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Azitromicina 500mg Para Que Serve?

Para que é indicado o uso de azitromicina?

Perguntas Frequentes sobre Azitromicina – Azitromicina serve para tratar IST? Sim. Uma das indicações de uso do antibiótico azitromicina é para o tratamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) causadas pelas seguintes bactérias: – Chlamydia trachomatis : é a bactéria causadora da IST clamídia,

A azitromicina é indicada para tratar casos não complicados dessa infecção. – Neisseria gonorrhoeae : esta bactéria causa a IST conhecida como gonorreia, Entre as indicações de azitromicina está o tratamento de infecções não complicadas devido à Neisseria gonorrhoeae e sem resistência múltipla. – Haemophilus ducreyi : esta é a bactéria causadora do cancro mole, uma IST com alta transmissibilidade, que acomete homens e mulheres e se manifesta frequentemente em lesões (bolhas pequenas e doloridas) nos genitais.

A bula do medicamento exclui da lista de indicações de uso as infecções que ocorrem junto com a sífilis (infecção causada pela bactéria Treponema pallidum ). A azitromicina ainda pode ser indicada para tratar determinadas infecções do trato respiratório, da pele, dos tecidos moles e do ouvido médio.

  1. Consulte um médico para o correto diagnóstico e indicação de tratamento.
  2. Quais os riscos de se automedicar com azitromicina? Como ocorre com qualquer outro antibiótico (medicamento que inibe o crescimento ou causa a morte de bactérias), a automedicação com azitromicina implica em riscos para o paciente.

O principal motivo para evitar o uso sem indicação médica é que a prática pode gerar resistência das bactérias ao fármaco, reduzindo a eficácia do medicamento. Também deve ser evitado o uso contra doenças que não constam na bula — durante a pandemia, surgiram textos que indicavam a azitromicina para tratar quadros de covid-19, doença contra a qual o medicamento não é eficaz.

Nesse caso, o paciente fica exposto ao risco das reações adversas sem obter nenhum tipo de benefício com o medicamento. A azitromicina é indicada para o tratamento de clamídia, gonorreia, de infecções do trato respiratório, da pele, de tecidos moles, do ouvido médio e para tratar cancro devido à bactéria Haemophilus ducreyi,

Todas essas doenças são causadas por bactérias, enquanto a covid-19 é causada por um vírus. Cabe dizer que a azitromicina não pode ser adquirida legalmente sem a prescrição de um médico, Como os demais antibióticos, ela está no grupo de medicamentos de tarja vermelha com retenção de receitas,

  1. Ou seja, para comprá-la em uma farmácia, o paciente precisa apresentar duas vias da receita médica — uma delas é retida pelo estabelecimento.
  2. Então, para obter todos os benefícios da azitromicina, procure um médico e siga à risca a posologia indicada.
  3. Azitromicina serve para clamídia? Sim.
  4. Azitromicina é um dos medicamentos usados como tratamento à clamídia, uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis,

Esta não é a única indicação de uso do medicamento. O antibiótico serve para tratar infecções causadas por bactérias sensíveis à sua substância ativa (azitromicina). Assim, a azitromicina pode ser prescrita para tratar determinadas infecções do trato respiratório, da pele e tecidos moles, do ouvido médio (otite), e também para o tratamento de cancro (lesão de pele) devido à bactéria Haemophilus ducreyi,

  1. Quanto às doenças sexualmente transmissíveis, a azitromicina é receitada no tratamento de infecções genitais não complicadas causadas pelas bactérias Chlamydia trachomatis (clamídia) e Neisseria gonorrhoeae (gonorreia).
  2. O antibiótico age impedindo que as bactérias sensíveis à azitromicina produzam proteínas, que são a base de seu crescimento e reprodução.

Seu pico de ação é após 2 a 3 horas da administração oral do medicamento. Para que seja feito o diagnóstico preciso e que sejam dadas as orientações corretas de posologia, consulte um médico. Mulher grávida pode tomar azitromicina? Azitromicina só deve ser usado por mulheres grávidas se houver clara necessidade,

  • A bula destinada aos pacientes indica claramente que ele não deve ser utilizado durante a gestação sem orientação médica.
  • Já a bula que contém informações técnicas, destinada aos médicos, explica que foram realizados estudos reprodutivos em animais, com doses até a concentração moderadamente tóxica para a mãe.

Nestes estudos, não foram encontradas evidências de danos ao feto devido à azitromicina. No entanto, a bula informa que não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Como os estudos de reprodução em animais não podem sempre prever a resposta humana, a recomendação é que a azitromicina só seja usada durante a gravidez se houver clara necessidade.

  1. Quanto à lactação, sabe-se que a azitromicina está presente no leite humano com uma dose diária média estimada de 0,1 a 0,7 mg/kg/dia.
  2. Não foram observados efeitos adversos graves da azitromicina nos lactentes amamentados.
  3. Portanto, o médico deve decidir sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapia com azitromicina levando em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício do medicamento para a mulher,

Em relação à fertilidade, foi observada redução nas taxas de gravidez após a administração de azitromicina em ratos. A relevância desta descoberta para os seres humanos é desconhecida.

Como tomar azitromicina 500mg para infecção?

Como se usa doses em termos de azitromicina. tomar o medicamento 1 hora antes ou 2 horas após as refeições.500 mg, 1 vez por dia, durante 3 dias.

Qual a diferença de amoxicilina e azitromicina?

Comparação entre a azitromicina e a amoxicilina no tratamento da exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica Artigos Originais • • OBJETIVO: Comparar a eficácia, segurança e tolerabilidade da azitromicina e da amoxicilina no tratamento de pacientes com quadro clínico de exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica.

MÉTODOS: Seis centros brasileiros incluíram 109 pacientes com idades entre 33 e 82 anos. Desses pacientes, 102 foram randomizados para receber azitromicina (500 mg por dia por três dias, n = 49) ou amoxicilina (500 mg a cada oito horas por dez dias, n = 53). Os pacientes foram avaliados no início do estudo, após dez dias e depois de um mês.

A avaliação clínica, de acordo com os sinais e sintomas presentes após dez dias e após um mês, consistiu na classificação dos casos nas categorias cura, melhora ou falha terapêutica. A avaliação microbiológica foi feita pela cultura de amostras de escarro consideradas adequadas após contagem de leucócitos e coloração de Gram.

  1. Avaliações secundárias de eficácia foram feitas com relação aos sintomas (tosse, dispnéia e expectoração) e à função pulmonar.
  2. RESULTADOS: Não houve diferenças entre as proporções de casos classificados como cura ou melhora entre os grupos tratados com a azitromicina ou a amoxicilina.
  3. Essas proporções foram, respectivamente, de 85% vs.78% (p = 0,368) após dez dias, e de 83% vs.78% (p = 0,571) após um mês.

Também não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos quando comparadas as variáveis secundárias de eficácia e a incidência de eventos adversos. CONCLUSÃO: A azitromicina tem eficácia e tolerabilidade semelhantes às da amoxicilina para o tratamento da exacerbação aguda da Doença pulmonar obstrutiva crônica.

  • Amoxicilina; Azitromicina; Bronquite crônica; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Estudo comparativo OBJECTIVE: To compare the efficacy, safety, and tolerability of azithromycin and amoxicillin in the treatment of patients with infectious exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease.
  • METHODS: This study was conducted at six medical centers across Brazil and included 109 patients from 33 to 82 years of age.

Of those, 102 were randomized to receive either azithromycin (500 mg/day for three days, n = 49) or amoxicillin (500 mg every eight hours for ten days, n = 53). The patients were evaluated at the study outset, on day ten, and at one month. Based on the clinical evaluation of the signs and symptoms present on day ten and at one month, the outcomes were classified as cure, improvement, or treatment failure.

  • The microbiological evaluation was made through the culture of sputum samples that were considered appropriate samples only after leukocyte counts and Gram staining.
  • Secondary efficacy evaluations were made in order to analyze symptoms (cough, dyspnea, and expectoration) and pulmonary function.
  • RESULTS: There were no differences between the groups treated with azithromycin or amoxicillin in terms of the percentages of cases in which the outcomes were classified as cure or improvement: 85% vs.78% (p = 0.368) on day ten; and 83% vs.78% (p = 0.571) at one month.

Similarly, there were no significant differences between the two groups in the secondary efficacy variables or the incidence of adverse effects. CONCLUSION: Azithromycin and amoxicillin present similar efficacy and tolerability in the treatment of acute exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease.

  • ARTIGO ORIGINAL
  • Comparação entre a azitromicina e a amoxicilina no tratamento da exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica
  • Mara Rúbia Andre-Alves I ; José Roberto Jardim II ; Rodney Frare e Silva III ; Elie Fiss IV ; Denison Noronha Freire V ; Paulo José Zimermann Teixeira VI
  • I Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS – Porto Alegre (RS) Brasil
  • II Professor Associado de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São Paulo (SP) Brasil
  • III Professor Adjunto de Pneumologia do Departmento de Clínica Médica da Universidade Federal do Paraná – UFPR – Curitiba (PR) Brasil
  • IV Professor Titular de Pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC – FMABC – Santo André (SP) Brasil
  • V Professor Adjunto de Pneumologia do Departmento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina – UEL – Londrina (PR) Brasil
  • VI Pneumologista do Pavilhão Pereira Filho da Santa Casa de Porto Alegre – Porto Alegre (RS) Brasil
  • RESUMO
  • OBJETIVO: Comparar a eficácia, segurança e tolerabilidade da azitromicina e da amoxicilina no tratamento de pacientes com quadro clínico de exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica.

MÉTODOS: Seis centros brasileiros incluíram 109 pacientes com idades entre 33 e 82 anos. Desses pacientes, 102 foram randomizados para receber azitromicina (500 mg por dia por três dias, n = 49) ou amoxicilina (500 mg a cada oito horas por dez dias, n = 53).

  1. Os pacientes foram avaliados no início do estudo, após dez dias e depois de um mês.
  2. A avaliação clínica, de acordo com os sinais e sintomas presentes após dez dias e após um mês, consistiu na classificação dos casos nas categorias cura, melhora ou falha terapêutica.
  3. A avaliação microbiológica foi feita pela cultura de amostras de escarro consideradas adequadas após contagem de leucócitos e coloração de Gram.

Avaliações secundárias de eficácia foram feitas com relação aos sintomas (tosse, dispnéia e expectoração) e à função pulmonar. RESULTADOS: Não houve diferenças entre as proporções de casos classificados como cura ou melhora entre os grupos tratados com a azitromicina ou a amoxicilina.

  1. CONCLUSÃO: A azitromicina tem eficácia e tolerabilidade semelhantes às da amoxicilina para o tratamento da exacerbação aguda da Doença pulmonar obstrutiva crônica.
  2. Descritores: Amoxicilina/uso terapeutico; Azitromicina/uso terapêutico; Bronquite crônica/quimioterapia; Doença pulmonar obstrutiva crônica/qumioterapia; Estudo comparativo.
  3. Introdução

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição causada por limitação progressiva ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível. (1) A grande maioria dos casos ocorre em pacientes que foram ou são fumantes, sendo a DPOC caracterizada por um declínio acelerado do volume expiratório forçado no primeiro segundo.

  • 2) A DPOC apresenta um espectro de alterações patológicas e manifestações clínicas.
  • Dentro desse espectro, define-se a bronquite crônica como a presença de tosse produtiva por pelo menos três meses, em dois anos consecutivos.
  • 3) A bronquite crônica caracteriza-se por obstrução de vias aéreas de pequeno calibre e produção aumentada de muco.

Muitos pacientes com bronquite crônica também apresentam graus variados de enfisema, caracterizado pela destruição de espaços aéreos e perda da elasticidade pulmonar. (3) Assim, é por vezes difícil discernir a contribuição desses dois processos patológicos, bronquite crônica e enfisema, para as manifestações clínicas num paciente individualmente.

Embora ainda não seja bem conhecida a epidemiologia da DPOC no Brasil, um estudo de base populacional conduzido na área metropolitana da Cidade de São Paulo demonstrou que cerca de 15,8% dos indivíduos com mais de 40 anos de idade preenchem critérios para DPOC. (5) Além disso, a DPOC foi a quarta maior causa de internação hospitalar no Brasil em 2002.

(6) Pacientes com DPOC apresentam episódios freqüentes de exacerbação infecciosa. Durante esses episódios, ocorre piora rápida da função pulmonar, piora da obstrução das vias aéreas e produção ainda maior de muco. Estima-se que os pacientes com DPOC tenham, em média, até três episódios anuais de exacerbação infecciosa.

(4) Embora a exacerbação tenha causa multifatorial a infecção é a principal, sendo responsável por 50 a 80% dos casos. (4,6,7) Entre essas infecções, as mais freqüentes são as bacterianas, sendo os patógenos mais comumente encontrados Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae,

(6) Em comparação com placebo, o tratamento com antibióticos é considerado eficaz, encurtando o período de duração da exacerbação infecciosa. (8,9) Assim, pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC freqüentemente necessitam de tratamento com antibióticos de amplo espectro, que sejam ativos por via oral e que possam ser administrados de forma racional com segurança e expectativa de eficácia na maior parte dos casos.

Diversas classes de antibióticos atualmente disponíveis se prestam a essa finalidade. O presente estudo teve por objetivo comparar a eficácia, segurança e tolerabilidade de dois antibióticos orais, a azitromicina e a amoxicilina, no tratamento ambulatorial de pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC.

Métodos Os pacientes candidatos ao estudo tinham idade entre 30 e 70 anos e diagnóstico clínico de exacerbação infecciosa da DPOC. O diagnóstico foi feito diante da presença de dois dos seguintes critérios: tosse aumentada, expectoração aumentada ou piora da dispnéia.

Os pacientes deveriam estar em tratamento ambulatorial e apresentar radiografia simples de tórax, realizada nas 48 h precedentes à inclusão no estudo, que excluísse a presença de pneumonia. Pacientes do sexo feminino não poderiam estar amamentando, grávidas ou planejando engravidar durante o estudo ou até um mês após seu término.

Além disso, mulheres em idade fértil deveriam praticar método contraceptivo eficaz. Foram definidos como critérios de exclusão: a hipersensibilidade conhecida à azitromicina ou à amoxicilina; o tratamento com antibióticos sistêmicos num período de catorze dias antes da inclusão no estudo; a previsão de uso de antibiótico para outra condição clínica ou de uso de alopurinol, probenecida, digoxina, varfarina ou ergotamina durante o estudo; história conhecida de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, bronquite aguda ou bronquiectasia, suspeita de abscesso pulmonar ou empiema, ou a história ou suspeita de tuberculose ativa, fibrose cística ou câncer primário ou metastático para o pulmão; a presença de qualquer condição clínica ou psicológica que, a critério do investigador, devesse impedir o paciente de participar do estudo; o histórico de abuso de álcool ou drogas; o tratamento com medicamentos imunossupressores, incluindo doses de corticosteróides superiores ao equivalente a 10 mg/dia de prednisona; a presença de qualquer uma das alterações laboratoriais contagem de leucócitos inferior a 2.500/mm 3, contagem de neutrófilos inferior a 1.000/mm 3 ou elevação de transaminases acima de duas vezes o limite superior do normal, ou de fosfatase alcalina ou bilirrubinas acima de 1,5 vezes o limite superior do normal; a doação de sangue durante ou por até um mês após a conclusão do estudo; e a participação em estudos clínicos, inclusive neste, no período de um mês antes da inclusão no presente estudo.

Todos os pacientes incluídos no estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. O protocolo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa de cada um dos seis centros participantes do estudo, que foi conduzido segundo os princípios éticos da Declaração de Helsinque, as normas de Boas Práticas de Pesquisa Clínica e as resoluções federais referentes à pesquisa clínica no Brasil.

Os pacientes candidatos ao estudo foram avaliados numa consulta inicial, durante a qual foram interrogados a cerca da história clínica e submetidos ao exame físico completos, e na qual foram solicitados exames laboratoriais, radiografia simples de tórax, espirometria e exame microbiológico de escarro purulento expectorado recentemente.

  • A avaliação do escarro foi feita por coloração de Gram e cultura de amostras consideradas adequadas, definidas como aquelas em que havia mais que 25 leucócitos e menos de dez células epiteliais escamosas por campo observado através de lente ótica de pequeno aumento (100 x).
  • 10) Os pacientes foram então aleatoriamente designados para tratamento com azitromicina, 500 mg por via oral por dia, por três dias consecutivos, ou amoxicilina, 500 mg por via oral a cada oito horas, por dez dias consecutivos.

Depois de dez dias, os pacientes compareceram à segunda consulta e foram reavaliados por meio de história, exame de sinais vitais, espirometria e exame microbiológico de escarro. A terceira e última consulta foi realizada cerca de um mês após o início do tratamento e incluiu os mesmos procedimentos da segunda consulta.

  1. Todo medicamento usado durante o estudo deveria ser informado pelos pacientes, e as quantidades de azitromicina e amoxicilina utilizadas pelos pacientes foram contabilizadas para avaliar a adesão ao tratamento.
  2. Para efeito das avaliações de eficácia e segurança, foram consideradas duas amostras de pacientes.

A avaliação de segurança foi feita na amostra de pacientes com intenção de tratamento (ITT, do inglês intention to treat ), formada por todos os pacientes que tomaram pelo menos uma dose de um dos medicamentos do estudo. A amostra de pacientes avaliáveis por protocolo (amostra PP) foi constituída pelos pacientes que tomaram quantidade adequada dos medicamentos, definida como entre 80 e 100% do total de comprimidos que haviam sido prescritos, e que não violaram o protocolo por quaisquer motivos.

  1. A resposta clínica dos pacientes foi classificada, na segunda e na terceira consulta, como cura, melhora ou falha.
  2. A cura foi definida como a resolução dos sinais e sintomas de exacerbação aguda, com volta dos mesmos ao padrão habitual de cada paciente.
  3. A melhora foi definida pelo desaparecimento da febre, quando presente, e da resolução incompleta dos outros sinais ou sintomas, sem a necessidade adicional de outros antibióticos.

A falha foi definida como a ausência de resolução dos sinais ou sintomas ou a necessidade de uso adicional de antibióticos. A avaliação primária da eficácia terapêutica foi dada pela proporção de pacientes que apresentou cura ou melhora. Os parâmetros secundários de eficácia foram as avaliações de sinais e sintomas e os resultados das análises microbiológicas.

  1. Foram registrados todos os eventos adversos relatados pelos pacientes ou observados pelos investigadores ao longo do estudo.
  2. Também foi analisada a incidência de eventos adversos sérios, definidos como quaisquer ocorrências que resultassem em morte, hospitalização ou prolongamento de hospitalização, incapacidade persistente, ou significativa, ou eventos que colocassem a vida do paciente em risco.

Foram avaliados os casos de interrupção do tratamento devida à sua ineficácia ou a eventos adversos a ele relacionados. As variáveis demográficas e características basais dos pacientes foram comparadas por meio do cálculo de medidas descritivas e teste de análise de variância (ANOVA), no caso de variáveis quantitativas, e pelos testes do qui-quadrado ou exato de Fisher, conforme o caso, para as variáveis qualitativas.

As diferenças entre as proporções de pacientes com cura ou melhora em cada grupo foram comparadas por testes de proporção e seus respectivos intervalos de confiança de 95%. Na avaliação microbiológica, foi aplicada a mesma técnica estatística. Os resultados dos testes de função pulmonar foram analisados pela técnica de ANOVA para medidas repetidas.

As análises estatísticas foram feitas com auxílio do sistema SAS ( Statistical Analysis System, Cary, North Carolina). Todos os testes de hipóteses foram bicaudais, e o nível de significância considerado foi de 5%. Resultados Dos 109 pacientes incluídos no estudo, 102 tomaram pelo menos uma dose de um dos antibióticos e constituíram a amostra com intenção de tratamento.

  • Destes 102 pacientes, 19 tiveram seu tratamento interrompido pelos seguintes motivos: eventos adversos (n = 11), falta de eficácia terapêutica (n = 4), retirada de consentimento informado (n = 2), e violação de protocolo (n = 2).
  • Assim, 83 pacientes completaram o estudo, tendo 41 deles sido tratados com azitromicina, e 42 com amoxicilina.

A mediana da idade dos 102 participantes do estudo foi de 60 anos (intervalo de 33 a 82), e 59 pacientes eram do sexo masculino (58%). Estas e outras características demográficas e clínicas são mostradas na, Não houve diferenças significativas entre essas características, quando foram comparados os pacientes randomizados para os dois grupos.

  • Após dez dias de tratamento, 97 pacientes eram avaliáveis quanto à resposta clínica.
  • Dos 5 pacientes na amostra com intenção de tratamento que não foram avaliáveis, 2 haviam sido tratados com azitromicina, e 3 com amoxicilina.
  • Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos quando foram comparadas as proporções de pacientes com cura ou melhora.

Conforme mostra a, essas proporções foram de 85% no grupo tratado com azitromicina, e de 78% no grupo tratado com amoxicilina (p = 0,368). Um mês após o término do tratamento, foi possível avaliar a resposta clínica em 96 casos. Dos 6 pacientes não avaliáveis, 3 haviam recebido azitromicina, e 3 haviam recebido amoxicilina.

  1. Mais uma vez, não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos quando foram comparadas as proporções de pacientes com cura ou melhora.
  2. Estas proporções foram de 83% e 78% nos grupos tratados com azitromicina e amoxicilina, respectivamente (p = 0,571).
  3. Resultados semelhantes foram encontrados quando a análise de eficácia foi realizada na população de pacientes avaliáveis por protocolo (dados não mostrados).

A resposta microbiológica pôde ser avaliada após dez dias em 97 pacientes, e após um mês em 86 pacientes. Os patógenos mais freqüentemente isolados em culturas, independentemente da fase do tratamento, foram bactérias dos gêneros Moraxella catharralis, Streptococcus alfa hemolítico, Haemophilus influenzae, Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae ().

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Não houve diferenças entre os dois grupos, quando foram comparadas as diversas categorias de respostas microbiológicas (dados não mostrados). Da mesma forma, também não houve diferenças quando foram avaliados os sintomas tosse, expectoração e dispnéia () ou a função pulmonar dos pacientes nos dois grupos depois de dez dias ou depois de um mês após o início do tratamento ().

No grupo tratado com azitromicina, 96% dos pacientes tomaram as três doses do medicamento prescrito. No grupo tratado com amoxicilina, 92% dos pacientes tomaram pelo menos 90% dos comprimidos prescritos. Trinta e três pacientes tratados com azitromicina tiveram pelo menos um evento adverso, e 27 pacientes tratados com amoxicilina tiveram pelo menos um evento adverso.

  1. Os principais eventos adversos atribuídos ao tratamento foram de natureza gastrintestinal (náusea, dor epigástrica e diarréia).
  2. Esses eventos ocorreram em 5 pacientes tratados com azitromicina e em 9 tratados com amoxicilina.
  3. Cinco pacientes tratados com azitromicina e 2 tratados com amoxicilina apresentaram eventos adversos considerados sérios segundo o protocolo.

Esses eventos foram piora do quadro respiratório e do broncoespasmo em 4 pacientes, 1 caso de crise convulsiva e 1 de fratura vertebral. Nenhum desses eventos foi considerado como secundário ao uso dos antibióticos do estudo. Discussão O presente estudo demonstrou que a azitromicina e a amoxicilina produzem resultados comparáveis, em termos de eficácia e tolerabilidade, em pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC.

A taxa de resposta clínica, definida como a proporção de pacientes que atingiu cura ou melhora dos sinais e sintomas do quadro de exacerbação infecciosa, foi semelhante nos dois grupos e comparável aos resultados obtidos em outros estudos com delineamento semelhante. Da mesma forma, não houve diferenças significativas em outros parâmetros de eficácia ou na toxicidade atribuída ao tratamento.

Diversos fatores devem ser considerados na escolha de um antibiótico para tratar pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC. (11) Entre esses fatores, destacam-se o espectro de ação, a taxa esperada de resistência bacteriana, a conveniência posológica e a penetração adequada em secreções respiratórias.

  • Diversos antibióticos usados no tratamento da exacerbação infecciosa da DPOC reúnem várias destas características.
  • A azitromicina é um antibiótico macrolídeo com amplo espectro de ação, incluindo os patógenos mais comumente encontrados em infecções respiratórias comunitárias.
  • 12) Num estudo internacional, em que foram comparadas taxas de resistência in vitro de patógenos respiratórios a diversos antibióticos, os resultados de amostras oriundas do Brasil revelaram que S.

pneumoniae e H. influenzae apresentam, respectivamente, 95% e 100% de sensibilidade à azitromicina. (13) A administração da azitromicina por três dias garante níveis adequados do antibiótico por até dez dias. Esta propriedade farmacocinética torna a azitromicina um antibiótico com posologia bastante satisfatória.

  1. Além disso, a azitromicina apresenta excelente penetração em secreções respiratórias.
  2. 14) Outros estudos randomizados compararam a azitromicina e a amoxicilina no tratamento de pacientes com exacerbação aguda de bronquite crônica.
  3. Em alguns estudos a amoxicilina foi administrada em associação com o ácido clavulânico, um inibidor de algumas das beta-lactamases produzidas por patógenos respiratórios.

Uma metanálise de catorze estudos randomizados que compararam azitromicina e amoxicilina mostrou que a azitromicina apresenta eficácia comparável à da amoxicilina, esta última com ou sem o ácido clavulânico, mas com menor incidência de eventos adversos.

(15) Quando comparada a antibióticos de outras classes, a eficácia da azitromicina foi considerada equivalente à da moxifloxacina, (16) da levofloxacina (17) e da pivampicilina. (18) Em comparação com outros macrolídeos, a azitromicina também foi considerada equivalente à roxitromicina, (19) à claritromicina (20) e à diritromicina.

(21, 22) Diante da eficácia comparável entre os diversos antibióticos empregados no tratamento da exacerbação aguda da bronquite crônica, é de interesse avaliar qual das drogas empregadas estaria associada a um perfil farmacoeconômico mais satisfatório.

  • Num estudo latino-americano, estimou-se que os antibióticos respondem por apenas 19,7% do custo direto do tratamento da exacerbação infecciosa.
  • 23) Apesar deste percentual relativamente baixo, em comparação com o custo global do tratamento, é possível que existam antibióticos com relações de custo-efetividade mais favoráveis.

Em outras palavras, é possível que uma eventual diferença de custos entre diferentes antibióticos seja minimizada, ou mesmo invertida, quando são levados em conta outros custos associados ao tratamento, como sua eficácia e sua toxicidade. Nesse sentido, existem poucos estudos com resultados aplicáveis em grande escala.

(24) Num estudo retrospectivo, o uso de antibióticos de terceira geração (azitromicina, ciprofloxacina e amoxicilina/ácido clavulânico) esteve associado a menores taxas de falha terapêutica e internação, maior intervalo entre episódios de exacerbação e tendência a menor custo global do tratamento, em comparação com drogas de primeira geração (amoxicilina, sulfametoxazol/trimetoprima, eritromicina e tetraciclina).

(25) Os resultados do presente estudo confirmam a eficácia e a tolerabilidade da azitromicina para o tratamento ambulatorial de episódios de exacerbação infecciosa da DPOC. Nessa situação, pode-se esperar que o tratamento com azitromicina promova cura ou melhora clínica na grande maioria dos pacientes, com perfil de toxicidade e custo aceitáveis.

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  • Endereço para correspondência: Dra. Mara Rúbia André-Alves Rua Ramiro Barcelos, 1.056, Conj.704 CEP 90035-002, Porto Alegre, RS, Brasil
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    • Publicação nesta coleção 01 Jun 2007
    • Data do Fascículo Fev 2007
    • Aceito 12 Abr 2006
    • Recebido 28 Jun 2005

    : Comparação entre a azitromicina e a amoxicilina no tratamento da exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica

    Para que serve azitromicina de 500 mg 3 comprimidos?

    Concentração: 500 MG Forma: COMPRIMIDOS REVESTIDOS Quantidade: 3 COMPRIMIDOS REVESTIDOS INDICAÇÃO Infecções do trato respiratório inferior, incluindo bronquite e pneumonia, infecções da pele e tecidos moles, otite média e infecções do trato respiratório superior, incluindo sinusite e faringite/tonsilite. Mais utilizado durante o inverno ANTIBIÓTICO PRODUTO TARJADO Preço Máximo R$ -,- Precisa de Receita Sim BULA DIGITAL Código: 1.0235.0522.004-5

    Quais infecções A azitromicina combate?

    Perguntas Frequentes sobre Azitromicina – Azitromicina serve para tratar IST? Sim. Uma das indicações de uso do antibiótico azitromicina é para o tratamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) causadas pelas seguintes bactérias: – Chlamydia trachomatis : é a bactéria causadora da IST clamídia,

    1. A azitromicina é indicada para tratar casos não complicados dessa infecção.
    2. Neisseria gonorrhoeae : esta bactéria causa a IST conhecida como gonorreia,
    3. Entre as indicações de azitromicina está o tratamento de infecções não complicadas devido à Neisseria gonorrhoeae e sem resistência múltipla.
    4. Haemophilus ducreyi : esta é a bactéria causadora do cancro mole, uma IST com alta transmissibilidade, que acomete homens e mulheres e se manifesta frequentemente em lesões (bolhas pequenas e doloridas) nos genitais.

    A bula do medicamento exclui da lista de indicações de uso as infecções que ocorrem junto com a sífilis (infecção causada pela bactéria Treponema pallidum ). A azitromicina ainda pode ser indicada para tratar determinadas infecções do trato respiratório, da pele, dos tecidos moles e do ouvido médio.

    • Consulte um médico para o correto diagnóstico e indicação de tratamento.
    • Quais os riscos de se automedicar com azitromicina? Como ocorre com qualquer outro antibiótico (medicamento que inibe o crescimento ou causa a morte de bactérias), a automedicação com azitromicina implica em riscos para o paciente.

    O principal motivo para evitar o uso sem indicação médica é que a prática pode gerar resistência das bactérias ao fármaco, reduzindo a eficácia do medicamento. Também deve ser evitado o uso contra doenças que não constam na bula — durante a pandemia, surgiram textos que indicavam a azitromicina para tratar quadros de covid-19, doença contra a qual o medicamento não é eficaz.

    Nesse caso, o paciente fica exposto ao risco das reações adversas sem obter nenhum tipo de benefício com o medicamento. A azitromicina é indicada para o tratamento de clamídia, gonorreia, de infecções do trato respiratório, da pele, de tecidos moles, do ouvido médio e para tratar cancro devido à bactéria Haemophilus ducreyi,

    Todas essas doenças são causadas por bactérias, enquanto a covid-19 é causada por um vírus. Cabe dizer que a azitromicina não pode ser adquirida legalmente sem a prescrição de um médico, Como os demais antibióticos, ela está no grupo de medicamentos de tarja vermelha com retenção de receitas,

    • Ou seja, para comprá-la em uma farmácia, o paciente precisa apresentar duas vias da receita médica — uma delas é retida pelo estabelecimento.
    • Então, para obter todos os benefícios da azitromicina, procure um médico e siga à risca a posologia indicada.
    • Azitromicina serve para clamídia? Sim.
    • Azitromicina é um dos medicamentos usados como tratamento à clamídia, uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis,

    Esta não é a única indicação de uso do medicamento. O antibiótico serve para tratar infecções causadas por bactérias sensíveis à sua substância ativa (azitromicina). Assim, a azitromicina pode ser prescrita para tratar determinadas infecções do trato respiratório, da pele e tecidos moles, do ouvido médio (otite), e também para o tratamento de cancro (lesão de pele) devido à bactéria Haemophilus ducreyi,

    • Quanto às doenças sexualmente transmissíveis, a azitromicina é receitada no tratamento de infecções genitais não complicadas causadas pelas bactérias Chlamydia trachomatis (clamídia) e Neisseria gonorrhoeae (gonorreia).
    • O antibiótico age impedindo que as bactérias sensíveis à azitromicina produzam proteínas, que são a base de seu crescimento e reprodução.

    Seu pico de ação é após 2 a 3 horas da administração oral do medicamento. Para que seja feito o diagnóstico preciso e que sejam dadas as orientações corretas de posologia, consulte um médico. Mulher grávida pode tomar azitromicina? Azitromicina só deve ser usado por mulheres grávidas se houver clara necessidade,

    • A bula destinada aos pacientes indica claramente que ele não deve ser utilizado durante a gestação sem orientação médica.
    • Já a bula que contém informações técnicas, destinada aos médicos, explica que foram realizados estudos reprodutivos em animais, com doses até a concentração moderadamente tóxica para a mãe.

    Nestes estudos, não foram encontradas evidências de danos ao feto devido à azitromicina. No entanto, a bula informa que não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Como os estudos de reprodução em animais não podem sempre prever a resposta humana, a recomendação é que a azitromicina só seja usada durante a gravidez se houver clara necessidade.

    • Quanto à lactação, sabe-se que a azitromicina está presente no leite humano com uma dose diária média estimada de 0,1 a 0,7 mg/kg/dia.
    • Não foram observados efeitos adversos graves da azitromicina nos lactentes amamentados.
    • Portanto, o médico deve decidir sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapia com azitromicina levando em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício do medicamento para a mulher,

    Em relação à fertilidade, foi observada redução nas taxas de gravidez após a administração de azitromicina em ratos. A relevância desta descoberta para os seres humanos é desconhecida.

    Quantos dia azitromicina faz efeito?

    Perguntas Frequentes sobre Azitromicina – Azitromicina serve para tratar IST? Sim. Uma das indicações de uso do antibiótico azitromicina é para o tratamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) causadas pelas seguintes bactérias: – Chlamydia trachomatis : é a bactéria causadora da IST clamídia,

    • A azitromicina é indicada para tratar casos não complicados dessa infecção.
    • Neisseria gonorrhoeae : esta bactéria causa a IST conhecida como gonorreia,
    • Entre as indicações de azitromicina está o tratamento de infecções não complicadas devido à Neisseria gonorrhoeae e sem resistência múltipla.
    • Haemophilus ducreyi : esta é a bactéria causadora do cancro mole, uma IST com alta transmissibilidade, que acomete homens e mulheres e se manifesta frequentemente em lesões (bolhas pequenas e doloridas) nos genitais.

    A bula do medicamento exclui da lista de indicações de uso as infecções que ocorrem junto com a sífilis (infecção causada pela bactéria Treponema pallidum ). A azitromicina ainda pode ser indicada para tratar determinadas infecções do trato respiratório, da pele, dos tecidos moles e do ouvido médio.

    • Consulte um médico para o correto diagnóstico e indicação de tratamento.
    • Quais os riscos de se automedicar com azitromicina? Como ocorre com qualquer outro antibiótico (medicamento que inibe o crescimento ou causa a morte de bactérias), a automedicação com azitromicina implica em riscos para o paciente.

    O principal motivo para evitar o uso sem indicação médica é que a prática pode gerar resistência das bactérias ao fármaco, reduzindo a eficácia do medicamento. Também deve ser evitado o uso contra doenças que não constam na bula — durante a pandemia, surgiram textos que indicavam a azitromicina para tratar quadros de covid-19, doença contra a qual o medicamento não é eficaz.

    1. Nesse caso, o paciente fica exposto ao risco das reações adversas sem obter nenhum tipo de benefício com o medicamento.
    2. A azitromicina é indicada para o tratamento de clamídia, gonorreia, de infecções do trato respiratório, da pele, de tecidos moles, do ouvido médio e para tratar cancro devido à bactéria Haemophilus ducreyi,

    Todas essas doenças são causadas por bactérias, enquanto a covid-19 é causada por um vírus. Cabe dizer que a azitromicina não pode ser adquirida legalmente sem a prescrição de um médico, Como os demais antibióticos, ela está no grupo de medicamentos de tarja vermelha com retenção de receitas,

    1. Ou seja, para comprá-la em uma farmácia, o paciente precisa apresentar duas vias da receita médica — uma delas é retida pelo estabelecimento.
    2. Então, para obter todos os benefícios da azitromicina, procure um médico e siga à risca a posologia indicada.
    3. Azitromicina serve para clamídia? Sim.
    4. Azitromicina é um dos medicamentos usados como tratamento à clamídia, uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Chlamydia trachomatis,

    Esta não é a única indicação de uso do medicamento. O antibiótico serve para tratar infecções causadas por bactérias sensíveis à sua substância ativa (azitromicina). Assim, a azitromicina pode ser prescrita para tratar determinadas infecções do trato respiratório, da pele e tecidos moles, do ouvido médio (otite), e também para o tratamento de cancro (lesão de pele) devido à bactéria Haemophilus ducreyi,

    Quanto às doenças sexualmente transmissíveis, a azitromicina é receitada no tratamento de infecções genitais não complicadas causadas pelas bactérias Chlamydia trachomatis (clamídia) e Neisseria gonorrhoeae (gonorreia). O antibiótico age impedindo que as bactérias sensíveis à azitromicina produzam proteínas, que são a base de seu crescimento e reprodução.

    Seu pico de ação é após 2 a 3 horas da administração oral do medicamento. Para que seja feito o diagnóstico preciso e que sejam dadas as orientações corretas de posologia, consulte um médico. Mulher grávida pode tomar azitromicina? Azitromicina só deve ser usado por mulheres grávidas se houver clara necessidade,

    • A bula destinada aos pacientes indica claramente que ele não deve ser utilizado durante a gestação sem orientação médica.
    • Já a bula que contém informações técnicas, destinada aos médicos, explica que foram realizados estudos reprodutivos em animais, com doses até a concentração moderadamente tóxica para a mãe.

    Nestes estudos, não foram encontradas evidências de danos ao feto devido à azitromicina. No entanto, a bula informa que não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Como os estudos de reprodução em animais não podem sempre prever a resposta humana, a recomendação é que a azitromicina só seja usada durante a gravidez se houver clara necessidade.

    1. Quanto à lactação, sabe-se que a azitromicina está presente no leite humano com uma dose diária média estimada de 0,1 a 0,7 mg/kg/dia.
    2. Não foram observados efeitos adversos graves da azitromicina nos lactentes amamentados.
    3. Portanto, o médico deve decidir sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapia com azitromicina levando em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício do medicamento para a mulher,

    Em relação à fertilidade, foi observada redução nas taxas de gravidez após a administração de azitromicina em ratos. A relevância desta descoberta para os seres humanos é desconhecida.

    Quanto tempo leva para fazer efeito azitromicina 500mg?

    Conheça as apresentações disponíveis – Zitromax® é a marca de referência da azitromicina. Mas você também pode encontrar as versões genéricas. Confira as apresentações disponíveis:

    Comprimido – 500 mg e 1000 mgComprimido revestido – 500 mgCápsula – 250 mgSuspensão oral – 600 m, 900 mg, 1500 mgSolução injetável – 500 mg

    Em geral, o remédio começa a fazer efeito já a partir de 2 a 3 horas de seu uso. A depender da gravidade ou do tipo da infecção, o médico deverá indicar a dose e o tempo necessários para o tratamento, que pode durar de 3 a 10 dias. Evite automedicar-se e jamais abandone o tratamento antes do tempo determinado. Isso também leva à resistência bacteriana.

    Pode tomar azitromicina para inflamação?

    Este medicamento é indicado no tratamento de complicações causadas por alergias à azitromicina ; em trato respiratório inferior (brônquios e pulmões) e superior (nariz, faringe, laringe e traqueia), incluindo sinusite (infecção nos seios da face), faringite ( inflamação da faringe) ou amigdalite ( inflamação das amígdalas

    Qual é o antibiótico mais forte do mundo?

    Continua após publicidade O novo medicamento mostrou 87% de eficiência no combate à «Pseudomonas aeruginosa», terceira bactéria mais resistente. (ThinkStock/VEJA/VEJA) Continua após publicidade Um novo antibiótico vai ser disponibilizado no Brasil para o tratamento de infecções causadas por algumas bactérias resistentes.

    • Com o nome comercial de Zerbaxa, o medicamento foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no começo do ano para o tratamento de infecções intra-abdominais e infecções do trato urinário mais complicadas.
    • Ele estará disponível para uso ainda esta semana.
    • De acordo com a agência, 25% dos casos de infecção no país são causados por organismos multirresistentes.

    Uma das indicações dessa medicação é para tratamento de doenças causadas pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, considerada uma das três bactérias mais resistentes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para tratar infecções bacterianas, os médicos normalmente optam por utilizar meropeném – classe de antibióticos considerada mais forte e de amplo espectro -, mas o uso indiscriminado pode elevar ainda mais os índices de resistência bacteriana.

    See also:  Quanto De Vitamina C Por Dia?

    Quantos dias tem que tomar azitromicina?

    Enquanto outros antibióticos precisam ser tomados por 10 a 14 dias, muitas vezes com posologia de 2 a 3 administrações diárias, o tempo máximo de azitromicina habitualmente prescrito é de 5 dias, com apenas uma dose diária.

    Pode tomar azitromicina para dor de garganta?

    Para o tratamento da faringite estreptocócica (infecção da faringe causada por Streptococcus) em crianças, foi demonstrada a eficácia de azitromicina di-hidratada administrado em dose única diária de 10 mg/kg ou 20 mg/kg, por 3 dias. Não se deve exceder a dose diária de 500mg.

    Pode tomar azitromicina no lugar de amoxicilina?

    A escolha desses três antibióticos residiu no fato de que a amoxicilina (e amoxicilina-clavulanato) tem indicações semelhantes às da azitromicina (tratamento de infecções de vias aéreas) e não tem efeitos cardíacos.

    Quantos dias de azitromicina para dor de garganta?

    Enquanto outros antibióticos precisam ser tomados por 10 a 14 dias, muitas vezes com posologia de 2 a 3 administrações diárias, o tempo máximo de azitromicina habitualmente prescrito é de 5 dias, com apenas uma dose diária.

    Quais são os efeitos colaterais da azitromicina?

    Distúrbios do Sistema Nervoso – Tontura, convulsões, cefaleia, hiperatividade, hipoestesia, parestesia, sonolência e desmaio, Casos raros de distúrbio de paladar/olfato e/ou perda foram relatados.

    Qual é mais potente amoxicilina ou azitromicina?

    Comparação entre a azitromicina e a amoxicilina no tratamento da exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica Artigos Originais • • OBJETIVO: Comparar a eficácia, segurança e tolerabilidade da azitromicina e da amoxicilina no tratamento de pacientes com quadro clínico de exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica.

    MÉTODOS: Seis centros brasileiros incluíram 109 pacientes com idades entre 33 e 82 anos. Desses pacientes, 102 foram randomizados para receber azitromicina (500 mg por dia por três dias, n = 49) ou amoxicilina (500 mg a cada oito horas por dez dias, n = 53). Os pacientes foram avaliados no início do estudo, após dez dias e depois de um mês.

    A avaliação clínica, de acordo com os sinais e sintomas presentes após dez dias e após um mês, consistiu na classificação dos casos nas categorias cura, melhora ou falha terapêutica. A avaliação microbiológica foi feita pela cultura de amostras de escarro consideradas adequadas após contagem de leucócitos e coloração de Gram.

    Avaliações secundárias de eficácia foram feitas com relação aos sintomas (tosse, dispnéia e expectoração) e à função pulmonar. RESULTADOS: Não houve diferenças entre as proporções de casos classificados como cura ou melhora entre os grupos tratados com a azitromicina ou a amoxicilina. Essas proporções foram, respectivamente, de 85% vs.78% (p = 0,368) após dez dias, e de 83% vs.78% (p = 0,571) após um mês.

    Também não foram encontradas diferenças significativas entre os dois grupos quando comparadas as variáveis secundárias de eficácia e a incidência de eventos adversos. CONCLUSÃO: A azitromicina tem eficácia e tolerabilidade semelhantes às da amoxicilina para o tratamento da exacerbação aguda da Doença pulmonar obstrutiva crônica.

    Amoxicilina; Azitromicina; Bronquite crônica; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Estudo comparativo OBJECTIVE: To compare the efficacy, safety, and tolerability of azithromycin and amoxicillin in the treatment of patients with infectious exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease. METHODS: This study was conducted at six medical centers across Brazil and included 109 patients from 33 to 82 years of age.

    Of those, 102 were randomized to receive either azithromycin (500 mg/day for three days, n = 49) or amoxicillin (500 mg every eight hours for ten days, n = 53). The patients were evaluated at the study outset, on day ten, and at one month. Based on the clinical evaluation of the signs and symptoms present on day ten and at one month, the outcomes were classified as cure, improvement, or treatment failure.

    The microbiological evaluation was made through the culture of sputum samples that were considered appropriate samples only after leukocyte counts and Gram staining. Secondary efficacy evaluations were made in order to analyze symptoms (cough, dyspnea, and expectoration) and pulmonary function. RESULTS: There were no differences between the groups treated with azithromycin or amoxicillin in terms of the percentages of cases in which the outcomes were classified as cure or improvement: 85% vs.78% (p = 0.368) on day ten; and 83% vs.78% (p = 0.571) at one month.

    Similarly, there were no significant differences between the two groups in the secondary efficacy variables or the incidence of adverse effects. CONCLUSION: Azithromycin and amoxicillin present similar efficacy and tolerability in the treatment of acute exacerbation of chronic obstructive pulmonary disease.

    • ARTIGO ORIGINAL
    • Comparação entre a azitromicina e a amoxicilina no tratamento da exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica
    • Mara Rúbia Andre-Alves I ; José Roberto Jardim II ; Rodney Frare e Silva III ; Elie Fiss IV ; Denison Noronha Freire V ; Paulo José Zimermann Teixeira VI
    • I Professora Adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS – Porto Alegre (RS) Brasil
    • II Professor Associado de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São Paulo (SP) Brasil
    • III Professor Adjunto de Pneumologia do Departmento de Clínica Médica da Universidade Federal do Paraná – UFPR – Curitiba (PR) Brasil
    • IV Professor Titular de Pneumologia da Faculdade de Medicina do ABC – FMABC – Santo André (SP) Brasil
    • V Professor Adjunto de Pneumologia do Departmento de Clínica Médica do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina – UEL – Londrina (PR) Brasil
    • VI Pneumologista do Pavilhão Pereira Filho da Santa Casa de Porto Alegre – Porto Alegre (RS) Brasil
    • RESUMO
    • OBJETIVO: Comparar a eficácia, segurança e tolerabilidade da azitromicina e da amoxicilina no tratamento de pacientes com quadro clínico de exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica.

    MÉTODOS: Seis centros brasileiros incluíram 109 pacientes com idades entre 33 e 82 anos. Desses pacientes, 102 foram randomizados para receber azitromicina (500 mg por dia por três dias, n = 49) ou amoxicilina (500 mg a cada oito horas por dez dias, n = 53).

    Os pacientes foram avaliados no início do estudo, após dez dias e depois de um mês. A avaliação clínica, de acordo com os sinais e sintomas presentes após dez dias e após um mês, consistiu na classificação dos casos nas categorias cura, melhora ou falha terapêutica. A avaliação microbiológica foi feita pela cultura de amostras de escarro consideradas adequadas após contagem de leucócitos e coloração de Gram.

    Avaliações secundárias de eficácia foram feitas com relação aos sintomas (tosse, dispnéia e expectoração) e à função pulmonar. RESULTADOS: Não houve diferenças entre as proporções de casos classificados como cura ou melhora entre os grupos tratados com a azitromicina ou a amoxicilina.

    1. CONCLUSÃO: A azitromicina tem eficácia e tolerabilidade semelhantes às da amoxicilina para o tratamento da exacerbação aguda da Doença pulmonar obstrutiva crônica.
    2. Descritores: Amoxicilina/uso terapeutico; Azitromicina/uso terapêutico; Bronquite crônica/quimioterapia; Doença pulmonar obstrutiva crônica/qumioterapia; Estudo comparativo.
    3. Introdução

    A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição causada por limitação progressiva ao fluxo aéreo que não é totalmente reversível. (1) A grande maioria dos casos ocorre em pacientes que foram ou são fumantes, sendo a DPOC caracterizada por um declínio acelerado do volume expiratório forçado no primeiro segundo.

    (2) A DPOC apresenta um espectro de alterações patológicas e manifestações clínicas. Dentro desse espectro, define-se a bronquite crônica como a presença de tosse produtiva por pelo menos três meses, em dois anos consecutivos. (3) A bronquite crônica caracteriza-se por obstrução de vias aéreas de pequeno calibre e produção aumentada de muco.

    Muitos pacientes com bronquite crônica também apresentam graus variados de enfisema, caracterizado pela destruição de espaços aéreos e perda da elasticidade pulmonar. (3) Assim, é por vezes difícil discernir a contribuição desses dois processos patológicos, bronquite crônica e enfisema, para as manifestações clínicas num paciente individualmente.

    Embora ainda não seja bem conhecida a epidemiologia da DPOC no Brasil, um estudo de base populacional conduzido na área metropolitana da Cidade de São Paulo demonstrou que cerca de 15,8% dos indivíduos com mais de 40 anos de idade preenchem critérios para DPOC. (5) Além disso, a DPOC foi a quarta maior causa de internação hospitalar no Brasil em 2002.

    (6) Pacientes com DPOC apresentam episódios freqüentes de exacerbação infecciosa. Durante esses episódios, ocorre piora rápida da função pulmonar, piora da obstrução das vias aéreas e produção ainda maior de muco. Estima-se que os pacientes com DPOC tenham, em média, até três episódios anuais de exacerbação infecciosa.

    1. 4) Embora a exacerbação tenha causa multifatorial a infecção é a principal, sendo responsável por 50 a 80% dos casos.
    2. 4,6,7) Entre essas infecções, as mais freqüentes são as bacterianas, sendo os patógenos mais comumente encontrados Haemophilus influenzae, Moraxella catarrhalis e Streptococcus pneumoniae,

    (6) Em comparação com placebo, o tratamento com antibióticos é considerado eficaz, encurtando o período de duração da exacerbação infecciosa. (8,9) Assim, pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC freqüentemente necessitam de tratamento com antibióticos de amplo espectro, que sejam ativos por via oral e que possam ser administrados de forma racional com segurança e expectativa de eficácia na maior parte dos casos.

    • Diversas classes de antibióticos atualmente disponíveis se prestam a essa finalidade.
    • O presente estudo teve por objetivo comparar a eficácia, segurança e tolerabilidade de dois antibióticos orais, a azitromicina e a amoxicilina, no tratamento ambulatorial de pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC.

    Métodos Os pacientes candidatos ao estudo tinham idade entre 30 e 70 anos e diagnóstico clínico de exacerbação infecciosa da DPOC. O diagnóstico foi feito diante da presença de dois dos seguintes critérios: tosse aumentada, expectoração aumentada ou piora da dispnéia.

    Os pacientes deveriam estar em tratamento ambulatorial e apresentar radiografia simples de tórax, realizada nas 48 h precedentes à inclusão no estudo, que excluísse a presença de pneumonia. Pacientes do sexo feminino não poderiam estar amamentando, grávidas ou planejando engravidar durante o estudo ou até um mês após seu término.

    Além disso, mulheres em idade fértil deveriam praticar método contraceptivo eficaz. Foram definidos como critérios de exclusão: a hipersensibilidade conhecida à azitromicina ou à amoxicilina; o tratamento com antibióticos sistêmicos num período de catorze dias antes da inclusão no estudo; a previsão de uso de antibiótico para outra condição clínica ou de uso de alopurinol, probenecida, digoxina, varfarina ou ergotamina durante o estudo; história conhecida de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, bronquite aguda ou bronquiectasia, suspeita de abscesso pulmonar ou empiema, ou a história ou suspeita de tuberculose ativa, fibrose cística ou câncer primário ou metastático para o pulmão; a presença de qualquer condição clínica ou psicológica que, a critério do investigador, devesse impedir o paciente de participar do estudo; o histórico de abuso de álcool ou drogas; o tratamento com medicamentos imunossupressores, incluindo doses de corticosteróides superiores ao equivalente a 10 mg/dia de prednisona; a presença de qualquer uma das alterações laboratoriais contagem de leucócitos inferior a 2.500/mm 3, contagem de neutrófilos inferior a 1.000/mm 3 ou elevação de transaminases acima de duas vezes o limite superior do normal, ou de fosfatase alcalina ou bilirrubinas acima de 1,5 vezes o limite superior do normal; a doação de sangue durante ou por até um mês após a conclusão do estudo; e a participação em estudos clínicos, inclusive neste, no período de um mês antes da inclusão no presente estudo.

    • Todos os pacientes incluídos no estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.
    • O protocolo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa de cada um dos seis centros participantes do estudo, que foi conduzido segundo os princípios éticos da Declaração de Helsinque, as normas de Boas Práticas de Pesquisa Clínica e as resoluções federais referentes à pesquisa clínica no Brasil.

    Os pacientes candidatos ao estudo foram avaliados numa consulta inicial, durante a qual foram interrogados a cerca da história clínica e submetidos ao exame físico completos, e na qual foram solicitados exames laboratoriais, radiografia simples de tórax, espirometria e exame microbiológico de escarro purulento expectorado recentemente.

    A avaliação do escarro foi feita por coloração de Gram e cultura de amostras consideradas adequadas, definidas como aquelas em que havia mais que 25 leucócitos e menos de dez células epiteliais escamosas por campo observado através de lente ótica de pequeno aumento (100 x). (10) Os pacientes foram então aleatoriamente designados para tratamento com azitromicina, 500 mg por via oral por dia, por três dias consecutivos, ou amoxicilina, 500 mg por via oral a cada oito horas, por dez dias consecutivos.

    Depois de dez dias, os pacientes compareceram à segunda consulta e foram reavaliados por meio de história, exame de sinais vitais, espirometria e exame microbiológico de escarro. A terceira e última consulta foi realizada cerca de um mês após o início do tratamento e incluiu os mesmos procedimentos da segunda consulta.

    Todo medicamento usado durante o estudo deveria ser informado pelos pacientes, e as quantidades de azitromicina e amoxicilina utilizadas pelos pacientes foram contabilizadas para avaliar a adesão ao tratamento. Para efeito das avaliações de eficácia e segurança, foram consideradas duas amostras de pacientes.

    A avaliação de segurança foi feita na amostra de pacientes com intenção de tratamento (ITT, do inglês intention to treat ), formada por todos os pacientes que tomaram pelo menos uma dose de um dos medicamentos do estudo. A amostra de pacientes avaliáveis por protocolo (amostra PP) foi constituída pelos pacientes que tomaram quantidade adequada dos medicamentos, definida como entre 80 e 100% do total de comprimidos que haviam sido prescritos, e que não violaram o protocolo por quaisquer motivos.

    A resposta clínica dos pacientes foi classificada, na segunda e na terceira consulta, como cura, melhora ou falha. A cura foi definida como a resolução dos sinais e sintomas de exacerbação aguda, com volta dos mesmos ao padrão habitual de cada paciente. A melhora foi definida pelo desaparecimento da febre, quando presente, e da resolução incompleta dos outros sinais ou sintomas, sem a necessidade adicional de outros antibióticos.

    A falha foi definida como a ausência de resolução dos sinais ou sintomas ou a necessidade de uso adicional de antibióticos. A avaliação primária da eficácia terapêutica foi dada pela proporção de pacientes que apresentou cura ou melhora. Os parâmetros secundários de eficácia foram as avaliações de sinais e sintomas e os resultados das análises microbiológicas.

    • Foram registrados todos os eventos adversos relatados pelos pacientes ou observados pelos investigadores ao longo do estudo.
    • Também foi analisada a incidência de eventos adversos sérios, definidos como quaisquer ocorrências que resultassem em morte, hospitalização ou prolongamento de hospitalização, incapacidade persistente, ou significativa, ou eventos que colocassem a vida do paciente em risco.

    Foram avaliados os casos de interrupção do tratamento devida à sua ineficácia ou a eventos adversos a ele relacionados. As variáveis demográficas e características basais dos pacientes foram comparadas por meio do cálculo de medidas descritivas e teste de análise de variância (ANOVA), no caso de variáveis quantitativas, e pelos testes do qui-quadrado ou exato de Fisher, conforme o caso, para as variáveis qualitativas.

    As diferenças entre as proporções de pacientes com cura ou melhora em cada grupo foram comparadas por testes de proporção e seus respectivos intervalos de confiança de 95%. Na avaliação microbiológica, foi aplicada a mesma técnica estatística. Os resultados dos testes de função pulmonar foram analisados pela técnica de ANOVA para medidas repetidas.

    As análises estatísticas foram feitas com auxílio do sistema SAS ( Statistical Analysis System, Cary, North Carolina). Todos os testes de hipóteses foram bicaudais, e o nível de significância considerado foi de 5%. Resultados Dos 109 pacientes incluídos no estudo, 102 tomaram pelo menos uma dose de um dos antibióticos e constituíram a amostra com intenção de tratamento.

    1. Destes 102 pacientes, 19 tiveram seu tratamento interrompido pelos seguintes motivos: eventos adversos (n = 11), falta de eficácia terapêutica (n = 4), retirada de consentimento informado (n = 2), e violação de protocolo (n = 2).
    2. Assim, 83 pacientes completaram o estudo, tendo 41 deles sido tratados com azitromicina, e 42 com amoxicilina.

    A mediana da idade dos 102 participantes do estudo foi de 60 anos (intervalo de 33 a 82), e 59 pacientes eram do sexo masculino (58%). Estas e outras características demográficas e clínicas são mostradas na, Não houve diferenças significativas entre essas características, quando foram comparados os pacientes randomizados para os dois grupos.

    • Após dez dias de tratamento, 97 pacientes eram avaliáveis quanto à resposta clínica.
    • Dos 5 pacientes na amostra com intenção de tratamento que não foram avaliáveis, 2 haviam sido tratados com azitromicina, e 3 com amoxicilina.
    • Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos quando foram comparadas as proporções de pacientes com cura ou melhora.

    Conforme mostra a, essas proporções foram de 85% no grupo tratado com azitromicina, e de 78% no grupo tratado com amoxicilina (p = 0,368). Um mês após o término do tratamento, foi possível avaliar a resposta clínica em 96 casos. Dos 6 pacientes não avaliáveis, 3 haviam recebido azitromicina, e 3 haviam recebido amoxicilina.

    Mais uma vez, não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos quando foram comparadas as proporções de pacientes com cura ou melhora. Estas proporções foram de 83% e 78% nos grupos tratados com azitromicina e amoxicilina, respectivamente (p = 0,571). Resultados semelhantes foram encontrados quando a análise de eficácia foi realizada na população de pacientes avaliáveis por protocolo (dados não mostrados).

    A resposta microbiológica pôde ser avaliada após dez dias em 97 pacientes, e após um mês em 86 pacientes. Os patógenos mais freqüentemente isolados em culturas, independentemente da fase do tratamento, foram bactérias dos gêneros Moraxella catharralis, Streptococcus alfa hemolítico, Haemophilus influenzae, Pseudomonas aeruginosa e Klebsiella pneumoniae ().

    Não houve diferenças entre os dois grupos, quando foram comparadas as diversas categorias de respostas microbiológicas (dados não mostrados). Da mesma forma, também não houve diferenças quando foram avaliados os sintomas tosse, expectoração e dispnéia () ou a função pulmonar dos pacientes nos dois grupos depois de dez dias ou depois de um mês após o início do tratamento ().

    No grupo tratado com azitromicina, 96% dos pacientes tomaram as três doses do medicamento prescrito. No grupo tratado com amoxicilina, 92% dos pacientes tomaram pelo menos 90% dos comprimidos prescritos. Trinta e três pacientes tratados com azitromicina tiveram pelo menos um evento adverso, e 27 pacientes tratados com amoxicilina tiveram pelo menos um evento adverso.

    • Os principais eventos adversos atribuídos ao tratamento foram de natureza gastrintestinal (náusea, dor epigástrica e diarréia).
    • Esses eventos ocorreram em 5 pacientes tratados com azitromicina e em 9 tratados com amoxicilina.
    • Cinco pacientes tratados com azitromicina e 2 tratados com amoxicilina apresentaram eventos adversos considerados sérios segundo o protocolo.

    Esses eventos foram piora do quadro respiratório e do broncoespasmo em 4 pacientes, 1 caso de crise convulsiva e 1 de fratura vertebral. Nenhum desses eventos foi considerado como secundário ao uso dos antibióticos do estudo. Discussão O presente estudo demonstrou que a azitromicina e a amoxicilina produzem resultados comparáveis, em termos de eficácia e tolerabilidade, em pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC.

    A taxa de resposta clínica, definida como a proporção de pacientes que atingiu cura ou melhora dos sinais e sintomas do quadro de exacerbação infecciosa, foi semelhante nos dois grupos e comparável aos resultados obtidos em outros estudos com delineamento semelhante. Da mesma forma, não houve diferenças significativas em outros parâmetros de eficácia ou na toxicidade atribuída ao tratamento.

    Diversos fatores devem ser considerados na escolha de um antibiótico para tratar pacientes com exacerbação infecciosa da DPOC. (11) Entre esses fatores, destacam-se o espectro de ação, a taxa esperada de resistência bacteriana, a conveniência posológica e a penetração adequada em secreções respiratórias.

    Diversos antibióticos usados no tratamento da exacerbação infecciosa da DPOC reúnem várias destas características. A azitromicina é um antibiótico macrolídeo com amplo espectro de ação, incluindo os patógenos mais comumente encontrados em infecções respiratórias comunitárias. (12) Num estudo internacional, em que foram comparadas taxas de resistência in vitro de patógenos respiratórios a diversos antibióticos, os resultados de amostras oriundas do Brasil revelaram que S.

    pneumoniae e H. influenzae apresentam, respectivamente, 95% e 100% de sensibilidade à azitromicina. (13) A administração da azitromicina por três dias garante níveis adequados do antibiótico por até dez dias. Esta propriedade farmacocinética torna a azitromicina um antibiótico com posologia bastante satisfatória.

    Além disso, a azitromicina apresenta excelente penetração em secreções respiratórias. (14) Outros estudos randomizados compararam a azitromicina e a amoxicilina no tratamento de pacientes com exacerbação aguda de bronquite crônica. Em alguns estudos a amoxicilina foi administrada em associação com o ácido clavulânico, um inibidor de algumas das beta-lactamases produzidas por patógenos respiratórios.

    Uma metanálise de catorze estudos randomizados que compararam azitromicina e amoxicilina mostrou que a azitromicina apresenta eficácia comparável à da amoxicilina, esta última com ou sem o ácido clavulânico, mas com menor incidência de eventos adversos.

    15) Quando comparada a antibióticos de outras classes, a eficácia da azitromicina foi considerada equivalente à da moxifloxacina, (16) da levofloxacina (17) e da pivampicilina. (18) Em comparação com outros macrolídeos, a azitromicina também foi considerada equivalente à roxitromicina, (19) à claritromicina (20) e à diritromicina.

    See also:  Qual A DiferenA Entre Atividade FíSica E ExercíCio FíSico?

    (21, 22) Diante da eficácia comparável entre os diversos antibióticos empregados no tratamento da exacerbação aguda da bronquite crônica, é de interesse avaliar qual das drogas empregadas estaria associada a um perfil farmacoeconômico mais satisfatório.

    • Num estudo latino-americano, estimou-se que os antibióticos respondem por apenas 19,7% do custo direto do tratamento da exacerbação infecciosa.
    • 23) Apesar deste percentual relativamente baixo, em comparação com o custo global do tratamento, é possível que existam antibióticos com relações de custo-efetividade mais favoráveis.

    Em outras palavras, é possível que uma eventual diferença de custos entre diferentes antibióticos seja minimizada, ou mesmo invertida, quando são levados em conta outros custos associados ao tratamento, como sua eficácia e sua toxicidade. Nesse sentido, existem poucos estudos com resultados aplicáveis em grande escala.

    (24) Num estudo retrospectivo, o uso de antibióticos de terceira geração (azitromicina, ciprofloxacina e amoxicilina/ácido clavulânico) esteve associado a menores taxas de falha terapêutica e internação, maior intervalo entre episódios de exacerbação e tendência a menor custo global do tratamento, em comparação com drogas de primeira geração (amoxicilina, sulfametoxazol/trimetoprima, eritromicina e tetraciclina).

    (25) Os resultados do presente estudo confirmam a eficácia e a tolerabilidade da azitromicina para o tratamento ambulatorial de episódios de exacerbação infecciosa da DPOC. Nessa situação, pode-se esperar que o tratamento com azitromicina promova cura ou melhora clínica na grande maioria dos pacientes, com perfil de toxicidade e custo aceitáveis.

    • 1 Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Associação Médica Brasileira. Conselho Federal de Medicina. Projeto Diretrizes. Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, 30 de julho de 2001, São Paulo., Disponível em: http://www.amb.org.br/projeto_diretrizes/100_diretrizes/Doencapu.pdf
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  • Endereço para correspondência: Dra. Mara Rúbia André-Alves Rua Ramiro Barcelos, 1.056, Conj.704 CEP 90035-002, Porto Alegre, RS, Brasil
  • *
    • Publicação nesta coleção 01 Jun 2007
    • Data do Fascículo Fev 2007
    • Aceito 12 Abr 2006
    • Recebido 28 Jun 2005

    : Comparação entre a azitromicina e a amoxicilina no tratamento da exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica

    Qual é o melhor horário para tomar azitromicina?

    Como se usa. doses em termos de azitromicina. tomar o medicamento 1 hora antes ou 2 horas após as refeições.500 mg, 1 vez por dia, durante 3 dias.

    Quem não pode tomar azitromicina?

    Quais as contraindicações do Azitromicina? – Azitromicina Di-Hidratada é contraindicado a indivíduos com hipersensibilidade à Azitromicina Di-Hidratada, eritromicina, a qualquer antibiótico macrolídeo, cetolídeo ou a qualquer componente da fórmula.

    Como saber se a azitromicina tá fazendo efeito?

    Conheça as apresentações disponíveis – Zitromax® é a marca de referência da azitromicina. Mas você também pode encontrar as versões genéricas. Confira as apresentações disponíveis:

    Comprimido – 500 mg e 1000 mgComprimido revestido – 500 mgCápsula – 250 mgSuspensão oral – 600 m, 900 mg, 1500 mgSolução injetável – 500 mg

    Em geral, o remédio começa a fazer efeito já a partir de 2 a 3 horas de seu uso. A depender da gravidade ou do tipo da infecção, o médico deverá indicar a dose e o tempo necessários para o tratamento, que pode durar de 3 a 10 dias. Evite automedicar-se e jamais abandone o tratamento antes do tempo determinado. Isso também leva à resistência bacteriana.

    Porque azitromicina da dor de barriga?

    Diarréia Associada ao Antibiótico – Nosso corpo é naturalmente habitado por uma grande gama de bactérias. Muitas delas são consideradas inofensivas e até benéficas para o organismo, já que podem ajudar na digestão dos alimentos por exemplo. Com o uso de antibióticos, a flora intestinal tende a se desequilibrar, uma vez que o medicamento funciona para eliminar qualquer tipo de bactéria, inclusive as benéficas ao nosso corpo.

    Intoxicação Alimentar No Verão – Como Se Proteger

    Como eu sei que o antibiótico está fazendo efeito?

    Antibiótico: para que serve, tipos e quanto tempo tomar Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro (1979). Atualmente, é Diretor da Sociedade Brasileira de. i Escrito por Redação MinhaVida Redatora de saúde e bem-estar, com foco na produção de reportagens sobre saúde mental e qualidade de vida. Os antibióticos são medicamentos e compostos naturais ou sintéticos utilizados para tratar infecções bacterianas,

    Ou seja, este tipo de medicamento é ineficaz contra infecções virais, fúngicas e demais infecções. Os antibióticos destroem ou detêm a reprodução de bactérias, tornando mais fácil para as defesas do organismo eliminarem os microrganismos causadores de um determinado processo infeccioso. Os antibióticos podem ser classificados de acordo com sua função: bactericidas, quando causam a morte da bactéria; ou bacteriostáticos, quando promovem a inibição do crescimento microbiano.

    Os antibióticos são divididos em grupos e classes segundo a sua estrutura química de base. Assim, cada antibiótico é eficaz apenas contra determinadas bactérias, Para escolher o tratamento mais adequado, os médicos calculam qual é a bactéria causadora da infecção.

    Por vezes, é necessário um exame laboratorial que identifique a bactéria que está causando a infecção, feito através de amostras de sangue, ou de tecido coletado. Entretanto, não existe uma fórmula definida, afinal cada paciente possui suas próprias peculiaridades, que o médico terá de analisar. Os antibióticos podem ser separados por: Lactâmicos : são a primeira classe de derivados de produtos naturais utilizados no tratamento de infecções bacterianas.

    Este grupo contém os agentes mais comumente utilizados. São medicamentos de amplo espectro de atividade antibacteriana, eficácia clínica e excelente perfil de segurança. Exemplos: penicilinas, cefalosporinas, carbapeninas, oxapeninas e monobactamas. Tetraciclinas: são antibióticos bacteriostáticos, ou seja, que inibem o crescimento bacteriano, de amplo espectro e bastante eficazes frente a diversas bactérias aeróbicas e anaeróbicas.

    • Seu uso não é recomendado em crianças e mulheres grávidas, uma vez que podem danificar dentes e ossos em formação.
    • Houve aumento de resistência de bactérias frente às tetraciclinas, por isso, seu uso tem diminuído.
    • Exemplos: clortetraciclina e tigeciclina.
    • Aminoglicosídeos: o uso contínuo de antibióticos aminoglicosídeos deve ser controlado, devido aos efeitos tóxicos no ouvido e nos rins, pois podem causar diminuição da função renal.

    São medicamentos mais efetivos contra bactérias Gram-negativo aeróbicas. Além disso, são de uso injetável. Exemplo: estreptomicina. Macrolídeos: os macrolídeos são agentes bacteriostáticos, que são usados em infecções respiratórias como, exacerbação bacteriana aguda de bronquite crônica, aguda, média, tonsilites e,

    A eritromicina, um antibiótico macrolídeo, é segura para uso clínico e pode ser utilizada em crianças. Entretanto, pode provocar efeitos colaterais como influência na motilidade gastrointestinal, ações pró-arrítmicas e inibição do metabolismo de fármacos. Outros compostos do grupo possuem menos efeitos colaterais.

    Exemplos: eritromicina, roxitromicina, claritromicina e azitromicina. Glicopeptídeos: este grupo tem sido utilizado para tratar infecções por bactérias Gram-positivo com resistência a diversos antibióticos. O desenvolvimento de resistência à esta classe é mais lento, porém, algumas bactérias hospitalares já se apresentam resistentes.

    • Exemplos: vancomicina e teicoplanina.
    • Lipodepsipeptídeos: esta classe de antibióticos é utilizada para tratamento de infecções por bactérias Gram-positivo.
    • Seu mecanismo de ação envolve desorganização de múltiplas funções da membrana celular bacteriana.
    • Exemplo: daptomicina.
    • Estreptograminas: são antibióticos de uso oral e intravenoso, que combatem bactérias Gram-positivo.

    Exemplo: pritinamicina, quinupristina e dalfopristina. Lincosamidas: possuem propriedades antibacterianas semelhantes aos macrolídeos e agem pelo mesmo mecanismo de ação. São geralmente de uso oral, escolhido para o tratamento de infecções periféricas causadas por bactérias resistentes à penicilina.

    • Também pode ser usado topicamente para tratamento de,
    • Exemplo: lincomicina e seu derivado semi-sintético clindamicina.
    • Entre outros: Cloranfenicol e Rifamicinas (utilizado no tratamento para ).
    • Sulfonamidas: as sulfonamidas são também conhecidas como sulfas e são agentes bacteriostáticos.
    • Foram utilizadas para tratamento de pacientes com infecções no trato urinário e também em portadores do vírus que apresentam infecções bacterianas.

    Exemplos: sulfametoxazol e trimetoprim. Quinolonas e fluoroquinolonas : estes fármacos são comumente utilizados para tratamentos de infecções do trato urinário e contra bactérias resistentes a outros antibióticos comuns. O derivado ciprofloxacina, por exemplo, atua em infecções do trato urinário, respiratório e gastrointestinal, além de infecções de pele, ossos e articulações.

    Exemplos: enoxacina e ciprofloxacina. Oxazolidinonas: trata-se de um agente bacteriostático que apresenta um amplo espectro de ação frente a bactérias resistentes a outros antibióticos. A linezolida apresenta boa atividade contra bactérias Gram-positivo, pode ser administrada por via oral, porém, apresenta efeitos colaterais.

    Exemplo: linezolida. Quando o antibiótico é indicado? O antibiótico só pode ser usado por indicação médica, Após realizar uma avaliação do paciente, o especialista pode ou não recomendar o medicamento para o tratamento de uma infecção. Assim, os antibióticos são vendidos apenas mediante apresentação de receita médica,

    Em quanto tempo o antibiótico começa a fazer efeito? A farmacêutica Heloisa Olivan explica que existem alguns fatores que influenciam na ação do remédio, como o tipo de antibiótico (bactericida ou bacteriostático), as características pessoais de quem está fazendo uso dele, o tipo de bactéria e seu perfil de resistência, o local da infecção, a via de administração, entre outros.

    Portanto, o tempo para efeito dos antibióticos é variável, pois considera quando ele começa a agir contra as bactérias e quanto tempo demora para o paciente sentir o alívio. Em geral, o medicamento que atua inibindo a proliferação bacteriana começa a atuar no organismo cerca de 30 minutos após a sua ingestão,

    1. Porém uma regressão significativa dos sintomas é notada pelos pacientes apenas 48 horas após o início do tratamento.
    2. O intuito do tratamento é acabar com as bactérias no corpo, por isso, é importante seguir as recomendações médicas quanto ao tempo de uso da medicação.
    3. Inclusive, o processo de eliminação total da bactéria pode levar alguns dias após o desaparecimento dos sintomas.

    Utilizar o antibiótico «até o fim» implica fazer o tratamento completo recomendado pelo médico, seja ele de 7 dias, 14 dias ou o tempo indicado. Alguns pacientes, no entanto, acabam interrompendo o trat amento quando sentem o alívio dos sintomas e isso pode ter consequências graves,

    O desaparecimento dos sinais apenas significa que não há quantidade de bactérias presentes suficiente para provocar sintomas. Mas, existe ainda uma porção de bactérias que precisam ser eliminadas, Assim, a interrupção precoce do tratamento pode provocar uma reincidência da infecção e a bactéria pode criar maior resistência aos efeitos farmacológicos daquele antibiótico, tornando-o ineficaz.

    É preciso ficar atento ao horário de tomar a medicação. Como existe uma meia vida para cada antibiótico (tempo para que sua concentração no sangue caia pela metade), é necessário manter os mesmos horários sempre, a fim de evitar que diminua a concentração do remédio no sangue e que a bactéria ganhe resistência.

    A dose do antibiótico que foi esquecida deve ser tomada assim que possível, mantendo as demais doses nos horários anteriormente marcados. Mas, tente manter-se nos horários estabelecidos. Pois o intervalo entre as doses leva em conta a meia vida do antibiótico e o tempo para eliminar as bactérias do organismo.

    Assim, uma dose ingerida antes do horário estabelecido pode causar intoxicação ou pode não ser absorvida, E quando o paciente esquece de tomar, pode sofrer com a volta dos sintomas ou as bactérias podem ter chance de se reproduzir novamente. Não se automedique: antibióticos só devem ser utilizados sob orientação médica para o tratamento de infecção bacterianas.

    1. A avaliação clínica e os exames laboratoriais são as ferramentas mais indicadas para que o profissional escolha qual será o melhor tratamento.
    2. Siga rigorosamente a prescrição médica.
    3. Antibióticos só devem ser usados nas doses prescritas e no prazo determinado pelo médico.
    4. Em geral, as primeiras doses eliminam as bactérias mais frágeis e os sintomas melhoram.

    Por isso, se o tratamento for interrompido, as bactérias mais fortes ganham espaço para continuar se multiplicando e transmitindo a resistência para organismos da mesma geração e das seguintes. Respeite os horários das doses: as doses do antibiótico são calculadas para manter a concentração do medicamento necessária para combater as bactérias e evitar que se tornem resistentes à medicação.

    Encurtar o intervalo entre uma dose e outra não acelera o processo de recuperação – pelo contrário, favorece a resistência das bactérias. Não reutilize antibióticos: descarte os antibióticos com prazo de validade vencido e as sobras de medicamento. Afinal, a quantidade de sobra pode não ser suficiente para outro tratamento e pode ser que uma infecção diferente exija outro medicamento.

    Na dúvida, questione: leia a prescrição e certifique-se de que compreendeu como usar o antibiótico. Nela, devem constar o nome do medicamento, a quantidade, os horários de cada dose e a via de aplicação. Os antibióticos de emergência são medicamentos geralmente injetáveis (intramuscular ou intravenoso) utilizados em pronto socorros, internações hospitalares e unidades de terapia intensiva, com intuito de combater doenças bacterianas graves, como pneumonias complicadas, pielonefrites e (infecções generalizadas).

    • (colites)
    • Vaginites por fungos
    • Alergias em pessoas com hipersensibilidade à substância ou composição de um antibiótico
    • Rubor
    • Náusea e vômito
    • Batimento cardíaco acelerado
    • Aumento da pressão sanguínea.

    Existem antibióticos que são contraindicados para bebês e crianças por causarem eventos adversos nesta faixa etária. Antes de administrar qualquer dose, consulte o pediatra. Além disso, há certos cuidados ao oferecer esses medicamentos para crianças. Um estudo realizado na Inglaterra testou o e descobriu que o excesso de medicamento reduziu a qualidade do efeito da terapia em 30%.

    Por consequência, alguns dos tratamentos foram prolongados e outras crianças tiveram que ser internadas. Os pesquisadores também observaram que a maioria das crianças era medicada com antibiótico para tratar infecções comuns, como, ouvido e, Outra pesquisa encontrou que o risco de uma era muito maior se ela tomou antiácidos ou antibióticos até os primeiros seis meses de vida.

    Acontece que estes remédios podem causar impactos negativos no sistema imunológico. O principal fator para o surgimento de bactérias resistentes aos medicamentos é o mau uso dos antibióticos, Se o paciente encerra o tratamento antes do período estipulado pelo médico, as bactérias presentes no organismo sobrevivem e podem sofrer mudanças estruturais que lhes conferem imunidade ao remédio,

    • Uso indevido de antibiótico, sem necessidade ou por um período diferente do recomendado
    • Falhas no controle de infecções em hospitais e clínicas
    • Capacitação insuficiente de alguns profissionais de saúde para a prescrição correta de antibióticos para os pacientes internados ou nos ambulatórios
    • Falhas nas medidas de prevenção e controle de infecções em hospitais e clínicas, principalmente a higiene das mãos pelos profissionais de saúde
    • Má higiene, como a falta de lavagem de mãos após o uso do banheiro e antes das refeições
    • Ausência da descoberta de novas moléculas pela indústria farmacêutica
    • Excesso de antibióticos em animais destinados à alimentação humana.

    A alta presença dessas bactérias resistentes em ambientes hospitalares tem sido uma grande causa de mortes por infecções, Uma bactéria frequente nestes locais, e que já foi encontrada no Brasil, é a Klebsiella pneumoniae (KCP), principal causadora de infecções na corrente sanguínea, no trato urinário e de pneumonia em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

    • ou
    • Piora do quadro respiratório
    • Taquicardia
    • Em casos mais graves, falência múltipla de órgãos.

    Além disso, o ritmo do aumento da resistência a antibióticos por bactérias tem agravado problemas de saúde pública e ainda pode causar:

    • Mais doenças graves
    • Tratamentos prolongados
    • Hospitalizações mais frequentes e por maior período
    • Mais visitas ao médico
    • Tratamentos mais caros.

    Sim. Uma alergia ao antibiótico pode se manifestar em poucas horas, podendo ser leve, com lesões de pele (vermelhidão), ou mais severa, com edema nos lábios, olhos e até dificuldade para respirar. Antibióticos não engordam, nem emagrecem. Alguns antibióticos realmente podem interferir no efeito do anticoncepcional, inibindo seu efeito.

    • Os antibióticos da classe quinolonas podem atuar na flora intestinal, destruindo bactérias que são responsáveis pela absorção dos hormônios, o que compromete o ciclo do estrógeno vindo do anticoncepcional no corpo feminino.
    • Alguns antibióticos são metabolizados pelo fígado, assim como o álcool, então é melhor evitar o consumo de bebidas alcóolicas durante o tratamento.
    • Apesar de não atrapalhar a eficácia dos antibióticos, pequenas quantidades de álcool podem reduzir sua energia e retardar sua recuperação.
    • Não há registros científicos de que antibióticos possam causar sono no paciente.

    Alguns antibióticos podem interferir na microbiota intestinal e, assim, causar um pouco de diarreia. No entanto, se este sintoma persistir, é importante reportar ao médico e considerar uma mudança no tratamento. Antibióticos são comumente receitados durante a, porém devem ser prescritos com cautela.

    • Penicilinas, incluindo amoxicilina, ampicilina
    • Cefalosporinas, incluindo cefaclor, cefalexina
    • Eritromicina
    • Clindamicina.

    Já antibióticos como tetraciclinas podem trazer riscos à gravidez, como descoloração dos dentes do bebê. Este tipo de medicamento não é recomendado após a 15ª semana de gestação. Manual MSD GUIMARAES, Denise Oliveira; MOMESSO, Luciano da Silva; PUPO, Mônica Tallarico.

    1. Daniel Boczar, clínico geral do Hospital Anchieta
    2. Heloisa Olivan, farmacêutica e bioquímica especialista em desenvolvimento nutracêuticos e cosméticos, Mestre em Ciências Biológicas pela USP e especialista em Estética e Ciências da Pele pelo Instituto de Cosmetologia.
    3. Marcos Antonio Cyrillo, infectologista do Igesp

    SANTOS, Valter Garcia. A importância da orientação farmacêutica às pacientes que fazem uso concomitante de anticoncepcional e antibiótico da classe das quinolonas. Revista Ceciliana Jun 4(1): 86-89, 2012. Disponível em, Acesso em 20 de abril de 2020. : Antibiótico: para que serve, tipos e quanto tempo tomar

    Pode tomar azitromicina para inflamação?

    Este medicamento é indicado no tratamento de complicações causadas por alergias à azitromicina ; em trato respiratório inferior (brônquios e pulmões) e superior (nariz, faringe, laringe e traqueia), incluindo sinusite (infecção nos seios da face), faringite ( inflamação da faringe) ou amigdalite ( inflamação das amígdalas

    Quantos dias devo tomar azitromicina para infecção?

    Enquanto outros antibióticos precisam ser tomados por 10 a 14 dias, muitas vezes com posologia de 2 a 3 administrações diárias, o tempo máximo de azitromicina habitualmente prescrito é de 5 dias, com apenas uma dose diária.

    Pode tomar azitromicina no lugar de amoxicilina?

    A escolha desses três antibióticos residiu no fato de que a amoxicilina (e amoxicilina-clavulanato) tem indicações semelhantes às da azitromicina (tratamento de infecções de vias aéreas) e não tem efeitos cardíacos.