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Fotos De Quem Tem LPus?

O que o lúpus faz com a pessoa?

Lúpus Info Lúpus é uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode matar. O nome científico da doença é «Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)».

  • Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico da pessoa ataca tecidos saudáveis do próprio corpo, por engano.
  • As causas das doenças autoimunes ainda não são conhecidas.
  • A teoria mais aceita é que fatores externos estejam envolvidos na ocorrência dessa condição, principalmente quando há predisposição genética e o uso de alguns medicamentos.

A maioria das doenças autoimunes são crônicas, ou seja, não são transmissíveis, no entanto muitas delas podem ser controladas com tratamento. Além disso, os sintomas das doenças autoimunes podem aparecer e desaparecer continuamente, sem causa aparente.

  1. Importante: Dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas atualmente, o Lúpus é uma das mais graves e importantes.
  2. Por isso, assim que surgirem os primeiros sintomas, procure atendimento médico especializado imediatamente.
  3. Não se sabe ao certo que causa o Lúpus, tendo em vista que o sistema imunológico atacar e destruir tecidos saudáveis do próprio corpo é um comportamento anormal do organismo.

No entanto, os estudos presentes na literatura médica e científica nacional e mundial apontam que as doenças autoimunes, o que inclui o Lúpus, podem ser uma combinação de fatores, como:

hormonais;infecciosos;genéticos;ambientais.

Os gatilhos para desencadear o Lúpus, de acordo com a ciência, são:

Luz solar: a exposição à luz do sol, de forma inadequada e em horários inapropriados, pode iniciar ou agravar uma inflamação preexistente a desenvolver lúpus. Além disso, esse tipo de postura também pode provocar câncer de pele.Infecções: ter uma infecção pode iniciar lúpus ou causar uma recaída da doença em algumas pessoas, o que pode gerar um quadro leve ou grave, conforme cada situação.Medicamentos: lúpus também pode estar relacionado ao uso de determinados antibióticos, medicamentos usados para controlar convulsões e também para pressão alta. Informe seu médico se notar qualquer sintoma estranho.

O diagnóstico para Lúpus não é tão simples, porque os sintomas podem variar muito de pessoa para pessoa e mudam com o passar do tempo, o que em muitas vezes confunde com os sinais de outras doenças. Por isso, ainda não há nenhum exame ou teste específico para diagnosticar o lúpus, mas isso pode ser feito com segurança a partir de exames de sangue, urina e dos sintomas clínicos apresentados ao médico durante exame físico.

Exame físico.Exames de anticorpos, incluindo teste de anticorpos antinucleares.Hemograma completo.Radiografia do tórax.Biópsia renal.Exame de urina.

Ainda não existem formas conhecidas de se prevenir o Lúpus, tendo em vista que as causas da doença ainda não são totalmente conhecidas e também não há vacinas.

Tenha hábitos e estilo de vidas saudáveis.Tenha alimentação saudável.Evite exposição ao sol.Cuide da sua saúde regularmente. Prevenção e promoção da saúde são as melhores formas de evitar doenças.Evitar gatilhos para o Lúpus se desenvolver são fundamentais.

O lúpus não é uma doença comum e que tenha fatores de risco pré-determinados, uma vez que pode se manifestar em pessoas de qualquer idade, raça e sexo. No entanto, existem algumas situações que podem facilitar, de alguma forma, a incidência de lúpus:

Gênero: a doença é mais comum em mulheres do que em homens, mas pode se manifestar em ambos os sexos.Idade: a maior parte dos diagnósticos de lúpus acontece entre os 15 e os 40 anos, mas pode surgir em qualquer faixa etária.Etnia: lúpus é mais comum em pessoas afro-americanas, hispânicas e asiáticas. Além disso, a incidência do lúpus chega a ser três a quatro vezes maior em mulheres negras do que em mulheres brancas.

A medicina e a ciência ainda não encontraram uma cura para Lúpus, no entanto o prognóstico, ou seja, o tratamento paliativo, quando aplicado de forma adequada, pode controlar e até fazer desaparecer os sintomas da doença. Por isso, com o acompanhamento e tratamento corretos, ambos oferecidos de forma integral e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é possível levar uma vida normal. : Lúpus

Onde dói o lúpus?

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune (o próprio organismo ataca órgãos e tecidos). São reconhecidos dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas e daí o nome lúpus eritematoso), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo («V» do decote) e nos braços) e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos.

Sintomas: – lesões de pele: as lesões mais características são lesões avermelhadas em maçãs do rosto e dorso do nariz; – dor e inchaço, principalmente nas articulações das mãos; – inflamação de pleura ou pericárdio (membranas que recobrem o pulmão e coração); – inflamação no rim; – alterações no sangue podem ocorrer em mais da metade dos casos: diminuição de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia), dos linfócitos (linfopenia) ou de plaquetas (plaquetopenia); – menos freqüentemente observam-se inflamações no cérebro, causando convulsões, alterações do comportamento (psicose) ou do nível de consciência e até queixas sugestivas de comprometimento de nervos periféricos; – inflamações de pequenos vasos (vasculites) podem causar lesões avermelhadas e dolorosas em palma de mãos, planta de pés, no céu da boca ou em membros; – queixas de febre sem ter infecção, emagrecimento e fraqueza são comuns quando a doença está ativa; – manifestações nos olhos, aumento do fígado, baço e gânglios também podem ocorrer em fase ativa da doença.

Diagnóstico: O diagnóstico deve ser feito pelo conjunto de alterações clínicas e laboratoriais, e não pela presença de apenas um exame ou uma manifestação clínica isoladamente. Tratamento: O tratamento do LES depende da manifestação apresentada por cada um dos pacientes, portanto, deve ser individualizado.

  • Seu objetivo é permitir o controle da atividade da doença, a minimização dos efeitos colaterais dos medicamentos e uma boa qualidade de vida aos seus portadores.
  • Prevenção: Evitar fatores que podem levar ao desencadeamento da atividade do lúpus, como o sol e outras formas de radiação ultravioleta; tratar as infecções; evitar o uso de estrógenos e de outras drogas; evitar a gravidez em fase ativa da doença e evitar o estresse são algumas condutas que os pacientes devem observar, na medida do possível.

O reumatologista é o especialista mais indicado para fazer o tratamento e o acompanhamento de pacientes com LES e quando necessário, outros especialistas devem fazer o seguimento em conjunto. IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.

Qual é o exame que detecta o lúpus?

Como diagnosticar a doença? – Para diagnosticar a doença é feita uma análise sobre a história clínica do paciente e quais são as manifestações existentes além da realização do exame físico completo. São solicitados exames laboratoriais, que investigam a presença do FAN (fator ou anticorpo antinuclear) e anticorpos anti-Sm e anti-DNA.

Qual idade aparece lúpus?

Quem tem lúpus? – O lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são muito mais acometidas. Ocorre principalmente entre 20 e 45 anos, sendo um pouco mais freqüente em pessoas mestiças e nos afro-descendentes. No Brasil, não dispomos de números exatos, mas as estimativas indicam que existam cerca de 65.000 pessoas com lúpus, sendo a maioria mulheres.

Como é a crise de lúpus?

Podem se desenvolver problemas nas articulações, sistema nervoso, sangue, pele, rins, trato gastrointestinal, pulmões e outros tecidos e órgãos. Exames de sangue e, às vezes, outros exames são realizados para elaborar o diagnóstico. Todas as pessoas com lúpus precisam de hidroxicloroquina e as pessoas com lúpus que continua a causar danos (lúpus ativo) também precisam de corticosteroides e outros medicamentos que suprimem o sistema imunológico.

Cerca de 70% a 90% das pessoas que têm lúpus são mulheres em idade fértil, mas crianças (principalmente meninas), homens e mulheres idosos e até mesmo recém-nascidos também podem ser afetados. O lúpus ocorre em todas as partes do mundo, mas pode ser mais comum em pessoas negras e asiáticas do que em pessoas brancas.

  1. A causa do lúpus geralmente não é conhecida.
  2. Ocasionalmente, o uso de certos medicamentos (como hidralazina e procainamida, usadas ​​para tratar problemas cardíacos, e isoniazida, usada para tratar a tuberculose) pode causar lúpus.
  3. O lúpus induzido por medicamentos geralmente desaparece depois que o uso do medicamento é interrompido.

O número e a variedade de anticorpos que podem aparecer no lúpus são maiores do que os de qualquer outra doença. Estes anticorpos podem, às vezes, determinar quais sintomas irão se desenvolver. No entanto, os níveis desses anticorpos nem sempre são proporcionais aos sintomas da pessoa.

  1. O lúpus eritematoso discoide (LED), às vezes chamado lúpus eritematoso cutâneo crônico, é uma forma de lúpus que afeta apenas a pele.
  2. Nesse quadro clínico, surgem erupções cutâneas vermelhas, redondas e salientes que, às vezes, podem evoluir para alguma perda da pele com formação de cicatrizes e perda de cabelos ou pelos nas áreas afetadas.

As erupções se acumulam em áreas da pele expostas à luz, como o rosto, o couro cabeludo e as orelhas. Às vezes, um prurido ou feridas também afetam as membranas mucosas, especialmente na boca. Em 10% das pessoas, as manifestações de lúpus sistêmico, por exemplo aquelas que afetam as articulações, rins e cérebro, podem ocorrer.

O lúpus eritematoso cutâneo subagudo (LECS) é uma forma de lúpus que afeta principalmente a pele, causando várias erupções cutâneas que são disseminadas, ressurgem e podem piorar com a exposição à luz solar. Manchas vermelhas e em formato de anel ou placas semelhantes à psoríase podem se formar nos braços, rosto e tronco.

LECS difere de LED porque LECS raramente provoca cicatrizes. Normalmente, as pessoas apresentam fadiga e dores nas articulações, mas geralmente não sofrem as sérias lesões em órgãos internos que podem ocorrer no LES. Os sintomas do lúpus variam muito de pessoa para pessoa.

  1. Os sintomas podem começar subitamente com febre, assemelhando-se a uma infecção súbita.
  2. Ou sintomas podem se desenvolver gradualmente ao longo de meses ou anos, com episódios (chamados exacerbações) de febre, mal-estar, ou qualquer um dos sintomas discutidos abaixo intercalando-se com períodos em que os sintomas estão ausentes ou são mínimos.

A maioria das pessoas com lúpus têm sintomas leves que afetam principalmente a pele e as articulações. Sintomas articulares, que vão desde dores intermitentes nas articulações (artralgias) a inflamação repentina de múltiplas articulações (poliartrite aguda), ocorrem em cerca de 90% das pessoas e podem existir por anos antes de outros sintomas se manifestarem.

Nos casos em que a doença está presente há um longo período, podem ocorrer folga e deformidades articulares acentuadas (artropatia ou artrite de Jaccoud), mas são raras. No entanto, a inflamação das articulações geralmente é intermitente e não danifica as articulações. Erupções cutâneas incluem rubor em forma de borboleta atravessando o nariz e as bochechas (chamado eritema malar ou em formato de asas de borboleta); caroços salientes ou áreas de pele fina; áreas avermelhadas salientes ou não em regiões expostas do rosto, pescoço, parte superior do tórax e cotovelos.

Bolhas e úlceras cutâneas (feridas) são raras, embora úlceras ocorram normalmente em membranas mucosas, em especial no céu da boca, interior das bochechas, gengivas e interior do nariz. Áreas mosqueadas avermelhadas na lateral das palmas das mãos e dedos, vermelhidão e inchaço em volta das unhas e manchas planas de cor púrpura avermelhada entre as articulações nas superfícies internas dos dedos também podem ocorrer.

Manchas arroxeadas (púrpura) podem ocorrer devido a hemorragias na pele como resultado dos baixos níveis de plaquetas no sangue. Erupções de longa duração decorrentes da exposição à luz solar (fotossensibilidade) ocorrem em algumas pessoas com lúpus, principalmente pessoas de pele clara. Pessoas com lúpus podem ter dor torácica devido à inflamação da membrana que envolve o coração ( pericardite Pericardite aguda A pericardite aguda é uma inflamação súbita do pericárdio (a estrutura sacular flexível de camada dupla que envolve o coração), muitas vezes dolorosa, que provoca o derrame de líquido e componentes.

leia mais ). Efeitos mais graves, porém raros, no coração são inflamação das paredes das artérias coronárias (vasculite de artéria coronária), que pode provocar angina Angina e inflamação do músculo cardíaco ( miocardite Miocardite Miocardite é a inflamação do tecido muscular do coração (miocárdio) que causa a morte do tecido.

A miocardite pode ser causada por muitos problemas, incluindo infecção, toxinas e medicamentos. leia mais ), que pode levar à insuficiência cardíaca Insuficiência cardíaca (IC) Insuficiência cardíaca é um distúrbio em que o coração não consegue suprir as necessidades do corpo, causando redução do fluxo sanguíneo, refluxo (congestão) de sangue nas veias e nos pulmões.

leia mais Raramente, as válvulas do coração são afetadas e podem precisar ser reparadas cirurgicamente. As pessoas correm maior risco de doença arterial coronariana Considerações gerais sobre a doença arterial coronariana (DAC) A doença arterial coronariana é um quadro clínico no qual o suprimento de sangue para o músculo cardíaco é bloqueado parcial ou completamente. O aumento generalizado dos linfonodos é comum, especialmente em crianças, adultos jovens e pessoas negras de todas as idades. O envolvimento do cérebro (lúpus neuropsiquiátrico) pode causar dores de cabeça Considerações gerais sobre a cefaleia Uma cefaleia é a dor em qualquer parte da cabeça, incluindo o couro cabeludo, pescoço superior, face e o interior da cabeça.

Cefaleias são um dos motivos mais comuns que fazem as pessoas visitar. leia mais, deterioração leve do pensamento, alterações de personalidade, AVC Considerações gerais sobre o acidente vascular cerebral Um acidente vascular cerebral ocorre quando uma artéria no cérebro fica bloqueada ou se rompe, resultando na morte de uma área do tecido cerebral devido à perda do suprimento sanguíneo (infarto.

leia mais, convulsões Transtornos convulsivos Nas doenças convulsivas, a atividade elétrica cerebral é periodicamente alterada, derivando, em algum grau, de uma disfunção transitória do cérebro. Muitas pessoas têm sensações estranhas logo. leia mais, distúrbios mentais graves (psicoses) ou um quadro clínico no qual pode ocorrer uma série de alterações físicas no cérebro, resultando em distúrbios, como a demência Demência A demência é uma diminuição, lenta e progressiva, da função mental, que afeta a memória, o pensamento, o juízo e a capacidade para aprender.

Exame médico Exames laboratoriais

Os médicos suspeitam de lúpus principalmente com base nos sintomas da pessoa durante um exame físico cuidadoso, especialmente em uma mulher jovem. Várias análises laboratoriais são realizadas para ajudar a confirmar o diagnóstico. Embora nenhuma análise laboratorial isolada confirme o diagnóstico de lúpus, os médicos fazem esses exames para descartar outros distúrbios do tecido conjuntivo.

Então, os médicos baseiam o diagnóstico de lúpus em todas as informações reunidas, incluindo sintomas, resultados do exame físico e resultados de todos os exames. Os médicos usam essas informações para ajudar a determinar se a pessoa atende aos critérios específicos estabelecidos que são usados para confirmar lúpus.

No entanto, devido à grande variedade de sintomas, pode ser difícil distinguir o lúpus de doenças semelhantes e elaborar o diagnóstico. Embora os resultados dos exames de sangue possam ajudar os médicos a diagnosticar lúpus, isoladamente eles não são suficientes para confirmar um diagnóstico definitivo de lúpus, porque às vezes, as anormalidades que eles detectam estão presentes em pessoas saudáveis ou em pessoas com outros distúrbios.

  • Um exame de sangue pode detectar anticorpos antinucleares (ANA), que estão presentes em quase todas as pessoas com lúpus.
  • No entanto, estes anticorpos também podem ocorrer em outras doenças.
  • Portanto, se anticorpos antinucleares forem detectados, serão realizados um teste para anticorpos contra DNA de cadeia dupla e um teste para outros anticorpos autoimunes (autoanticorpos).

Um nível elevado desses anticorpos contra o DNA apoia firmemente o diagnóstico de lúpus, mas nem todas as pessoas com lúpus têm estes anticorpos. Outros exames de sangue, como medição do nível de proteínas complementares (proteínas com diversas funções imunes, como destruir bactérias), também são feitos e podem ajudar a prever a atividade e o curso da doença em algumas pessoas.

Mulheres com lúpus que têm repetidos abortos espontâneos ou tiveram problemas com coágulos de sangue devem fazer exames para anticorpos antifosfolipídios. Esse é um teste importante no planejamento dos métodos contraceptivos ou de gravidez. Esse exame de sangue, que detecta anticorpos contra fosfolipídios, também pode ajudar a identificar pessoas em risco de coágulos sanguíneos repetidos.

As mulheres com resultado positivo para anticorpos fosfolipídios não devem tomar contraceptivos orais contendo estrogênio e devem escolher outros métodos de contracepção. O lúpus tende a ser crônico e recorrente, muitas vezes com períodos assintomáticos (remissões) que podem durar anos.

As exacerbações podem ser desencadeadas pela exposição ao sol, infecção, cirurgia ou gravidez. Em mulheres, as exacerbações ocorrem com menos frequência após a menopausa. Muitas pessoas estão sendo diagnosticadas mais cedo e com lúpus mais leve do que no passado e, além disso, melhores tratamentos estão disponíveis.

Como resultado, na maioria dos países desenvolvidos, mais de 95% das pessoas vivem por pelo menos 10 anos após o diagnóstico. No entanto, visto que o curso do lúpus é imprevisível, o prognóstico varia amplamente. Geralmente, se a inflamação inicial for controlada, o prognóstico a longo prazo é bom.

Hidroxicloroquina (um medicamento antimalárico) para todas as pessoas afetadas Medicamentos anti-inflamatórios não esteroides para sintomas articulares leves e cremes com corticosteroides para sintomas leves da pele Corticosteroides, imunossupressores e medicamentos antimaláricos para doença grave

O tratamento do lúpus depende dos órgãos afetados e do nível de atividade da inflamação. No lúpus, a gravidade da lesão nos órgãos não é necessariamente a mesma que a atividade inflamatória. Por exemplo, os órgãos podem ficar permanentemente lesionados e com cicatrizes em decorrência de uma inflamação associada ao lúpus no passado.

Essas lesões podem ser classificadas como «graves», mesmo que o lúpus não esteja ativo (ou seja, não está causando inflamação ou novas lesões no momento). O objetivo do tratamento consiste em reduzir a atividade do lúpus; ou seja, diminuir a inflamação, o que, por sua vez, deve evitar novas lesões ou uma lesão maior.

Se os sintomas da pele não forem aliviados por cremes ou pomadas de corticosteroides e hidroxicloroquina, as pessoas recebem uma combinação de hidroxicloroquina e quinacrina ou uma combinação de hidroxicloroquina e metotrexato, micofenolato de mofetila ou azatioprina.

  • Pessoas com exacerbações frequentes também podem receber belimumabe, um medicamento que reduz a atividade de certos glóbulos brancos envolvidos na resposta autoimune em pessoas com lúpus.
  • Pessoas com lúpus grave ativo, afetando os rins ou o cérebro ou causando sangramento pulmonar, são tratadas imediatamente, geralmente com o corticosteroide metilprednisolona, administrado pela veia (consulte ).

Depois, as pessoas recebem o corticosteroide prednisona por via oral. A dose e a duração do tratamento dependem de quais os órgãos afetados. O medicamento imunossupressor ciclofosfamida também é dado para suprimir o ataque autoimune do corpo. O micofenolato de mofetila é geralmente usado como alternativa para o lúpus grave, afetando os rins, porque ele é tão eficaz quanto a ciclofosfamida e menos tóxico.

Outros medicamentos imunossupressores, como o belimumabe, a voclosporina ou o anifrolumabe, também ajudam a reduzir os sintomas do lúpus em algumas pessoas. Pessoas com doença renal terminal podem se submeter a um transplante renal como alternativa à diálise. Pessoas com certos problemas sanguíneos recebem doses moderadas ou altas de corticosteroides, por via oral, juntamente com um medicamento imunossupressor, como azatioprina ou micofenolato de mofetila.

Elas podem receber imunoglobulina (uma substância que contém grandes quantidades de muitos anticorpos) pela veia. As pessoas que não respondem aos tratamentos podem receber o medicamento imunossupressor rituximabe. Pessoas com problemas do sistema nervoso podem receber ciclofosfamida ou rituximabe pela veia.

Pessoas que desenvolvem coágulos de sangue recebem heparina, varfarina ou outros anticoagulantes (medicamentos que, às vezes, são chamados afinadores de sangue). Pessoas com lúpus grave muitas vezes percebem a redução de seus sintomas após 4 a 12 semanas de tratamento. Assim que a inflamação inicial tiver sido controlada, um médico determina a menor dose de corticosteroide e de outros medicamentos, que controlam a inflamação (como medicamentos antimaláricos e imunossupressores), necessária para suprimir eficientemente a inflamação em longo prazo.

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Normalmente, a dose de prednisona é reduzida gradualmente quando os sintomas estão controlados e os resultados dos testes laboratoriais mostram melhora. Recaídas ou exacerbações podem ocorrer durante esse processo. Para a maioria das pessoas com lúpus, a dose de prednisona pode acabar sendo diminuída ou descontinuada.

Como o uso de longo prazo de altas doses de corticosteroides causa muitos efeitos colaterais, são administrados medicamentos alternativos, como azatioprina, metotrexato ou micofenolato de mofetila, às pessoas que precisam tomar altas doses de corticosteroides por um longo período de tempo. Pessoas que tomam corticosteroides devem ser testadas periodicamente e, se necessário, tratadas para a osteoporose Osteoporose A osteoporose é um quadro clínico em que uma redução da densidade dos ossos enfraquece os ossos, tornando-os suscetíveis a quebra (fraturas).

O envelhecimento, a deficiência de estrogênio, o. leia mais, que pode ocorrer com a utilização crônica de corticosteroides. Pessoas que tomam altas doses de corticosteroides por longos períodos podem tomar suplementos de cálcio e vitamina D Cálcio e vitamina D A osteoporose é um quadro clínico em que uma redução da densidade dos ossos enfraquece os ossos, tornando-os suscetíveis a quebra (fraturas). e bifosfonatos Medicamentos A osteoporose é um quadro clínico em que uma redução da densidade dos ossos enfraquece os ossos, tornando-os suscetíveis a quebra (fraturas). O envelhecimento, a deficiência de estrogênio, o. leia mais para ajudar a prevenir a osteoporose, mesmo que a densidade óssea esteja normal. Os procedimentos cirúrgicos e a gravidez podem ser mais complicados para as pessoas que têm lúpus e tais pessoas precisam de supervisão médica atenta. Se grávidas, as mulheres devem continuar a usar a hidroxicloroquina durante toda a gravidez e podem receber uma dose baixa de aspirina também.

O que ataca o lúpus?

Lúpus Info Lúpus é uma doença inflamatória autoimune, que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode matar. O nome científico da doença é «Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)».

  • Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico da pessoa ataca tecidos saudáveis do próprio corpo, por engano.
  • As causas das doenças autoimunes ainda não são conhecidas.
  • A teoria mais aceita é que fatores externos estejam envolvidos na ocorrência dessa condição, principalmente quando há predisposição genética e o uso de alguns medicamentos.

A maioria das doenças autoimunes são crônicas, ou seja, não são transmissíveis, no entanto muitas delas podem ser controladas com tratamento. Além disso, os sintomas das doenças autoimunes podem aparecer e desaparecer continuamente, sem causa aparente.

Importante: Dentre as mais de 80 doenças autoimunes conhecidas atualmente, o Lúpus é uma das mais graves e importantes. Por isso, assim que surgirem os primeiros sintomas, procure atendimento médico especializado imediatamente. Não se sabe ao certo que causa o Lúpus, tendo em vista que o sistema imunológico atacar e destruir tecidos saudáveis do próprio corpo é um comportamento anormal do organismo.

No entanto, os estudos presentes na literatura médica e científica nacional e mundial apontam que as doenças autoimunes, o que inclui o Lúpus, podem ser uma combinação de fatores, como:

hormonais;infecciosos;genéticos;ambientais.

Os gatilhos para desencadear o Lúpus, de acordo com a ciência, são:

Luz solar: a exposição à luz do sol, de forma inadequada e em horários inapropriados, pode iniciar ou agravar uma inflamação preexistente a desenvolver lúpus. Além disso, esse tipo de postura também pode provocar câncer de pele.Infecções: ter uma infecção pode iniciar lúpus ou causar uma recaída da doença em algumas pessoas, o que pode gerar um quadro leve ou grave, conforme cada situação.Medicamentos: lúpus também pode estar relacionado ao uso de determinados antibióticos, medicamentos usados para controlar convulsões e também para pressão alta. Informe seu médico se notar qualquer sintoma estranho.

O diagnóstico para Lúpus não é tão simples, porque os sintomas podem variar muito de pessoa para pessoa e mudam com o passar do tempo, o que em muitas vezes confunde com os sinais de outras doenças. Por isso, ainda não há nenhum exame ou teste específico para diagnosticar o lúpus, mas isso pode ser feito com segurança a partir de exames de sangue, urina e dos sintomas clínicos apresentados ao médico durante exame físico.

Exame físico.Exames de anticorpos, incluindo teste de anticorpos antinucleares.Hemograma completo.Radiografia do tórax.Biópsia renal.Exame de urina.

Ainda não existem formas conhecidas de se prevenir o Lúpus, tendo em vista que as causas da doença ainda não são totalmente conhecidas e também não há vacinas.

Tenha hábitos e estilo de vidas saudáveis.Tenha alimentação saudável.Evite exposição ao sol.Cuide da sua saúde regularmente. Prevenção e promoção da saúde são as melhores formas de evitar doenças.Evitar gatilhos para o Lúpus se desenvolver são fundamentais.

O lúpus não é uma doença comum e que tenha fatores de risco pré-determinados, uma vez que pode se manifestar em pessoas de qualquer idade, raça e sexo. No entanto, existem algumas situações que podem facilitar, de alguma forma, a incidência de lúpus:

Gênero: a doença é mais comum em mulheres do que em homens, mas pode se manifestar em ambos os sexos.Idade: a maior parte dos diagnósticos de lúpus acontece entre os 15 e os 40 anos, mas pode surgir em qualquer faixa etária.Etnia: lúpus é mais comum em pessoas afro-americanas, hispânicas e asiáticas. Além disso, a incidência do lúpus chega a ser três a quatro vezes maior em mulheres negras do que em mulheres brancas.

A medicina e a ciência ainda não encontraram uma cura para Lúpus, no entanto o prognóstico, ou seja, o tratamento paliativo, quando aplicado de forma adequada, pode controlar e até fazer desaparecer os sintomas da doença. Por isso, com o acompanhamento e tratamento corretos, ambos oferecidos de forma integral e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é possível levar uma vida normal. : Lúpus

Quais são os primeiros sinais do lúpus?

Sintomas de Lúpus – Os sintomas do lúpus podem variar entre indivíduos inclusive em questões de intensidade e quantidade, dependendo dos sistemas acometidos da fase de atividade ou remissão da doença. No início, são comuns sinais dermatológicos e sistêmicos, como febre baixa, cansaço, desânimo, perda de peso, dor nas costas e apetite. Já os sintomas mais específicos incluem:

O surgimento de lesões de pele ocorre em até 80% dos casos. Estas são definidas por manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, nomeadas lesões em asa de borboleta; lesões por fotossensibilidade (que ocorre devido a sensibilidade desproporcional à luz solar). Além dessas, pode surgir também lesões discoides, vasculite e alopecia (queda de cabelo) – cicatricial ou não. Nesses casos, há surgimento de aftas / úlceras orais, geralmente indolores; Sintomas articulares acompanhados de dor, com ou sem inchaço, envolvendo principalmente as juntas das mãos, punhos, joelhos e pés; Inflamação das membranas que recobrem o pulmão (pleurite) e coração (pericardite) resultando em dor ao respirar, tosse seca, falta de ar e dor no peito; Acometimento renal (nefrite): acomete cerca de até 50% dos pacientes. Pode evoluir de forma mais grave com pressão alta, inchaço nas pernas, urina espumosa e com sangue. Quando não tratada rapidamente e adequadamente, pode haver evolução para insuficiência renal e pode ser necessário realizar diálise ou transplante renal; Alterações neuropsiquiátricas: associadas a convulsões, acidente vascular encefálico, alterações de humor ou comportamento (psicoses), depressão e alterações dos nervos periféricos e da medula espinhal;

Sintomas hematológicos: modificações nas células do sangue ocorrem devido aos anticorpos contra estas células, causando sua destruição. Deste modo, se os anticorpos forem contra os glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos e/ou plaquetas haverá anemia, leucopenia ou linfopenia ou plaquetopenia.

Fotos De Quem Tem LPus

Como saber se estou com crise de lúpus?

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) – Cartilha da SBR – Sociedade Brasileira de Reumatologia Autoria: Comissão de Lúpus 27/04/2011 O que é lúpus? O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão.

São reconhecidos dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas e daí o nome lúpus eritematoso), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo («V» do decote) e nos braços) e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos.

Por ser uma doença do sistema imunológico, que é responsável pela produção de anticorpos e organização dos mecanismos de inflamação em todos os órgãos, quando a pessoa tem LES ela pode ter diferentes tipos sintomas e vários locais do corpo. Alguns sintomas são gerais como a febre, emagrecimento, perda de apetite, fraqueza e desânimo.

  1. Outros, específicos de cada órgão como dor nas juntas, manchas na pele, inflamação da pleura, hipertensão e/ou problemas nos rins.
  2. Quem tem lúpus? O lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são muito mais acometidas.
  3. Ocorre principalmente entre 20 e 45 anos, sendo um pouco mais freqüente em pessoas mestiças e nos afro-descendentes.

No Brasil, não dispomos de números exatos, mas as estimativas indicam que existam cerca de 65.000 pessoas com lúpus, sendo a maioria mulheres. Acredita-se assim que uma a cada 1.700 mulheres no Brasil tenha a doença. Desta forma, em uma cidade como o Rio de Janeiro teríamos cerca de 4.000 pessoas com lúpus e em São Paulo aproximadamente 6.000.

Por essa razão, para os reumatologistas, o lúpus é uma doença razoavelmente comum no seu dia-a-dia. O que causa o lúpus? Embora a causa do LES não seja conhecida, sabe-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais participam de seu desenvolvimento. Portanto, pessoas que nascem com susceptibilidade genética para desenvolver a doença, em algum momento, após uma interação com fatores ambientais (irradiação solar, infecções virais ou por outros micro-organismos), passam a apresentar alterações imunológicas.

A principal delas é o desequilíbrio na produção de anticorpos que reagem com proteínas do próprio organismo e causam inflamação em diversos órgãos como na pele, mucosas, pleura e pulmões, articulações, rins etc.). Dessa forma, entendemos que o tipo de sintoma que a pessoa desenvolve, depende do tipo de autoanticorpo que a pessoa tem e, que como o desenvolvimento de cada anticorpo se relaciona às características genéticas de cada pessoa, cada pessoa com lúpus tende a ter manifestações clínicas (sintomas) específicas e muito pessoais.

  • Quais são os sintomas da doença? Os sintomas do LES são diversos e tipicamente variam em intensidade de acordo com a fase de atividade ou remissão da doença.
  • É muito comum que a pessoa apresente manifestações gerais como cansaço, desânimo, febre baixa (mas raramente, pode ser alta), emagrecimento e perda de apetite.

As manifestações podem ocorrer devido à inflamação na pele, articulações (juntas), rins, nervos, cérebro e membranas que recobrem o pulmão (pleura) e o coração (pericárdio). Outras manifestações podem ocorrer devido à diminuição das células do sangue (glóbulos vermelhos e brancos), devido a anticorpos contra essas células.

Esses sintomas podem surgir isoladamente, ou em conjunto e podem ocorrer ao mesmo tempo ou de forma seqüencial. Crianças, adolescentes ou mesmo adultos podem apresentar inchação dos gânglios (ínguas), que geralmente é acompanhada por febre e pode ser confundida com os sintomas de infecções como a rubéola ou mononucleose.

As manifestações clínicas mais frequentes são: a) Lesões de pele: ocorrem em cerca de 80% dos casos, ao longo da evolução da doença. As lesões mais características são manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, denominadas lesões em asa de borboleta (a distribuição no rosto lembra uma borboleta) e que não deixam cicatriz.

  1. As lesões discóides, que também ocorrem mais frequentemente em áreas expostas à luz, são bem delimitadas e podem deixar cicatrizes com atrofia e alterações na cor da pele.
  2. Na pele também pode ocorrer vasculite (inflamação de pequenos vasos), causando manchas vermelhas ou vinhosas, dolorosas em pontas dos dedos das mãos ou dos pés.

Outra manifestação muito característica no LES é o que se chama de fotossensibilidade, que nada mais é do que o desenvolvimento de uma sensibilidade desproporcional à luz solar. Neste caso, com apenas um pouco de exposição à claridade ou ao sol, podem surgir tanto manchas na pele como sintomas gerais (cansaço) ou febre.

  • A queda de cabelos é muito frequente mas ocorre tipicamente nas fases de atividade da doença e na maioria das pessoas, o cabelo volta a crescer normalmente com o tratamento.
  • B) Articulares: a dor com ou sem inchaço nas juntas ocorre, em algum momento, em mais de 90% das pessoas com LES e envolve principalmente nas juntas das mãos, punhos, joelhos e pés, tendem a ser bastante dolorosas e ocorrem de forma intermitente, com períodos de melhora e piora.

Às vezes também surgem como tendinites. c) A inflamação das membranas que recobrem o pulmão (pleuris) e coração (pericardite) são relativamente comuns, podendo ser leves e assintomáticas, ou, se manifestar como dor no peito. Caracteristicamente no caso da pleuris, a dor ocorre ao respirar, podendo causar também tosse seca e falta de ar.

  1. Na pericardite, além da dor no peito, pode haver palpitações e falta de ar.
  2. D) Inflamação nos rins (nefrite): é uma das que mais preocupam e ocorrem em cerca de 50% das pessoas com LES.
  3. No início pode não haver qualquer sintoma, apenas alterações nos exames de sangue e/ou urina.
  4. Nas formas mais graves, surge pressão alta, inchaço nas pernas, a urina fica espumosa, podendo haver diminuição da quantidade de urina.

Quando não tratada rapidamente e adequadamente o rim deixa de funcionar (insuficiência renal) e o paciente pode precisar fazer diálise ou transplante renal. e) Alterações neuro-psiquiátricas: essas manifestações são menos frequentes, mas podem causar convulsões, alterações de humor ou comportamento (psicoses), depressão e alterações dos nervos periféricos e da medula espinhal.

  • F) Sangue: as alterações nas células do sangue são devido aos anticorpos contra estas células, causando sua destruição.
  • Assim, se os anticorpos forem contra os glóbulos vermelhos (hemácias) vai causar anemia, contra os glóbulos brancos vai causar diminuição de células brancas (leucopenia ou linfopenia) e se forem contra as plaquetas causará diminuição de plaquetas (plaquetopenia).

Os sintomas causados pelas alterações nas células do sangue são muito variáveis. A anemia pode causar palidez da pele e mucosas e cansaço e a plaquetopenia poderá causar aumento do sangramento menstrual, hematomas e sangramento gengival. Geralmente a diminuição dos glóbulos brancos é assintomática.

Como o diagnóstico é feito? O diagnóstico é feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas acima. Ao mesmo tempo, como algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, eles também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico. Exames comuns de sangue e urina são úteis não só para o diagnóstico da doença, mas também são muito importantes para definir se há atividade do LES.

Embora não exista um exame que seja exclusivo do LES (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza.

Outros testes laboratoriais como os anticorpos anti-Sm e anti-DNA são muito específicos, mas ocorrem em apenas 40% a 50% das pessoas com LES. Ao mesmo tempo, alguns exames de sangue e/ou de urina podem ser solicitados para auxiliar não no diagnóstico do LES, mas para identificar se há ou não sinais de atividade da doença.

Existem critérios desenvolvidos pelo Colégio Americano de Reumatologia, que podem ser úteis para auxiliar no diagnóstico do LES, mas não é obrigatório que a pessoa com LES seja enquadrada nesses critérios para que o diagnóstico de LES seja feito e que o tratamento seja iniciado.

O TRATAMENTO DO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO Como se trata o lúpus? O tratamento da pessoa com LES depende do tipo de manifestação apresentada e deve portanto, ser individualizado. Dessa forma a pessoa com LES pode necessitar de um, dois ou mais medicamentos em uma fase (ativa da doença) e, poucos ou nenhum medicamento em outras fases (não ativas ou em remissão).

Ao mesmo tempo, o tratamento sempre inclui remédios para regular as alterações imunológicas do LES e de medicamentos gerais para regular alterações que a pessoa apresente em conseqüência da inflamação causada pelo LES, como hipertensão, inchaço nas pernas, febre, dor etc.

Os medicamentos que agem na modulação do sistema imunológico no LES incluem os corticóides (cortisona), os antimaláricos e os imunossupressores, em especial a azatioprina, ciclofosfamida e micofenolato de mofetila. É necessário enfatizar a importância do uso dos fotoprotetores que devem ser aplicados diariamente em todas as áreas expostas à claridade.

O produto deve ser reaplicado, ao longo do dia, para assegurar o seu efeito protetor. Em alguns casos podem ser usados cremes com corticosteróides ou com tacrolimus aplicados nas lesões de pele. Os sintomas mais leves podem ser tratados com analgésicos, anti-inflamatórios e/ou doses baixas dos corticóides (prednisona – 5 a 20 mg/dia).

Na vigência de manifestações mais graves do LES, as doses dos corticóides podem ser bem mais elevadas (prednisona – 60 a 80 mg/dia). Geralmente, quando há envolvimento dos rins, do sistema nervoso, pulmões ou vasculite é necessário o emprego dos imunossupressores em doses variáveis de acordo com a gravidade do acometimento.

Um aspecto importante no uso desses medicamentos é a atenção necessária quanto ao risco aumentado de infecções, já que eles diminuem a capacidade do indivíduo de defender-se contra infecções, incluindo a tuberculose. Em pacientes com LES grave, com rápida evolução, pode-se utilizar altas doses de glicocorticóide por via endovenosa.

O uso da cloroquina (ou hidroxicloroquina) está indicado tanto para as formas mais leves quanto nas mais graves e deve ser mantido mesmo que a doença esteja sob controle (remissão), pois auxiliam na manutenção do controle do LES. Que outros cuidados as pessoas com lúpus devem ter? Além do tratamento com remédios, as pessoas com LES devem ter cuidado especiais com a saúde incluindo atenção com a alimentação, repouso adequado, evitar condições que provoquem estresse e atenção rigorosa com medidas de higiene (pelo risco potencial de infecções).

Idealmente deve-se evitar alimentos ricos em gorduras e o álcool (mas o uso de bebidas alcoólicas em pequena quantidade não interfere especificamente com a doença). Quem está utilizando anticoagulantes por ter apresentado trombose (muitas vezes relacionada à síndrome antifosfolipídeo associada ao LES), deve ter um cuidado especial que é a manutenção de uma dieta «monótona», ou seja, parecida em qualidade e quantidade todos os dias, para que seja possível um controle adequado da anticoagulação.

Pessoas com hipertensão ou problemas nos rins, devem diminuir a quantidade de sal na dieta e as com glicose elevada no sangue, devem restringir o consumo de açúcar e alimentos ricos em carboidratos (massas, farinhas e pães). Outra medida de ordem geral é evitar (ou suspender se estiver em uso) os anticoncepcionais com estrogênio e o cigarro (tabagismo), ambas condições claramente relacionadas à piora dos sintomas do LES.

Pessoas com LES, independentemente de apresentarem ou não manchas na pele, devem adotar medidas de proteção contra a irradiação solar, evitando ao máximo expor-se à «claridade», além de evitar a «luz do sol» diretamente na pele, pois além de provocarem lesões cutâneas, também podem causar agravamento da inflamação em órgãos internos como os rins.

  1. Outra medida muito importante é a manutenção de uma atividade física regular, preferencialmente aeróbia que ajuda não só para o controle da pressão e da glicose no sangue, mas também contribui para melhorar a qualidade dos ossos, evitando a osteoporose e melhorando o sistema imunológico.
  2. O objetivo geral dos cuidados com a saúde (incluindo os medicamentos) para as pessoas com LES é permitir o controle da atividade inflamatória da doença e minimizar os efeitos colaterais dos medicamentos.
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De uma forma geral, quando o tratamento é feito de forma adequada, incluindo o uso correto dos medicamentos em suas doses e horários, com a realização dos exames necessários nas épocas certas, comparecimento às consultas nos períodos recomendados e os cuidados gerais acima descritos, é possível obter um bom controle da doença e melhorar de forma significativa a qualidade de vida das pessoas com LES.

  • Quanto tempo dura o tratamento? O lúpus é uma doença crônica, assim como também o são a hipertensão, diabetes, várias doenças intestinais, alergias e outras doenças reumatológicas.
  • Todas as pessoas que têm essas doenças necessitam de um acompanhamento prolongado, mas isso não quer dizer que a doença vai estar sempre causando sintomas, ou impedindo a pessoa de viver sua vida, trabalhar fora ou cuidar dos filhos e da casa, pois a evolução natural do lúpus, se caracteriza por períodos de maior e menor «atividade» (com quantidade maior ou menor de sintomas).

Ao mesmo tempo, o uso regular dos medicamentos auxilia na manutenção da doença sob controle e, o uso irregular dos corticóides, antimaláricos (difosfato de cloroquina ou hidroxicloroquina), azatioprina e micofenolato de mofetila favorece a reativação da doença.

  • Quando a pessoa com lúpus, não aceita a existência da doença e não se conscientiza que são necessárias algumas mudanças no dia a dia, as coisas ficam bem mais difíceis, pois quem tem LES, deve manter um acompanhamento médico para sempre.
  • Algumas medidas são para a vida toda como proteção solar (chapéus, sombrinhas, etc., além dos cremes fotoprotetores já citados), não fumar, exercícios físicos regulares, controle alimentar, não faltar às consultas, realizar exames com a periodicidade recomendada e seguir as orientações e sempre retirar suas dúvidas com seu médico reumatologista.

Quanto ao uso dos remédios, isto varia de acordo com a fase da doença. O reumatologista, que é o médico especialista para o tratamento do LES, sempre vai tentar empregar os medicamentos nas menores doses possíveis, pelo menor tempo possível, mas a decisão quanto a que doses utilizar em cada momento, depende de uma avaliação especializada que é feita durante a consulta.

As consultas geralmente são marcadas a cada 3 a 6 meses, no entanto, nos casos de doença em atividade, podem ser necessários retornos mais freqüentes, como semanal e, se necessário até mesmo com internação hospitalar (condição que não é necessária para a maioria das pessoas com LES). VERDADES E MENTIRAS SOBRE O LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO 1 – Quem tem lúpus pode engravidar?

Durante muito tempo os médicos acreditaram que quem tinha lúpus não poderia jamais engravidar. No entanto, já há cerca de 20 anos, sabe – se que a gravidez não está proibida para as mulheres com lúpus, mas que ela deve ser programada. O ideal é que a pessoa com LES só engravide com a doença totalmente sob controle por pelo menos seis meses, portanto antes de pensar em engravidar, converse com seu reumatologista, já que alguns medicamentos usados no tratamento do LES devem ser suspensos antes da gravidez.

  • A hidroxicloroquina por outro lado, pode e deve ser mantida durante a gestação.
  • Normalmente as pessoas com lúpus vão ter crianças normais.
  • Por outro lado, sabemos que existe uma pequena chance de ocorrer um abortamento, ou do bebê nascer prematuro ou com baixo peso.
  • Ao mesmo tempo, as pessoas que têm hipertensão (por qualquer razão e não só pelo LES), têm mais chances de desenvolver pré-eclâmpsia que é uma complicação grave da gestação.

As mulheres com LES que também têm a síndrome antifosfolipídeo (ou apenas os anticorpos antifosfolipídeos), têm mais chance de perda do bebê e podem necessitar usar anticoagulantes (injeções de heparina ou warfarina) durante toda a gravidez. Uma situação especial pode ocorrer durante a gravidez em pessoas com LES (e também sem LES) é o desenvolvimento de um bloqueio cardíaco, que determina batidas mais lentas do coração do bebê.

  • Hoje em dia, já se sabe que esse tipo de problema está relacionado à presença de um anticorpo no sangue da mãe (anti Ro), que passa pela placenta e afeta o coração do bebê.
  • Apesar disso, a grande maioria dos bebês filhos de mulheres com esse anticorpo, não tem nenhum problema.
  • Esse mesmo anticorpo também pode causar uma situação chamada lúpus neo-natal, na qual o bebê nasce ou desenvolve manchas parecidas com as de quem tem lúpus.

No entanto essas manchas são temporárias e a criança não desenvolve lúpus propriamente dito. Do ponto de vista genético, as chances de uma mulher com LES, ter um filho que também desenvolve LES, são muito pequenas. Mas atualmente, já sabemos que pessoas que têm um familiar com LES, têm mais chance de também desenvolver LES.

  • Ainda em relação à gravidez, alguns remédios podem ser usados durante toda a gestação, outros (como a maioria dos imunossupressores e alguns para hipertensão), devem ser evitados.
  • Portanto, a gravidez de uma mulher com LES, sempre deve ser planejada e sempre deve ser considerada uma gestação de alto risco, para que medidas mais rigorosas de acompanhamento possam ser instituídas.

O acompanhamento pré-natal deve ser iniciado no primeiro momento que a pessoa com LES saiba que está grávida e também é essencial a manutenção do acompanhamento no pós-parto, incluindo programação dos medicamentos que podem ser usados durante a amamentação.

  1. Ainda que a gestação em quem tem LES seja considerada sempre de alto risco, se todos os cuidados forem tomados, a grande maioria das gestações é tranqüila e bem sucedida.2 – Estresse emocional causa lúpus? Não.
  2. Emoções negativas como a perda de um parente próximo ou uma separação, podem desencadear os sintomas iniciais da doença ou provocar uma reativação.

Esses fatores não são a causa, mas contribuem para sua exacerbação (reativação).3 – Quem tem LES tem mais chance de ter uma infecção? Como sabemos, o lúpus é uma doença que interfere com o sistema imunológico, que é o nosso sistema de defesa contra as infecções de uma forma geral.

  • Este desequilíbrio facilita um pouco o aparecimento de infecções.
  • Por outro lado, na maioria das vezes, as infecções nas pessoas com LES, são facilitadas pelo uso de alguns medicamentos (corticóides e imunossupressores) que ao inibirem a produção excessiva de anticorpos, inibem alguns dos mecanismos naturais de defesa do nosso organismo.4.

– O lúpus tem cura? O LES é uma doença crônica que passa por períodos de atividade e períodos de remissão. Logo nessas fases (remissão), a pessoa pode ficar totalmente bem, sem qualquer sintoma, mas isso não significa que o distúrbio imunológico que «causou» o LES, foi corrigido definitivamente.

Logo, o ideal é que consideremos o LES como uma doença crônica, que pode ficar sem sintomas, mas que sempre vai necessitar um acompanhamento médico contínuo.5 – Há algum problema de usar remédios para outras doenças já usando os medicamentos para lúpus? Possivelmente sim. A única forma de saber é discutindo com o seu reumatologista a receita toda.

Embora ocorra raramente, alguns remédios para tratamento da hipertensão, alguns antibióticos, remédios para o colesterol e mesmo alguns para tratamento de infecções por fungos, podem provocar sintomas semelhantes aos do lúpus ou interferir com os do lúpus.6 – Os remédios para o lúpus sempre deixam a pessoa inchada? Não.

  • No entanto os corticóides quando em doses altas, para as fases mais ativas e graves da doença, podem deixar a pessoa inchada.
  • Outro aspecto é que os corticóides aumentam o apetite.
  • Logo, quando for necessário o uso de doses altas desses medicamentos, é necessário controlar a dieta e manter uma atividade física regular.

O seu reumatologista sempre tentará usar a menor dose possível e essa tende a ser bem baixa após o controle da fase ativa da doença e, as doses baixas de corticóide causam pouca ou nenhuma inchação.7 – O lúpus pode causar trombose? Não. No entanto a síndrome antifosfolipídeo que pode estar presente em 8 – associação com o LES em algumas pessoas, causa tromboses.8 – Quem tem LES pode se aposentar por doença? Não.

  • A maioria das pessoas com LES pode ter uma vida produtiva cuidando da casa, trabalhando fora, estudando etc.
  • No entanto, algumas pessoas têm uma evolução mais complicada e perdem a capacidade produtiva.
  • Nesses casos isolados, que ocorrem com quem tem lúpus e também com quem tem outras doenças, pode haver indicação de algum benefício da previdência social.9 – É possível a pessoa ter duas doenças autoimunes juntas? Sim.

A pessoa que tem uma doença autoimune tem na verdade, um distúrbio do seu sistema imunológico que favorece o desenvolvimento de uma ou mais doenças imunológicas. A síndrome antifosfolipídeo é uma doença que se associa em muitos pacientes com LES.10 – Outras doenças podem ter os mesmos sintomas de LES? Sim.

Os sintomas do lúpus não são exatamente exclusivos. Pessoas que têm hanseníase, hepatite C, rubéola ou outras doenças autoimunes podem desenvolver sintomas muito parecidos e podem também ter o exame de FAN positivo sem que tenham lúpus.11. – Quem tem LES tem mais problemas de coração ou de câncer? Sim.

À semelhança de várias outras doenças inflamatórias, pessoas com LES tendem a ter mais doenças cardiovasculares. A hipertensão, o colesterol elevado e a insuficiência renal, todas condições que são mais freqüentes em quem tem LES, contribuem significativamente para a maior freqüência das doenças do coração e por isso merecem atenção especial durante o cuidado com o LES de uma forma geral.

Por outro lado, o risco de câncer é praticamente o mesmo da população em geral (apesar desse risco ser discretamente maior) e por isso, pessoas LES também atentar para as medidas de prevenção de câncer, que incluem principalmente cuidados quanto ao câncer de mama e do colo do útero.12 – A pessoa pode ter o exame de FAN positivo e mesmo assim não ter LES? Sim.

Algumas doenças e mesmo pessoas sem doença alguma, e também parentes de pessoas com doenças autoimunes podem ter FAN positivo e nunca desenvolverem LES. Cabe ressaltar que na maioria das vezes os títulos desse exame (FAN) tendem a ser baixos e que títulos altos do FAN (dependendo do padrão encontrado), mesmo que a pessoa não tenha sintomas de lúpus, requerem observação a longo prazo (sem que seja necessário usar nenhum remédio).13 – E se a pessoa tiver os sintomas de LES e o exame de FAN for negativo, a pessoa pode ainda assim ter LES? Sim.

Mas espera-se que todas as pessoas portadoras de LES apresentem, ao longo de sua evolução, o exame do FAN positivo.14 – Quem tem LES pode tomar vacinas? Sim. Algumas vacinas devem ser usadas por quem tem LES porque aumentam as defesas e dentre essas as mais importantes são as contra a pneumonia pneumocócica e as contra o vírus da gripe além das geralmente indicadas no Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Se a pessoa com LES estiver usando imunossupressores, incluindo os corticóides, não deve receber as vacinas com vírus vivos atenuados como as da febre amarela, varicela, rotavírus e Sabin.15 – Quando o tempo está nublado, também é necessário proteger-se com fotoprotetor? Sim.

A maioria das pessoas com lúpus tem sensibilidade ao sol, e essa sensibilidade não é só à luz direta do sol, mas à claridade. Logo, mesmo nos dias nublados e na sombra de uma forma geral, é necessário usar fotoprotetor e preferencialmente cobrir-se com uma blusa fina.16 – Existem produtos «naturais» ou vacinas que melhorem a imunidade? Não.

A melhor atitude para melhorar a imunidade é manter uma vida saudável, incluindo uma dieta balanceada, sem álcool, cigarro ou excessos dietéticos. Não existem produtos que melhorem a imunidade e alguns podem mesmo prejudicar a sistema imunológico. Última atualização (27/04/2011) : Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) – Cartilha da SBR – Sociedade Brasileira de Reumatologia

Quem tem lúpus pode passar nervoso?

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica que apresenta períodos de exacerbação (atividade, recaídas ou surtos) e de remissão (lúpus adormecido ou inativo). Em algumas pessoas, o lúpus afeta o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), o que causa desde alterações emocionais e do estado de ânimo, até problemas de memória, psicose, convulsões ou acidentes vasculares cerebrais.

  • Não há como prever quem apresentará acometimento do sistema nervoso central, mas determinados fatores ambientais podem influenciar o início das manifestações neuropsiquiátricas.
  • Aqui, faremos referência à forma como o lúpus se relaciona com as emoções e o estresse.
  • Nosso cérebro normalmente produz substâncias (neurotransmissores) que variam conforme nossos pensamentos ou emoções, sejam positivos ou negativos.

Essas substâncias se comunicam com o sistema imune para aumentar ou diminuir as respostas das células (glóbulos brancos). Por outro lado, o sistema imune de uma pessoa com LES pode provocar mudanças inflamatórias ou de outro tipo no cérebro, o que causa sintomas do sistema nervoso central.

  1. A comunicação permanente entre o cérebro e o sistema imune leva a que, por um lado, as emoções negativas e o estresse possam ativar o lúpus; e, por outro lado, a que o lúpus ativo também possa provocar mudanças nos estados de ânimo e emoções negativas.
  2. Emoções : as emoções são reações que todos experimentamos quando nos relacionamos com nossos semelhantes e com o meio ambiente em geral.

As emoções positivas, como a alegria, a satisfação e a gratidão, nos fazem sentir bem. As emoções negativas, como o medo ou a raiva, são respostas fisiológicas que podem ajudar a resolver uma situação de estresse agudo (por exemplo, fugir do perigo ou lutar para nos defender; e aquelas como a tristeza nos ajudam a aceitar uma perda (por exemplo, a perda de um ente querido, a perda da saúde).

No entanto, quando as emoções negativas se instalam como a resposta habitual aos estímulos da vida diária, ou quando não surgem em equilíbrio com as emoções positivas, podem causar a perda do bem-estar emocional e da saúde mental. Estresse : o estresse é uma questão bastante habitual na nossa vida. Todos nós enfrentamos, em algum momento, uma situação que gerou estresse.

Ele pode ser provocado tanto por uma situação triste quanto alegre. O problema aparece quando não somos capazes de controlá-lo e ele se prolonga no tempo, e começa a influenciar a nossa vida e a nossa saúde. O estresse propicia, por exemplo, desenvolvimento de vícios, como o consumo de tabaco e álcool, bem como mudanças nos hábitos saudáveis como a falta de exercício físico ou mudanças nos hábitos alimentares.

Quanto tempo dura uma crise de lúpus?

O QUE É UM SURTO DA DOENÇA? – O lúpus é uma doença crônica (de longa duração) que alterna períodos de calma ou remissão com outros de reativação, chamados de surtos. Os sintomas aparecem e desaparecem. Pode causar inflamação (por exemplo, lesão na pele) uma semana e nenhum sintoma na semana seguinte.

Muitas pessoas se sentem muito cansadas ou têm dor, erupções na pele, febre, dor de estômago, dor de cabeça ou tonturas imediatamente antes de um surto. O paciente pode perceber que seus sintomas se intensificam depois da exposição ao sol ou depois de um longo dia de trabalho. Mesmo que os medicamentos para o controle do lúpus sejam utilizados de maneira adequada, pode não ser possível o controle dos sintomas que, em alguns casos, podem piorar.

Por isso, é importante consultar o reumatologista, que fará os ajustes necessários da medicação. Aprender a reconhecer a piora de sinais ou sintomas que possam indicar um surto é muito importante para que sejam dados os passos necessários para um controle rápido e eficaz.

Quem tem lúpus sente dor nas pernas?

ARTRALGIAS E MIALGIAS: – A dor nas articulações é conhecida como artralgia e nos músculos, como mialgias. Ambos os tipos de dor são frequentes nas pessoas com lúpus. Às vezes, podem ser consequência de uma recaída ou surto generalizado do lúpus; e outras vezes, podem ser causados por outras condições, como uma infecção viral ou gripe, ou por condições associadas frequentemente ao lúpus, como a fibromialgia.

Quando desconfiar de lúpus?

Passo a passo do diagnóstico – Em geral, o diagnóstico tem início com a mulher jovem que apresenta ao seu médico a queixa de febre, lesões de pele, dores articulares, fotossensibilidade, perda de peso e anemia, além de fadiga e desânimo. No entanto, outras manifestações também podem ser apresentadas na doença.

Quais medicamentos podem causar lúpus?

Muitos fármacos já foram relacionados com a indução de lúpus eritematoso, nomeadamente a procainamida, hidralazina, terbinafina e inibidores da bomba de protões, embora este número tenha sido crescente, particularmente devido à utilização de agentes anti-TNFα no tratamento de doenças autoimunes.

Qual é o tipo de lúpus mais perigoso?

O lúpus na infância é raro, mas é mais perigoso e se instala de forma mais aguda. ‘Na infância, a doença se instala de forma mais aguda e há maior frequência e maior gravidade do comprometimento renal, neurológico e hematológico.

Como é a urina de quem tem lúpus?

Lúpus Eritematoso Sistêmico e Doença Renal

Fotos De Quem Tem LPus

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma enfermidade reumática que produz surtos de inflamação em diferentes órgãos, sendo os rins um dos principais alvos. Em até 60 % dos pacientes pode haver insulto renal com expressão clínica, ou seja, capaz de ser percebido pelo médico sem exames mais invasivos, e com necessidade de tratamento.

A doença renal lúpica traz sintomas tardios, sendo que alterações assintomáticas em exames de laboratório é forma de detecção mais precoce. Os sintomas de envolvimento dos rins mais comuns são urina espumosa, inchaço pelo corpo, aumento da pressão arterial e redução do volume da urina. Dor nas costas, na área lombar, não é sintoma esperado, ou melhor, pode ocorrer em casos pouco freqüentes de trombose dos vasos arteriais e venosos dos rins.

Vários compartimentos renais podem ser afetados, sendo os mais freqüente os glomérulos, que são tufos de vasos sanguíneos responsáveis pela filtração do sangue. Os túbulos são também comumente envolvidos, que são «tubos» por onde passa a urina recém produzida pela filtração do sangue, e responsáveis pela acidificação e concentração da urina.

O mesângio, e os vasos que trazem e levam o sangue dos rins podem ser acometidos. As alterações laboratoriais mais comuns de envolvimento renal podem ser percebidas pelo exame de urina e da chamada proteinúria de 24 h. A presença de hemácias e leucócitos em exame de urina simples em pacientes com LES podem sinalizar para inflamação dos glomérulos, a chamada glomerulonefrite, especialmente se acompanhada de aumento de proteínas.

O aumento de proteínas no exame de urina simples, e que pode ser quantificada pela chamada proteinúria de 24 hs, é sinal de problemas envolvendo a filtração glomerular. O envolvimento dos túbulos pode ser suspeitado quando há redução da densidade e alteração do Ph no exame de urina simples.

A doença renal lúpica pode ser a primeira manifestação dessa enfermidade reumática, e em alguns poucos casos, a única. Para os pacientes já com diagnóstico de LES com base em acometimento de outros órgãos, o monitoramento do acometimento renal deve ser sempre realizado. Embora o diagnóstico do envolvimento renal possa ser realizado com base na sintomatologia e exames não invasivos, a biópsia renal com imunofluorescência deveria ser feita para todos aqueles com doença renal mais significativa.

A biópsia é feita através da pele, após anestesia local, com auxílio de agulha e guiado por imagem, realizado por profissional experiente. Possibilita equilibrar o tratamento, não sendo pouco e nem mais agressivo que a necessidade. O tratamento da doença renal envolve uso de corticóides, muitas vezes em doses mais altas, seja por via oral ou pulsoterapia, imunossupressores e imunobiológicos, e medicamentos auxiliares.

  • É feito em uma primeira fase chamada de indução e uma de manutenção.
  • A indução tem duração média de 6 meses, podendo se prolongar para 7 a 9 meses.
  • A manutenção é mais variável, por volta de 2 anos.
  • Busca-se remissão completa ou parcial em 6 meses, porém isso é alcançado em menos de 50% dos pacientes.
  • Assim, o alcance dessa meta em 1 ano é mais realista, e está relacionada fortemente com bom prognóstico.
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Orientações dietéticas, uso de hidroxicloquina, reposição de vitamina D quando necessário, uso de medicações antiproteinúricas auxiliares (antihipertensivos IECA e antagonistas do receptor da angiotensiva), controle adequado da pressão arterial, glicemia e colesterol são muito importantes, e devem ser feitos em paralelo ao tratamento imunossupressor principal.

  1. A gestação deve ser planejada em toda paciente lúpica, para períodos que não estejam com doença ativa.
  2. O tratamento da nefrite em pacientes gestantes é muito complicado, pois a maioria das medicações não são compatíveis com esse período, além de comumente haver piora da doença e risco de complicações para o feto.

Dessa forma, é necessário uso de métodos anticoncepcionais em pacientes com LES e com doença renal em tratamento. Pacientes com doença renal costumam estar mais sujeitos a infecções, sendo que cuidados de convívio social, laboral e realização de vacinas são importantes.

  • A doença renal lúpica pode evoluir com prejuízo permanente da função dos rins em 10 a 30 % dos casos, tornando-se renais crônicos com necessidade de diálise.
  • Os pacientes mais sujeitos a evolução renal desfavorável são aqueles que iniciam doença dos rins muito jovens, com proteinúria muito elevada, os homens, indivíduos de raça afrodescendente e hispânicos, com retardo de início de tratamento ou com interrupções.

O transplante renal para os casos que tiveram doença dos rins não responsiva tem sido bem sucedido.

Quem tem lúpus tem muito sono?

A fadiga é um dos sintomas iniciais da doença em mais da metade dos pacientes com lúpus.

Quem tem lúpus sente muito frio?

Pacientes com algum tipo de artrose e artrite costumam sofrer mais no frio – O frio traz necessariamente a dor? A resposta é não. Até porque cada pessoa reage de uma forma diferente às doenças. Mas a verdade é que nessa época do ano pacientes com doenças reumáticas costumam sentir mais dores.

  1. No frio é natural que as pessoas fiquem mais retraídas, mais contraídas, o que significa uma tensão muscular maior.
  2. Outra questão comum no frio é que muita gente deixa de se exercitar.
  3. Nós nem nos damos conta, mas no frio andamos mais curvados, o que também pode contribuir para um quadro de dor.
  4. Enfim, pacientes com doenças reumáticas muitas vezes sentem mais dores no frio sim, mas isso é uma questão individual, caso a caso – explica o reumatologista e fisiatra do CREB, Eduardo Sadigurschi.

Segundo ele, pacientes com algum tipo de artrose e artrite costumam sofrer mais no frio. Ele revela que uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública com mais de 12 mil pessoas, mostrou que 36% dos entrevistados sentiam dores nas costas, que se intensificam no frio. – As pessoas associam a dor ao frio, mas quando esfria há um aumento significativo do diagnóstico de doenças que podem parecer assintomáticas nos dias quentes, como a artrose e as artrites, por exemplo. Pacientes com esclerose sistêmica e lúpus eritematoso sistêmico também costumam reagir com dor ao frio.

O que a pessoa que tem lúpus não pode fazer?

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  2. SEGUNDA OPINIÃO FORMATIVA – SOF

Cuidados Primários de Saúde Núcleo de Telessaúde Rio Grande do Sul | 11 março 2013 | ID: sofs-5403 O Lúpus é uma doença crônica autoimune. Por uma razão desconhecida, o organismo passa a não reconhecer suas próprias células e produz anticorpos contra elas (autoanticorpos), causando diversas anormalidades clínicas e laboratoriais.

O tratamento para lúpus envolve uma ampla gama de medicamentos que vão desde anti-inflamatórios comuns, baixas doses de corticóides e medicamentos antimaláricos (ex: cloroquina) para tratar manifestações mais leves – sem comprometimento de grandes órgãos ou sistemas – até drogas que retiram as defesas do organismo (como a ciclofosfamida, azatioprina e metotrexate) para graus mais avançados da doença.

Cabe ao médico assistente a escolha da opção terapêutica mais apropriada levando em consideração as características individuais da doença e do «adoecer» do paciente em questão. A intervenção mais importante que um ACS pode fazer para auxiliar uma pessoa com lúpus é garantir que ela tenha um acompanhamento adequado pela equipe de saúde.

  • Pacientes com lúpus devem evitar a exposição ao sol e usar protetores solares o dia todo;
  • Portadoras da doença que desejam engravidar devem seguir rigorosamente a orientação medica e dar preferência aos períodos de remissão das crises;
  • O consumo de álcool, cigarro e outras drogas é absolutamente contraindicado;
  • Respeitadas as limitações que possam ocorrer durante as crises, a atividade física deve ser mantida com regularidade.

EPIDEMIOLOGIA: Pode ocorrer em qualquer faixa etária, incluindo crianças e gestantes, mas é mais frequente em mulheres jovens – especialmente entre 15 e 45 anos. Nesta faixa etária a razão de mulheres acometidas com relação aos homens se situa entre 6:1 e 9:1.

Pessoas da raça negra têm quatro vezes mais chances de desenvolver a doença quando comparados com pessoas da raça branca. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Caracteristicamente, os pacientes com Lúpus passam por períodos de maior atividade da doença e períodos de remissão, ambos podendo ocorrer espontaneamente.

As razões para o curso variável dessas manifestações ainda não estão esclarecidas. Sabe-se que algumas circunstâncias induzem exacerbações, como reações a drogas, infecções e exposição solar intensa. Os sintomas agudos ocorrem como consequência de «ataques imunológicos» aos órgãos afetados, já as complicações tardias são atribuíveis tanto à própria doença como ao seu tratamento, que envolve muitas drogas com vários efeitos colaterais (como os corticoides, por exemplo).

  1. As manifestações clínicas do lúpus variam muito, já que a doença pode acometer diferentes órgãos e sistemas em diferentes momentos, constituindo um desafio diagnóstico para o médico (especialmente em sua fase inicial).
  2. Alguns dos sinais e sintomas iniciais mais frequentes são: inflamação das articulações, mal-estar, cansaço, dor de cabeça, febre, emagrecimento involuntário, diminuição do número de células do sangue e alterações na pele.

Uma das características mais clássicas do lúpus é a mancha na face «em asa de borboleta» que acomete de 30 a 60% dos pacientes no curso da doença. Manifestações tardias incluem alterações nos rins, que podem levar à necessidade de hemodiálise e transplante renal, complicações nas membranas que revestem os pulmões e coração, doença neurológica, psiquiátrica, problemas de circulação, doença das válvulas cardíacas, entre outros.

  • Outro complicador é que a atividade da doença (e o seu tratamento) aumentam o risco de infecções oportunistas.
  • PROGNÓSTICO: Com o avanço das opções terapêuticas nas últimas décadas, a expectativa de vida dos pacientes aumentou significativamente.
  • Atualmente, 80% das pessoas com Lúpus permanecem vivas após 15 anos de doença.

Atributos APS ACESSO: a pessoa com Lúpus deve ter garantido seu acompanhamento regular na sua Unidade de Saúde e é através dela, conforme suas necessidades, que será encaminhada para outros pontos do sistema de saúde. O ACS pode facilitar o agendamento de consultas.

INTEGRALIDADE: além da doença diretamente, possíveis limitações podem provocar sofrimento psicológico pessoal e familiar, ao qual a equipe de saúde deve estar atenta e fornecer suporte. LONGITUDINALIDADE: com acompanhamento ao longo do tempo, pela mesma equipe, potenciais complicações da doença podem ser identificadas em momentos oportunos para o tratamento.

COORDENAÇÃO DO CUIDADO: Lúpus é uma doença rara e que seu tratamento provavelmente envolverá cuidados multidisciplinares nos níveis secundários e terciários de atenção à saúde. Nesse caso, a equipe de saúde da UBS deverá fazer-se presente para acompanhar e organizar as intervenções, evitando a fragmentação e os conflitos nos cuidados fornecidos, e fornecer suporte de mais fácil acesso ao doente e aos seus cuidadores.

  1. O que é Lúpus, seus sintomas, consequências e tratamento?
  2. O que é Lúpus Eritematoso?
  3. Como a modificação da dieta pode auxiliar pacientes com Lúpus?

Quem tem lúpus pode ter filhos?

Cuidados pré-concepção – De acordo com os especialistas, as mulheres com lúpus podem engravidar com segurança, e algumas medidas ajudam nesse sentido. «Se a doença estiver sob controle, é improvável que a gravidez cause crises. No entanto, planejar a gravidez é mais seguro.

É importante manter o controle da atividade da doença, controle de concomitâncias como hipertensão, diabetes e obesidade, entre outros», afirma o dr. Marco Antônio Araújo da Rocha Loures, reumatologista e presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Segundo a dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra e especialista em gestação de alto risco, para a mulher engravidar, o ideal é que o último quadro da doença tenha ocorrido há pelo menos seis meses.

Também é importante fazer ajustes e, se possível, reduzir a dose de corticoide para as pacientes que fazem uso da medicação, além da avaliação renal, cardíaca e dosagem de anticorpos. Além disso, os medicamentos chamados citotóxicos podem prejudicar a fertilidade.

  • Se você tem lúpus e deseja engravidar, converse com o seu médico sobre a possibilidade de mudanças no tratamento da doença.
  • O ideal é antes da gestação realizar uma avaliação, pois algumas pacientes utilizam medicações que precisam de ajuste e outras, como por exemplo a hidroxicloroquina, em muitas situações não deve ser suspensa», explica a médica.

Veja também: Por que o paciente com lúpus precisa tomar corticoides?

Qual a média de vida de uma pessoa com lúpus?

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Cuidados Primários de Saúde Núcleo de Telessaúde Rio Grande do Sul | 11 março 2013 | ID: sofs-5403 O Lúpus é uma doença crônica autoimune. Por uma razão desconhecida, o organismo passa a não reconhecer suas próprias células e produz anticorpos contra elas (autoanticorpos), causando diversas anormalidades clínicas e laboratoriais.

O tratamento para lúpus envolve uma ampla gama de medicamentos que vão desde anti-inflamatórios comuns, baixas doses de corticóides e medicamentos antimaláricos (ex: cloroquina) para tratar manifestações mais leves – sem comprometimento de grandes órgãos ou sistemas – até drogas que retiram as defesas do organismo (como a ciclofosfamida, azatioprina e metotrexate) para graus mais avançados da doença.

Cabe ao médico assistente a escolha da opção terapêutica mais apropriada levando em consideração as características individuais da doença e do «adoecer» do paciente em questão. A intervenção mais importante que um ACS pode fazer para auxiliar uma pessoa com lúpus é garantir que ela tenha um acompanhamento adequado pela equipe de saúde.

  • Pacientes com lúpus devem evitar a exposição ao sol e usar protetores solares o dia todo;
  • Portadoras da doença que desejam engravidar devem seguir rigorosamente a orientação medica e dar preferência aos períodos de remissão das crises;
  • O consumo de álcool, cigarro e outras drogas é absolutamente contraindicado;
  • Respeitadas as limitações que possam ocorrer durante as crises, a atividade física deve ser mantida com regularidade.

EPIDEMIOLOGIA: Pode ocorrer em qualquer faixa etária, incluindo crianças e gestantes, mas é mais frequente em mulheres jovens – especialmente entre 15 e 45 anos. Nesta faixa etária a razão de mulheres acometidas com relação aos homens se situa entre 6:1 e 9:1.

  • Pessoas da raça negra têm quatro vezes mais chances de desenvolver a doença quando comparados com pessoas da raça branca.
  • MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Caracteristicamente, os pacientes com Lúpus passam por períodos de maior atividade da doença e períodos de remissão, ambos podendo ocorrer espontaneamente.

As razões para o curso variável dessas manifestações ainda não estão esclarecidas. Sabe-se que algumas circunstâncias induzem exacerbações, como reações a drogas, infecções e exposição solar intensa. Os sintomas agudos ocorrem como consequência de «ataques imunológicos» aos órgãos afetados, já as complicações tardias são atribuíveis tanto à própria doença como ao seu tratamento, que envolve muitas drogas com vários efeitos colaterais (como os corticoides, por exemplo).

  • As manifestações clínicas do lúpus variam muito, já que a doença pode acometer diferentes órgãos e sistemas em diferentes momentos, constituindo um desafio diagnóstico para o médico (especialmente em sua fase inicial).
  • Alguns dos sinais e sintomas iniciais mais frequentes são: inflamação das articulações, mal-estar, cansaço, dor de cabeça, febre, emagrecimento involuntário, diminuição do número de células do sangue e alterações na pele.

Uma das características mais clássicas do lúpus é a mancha na face «em asa de borboleta» que acomete de 30 a 60% dos pacientes no curso da doença. Manifestações tardias incluem alterações nos rins, que podem levar à necessidade de hemodiálise e transplante renal, complicações nas membranas que revestem os pulmões e coração, doença neurológica, psiquiátrica, problemas de circulação, doença das válvulas cardíacas, entre outros.

Outro complicador é que a atividade da doença (e o seu tratamento) aumentam o risco de infecções oportunistas. PROGNÓSTICO: Com o avanço das opções terapêuticas nas últimas décadas, a expectativa de vida dos pacientes aumentou significativamente. Atualmente, 80% das pessoas com Lúpus permanecem vivas após 15 anos de doença.

Atributos APS ACESSO: a pessoa com Lúpus deve ter garantido seu acompanhamento regular na sua Unidade de Saúde e é através dela, conforme suas necessidades, que será encaminhada para outros pontos do sistema de saúde. O ACS pode facilitar o agendamento de consultas.

INTEGRALIDADE: além da doença diretamente, possíveis limitações podem provocar sofrimento psicológico pessoal e familiar, ao qual a equipe de saúde deve estar atenta e fornecer suporte. LONGITUDINALIDADE: com acompanhamento ao longo do tempo, pela mesma equipe, potenciais complicações da doença podem ser identificadas em momentos oportunos para o tratamento.

COORDENAÇÃO DO CUIDADO: Lúpus é uma doença rara e que seu tratamento provavelmente envolverá cuidados multidisciplinares nos níveis secundários e terciários de atenção à saúde. Nesse caso, a equipe de saúde da UBS deverá fazer-se presente para acompanhar e organizar as intervenções, evitando a fragmentação e os conflitos nos cuidados fornecidos, e fornecer suporte de mais fácil acesso ao doente e aos seus cuidadores.

  1. O que é Lúpus, seus sintomas, consequências e tratamento?
  2. O que é Lúpus Eritematoso?
  3. Como a modificação da dieta pode auxiliar pacientes com Lúpus?

O que é uma pessoa com lúpus não pode fazer?

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Cuidados Primários de Saúde Núcleo de Telessaúde Rio Grande do Sul | 11 março 2013 | ID: sofs-5403 O Lúpus é uma doença crônica autoimune. Por uma razão desconhecida, o organismo passa a não reconhecer suas próprias células e produz anticorpos contra elas (autoanticorpos), causando diversas anormalidades clínicas e laboratoriais.

O tratamento para lúpus envolve uma ampla gama de medicamentos que vão desde anti-inflamatórios comuns, baixas doses de corticóides e medicamentos antimaláricos (ex: cloroquina) para tratar manifestações mais leves – sem comprometimento de grandes órgãos ou sistemas – até drogas que retiram as defesas do organismo (como a ciclofosfamida, azatioprina e metotrexate) para graus mais avançados da doença.

Cabe ao médico assistente a escolha da opção terapêutica mais apropriada levando em consideração as características individuais da doença e do «adoecer» do paciente em questão. A intervenção mais importante que um ACS pode fazer para auxiliar uma pessoa com lúpus é garantir que ela tenha um acompanhamento adequado pela equipe de saúde.

  • Pacientes com lúpus devem evitar a exposição ao sol e usar protetores solares o dia todo;
  • Portadoras da doença que desejam engravidar devem seguir rigorosamente a orientação medica e dar preferência aos períodos de remissão das crises;
  • O consumo de álcool, cigarro e outras drogas é absolutamente contraindicado;
  • Respeitadas as limitações que possam ocorrer durante as crises, a atividade física deve ser mantida com regularidade.

EPIDEMIOLOGIA: Pode ocorrer em qualquer faixa etária, incluindo crianças e gestantes, mas é mais frequente em mulheres jovens – especialmente entre 15 e 45 anos. Nesta faixa etária a razão de mulheres acometidas com relação aos homens se situa entre 6:1 e 9:1.

Pessoas da raça negra têm quatro vezes mais chances de desenvolver a doença quando comparados com pessoas da raça branca. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: Caracteristicamente, os pacientes com Lúpus passam por períodos de maior atividade da doença e períodos de remissão, ambos podendo ocorrer espontaneamente.

As razões para o curso variável dessas manifestações ainda não estão esclarecidas. Sabe-se que algumas circunstâncias induzem exacerbações, como reações a drogas, infecções e exposição solar intensa. Os sintomas agudos ocorrem como consequência de «ataques imunológicos» aos órgãos afetados, já as complicações tardias são atribuíveis tanto à própria doença como ao seu tratamento, que envolve muitas drogas com vários efeitos colaterais (como os corticoides, por exemplo).

As manifestações clínicas do lúpus variam muito, já que a doença pode acometer diferentes órgãos e sistemas em diferentes momentos, constituindo um desafio diagnóstico para o médico (especialmente em sua fase inicial). Alguns dos sinais e sintomas iniciais mais frequentes são: inflamação das articulações, mal-estar, cansaço, dor de cabeça, febre, emagrecimento involuntário, diminuição do número de células do sangue e alterações na pele.

Uma das características mais clássicas do lúpus é a mancha na face «em asa de borboleta» que acomete de 30 a 60% dos pacientes no curso da doença. Manifestações tardias incluem alterações nos rins, que podem levar à necessidade de hemodiálise e transplante renal, complicações nas membranas que revestem os pulmões e coração, doença neurológica, psiquiátrica, problemas de circulação, doença das válvulas cardíacas, entre outros.

  • Outro complicador é que a atividade da doença (e o seu tratamento) aumentam o risco de infecções oportunistas.
  • PROGNÓSTICO: Com o avanço das opções terapêuticas nas últimas décadas, a expectativa de vida dos pacientes aumentou significativamente.
  • Atualmente, 80% das pessoas com Lúpus permanecem vivas após 15 anos de doença.

Atributos APS ACESSO: a pessoa com Lúpus deve ter garantido seu acompanhamento regular na sua Unidade de Saúde e é através dela, conforme suas necessidades, que será encaminhada para outros pontos do sistema de saúde. O ACS pode facilitar o agendamento de consultas.

  1. INTEGRALIDADE: além da doença diretamente, possíveis limitações podem provocar sofrimento psicológico pessoal e familiar, ao qual a equipe de saúde deve estar atenta e fornecer suporte.
  2. LONGITUDINALIDADE: com acompanhamento ao longo do tempo, pela mesma equipe, potenciais complicações da doença podem ser identificadas em momentos oportunos para o tratamento.

COORDENAÇÃO DO CUIDADO: Lúpus é uma doença rara e que seu tratamento provavelmente envolverá cuidados multidisciplinares nos níveis secundários e terciários de atenção à saúde. Nesse caso, a equipe de saúde da UBS deverá fazer-se presente para acompanhar e organizar as intervenções, evitando a fragmentação e os conflitos nos cuidados fornecidos, e fornecer suporte de mais fácil acesso ao doente e aos seus cuidadores.

  1. O que é Lúpus, seus sintomas, consequências e tratamento?
  2. O que é Lúpus Eritematoso?
  3. Como a modificação da dieta pode auxiliar pacientes com Lúpus?

Quais são os primeiros sinais do lúpus?

Sintomas de Lúpus – Os sintomas do lúpus podem variar entre indivíduos inclusive em questões de intensidade e quantidade, dependendo dos sistemas acometidos da fase de atividade ou remissão da doença. No início, são comuns sinais dermatológicos e sistêmicos, como febre baixa, cansaço, desânimo, perda de peso, dor nas costas e apetite. Já os sintomas mais específicos incluem:

O surgimento de lesões de pele ocorre em até 80% dos casos. Estas são definidas por manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, nomeadas lesões em asa de borboleta; lesões por fotossensibilidade (que ocorre devido a sensibilidade desproporcional à luz solar). Além dessas, pode surgir também lesões discoides, vasculite e alopecia (queda de cabelo) – cicatricial ou não. Nesses casos, há surgimento de aftas / úlceras orais, geralmente indolores; Sintomas articulares acompanhados de dor, com ou sem inchaço, envolvendo principalmente as juntas das mãos, punhos, joelhos e pés; Inflamação das membranas que recobrem o pulmão (pleurite) e coração (pericardite) resultando em dor ao respirar, tosse seca, falta de ar e dor no peito; Acometimento renal (nefrite): acomete cerca de até 50% dos pacientes. Pode evoluir de forma mais grave com pressão alta, inchaço nas pernas, urina espumosa e com sangue. Quando não tratada rapidamente e adequadamente, pode haver evolução para insuficiência renal e pode ser necessário realizar diálise ou transplante renal; Alterações neuropsiquiátricas: associadas a convulsões, acidente vascular encefálico, alterações de humor ou comportamento (psicoses), depressão e alterações dos nervos periféricos e da medula espinhal;

Sintomas hematológicos: modificações nas células do sangue ocorrem devido aos anticorpos contra estas células, causando sua destruição. Deste modo, se os anticorpos forem contra os glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos e/ou plaquetas haverá anemia, leucopenia ou linfopenia ou plaquetopenia.

Fotos De Quem Tem LPus