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As Duas Imagens SO ProduçõEs Que Tem A CerâMica Como MatéRia-Prima?

Como Matéria-prima A obra estrutura vertical dupla se distingue da urna funerária Marajoara ao?

As duas imagens são produções que têm a cerâmica como matéria-prima. A obra Estrutura vertical dupla se distingue da urna funerária marajoara ao –

evidenciar a simetria na disposição das peças. materializar a técnica sem função utilitária. abandonar a regularidade na composição. anular possibilidades de leituras afetivas. integrar o suporte em sua constituição.

Por que a cerâmica marajoara pode ser considerada arte utilitária?

Isso porque, segundo pesquisas, os moradores da região tinham conhecimentos relevantes sobre agricultura. Além disso, eles eram extremamente criativos e habilidosos. Afinal, de acordo com estudos, eles construíam suas casas de modo engenhoso, escolhendo lugares certeiros que evitavam qualquer tipo de inundação.

Para que serve uma urna funerária Marajoara?

AS URNAS MARAJOARA As urnas dessa tradição (Figuras 1 e 2) consideram, para além de sua utilidade, um planejamento prévio em sua produção visto que demonstram uma preocupação estética, construindo uma identidade própria a partir do gesto e do fazer cerâmico.

Qual a origem da cerâmica?

A ORIGEM DA CERÂMICA Introdução Coeva do fogo, a cerâmica — do grego «kéramos», ou «terra queimada» – é um material de imensa resistência, sendo frequentemente encontrado em escavações arqueológicas. Assim, a cerâmica vem acompanhando a história do homem, deixando pistas sobre civilizações e culturas que existiram há milhares de anos antes da Era Cristã.

  • Hoje, além de sua utilização como matéria-prima de diversos instrumentos domésticos, da construção civil e como material plástico nas mãos dos artistas, a cerâmica é também utilizada na tecnologia de ponta, mais especificamente na fabricação de componentes de foguetes espaciais, justamente devido a sua durabilidade.
  • A origem da cerâmica
  • «O primeiro artesão foi Deus que, depois de criar o mundo, pegou o barro e fez Adão.» (ditado popular paraibano)

Estudiosos confirmam ser, realmente, a cerâmica a mais antiga das indústrias. Ela nasceu no momento em que o homem começou a utilizar-se do barro endurecido pelo fogo. Desse processo de endurecimento, obtido casualmente, multiplicou-se. A cerâmica passou a substituir a pedra trabalhada, a madeira e mesmo as vasilhas (utensílios domésticos) feitas de frutos como o coco ou a casca de certas cucurbitácias (porongas, cabaças e catutos),

  • As primeiras cerâmicas que se tem notícia são da Pré-História: vasos de barro, sem asa, que tinham cor de argila natural ou eram enegrecidas por óxidos de ferro.
  • Nesse estágio de evolução ficou a maioria dos índios brasileiros.
  • A tradição ceramista — ao contrário da renda de bilros e outras práticas artesanais — não chegou com os portugueses ou veio na bagagem cultural dos escravos.

Os índios aborígines já tinham firmado a cultura do trabalho em barro quando Cabral aqui aportou. Por isso, os colonizadores portugueses, instalando as primeiras olarias nada de novo trouxeram; mas estruturam e concentraram a mão-de-obra. O rudimentar processo aborígine, no entanto, sofreu modificações com as instalações de olarias nos colégios, engenhos e fazendas jesuíticas, onde se produzia além de tijolos e telhas, também louça de barro para consumo diário.

A introdução de uso do torno e das rodadeiras parece ser a mais importante dessas influências, que se fixou especialmente na faixa litorânea dos engenhos, nos povoados, nas fazendas, permanecendo nas regiões interioranas as práticas manuais indígenas. Com essa técnica passou a haver maior simetria na forma, acabamento mais perfeito e menor tempo de trabalho.

Quando os populares santeiros, que invadiram Portugal no século XVIII, introduziram a moda dos presépios, surgiu a multidão de bonecos de barro de nossas feiras. Imagens de Cristo, da Virgem, Abades, de santos e de anjos começaram a aparecer. Os artistas viviam à sombra e em função da Igreja ou dos seus motivos.

  1. O mais célebre artista dessa fase foi Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
  2. Pouco a pouco — da mesma forma que aconteceu com o teatro católico medieval que foi transformado no Brasil em espetáculos populares como as pastorinhas, o bumba-meu-boi e os mamulengos — a arte do barro foi se tornando profana.

Ao final, era o seu meio que os artistas começaram a retratar: simplificaram as formas que passaram apresentar, sem nenhum artifício, tipos, bichos, costumes e folguedos. Origem no Brasil No Brasil, a cerâmica tem seus primórdios na Ilha de Marajó. Na segunda metade do Oitocentos, a ciência arqueológica voltou-se para territórios e continentes além de Grécia e Roma; assim, ocorreram escavações na Amazônia, especialmente na ilha de Marajó sendo o centro de Santarém o mais generoso com os pesquisadores.

  1. Os arqueólogos consideraram os vestígios e pretendiam estabelecer as origens dos povos amazonense e várias foram as hipóteses: nômades dos Andes, vindos do Peru fugindo da conquista espanhola ou da América Central, e com maiores possibilidades, das Antilhas.
  2. Outra seria um êxodo começado no Grande Chaco e escavações em Quito têm encontrado provas de que as grandes culturas do Peru e México tiveram origem no Equador.

Essas pesquisas começaram em 1958, quando foi descoberta uma aldeia datável de cerca de 5 mil anos na cidade costeira de Valdívia; e desde então mais aldeias do mesmo período foram descobertas no interior, na direção da Amazônia, com cerâmicas, instrumentos e objetos decorativos revelando um nível insuspeitado de sofisticação.

E nas primeiras descobertas geográficas os europeus encontraram povoados que são descritos com bastante reserva. Mesmo o índio desconhecendo o torno e operando com instrumentos rudimentares, conseguiu criar uma cerâmica de valor, que dá a impressão de superação dos estágios primitivos da Idade da pedra e do bronze.

Foram identificadas várias fases da cerâmica brasileira, que foram divididas em: ▪ Ananatuba: a mais generalizada e provavelmente atribuível às primeiras sedimentações datáveis entre o séc. VII e o X a.C., apresentando uma técnica plenamente desenvolvida, povo dividido em tribos, cada um ocupando uma única maloca e abrigando uma centena de moradores;

  1. ▪ Mangueiras: pertencente ao grupo que sucessivamente prevaleceu sobre o primitivo Ananatuba, sua duração estimada entre o séc. IX e o XII;
  2. ▪ Formiga: outro grupo coevo deste último, mas com a cerâmica mais pobre;
  3. ▪ Aruã :denominação dada por pesquisadores europeus a um grupo que vivia em pequenas ilhas no Amazonas, tudo indicando uma cultura bastante singular, em face do uso de urnas funerárias, um ritual de notável contribuição na determinação de fases;

▪Marajó: é um capítulo à parte. Ela foi elaborada por povos que habitaram a bacia Amazônica do ano 980 A.C. até o séc. XVIII e é arqueológica. Através dela a gente pode observar a evolução, o apogeu e a decadência da cultura de um povo. A riqueza de detalhes, a exuberância das cores, a variedade dos objetos (como fusos, colheres, tangas, bancos, estatuetas e adornos), as técnicas de brunimento (alguns feitos com conchas) foram perdendo qualidade com o tempo.

Os grandes aterros de louçaria e estatuetas encontrados na ilha de Marajó mostram bem esta falência. Hoje, o que existe de cerâmica marajoara pode ser visto no Museu Goeldi, em Belém. Não tem nada haver com as peças que encontram-se nas feiras de artesanato ou nas lojas dos grandes centros que dizem vender peças folclóricas.

Na maioria, esses objetos são industrializados e não passam de tentativas grosseiras de cópias, sem maior significado cultural. Descrição da técnica As artes cerâmicas moldam minerais das entranhas da terra (metais, barro, argila, areia, etc.) dando origem a utensílios, peças ornamentais, urnas funerárias e os mais variados produtos da imaginação do homem.

Ela demanda calma e circunspeção: a argila e os elementos de liga devem ser cuidadosamente escolhidos e o manejo deve ser paciente porque ela oferece tantas possibilidades quanto variações e rupturas após a queima; assim uma peça cerâmica contém além de todos esses ingredientes e cuidados, a apreensão, o suspense e o ardor.

Ela pode ser manufaturada ou industrializada e sua matéria-prima principal é a argila, o caulino, o barro, a pasta, Modelada e cozida ao sol, em fogueiras ou em fornos aquecidos a temperatura conveniente, o produto pode ter cor natural, preto ou em variações que ocorrem do amarelo ao vermelho, podendo ainda, ser revestido de pintura, composta de silicalcalinos ou vernizes à base de chumbo ou estanho, formando um esmalte brilhante e resistente com ricas variações.

Existem diversas argilas nas quais se podem adicionar outros elementos para obter maior plasticidade e coesão e ainda um bom cozimento. As argilas são rochas normalmente de origem sedimentares e provenientes da alteração de rochas silicadas. Os minerais que as constituem são fundamentalmente a caulinite, a ilite ou a montemorilonite.

Do ponto de vista químico, as argilas são aluminosilicatos hidratados apresentando espécies muito variadas de fórmula genérica O3, al quatro, SiO2. H2O. Encontra-se na natureza em estado de relativa pureza ou associadas aos mais diversos materiais, podendo adquirir, neste caso, propriedades e designações específicas.

  • As Margas, por exemplo, são argilas com um elevado teor de calcário.
  • Geologicamente e quanto ao modo de formação das suas jazidas, as argilas classificam-se nos dois seguintes grupos: ▪ Argilas primárias : são as argilas que se mantiveram no seu local de formação.
  • Apresentam-se por vezes associadas a restos da rocha de origem (granitos, gneisses ou feldspatos) com um grão relativamente grosso e em massas de cor branca, devida à pureza do ou dos minerais que a constituem.

Há jazidas de caulino cujo teor em caulinite chega a atingir 98%, ▪ Argilas secundárias : são as argilas que, arrastadas por agentes naturais como a água, o vento ou mesmo os glaciares, se foram depositando longe do seu local de formação. Desse atribulado transporte resultou o seu grão bem mais fino e também a sua mistura com matérias orgânicas, etc.

  • Podem apresentar-se coradas, ou não.
  • São exemplos de argilas secundárias os barros gordos, os barros vermelhos, etc.
  • O caulino é uma argila de pureza considerável, capaz de suportar altas temperaturas e de cozedura, em geral bastante branca.
  • É um componente muito importante ou mesmo fundamental de grande parte das pastas cerâmicas, nomeadamente das porcelanas.

Sendo ele muito friável, não reúne, por si, só as condições necessárias para uma modelagem conveniente, tendo, para isso, que ser misturado com um barro mais plástico (mais gordo). É uma matéria-prima muito abundante em grande parte da faixa costeira portuguesa com numerosos pontos de extração e de grade utilização na indústria cerâmica e ainda na do papel.

Estes fatores, associados ao preço bastante acessível, tornam-no num material relativamente fácil de obter. Por certo, não haverá nenhuma fábrica de cerâmica que consuma caulino que se negue a vender-lhe pequenas quantidades. É um material muito interessante. O barro é uma designação genérica na qual foram agrupadas um sem- número de misturas de argilas com as mais variadas espécies de impurezas.

Os diversos minerais, os óxidos metálicos e as matérias orgânicas, associados às argilas em variadíssimas proporções, fazem com que as variedades de barros sejam inumeráveis e apresentem características muito distintas, quer em cru quer depois de cozidas.

  • Note que na mesma extração é frequente encontrar tipos de barros muito diferentes consoante, por exemplo, a profundidade a que se escava.
  • Os barros podem ser classificados: Segundo à plasticidade em : ▪ BARROS GORDOS – barros excessivamente plásticos, devido à forma, ao arranjo e às pequeníssimas dimensões das partículas que os constituem e por incorporarem percentagens relativamente elevadas de produtos orgânicos.

Apresentam problemas à secagem: elevado índice de retração (encolhem demasiado) tendência para o aparecimento de deformações e de fendas. ▪BARROS MAGROS – barros muito menos plásticos, devido ao maior tamanho das partículas argilosas e à presença, em percentagens mais elevadas, de materiais siliciosos ou até calcários.

  • São mais friáveis e, por isso (mesmo quando devidamente humedecidos e amassados), excessivamente para uma modelação conveniente.
  • Apresentam contudo um melhor comportamento na secagem, nomeadamente no que se refere à resistência a roturas e deformações.
  • Segundo a coloração que adquirem depois de cozidos : ▪ BARROS DE COZEDURA BRANCA – barros não contendo ou contendo pequeníssimas percentagens de óxidos metálicos.

Ficam brancos ou apresentam tonalidades próximas do branco depois de convenientemente cozidos. É corrente designar-se por barro branco qualquer barro que dê cozedura branca mesmo que a sua cor em cru seja outra (freqüentemente cinzento mais ou menos carregado, até quase preto quando húmido.) ▪BARROS DE COZEDURA CORADA – barros contendo percentagens mais ou menos elevadas de óxidos metálicos que lhe conferem colorações características depois de cozidos.

Os mais frequentes na natureza são designados, genericamente, por barro vermelho, sua cor característica, depois de cozido. Sua utilização se dá com a telha, o tijolo e e quase toda a olaria popular e deve-se sobretudo à presença de óxidos de ferro e de manganês. Quando cru, pode apresentar cores que vão desde o cinzento ao esverdeado, ao azulado, ao amarelo-ocre e até a cores muito próximas das que terá depois de cozido.

A pasta é o material já preparado com que vamos produzir as nossas peças de cerâmica. Diríamos que, só excepcionalmente, ela poderá ser constituída por um único tipo de barro. Normalmente ela é constituída, no mínimo, por duas qualidades de barro diferentes, de modo a assegurar à mistura as qualidades que cada um dos barros, por si só, não possui e por produtos que lhe podem ser incorporados com objetivos muito precisos: emagrecedores, corantes, agentes plásticos, refratários, fundentes, etc.

  1. Esta mistura é amassada com água até se obter um material perfeitamente homogêneo, mole e plástico: uma pasta de fato.
  2. A composição das pastas cerâmicas tem que ter em conta fundamentalmente o tipo de objetos que vão ser produzidos e as exigências da técnica usada no seu fabrico.
  3. Assim, uma pasta para modelar pode não ser boa para levantar peças no torno e é óbvio que com uma pasta para tijolo não se podem fazer objetos de porcelana.
See also:  Qual Valor Do Decimo Terceiro?

No caso da indústria, a composição e o controle das pastas é muitas vezes uma tarefa complexa levada a cabo em laboratórios, por técnicos especializados. Por extensão, a designação pasta foi-se aplicando às preparações que nem sequer se apresentam sob a forma de pasta.

Assim, encontram-se pastas líquidas como as barbutinas de enchimento ou as pastas em pó, vendidas em sacos. A pasta pode ser branca ou colorida por natureza; por sua vez porosa ou compacta; no uso com ou sem revestimento. O revestimento pode ser transparente ou opaco, às vezes exaurindo a permeabilidade das pastas (alcalino, quando empregado principalmente pelos ceramistas da antiguidade; silicioso, terroso, estanífero e outros) é aplicado geralmente com verniz, vitrificado ou esmaltado.

As derivações da cerâmica são:

  • Terracota (opaca ou envernizada);
  • Faiança ou prolífera (esmaltada);
  • Grés (que recebe ambos os revestimentos acima citados);
  • Produtos de olaria e de uso caseiro;
  • Porcelana (translúcida, biscuit, vitrificada, caolínica ou dura) ;

A Terracota é mais empregada como tijolos, ladrilhos, ornamentos para arquitetura, vasos de jardins, etc. A Faiança compreende as cerâmicas clássicas, de figuras em preto e vermelho; podem ser citadas a cerâmica mulçumana, a grafita italiana, a maiólica.

A palavra ´faience´ deriva do nome da cidade de Faenza, centro italiano de cerâmica do período renascentista (séc. XV e XVI ), é de origem francesa. Ela designa produto cerâmico em geral, quando de pasta tenra, envernizada ou de esmalte opaco, revestimento dito de ´vernizes estaníferos´ ou ´ esmalte estanífero´.

Outra derivação da cerâmica é a maiólica, possível derivação de Maiorca (ilha do arquipélago das Baleares no Mediterrâneo, e importante centro de comércio medieval. É uma cerâmica geralmente esmaltada em branco, que teve maior desenvolvimento nas cidades peninsulares de Casteldurante, Castelli, Deruta, Forlí, Gubbio, Pesaro, Siena e Urbino.

A porcelana difere da Faiança intimamente. É feita de uma argila especial chamada caulim que tem o quartzo e o feldspato como componentes; e estes lhe confere características genuínas como a sonoridade, a homogeneidade e a translucidez. As mais famosas jazidas de caulim estão na China, Japão e Alemanha – na região de Limoge e Sèvres.

A técnica de fabrico varia em cada região, mas basicamente pode ser considerada uniforme. Uma das variações de técnica interessante é aquela em que se aplica sobre a pasta crua uma cobertura especial a qual, com o calor do cozimento, confere uma qualidade vítrea ao acabamento, são as peças chamadas de cozidas » en blanc «.

  • Marina Paulino Bylaardt ([email protected] )
  • Marcela da Costa Ferreira
  • Xavier Beve ([email protected] )
  • Regeane Lopes de Carvalho
  • Ana Virgínia Cândio
  • Audrey Melgaço Teixeira

Fonte: https://www.eba.ufmg.br/alunos/kurtnavigator/arteartesanato/origem.html : A ORIGEM DA CERÂMICA

Como é produzida a cerâmica?

Chama-se de cerâmica à pedra artificial obtida pela moldagem, secagem e cozimento de argilas ou misturas argilosas. Em alguns casos pode ser suprimida alguma das etapas citadas, mas a matéria prima essencial de uma cerâmica é a argila.

Quais são as duas principais técnicas mais utilizadas na arte marajoara?

ABCERAM | Associação Brasileira de Cerâmica | Entre em Contato: 11 3768-7101 ou 11 3768-4284 | Cerâmica em Revista / Pará / Arte Marajoara SANTIAGO, Emerson. ARTE MARAJOARA. Info Escola Navegando e Aprendendo. Disponível em:, Acesso em 05 de out. de 2020.

É conhecida pelo nome de arte marajoara o conjunto de artefatos, sobretudo a cerâmica, produzida por antigos habitantes da Ilha de Marajó, no Pará. Sua importância reside no fato de ser considerada a mais antiga arte cerâmica do Brasil e uma das mais antigas das Américas. Sua fase mais popular entre o público, e que também é alvo da maioria das pesquisas situa-se no período de 400 a 1400 d.C.

Localizada no estado do Pará, região norte do Brasil, Marajó é a maior ilha fluviomarinha do mundo, cercada pelos rios Amazonas e Tocantins, e pelo Oceano Atlântico. Acredita-se que as fases arqueológicas da ilha do Marajó foram cinco, correspondendo cada uma a diferentes níveis de ocupação e a diferentes culturas instaladas na região (Ananatuba, Mangueiras, Formiga, Marajoara e Aruã).

Assim, a partir do século I, o povo Marajoara, ao lado do vizinho povo Tapajós (que habitava a foz do Amazonas e todo o trecho do Rio Tapajós, responsável pela chamada «arte tapajônica») desenvolve uma agricultura itinerante, com queimadas e derrubadas de árvores. Suas casas eram construídas sob aterros artificiais, e dedicavam-se a confeccionar cerâmicas usando técnicas decorativas coloridas e extremamente complexas, que resultaram em peças requintadas de rara beleza.

Tal produção revela detalhes sobre a vida e os costumes dos antigos povos da Amazônia. Os Marajoaras faziam vasilhas, chocalhos, machados, potes, urnas funerárias, estatuetas, apitos, bonecas para crianças, cachimbos, porta-veneno para as flechas, além de curiosas tangas de cerâmica (um tapa-sexo usado para cobrir as genitália das mulheres), talvez as únicas, não só na América mas em todo o mundo.

A arte marajoara ora caracteriza-se pelo zoomorfismo (representação de animais) ou antropomorfismo (representação do homem ou parte dele), bem como a mistura das duas formas (antropozoomorfismo). Animais como serpentes, lagartos, jacarés, escorpiões, e tartarugas estão estilizados em forma de espirais, triângulos, retângulos, círculos concêntricos, ondas, etc.

em técnicas variadas. Para aumentar a durabilidade do barro agregavam-se outras substâncias-minerais ou vegetais como as cinzas de cascas de árvores e de ossos, pó de pedra e concha, além do cauixi, uma esponja silicosa que recobre a raiz de algumas árvores.

  • A civilização Marajoara não deixou cidades nem obras de arquitetura para a posteridade, mas por outro lado legou uma cerâmica capaz de reconstituir sua história.
  • Louças e outros objetos, como enfeites e peças de decoração dos antigos povos de Marajó são exemplos da riqueza cultural dos ancestrais dos povos nativos da área.

Dado o apelo comercial que a arte marajoara despertou por volta de meados do século XX, hoje em dia muitos dos moradores locais da ilha se dedicam a produzir réplicas de várias peças, especialmente os vasos, vendidos a um bom preço a turistas. Bibliografia: Arte Marajoara/Cerâmica Marajoara.

Onde guardar urna com cinzas humanas?

Manter em um lugar sagrado – A Igreja Católica já não proíbe mais os seus fiéis de optarem pela cremação, no entanto, é proibido que as cinzas sejam lançadas em rios ou ao mar. A recomendação é que as cinzas devem ser mantidas em locais sagrados como nos templos ou em cemitérios.

Quanto pesa uma urna de cinzas?

Capacidade de 90 kg: as urnas de cremação para cinzas adultas seguram confortavelmente os restos mortais de adultos com peso de até 90 kg. Dimensões: 26,7 cm A x 15,24 cm L. Eles também são leves, pesando 2,3 kg, para que possam ser carregados com você.

Quanto pesa uma urna com cinzas?

Uma urna pode ser uma lembrança. Uma presença. Um sentimento. Uma garantia de que, após o fim, continuaremos próximos daqueles que amamos. No Cemitério Ecumênico João XXIII, oferecemos o serviço de cremação, realizado nas nossas Salas de Cerimonial – espaços amplos e contemporâneos, que recebem familiares e amigos com conforto e segurança. Como funciona a cremao:

O velório é realizado em uma Capela do João XXIII. Após o velório, efetuamos o Cerimonial de Cremação, na Sala de Cerimonial específica para esta atividade, momento em que os familiares homenageiam e se despedem do ente querido. Depois, nós realizamos o traslado até nosso crematório próprio e a cremação é realizada. As cinzas são acondicionadas em uma urna, que pesa entre 1kg e 5kg. Por fim, a urna é entregue à família em até 10 dias, em uma cerimônia especial (diferenciada no mercado), realizada no espaço de homenagens de nosso Columbário. A família pode optar, conforme seu interesse, por levar a urna ou acondicioná-la em um nicho, jazigo ou espaço no Columbário.

Requisitos para cremao:

Apresentação da declaração de intenção do/a falecido/a ou autorização de dois familiares. Aguardar 24 horas a partir do óbito declarado. Não haver dúvida da causa da morte nem suspeita de crime. Em caso de epidemias ou calamidades, a cremação poderá ser utilizada por indicação de órgãos sanitários.

MAIS INFORMAES Além disso, contamos com um belíssimo Columbário – uma estrutura pacífica e acolhedora, onde as famílias podem alugar ou adquirir um espaço para guardar as urnas com as cinzas de seus entes queridos e visitá-las quando quiserem. Trata-se de um ambiente exclusivo, desenvolvido para proporcionar um momento de reflexão, homenagem e oração. Infraestrutura e comodidades:

Espaços com fechamento individual em vidro. Acabamento em madeira com iluminação indireta planejada para as homenagens. Sala climatizada. Sofás especiais e área para posicionamento das urnas para homenagens. Três tamanhos: espaço para uma urna, duas urnas ou até quatro urnas. Espaço de 36m². Ambiente climatizado.

Como funciona:

Aluguel de espaço físico para guardar urnas de cinzas. Atualmente disponível nas opções 3 meses, 6 meses, 1 ano, podendo ser renovado. Oferecemos três tamanhos: espaço para uma urna, duas urnas ou até quatro urnas.

MAIS INFORMAES

Qual é a matéria prima usada na cerâmica?

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  • A palavra «cerâmica» é derivada do termo grego, «keramus» com significado » Argila «.
  • O conceito de materiais cerâmico compreende » Os materiais obtidos a partir de composições com argilas, e ou óxidos puros».
  • Pode-se também conceituar como materiais cerâmicos, » os produtos obtidos a partir de silicatos de alumínio hidratados (argilas), endurecidos, sob ação do calor «.
  • Os materiais cerâmicos são polifásicos, contendo elementos metálicos e não metálicos, e suas propriedades dependem de suas estruturas, tendo alta resistência ao cisalhamento e baixa resistência a tração.
  • A Engenharia Química na área de cerâmica se ocupa com a concepção, desenvolvimento, produção, avaliação, e aplicação dos materiais e produtos cerâmicos.
  • Engloba os aspectos científicos tecnológicos relacionados às características físico-químicas dos materiais cerâmicos aplicados ao seu processamento, fabricação, testes e usos como materiais de engenharia.
  • As funções do Engenheiro Químico, na indústria cerâmica, alcançam os seguintes itens:
  • – Projetos de engenharia, concernentes a equipamentos e processos.
  • – Cálculos em projetos e dimensionamentos de equipamentos.
  • – Pesquisa e desenvolvimento.
  • – Produção de materiais ou produtos acabados.
  • – Controle de Qualidade.
  • – Aplicações dos materiais e produtos cerâmicos
  • – Vendas e serviços de assistência técnica.
  • – Gerência e administração de indústrias cerâmicas
  • – Consultoria.
  • Áreas relacionadas com a indústria cerâmica :-
  • Vidros :- vidros planos, fibras e têxteis, placas, vidros óticos, vidros químicos, isolantes vítreos, recipientes, vidros estruturais, suportes em geral.
  • Refratários :- materiais usados em: Altos-fornos, fornos para fabricação de aço, coquerias, recuperadores e regeneradores de calor, fornos para fabrico de vidro, fornos cerâmicos, câmaras de combustão.
  • Abrasivos :- materiais para abrasão e moagem, aplicados em grãos, pós, papéis, tecidos, peças sólidas, cilíndricas, ou de outras formas, ferramentas de corte, etc.
  • Super-refratários :- condições extremas de temperaturas, tais como: câmaras de exaustão de foguetes, fuselagem de foguetes, narizes cônicos para espaçonaves, revestimento de fornos de plasma, etc.
  • Louça e porcelana :- Louça de mesa, materiais sanitários, revestimentos e pisos, porcelana elétrica, porcelana dentária, ladrilhos antiácidos, porcelana artística, porcelana química Cerâmica-eletrônica (eletrocerâmica):- isoladores, dielétricos, ferromagnéticos, piezo elétricos, semicondutores, transistores, termistores, circuitos impressos, lasers, magnéticos, eletrólitos cerâmicos, velas de ignição etc.
  • Cerâmica Nuclear :- Combustíveis nucleares, elementos moderadores, sensores, dosímetros, refletores, barras de controle, materiais de blindagem.
  • Produtos estruturais :- tijolos comuns, tijolos e ladrilhos esmaltados, tijolos anticorrosivos, telhas, manilhas, blocos, etc.
  • Revestimentos cerâmicos :- proteção e ou decoração de materiais metálicos ou não, esmaltes, vidrados, vidro para proteção de equipamentos químicos.
  • Cimentos, cal e gesso,
  • Materiais e equipamentos :- mineração, beneficiamento, projeto, construção, instalação, e operação de maquinas e equipamentos da indústria cerâmica.
  • As principais etapas do processamento cerâmico são:-
  • Preparação dos materiais: cominuição, proporcionamento granulométrico, e mistura.
  • Conformação e fabricação.
  • Processamento térmico.
  • Acabamento.
  • Minerais das argilas.

Silicatos, Principais constituintes das argilas,apresenta-se como o tetraedro silício-oxigênio, possuem ponto de fusão alto (importante uso nos refratários). Grupo caulinita, Mineral que participa da maior parte das argilas, é um composto formado por alumínio e silício, e com dimensões próximas a 0,7 microns de diâmetro e 0,5 microns de espessura.

Grupo montmorilonita, Mineral encontrado geralmente nas bentonitas, derivadas de cinzas vulcânicas, com espessuras de 0,05 microns, sofrem inchamento com a absorção de água. Grupo das micáceas, Tem como seu principal exemplo a moscovita, que apresenta perfeita clivagem entre as lamelas porém com resistência para evitar penetração de água entre as placas.

Grupo do alumínio hidratado, Seu principal mineral é a gibsita,constituindo por estrutura lamelar com ligações fracas, fragmentando-se com facilidade. Classificação das argilas :- Infusíveis, constituídas de caulim muito puro. São infusíveis em temperaturas elevadas e são utilizadas para a fabricação de porcelanas.

  1. Residuais, quando se encontram no lugar em que foram formadas.
  2. Sedimentares ou transportadas, quando removidas depositando-se em locais distantes do local de sua formação.
  3. Quanto a plasticidade :-
  4. (A plasticidade depende da maior ou menor quantidade de substâncias argilosas coloidais)
  5. Gordas ou graxas, plásticas devido à alumina, untuosas ao tato, deformam-se exageradamente no cozimento, rica em materiais argilosos e pobres em areia.
  6. Magras, contém excesso de sílica, resulta em produtos porosos e frágeis, é pouco plástica, porém tem baixa contração.
  7. Matérias Primas da indústria cerâmica :-
See also:  GMeos Combina Com Qual Signo?

Argila, (matéria básica da indústria cerâmica). Composta por materiais amorfos e cristalizados, agrupados em espécies mineralógicas bem definidas. Quimicamente, é um silicato de alumínio hidratado, e na maioria das vezes acompanhado por impurezas diversas.

  • Componentes químicos da argila.
  • Sílica – óxido de silício SiO 2 (40 a 80%) como sílica livre (areia) reduz a plasticidade, a refratariedade, a retração e facilita a secagem,porém diminui a resistência mecânica, no entanto o vidrado endurecedor da argila é produzido pela sílica.
  • Alumina – óxido de alumínio Al 2 O 3 (10 a 40%) dependendo do seu tipo, tem ação sobre o ponto de fusão; reduz a plasticidade, a resistência mecânica, e as deformações.
  • Cal – óxido de cálcio CaO (10%) age como fundente e clareador da cerâmica.
  • Álcalis – óxidos de sódio, potássio e magnésio Na 2 O, K 2 O, MgO (10%) abaixam o ponto de fusão, facilitam a secagem e o cozimento.
  • Óxido de ferro Fe 2 O 3 (7%) dá a cor característica da cerâmica (vermelha ou amarela) e abaixa o ponto de fusão.
  • Água – de constituição, que faz parte da estrutura da molécula; de plasticidade ou absorvida, que adere à superfície das partículas coloidais; de capilaridade, água livre ou de poros, que preenche os poros e vazios.
  • Matéria orgânica – melhora a plasticidade, porém torna a cerâmica porosa.
  • CO 2 e SO 3 e ainda alguns sais solúveis.
  • Propriedades das Argilas.
  • Plasticidade.
  • É a propriedade do material, corpo ou substância que submetido a determinado esforço, se deforma sem romper e conserva indefinidamente a forma assumida quando cessa o esforço.
  • Nas argilas a plasticidade varia com a quantidade de água.
  • A argila seca não apresenta plasticidade; acrescentando-se água gradativamente, a plasticidade vai aumentando até um determinado limite quando, pelo excesso de água e separação das lamelas que constituem a estrutura a argila se torna um líquido viscoso.

Argilas gordas ou puras dão em geral pastas plásticas. As argilas magras devem receber adições de substâncias que melhorem a plasticidade, como sejam carbonato e hidróxido de sódio, silicatos, oxalatos e tartaratos sódicos, tanino, húmus, ácido oléico, etc.

  1. O ar diminui a plasticidade, que pode ser melhorada quando a argila é submetida a um tratamento de vácuo.
  2. A temperatura diminui a plasticidade em virtude de provocar a redução da água e reduz-se também a plasticidade das argilas, pela adição de desengordurantes.
  3. Resistência da argila seca.
  4. A resistência mecânica da argila seca tem íntima relação com a composição granulométrica e não somente o teor de aglutinante ou das partículas coloidais.
  5. Uma composição adequada é a que cerca de 60% de matérias argilosas, estão intimamente associadas ao resto do material, constituído por areia fina e areia média em partes iguais.
  6. Quando a granulometria original não é a recomendável, aconselha-se dosar as argilas de modo que apresentem a máxima plasticidade quando úmidas, resistência máxima à tração quando secas e retração mínima durante a secagem e queima.
  7. Comportamento ao calor.

Aquecida a argila, entre 20 a 150 o C, ela perde água de capilaridade, entre 150 e 600 o C elimina a água de plasticidade ou absorvida, a partir de 600 o C começam a ocorrer as transformações químicas. É eliminada a água de constituição, há o conseqüente endurecimento, e as matérias orgânicas são queimadas.

Segue-se o estágio da oxidação: os carbonatos transformam-se pela calcinação, em óxidos. Finalmente, a partir dos 900 o C acontece a vitrificação. A sílica, de constituição e das areias, forma uma pequena quantidade de vidro que aglutina os demais materiais, dando ao conjunto resistência, dureza e capacidade.

Aparece a cerâmica propriamente dita. A quantidade de vidro formado, é função dos componentes da matéria prima, quer quanto à qualidade, quer quanto à quantidade, e define a qualidade do produto obtido. Nos tijolos comuns é pequeníssima, e nas porcelanas é grande.

O comportamento das argilas quando submetidas ao calor, varia para os diferentes tipos de estruturas. Argilas cauliníticas perdem pouca água até os 400 o C, as montmorilonitas eliminam toda a água de absorção ou plasticidade já aos 150 o C e as ilitas aos 100 o C. Porosidade. Define-se como sendo a relação entre o volume de poros e o volume total aparente do material Depende da natureza dos constituintes, da forma, tamanho e posição relativa das partículas, e dos processos de fabricação ou obtenção.

O volume de poros é tanto menor quanto maior o diâmetro médio dos grãos, enquanto que as dimensões dos poros são proporcionais aos diâmetros das partículas. A permeabilidade do material será tanto maior quanto maiores forem as dimensões dos poros. Pode-se reduzir a porosidade e a permeabilidade empregando-se argilas de grânulos de diâmetros de diferentes valores, isto é, de composição granulométrica mais adequada.

  • A porosidade facilita a corrosão, a abrasão e a erosão, diminui a resistência mecânica e aumenta a refratariedade. A porosidade aparente considera apenas os vazios permeáveis, enquanto que a porosidade real considera os vazios permeáveis (que absorvem água) e os impermeáveis
  • A porosidade aumenta:-
  • Pela adição de matérias orgânicas que são eliminadas durante a queima; são em geral matérias carbonosas como serragem de madeiras duras, carvão vegetal moído, etc
  • Pelo acréscimo de materiais porosos, como a Vermiculita (mica expandida).
  • Pela adição de substâncias que gerem fase gasosa, estável na secagem e queima; alumínio ou zinco, em pó, reagindo com hidróxidos alcalinos etc.
  • A porosidade diminui:-

Pela vitrificação de massa de argila, pelo calor ou por fundentes. Estes são substâncias que, durante a queima se combinam com os constituintes de argila formando massa vítrea que preenche os poros. O óxido de cálcio é um ativo fundente que pode ser usado. Pela adição de eletrólitos à argila em estado seco. Álcalis, hidróxido de cálcio etc.

  1. . Impurezas :-
  2. Impurezas são as substâncias contidas nas argilas, sem contudo fazerem parte da composição química da mesma, ou que se adicionam a ela visando alterar propriedade ou propriedades, otimizando-a como matéria prima para obtenção de produtos cerâmicos.
  3. A cor vermelha das argilas é transferida aos produtos com ela fabricados, devido ao óxido de ferro, razão que para obtenção de porcelanas fina e branca, não pode conter óxido de ferro em sua composição.
  4. Assim também, na obtenção de materiais refratários, não se pode empregar argila contendo fundentes.
  5. As argilas » gordas » ou » magras » deverão ser corrigidas seja eliminando ou reduzindo os teores de impurezas seja acrescentando substâncias que melhorem suas qualidades carentes.
  6. Considerando-se a sílica livre como impureza, adicionada propositalmente ou não, a mesma apresenta os seguintes efeitos:
  7. Aumenta a brancura do produto acabado.
  8. Reduz a plasticidade da argila.
  9. Diminui a retração dos produtos, durante a secagem ou queima.
  10. Reduz a resistência à tração.
  11. Reduz a refratariedade.
  12. Aumenta o coeficiente de dilatação que diminui quando se dá a vitrificação, porque se combina com a alumina e outros fundentes.
  13. A Alumina como impureza acidental, é menos freqüente, ela faz aumentar a refratariedade até a proporção de 70%, faz baixar entre 70 e 80%, e acima de 80% torna aumentar a refratariedade.

Carbonato e sulfato de cálcio são decompostos pelo calor formando óxido. A cal formada é prejudicial, pois hidrata e carbonata em presença de água e anidrido carbônico do ar, desprendendo calor e provocando aumento de volume que, por sua vez, gera tensões que podem até romper a peça.

Material carbonoso seja animal ou vegetal, atua sobre a plasticidade, aumentando-a ou reduzindo-a conforme o estado que se encontra. Aumenta a porosidade do produto final, bem como a retração na queima. Se esta é rápida, os poros superficiais são fechados e os gases retidos provocam o esponjamento, podendo fornece produtos leves (argila expandida).

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Qual é a cerâmica?

O que é cerâmica? – A cerâmica é um material produzido a partir de uma mistura de argilas. Quando utilizado para revestir pisos e paredes, sua composição recebe outros minerais rochosos que aumentam a sua resistência, Suas principais características, quando comparada a outros tipos de revestimentos, são:

Resistência mecânica Baixa absorção de água Resistência ao tráfego Resistência a manchas Isolamento térmico e acústico Facilidade de limpeza

Quais são os materiais cerâmicos?

Materiais Cerâmicos Os materiais cerâmicos são constituídos por elementos metálicos e não-metálicos que na maioria das vezes possuem ligações de natureza iônica. Normalmente são incluídos nessa classe os óxidos, nitretos e carbetos e como exemplos podemos citar refratários, cimento, vidro e porcelana.

  1. Devido a natureza de suas ligações químicas estes materiais normalmente são isolantes térmicos e elétricos, além de serem duros e frágeis e resistirem a elevadas temperaturas.
  2. São utilizados pela humanidade desde os tempos neolíticos e até hoje têm uma grande importância, atuando em vários setores, como o automotivo, eletrônico, construção civil e aeroespacial.

Esses materiais estão por toda parte, a indústria cerâmica é responsável pela fabricação de pisos, azulejos, tijolos, lajes, telhas e vidro, que são muito utilizados na construção civil. Devido ao seu elevado ponto de fusão, as cerâmicas são resistentes a altas temperaturas e por isso são utilizadas na construção de fornos siderúrgicos e blindagem ao aquecimento nos ônibus espaciais.

  • Também podem ser utilizados como isolantes térmicos de resistores e capacitores.
  • Atualmente as propriedades dos materiais cerâmicos é um ramo de grande interesse científico tendo em vista seu aproveitamento para o desenvolvimento de cerâmicas tecnológicas com propriedades inovadoras em áreas que envolvem catálise ambiental, saúde e agricultura.

: Materiais Cerâmicos

Quais os materiais que são produzidos por argila?

Argila como material de construção – A argila como material de construção começou a ser utilizada pela sua abundância, pelo custo reduzido e por ser um material que, na presença de água, pode ser moldado facilmente, secando e endurecendo na presença de calor.

  1. Além disso, o uso dos produtos cerâmicos produzidos a partir do cozimento das argilas surgiu da necessidade de um material similar às rochas, nos locais onde havia escassez das mesmas.
  2. De acordo com Petrucci (1975) os povos assírios e caldeus utilizavam tijolos cerâmicos para obras monumentais como os Palácios de Khorsabad e Sargão.

Já na Pérsia, o tijolo era utilizado para casas populares e no Egito, apesar de as pirâmides serem construídas com a utilização pedras, os operários que trabalharam nas suas construções moravam em casas de tijolos. Por outro lado, os romanos levaram seus conhecimentos sobre os produtos cerâmicos a várias partes do mundo e os árabes deixaram exemplos notáveis de aplicação dos tijolos como a Mesquita de Córdova, a Giralda em Sevilha e a Alcazaba de Granada.

  • Há Estados no Brasil, como o Acre, onde os tijolos cerâmicos são utilizados em algumas cidades como material para a pavimentação de ruas, em função da pouca disponibilidade de rochas próprias para esse fim na região.
  • Com o surgimento do concreto, a função do tijolo como material estrutural foi parcialmente esquecida, sendo o material utilizado principalmente com a função de vedação.

Apesar disso, os produtos cerâmicos continuam sendo muito utilizados na construção civil pela sua razoável resistência mecânica e durabilidade, além do custo acessível e das qualidades estéticas. A argila é um material composto principalmente por compostos de silicatos e alumina hidratados.

De acordo com Petrucci (1975) as diferentes espécies de argilas, consideradas como puras, são na verdade misturas de diferentes hidrossilicatos de alumínio, denominados de materiais argilosos. Os materiais argilosos se diferenciam entre si pelas diferentes proporções de sílica, alumina e água em sua composição, além da estrutura molecular diferenciada.

Os principais materiais argilosos que têm importância como material de construção são a caulinita, a montmorilonita e a ilita. Silva (1985) e Petrucci (1975) apresentam as principais formas de classificação das argilas, segundo os critérios de estrutura dos minerais e emprego do material.

Caolinita: são as argilas consideradas mais puras. Utilizadas na fabricação de porcelanas, materiais refratários e em cerâmicas sanitárias. Montmorilonita: Por ser um material muito absorvente é pouco utilizada sozinha. É aplicada em misturas às caolinitas para corrigir a plasticidade. Micáceas: utilizadas na fabricação de tijolos.

Quanto ao seu emprego, as argilas são classificadas em:

Fusíveis: são aquelas que se deformam a temperaturas menores de 1200ºC. Utilizadas na fabricação de tijolos e telhas, grés, cimento, materiais sanitários. Infusíveis: resistentes a temperaturas elevadas. Utilizadas para a fabricação de porcelanas. Refratárias: não deformam a temperaturas da ordem de 1500°C e possuem baixa condutibilidade térmica, sendo utilizadas para aplicações onde o material deva resistir ao calor, como na construção e revestimentos de fornos.

A argila apresenta algumas características que explicam o seu comportamento como material de construção. Entre as principais podemos destacar as citadas por Silva (1985) e Petrucci (1975):

Plasticidade: um material possui plasticidade quando se deforma sob a ação de uma força e mantém essa deformação após cessada a força que a originou. A plasticidade das argilas é função da quantidade de água presente no material. De acordo com Silva (1985), quanto mais água, até certo ponto, maior a plasticidade da argila e a partir desse ponto, se for adicionada mais água, a argila se torna um líquido viscoso. Quanto mais pura a argila, mais plástica é a sua mistura com água e quanto maior a temperatura, menor a plasticidade, porque a quantidade de água é reduzida. Ação do calor: nas argilas, a ação do calor pode ocasionar variação na densidade, porosidade, dureza, resistência, plasticidade, textura, condutibilidade térmica, desidratação e formação de novos compostos. As argilas cauliníticas perdem pouca água em temperaturas inferiores a 400°C, mas acima desta temperatura perdem água de constituição (água combinada quimicamente), modificando sua estrutura. As argilas em que predomina a montmorilonita perdem quase toda a água a 150°C e as micáceas a 100ºC, sendo que ambas começam a perder água de constituição a partir de 400°C. Retração e dilatação: De acordo com Silva (1985) a caolinita se dilata de modo regular, perdendo água de amassamento de 0°C a 500°C e contrai-se em temperaturas de 500°C a 1.100°C. As argilas micáceas dilatam-se progressivamente até 870°C, contraindo-se em seguida. Porosidade: é a relação entre o volume de poros e o volume total de material. Quanto maior a porosidade maior a absorção de água e menor a massa específica, a condutibilidade térmica, a resistência mecânica e a resistência à abrasão. Quanto maior a comuniação entre os poros, maior é a permeabilidade, ou seja, a facilidade de líquidos e gases de circularem pelo material. A porosidade das argilas depende dos seus constituintes, da forma, tamanho e posição das partículas (argilas de grãos grossos são mais permeáveis que as de grãos finos) e dos processos de fabricação. Composição e Impurezas: alguns constituintes presentes nas argilas podem melhorar suas propriedades, enquanto alguns podem ocasionar defeitos aos produtos. Compostos de sílica e de aluminio fazem parte da constituição principal das argilas. A sílica pode estar presente de maneira livre ou combinada. Quando livre, segundo Silva (1985) aumenta a brancura do produto cozido, diminui a plasticidade, reduz a retração, diminui a resistência à tração e à variação de temperatura e causa variações na refratariedade. Os compostos de alumínio diminuem o ponto de fusão e a plasticidade e aumentam a resistência, a densidade e a impenetrabilidade do produto cozido. Compostos alcalinos e de ferro diminuem a plasticidade e a refratariedade, sendo que o último dá cor vermelha ao material. Compostos cálcicos desprendem calor e aumentam de volume, podendo ocasionar rompimento da peça.

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A fim de eliminar ou reduzir as impurezas, a argila pode passar por processos de purificação. Esses processos podem ser de natureza física como uma lavagem ou peneiramento e de natureza química, que envolvem modificação na temperatura, combinação entre alguns compostos e inibição da atividade de outros. : Unidade D – Materiais Cerâmicos

Quais são os tipos de argila utilizados na produção dos materiais cerâmicos?

Aplicação Argilas comuns ou para cerâmica vermelha; argilas plásticas para cerâmica branca; caulim; argila refratária; bentonitas; argilas descorantes.

Quais foram os dois grupos que ficaram conhecidos pela sua arte em cerâmica?

A cerâmica é uma arte indígena brasileira típica da tribo de Marajós, localizada na Amazônia. Para os marajoaras e também as outras tribos que a produzem, a cerâmica possui um valor simbólico, pois muitas delas eram usadas para guardar corpos de entidades importantes da tribo.

Como é feita a cerâmica marajoara?

A cerâmica – Urna funerária marajoara, c.1000-1250 d.C., Museu Americano de História Natural, Os índígenas do Marajó confeccionavam objetos utilitários, mas também decorativos. Entre os vários objetos encontrados pelos pesquisadores encontram-se vasilhas, potes, urnas funerárias, brinquedos, estatuetas, vasos, pratos e tangas,

  • A igaçaba, por exemplo, era uma espécie de pote de barro ou uma talha grande para a água, que servia para conservar alimentos e outros.
  • Hoje existem várias cópias das igaçabas de Marajó.
  • Todos apresentam uma grande diversidade de formas e padrões de decoração, sendo um dos mais conhecidos o das urnas globulares que apresentam decoração pintada e modelada representando figuras antropomorfas (primatas).

Outros tipos de urnas combinam pintura, o uso de incisões e excisões e modelados que representam figuram antropomórficas e zoomórficas, Outros vasos foram decorados com pintura de motivos geométricos, podendo ser citados neste caso formas mais simplificadas como por exemplo as tigelas, e outros apresentando formas mais complexas como vasos de base dupla, urnas funerárias, estatuetas, pratos, tangas e tigelas em pedestais.

  • A cerâmica marajoara é geralmente caracterizada pelo uso de pintura vermelha ou preta sobre fundo branco.
  • Aplicando técnicas que combinavam cores, que eram extraídas de elementos da natureza, como: urucum; caulim; jenipapo; carvão, e; fuligem.
  • Uma das técnicas mais utilizadas para ornamentação desta cerâmica é a do champlevé ou campo elevado, onde são conseguidos desenhos em relevo por meio de decalque de desenhos sobre uma superfície alisada e escavando em seguida a área sem marcação.

Entre os motivos de decoração mais comuns encontrados nesta cerâmica estão animais da fauna amazônica, como serpentes e macacos, a figura humana e figuras antropozoomórficas, Tendo em vista o aumento a sua resistência do produto final eram agregados antiplásticos ou tempero na argila, dentre os quais cinzas de cascalho e de ossos e concha, Urna funerária produzida na ilha do Marajó entre os séculos 5 e 15 d.C. Atualmente está no MASP, Depois de modelada, a peça era pintada, caso o autor o pretendesse, com vários pigmentos, existindo uma abundância de vermelho em todo o conjunto encontrado, e somente depois cozidas numa fogueira a céu aberto.

  • Após a queima da cerâmica, esta era envernizada, propiciando à peça um aspecto lustroso.
  • São conhecidas cerca de quinze técnicas de acabamento das peças, revelando um dos mais complexos e sofisticados estilos cerâmicos da América Latina pré-colonial.
  • Os artefatos mais elaborados eram destinados ao uso funerário ou ritual.

Os artefatos encontrados que demonstram uso cotidiano apresentam decoração menos rebuscada. No período de transcisão entre os séculos XIX e XX, a cerâmica marajoara foi utilizada em diferentes e específicos propósitos, de objeto científico à inspiração para a arte brasileira, passando pela arte decorativa.

Quais são as principais características da cerâmica marajoara?

Cerâmica Marajoara: inspiração para nossa estamparia «Pode ser que nas particularidades culturais dos povos sejam encontradas algumas das revelações mais instrutivas sobre o que é ser, genericamente, humano» (Geertz). As Duas Imagens SO ProduçõEs Que Tem A CerâMica Como MatéRia-Prima Nas comunidades indígenas, a arte se expressa de diferentes formas. Uma das mais significativas é a expressão em objetos, utensílios e até adornos pessoais. Na região do baixo Amazonas, encontram-se os sítios cerâmicos mais antigos das Américas e essa região deve ter sido um dos focos de irradiação de tradições cerâmicas em direção ao leste e sul da América do Sul.

  • A fase Marajoara das cerâmicas indígenas pode ser caracterizada como uma cultura que se expandiu por toda a ilha de Marajó a partir da metade do primeiro milênio depois de Cristo e que encontrou expressões locais diferenciadas devido a fatores ecológicos e sociais particulares.
  • Uma das características mais marcantes da cerâmica Marajoara é a expressão geométrica (os grafismo) e sua convivência harmônica, em um mesmo objeto, com elementos naturalistas.

As peças são extremamente belas e delicadas, e ressaltam toda a beleza e a particularidade do que é feito à mão. Entre os vários objetos encontrados pelos pesquisadores encontram-se vasilhas, potes, urnas funerárias, brinquedos, estatuetas, vasos, pratos e tangas. As peças trazem forte representação do feminino e são importantes objetos de estudo do passado e da nossa cultura indígena.

Nossa estamparia tenta ressignificar a iconografia Marajoara em um contexto contemporâneo com o intuito de ressaltar ainda mais a beleza e importância histórica das peças. Confira:

: Cerâmica Marajoara: inspiração para nossa estamparia

Qual é a importância da cerâmica?

Introdução: A produção dos materiais cerâmicos historicamente é um dos processos mais antigos da humanidade, principalmente na fabricação de utensílios e ferramentas rudimentares. Atualmente a indústria tem um peso fundamental na economia brasileira, hoje você vai ficar por dentro dessa importante matéria prima no desenvolvimento do Brasil.

Os materiais cerâmicos são fundamentais na maioria das edificações, por conta de suas características, como por exemplo, excelente isolamento térmico e acústico, elevada resistência a temperaturas e o fogo, além de sua grande durabilidade. Segundo Ambrozewicz, para que se produza esse tipo de material, a argila necessita passar por alguns processos de fabricação, tais como, a moldagem, secagem, cozimento, para formar assim uma pedra artificial.

A associação brasileira de cerâmica (ABC) apresenta um cenário muito favorável a esse tipo de material, perante grande qualidade e trabalhabilidade desse tipo de produto, tudo isso é facilitado pela oferta dessa matéria-prima para a indústria nacional.

90% das obras no território nacional utilizam materiais cerâmicos; Em média, essa categoria de produto movimenta 5% da indústria nacional; Gerando em média 400 mil postos de trabalhos de forma direta e 1,25 milhões de postos indiretos; A soma do faturamento desse setor gira em torno de 18 bilhões de reais.

Observe os principais produtos dessa grande indústria:

Cerâmica Branca:

Louças de mesa; Louças sanitárias; Isoladores elétricos;

Cerâmica de Revestimento:

Revestimentos de paredes; Revestimentos de pisos; Revestimentos de Piscinas;

Cerâmica Vermelha:

Tijolos; Blocos; Argilas expansivas; Telhas; Lajes;

Conhecer bem os materiais e suas aplicações fazem total diferença no desempenho da edificação, na viabilidade econômica, e no impacto no ambiente externo e interno, em breve vamos abordar outros tipos de materiais mais utilizados na construção civil, fique ligado.

Qual é a diferença de arte pela arte e arte utilitária?

As «vozes-mulheres» e a arte As Duas Imagens SO ProduçõEs Que Tem A CerâMica Como MatéRia-Prima ARTES, CULTURA E MULHERES – «A Academia Brasileira de Letras tem um longo histórico de não fazer jus às nossas grandes escritoras. Apenas 9 mulheres ocuparam as cadeiras dos imortais nos quase 130 anos de história da instituição, e sabemos que mesmo apesar de todas as dificuldades o Brasil certamente contou com mais de 9 autoras dignas do título de Imortais.» (Foto: Reprodução/Arquivo) Anna Paula Sacilotto e Meena Campelo SÃO PAULO (SP) – O que é arte? Quem são os artistas? Você consegue definir de forma satisfatória o que é arte? Essa é uma tarefa muito difícil.

No século 17, com o surgimento das academias na Europa, ficou acertado que as expressões da Arte (com letra maiúscula) são aquelas que representam a beleza e se encerram em si mesmas. Essa definição certamente sofreu alterações ao longo do tempo, mas deu início a uma divisão que ocupa os espaços artísticos, inclusive os que nada têm a ver com esse contexto europeu, até hoje, entre as Belas Artes e a arte utilitária (as «artes menores»).

Enquanto as Belas Artes seriam as formas superiores de arte, que precisam de uma formação e um treinamento especializado para serem realizadas, as artes utilitárias seriam aquelas que têm uma utilidade! Que fazem parte da nossa vida cotidiana e podem, teoricamente, ser feitas por quase qualquer um, já que «não envolvem» trabalho intelectual, sendo apenas meras reproduções.

  1. As artes utilitárias incluem os têxteis (tapeçarias, bordados), a cerâmica, todos trabalhos tipicamente realizados pelas mulheres no seio do lar em meio às tarefas domésticas.
  2. Assim, de cara, já percebemos diversos problemas: essa visão é extremamente eurocêntrica.
  3. As cerâmicas japonesas, as tapeçarias indianas, os bordados dos indígenas da América, estarão todos eles expulsos desse grandioso pedestal da arte? Além disso, se as Belas Artes precisam ser aprendidas em Academias especializadas, quem tem acesso a elas? Apenas os homens tinham as condições de investir nisso, visto que o acesso das,

Assim, cria-se a diferença entre o que é o trabalho de um artista e o que é o trabalho de um artesão (ou artesã). Só essa suposta hierarquia entre essas duas categorias, criadas quase arbitrariamente em um período muito distante, já seria o suficiente para torná-la revoltante, mas o problema se torna mais profundo com a Revolução Industrial.

Até aí, ainda que o trabalho de um artesão não fosse reconhecido, ele era valorizado. O único jeito de obter uma peça de roupa ou uma panela, digamos, era fazendo ou comprando diretamente com o produtor, que cobrava por isso um preço justo (ou controlado pelas ligas de artesãos, mas de todo modo livre de mais-valia).

Contudo, com o surgimento de máquinas e linhas de produção, cria-se uma cultura de valorização aos industrializados (e seus baixos custos, frutos da exploração dos trabalhadores), criando um ciclo que se retroalimenta de produção e consumo, e desvalorização do artesanato.

Pergunte a uma artesã próxima a você se já pechincharam o trabalho dela, ou apenas reclamaram do preço «alto». Agora pergunte a si mesmo quantas vezes você já pechinchou na Renner, no Carrefour, no Assaí e no McDonald’s. Por que o trabalho de uma artesã (ou artista?) vale menos? A partir dessa reflexão, podemos pensar no espaço que as mulheres ocupam na arte.

Por que é que vemos tantas donzelas nos quadros, tantas musas nos poemas e tantas deusas esculpidas, mas tão poucas grandes pintoras, poetas e escultoras? Existe, além de tudo, uma segregação entre o que é arte de homem e de mulher? Certamente existem muitas bordadeiras e costureiras, mas e quanto aos outros campos da arte?

Qual a importância na arte da cerâmica para a vida indígena?

A Cerâmica Indígena Atual – Em alguns povos a tradição da cerâmica indígena sobrevive até os dias de hoje. A cerâmica indígena é usada normalmente para preparar e armazenar alimentos e a sua arte é impressionante. Na ilha de Marajó os Nuaruaques produzem cerâmica indígena há mais de 1500 anos, sendo considerada a que mais se desenvolveu.

O que podemos considerar como arte marajoara?

Cerâmica Marajoara: a riqueza do artesanato A cerâmica marajoara, feita pelos indígenas da Ilha de Marajó, é a mais antiga dentre as artes em cerâmica do Brasil. Muito sofisticadas, as peças em cerâmica marajoara são altamente elaboradas, possuindo variadas técnicas de ornamentação.