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O Que Dengue?

O que é a dengue?

Dengue | Biblioteca Virtual em Saúde MS

  • O que é?
  • É uma doença infecciosa febril aguda, que pode se apresentar de forma benigna ou grave, dependendo de alguns fatores, entre eles: o vírus envolvido, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais como doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme).
  • Qual o microrganismo envolvido?

O vírus do dengue pertence à família dos flavivírus e é classificado no meio científico como um arbovírus, os quais são transmitidos pelos mosquitos Aedes aegypti. São conhecidos quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4. Quais os sintomas? O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma.

O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar um sinal de alarme para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal. É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.

Todos os quatro sorotipos de dengue 1, 2, 3 e 4 podem produzir formas assintomáticas, brandas e graves, incluindo fatais. Deve-se levar em consideração três aspectos: 1. Todos os quatro sorotipos podem levar ao dengue grave na primeira infecção, porém com maior freqüência após a segunda ou terceira, sem haver diferença estatística comprovada se após a segunda ou a terceira infecção; 2.

  1. Existe uma proporção de casos que têm a infecção subclínica, ou seja, são expostos à picada infectante do mosquito Aedes aegypti mas não apresentam a doença clinicamente, embora fiquem imunes ao sorotipo com o qual se infectaram; isso ocorre com 20 a 50% das pessoas infectadas; 3.
  2. A segunda infecção por qualquer sorotipo do dengue é predominantemente mais grave que a primeira, independentemente dos sorotipos e de sua seqüência.

No entanto, os sorotipos 2 e 3 são considerados mais virulentos.

  1. É importante lembrar que muitas vezes a pessoa não sabe se já teve dengue por duas razões: uma é que pode ter tido a infecção subclínica (sem sinais e sem sintomas), e outra é pelo fato da facilidade com que o dengue, principalmente nas formas brandas, pode confundir-se com outras viroses febris agudas.
  2. Como se transmite?

A doença é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Não há transmissão pelo contato direto com um doente ou suas secreções, nem por meio de fontes de água ou alimento. Como tratar? Todas as pessoas com febre de menos de sete dias durante uma epidemia ou por casos suspeitos de dengue, cuja evolução não é possível predizer, devem procurar tratamento médico onde algumas rotinas estão estabelecidas para o acompanhamento, conforme a avaliação clínica inicial e subseqüente, quanto a possibilidade de evolução para gravidade.

A hidratação oral (com água, soro caseiro, água de coco), ou venosa, dependendo da fase da doença, é a medicação fundamental e está indicada em todos os casos em abundância. Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetil salicílico e antiinflamatórios, como aspirina e AAS, pois podem aumentar o risco de hemorragias.

Como se prevenir? A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.

O que é dengue e o que causa?

A dengue é uma doença viral transmitida por mosquitos que nos últimos anos se espalhou rapidamente por todas as regiões da Organização Mundial da Saúde (OMS). O vírus da dengue é transmitido por mosquitos fêmea, principalmente da espécie Aedes aegypti e, em menor proporção, da espécie Aedes albopictus.

Qual é a principal causa da dengue?

O Que Dengue A doença / Agente causador A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus pertence à família Flaviviridae, do gênero Flavivírus. O vírus da dengue apresenta quatro sorotipos, em geral, denominados DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Esses também são classificados como arbovírus, ou seja, são normalmente transmitidos por mosquitos.

  1. No Brasil, os vírus da dengue são transmitidos pela fêmea do mosquito Aedes aegypti (quando também infectada pelos vírus) e podem causar tanto a manifestação clássica da doença quanto a forma considerada hemorrágica.
  2. Vetor Igualmente considerada vetor da febre amarela urbana, a fêmea do mosquito Aedes aegypti é a principal transmissora da dengue no Brasil.

Em condições de laboratório, o mosquito Aedes albopictus também já se mostrou capaz de transmitir a dengue no Brasil, mas nenhum inseto do tipo foi encontrado naturalmente infectado (algumas hipóteses sugerem que a interação entre este mosquito e os sorotipos de dengue circulantes no Brasil não favorecem a transmissão e, provavelmente por ser um inseto restrito ao ambiente rural, não há registros desse tipo de transmissão no país).

O Aedes aegypti tem se caracterizado como um inseto de comportamento estritamente urbano, sendo raro encontrar amostras de seus ovos ou larvas em reservatórios de água nas matas. Devido à presença do vetor no ciclo de transmissão da doença, qualquer epidemia de dengue está diretamente relacionada à concentração da densidade do mosquito, ou seja, quanto mais insetos, maior a probabilidade delas ocorrerem.

Por isso, é importante conhecer os hábitos do mosquito, a fim de combatê-lo como forma de prevenção da doença. Os ovos não são postos diretamente na água limpa, mas milímetros acima de sua superfície, em recipientes tais como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos de vasos de plantas ou qualquer outro que possa armazenar água de chuva.

Quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos e esses eclodem em poucos minutos. Em um período que varia entre cinco e sete dias, a larva passa por quatro fases até dar origem a um novo mosquito. A densidade natural do A. aegypti é maior no verão, pois nessa estação temos maior pluviosidade (mais chuvas), que aumenta a oferta de criadouros onde a fêmea pode deixar seus ovos, e altas temperaturas, que aceleram o desenvolvimento do mosquito entre as fases de ovo-larva-adulto.

As fêmeas do A. aegypti costumam viver dentro das casas em ambientes escuros e baixos (sob mesas, cadeiras, armários etc.), onde podem ser encontradas temperaturas (que variam entre 24 e 28°C) e umidades apropriadas para o mosquito adulto. Alimentam-se da seiva de plantas e picam o homem em busca de sangue para maturar seus ovos.

  • Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos a cada ciclo de oviposição, que compreende 4 a 5 dias.
  • Apesar da cópula com o macho ser realizada, em geral, uma única vez, a fêmea é capaz de realizar inúmeras posturas de ovos no decorrer de sua vida, já que armazena os espermatozoides em suas espermatecas (reservatórios presentes dentro do aparelho reprodutor).

Uma vez contaminada com o vírus da dengue, após um período de 8 a 12 dias de incubação, a fêmea torna-se vetor permanente da doença. Calcula-se que haja uma probabilidade entre 30 e 40% de chances de suas crias já nascerem também infectadas. Estudos demonstram que a melhor oportunidade para enfrentar o A.

Aegypti se dá na fase aquática (larva e pupa), em especial com a remoção ou vedação dos locais onde a fêmea põe seus ovos. Outra possibilidade de controle diz respeito ao uso de inseticidas. Entretanto, evidências mostram que populações naturais do vetor já se encontram resistentes, mostrando o poder limitado desta estratégia.

Como mecanismo de proteção individual, repelentes e inseticidas caseiros podem ser usados seguindo as recomendações da embalagem ou recomendação médica no caso de crianças e pessoas sensíveis. Dentre as formas de prevenção do mosquito, existem alguns mitos de que certas substâncias ajudariam a afugentá-los.

Levedo de cerveja e complexo B, por exemplo, não devem ser utilizados, pois, nas dosagens capazes de afastar os mosquitos, podem ser prejudiciais à saúde humana. Vela de andiroba teria eficácia parcial, pois exigiria condições especiais: um ambiente fechado com no máximo 12 metros quadrados. Nesse sentido, a forma mais eficaz de combater o vetor seria a conscientização e o monitoramento constante de focos em domicilio por parte de toda a população.

Além disso, com o auxílio de ações governamentais, é necessário um constante monitoramento de terrenos baldios, casas abandonadas e quaisquer outros logradouros que possam servir de possíveis focos para a procriação do mosquito. Apesar do A. aegypti já ter sido erradicado no Brasil, hoje em dia, considera-se que sua eliminação é praticamente impossível, sobretudo, devido ao crescimento da população, ocupação desordenada do ambiente e à falta de infraestrutura dos grandes centros urbanos.

A industrialização também dificulta o enfrentamento desse tipo de inseto, já que os novos produtos descartáveis por ela produzidos (tais como copos e garrafas de plástico) são eliminados de forma incorreta e acabam por transformar-se em possíveis focos para a multiplicação do vetor. No entanto, o máximo controle da presença do mosquito é posto como uma medida necessária e imprescindível para diminuir a intensidade de surtos epidêmicos.

Dengue ao longo da história / Panorama geral da doença no Brasil O Aedes aegypti surgiu na África (provavelmente na região nordeste) e de lá se espalhou para Ásia e Américas, principalmente através do tráfego marítimo. No Brasil, chegou durante o século 18, provavelmente nas embarcações que transportavam escravos (os chamados navios negreiros), já que os ovos do mosquito podem resistir, sem estar em contato com a água, por até um ano.

  1. Há referências de epidemias de dengue em 1916, em São Paulo, e em 1923, em Niterói, ambas sem diagnóstico laboratorial.
  2. Em 1955, uma grande campanha realizada pela Organização Pan-Americana de Saúde levou a erradicar o A.
  3. Aegypti no Brasil e em diversos outros países americanos.
  4. No entanto, a campanha não foi chegou até seu final e o mosquito permaneceu presente em várias ilhas do Caribe, Guianas, Suriname, Venezuela e sul dos Estados Unidos, voltando a espalhar-se.

Em 1963, foi comprovada circulação dos sorotipos DENV-2 e DENV-3 em vários países. No fim da década de 60, o Brasil novamente contava com a presença do vetor em suas principais metrópoles. Em 1967, Leônidas Deane detectou o A. aegypti na cidade de Belém (provavelmente trazido do Caribe em pneus contrabandeados).

Em 1974, o mosquito já infestava Salvador, chegando ao Rio de Janeiro novamente no final da década de 70. Em 1977, o sorotipo DENV-1 foi introduzido nas Américas, inicialmente pela Jamaica. A partir de 1980, foram notificadas epidemias em diversos países. A primeira epidemia documentada clínica e laboratorialmente ocorreu em 1981-1982, em Boa Vista (Roraima), causada pelos sorotipos DENV-1 e DENV-4.

No ano de 1986, com a introdução do sorotipo DENV-1 no Rio de Janeiro, foram registradas epidemias em diversos estados. A introdução dos sorotipos DENV-2 e DENV-3 ocorreu também pelo Rio de Janeiro, em 1990 e 2000 respectivamente. O DENV-3 apresentou rápida dispersão para 24 estados do país no período de 2001-2003.

  1. O DENV-4 foi reintroduzido no país em 2010 no estado de Roraima, dali se espalhou para o resto do país.
  2. A doença no Brasil apresenta ciclos endêmicos e epidêmicos, com epidemias explosivas ocorrendo a cada 4 ou 5 anos.
  3. Desde a introdução do vírus no país (1981) mais de sete milhões de casos já foram notificados.

Nos últimos dez anos, têm-se observado, além do elevado número de casos, o aumento da gravidade da doença e, consequentemente, de hospitalizações. Em 1998, a média de internações era de 4/100.000 habitantes; no período de 2000-2010, essas internações passaram a 49.7/100.000 habitantes.

Outro aspecto epidemiológico que vem mudando nos últimos cinco anos é a distribuição dos casos de dengue clássica e dengue hemorrágica por faixa etária, antes predominantemente em adultos e, após 2006-2007, com maior incidência em crianças. As maiores epidemias detectadas até o momento ocorreram nos anos de 1998, 2002, 2008, 2010 e 2011.

O ano de 2010 foi o mais crítico: aproximadamente um milhão de casos foram notificados. Nos últimos anos, os dados continuam alarmantes. Segundo o Ministério da Saúde, até meados de fevereiro de 2013, foram notificados 204.650 casos de dengue no país, sendo 324 desses registros ocorrências graves da doença e 33 o número de óbitos.

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Em comparação ao mesmo período em 2012, o aumento de casos notificados foi de 190%, com as regiões Centro-Oeste e Sudeste do país liderando as notificações (79% dos casos registrados no país). No entanto, o houve uma redução considerável de 44% nos registros de casos graves e de 20% no número de óbitos.

A análise por unidade federada apontou que 84,6% dos casos estiveram concentrados em oito estados: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso e Espirito Santo. Em relação à circulação viral, 52,6 % das analises realizadas foram positivas para o DENV-4.

No que se refere à infestação Aedes aegypti, um levantamento realizado em 983 cidades revelou que 267 destas estão em situação de risco para dengue e 487 em alerta. Dentre as capitais, Palmas (TO) e Porto Velho (RO) estão em situação de risco; Belém (PA), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Recife (PE), Salvador (BA), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO) em alerta.

Já Boa Vista (RR), João Pessoa (PB) e Teresina (PI) apresentaram índice satisfatório. Macapá (AP), Rio Branco (AC), Natal (RN), Vitória (ES), São Paulo (SP) e Cuiabá (MT) estão sem informações; Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) não têm transmissão.

  • Sintomas / Diagnóstico A doença pode ser assintomática ou pode evoluir até quadros mais graves, como hemorragia e choque.
  • Na chamada dengue clássica, que deve ser notificada, a primeira manifestação é febre alta (39° a 40°C) e de início abrupto, usualmente seguida de dor de cabeça ou nos olhos, cansaço ou dores musculares e ósseas, falta de apetite, náuseas, tonteiras, vômitos e erupções na pele (semelhantes à rubéola).

A doença tem duração de cinco a sete dias (máximo de 10), mas o período de convalescença pode ser acompanhado de grande debilidade física, e prolongar-se por várias semanas. No que se refere à forma mais grave da enfermidade, conhecida como febre hemorrágica da dengue, os sintomas iniciais são semelhantes, porém há um agravamento do quadro no terceiro ou quarto dia de evolução, com aparecimento de manifestações hemorrágicas e colapso circulatório.

Nos casos graves, o choque geralmente ocorre entre o terceiro e o sétimo dia de doença, geralmente precedido por dor abdominal. O choque é decorrente do aumento de permeabilidade vascular, seguida de hemoconcentração e falência circulatória. Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade.

Além disso, condições prévias ou associadas como referência de dengue anterior, idosos, hipertensão arterial, diabetes, asma brônquica e outras doenças respiratórias crônicas graves podem constituir fatores capazes de favorecer a evolução com gravidade.

  • A dengue hemorrágica não tem relação com a baixa imunidade do organismo infectado.
  • Diversos estudos parecem indicar o contrário: as formas mais graves poderiam estar associadas a uma «excessiva» resposta imunológica do organismo ao vírus, causando uma espécie de hipersensibilidade que acarretaria na produção de substâncias responsáveis pelo aumento da permeabilidade vascular.

Esse processo leva a perda de líquidos, o que, por sua vez, acarreta a queda da pressão arterial e o choque, principal causa de óbito. Com relação à imunidade ao vírus, alguns estudos apontam que quando uma pessoa é infectada por um dos quatro sorotipos, torna-se imune a todos os tipos de vírus durante alguns meses e posteriormente mantém-se imune, pelo resto da vida, ao tipo pelo qual foi infectado.

Caso volte a ter dengue, dessa vez um dos outros três tipos do vírus que ainda não teria contraído, poderá apresentar ou não uma forma mais grave. A maioria dos casos de dengue hemorrágica ocorrem em pessoas anteriormente infectadas por um dos quatro tipos de vírus. É importante observar a presença dos sinais de alerta (vômitos persistentes, dor abdominal, hipotensão postural, hemorragias e inquietação) e, na presença desses, procurar imediatamente atendimento médico.

Tratamento / Prevenção Até o momento, não há um remédio eficaz contra o vírus da dengue. No entanto, o tratamento é realizado a base de analgésicos e antitérmicos e pode ser feito no domicílio, com orientação para retorno ao serviço de saúde. Indica-se hidratação oral com aumento da ingestão de água, sucos, chás, soros caseiros etc.

  1. Não devem ser usados medicamentos com ou derivados do ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios derivados (como a dipirona), por aumentar o risco de hemorragias.
  2. No que se refere à dengue hemorrágica, o tratamento é realizado a partir de internação hospitalar do paciente.
  3. A prevenção da doença pode ser feito de duas formas.

Uma pela redução ou controle de infestação pelo mosquito, medida que tem sido promovida e realizada nos últimos anos pelo Ministério da Saúde, que sempre solicita ajuda e conscientização da população. A outra seria a utilização de uma vacina eficaz. No entanto, ainda não está disponível para aplicação em larga escala uma vacina tetravalente, ou seja, a qual deverá imunizar contra os quatro tipos de vírus dengue.

Os resultados até então obtidos não permitem definir com certeza quando vacinas estarão disponíveis para a doença, restando como alternativa as medidas de combate aos vetores. O papel da Fiocruz A dengue chegou ao Brasil na metade do século 19. Em 1986, o vírus tipo DENV-1 foi isolado pelo Departamento de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), na época, chefiado pelo virologista Hermann Schatzmayr.

O mesmo departamento também isolou os tipos DENV-2, DENV-3 e DENV-4, respectivamente, em 1990, 2000 e 2011. No campo da entomologia (parte da ciência que estuda os insetos), a Fiocruz vem desenvolvendo várias linhas de pesquisa sobre a biologia e ecologia de mosquitos vetores de doenças no Brasil.

  1. Recentemente, a unidade lançou o projeto vídeoaulas ‘Aedes aegypti’ – Introdução aos aspectos científicos do vetor, pensado para ajudar a população a conhecer um pouco mais sobre o mosquito, a doença e seus impactos.
  2. A iniciativa apresenta, de forma simples e objetiva, informações capazes de contribuir também na rotina de diversos públicos, como professores, estudantes e profissionais de comunicação, tornando-os verdadeiros multiplicadores de conhecimento e colaborando para a prevenção da doença.

Além disso, pesquisadores do IOC também trouxeram para o país o projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, uma iniciativa científica pioneira em andamento em cinco países. A nova estratégia de pesquisa para o controle da doença utiliza a bactéria Wolbachia para bloquear a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito Aedes aegypti, de forma natural e autossustentável.

  • Atualmente, equipes de Entomologia de Campo e de Engajamento Comunitário atuam em quatro localidades nas cidades do Rio de Janeiro e em Niterói.
  • Os bairros de Vila Valqueire, Urca, Tubiacanga e Jurujuba participam de estudos para a realização de futuros testes de campo, com a soltura de mosquitos com Wolbachia.

A Fiocruz Pernambuco também apresenta linhas de pesquisas referentes ao Aedes aegypti. No final de 2012, um sistema de monitoramento e controle populacional do vetor do vírus da dengue em Fernando de Noronha. Aproximadamente 100 armadilhas (ovitrampas) para captura de ovos do mosquito foram instaladas na localidade, permi­tindo saber os locais de maior população do mosquito, os pe­ríodos do ano de maior infestação pelo vetor e as áreas de maior risco de transmissão da dengue, entre outras informa­ções.

  • A localização de cada uma delas é registrada com um aparelho de GPS.
  • A unidade regional da Fundação também possui estudos sobre a ação do vírus no organismo humano.
  • Recentemente, a Fiocruz Pernambuco iniciou uma pesquisa exploratória que tem como objetivos saber qual a incidência da dengue nos menores de um ano.

As metas são investigar qual o anticorpo (proteína que atua na defesa do organismo) materno é transferido ao bebê com mais frequências (se é o do DENV-1, DENV-2 ou DENV-3), como é a dinâmica dessas proteínas nos bebês, qual a frequência de mães com esses anticorpos e até quantos meses de vida eles permanecem no organismo da criança.

  1. A unidade também desenvolve trabalhos referentes a estudos epidemiológicos e possíveis vacinas para a doença.
  2. No que se refere ao atendimento clínico da doença, a partir do Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec) e do Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (IFF), a Fiocruz está também preparada para a atenção clínica necessária aos pacientes com a enfermidade encaminhados pelas secretarias municipais ou estaduais de saúde e por postos de saúde, sobretudo, em casos mais graves.

Texto revisado pelos pesquisadores: Ana Bispo Rita, pesquisadora do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Rafael Freitas, pesquisador do Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Rita Maria Ribeiro Nogueira, pesquisadora do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) Fonte: Agência Fiocruz de Notícias Outras fontes: Combata a dengue Portal Saúde Ministério da Saúde Organização Mundial da Saúde Organização Pan-Americana da Saúde

Como se pega dengue e quais os sintomas?

A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas. A principal forma de transmissão é pela picada dos mosquitos Aedes aegypti. Há registros de transmissão vertical (gestante – bebê) e por transfusão de sangue.

Porque dengue é perigoso?

A dengue pode matar – A principal complicação da dengue é o choque hemorrágico, que é quando a pessoa perde cerca de 1 litro de sangue de uma vez. Essa condição faz com que o coração perca capacidade de bombear o sangue para todas as partes do corpo. Disso, podem surgir problemas graves em vários órgãos, inclusive aqueles responsáveis por funções vitais.

Os especialistas ainda lembram que a multiplicação do vírus no sangue provoca inflamação nos vasos sanguíneos, fazendo com que o sangue fique mais espesso e circule mais lentamente. Nesse caso, o risco é de coagulação e trombose, o que também pode levar à morte. Como toda infecção, a dengue ainda pode levar ao desenvolvimento de Síndrome de Gulliain-Barre, encefalite e outras complicações neurológicas.

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Quais são os órgãos que a dengue afeta?

A doença Como acontece a infecção Com a picada de um mosquito Aedes aegypti infectado, o vírus da dengue penetra na corrente sangüínea. Durante um período de quatro a sete dias, chamado de incubação, o vírus se multiplica em órgãos como baço, fígado e tecidos linfáticos. Neste período, a pessoa está infectada, mas não transmite a doença se for picada pelo vetor. Passado o período de incubação, o vírus retorna à corrente sangüínea. Neste momento, tem início o período de viremia, que dura cerca de seis dias. Exceto nos casos assintomáticos quando o indivíduo infectado não apresenta sintomas da doença, o início do período de viremia costuma ser marcado por febre, que surge como conseqüência da tentativa do organismo combater o vírus.

  1. Mesmo que não apresente sintomas, durante o período de viremia o indivíduo infectado pode transmitir a doença se for picado pelo vetor.
  2. O vírus da dengue continua a se multiplicar dentro das células sangüíneas e atinge a medula óssea, onde compromete a produção de plaquetas, que são fundamentais para os processos de coagulação.

Sintomas da dengue Nem todas as pessoas picadas por um mosquito infectado com o vírus da dengue manifestam a doença. Os sintomas mais comuns da dengue são dor de cabeça e nos olhos, febre alta, muitas vezes passando de 40 graus, dor nos músculos e nas articulações, manchas avermelhadas por todo o corpo, falta de apetite e fraqueza.

  • Em alguns casos, pode acontecer sangramento de gengiva e nariz.
  • É importante observar que estes sintomas podem aparecer isolados ou de forma combinada, além de poderem se manifestar com diferentes graus de intensidade.
  • O mais comum é a febre, que acomete 99% das pessoas infectadas que manifestam sintomas da doença.

Dura cerca de sete dias e pode ser branda ou muito alta. Dores no fundo do olho e na cabeça também são comuns, atingindo cerca de 50% dos indivíduos que apresentam sintomas da doença. Esses são os principais sintomas da dengue comum, mas existe a chamada dengue hemorrágica, um tipo de manifestação mais grave.

Os sintomas iniciais da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença é que, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos e a pessoa, além de sentir fortes dores no abdômen, alterna sonolência com agitação. A dengue hemorrágica é muito perigosa e pode levar à morte.

Na maioria das vezes, a dengue hemorrágica acontece em pessoas que já foram infectadas por um determinado tipo do vírus da dengue e são infectadas novamente, porém desta vez por outro tipo do vírus. Em alguns casos, porém, a dengue hemorrágica também pode acontecer logo na primeira infecção.

Cuidados médicos A dengue só pode ser diagnosticada através de exames em laboratório. Como muitos sintomas são comuns a outras doenças, como viroses e gripe, a busca de atendimento médico não pode ser dispensada. Além disso, a ocorrência de numerosos casos assintomáticos ou brandos da doença é um fator que precisa ser levado em consideração nos cuidados, sobretudo tendo em vista o risco da dengue hemorrágica.

Como muitos indivíduos infectados não apresentam sintomas ou apenas sintomas muito leves, o indivíduo pode não tomar conhecimento de que teve contato com o vírus da dengue. Assim, acredita que está passando pela primeira infecção, quando na verdade já teve contato com o vírus.

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Este é mais um motivo que torna urgente a busca de atendimento médico logo aos primeiros sintomas. Em caso de suspeita de dengue, a auto-medicação pode ser perigosa. Apenas a medicação recomendada pelo médico deve ser utilizada. É desaconselhado o uso de remédios com base em Dipirona e Ácido Acetil Salicílico (AAS), muitas vezes usados de forma indiscriminada pela população em casos de febre e dores de cabeça, que são justamente sintomas da dengue.

Estes medicamentos não são recomendados porque atuam respectivamente na pressão sangüínea e sobre as plaquetas, fatores que são alterados no corpo humano pela dengue. Volta

O que não se deve fazer quando está com dengue?

Alguns remédios não devem ser tomados por quem tem suspeita de dengue. Ora, um dos possíveis sintomas da doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti é o sangramento. E essa manifestação se agrava com a ingestão de medicamentos com ácido acetilsalicílico (aspirina, por exemplo) ou anti-inflamatórios não hormonais.

As medicações contraindicadas Segundo a infectologista Melissa Barreto Falcão, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a dengue em si não tem tratamento específico. «O que se faz é aliviar os sintomas, sempre de acordo com avaliação do profissional de saúde, conforme cada caso», complementa. A orientação para quem foi diagnosticado com a infecção é repousar, ingerir bastante líquido e não tomar medicamentos por conta própria, pois alguns deles podem tornar o quadro ainda mais perigoso.

Comprimidos que contém ácido acetilsalicílico, como a aspirina, são muito usados para, entre outras coisas, controlar dores e febre. Mas eles também são anticoagulantes. Ou seja, como o próprio termo sugere, impedem a coagulação do sangue, um processo do organismo que tampa vazamentos do líquido vermelho.

  • Ocorre que, como já dissemos, o vírus da dengue pode desencadear sangramentos internos.
  • Isso, em conjunto com um remédio anticoagulante, aumenta a probabilidade de hemorragias perigosas.
  • Anti-inflamatórios não hormonais – diclofenaco e ibuprofeno, por exemplo – também devem ser evitados.
  • Eles elevam o risco de sangramentos por provocarem irritação no estômago.

Quais remédios quem tem dengue pode tomar? Para amenizar dor e febre, são receitados fármacos com paracetamol ou dipirona. «Eles são recomendados tanto pelo Ministério da Saúde como pela Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao perfil de segurança», aponta Melissa.

  • Já para tratamento de enjoo e vômito, a infectologista sugere o uso de qualquer antiemético, como metoclopramida e bromoprida, por exemplo.
  • Mas não se esqueça: quem vai oferecer a melhor opção de acordo com características do indivíduo é o médico.
  • Não deixe de pedir orientação a um especialista antes de consumir qualquer medicamento.

Fonte: Revista Saúde

Quem tem dengue pode passar para outra pessoa?

Nas glândulas salivares – O mosquito da dengue é mais escuro que o pernilongo comum e possui listras brancas no corpo e patas. Seu hábito é diurno: ele ataca durante o dia. Apenas a fêmea alimenta-se de sangue, para alimentar a sua prole. É ela que transmite o vírus causador da doença.

Antes de sugar o sangue, a fêmea injeta uma substância anticoagulante. É nesse momento que o vírus da dengue, localizado nas glândulas salivares do inseto, entra no organismo. Dengue não passa de pessoa para pessoa – e não é o mosquito que causa a doença. Quem faz isso é o vírus, que utiliza esse inseto como vetor e usa o corpo humano para se reproduzir.

A transmissão da dengue se dá quando o Aedes aegypti pica uma pessoa doente e, em seguida, morde outra vítima. Da mesma maneira, se ele picar uma pessoa infectada com o vírus da febre amarela, ele também se torna um transmissor dessa doença.

Onde o mosquito da dengue costuma picar?

Em geral, os mosquitos costumam picar nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isso ocorre porque os mosquitos costumam ter voos rasteiros, chegando a uma altura máxima de meio metro do solo. Mas a picada pode acontecer em outras áreas expostas do corpo.

Quem está com dengue tem que ficar isolado?

Os cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika devem ser mantidos durante o isolamento social. O alerta é da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), principalmente depois que o Ministério da Saúde suspendeu as visitas a domicílios para o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti por causa da pandemia.

De 1º de janeiro a 4 de maio, o Pará registrou 859 casos confirmados de dengue, representando uma redução de 29,41%% em relação ao mesmo período de 2019. «É importante que as famílias verifiquem o seu domicílio e o entorno dele uma vez por semana para identificar e eliminar possíveis criadouros», explica Aline Carneiro, coordenadora de endemias.

A orientação é conservar a caixa d’água, tonéis e barris de água bem fechados; colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira fechada; não deixar água acumulada sobre a laje, manter garrafas com boca virada para baixo; acondicionar pneus em locais cobertos; proteger ralos sem tampa com telas finas, encher pratinhos de vasos de plantas com areia até a borda e lavá-los uma vez por semana são algumas das medidas de prevenção.

  • Segundo a Sespa, o levantamento de índices era importante para as autoridades sanitárias conhecerem os índices de infestação em cada cidade e organizar as ações de campo.
  • Antes de suspender a ação, o Ministério da Saúde já havia limitado as ações dos agentes de endemias, recomendando que não realizassem a visita domiciliar caso o responsável pelo imóvel, no momento da atividade, tivesse idade superior a 60 anos e limitando-se apenas na área peridomiciliar (frente, lados e fundo do quintal ou terreno).

Dos 859 casos confirmados em 2020 até o momento, 846 foram de dengue, 11 de dengue com sinais de alarme e 2 casos de dengue grave, conforme classificação estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sem nenhum óbito. Os cinco municípios com mais números de casos de dengue são Altamira, com 179, Novo Progresso, com 156, Belém, com 85, Vitória do Xingu, com 69 e Santarém, com 52.

Qual o exame que detecta a dengue?

Na identificação da Dengue, o médico também costuma solicitar hemograma e o coagulograma. O hemograma avalia se houve elevação da quantidade de elementos que combatem a infecção. O coagulograma, por sua vez, é um exame da Dengue porque serve para avaliar o tempo de coagulação sanguínea.

O que não pode comer quando se está com dengue?

Alimentos que pacientes com suspeita de Dengue devem evitar – ASBRAN O Brasil enfrenta este ano uma das maiores batalhas contra a Dengue que se alastra em vários municípios e estados. Minas Gerais é o mais atingido pela doença. Dados da Secretaria da Saúde do Estado, divulgados dia 4, aponta 165.845 casos notificados, muito acima do registrado em todo o ano de 2012 (46.681).

Também foram registrados 37 óbitos.A ASBRAN, engajada nas campanhas de orientação ao cidadão, traz algumas informações importantes para o paciente com suspeita de Dengue no aspecto nutricional.Segundo a Profª e Drª Nelzir Reis, alimentos que contêm salicilatos e os de ação antitrombótica devem ser evitados em caso de suspeita da doença.

Portanto, evite consumir ABRICÓ, AMEIXA FRESCA, AMÊNDOA, AMORA, BATATA, CEREJA, GROSELHA, LIMÃO, MAÇÃ, MELÃO, MORANGO, NECTARINA, NOZES, PASSA, PEPINO, PÊSSEGO, PIMENTA, TANGERINA, TOMATE e UVA.Os alimentos que têm ação antitrombótica são: ALHO, CEBOLA, GENGIBRE.A nutricionista ainda detalha sobre os derivados salicílicos, que diminuem a biodisponibilidade da vitamina C, os níveis séricos de folato – ferro e potássio e as proteínas plasmáticas.

  • Ao mesmo tempo aumentam a excreção urinária das vitaminas B1, B6 e K.
  • Podem provocar alterações gástricas, hipotensão, alergia, distúrbio do equilíbrio ácido-básico e fenômenos hemorrágicos que poderão gerar anemia.Já o Paracetamol interfere na absorção das vitaminas B1 – B6 – K e folacina.
  • Dietas hiperglicídicas e contendo alto teor de pectina retardam sua absorção.

Pode provocar alterações hepáticas», explica.Ela ainda reforça a necessidade da hidratação que, nos casos de dengue, é fundamental. «A recomendação é ingerir, em média, 60 a 80 ml de líquido por quilo de peso dia. Assim, para uma pessoa de 60kg o volume ingerido deve variar de 3,6 litros a 4,8 litros dia, nos primeiros cinco dias.

  • A administração deve ser fracionada em pequenos volumes de forma a evitar náuseas e vômitos», afirma Nelzir.Podem ser utilizados também sucos, água de coco, soluções isotônicas (Gatorade, Pedialyte, Sportdrink, Sport Fluide, Sport Ade), além do soro de hidratação oral.
  • Caso não consiga ingerir volume adequado devido à presença de náuseas e vômitos, procure um Serviço de Emergência para hidratação venosa.

COMO SE ALIMENTAR Febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças). Para quem está com alguns destes sintomas, vai o alerta: pode ser mesmo dengue, e agora?A ordem é sempre repouso e a ingestão de muito líquido, além de medicamentos anti-térmicos.

  1. Mas e como fica a parte nutricional? Alguma dieta especial ajuda? Sim.
  2. Tenha em mente que um organismo bem nutrido vai reagir melhor à doença.Nutricionistas da ASBRAN recomendam durante o período mais crítico uma dieta leve e de fácil digestão e absorção.
  3. É importante consumir hortaliças em geral e alimentos ricos em ferro (carne vermelha magra, por exemplo), frutas e sucos ricos em vitamina C.

O ferro é fundamental porque pacientes com dengue apresentam queda substancial no número de plaquetas.Não esqueça também dos alimentos ricos em proteínas como ovos, leite e derivados, pois a imunidade será comprometida. Boa parte das pessoas apresenta um quadro de náuseas dificultando a alimentação, mas é importante o estímulo na ingestão de pequenas porções de alimentos a cada duas horas.

Para ajudar, pode-se ainda ingerir complementos enriquecidos com vitaminas e minerais. AVANÇO DA DENGUE Depois de Minas Gerais, o Estado de Mato Grosso do Sul já está em grande alerta. A taxa de incidência da doença no Estado é de 3.133,6 notificações por grupo de 100 mil habitantes. Mais de 3% dos 2,4 milhões de habitantes do Estado notificaram suspeita de dengue nos primeiros meses de 2013.Mas a epidemia vivida em muitas localidades não se restringe ao Brasil.

A Organização Mundial de Saúde – OMS alerta que o número de pessoasinfectadas com a dengue no mundo pode ser quatro vezes maior, como aponta uma nova pesquisa. A OMS estimou que o número de casos de dengue ficaria entre 50 milhões e 100 milhões a cada ano.

  • Depois do novo estudo acredita-se que o número pode chegar em torno de 390 milhões – embora cerca de dois terços destas pessoas tenham apenas sintomas leves e não precisem de atendimento médico.
  • O estudo foi publicado na internet na revista Nature no domingo.
  • Os dados não devem mudar como os pacientes são tratados, mas pode levar a uma busca mais rápida por uma vacina para a doença.
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O estudo foi financiado pela Wellcome Trust, pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA e outras instituições. : Alimentos que pacientes com suspeita de Dengue devem evitar – ASBRAN

O que é bom comer quando se está com dengue?

GMG_ADVANCED_SEARCH Para se recuperar melhor da dengue é importante consumir alimentos fontes de proteína e ferro, como carnes, ovos e fígado, pois esses nutrientes ajudam a prevenir a anemia e a fortalecer o sistema imune. De acordo com a nutricionista da Fundação Ezequiel Dias (Funed), Kelly Marques da Silva, é importante também consumir juntamente com esses alimentos fontes de vitamina C, como sucos de limão, acerola e laranja, a fim de aumentar a absorção de ferro, melhorando assim os seus níveis no organismo.

A Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) orienta que os pacientes com suspeita de dengue, devem evitar alguns alimentos que podem aumentar o tempo de sangramento, pois contém uma substância que interfere no processo da coagulação sanguínea, sendo eles: abricó, ameixa fresca, amêndoa, amora, batata, cereja, groselha, limão, maçã, melão, morango, nectarina, nozes, passa, pepino, pêssego, pimenta, tangerina, tomate e uva.Estar bem nutrido favorece o corpo no combate à dengue, e por isso é importante se alimentar com frequência, fazer repouso e ingerir pelo menos três litros de líquidos por dia. Por ACS/Funed

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É normal dormir muito com dengue?

Por: Ana Palma, Miguel Oliveira Foto: Kleber Leite/Ministério da Saúde Primeiro vem a febre, alta e súbita e um cansaço extremo, acompanhados de dor de cabeça, nos ossos, músculos e articulações e atrás dos olhos. É por isso que a dengue era conhecida antigamente como febre quebra-ossos.

Esses sintomas surgem de três a 15 dias após a picada pelo mosquito infectado, mas geralmente este tempo é menor, de cinco a seis dias. Contudo, dos infectados por um vírus da dengue, entre 20 e 50% não vão apresentar sintomas. Metade das pessoas apresenta o que os médicos chamam de exantema clássico, uma vermelhidão que aparece na pele, geralmente na face, nas costas, no peito e na barriga, nos braços e pernas, mas também atingindo a plantas dos pés e mãos, acompanhada ou não de coceira.

Ao pressionar as costas de alguém com exantema, uma marca de mão fica bem visível. Outros sintomas podem ser falta de apetite, náuseas, vômitos e diarreia pastosa. Nos casos mais brandos de dengue, o tratamento costuma ser repouso, beber muito líquido e usar antitérmicos que não contenham ácido acetilsalicílico. Foto: Kleber Leite/Ministério da Saúde São sinais de alerta para formas mais graves de dengue: sangramentos, vômitos intensos, aumento do fígado, pressão arterial baixa ou convergente, sonolência, queda de temperatura, redução abrupta do número de plaquetas, sono e irritação intensos, diminuição do suor, dificuldade respiratória.

  • É importante procurar assistência médica rapidamente, para evitar o agravamento do quadro.
  • Sangue nas fezes, hemorragia debaixo das unhas, nas gengivas, vômito com sangue, sangramento uterino – esses são sintomas das formas hemorrágicas da dengue, indicando extravasamento do plasma.
  • Nos casos mais severos, o paciente pode piorar rapidamente, entrar em choque e, se não tratado, morrer em 12 a 24 horas.

Em alguns casos, a dengue pode vir acompanhada de manifestações clínicas do sistema nervoso, como delírio, sonolência, depressão, psicose, demência, paralisias e encefalites, entre outras. Data Publicação: 02/12/2021

Como fica o corpo depois da dengue?

Médico infectologista explica porque organismo se comporta desta maneira.Algumas pessoas demoram meses para se recuperar. – Do G1 Rio Preto e Araçatuba Quem já teve dengue reclama que a dor e a indisposição seguem por um tempo, mesmo depois que a doença está curada.

  • Especialistas de (SP) dizem que isso realmente acontece por causa do processo de inflamação que a picada do mosquito provoca no organismo.
  • Algumas pessoas demoram meses para se recuperar.
  • Muita gente não sabe, mas os sintomas da dengue podem durar um, dois, três, vários meses depois que o paciente já recebeu o diagnóstico de cura.

Algumas pessoas sentem mais, outras menos, mas essa sensação de fraqueza e indisposição pode persistir. O médico infectologista Fábio Bombarda explica porque o organismo se comporta desta maneira. O médico ainda faz uma orientação ao paciente que passar por isso.

«A dengue é uma infecção e o organismo fica inflamando e a recuperação depois da dengue é o que faz ter a fadiga, o mal estar, mas costuma passar depois de algumas semanas e os sintomas desaparecem. Se os sintomas persistirem, o paciente deve procurar o médico para saber se são apenas os sintomas da dengue», diz o infectologista.

A diarista Cleuza Aparecida Fragoso já voltou a trabalhar, mas não como antes. A diarista pegou dengue em fevereiro, ficou 15 dias com dores no corpo, e muita indisposição. Só que dois meses depois, ela ainda sente os sintomas da doença. «A gente se sente cansada, dor no corpo, nas pernas, sempre sonolenta, antes não era tão cansativo varrer a casa, por exemplo. O Que Dengue : Sintomas da dengue continuam por semanas após a cura, diz especialista

Quais são os sintomas mais comuns da dengue?

Febre e dores muscular e de cabeça são os sintomas comuns de dengue registrados O novo Informativo Epidemiológico de Arboviroses da Secretaria da Saúde (SES) trouxe uma atualização dos registros de dengue no ano registrados no Estado. Entre as informações apresentadas está a relação dos sintomas mais comuns entre os quase 11 mil casos ocorridos no RS, que são febre, mialgia (dor muscular) e cefaleia (dor de cabeça).

  1. Esses são os sintomas clássicos da doença.
  2. A febre é a mais comum, ocorrendo em 86% dos registros, seguida da mialgia (81% dos casos) e cefaleia (78%).
  3. Em menor escala, os sintomas mais reportados entre os confirmados são náuseas (49%), dor nas costas (41%), dor atrás dos olhos (33%), vômito (25%), dor nas articulações (23%), manchas vermelhas no corpo (17%) e artrite (13%).

Normalmente, nesses quadros chamados clássicos, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (maior que 38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele.

Como é feito o tratamento da dengue? O tratamento para infecção pelo vírus dengue é baseado principalmente na hidratação adequada (reposição volêmica), levando-se em consideração os sintomas apresentados pelo paciente, assim como no reconhecimento precoce dos sinais de alarme.Para os casos leves com quadro sintomático recomenda-se:- Repouso relativo, enquanto durar a febre- Estímulo à ingestão de líquidos- Administração de paracetamol ou dipirona em caso de dor ou febre- Não administrar ácido acetilsalicílico- Recomendação ao paciente para que retorne imediatamente ao serviço de saúde, em caso de sinais de alarme

: Febre e dores muscular e de cabeça são os sintomas comuns de dengue registrados

Como o corpo elimina o vírus da dengue?

Proteína identifica o vírus e comanda ataque do sistema imunológico.Hoje, não existe nem remédio nem vacina contra a doença. – Uma pesquisa publicada na edição online desta terça (13) da revista científica «mBio» traz uma novidade sobre como o corpo humano responde ao vírus da dengue.

Uma proteína chamada lectina de aglutinação à manose (MBL, na sigla em inglês), é capaz de identificar o vírus para atacá-lo. Hoje, não existe nenhum remédio específico para a dengue; o que os médicos fazem é controlar os sintomas que ela causa. Os cientistas tentam também criar uma vacina para a doença, mas ainda não conseguiram.

Até essa descoberta, os cientistas sabiam que o sistema imunológico conseguia se livrar do vírus, mas nunca tinham entendido o processo em detalhes. O que a MBL faz é identificar moléculas de açúcar presentes ao redor do vírus. Uma vez que o corpo estranho é detectado, os anticorpos reagem e matam os vírus. O Que Dengue : Pesquisa mostra como o corpo humano combate o vírus da dengue

O que é a dengue Seus sintomas tratamento e prevenção?

A dengue é uma doença causada por um vírus, o qual é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Os sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça e manchas avermelhadas. Manifestações hemorrágicas, quando ocorrem, podem indicar um caso mais grave da infecção.

Quais são os órgãos que a dengue afeta?

A doença Como acontece a infecção Com a picada de um mosquito Aedes aegypti infectado, o vírus da dengue penetra na corrente sangüínea. Durante um período de quatro a sete dias, chamado de incubação, o vírus se multiplica em órgãos como baço, fígado e tecidos linfáticos. Neste período, a pessoa está infectada, mas não transmite a doença se for picada pelo vetor. Passado o período de incubação, o vírus retorna à corrente sangüínea. Neste momento, tem início o período de viremia, que dura cerca de seis dias. Exceto nos casos assintomáticos quando o indivíduo infectado não apresenta sintomas da doença, o início do período de viremia costuma ser marcado por febre, que surge como conseqüência da tentativa do organismo combater o vírus.

  1. Mesmo que não apresente sintomas, durante o período de viremia o indivíduo infectado pode transmitir a doença se for picado pelo vetor.
  2. O vírus da dengue continua a se multiplicar dentro das células sangüíneas e atinge a medula óssea, onde compromete a produção de plaquetas, que são fundamentais para os processos de coagulação.

Sintomas da dengue Nem todas as pessoas picadas por um mosquito infectado com o vírus da dengue manifestam a doença. Os sintomas mais comuns da dengue são dor de cabeça e nos olhos, febre alta, muitas vezes passando de 40 graus, dor nos músculos e nas articulações, manchas avermelhadas por todo o corpo, falta de apetite e fraqueza.

  • Em alguns casos, pode acontecer sangramento de gengiva e nariz.
  • É importante observar que estes sintomas podem aparecer isolados ou de forma combinada, além de poderem se manifestar com diferentes graus de intensidade.
  • O mais comum é a febre, que acomete 99% das pessoas infectadas que manifestam sintomas da doença.

Dura cerca de sete dias e pode ser branda ou muito alta. Dores no fundo do olho e na cabeça também são comuns, atingindo cerca de 50% dos indivíduos que apresentam sintomas da doença. Esses são os principais sintomas da dengue comum, mas existe a chamada dengue hemorrágica, um tipo de manifestação mais grave.

  1. Os sintomas iniciais da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum.
  2. A diferença é que, quando a febre acaba, começam a surgir sangramentos, a pressão cai, os lábios ficam roxos e a pessoa, além de sentir fortes dores no abdômen, alterna sonolência com agitação.
  3. A dengue hemorrágica é muito perigosa e pode levar à morte.

Na maioria das vezes, a dengue hemorrágica acontece em pessoas que já foram infectadas por um determinado tipo do vírus da dengue e são infectadas novamente, porém desta vez por outro tipo do vírus. Em alguns casos, porém, a dengue hemorrágica também pode acontecer logo na primeira infecção.

  • Cuidados médicos A dengue só pode ser diagnosticada através de exames em laboratório.
  • Como muitos sintomas são comuns a outras doenças, como viroses e gripe, a busca de atendimento médico não pode ser dispensada.
  • Além disso, a ocorrência de numerosos casos assintomáticos ou brandos da doença é um fator que precisa ser levado em consideração nos cuidados, sobretudo tendo em vista o risco da dengue hemorrágica.

Como muitos indivíduos infectados não apresentam sintomas ou apenas sintomas muito leves, o indivíduo pode não tomar conhecimento de que teve contato com o vírus da dengue. Assim, acredita que está passando pela primeira infecção, quando na verdade já teve contato com o vírus.

  • Este é mais um motivo que torna urgente a busca de atendimento médico logo aos primeiros sintomas.
  • Em caso de suspeita de dengue, a auto-medicação pode ser perigosa.
  • Apenas a medicação recomendada pelo médico deve ser utilizada.
  • É desaconselhado o uso de remédios com base em Dipirona e Ácido Acetil Salicílico (AAS), muitas vezes usados de forma indiscriminada pela população em casos de febre e dores de cabeça, que são justamente sintomas da dengue.

Estes medicamentos não são recomendados porque atuam respectivamente na pressão sangüínea e sobre as plaquetas, fatores que são alterados no corpo humano pela dengue. Volta