda da visão.

Problemas de equilíbrio e coordenação: perda de equilíbrio, tremores, instabilidade ao caminhar (ataxia), vertigens e náuseas, insensibilidade em uma das extremidades, falta de coordenação, debilidade, pode afetar pernas e o andar, fraqueza geral. Espasticidade: espasticidade, parestesia (sensação tátil anormal), ou sensação de queimação ou formigamento em uma parte do corpo, outras sensações não definidas, pode haver dor associada à Esclerose Múltipla, como por exemplo dor facial (neuralgia do trigêmio) e dores musculares.

Fala anormal: lenta, arrastada, mudanças no ritmo da fala. Fadiga ou cansaço: a fadiga é um dos sintomas mais comuns (e problemáticos) da Esclerose Múltipla. Costuma ser excessiva, sobretudo no calor e em ambientes mais quentes. Problemas de bexiga e intestinais: incluem a necessidade de urinar com freqüência e/ou urgência, o esvaziamento incompleto e em momentos não apropriados e a retenção urinária.

Os problemas intestinais incluem retenção fecal e, raramente, a perda do controle do esfíncter. Sexualidade: impotência, excitação diminuída, perda de sensação, sensibilidade ao calor. O calor provoca freqüentemente uma piora passageira dos sintomas. Transtornos cognitivos e emocionais: alterações cognitivas são evidenciadas em cerca de 60% dos pacientes de Esclerose Múltipla; a maioria desses apresenta uma deficiência discreta, enquanto que 10 a 20% têm uma deficiência significativa.

Como me curei da esclerose múltipla?

Enfermidade acomete principalmente mulheres entre 20 e 40 anos; não existe cura e o tratamento consiste em atenuar sintomas e desacelerar a progressão da doença Com reportagem de Renata Okumura, O Estado de S. Paulo Doença que atinge ao menos 40 mil brasileiros e de difícil diagnóstico, a esclerose múltipla é uma enfermidade neurológica, crônica e autoimune, em que as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares.

  1. Pode comprometer os sistemas visual, sensitivo, motor e de coordenaçã o.
  2. A atriz Ludmila Dayer, de 39 anos, revelou nesta semana ter sido diagnosticada.
  3. Não há cura para a doença e o tratamento consiste em atenuar os sintomas e desacelerar a progressão da enfermidade que geralmente acomete jovens adultos, principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla.

«Geralmente, o pico de acometimento da doença é no adulto jovem, a partir dos 20 anos, quando podem aparecer os pequenos surtos. Uma porcentagem pequena vai iniciar a doença após os 50 anos. Abaixo dos 18 anos, a incidência também é muito baixa», esclarece Gabriel Bienes, coordenador do serviço de Neurologia Clínica do Hospital Leforte Liberdade.

  1. Ludmila Dayer, conhecida por participar de Malhação entre 1995 e 2000, foi diagnosticada após um ano de investigação.
  2. Os primeiros sintomas haviam sido notados em 2020.
  3. Neste vídeo no Instagram a atriz fala da doença,
  4. Inicialmente, a atriz percebeu perda na cognição e visão e passou a sentir fraqueza com frequência.

«Era um sintoma atrás do outro e, por isso, fui procurar o médico. Não conseguia enxergar direito, minha fala não acompanhava os meus pensamentos. Tinha problemas de memória e muitas dores no corpo. Ia de um cômodo para o outro e não lembrava o que tinha ido fazer», postou nas redes sociais.

  • Segundo a atriz, uma suspeita é de que a esclerose múltipla tenha sido desencadeada pelo vírus EBV (Vírus Epstein-Bar), que pode ser transmitido pela saliva, por transfusões de sangue e por meio do contato com objetos contaminados.
  • Ainda não há consenso científico sobre o papel do vírus como desencadeador da doença.

O QUE É ESCLEROSE MÚLTIPLA? Esclerose múltipla é uma doença neurológica, crônica e autoimune, ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Embora a doença ainda seja de causas desconhecidas, a esclerose múltipla tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que tem possibilitado constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes geralmente jovens adultos, principalmente mulheres entre 20 e 40 anos.

  1. É até três vezes mais comuns em mulheres do que homens.
  2. As informações são da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla.
  3. POR QUE A DOENÇA SE MANIFESTA? De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, a perda de mielina (substância cuja função é fazer com que o impulso nervoso percorra os neurônios) leva à interferência na transmissão dos impulsos elétricos e isto produz os diversos sintomas da doença.

«É uma doença no qual ocorre um ataque do nosso sistema imunológico de defesa, a bainha de mielina, uma camada protetora que a gente tem que envolve os axônios, que são parte dos nossos neurônios. Esse ataque a essa bainha de mielina atrapalha na comunicação entre os neurônios, entre os neurônios e os músculos, os nervos propriamente ditos», explica Gabriel Bienes, coordenador do serviço de Neurologia Clínica do Hospital Leforte Liberdade.

Com a desmielinização, ocorre um processo inflamatório que culmina, no decorrer do tempo, no acúmulo de incapacitações neurológicas. Os pontos de inflamação evoluem para resolução com formação de cicatriz (esclerose significa cicatriz). COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA? É importante que, em caso de suspeita, a pessoa procure um neurologista o quanto antes.

O neurologista, especialista indicado para tratar da doença, levará em conta alguns critérios, como a evidência de múltiplas lesões no sistema nervoso central, e solicitará a realização de exames. Não há exames específicos para esclerose múltipla. A descoberta depende da exclusão de outras patologias que podem produzir sinais e sintomas semelhantes de outras doenças neurológicas.

Assim, é importante o médico avaliar o paciente, realizar exames e ver seu histórico. A ressonância magnética do crânio pode ajudar a confirmar o diagnóstico que, na prática, pode demorar anos pela falta de conhecimento sobre a patologia e por seus sintomas serem inespecíficos no começo. QUAIS SÃO OS SINTOMAS MAIS COMUNS? «O sintoma mais comum, de longe, é a fadiga.

Por exemplo, é uma fadiga crônica e depois chama a atenção em relação as alterações da fala, da deglutição, sintomas de equilíbrio e alterações visuais», acredita o neurologista Mauricio Hoshino. O médico Gabriel Bienes acrescenta: » são bem variáveis porque dependem do local do sistema nervoso central onde teve a lesão, o ataque à bainha de mielina.

  • Podem ser desde formigamento — que ocorre nos braços ou nas pernas e na região do tórax —, que em geral dura mais de 24 horas, até sintomas como fraqueza de um braço ou uma perna.
  • Pode provocar também dificuldade visual, com visão embaçada de um dos olhos, prejuízo que dura alguns dias, assim como visão dupla, que seria causada pela dificuldade de fixar o olhar.» Em caso onde há lesão na medula espinhal, pode ocorrer alteração urinária, de incontinência até retenção urinária, assim como sintomas nas duas pernas ao mesmo tempo.

«Muitos pacientes também relatam em fase inicial dores musculares pelo corpo (com rigidez e fraqueza sem relação com atividade física), cansaço (fadiga crônica, desproporcional à atividade) e dificuldades em andar. Alguns relatam dificuldade com equilíbrio e balanço corporal.

Fadiga: cansaço intenso e momentaneamente incapacitante Alterações fonoaudiológicas: palavras arrastadas, voz trêmula, alteração da voz ou dificuldade para engolir Transtornos visuais: visão embaçada ou visão dupla Problemas de equilíbrio e de coordenação: perda de equilíbrio, instabilidade ao caminhar e falta de coordenação Espasticidade: rigidez de um membro ao movimentar-se e acomete principalmente os membros inferiores Transtornos cognitivos: dificuldade para memorizar e executar tarefas Transtornos emocionais: sintomas de depressão, de ansiedade e de humor Sexualidade: disfunção erétil nos homens e diminuição de lubrificação vaginal nas mulheres

ESCLEROSE MÚLTIPLA TEM CURA? Não tem cura. O tratamento consiste em atenuar os sintomas e desacelerar a progressão da doença, ajudando o paciente a ser independente e ter vida mais confortável. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, os tratamentos medicamentosos disponíveis para a doença buscam reduzir a atividade inflamatória e os surtos ao longo dos anos, contribuindo para a redução do acúmulo de incapacidade durante a vida do paciente.

Além do foco na doença, tratar os sintomas como os urinários e a fadiga. Além das terapias de neurorreabilitação, existem terapias de apoio que podem auxiliar no tratamento do paciente, aumentando a qualidade de vida. Entre elas, estão: neurologia, psiquiatria, medicina preventiva e urologia. Já as terapias complementares promovem a harmonia física e emocional, ajudando no aspecto psicológico e de autoconfiança e aceitação.

Já no aspecto físico, ajudam a aliviar dores, melhorando a força e a flexibilidade. MUDAR A ALIMENTAÇÃO MELHORA QUALIDADE DE VIDA DE QUEM TEM ESCLEROSE MÚLTIPLA? Alguns estudos recomendam evitar alimentos com baixa qualidade nutricional, como carne processada, carboidratos e bebidas com excesso de açúcar para manter estilo de vida saudável e facilitar a reabilitação do paciente.

Em geral, contribuem para o controle dos sintomas, mas não como um fator que vai evitar ou alterar diretamente a progressão da doença. O VÍRUS EBV (VÍRUS EPSTEIN-BAR) PODE CAUSAR ESCLEROSE MÚLTIPLA? Esse vírus é da família do herpes vírus, um vírus comum. Muitas infecções pelo EBV são assintomáticas, ou seja, a pessoa não sente nada.

Em alguns casos, pode estar associada com mononucleose (doença do beijo). «A infecção pelo EBV pode aumentar a chance de ter esclerose múltipla, por alterar a resposta autoimune da pessoa. Assim, o sistema imune da pessoa começa a atacar o próprio sistema nervoso», afirma Pai.

Já Hoshino lembra que desde os primórdios, sempre se pensou na presença do Vírus Epstein-Bar como um fator que atuaria sobre o sistema imune estimulando a produção desses anticorpos contra si mesmo. «O problema é que a presença do vírus, muito comum na população, não necessariamente causa sintomas e muito menos alterações na parte imunológica.

Nunca foi possível até hoje provar o papel do vírus como um fator etiológico em relação a esclerose múltipla», diz. MULHERES COM ESCLEROSE MÚLTIPLA PODEM ENGRAVIDAR Elas podem engravidar, mas em razão do tratamento é importante consultar o neurologista para ter informações sobre a interrupção de medicamentos.