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Mulheres Que Correm Com Lobos?

Qual a história de mulheres que correm com lobos?

Ocorreu um problema para filtrar as avaliações agora. Tente novamente mais tarde. – Avaliado no Brasil em 22 de junho de 2022 O livro «Mulheres que correm com os Lobos» foi uma grata surpresa. A autora Clarissa Pinkola Estés tem as mulheres como público-alvo, porém eu diria que o livro não está limitado às mulheres.

  • Os homens também devem ler a obra e adquirir o conhecimento.
  • Ao longo dos séculos, a mulher foi reprimida em sua essência.
  • Podemos dizer que o ser da mulher ficou moldado pelas convenções sociais.
  • Todas as características femininas que deveriam ter sido afloradas ficaram escondidas dentro dos limites impostos pela sociedade.

E o homem, para manter o seu poder de forma egoísta, também fugiu de suas características reais. Em pleno ano 2022, ainda não sabemos como homens e mulheres são em sua naturalidade. A situação foi muito mais desfavorável para as mulheres, porém, para os homens, não foi tão benéfico os lucros advindos de uma perda de identidade.

  1. Clarissa Pinkola Estés prega em seu livro o resgate do lado selvagem feminino.
  2. O que poucas pessoas percebem que esse resgate não mexe apenas com os papeis das mulheres, pois torna-se necessário que homens também mudem sua estrutura masculina para haver o encaixe perfeito nessa dualidade feminino e masculino.

Creio que, talvez, algumas pessoas rejeitem tal ideia, pois as descobertas atuais pregam que não existem apenas os gêneros masculino e femininos. Sabemos que há outros gêneros vivendo nesse mundo. Entretanto, devemos entender que foram milhões de anos vivendo num mundo machista e heterossexual.

  1. Então, creio que começar com pequenos ajustes utilizando princípios masculinos e femininos é um passo que, consequentemente, irá possibilitar novos passos por novas trilhas.
  2. Nesse sentido, o livro em questão é a expressão desse primeiro passo.
  3. Clarissa vai propor o resgate do feminino como um caminho de salvação que se estenderá a homens e mulheres.

Quando a mulher resgata o seu ser, ela consciente ou inconscientemente propõe mudanças para o homem. É verdade que alguns homens podem rejeitar essas alterações, mas também é verdade que mulheres também as negam. Vivemos num mundo onde homens e mulheres desejam mudanças que se referem ao resgate de sua identidade, bem como há homens e mulheres presos a estruturas errôneas.

Em qual caminho você se encontra? Prefiro acreditar que vocês estão no caminho de resgate do lado selvagem. Logo, a narrativa dos mitos que compõem a obra de Clarissa traz ferramentas importantes para o alcance dessas mudanças. Tudo que ela propõe pode parecer algo novo, porém, na realidade, é o resgate do antigo, ou seja, do original.

Quando ela traz a proposta da mulher retornar ao seu lado primitivo ou selvagem, não está se referindo a algo animalesco ou irracional. O que a autora nos pede é que reconheçamos que vivemos sem respeitar nossa identidade. Criamos estruturas de opressão visando a vantagem de um sexo em relação a outro.

  • O entendimento dos mitos escritos no livro com todas as riquezas de personagens como animais, bruxas, pescadores, mulheres ranzinzas, homens maus etc.
  • Vem nos fornecer um arcabouço para a construções de identidades que nos foram negadas no desenrolar da história.
  • A partir dos entendimentos dos mitos e contos do livro, vamos entrando num processo terapêutico e percebendo o quanto temos de traumas a serem superados e como ficamos inferiorizados por somente realizarmos coisas em vista de fama, poder e dinheiro.

Mulheres que correm com os lobos anuncia e defende a aceitação de desafios para que possamos evoluir. A linguagem da obra é de fácil assimilação, porém sua prática é um tanto demorada. É impossível exigir que diante de uma história de milhões de anos com tantos erros, consigamos consertar tudo em poucos meses.

  1. Portanto, a leitura desse livro essencial nos pede que a façamos de maneira lenta e não de forma individual.
  2. Não existe uma única mulher e um único homem, mas existem pessoas que devem dialogar e perceber como a força mítica se presentifica em sua vida.
  3. Logo, um livro tão rico em conteúdo não pode ficar reduzido a uma leitura rápida e superficial.

Mulheres que correm com os lobos deve ser lido, relido e praticado por homens e mulheres que desejam a igualdade entre os seres humanos. Com uma proposta tão desafiadora, esse livro merece 5 estrelas e deve ser favoritado entre as pessoas para que elas entendem esse favorito como um apelo às mudanças ou resgate de sua personalidade natural.

Então, o que acharam da proposta? Aceitam o desafio? Compartilhem suas opiniões sobre o livro nas diversas redes sociais. Abraços!!! Valeu!!! Avaliado no Brasil em 5 de novembro de 2023 Se tornou meu livro preferido! Capa e qualidade da diagramação são excelentes! É um livro que vale a pena ter em casa Avaliado no Brasil em 2 de novembro de 2023 É um excelente livro, principalmente para as mulheres, entrega rápida e um preço muito acessível, achei muito lindo, capa dura e um ótimo acabamento Avaliado no Brasil em 25 de outubro de 2023 Bom, havia um tempo que eu queria comprá-lo, mas estava caro.

É um livro de cabeceira. Ele e excelente, maravilhoso. Chegou em bom estado, como sempre, nunca me recepcionei com a Amazon. 5,0 de 5 estrelas Ler é uma grande aventura. Avaliado no Brasil em 25 de outubro de 2023 Bom, havia um tempo que eu queria comprá-lo, mas estava caro. É um livro de cabeceira. Ele e excelente, maravilhoso. Chegou em bom estado, como sempre, nunca me recepcionei com a Amazon. Imagens nesta avaliação Avaliado no Brasil em 28 de outubro de 2023 Ainda não comecei a ler, pois estou com muitos na frente. Porém a capa dele é perfeita e é enormeeeee mds❤😍 5,0 de 5 estrelas Livro lindo demais Avaliado no Brasil em 28 de outubro de 2023 Ainda não comecei a ler, pois estou com muitos na frente. Porém a capa dele é perfeita e é enormeeeee mds❤😍 Imagens nesta avaliação Avaliado no Brasil em 6 de novembro de 2023 mto bem embalado e veio no tempo Avaliado no Brasil em 6 de novembro de 2023 Eu gostei bastante desse livro Avaliado no Brasil em 4 de novembro de 2023 Livro perfeito, muito interessante.adorei

Por que as mulheres correm com os lobos?

Associada escreveu resenha sobre o livro «Mulheres Que Correm Com Os Lobos»

  • Mulheres Que Correm Com Os Lobos
  • Mitos e histórias do arquétipo da mulher selvagem
  • 1. Apresentando a obra
  • Lançado em 1992, o clássico Mulheres Que Correm Com Os Lobos neste ano completa 29 (vinte e nove) anos, congratulado e reconhecido pela missão de despertar mulheres para sua realidade interior.

A obra de mais de 500 páginas é um grande estudo sobre feminilidade. Sua autora, Clarissa Pinkola Estés, nascida em 1945, é psicóloga de formação junguiana, estudou antropologia e por quase duas décadas pesquisou contos, fábulas, histórias folclóricas e mitos ancestrais, de diversas partes do mundo, que utilizou como base para o desenvolvimento de seu trabalho.

Ao todo são quatorze histórias, divididas em quatorze capítulos, cuja sabedoria é dissecada e interpretada pela autora, numa escrita repleta de metáforas, alegorias e insights poéticos, que acabam por movimentar o subconsciente da leitora, sem que ela perceba, convidando-a a uma verdadeira viagem pelos subterrâneos da psique.

Cada história tem enredo e personagens próprios. Identifica-se, contudo, um fio condutor que perpassa toda a obra, numa clara atmosfera de empoderamento psíquico feminino. Diferentemente do que se possa imaginar, a abordagem não é sociológica nem política, e a análise que se segue a cada um dos contos não se desenvolve num contexto histórico específico.

Essas circunstâncias cravam a atemporalidade da obra, que se firma como um grande clássico, com vocação para atravessar gerações. Considerando sua vastidão e profundidade, debruçar-se sobre cada uma das quatorze histórias tornaria cansativa a leitura desta resenha, até porque o correto seria que cada história fosse objeto de um texto próprio.

Em razão disso, o objetivo aqui é apenas o de identificar e clarear os traços mais significativos do livro, instigando a curiosidade e o espírito aventureiro, e tornando convidativa a leitura.

  1. 2. Mergulhando na obra
  2. Como sentimos na pele, ou no pelo, a normalização do papel social da mulher moderna como a cumpridora de funções intermináveis e cumulativas tem tornado corriqueiros sintomas como depressão, medo, angústia, fragilidade, bloqueios, falta de criatividade e sentimento de vazio.
  3. Segundo a autora, nossa cultura transformou a mulher numa espécie de «animal doméstico», absolutamente distanciado e privado de sua realidade ancestral natural, profunda e instintiva, a que chama de «self selvagem», lindamente representado no livro pela figura da loba, ou La Loba, La Que Sabé,
  4. As mulheres que correm com os lobos, ao contrário, são justamente as mulheres (re) conectadas com sua identidade perdida, com a loba que nos habita, porque se lançaram ao autoconhecimento, à iluminação de aspectos sombrios de sua psique (urbanização psíquica), às atividades artísticas, à imaginação e à retomada da liberdade interior.

O termo «selvagem» é utilizado na obra com sua conotação original, sem as deturpações modernas que o tornam pejorativo. Selvagem é algo ou alguém que observa os ciclos naturais, que está em perfeita harmonia com a natureza e as raízes primitivas e evolutivas da espécie.

O resgate dessa essência natural, que faz a mulher livre e dona de si, é a grande missão a que, ao fim da leitura, nos sentimos impelidas, até mesmo como forma de honrar nosso feminino genuíno latente, que seguidamente grita por atenção, sem que nos permitamos perceber. O livro ressalta o imenso poder, transgeracional, das histórias que contamos, capazes de se manter abrigadas em nossos subconscientes e comandar partes de nossa vida psíquica e de nossas crenças.

Nesse contexto, o termo arquétipo, constante do subtítulo da obra e tão utilizado pela autora ao longo do texto, está intimamente relacionado às imagens que transmitimos ao contar histórias. Assim, a autora nos oportuniza reconhecer que ao longo do tempo os contos femininos se transformaram em histórias instrutivas sobre sexo, amor, casamento, parto, etc., que acabaram por nos conformar em um determinado padrão social e comportamental.

  • Das histórias que ouvimos na infância, como «Chapeuzinho Vermelho», a menina inocente exposta ao Lobo Mau, «Bela Adormecida», a jovem inconsciente que é beijada e salva pelo príncipe, dentre outras, extraímos arquétipos que se enraizaram no inconsciente coletivo, para usar uma expressão junguiana, e se constituem verdadeira matriz para expressão e desenvolvimento da psique.
  • A proposta da autora é, portanto, a utilização de arquétipos que reconectem a mulher com sua alma selvagem, por meio de histórias em que a protagonista é heroína de si mesma e vivencia processos que envolvem iniciação, superação e desenvolvimento de uma força interna esquecida ou desconhecida, mas que habita indistintamente todas as mulheres.
  • Para a autora, as histórias são verdadeiros «bálsamos medicinais», tão grande e intensa sua força curativa.
  • Dentre as histórias contadas pela autora, destaca-se o antigo conto do «Barba Azul» (capítulo 2), em que a esposa ingênua a quem é negado pelo marido provedor e aparentemente perfeito, o Barba Azul, acesso ao conhecimento (representado por uma pequena chave) é levada a recrutar forças psíquicas extremas para vencê-lo e encurralá-lo, quando ele pretendia matá-la.

Em «Vasalisa, a sabida» (capítulo 3), conhecido conto da Europa Oriental, uma menina órfã de mãe, precisa caminhar e seguir em frente pela floresta escura e amedrontadora, a fim de encontrar a megera Baba Yaga, sem conhecer as repostas para todas as perguntas, aprendendo, então, que deverá confiar em sua intuição.

A intuição, aliás, foi um presente deixado por sua mãe, antes de falacer e está representada no conto por uma pequena boneca de pano que Vasalisa carrega no bolso. Em ambas as histórias, assim como em todas as demais histórias do livro, a autora propõe a leitura subjetiva ou intrapsíquica da trama. Explico.

Na leitura objetiva, se entenderia que uma esposa foi de fato manipulada, aprisionada e sufocada pelo marido Barba Azul. Numa leitura intrapsíquica do conto, por outro lado, pressupõe-se que todos os elementos e personagens da história povoam a psique de uma única mulher.

  • O Barba Azul neste caso é o predador natural, que habita a psique de toda mulher.
  • É o sabotador natural, que faz a mulher desacreditar-se de si mesma, de suas potencialidades, instintos, poderes, intuição, inteligência, capacidades, criatividade, etc.
  • Quando em «Barba Azul», o predador natural intrapsíquico tenta matar a mulher que utiliza a chave e se permite acesso ao conhecimento, podemos compreender como muitas mulheres se deixam morrer por dentro, são verdadeiramente paralisadas e mortas em vida, pelo medo, pelo apego ao outro e por sentimentos de insuficiência e incapacidade.

No caso da menina Vasalisa, a megera Baba Yaga pode ser entendida tanto como a representação da figura externa que causa medo e deve ser sabiamente enfrentada, quanto a própria identidade selvagem da menina, seu self selvagem, que precisa ser descoberto, conhecido e resgatado, para que a Vasalisa possa recrutar as forças necessárias para conviver com os males e as dificuldades do mundo.

Tanto num caso quanto noutro, a megera selvagem precisa ser olhada de frente, corajosamente. A mãe que morre no início da história, por sua vez, é a que a autora, não por acaso, chama de a-mãe-boa-demais. Essa mãe nos habita também, como mais um dos personagens intrapsíquicos da mulher. Tanto na vida real como no conto ela precisa morrer para que possamos (re)nascer como seres humanos adultos, independentes, capazes de gerir a própria vida e as próprias emoções, de maneira sadia, afastando-se de comportamentos de vitimização, auto piedade e medo paralisador.

Em troca, a mãe-boa-demais deixa para a filha o melhor e mais importante dos presentes: a intuição, passada de geração a geração, que guiará a menina pela floresta escura. Belo e emblemático, quando imaginamos quantas florestas escuras já adentramos na vida, sem ao menos ter noção do próximo passo! Costumo dizer que às vezes caminhamos no escuro e sem chão, apenas guiadas por uma luz interna! A leitura intrapsíquica dos contos seguramente é a mais rica e significativa na medida em que deposita na própria psique da mulher o poder para transformar sua realidade.

  1. Todavia, as histórias para mim também foram ilustrativas e ricas quando da leitura objetiva dos fatos, já que comumente em nossas vidas estamos diante de agressores (físicos ou emocionais), manipuladores e opressores externos, que precisamos reconhecer, vencer ou superar.
  2. Há muitos Barba Azul por aí, que oferecem toda a proteção, conforto e segurança material mas exigem em troca, ainda que sutil e veladamente, a resignação, o controle emocional e o encolhimento da mulher.
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A grande sacada talvez seja reconhecer que a cada agressor externo há um correspondente agressor interno, intrapsíquico, que coloca a mulher em situação de exposição e a faz permitir, sem que perceba, a aproximação e permanência do agressor externo, justamente por sua condição de fragilidade emocional e insuficiência dos sinalizadores internos de perigo.

A boa notícia é que a entrada num processo persistente de autoconhecimento e observação interna pode levar à supremacia dos personagens psíquicos que representam força, resistência, autoconfiança e autoestima, os chamados agentes de transformação da psique, em detrimento do predador natural, que acaba sendo encurralado e detido numa zona menos importante, mas consciente da psique.

Trazendo o predador natural do fundo do inconsciente para o consciente, o tornamos visível e podemos enfrentá-lo e dominá-lo sempre que ele pretender se restabelecer, conforme acredita a autora. É importante frisar que o resgate de nossa essência e a construção de um novo self nem de longe significa transformar-se numa mulher diferente da que somos.

  1. Muito pelo contrário, trata-se de permitir-se transformar na mulher que realmente somos e que esteve escondida, morta em vida, ou que teve partes importantes mutiladas ao longo de sua trajetória.
  2. Trata-se de reconhecer a submissão que há para consigo própria, para muito além da submissão que há para com o mundo.

A menção à mutilação de partes de si me faz lembrar o conto da «donzela sem mãos» (capítulo 14). Para mim, muito marcante e instigante, porque trata, dentre outros aspectos, da capacidade de resistência da mulher, que deve ser desenvolvida e fortalecida ao longo da vida, num contraponto óbvio à fragilidade tão disseminada culturalmente.

Nas palavras da autora, «todas essas descidas, perdas, descobertas e fortalecimento ilustram a iniciação perpétua da mulher na renovação do aspecto selvagem». Muitas vezes é estarrecedor perceber como a mulher intelectualizada e com boa capacidade de raciocínio e percepção da vida é submetida à cultura predominante, ao ego, às crenças limitantes e mesmo ao intelecto, dela própria e dos outros, deixando-se, por lapsos de autoconhecimento ou de consciência, afastar cada vez mais de suas potencialidades naturais, seus desejos, seus instintos e seus sentimentos viscerais.

«Vida escassa, alma deserta», nas palavras da autora.

  1. A verdade é que nos «ensinaram a ter vergonha de nosso desejo ardente pelo que é selvagem» e que sem nossa permissão e a necessária boa disposição para percorrer caminhos interiores diferentes nada poderá ser transformado, nem em nós mesmas, nem, arrisco dizer, no mundo.
  2. Para mim o insight brilhante que Mulheres Que Correm Com Os Lobos me permitiu vivenciar é no sentido de que a verdadeira transformação que almejamos como mulheres não provém da sociedade, dos movimentos sociais, do ativismo, nem necessariamente da ressignificação dos papeis masculino e feminino, mas, sim, do interior da própria mulher.
  3. Digo isto com segurança quando observo que, passados mais de cinquenta anos da chamada revolução sexual, é ainda normalizado socialmente o uso de expressões grotescas, inclusive pelas próprias mulheres, frise-se, que insinuam ser a relação sexual um ato unilateral em que cabe à mulher fornecer algo enquanto ao homem cabe receber algo.
  4. Na realidade, qualquer espécie de relação sadia entre seres humanos deve pressupor, de ambos os lados, doses equivalentes de vontade de estar ali e de se comprometer consigo mesmo e com o outro.
  5. Se ainda hoje a mulher, visivelmente desconectada de seus desejos e instintos mais naturais, afastada de sua essência selvagem, de seu poder criativo e de sua liberdade de fazer escolhas, entende e procede de forma a acreditar que estar a serviço do masculino, em detrimento dela própria, é seu papel natural, posso crer que a revolução sexual, base teórica e comportamental em que se alicerça grande parte da liberdade feminina adquirida, serviu e ainda serve prioritariamente ao homem.

De nada adianta a liberdade física se ela não é acompanhada de verdadeira liberdade emocional e psíquica. Cabe à mulher, portanto, para além dos contextos históricos objetivos, apropriar-se de si mesma, de seus anseios, de suas escolhas e da profundidade de seu interior.

Aliás, Clarissa é magistral quando afirma, ainda no capítulo 14, que «a verdadeira satisfação consiste em nascer na realidade interior.» Quem já teve a oportunidade de vivenciar a sensação do «(re) nascimento interior» sabe exatamente o quanto ele significa na escala do encantamento e contentamento com a vida, pouco dependendo das condições externas.

Mulheres Que Correm Com Os Lobos é muito mais que um convite ao auto resgate, é uma provocação, uma maneira delicada e sutil de causar indignação pelo que deixamos de ser, pelo que esquecemos, pelo que deixamos de dar a nós mesmas, pelos pactos inconscientes que fazemos ao longo da vida em prol de segurança e estabilidade, enquanto nossas almas clamam por vida.

  • Neste ponto, importa falar dos ossos.
  • Em suas alegorias e incursões poéticas cirurgicamente costuradas nas histórias que conta, a autora faz constantes remissões aos ossos, como estruturas que, mesmo depois da morte, muito dificilmente são destruídas.
  • Assim, em seus ciclos de vida-morte-vida, a mulher precisa escavar profundamente seu inconsciente até encontrar os ossos daquilo tudo que morreu dentro de si.

Esse é o aspecto substancial do primeiro capítulo, que acaba permeando todo o livro, e trata da «Ressurreição da Mulher Selvagem», La Loba, a Mulher-Lobo, que a partir do esqueleto é reconstruída na carne. Os ossos são as pistas indestrutíveis dos sonhos, dos desejos relegados que poderão ser resgatados e reconstruídos.

Talvez a aula de pintura, ou a aula de canto, talvez o caderno de poesias escondido propositalmente por duvidar da qualidade dos versos, talvez a vida social renunciada, a vida pública abandonada, os estudos abdicados, a liberdade desencorajada, talvez o proibido olhar sobre os relacionamentos desvitalizados, o amor verdadeiro desacreditado por medo de rejeição.

Intensas escavações psíquico-arqueológicas merecem ser feitas no subterrâneo feminino, pois certamente tesouros serão encontrados sob a forma de desejos e planos não realizados. Nesse processo de auto resgate e de reconhecimento da própria identidade, a direção correta é sempre para o fundo, não para cima ou para frente.

  1. Para o fundo! Essa constatação é lindíssima, porque a mulher não se encontrará fora de si, não se identificará nos outros, assim como não deve esperar que os outros satisfaçam seus desejos e realizem seus sonhos.
  2. Só ela poderá fazer isso.
  3. Só ela poderá permitir-se.
  4. A meditação, as artes, a relação com a natureza, dentre outros, são para a autora caminhos para a manifestação da velha sabedoria esquecida, revertendo o processo que minou a vitalidade da mulher ao longo de muitos séculos de civilização, fundados no temor aos instintos femininos e na negação dos conhecimentos ancestrais.

Não há que nos enganarmos, contudo. Nem todas estão preparadas para a descida ao subterrâneo e para o início das escavações arqueológicas. O momento é individual. Muitas desistem antes de concluir os trabalhos, para anos depois começarem novamente do início.

No meu entender, é possível que seja necessário o esgotamento das tentativas de sobrevivência e vida feliz na superfície, para então realmente se compreender a utilidade da descida que, para algumas, pode envolver dor e perdas. Para Clarissa «é preciso que haja um pouco de sangue derramado em cada história, se quisermos que ela tenha função balsâmica.» Acredito que é um modo de a autora avisar que precisamos, no sentido figurado, derramar também um pouco de sangue em nossas histórias reais para que possamos transformar nossas vidas.

Nada substitui nem diminui, no entanto, a alegria de encontrar sua própria identidade, de saber exatamente quem se é, do que se gosta, o que se almeja. A dor da descida é sempre recompensada pelo real encontro consigo mesma! 3. Como e quando ler Já se falou um pouco sobre o momento da descida.

  • Ele varia de pessoa para pessoa.
  • Às vezes não há intelecto ou palavras que exprimam o momento ou estimulem a coragem.
  • É preciso simplesmente mergulhar, quando se sente que é a hora.
  • Começar a ler o livro é o início de uma grande aventura cujo fim não se pode, nem se deve, estipular.
  • Mulheres Que Correm Com Os Lobos é uma obra para ser lida com calma, cuidado e longas pausas para reflexão, sempre observando o seu próprio ritmo de leitura e processamento interno.

Como Clarissa revela, «deve-se deitar com a história», pois se ela ficar apenas na superfície não há contato real com o arquétipo e não haverá possibilidade de transformação. É preciso sorver e degustar cada gole de insight, com a profundidade que os temas merecem.

  1. É preciso desvendar os mistérios da obra, que caminha frequentemente junto com o desenrolar dos mistérios psíquicos individuais.
  2. Por isso costuma-se dizer que a protagonista é a própria leitora.
  3. Comumente há pessoas que lutam com a leitura e se frustram por não conseguir finalizá-la.
  4. Acredito que se isso acontece talvez não seja por acaso.

Pode ser que num outro momento, às vezes vários anos depois, o livro volte a suscitar interesse. Esse foi, particularmente, o meu caso, porque, embora desde logo tenha amado a leitura, simplesmente parei de ler para voltar vários anos mais tarde.

  • Além de delicada e sensível, a obra é complexa, repleta de figuras de linguagem e alegorias que a tornam poética para alguns, enquanto afugenta outros.
  • Se a leitura trouxer à superfície tristezas, perguntas, anseios ou outros sentimentos incomuns, é importante acolhê-los, porque são bem-vindos e denotam a existência de uma vida subterrânea pulsante que clama por atenção.
  • De fato, as histórias trazem o «resgate de impulsos psíquicos perdidos», puxados a partir das raízes, e acredito que somente se deve descansar um pouco quando «você mesma esteja em flor», mas ainda assim os «ciclos de vida-morte-vida» serão uma constante, e começa-se a aprender que a morte sempre poderá trazer em si a semente da vida.
  • Enfim, acredito que é uma leitura para uma vida inteira e, mesmo depois de finalizada, deve ser revisitada sempre que possível, principalmente nos momentos de maiores desafios pessoais.
  • Se a leitura for realizada e sorvida com a alma, das páginas de Clarissa brotará uma força incrível, devastadora, mas também pacificadora, que não poderá ser traduzida em palavras.
  • 4. O que fica da obra

A mulher selvagem não precisa sair uivando por aí, nem precisa deixar o companheiro ou o trabalho, se esse não for o desejo de sua alma. Na realidade, o que ela sempre deixou foi somente ela mesma, em algum lugar longínquo de seu passado, e precisa agora começar reconhecendo isso.

Os lobos, como as mulheres, são gregários por natureza, curiosos, dotados de grande resistência e força. Ficam muito bem em grupos, mas sabem da importância de estar isolados. Na loba, a devoção ao parceiro e à comunidade, que vêm junto com a graça e a ferocidade, jamais pressupõe o abandono de si própria, pois isto seria contrário às leis da natureza.

Seguindo os rastros dos lobos, ou melhor, da loba, o livro transcorre numa atmosfera de amorosidade em relação a si mesma e ao parceiro de vida da mulher. O amor incondicional a si própria e ao outro permite o nascer de «uma força amorosa e milagrosa para além dos limites do ego».

  1. Deixa-se morrer o velho self, condicionado aos apegos do ego, e inicia-se a construção de um novo self, o self intuitivo, selvagem.
  2. A meu ver, este processo exige muita vigilância, porque o sistema dominante de forças sempre vai tender a nos puxar para longe de nossa identidade, nos convidando a aderir novamente a pactos onde são medidos perdas e ganhos, bem como a adotar condutas massificadas em busca da sensação de pertencimento, ou a curvar-se ao sistema de expectativas reinante, que muitas vezes pouco, ou nada, conversa com nossa alma.

Segundo a teoria junguiana adotada na obra, nosso subconsciente é super habitado! Nele residem arquétipos variados, oriundos do inconsciente coletivo, que representam a realidade de uma dada época ou cultura. Trazer esses «personagens» à consciência e recrutá-los somente quando forem eventualmente úteis a um determinado momento ou ao desempenho de uma dada tarefa ou papel é nossa responsabilidade.

Manter o predador natural, aquele aspecto da psique contrário à natureza, que se opõe ao desenvolvimento e tenta nos isolar de nossos poderes de direito, dominado e acuado é outra missão que somente cada mulher pode realizar para si. Acredito, particularmente, que desenvolver a capacidade de gerir a própria psique abre caminhos riquíssimos na vida real, já que tendemos a criar no mundo externo uma realidade de vida tal e qual projetamos na nossa psique, assim como reproduzimos internamente o mundo real tal e qual o vemos.

Trata-se de uma relação de interdependência recíproca. Às vezes me vejo pasmada por ter descoberto isso há bem pouco tempo, assim como me surpreendo ao perceber que a grande maioria das pessoas simplesmente ignora sua vida psíquica, e segue vivendo sempre no chamado «modo automático».

  1. Sobre os argumentos corriqueiramente utilizados por todas nós, mulheres, para justificar o auto descaso, vejo que a justificativa objetiva com maior verossimilhança na atualidade é a falta de tempo.
  2. Há muito acreditei nela, até porque seguramente já a adotei, mas hoje vejo que não passa de uma fuga inconsciente, porque sempre há tempo para tudo que consideramos verdadeiramente importante e elegemos como prioridade.

Outro ponto importante é que a mulher selvagem, (re) construída e resgatada por meio da imaginação, da intuição, da arte, da meditação, do desenvolvimento da autoestima e do autoconhecimento, não há de guardar seus novos conhecimentos para si. Ela deve sair ao mundo e deixar fundas pegadas por onde passar, pois sua atitude no mundo não deve ser inferior ao seu nível de conhecimento.

  • É o que adverte a autora.
  • A loba, no entanto, sabe bem o momento de ir e o momento de recuar.
  • Sua sabedoria natural a torna capaz de ritmar a marcha de maneira que consiga se colocar no mundo e encontrar seus espaços, sem ferir-se e sem ferir os outros.
  • Ainda que não estejamos no momento de abraçá-la, o que considero importante deixar cravado aqui é que a força selvagem de nossa psique (a mulher selvagem) não nos abandona jamais.
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Ela nos segue como sombra. Ela aparece em sonhos, em histórias, na poesia e em outras situações variadas, «pois quer ver se já estamos prontas para nos unir a ela». Importante, pois, olhar com cuidado para nossas sombras, dificuldades e aparentes defeitos, pois ali pode estar a mulher selvagem, aguardando para se olhada.

  1. Pode levar dez, vinte ou trinta anos, mas tenho a certeza de que assim que você chamar a mulher selvagem ela aparecerá, errática no começo, mas majestosa, vicejante e fortalecida depois de bem nutrida por você.
  2. Consigo imaginar a lindeza das novas Mulheres-Lobas se encontrando, não importa a idade que tenham, aprendendo juntas a ver além da ilusão, a criar sensibilidades internas e a confiar em seus sentimentos mais viscerais.
  3. Eu as vejo compreendendo que «seu poder sustenta todos os mundos», porque assim sempre foi, praticando o auto perdão, aceitando seus corpos e curando as cicatrizes da alma para poderem correr soltas e livres pelo mundo bom que estão finalmente criando.
  4. Afinal, independentemente de religião ou crenças, deveríamos estar todas e todos aptos a reconhecer que a essência do ser humano é a liberdade!
  5. Lucimara Rocha Ernlund, Promotora de Justiça.

: Associada escreveu resenha sobre o livro «Mulheres Que Correm Com Os Lobos»

Qual valor do livro Mulheres que correm com os lobos?

Descrição – O menor preço encontrado no Brasil para Mulheres Que Correm Com Os Lobos – Estes, Clarissa Pinkola – 9788532529787 atualmente é R$ 41,99. Avaliação dos usuários Entrega rápida Recomendo Muito bom o produto, capa dura, veio bem empalado e entrega muito rápida.

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  • Leonardo Em julho de 2023 • Via Amazon Um livro pra ter na cabeceira da cama.

Recomendo Um dos melhores livros que já li. Chorei, aprendi, reli vários capítulos. Depois dessa leitura, você se transforma. Super recomendo. Vanessa Em fevereiro de 2023 • Via Amazon

Quantos contos têm o livro Mulheres que correm com os lobos?

Mulheres Que Correm Com Os Lobos Sinopse Os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis.

A analista junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos.

Indicação associada Lucimara Rocha Ernlund, Promotora de Justiça: Lançado em 1992, o clássico «Mulheres Que Correm Com Os Lobos» completa, agora em 2021, 29 anos, congratulado e reconhecido pela missão de despertar mulheres para sua realidade interior.

A obra de mais de 500 páginas é um grande estudo sobre feminilidade. Sua autora, Clarissa Pinkola Estés, nascida em 1945, é psicóloga de formação junguiana, estudou antropologia e por quase duas décadas pesquisou contos, fábulas, histórias folclóricas e mitos ancestrais, de diversas partes do mundo, que utilizou como base para o desenvolvimento de seu trabalho.

Ao todo são 14 histórias, divididas em 14 capítulos, cuja sabedoria é dissecada e interpretada pela autora, numa escrita repleta de metáforas, alegorias e insights poéticos, que acabam por movimentar o subconsciente da leitora, sem que ela perceba, convidando-a a uma verdadeira viagem pelos subterrâneos da psique.

  • Cada história tem enredo e personagens próprios.
  • Identifica-se, contudo, um fio condutor que perpassa toda a obra, numa clara atmosfera de empoderamento psíquico feminino.
  • Mulheres Que Correm Com Os Lobos» é muito mais que um convite ao auto resgate, é uma provocação, uma maneira delicada e sutil de causar indignação pelo que deixamos de ser, pelo que esquecemos, pelo que deixamos de dar a nós mesmas, pelos pactos inconscientes que fazemos ao longo da vida em prol de segurança e estabilidade, enquanto nossas almas clamam por vida.

Uma obra para ser lida com calma, cuidado e longas pausas para reflexão, sempre observando o seu próprio ritmo de leitura e processamento interno. Como Clarissa revela, «deve-se deitar com a história», pois se ela ficar apenas na superfície não há contato real com o arquétipo e não haverá possibilidade de transformação.

Enfim, acredito que é uma leitura para uma vida inteira e, mesmo depois de finalizada, deve ser revisitada sempre que possível, principalmente nos momentos de maiores desafios pessoais. Se a leitura for realizada e sorvida com a alma, das páginas de Clarissa brotará uma força incrível, devastadora, mas também pacificadora, que não poderá ser traduzida em palavras. A associada escreveu uma resenha detalhada sobre o livro, para ler a versão completa! Referências:,

: Mulheres Que Correm Com Os Lobos

Qual a moral da história do lobo eo cordeiro?

— Seu cordeiro atrevido, como ousa me dirigir a palavra com tamanha prepotência? E, bufando de ódio, o lobo foi embora Moral da fábula: É importante respeitar o direito dos outros.

O que significa correr com os lobos frases?

6. Chegar ao fundo do poço – «A melhor terra para semear e fazer crescer algo novo outra vez está no fundo. Nesse sentido, chegar ao fundo do poço, apesar de extremamente doloroso, também é um terreno para semear.» As pessoas têm um medo atroz de chegar ao fundo do poço.

Porque os lobos Andam em matilha?

A organização de uma alcateia de lobos para a caça – Os lobos caçam em grupos pequenos, geralmente entre quatro a cinco indivíduos. Juntos eles encurralam a presa formando um polígono, deixando poucas chances de fuga, não apenas fechando-a por todos os lados, mas também porque os lobos são ágeis e muito rápidos.

Os líderes e adultos sempre vão na frente, enquanto os mais jovens vão atrás, observando todos os movimentos. O grupo de caça conta com duas regras principais: uma é que eles devem aproximar-se pouco a pouco e lentamente da presa até que estejam a uma distância considerável e segura. A segunda é que cada um deve se afastar dos demais, mantendo sempre a posição e ficando pronto para atacar.

Além disso, o ataque dependerá do tamanho da presa, pois se for gado doméstico, por exemplo, eles caçam por meio da observação e um membro do grupo é responsável por distrair, se necessário, os cães pastores que guardam o rebanho. Assim, quando um lobo é avistado pelos pastores, os demais atacam a presa.

  • Quando se trata de outros animais maiores, como os alces, os lobos escolhem presas que estão visivelmente em desvantagem, seja porque se trata de um bezerro, um indivíduo mais velho, doente ou gravemente ferido.
  • Primeiro, eles podem assediá-los por horas até que fiquem acovardados ou cansados demais para escapar, momento em que os lobos aproveitam a oportunidade para atacar um deles.

Estes ataques também podem ser perigosos para os lobos, pois os alces e outras grandes presas podem atacá-los com seus chifres.

Onde mora Clarissa Pinkola?

A origem multicultural e o crescimento com imigrantes permitiu à Clarissa o acesso a inúmeras lendas, mitos e histórias de diferentes povos. Após terminar o ensino médio, a escritora mudou-se para o Colorado, onde se formou em Psicologia e Psicoterapia.

Como funciona lá manada de lobos?

Qual é o tamanho de um coletivo de lobo? – O tamanho de uma alcateia costuma variar, porém não é muito extenso. Um coletivo de lobos é formado por, aproximadamente, 6 ou 8 animais. Em alguns casos muito raros, eles podem abrigar até 20 lobos. Para manter o grupo unido é essencial que haja muita comunicação entre os seus integrantes.

  1. Ela é feita para orientar a caça, o descanso e para avisar sobre a presença de predadores.
  2. A comunicação entre eles é feita por meio do olfato, uivos e gestos.
  3. Assim é possível manter o grupo coeso para enfrentar qualquer situação.
  4. Gostou de aprender mais sobre o coletivo de lobos? Se você ficou com alguma dúvida sobre o que é alcateia, deixe a pergunta nos comentários.

Vamos adorar responder. : Coletivo de lobo: o que é uma alcateia?

Qual o tema do livro Histórias de um lobo?

O lobo brasileiro está metido até a ponta do rabo em lendas, mitos e na sabedoria popular pelo interior do país. Na literatura brasileira, está eternizado em contos de Guimarães Rosa e nos relatos de campo dos irmãos Villas-Bôas. Mas ainda assim o bicho sofre por não ser conhecido e é injustamente perseguido.

Histórias ruins são muito difundidas, e as boas se perdem com o tempo. Em alguns cantos do Brasil acredita-se que os lobos são criaturas místicas, que seu olhar hipnotiza e amaldiçoa. Por outro lado, quem consegue ter um olho de lobo nas mãos, pode conquistar riqueza e virilidade. O lobo-guará é certamente um dos mais bonitos e misteriosos animais da fauna brasileira.

Seu tom vermelho-dourado faz jus ao termo «Guará», que em Tupi-Guarani significa vermelho. Distribuído em vários países do continente sul-americano, sua maior ocorrência está no Brasil, principalmente no Cerrado. Diversas ameaças ambientais colocaram essa espécie na lista das ameaçadas de extinção.

  • Muitas pessoas não gostam dos lobos-guarás, por medo, fantasia ou por atacarem a criação de aves domésticas.
  • Curiosamente esse animal não é exatamente igual àquele que povoa as histórias contadas desde a infância.
  • Vive sozinho, é tímido e se alimenta, boa parte do ano, de frutos.
  • Assim, dispersa uma grande quantidade de sementes por onde onde passa, daí sua grande importância e sua distinção como «semeador do Cerrado.» Essas e outras curiosidades são agora retratadas no livro «HISTÓRIAS DE UM LOBO».

A obra, inédita por relacionar fauna e cultura, é um resgate das mais importantes informações científicas sobre o lobo-guará, traduzidas numa linguagem simples e de fácil entendimento, além de compilar importantes histórias e mitos da cultura popular brasileira.

HISTÓRIAS DE UM LOBO: O livro, realizado pela Lei de Incentivos Fiscais (Lei Rouanet – Ministério da Cultura) e patrocinado pela Tetra Pak®, busca alinhar ciência, cultura e conservação de um dos animais mais símbolos da fauna brasileira, pela visão clara e romântica de um dos maiores especialistas no mundo sobre a espécie, o biólogo Rogério Cunha de Paula.

É a representação de 15 anos de trabalho de campo e extensiva pesquisa sobre os diversos materiais científicos publicados sobre a espécie. Para ilustrar todo esse conteúdo, soma-se a experiência de 20 anos de documentação outdoor de Adriano Gambarini, um dos mais importantes fotógrafos da atualidade.

Nas suas 264 páginas, os autores trazem à luz do universo de livros de arte a beleza e mistério que envolvem o lobo-guará nas mais diversas regiões, dos campos de cerrado goiano à sombra do mosteiro do Caraça, nos arredores de Belo Horizonte; dos contos mineiros aos trabalhos científicos de instituições nacionais e internacionais.

Com mais de 150 fotos cuidadosamente selecionadas num arquivo de mais de 3000 imagens sobre o tema, misturam-se histórias de lobos e muita informação. Além da riqueza em informações, beleza e curiosidades, o texto é introduzido ao leitor pelas mãos de um dos mais importantes naturalistas do mundo, ícone da conservação da vida selvagem, o alemão/norte-americano George Schaller.

  • AUTORES: Rogério Cunha de Paula é biólogo, analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA) e pesquisador associado da OSCIP Instituto Pró-Carnívoros.
  • Desenvolve atividades para a conservação de carnívoros brasileiros, entre elas, projetos com lobo-guará, na região da Serra da Canastra há 15 anos.

É membro de comitês nacionais e internacionais para conservação de espécies de carnívoros, entre eles os Grupos de Especialistas de Canídeos e de Felídeos da IUCN (União Internacional pela Conservação da Natureza). É Coordenador do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Lobo-Guará pelo ICMBio e do Grupo de Trabalho para a Proteção do Lobo-Guará na América do Sul.

  1. Foi apontado em 2012, em publicação norte-americana, como um dos 40 heróis mundiais da conservação pelo trabalho de conservação do lobo-guará no Brasil.
  2. É autor de diversas publicações técnico-científicas e de dois livros sobre a Serra da Canastra.
  3. Adriano Gambarini é fotógrafo desde 1992, com experiência em documentação de expedições a regiões remotas.

Um dos principais fotógrafos da National Geographic Brasil, é autor de 12 livros de arte, entre eles Serra da Canastra e Natureza Conservação e Cultura, Finalista do Prêmio Jabuti 2012 com o livro Cavernas no Brasil, assina também os textos das obras Velho Chico, o Rio e Camboja,

Documenta Planos de Manejo de Unidades de Conservação, Projetos de Estudo de Impacto Ambiental e Expedições Científicas de ONGs e Instituições ambientais governamentais. Trabalhou como fotógrafo de cinema para Discovery Channel no Brasil, França e Rússia, realizou coberturas jornalísticas online na Tailândia, Camboja, Laos, China e Quirguistão.

Articulista do site ambiental OECO, ministra workshops e palestras sobre fotografia na conservação. Possui um foto-arquivo com mais de 150 mil imagens do Brasil, Antártida e diversos países, com ênfase em biodiversidade, ecossistemas, cavernas, modos de vida e cultura de grupos étnicos. Sobre a Tetra Pak® A Tetra Pak® é líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos. Atuando próximo aos clientes e fornecedores, oferece produtos seguros, inovadores e ambientalmente corretos, que a cada dia satisfazem as necessidades de centenas de milhões de pessoas em mais de 170 países ao redor do mundo.

  1. Com quase 22.000 funcionários em mais de 85 países, a Tetra Pak® acredita na liderança da indústria responsável e em uma abordagem sustentável dos negócios.
  2. O slogan «PROTEGE O QUE É BOM» reflete a visão da empresa de tornar o alimento seguro e disponível, em qualquer lugar.
  3. A companhia é apoiadora da Plataforma Liderança Sustentável, movimento que visa inspirar, conectar e educar jovens líderes para os desafios da sustentabilidade corporativa.
See also:  Qual O Significado Do Nome Henrique?

Paulo Nigro, presidente da Tetra Pak, é um dos inspiradores do movimento. Confira depoimento exclusivo do líder em: http://www.youtube.com/watch?v=Mti_lCNNccg, Mais informações: [email protected]

Quando uma pessoa vive de verdade todos os outros também vivem?

Resenha do Livro : » A Ciranda das Mulheres Sábias «, de Clarissa Pinkola Estés, Ser jovem enquanto velha, e velha enquanto jovem. É nessa teoria que Clarissa Pinkola Estés, autora do livro ‘A Ciranda das Mulheres Sábias’, se baseia para escrever sua obra.

Trazendo mais uma vez a mulher como tema principal — Assim como fez em ‘Mulheres que Correm com os Lobos’, outro exemplar de enorme sucesso em seu nome —, a escritora convida o leitor a viajar através de lendas, mitos e histórias antigas, de modo a exaltar o importante papel da mulher sábia em todos esses acontecimentos.

A medida em que escreve, Clarissa se dirige à quem lê de forma muito maternal e acolhedora, trazendo-o(a) para perto de si. A leitura do livro é fácil, fluida, porém intensa. Trechos carregados de força e significado fazem com que nós, leitores, tenhamos vontade de parar para refletir no que acabamos de ler.

  1. Como mulheres, nos sentimos empoderadas, reconhecidas, valorizadas; sentimo-nos estranhamente abraçadas.
  2. Este livro vem para nos mostrar que as mulheres sempre estiveram ali, exercendo o seu papel como indivíduos sábios, ousados, criativos e generosos — Desde o início dos tempos.
  3. Elas reivindicavam um lugar na sua sociedade, essencialmente qualquer lugar que desejassem, pois não queriam esperar, implorar e nem precisar adular para que alguém — A família ou a cultura — lhes concedesse este lugar.

Elas traçavam um círculo. Entravam nele. ‘Estou aqui. Se vocês quiserem proximidade, fiquem perto de mim. Se não, afastem-se, porque nós vamos avançar.'» «Ser jovem enquanto velha, velha enquanto jovem.» – A Ciranda das Mulheres Sábias, Com o livro «A Ciranda das Mulheres Sábias, mais uma vez Clarissa Pinkola Estés conseguiu trazer o «Feminino» de uma forma excepcionalmente — E por que não? — sábia. Em uma obra onde a inteligência da mulher madura e seu poder curandeiro são exaltados, não se poderia esperar nada a mais que terminar a leitura com uma sensação de carinho recebido e, acima de tudo, muito aprendizado absorvido. Aluna do 1º ano do Curso de Relações Públicas da Faculdade Cásper Líbero.

Qual é a primeira acusação que o cordeiro recebeu do lobo?

O lobo e o cordeiro – Congresso em Foco Dia desses, meio que por acaso, tive a oportunidade de reler a fábula «O lobo e o cordeiro», de Esopo. Escreveu aquele grande autor que certo dia um lobo, ao ver um cordeiro à beira de um riacho, quis devorá-lo.

Porém, era preciso apresentar uma boa razão. Assim, apesar de estar na parte superior do riacho, o lobo acusou-o de sujar sua água. O cordeiro se defendeu: «Como posso eu sujar a sua água se ela vem daí, de onde você está»? Sem saber o que responder, o lobo lançou nova acusação: «Eu soube que no ano passado você insultou meu pai».

Ao que o cordeiro respondeu: «Mas eu nem era nascido»! E eis que o lobo, já sem saber o que dizer, simplesmente rosnou alguma coisa do tipo «inocente ou não, eu quero é te devorar», partindo para cima do pobre cordeiro. Essa fábula me pôs a refletir sobre os tão comentados royalties, fruto da exploração das nossas mais preciosas riquezas não-renováveis.

Quando falamos de minérios, a alíquota situa-se entre 0,2% e 3%. Já os do petróleo chegam, como se sabe, a 10%. Essa distorção dá margem a situações curiosas. Assim, por exemplo, todos os municípios agraciados com os royalties da mineração receberam, juntos, em 2009, R$ 1,1 bilhão – quase a mesma coisa que a pequena Macaé, sozinha, recebeu pela exploração de petróleo: R$ 1,08 bilhão! Vamos a outro número: de janeiro a setembro de 2010, segundo li, o lucro líquido de nossa maior produtora de petróleo chegou a R$ 24,5 bilhões – e considere-se que ela tem praticamente o monopólio da exploração.

Enquanto isso, a maior mineradora em atividade no Brasil, detentora de apenas 40% do valor da produção de minérios, lucrou R$ 20 bilhões no mesmo período. Tradução: salta aos olhos que o lucro líquido do setor de mineração é bastante superior ao do de petróleo.

  • Esse quadro é difícil de entender.
  • E fica ainda mais complicado quando iniciamos algumas comparações.
  • Assim, por exemplo, a Austrália faz incidir sobre a produção de diamantes uma alíquota de 7,5% do valor na mina.
  • A China, 4% no valor de venda, e a Indonésia 6,5%.
  • Já o Brasil, 0,2% sobre o faturamento líquido, excluídos os impostos! Se passarmos os olhos por uma tabela comparativa envolvendo outros minerais, os resultados não serão assim tão diferentes.

Ora será o Canadá, cobrando entre 5 e 14% sobre os lucros decorrentes da mineração, ora o Uzbequistão impondo 7,9% sobre as vendas do cobre, ora a Indonésia taxando em 3% a 5% o valor da venda dos minérios. E aqui estamos nós, no final da fila, com algumas das mais baixas alíquotas do planeta! E nem adentro no sério quadro dos incentivos fiscais à exportação de riquezas não-renováveis, patrimônio do povo brasileiro.

  • É diante da tristeza que este quadro causa que fico a recordar o passado.
  • Cadê o ouro de Serra Pelada, que seria a redenção do Brasil? E o manganês da Serra do Navio? O fato é que, desde a minha infância, assisto à mesma ópera bufa, qual a das riquezas fabulosas que surgem das entranhas do nosso solo, com pompa e circunstância, cercadas de ufanismo, publicidade e reportagens, para desaparecerem em seguida, sob os acenos das 20 crianças que ainda morrem a cada dia sob as nossas vistas, vítimas da falta de uma simples rede de esgoto! Mas argumentos não bastam.

O que vale é que nós, capixabas, estamos a caminho de perder os royalties do petróleo. No que toca à mineração, ficaremos apenas com o pó negro que respiramos cotidianamente. Afinal, somos o cordeiro da estória! : O lobo e o cordeiro – Congresso em Foco

Qual é a fama do lobo?

Já o lobo é símbolo da malicia e da crueldade.

Qual é o desfecho da história do lobo é o cordeiro?

O cordeiro Júlio saiu para passear longe da fazenda em que vivia e acabou se perdendo. Quando parou para beber água no rio, ele encontrou um lobo muito faminto, que usou todos os argumentos que pôde para tentar devorar o cordeiro. Porém, Júlio, sua mãe e o rebanho vão mostrar ao lobo como a união pode fazer a força.

O que é ser uma loba?

A loba e as mulheres modernas – Embora a mulher moderna tenha alcançado realizações imensas e tenha se posicionado em muitos lugares de poder, ela está longe de sua essência de loba selvagem. Esta última não se curva diante dos mandatos dos outros, como acontece com a mulher moderna diante da publicidade. Ser mulher é um privilégio. No entanto, a cultura machista dominante transformou este em um fato menor, muitas vezes julgado assim pelas próprias mulheres. A própria civilização se originou em torno das mulheres. A princípio, o único vínculo de sangue que estava totalmente estabelecido era esse.

  • Os coletivos humanos se reuniram em torno das mães, porque pouco se sabia sobre a paternidade.
  • As sociedades humanas começaram tendo as mulheres como centro.
  • No início da humanidade, «a loba» realmente manteve seu lugar.
  • Hoje, no entanto, o feminino está desvalorizado.
  • Muitas mulheres tentam encontrar sua no caminho da imitação dos homens.

Uma loba selvagem não é um macho: é uma mulher selvagem e determinada, e que aprecia o feminino que a constitui. Em particular, uma loba não aceita o domínio dos outros sobre seu corpo. Dança sozinha ou acompanhada. Ela é alegre e está conectada com seus instintos e desejos.

Porque os lobos são importantes?

É um excelente dispersor de sementes, participando assim da recomposição de campos degradados e até mesmo florestas neste bioma. – O lobo-guará se alimenta, boa parte do ano, de frutos. Com isso, muitas espécies de plantas que contam com as chuvas para carregar suas sementes, ou têm sua disseminação limitada por outros pequenos animais são beneficiadas por um animal que ocupa grande área de vida.

  1. As frutas consumidas pelo lobo, são feitas de forma inteira.
  2. Sendo assim, os animais ingerem as sementes, que passam por todo trato digestivo e saem prontas para germinar na terra.
  3. As fezes dos lobos são, principalmente no verão, repletas de sementes.
  4. Muitas vezes, as fezes são depositadas quilômetros de distância de onde o fruto foi apanhado.

Ainda, em alguns casos, ao defecar, não somente as sementes, mas a massa fecal é composta de partes não digeridas de frutos que servem de alimento a insetos que carregarão tudo para dentro da terra, plantando assim a sementes. Isso confere ao lobo o papel de agricultor do cerrado. Mulheres Que Correm Com Lobos Muitas pessoas elegem os lobos como inimigos número 1, devido ao potencial de predação de aves domésticas. Com isso, não percebem este papel de semeador. E além dessa função, ao se alimentar de roedores, que muitas vezes se tornam pragas por investirem contra as sacas de grãos, trabalham também aliados aos produtores controlando assim as populações desses animais.

  • Os mais antigos na roça apontam os guarás como problemas, mas ponderam: «Lobo perto de casa, é um defensor a mais contra ratos e cobras».
  • Assim, ganham pontos também pelo controle de serpentes nas redondezas das casas.
  • Mesmo não sendo itens principais de sua dieta, as serpentes podem ser predadas, mortas pelos lobos.

Tudo em grandes quantidades é prejudicial. O lobo ajuda a controlar e manter em equilíbrio populações vistas pelo homem como indesejadas. Além das relações diretas na conservação da biodiversidade do Cerrado, a ausência da espécie pode ter também consequências indiretas importantes. Mulheres Que Correm Com Lobos O crescimento das cidades e aumento da fronteira agrícola vão cada vez mais diminuindo os espaços naturais para as espécies do cerrado. Este bioma é um dos menos protegidos e por isso foi até categorizado como um dos 20 mais importantes em termos de elevada biodiversidade e da mesma forma enormes ameaças.

Menos de 20% de suas terras são ameaçadas. Por mais tolerante ao desenvolvimento que uma espécie possa ser, terá consequências negativas se ambientes naturais não estão disponíveis. Desta forma, a perda e modificação dos ambientes naturais, geram problemas sérios direta e indiretamente à vida dos lobos.

Tais problemas vão desde a falta de espaços ideais para sua sobrevivência à consequências discutidas a seguir, como atropelamentos, encontros com cães domésticos, situações de conflitos com o ser humano. Assim, o lobo-guará é considerado vulnerável à modificação de seu ambiente natural, tendo suas populações ameaçadas em áreas de grandes modificações e atividades humanas intensas. Mulheres Que Correm Com Lobos Enquanto as áreas naturais vão sendo transformadas em grandes campos de soja, pastagens, canaviais, etc, os lobos, que são animais que se movimentam muito, aumentam sua procura por áreas com condições para sua sobrevivência. O Cerrado é um bioma cortado por uma grande malha viária.

Com isso, as movimentações dos lobos eventualmente incluem cruzar estradas, rodovias de grande volume de tráfego. Desta forma, uma ameaça severa para a espécie, principalmente para pequenas populações, é o grande número de atropelamentos principalmente em SP, MG e GO (incluindo o DF). A maioria dos atropelamentos envolvem indivíduos jovens procurando áreas para se estabelecer ou mais velhos, sem muita destreza.

Em alguns lugares, estima-se que os atropelamentos sejam responsáveis pela morte de um terço à metade da produção anual de filhotes, o que se torna uma grande ameaça à espécie. Infelizmente, os atropelamentos não acontecem sem querer sempre. Em alguns casos, motoristas atropelam animais propositalmente.

  1. Os lobos são animais que geram antipatia em muitos lugares, sendo um alvo a ser abatido em estradas eventualmente.
  2. Um animal acompanhado por 8 meses na região da Serra da Canastra estabeleceu seu território em uma área cortada pela principal rodovia da região.
  3. Depois de cruzar a estrada X vezes neste período, ele foi atropelado.

Não morreu na hora, mas a coleira indicou que ele foi arrastado alguns metros. Morreu 3 dias depois da colisão em uma matinha próxima do local do choque. Mulheres Que Correm Com Lobos Outro problema que também deve ser considerado, embora ainda saiba-se muito pouco quanto à sua gravidade, é o risco de obtenção de doenças a partir do contato com animais domésticos, principalmente onde lobos e cães convivem nas mesmas áreas. Lobos-guarás estão sujeitos a várias doenças transmitidas por cães e, apesar de ainda não avaliado extensamente, sugere-se que o impacto destas doenças pode ser significativo.

  • Estudos na Bolívia e no Brasil, revelam que animais em contato indireto com cães, apresentam indicativos de várias doenças como raiva, cinomose, parvovirose, leishmaniose entre outras.
  • Às vezes a doença não se manifesta, ou seja, o animal somente teve contato com a doença mas o organismo se defendeu e ele não tem sintomas que prejudicam sua vida.

A morte de indivíduos doentes (cinomose, raiva) ou de proles inteiras de animais portadores de doenças (parvovirose), comprometeriam populações antes saudáveis da espécie. Porém não se sabe ao certo o potencial de sensibilização da espécie às doenças que os lobos vem contraindo.

Quem com lobo anda aprende a uivar?

‘Quem com Lobos anda, aprende a uivar.’ | Lobo ártico, Arquétipos animais, Lobos.