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A Menina Que Roubava Livros?

O que retrata o livro A Menina que Roubava Livros?

Filha de uma comunista perseguida pelo nazismo, Liesel é adotada por um casal alemão em troca de dinheiro. A menina logo se afeiçoa ao padrasto, Hans, que lhe ensina a ler e, assim, dá o empurrão que faltava para que ela desenvolvesse o hábito de roubar livros ou lê-los furtivamente na biblioteca do prefeito da cidade.

Porque Liesel Roubava livros resumo?

«A Menina que Roubava Livros» repete a temática da infância na Alemanha durante a Segunda Guerra A Menina Que Roubava Livros Baseado no best-seller do australiano Markus Zusak, A Menina que Roubava Livros ( The Book Thief ) chega aos cinemas para contar a história de Liesel (Sophie Nélisse), uma menina que é adotada por um casal de alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

  1. A mãe (Emily Watson, de Cavalo de Guerra ), que lava e passa roupa para fora, tem ar blasé e implica com tudo.
  2. Já o pai, vivido por Geoffrey Rush ( O Discurso do Rei ), é amável e preocupado com a criação da garota.
  3. Em uma pequena cidade da Alemanha, enquanto o país vive sob o domínio dos nazistas, a garotinha tenta levar uma vida normal como qualquer uma de sua idade: ir para a escola do bairro, jogar bola com os meninos na rua e pedir para o «pai» lhe contar histórias, já que não sabe ler.

Sua vontade de ler é tanta, que não demora muito a aprender. Escreve as palavras novas que aprende na parede do porão da casa onde vive e, quando vai entregar a roupa lavada e passada a pedido da mãe, aproveita para ler obras da biblioteca da casa do prefeito da cidade. A Menina Que Roubava Livros Hitler fazia com que os livros que não agradassem ao regime nazista fossem queimados, e o prefeito acaba proibindo a visita de Liesel, então ela começa a «roubar» livros. E também aproveita para conversar com o judeu que se escondeu no porão da casa onde ela vive.

  1. Mas o que ela gosta mesmo é da companhia de Rudy (Nico Liersch), com quem vai para a escola todos os dias e brincava na rua.
  2. O filme é narrado pela Morte (voz de Roger Allam), que se «intromete» em diferentes ocasiões, mesmo não deixando clara a sua identidade.
  3. A temática de A Menina que Roubava Livros não é de todo inédita.

Em O Leitor, livro escrito por Bernhard Schlink e que virou filme em 2008 nas mãos do diretor Stephen Daldry, a protagonista (Kate Winslet) não sabe ler e pede ajuda a um amigo para ler para ela. A situação se passa depois da guerra, e a tal moça aprende a ler, mas é presa por ter sido guarda durante o Holocausto.

Outro filme baseado em livro que conta a história de crianças nesta época é O Menino do Pijama Listrado, Uma história comovente, que prende o espectador pela situação na qual os judeus estão passando. saiba mais As estréias de cinema que você precisa conferir nos próximos meses O ajuste de contas entre Sylvester Stallone e Robert de Niro nos cinemas «O Lobo de Wall Street» segue o livro e não poupa o espectador Dirigido por Brian Percival ( Downton Abbey ), A Menina que Roubava Livros peca na direção de arte, já que, exceto pelas bandeiras nazistas, a cidade coberta de neve poderia ser em qualquer lugar, em qualquer época.

Outro problema são os diálogos falados em inglês, mas com sotaque alemão. Daqueles momentos que o espectador percebe que está sendo enganado. No Oscar, o longa concorre à melhor trilha sonora original, de autoria de John Williams, colaborador na maioria dos filmes de Steven Spielberg.

Porque Liesel Roubava livros filme?

Apaixonada por livros e sob censura do governo nazista, a garota passa a roubar obras literárias como forma de conhecer o mundo das palavras. O filme é exibido domingo, no Telecine touch.

O que significa resumo do livro?

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Incrível, né?! Você pode fazer um teste gratuito por 7 dias 🙂 O que é um resumo de livro? O resumo de um livro é uma apresentação das ideias de um livro de forma mais concisa e objetiva. Para quê serve um resumo de livro? A finalidade principal do resumo do livro é apresentar as principais ideias do texto. É por isso que ele serve muito bem como um guia de consulta sobre o livro.

Afinal de contas, depois de bastante tempo que você leu, é possível retomar e relembrar os principais conceitos do livro através desse resumo. Qual é a diferença entre um resumo de livro e um fichamento? Apesar de ambos serem sínteses de um texto, o fichamento é feito através de fichas e sintetiza apenas as ideias centrais do texto.

O resumo de livro, por outro lado, tem um formato mais amplo e deve compreender a narrativa e as personagens do livro. Qual é a diferença entre um resumo de livro e uma resenha? Apesar de ambos serem sínteses de um texto, a resenha deve conter uma análise crítica e apresentar a relação com outras referências complementares. Pesquisadora. Mestra em Direito pela UFSC. Acredita que conhecimentos acadêmicos só servem se ultrapassarem os muros das universidades e que conhecimento bom é conhecimento compartilhado e construído por todas as pessoas.

Qual o contexto histórico da menina que roubava livros?

O best-seller A menina que roubava livros, de Markus Zusak, abrange os anos entre 1939 e 1943 e se passa na época do nazismo, em plena Alemanha comandada por Adolf Hitler. Os caminhos da Morte, narradora da história, e da personagem principal, Liesel Meminger, se cruzam pelo menos três vezes em apenas quatro anos.

O que aconteceu no final do livro A menina que roubava livros?

Ao sobreviver aos escombros, Liesel é resgatada pela esposa do prefeito da cidade e dois anos se passam, até que ela recebe a grata surpresa de Max na alfaiataria em que trabalhava. Após o término da guerra, Liesel forma família com 3 filhos e morre aos 90 anos, pouco tempo depois do falecimento do eterno amigo Max.

Quais os livros que Liesel roubou?

«É uma engrenagem. Tomai cuidado com essas linhas negras sobre o papel branco, pois elas são forças, combinam-se, compõem-se, decompõem-se, entre uma e outra, desenrolam-se, enlaçam-se, acasalam-se, trabalham. Uma linha morde, a outra aperta e esmaga, a outra subjuga.

  • As idéias são as rodas da engrenagem.
  • Vós vos sentis atraídos pelo livro.
  • Ele vos soltará depois de ter dado forma ao vosso espírito.» (Victor Hugo) Resumo Mostra que os livros, poderosos instrumentos de prazer, com seu poder que encanta e subjuga o leitor ao ponto de roubar-lhe o espírito para transformar-lhe a existência, roubaram os espíritos de personagens fictícias e reais, que desfrutaram do imenso poder e fascínio que os livros e suas leituras exercem sobre as pessoas e continuarão a exercer sobre diferentes personagens da vida real ou imaginária sem limites de idade.

Palavras-chave : livros; leitor; leituras; poder.1. Introdução Este trabalho nasceu das discussões feitas em sala de aula a respeito da literatura baiana poética e, para nós, falar de literatura baiana, assim como de literatura num âmbito geral, é falar de livros e de como eles roubam pessoas.

Porém, não podemos falar desse assunto sem situar o leitor no tempo e no espaço em que os mesmos surgiram para transformar a vida dos leitores. Os primeiros livros surgiram no século II a.C. Os monges copistas da Idade Média foram os inventores dos primeiros livros ocidentais, as belíssimas iluminuras, livros manuscritos, fartamente ilustrados.

Mas os primeiros livros do ocidente a roubar pessoas, pois desfrutaram de um grande público, foram os romances de cavalaria. Aqui também é importante discorrer um pouco a respeito do leitor e das leituras, para que possamos adentrar no estudo sobre as leituras de Liesel Meminger, personagem fictícia da obra A menina que roubava livros, de Markus Zusac, bem como sobre as leituras feitas pelo poeta Camilo de Jesus Fagundes Lima, personagem real da literatura baiana.

Muitos leitores são roubados ainda na infância ao mergulharem no mundo maravilhoso dos contos de fadas. Fato ocorrido também com as personagens aqui destacadas, sendo que no caso destes, não foram os contos de fadas as suas primeiras leituras, pois, Meminger foi roubada pela primeira vez por um livro ao ler «O Manual do Coveiro» e Lima foi roubado ainda na infância pelos grandes clássicos da literatura e da história.

Por isso, é importante salientar que no ato da leitura de um livro, o leitor é tão roubado pelo que lê, a ponto de interessar-se em desvendar o final da história e, ao tentar descobrir o fio narrativo, se torna vítima do sortilégio da mesma, ou se torna preso pelo encantamento do suspense e lê movido pela curiosidade.

Nesse momento, a leitura o absorve tanto que o mesmo acaba se deixando roubar pelo livro mesmo sem querer. É desse roubo que passaremos a tratar a partir dos tópicos seguintes, intitulados: As leituras de Liesel Meminger e Camilo de Jesus Fagundes Lima e as leituras que o levaram á poesia.1. As leituras de Liesel Meminger Ao adentrarmos no mundo de leituras de Meminger poderíamos, no aspecto teórico, definir a leitura como a ação de pronunciar palavras de um escrito impresso e de decodificar signos lingüísticos.

Porém, o processo da leitura ultrapassa tal definição. Indo por um viés mais profundo, podemos pensar a leitura dando-lhe sentidos e compreensão de maneira peculiar. Ou seja, a leitura não se resume a ler palavras apenas, pois, vivemos inseridos em um contexto capaz de possibilitar-nos inúmeras leituras das mais variadas maneiras.

  1. Essas leituras são produzidas de acordo com determinados contextos que devem ser observados e no caso de Liesel Meminger o contexto era o da Segunda Guerra Mundial e o Comunismo alemão.
  2. Como «toda leitura tem sua história» (ORLANDI, 2006,) é no bojo dessa historicidade que advém a personagem Liesel Meminger da obra A menina que roubava livros (ZUSAC, 2006), e suas leituras, cuja narrativa é feita pela morte.

A personagem em questão que é abandonada ainda na infância pela mãe comunista, vê seu irmão morrer em seus braços e vive situações que a levam a refletir sobre o quanto o ser humano é inocente de uma forma profunda na infância e superficial quando adulto.

  1. A morte acenava para Meminger com o desejo de levá-la consigo.
  2. Porém, mesmo na sua inocência, a protagonista da história percebia as intenções desta.
  3. Seu subterfúgio residia nos livros que a mesma roubava mesmo sem o domínio da leitura e isso fascinou a morte que, podemos dizer, foi assim como Meminger também roubada pelos livros.

A pequena ladra de livros, na ânsia do conhecimento, movia-se entre um furto e outro, nos quais, imbuída de sofrimentos, busca, além de fugir da morte, aprimorar no seio da inocência, a subversão do definhamento, e a desistência de lutar através das palavras escritas, ou como bem diz a epígrafe «linhas negras sobre o papel branco «.

Suas leituras eram produzidas de acordo com o contexto sócio-histórico em que a personagem estava inserida. Atraída pelos livros, Meminger tem sua primeira experiência como leitora aos dez anos de idade, ao ler, no seu quarto e com a ajuda de seu pai adotivo, Hans Huberman, «O Manual do Coveiro». Primeiro livro a ser roubado pela menina, assim como, o primeiro a roubar-lhe o espírito.

Imersa a essa prática ilícita do roubo, a morte delimita o que irá proferir e como o fará a partir do seu ponto de vista, de sua visão sobre a situação humana e seus toques sobre os seres humanos. A escolha dessa narrativa pela morte se dá mediante os desejos da protagonista de aprender a ler mesmo em situações precárias como a guerra, a necessidade de ocultar segredos perigosos, a convivência com diferentes sujeitos e os roubos de livros que proporcionavam a Meminger, prazer em meio à dor provocada pela miséria, a variação climática e as adversidades que mesmo presentes no dia-a-dia, não faziam com que as pessoas deixassem de viver, conviver e sobreviver.

As três exemplificações supracitadas foram resultados das leituras feitas pela menina em diversos momentos da guerra, pois foram as leituras que muitas vezes salvou Meminger e seus companheiros do infortúnio e da morte. No decorrer da história de vida de Meminger seis livros foram roubados de três maneiras diferentes.

O primeiro, «O Manual do Coveiro», foi roubado na neve em pleno cemitério no dia do sepultamento do irmão. O segundo cujo nome era «O Dar de Ombros» foi retirado do fogo no dia 20 de abril de 1940, dia do aniversário de Hitler. Fogo este, proveniente da grande fogueira acesa para queimar livros, jornais, etc, que não poderiam ser lidos pelo povo para que não lhes suscitasse ideais subversivos.

  1. A queima de livros era para Meminger um crime, uma vez que, para ela, os livros que a mesma possuía eram seus bens mais preciosos, e nessa época Liesel só possuía três deles.
  2. Um roubado e dois dados pelo pai.
  3. A biblioteca particular da esposa do prefeito passou a ser o alvo de cobiça de Meminger que mesmo tendo permissão da esposa deste para ler os livros, não resistiu ao infame e desenfreado desejo de roubar.

Após algumas sessões de leitura na biblioteca e alguns desentendimentos, Meminger roubou um dos livros do acervo do prefeito. «O Assobiador» foi o livro que a esposa do prefeito ofertou a Meminger e esta recusou, para depois roubá-lo. «O Carregador de Sonhos foi mais um que foi roubado para sua coleção.

Meminger roubou também «Uma Canção no Escuro» e sentiu mais uma vez prazer e satisfação. Seu último livro a ser roubado foi um dicionário intitulado «Dicionário e Tesauro Duden Completo.» Muitos desses livros foram lidos por Meminger para seus vizinhos durante a guerra. Nesses momentos de leituras, as personagens mergulhavam nas histórias narradas a ponto de serem roubadas pelos livros lidos pela garota e a morte não os encontrava.

Isso a deixava assombrada, pois dificilmente naquela situação alguém conseguia escapar-lhe, uma vez que, esta sempre está presente nos encarando face a face. O que a morte não sabia é que Meminger tinha, ao roubar «O Manual do Coveiro e demais livros, se tornado uma leitora ou uma temível desconhecida que » livro aberto nas mãos, no silêncio de sua leitura, pergunta ao escritor que não pode esquivar-se da resposta: trouxeste a chave? » (LAJOLO, 1993, p.33).

A morte fora enganada pela menina e roubada pelos livros e suas leituras, pois estas, feitas por Liesel Meminger, retiraram desta a oportunidade de ceifar muitas vidas. Isso se deve ao fato de que Meminger tinha a chave que lhe dava a vida e atava as garras da morte, pois a ocultava desta. Nessa prerrogativa vemos a graça e a desgraça da vida de Liesel Meminger que ao ser roubada pelos livros descortina diferentes mundos tentando passar seus dias de maneira agradável.2.

Camilo de Jesus Fagundes Lima e as leituras que o levaram à Poesia A personagem de que trataremos a partir deste momento, diferente da personagem anterior, viveu no mundo real. Poeta baiano inserido no contexto comunista, Camilo de Jesus Fagundes Lima (1912/1975), enquanto sujeito leitor, tem suas especificidades e sua história.

  1. Porém, antes de abordarmos sobre o modo como o mesmo foi roubado pelos livros a ponto de tornar-se um poeta, é mister destacarmos um pouco a sua história de vida.
  2. O poeta Camilo de Jesus Fagundes Lima nasceu em Caetité, no interior da Bahia em 08 de setembro de 1912 e desde a mais tenra idade foi introduzido no mundo da leitura por seu pai, o também escritor Francisco Fagundes Lima que o levou a conhecer os grandes clássicos da literatura e da história.
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A leitura como elemento influenciador do desenvolvimento social tem o grato poder de aproximar as pessoas e foi ela que aproximou Lima de muitos leitores das décadas de 30 e 40. A mesma aproximou de forma marcante este poeta baiano pertencente à segunda geração do Movimento Modernista, período que vai de 1930 a 1945 e que bebeu da fonte de todas as conquistas deixadas pela geração de 1922, da poesia.

  1. Nesse período cheio de transformações foi que a poesia da segunda fase do Modernismo apresentou um amadurecimento na literatura que se tornou mais construtiva e mais politizada, mas, nem por isso, Lima deixou de ser esquecido mesmo tendo sido colaborador na Revista Caderno da Bahia (1948 – 1951).
  2. Nos poemas de Lima, aparecem não apenas ecos de quem escreve, mas também, de um leitor que soube passar para a escrita os ecos daquilo que leu.

Lima, assim como outros poetas iniciou seus escritos a partir do gosto profundo pela leitura de livros. Gosto, herdado do seu pai, o também escritor Francisco Fagundes Lima que o introduziu no universo leitor ao incentivá-lo a ler os grandes clássicos da literatura e da história.

Foi também seu pai, o grande referencial como escritor, pois este retratava fortemente em seus poemas e romances a realidade vigente na Bahia e no Brasil. Aproximando-se dos ideais comunistas que veiculavam no período, Lima procurou cotidianamente difundir em seus escritos esses ideais. Podemos dizer que Lima na verdade se enquadra na idéia subtraída de Marisa Lajolo, de que os leitores são temíveis desconhecidos, que precisava encontrar nos livros que lia aquilo que fora buscar.

As leituras feitas por Lima levaram-lhe além de aguçar sua veia poética e descobrir na palma de sua mão esquerda a linha da poesia, trazer para o leitor que vivia nos idos de 30 e 45 a chave que abre a este, o mundo da leitura. A mesma chave que acaba prendendo-o e roubando-lhe o espírito.

  1. Lima desde a infância já escrevia seus primeiros poemas e já respirava os ares da literatura.
  2. Mas não só da literatura como também da política e ao lado de Laudionor Brasil, Bruno Bacelar de Oliveira e Erasthothenes Menezes, estes também poetas, Lima se tornou colaborador do Jornal «O Combate», no qual, de acordo com Maria Aparecida S.

de Sousa e Carlos Gomes Borborema (internet) publicou poemas e crônicas literárias de sua autoria. Nesse período Lima conheceu figuras ilustres como ele mesmo escreveu: aproximei-me de Laudionor Brasil e do seu semanário, onde encontrei Clovis Lima e Erasthothenes Menezes, que ali começaram a dar os primeiros passos no caminha das letras.

  1. Dono de erudição primorosa, Flaviano Dantas esclarecia nossas dúvidas, abrindo um rápido sorriso na face sofredora, porque ele sorria e só podia sorrir para quem gostasse das letras.
  2. Lima, apud Sousa e Borborema).
  3. O amadurecimento intelectual de Lima que muito influenciou em seus poemas e crônicas foi fruto das discussões e análises que o mesmo fazia juntamente com seus companheiros em O Combate,

Esse amadurecimento deu a Lima a grata oportunidade de fundar em 1938, juntamente com seus companheiros a Ala dos intelectuais que mais tarde passou a ser conhecida como Ala das letras de Conquista que lhe proporcionou amadurecimento político e cultural.

De acordo com Sousa e Borborema para Mozart Tanajura as principais obras da literatura conquistense surgiram no seio desse organismo em 1940. Para Tanajura algumas dessas obras, dentre elas As trevas da noite estão passando, de Laudionor Brasil e Camilo de Jesus F. Lima bem como Poemas, novos poemas, cantigas da tarde nevoenta de Camilo de Jesus F.

Lima, são «dignas de figurar na história da literatura da Bahia ou do Brasil» (TANAJURA, apud. SOUSA e BORBOREMA). Vencedor do concurso da Academia Carioca de Letras, Lima recebeu o prêmio Raul de Leoni, sendo consagrado o melhor poeta jovem do Brasil nos anos 40 e um dos melhores poetas da Bahia.

  • O que lhe deu a chance de ser convidado por Jorge Amado para representar a nova intelectualidade baiana no Primeiro Congresso Brasileiro de Escritores.
  • Lima foi roubado também pelos livros de temática sócias como os de Gorki, Dostoiévski e Tolstoi.
  • Essas obras o roubaram para a literatura dita Marxista ou Comunista, visto que o romantismo e o conservadorismo foram relegados a segundo plano após essas leituras.

O que comprovamos pelas palavras de Lima em um dos seus artigos que diz: » Foi essa cambada que me fez passar a tesoura na cabeleira romântica.» (LIMA, apud, SOUSA e BORBOREMA). Adepto do Comunismo, Lima que se autodefinia segundo Sousa e Borborema como o poeta proletário, escreveu diversos artigos e crônicas durante as décadas de 40 e 50 para difundir seu ideal comunista e, desta forma, todos os textos de Lima tinham um viés político, e quando dizemos todos, nos referimos a todos mesmo, desde poemas a romances.

Um dos exemplos que podemos citar é o poema A megera está rondando que foi produzido segundo o próprio Lima para repudiar a Lei de Segurança Nacional. Com as mudanças no quadro político do Brasil, Lima diminui a freqüência de seus escritos e chega a dizer em 1950 sobre si mesmo o seguinte: Eu sou tenho uma vaidade na vida: não sou desses intelectuais que esmagam a consciência ao peso das gorjetas; não ter colocado minha vocação a serviço de uma ideologia morta e decomposta a troco de posição, ou de uma vida mais fácil; não ser um daqueles que ‘perderam o rumo na tempestade’ e pensam ser possível ‘abafar a tormenta com seus cantos de sereia, dentro dos camarotes fechados’.

Sou por tudo isso um escritor livre. Muito maior que a indiferença com que, certa vez, recebi entre festas burguesas, um prêmio literário de uma academia, onde fósseis vaidosos e medalhões circunspectos arrotavam jactâncias (LIMA, apud, SOUSA e BORBOREMA).

A produção literária de Lima reduziu depois de sua libertação após ser preso por dois meses por questões políticas e o mesmo só parou de escrever com sua morte em março de 1975. Lima enquanto leitor que começou a adentrar no mundo dos livros ainda na infância e nesse período ser roubado por eles, evoluiu e se aprimorou de acordo com Maria Helena Martins através da leitura que o levou a viver.

e a ter uma concepção abrangente sobre aquilo que lia e que eram fontes não só de conhecimentos como também de prazer e satisfação. Lima assim como muitos outros escritores da Bahia e do Brasil se deixou roubar por essa «coisa espantosa» que é a leitura como bem diz Davi Arrigucci Jr.

  1. Internet) e vivia tateando sobre ela para «reconhecer o mundo que nos cerca e a nossa própria face nesse vasto mundo.» (ARRIGUCCI JR.).3.
  2. Conclusão Partindo do que abordamos acima podemos dizer que os livros roubam pessoas quando as cativam e prendem através da leitura.
  3. Meminger e Lima foram roubados pelos livros, isto não resta dúvida e ambos viram na leitura uma forma de mudança, uma oportunidade de poder através do bom uso dela, feito por ambos, encontrar a felicidade.

Meminger encontrou a felicidade em continuar vivendo em meio ao horror da guerra e os desmandos de Hitler e em poder proporcionar aos amigos a oportunidade de também continuar a viver e Lima a encontrou na poesia, em suas crônicas e em seus ideais políticos.

Acreditamos que os livros ao roubarem pessoas e lhes proporcionar o manuseio de suas páginas pela leitura, tem o poder de dar luz á imaginação e foi esse poder que deu a Liesel Meminger a capacidade de salvar vidas da morte e até mesmo o poder de roubar da morte muitas vidas. Esse mesmo poder deu a Lima a grata satisfação de se tornar um escritor, ainda que esquecido hoje, que pode através de seus textos expressar sua visão de mundo.

Ao roubar pessoas, os livros acendem a imaginação sem, contudo, conseguir preenchê-la. Mas as leituras que Meminger e Lima fizeram em um mesmo espaço de tempo, 1930 – 1945, sendo que aquela era fictícia enquanto este era real, formaram suas intelectualidades para que estes pudessem viver de acordo com a condições impostas pelo contexto sócio-histórico do período.

Quem conta a história da menina que roubava livros?

06/05/2017 02h04 – A maior curiosidade de «A Menina que Roubava Livros» a histria ser narrada pela voz da prpria Morte. A explicao vem no comeo: a Morte diz que Liesel Meminger (Sophie Nlisse) chamou sua ateno pela forma como sobreviveu na Alemanha de Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Globo, 0h25, 10 anos * VEJA TAMBM Homenagem a Belchior O programa «Recordar TV» reexibe entrevistas e apresentaes do cantor e compositor, que morreu ltimo domingo (30) devido a um rompimento da aorta. TV Brasil, 23h30, Livre * E AINDA «Invocao do mal 2» Lorraine Warren vai a Londres para ajudar a famlia Hodgson, cuja casa assombrada por um demnio.

Uma premonio, no entanto, revela que a misso pode colocar a vida de seu marido em risco. HBO, 22h, 14 anos * FILME «A Era Do Gelo: O Big Bang» Qual o preo da juventude eterna? essa a questo que Manny, Sid e toda a turma fazem aos moradores de Geotopia quando Scrat coloca um enorme asteroide em rota de coliso com a Terra.

Qual a moral do filme A Menina Que Roubava Livros?

4 lições de vida que você pode aprender com A Menina Que Roubava Livros

Liesel Meminger, ou A Menina Que Roubava Livros, é repleta de ensinamentos valiosos sobre o poder das palavras. Confira 4 lições de vida que você pode aprender com A Menina Que Roubava Livros Liesel aprende a importância das palavras por meio da leitura de seus livros roubados

Liesel Meminger é uma garota magricela que tem um hábito duvidoso: o de roubar livros. Tudo começa quando a menina muda-se para a Rua Himmel, onde conhece os seus novos pais, Hans e Rosa Hubbermann. A trajetória de Liesel na obra A Menina Que Roubava Livros, desde o roubo do seu primeiro livro até os acontecimentos trágicos da Segunda Guerra Mundial podem ensinar lições valiosas sobre o poder das palavras. 1. Faça o que você acredita estar certo Hans Hubbermann não hesita ao entregar um pedaço de pão para um dos judeus que está «desfilando» pela Rua Himmel. Ele faz o que acredita estar certo, apesar de ser castigado por isso (afinal, qualquer tipo de simpatia quanto aos judeus era proibida da Alemanha nazista).

  1. Você também deve fazer aquilo que considera certo e agir de acordo com os seus valores em todas as situações.2.
  2. Acredite no efeito dominó Uma das metáforas mais repletas de significado da obra é quando Rudy e suas irmãs brincam de formar filas de dominós e derrubá-las.
  3. Isso dá a entender que o que causou os eventos do final do livro foi uma espécie de corrente que começou com a chegada de Liesel à Rua Himmel.

Você deve encarar as suas ações com uma premissa de causa e efeito, ou seja, tudo o que você faz terá uma consequência. Pense nisso antes de tomar qualquer decisão.3. As palavras têm poder Liesel aprende a importância das palavras por meio da leitura de seus livros roubados e do presente que Max, o judeu abrigado pelos Hubbermann, dá a ela.

  1. A mensagem do livro é clara: as palavras de Liesel são a vida, enquanto as de Hitler são a morte.
  2. Nossas palavras têm o poder de alegrar e entristecer outra pessoa, e é preciso que elas sejam medidas minuciosamente antes de usadas.
  3. Evite se arrepender por algo que foi dito sem pensar.4.
  4. Aproveite as oportunidades antes que seja tarde demais Durante toda a trajetória de Liesel e Rudy, o menino pede um beijo da garota, que sempre recusa a oferta.

Ela se arrepende de nunca ter aceitado a proposta quando percebe que nunca mais poderá fazê-lo novamente. É importante que a vida dá antes que seja tarde demais. Fonte: : 4 lições de vida que você pode aprender com A Menina Que Roubava Livros

Quantas vezes Liesel escapou da Morte?

Liesel escapa da Morte três vezes.

Qual é o sobrenome biológico de Liesel?

Daniely Karolaine de Lavega, Bolsista PET-Letras Letras Português Se você está em busca de um livro que o devaste como a perda de um ente querido, A menina que roubava livros, escrito pelo australiano Markus Zusak, com sua primeira publicação no Brasil pelas mãos da Intrínseca, em 2007, é a alternativa perfeita para você.

  1. Apesar de sua adaptação cinematográfica, dirigida por Brian Percival e lançada em 2014 nos cinemas brasileiros, ser brilhante, ela não é capaz de transmitir com precisão a complexidade da narradora desenvolvida por Zusak.
  2. A menina que roubava livros é um romance narrado pela Morte.
  3. Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos.

Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo, (ZUSAK, 2010, p.9, grifo do autor). Liesel Meminger, a pequena ladra de livros que protagoniza essa história, é filha biológica de uma comunista perseguida pelo nazismo.

Devido às circunstâncias, a mulher envia Liesel e o irmão mais novo desta para um subúrbio alemão, onde um casal extremamente pobre deseja adotá-los por dinheiro. Porém, o menino falece no decorrer da viagem de trem e é enterrado por um homem que deixa cair um livro no solo coberto de neve. O manual do coveiro é o primeiro livro surrupiado pela menina.

Tendo a Segunda Guerra Mundial como cenário e um judeu escondido no porão de sua nova casa, Liesel é ensinada a ler por seu pai adotivo e encontra, na literatura, uma maneira de sobreviver à violência da Alemanha Nazista — que gera trabalho em dobro a Morte.

Liesel escapa da Morte três vezes. Entre os anos de 1939 e 1943, a Morte acompanha os passos de Liesel e narra, com assombro e uma pitada de humor ácido, os acontecimentos em torno da ladra de livros. A narradora demonstra nutrir uma afeição inusitada pela menina, descrevendo-a como uma especialista em ser deixada para trás,

As reflexões que a Morte realiza acerca das ações humanas nos leva a pensar profundamente sobre nossa existência e o quão cruel o homem é capaz de ser. É impossível ler a história fictícia de Liesel Meminger e não relembrar a trágica história vivida por Anne Frank,

  1. O ser humano não tem um coração como o meu.
  2. O coração humano é uma linha, ao passo que o meu é um círculo, e tenho a capacidade interminável de estar no lugar certo, na hora certa.
  3. A consequência disso é que estou sempre achando seres humanos no que eles têm de melhor e de pior.
  4. Vejo sua feiura e sua beleza, e me pergunto como uma mesma coisa pode ser as duas.

Mas eles têm uma coisa que eu invejo. Que mais não seja, os humanos têm o bom senso de morrer, (ZUSAK, 2010, p.426). A Menina Que Roubava Livros Fonte: Amazon,* A menina que roubava livros, com suas 480 páginas, é um livro que nos afeta como um desastre. Como uma obra premiada e classificada como favorita em muitas estantes, a história de Liesel e sua louvável narradora não nos permite dormir antes de alcançar a última página.

Além das interessantes reflexões que o livro propõe, ele mostra o papel de refúgio e transformação que a leitura pode exercer em nossas vidas. Depois de finalizar a leitura de A menina que roubava livros, como nossa ilustre narradora declara certo dia, posso-lhes afirmar: «Os seres humanos me assombram» (ZUSAK, 2010, p.478).

Referência: ZUSAK, Markus. A menina que roubava livros,2. ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2010.480 p. Tradução de Vera Ribeiro. *Descrição da imagem: A capa do livro é predominantemente branca, representando um solo coberto de neve. Na parte inferior, há um asfalto estreito por onde a silhueta de uma pessoa de vestimenta longa caminha segurando um guarda-chuva vermelho.

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O que o resumo apresenta?

O que é resumo? – O resumo apresenta de forma breve e objetiva as principais informações de um texto, Por isso, o resumo constitui um gênero textual expositivo, uma vez que sua principal função é conseguir condensar as ideias centrais de um texto, sem especificá-las.

  • Assim, para você escrever um bom resumo é necessário praticar a capacidade de produzir sínteses, ou seja, reunir diversas informações e transformá-las em um novo texto, menor, coerente e mais conciso,
  • Para exemplificar, podemos pensar no resumo como uma «peneira», pois é por meio dele que se extrai o que é realmente indispensável para a compreensão de um texto.

Mas tome cuidado, o resumo não deve ser uma junção de frases copiadas do texto original, e sim uma nova elaboração com as suas próprias palavras.

O que é um breve resumo?

O que significa muito breve? – Você já deve ter ouvido essa expressão diversas vezes, não é mesmo? Mas afinal, o que significa «muito breve»? De uma forma resumida, podemos dizer que essa expressão é usada para indicar que algo acontecerá em um curto período de tempo.

Muito breve é uma expressão que pode ser utilizada em diferentes contextos. Por exemplo, quando alguém diz que vai retornar muito breve, pode ser interpretado como um sinal de que essa pessoa irá voltar em breve. Outra situação em que a expressão «muito breve» pode ser utilizada é quando estamos aguardando uma resposta importante de alguém.

Se essa pessoa disser que nos dará uma resposta muito breve, podemos interpretar que essa resposta será dada em um curto espaço de tempo. Porém, também é importante lembrar que essa expressão pode ser subjetiva e variar de acordo com a perspectiva de cada pessoa.

O que pode ser considerado como muito breve para uma pessoa, pode não ser para outra. Em resumo, a expressão «muito breve» é usada para indicar que algo acontecerá em um curto espaço de tempo. Porém, é importante ficar atento ao contexto em que a expressão é utilizada e lembrar que a percepção do que é considerado «muito breve» pode variar de pessoa para pessoa.

: É correto dizer breve resumo?

Por que queimavam livros A menina que roubava livros?

Liesel buscava por experiências de leitura durante quatro anos de sua adolescência, na Alemanha, quando o ato de ler era censurado, os nazistas queimavam os livros para que a população permanecesse sem cultura e sem conhecimento e assim pudesse permanecer submissa, as escolas reproduziam os discursos antissemitas e

Qual era o segredo do pai adotivo de Liesel?

A menina que roubava livros A Menina Que Roubava Livros A narração deste livro expressa uma sensibilidade que não poderia ser humana, ela é feita toda pela «Morte». Apesar da afirmação «Eis um pequeno fato, você vai morrer», ela nos conta a trajetória da menina que roubava livros com uma simplicidade e suavidade capaz de esmiuçar os diferentes sentimentos humanos, sejam eles bons ou maus.

A Morte conta que havia mantido contato direto com a menina Liesel, principal personagem do livro, em três ocasiões: na morte de seu irmão menor, quando estava para ser adotada; na morte de um piloto aéreo das forças inimigas, na presença de seu melhor amigo, Rudy; e na morte de seus pais, quando a rua em que morava fora completamente destruída pelos bombardeios da guerra.

A história se desenrola na Alemanha, no período nazista. No início a Morte descreve com uma singeleza que beira a candura o seu trabalho, ao relatar como levou a alma do irmão de Liesel, quando eles estavam sendo levados para a adoção, dizendo que ao descer do trem «havia uma alminha em meus braços».

Em várias passagens a Morte expressa sua incompreensão referente às diferentes atitudes humanas, indo de um extremo ao outro. Neste momento a Morte também admitiu ter cometido o erro de se distrair, deixando-se levar pela curiosidade da história da Roubadora de Livros. O primeiro livro, O Manual do Coveiro, ela roubara sem querer no enterro de seu irmão, aos nove anos de idade.

O auxiliar de serviços funerários o deixou cair próximo ao túmulo e ela o ajuntou instintivamente, levando-o consigo. Passado o episódio da morte do irmão Liesel chega a sua nova casa, conhece seus pais adotivos, Hans e Rosa Hubermann. A mãe é muito mal educada, usando sempre palavrões, mas em compensação o pai é muito dedicado e amoroso.

  1. Começa-lhe a ensinar a ler melhor, usando o livro que ela trouxera consigo.
  2. Nas noites em que ela acordava em meio aos pesadelos com seu irmão, o pai lia e tocava acordeão, contando-lhe histórias até a madrugada.
  3. Esses eram os momentos mais felizes de Liesel, que com o passar do tempo percebeu o quanto a mãe Rosa também lhe amava, apesar da rudeza das palavras.

Neste meio tempo a guerra começa e a situação econômica se complica. O pai de Liesel não se havia filiado ao partido nazista, sendo-lhe mais difícil arrumar trabalho. Liezel ajuda a sua mãe de criação ao buscar e levar as roupas que ela lavava para as famílias mais abastadas, normalmente em companhia de seu amigo e não assumido amor Rudy.

  • No mesmo período, Liesel também teve que guardar um segredo.
  • O seu pai escondia no porão um judeu, Max, filho de um amigo que o salvara na primeira guerra.
  • Com Max Liesel desenvolve uma relação de amizade muito forte, mas depois de um longo período ele teve que sair do seu esconderijo, porque os nazistas fariam uma vistoria nas casas.

Reencontrou Max no final da guerra. O segundo livro Liesel o roubou numa fogueira na qual queimaram livros e artigos considerados contra o sistema. A guerra avançando e os clientes de Rosa começaram a dispensar-lhe o serviço. Um dia a mulher do prefeito, Ilsa, também lhe dispensou os serviços, dando um livro de presente para Liesel.

  1. Inicialmente ela o aceitou, mas depois o devolveu dizendo que não precisava de suas esmolas.
  2. Alguns dias depois retornou acompanhada de Rudy, entrou furtivamente pela janela e o roubou.
  3. Assim, sempre que ela se sentia angustiada com as situações difíceis do dia a dia ela voltava a biblioteca e levava outro livro, embora a Sra.

Ilsa sempre soubesse. Os ataques da guerra começaram também a atingir a Rua Himmel, onde Liesel e Rudy moravam. Sempre que eram alertados todos os moradores se dirigiam a um abrigo subterrâneo, onde o medo tomava conta de crianças e adultos. Liesel começou a ler em voz alta para todos, perpetrando nela a paixão pelos livros e pelas palavras.

  • Foi exatamente isso que lhe salvou a vida.
  • Numa noite em que houve um ataque sem aviso prévio a rua foi completamente destruída.
  • Seus pais, seus vizinhos e seu amado, mas nunca confessado Rudy, morreram dormindo, enquanto ela estava escrevendo no porão esta história.
  • Quando os bombeiros chegaram encontraram uma menina de quatorze anos viva entre os escombros.

A Morte que recolhia as almas por ali ficou surpresa. Ela viu a menina agarrada ao seu livro, que caiu de suas mãos ao perceber que todas as pessoas que amava estavam mortas. A Morte sorrateiramente agarrou aquele exemplar, pois havia se distraído mais uma vez.

  1. Este livro a Morte o mostrou a Liesel, muito anos mais tarde quando a foi buscar junto a seu marido, seus filhos e netos em Sidney, na Austrália.
  2. Liesel ficou surpresa ao ver seu livro tantos anos depois e enquanto acompanhava a Morte tranquilamente, ouviu ainda o seu comentário, «Os seres humanos me assombram».

Um livro com uma linguagem simples e acessível, com um enredo ágil, fácil e envolvente, abordando a natureza humana com uma ingenuidade somente possível pela Morte. Autor: Markus Zusak Editora: Intrínseca Páginas: 494 Ano: 2007 ISBN: 9788598078175 : A menina que roubava livros

Qual o clímax do livro A Menina que Roubava Livros?

A menina que roubava livros Por Sinopse: «Liesel Meminger (Sophie Nélisse) é uma garota abandonada pela mãe comunista para que possa fugir do avanço nazista. No caminho para a nova casa, onde será adotada, Liesel vê a morte pela primeira vez, quando seu irmãozinho não resiste à viagem de trem.

No enterro à beira da ferrovia, um dos coveiros deixa cair um manual da sua profissão e é prontamente resgatado pela menina. Ela não devolve tomando para si o pequeno volume, mesmo sem saber ler. É adotada então pelo casal alemão Hans (Geoffrey Rush) e Rosa (Emily Watson), em princípio pela pensão que receberiam.» Comentário : Confesso que não li o livro ainda por falta de oportunidade.

Acredito que livros são sempre mais completos que os filmes, mas o bom de ver o filme primeiro é não me decepcionar com a escolha dos atores. Sophie Nélisse, atriz canadense de 13 anos, é excelente. O drama é passado em período de guerra na Alemanha e Liesel aprenderá, aos poucos, o verdadeiro significado do nazismo.

  1. Seu amor pelos livros vai levá-la a «pegá-los emprestados» quando pode.
  2. Isso se torna mais comum a partir do momento em que ela conhece Max, um judeu abrigado na casa dos pais adotivos.
  3. Max ficará muito doente e o que o salvará será a leitura diária que Liesel faz, mesmo sem saber se ele a escuta ou não.

Ela também tem um amigo, Rudy, apaixonado por ela. Para Rudy, ela conta todos os seus segredos. E assim o tempo vai passando, a guerra vai chegando ao seu clímax. Baseado no livro de Markus Zusak, que ainda faz sucesso entre os amantes de literatura, o drama tem cenas comoventes.

Principalmente quando os adolescentes vão descobrindo a dor e o verdadeiro significado de uma guerra. Mas tem momentos mais leves que acabam dosando bem o filme. Caso tenha lido o livro, provavelmente apreciará o filme. Alguns críticos o consideraram certinho demais. Mas, parece que a narrativa feita pela Morte não desagradou ninguém.

Toda a história é contada pela perspectiva da Morte, personagem com vontade e voz. O diretor Brian Percival é conhecido da televisão e iniciante no cinema e, a meu ver, não fugiu do esperado. A Menina Que Roubava Livros é um ótimo entretenimento, para toda a família.

  1. Faz chorar e faz rir nas 2h11 min.
  2. Tem uma trilha sonora leve e que concorre ao Oscar deste ano em Melhor Trilha Sonora.
  3. Só por isso já seria obrigatório para os amantes do cinema.
  4. Por ser um filme leve, doce, que fala da conquista diária da harmonia familiar, da importância da amizade e, principalmente, do amor à leitura e aos livros eu não poderia dar outra nota.

É 10! Imagem: divulgação

O que aconteceu com Liesel?

Mas Liesel sobreviveu: viveu até uma idade avançada, longe de Molching e da extinção da Rua Himmel (2007, p.471). Ela só morreria muito tempo depois, entre netos e livros em um subúrbio de Sidney.

O que a morte fez com o livro que havia pegado de Liesel?

Livros que roubam pessoas as leituras de Liesel Meninger e Camilo de Jesus Fagundes Lima. – Brasil Escola «É uma engrenagem. Tomai cuidado com essas linhas negras sobre o papel branco, pois elas são forças, combinam-se, compõem-se, decompõem-se, entre uma e outra, desenrolam-se, enlaçam-se, acasalam-se, trabalham.

  • (Victor Hugo)
  • Resumo
  • Mostra que os livros, poderosos instrumentos de prazer, com seu poder que encanta e subjuga o leitor ao ponto de roubar-lhe o espírito para transformar-lhe a existência, roubaram os espíritos de personagens fictícias e reais, que desfrutaram do imenso poder e fascínio que os livros e suas leituras exercem sobre as pessoas e continuarão a exercer sobre diferentes personagens da vida real ou imaginária sem limites de idade.
  • Palavras-chave : livros; leitor; leituras; poder.
  • 1. Introdução

Este trabalho nasceu das discussões feitas em sala de aula a respeito da literatura baiana poética e, para nós, falar de literatura baiana, assim como de literatura num âmbito geral, é falar de livros e de como eles roubam pessoas. Porém, não podemos falar desse assunto sem situar o leitor no tempo e no espaço em que os mesmos surgiram para transformar a vida dos leitores.

Os primeiros livros surgiram no século II a.C. Os monges copistas da Idade Média foram os inventores dos primeiros livros ocidentais, as belíssimas iluminuras, livros manuscritos, fartamente ilustrados. Mas os primeiros livros do ocidente a roubar pessoas, pois desfrutaram de um grande público, foram os romances de cavalaria.

Aqui também é importante discorrer um pouco a respeito do leitor e das leituras, para que possamos adentrar no estudo sobre as leituras de Liesel Meminger, personagem fictícia da obra A menina que roubava livros, de Markus Zusac, bem como sobre as leituras feitas pelo poeta Camilo de Jesus Fagundes Lima, personagem real da literatura baiana.

  • Muitos leitores são roubados ainda na infância ao mergulharem no mundo maravilhoso dos contos de fadas.
  • Fato ocorrido também com as personagens aqui destacadas, sendo que no caso destes, não foram os contos de fadas as suas primeiras leituras, pois, Meminger foi roubada pela primeira vez por um livro ao ler «O Manual do Coveiro» e Lima foi roubado ainda na infância pelos grandes clássicos da literatura e da história.

Por isso, é importante salientar que no ato da leitura de um livro, o leitor é tão roubado pelo que lê, a ponto de interessar-se em desvendar o final da história e, ao tentar descobrir o fio narrativo, se torna vítima do sortilégio da mesma, ou se torna preso pelo encantamento do suspense e lê movido pela curiosidade.

  1. Nesse momento, a leitura o absorve tanto que o mesmo acaba se deixando roubar pelo livro mesmo sem querer.
  2. É desse roubo que passaremos a tratar a partir dos tópicos seguintes, intitulados: As leituras de Liesel Meminger e Camilo de Jesus Fagundes Lima e as leituras que o levaram á poesia.1.
  3. As leituras de Liesel Meminger Ao adentrarmos no mundo de leituras de Meminger poderíamos, no aspecto teórico, definir a leitura como a ação de pronunciar palavras de um escrito impresso e de decodificar signos lingüísticos.

Porém, o processo da leitura ultrapassa tal definição. Indo por um viés mais profundo, podemos pensar a leitura dando-lhe sentidos e compreensão de maneira peculiar. Ou seja, a leitura não se resume a ler palavras apenas, pois, vivemos inseridos em um contexto capaz de possibilitar-nos inúmeras leituras das mais variadas maneiras.

Essas leituras são produzidas de acordo com determinados contextos que devem ser observados e no caso de Liesel Meminger o contexto era o da Segunda Guerra Mundial e o Comunismo alemão. Como «toda leitura tem sua história» (ORLANDI, 2006,) é no bojo dessa historicidade que advém a personagem Liesel Meminger da obra A menina que roubava livros (ZUSAC, 2006), e suas leituras, cuja narrativa é feita pela morte.

A personagem em questão que é abandonada ainda na infância pela mãe comunista, vê seu irmão morrer em seus braços e vive situações que a levam a refletir sobre o quanto o ser humano é inocente de uma forma profunda na infância e superficial quando adulto.

A morte acenava para Meminger com o desejo de levá-la consigo. Porém, mesmo na sua inocência, a protagonista da história percebia as intenções desta. Seu subterfúgio residia nos livros que a mesma roubava mesmo sem o domínio da leitura e isso fascinou a morte que, podemos dizer, foi assim como Meminger também roubada pelos livros.

A pequena ladra de livros, na ânsia do conhecimento, movia-se entre um furto e outro, nos quais, imbuída de sofrimentos, busca, além de fugir da morte, aprimorar no seio da inocência, a subversão do definhamento, e a desistência de lutar através das palavras escritas, ou como bem diz a epígrafe «linhas negras sobre o papel branco «.

  • Suas leituras eram produzidas de acordo com o contexto sócio-histórico em que a personagem estava inserida.
  • Atraída pelos livros, Meminger tem sua primeira experiência como leitora aos dez anos de idade, ao ler, no seu quarto e com a ajuda de seu pai adotivo, Hans Huberman, «O Manual do Coveiro».
  • Primeiro livro a ser roubado pela menina, assim como, o primeiro a roubar-lhe o espírito.
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Imersa a essa prática ilícita do roubo, a morte delimita o que irá proferir e como o fará a partir do seu ponto de vista, de sua visão sobre a situação humana e seus toques sobre os seres humanos. A escolha dessa narrativa pela morte se dá mediante os desejos da protagonista de aprender a ler mesmo em situações precárias como a guerra, a necessidade de ocultar segredos perigosos, a convivência com diferentes sujeitos e os roubos de livros que proporcionavam a Meminger, prazer em meio à dor provocada pela miséria, a variação climática e as adversidades que mesmo presentes no dia-a-dia, não faziam com que as pessoas deixassem de viver, conviver e sobreviver.

  1. As três exemplificações supracitadas foram resultados das leituras feitas pela menina em diversos momentos da guerra, pois foram as leituras que muitas vezes salvou Meminger e seus companheiros do infortúnio e da morte.
  2. No decorrer da história de vida de Meminger seis livros foram roubados de três maneiras diferentes.

O primeiro, «O Manual do Coveiro», foi roubado na neve em pleno cemitério no dia do sepultamento do irmão. O segundo cujo nome era «O Dar de Ombros» foi retirado do fogo no dia 20 de abril de 1940, dia do aniversário de Hitler. Fogo este, proveniente da grande fogueira acesa para queimar livros, jornais, etc, que não poderiam ser lidos pelo povo para que não lhes suscitasse ideais subversivos.

  • A queima de livros era para Meminger um crime, uma vez que, para ela, os livros que a mesma possuía eram seus bens mais preciosos, e nessa época Liesel só possuía três deles.
  • Um roubado e dois dados pelo pai.
  • A biblioteca particular da esposa do prefeito passou a ser o alvo de cobiça de Meminger que mesmo tendo permissão da esposa deste para ler os livros, não resistiu ao infame e desenfreado desejo de roubar.

Após algumas sessões de leitura na biblioteca e alguns desentendimentos, Meminger roubou um dos livros do acervo do prefeito. «O Assobiador» foi o livro que a esposa do prefeito ofertou a Meminger e esta recusou, para depois roubá-lo. «O Carregador de Sonhos foi mais um que foi roubado para sua coleção.

  1. Meminger roubou também «Uma Canção no Escuro» e sentiu mais uma vez prazer e satisfação.
  2. Seu último livro a ser roubado foi um dicionário intitulado «Dicionário e Tesauro Duden Completo.» Muitos desses livros foram lidos por Meminger para seus vizinhos durante a guerra.
  3. Nesses momentos de leituras, as personagens mergulhavam nas histórias narradas a ponto de serem roubadas pelos livros lidos pela garota e a morte não os encontrava.

Isso a deixava assombrada, pois dificilmente naquela situação alguém conseguia escapar-lhe, uma vez que, esta sempre está presente nos encarando face a face. O que a morte não sabia é que Meminger tinha, ao roubar «O Manual do Coveiro e demais livros, se tornado uma leitora ou uma temível desconhecida que » livro aberto nas mãos, no silêncio de sua leitura, pergunta ao escritor que não pode esquivar-se da resposta: trouxeste a chave? » (LAJOLO, 1993, p.33).

  • A morte fora enganada pela menina e roubada pelos livros e suas leituras, pois estas, feitas por Liesel Meminger, retiraram desta a oportunidade de ceifar muitas vidas.
  • Isso se deve ao fato de que Meminger tinha a chave que lhe dava a vida e atava as garras da morte, pois a ocultava desta.
  • Nessa prerrogativa vemos a graça e a desgraça da vida de Liesel Meminger que ao ser roubada pelos livros descortina diferentes mundos tentando passar seus dias de maneira agradável.2.

Camilo de Jesus Fagundes Lima e as leituras que o levaram à Poesia A personagem de que trataremos a partir deste momento, diferente da personagem anterior, viveu no mundo real. Poeta baiano inserido no contexto comunista, Camilo de Jesus Fagundes Lima (1912/1975), enquanto sujeito leitor, tem suas especificidades e sua história.

  1. O poeta Camilo de Jesus Fagundes Lima nasceu em Caetité, no interior da Bahia em 08 de setembro de 1912 e desde a mais tenra idade foi introduzido no mundo da leitura por seu pai, o também escritor Francisco Fagundes Lima que o levou a conhecer os grandes clássicos da literatura e da história.
  2. A leitura como elemento influenciador do desenvolvimento social tem o grato poder de aproximar as pessoas e foi ela que aproximou Lima de muitos leitores das décadas de 30 e 40.
  3. A mesma aproximou de forma marcante este poeta baiano pertencente à segunda geração do Movimento Modernista, período que vai de 1930 a 1945 e que bebeu da fonte de todas as conquistas deixadas pela geração de 1922, da poesia.
  4. Nesse período cheio de transformações foi que a poesia da segunda fase do Modernismo apresentou um amadurecimento na literatura que se tornou mais construtiva e mais politizada, mas, nem por isso, Lima deixou de ser esquecido mesmo tendo sido colaborador na Revista Caderno da Bahia (1948 – 1951).
  5. Nos poemas de Lima, aparecem não apenas ecos de quem escreve, mas também, de um leitor que soube passar para a escrita os ecos daquilo que leu.

Lima, assim como outros poetas iniciou seus escritos a partir do gosto profundo pela leitura de livros. Gosto, herdado do seu pai, o também escritor Francisco Fagundes Lima que o introduziu no universo leitor ao incentivá-lo a ler os grandes clássicos da literatura e da história.

Foi também seu pai, o grande referencial como escritor, pois este retratava fortemente em seus poemas e romances a realidade vigente na Bahia e no Brasil. Aproximando-se dos ideais comunistas que veiculavam no período, Lima procurou cotidianamente difundir em seus escritos esses ideais. Podemos dizer que Lima na verdade se enquadra na idéia subtraída de Marisa Lajolo, de que os leitores são temíveis desconhecidos, que precisava encontrar nos livros que lia aquilo que fora buscar.

As leituras feitas por Lima levaram-lhe além de aguçar sua veia poética e descobrir na palma de sua mão esquerda a linha da poesia, trazer para o leitor que vivia nos idos de 30 e 45 a chave que abre a este, o mundo da leitura. A mesma chave que acaba prendendo-o e roubando-lhe o espírito.

Lima desde a infância já escrevia seus primeiros poemas e já respirava os ares da literatura. Mas não só da literatura como também da política e ao lado de Laudionor Brasil, Bruno Bacelar de Oliveira e Erasthothenes Menezes, estes também poetas, Lima se tornou colaborador do Jornal «O Combate», no qual, de acordo com Maria Aparecida S.

de Sousa e Carlos Gomes Borborema (internet) publicou poemas e crônicas literárias de sua autoria. Nesse período Lima conheceu figuras ilustres como ele mesmo escreveu: aproximei-me de Laudionor Brasil e do seu semanário, onde encontrei Clovis Lima e Erasthothenes Menezes, que ali começaram a dar os primeiros passos no caminha das letras.

Dono de erudição primorosa, Flaviano Dantas esclarecia nossas dúvidas, abrindo um rápido sorriso na face sofredora, porque ele sorria e só podia sorrir para quem gostasse das letras. (Lima, apud Sousa e Borborema). O amadurecimento intelectual de Lima que muito influenciou em seus poemas e crônicas foi fruto das discussões e análises que o mesmo fazia juntamente com seus companheiros em O Combate,

Esse amadurecimento deu a Lima a grata oportunidade de fundar em 1938, juntamente com seus companheiros a Ala dos intelectuais que mais tarde passou a ser conhecida como Ala das letras de Conquista que lhe proporcionou amadurecimento político e cultural.

  1. De acordo com Sousa e Borborema para Mozart Tanajura as principais obras da literatura conquistense surgiram no seio desse organismo em 1940.
  2. Para Tanajura algumas dessas obras, dentre elas As trevas da noite estão passando, de Laudionor Brasil e Camilo de Jesus F.
  3. Lima bem como Poemas, novos poemas, cantigas da tarde nevoenta de Camilo de Jesus F.

Lima, são «dignas de figurar na história da literatura da Bahia ou do Brasil» (TANAJURA, apud. SOUSA e BORBOREMA). Vencedor do concurso da Academia Carioca de Letras, Lima recebeu o prêmio Raul de Leoni, sendo consagrado o melhor poeta jovem do Brasil nos anos 40 e um dos melhores poetas da Bahia.

O que lhe deu a chance de ser convidado por Jorge Amado para representar a nova intelectualidade baiana no Primeiro Congresso Brasileiro de Escritores. Lima foi roubado também pelos livros de temática sócias como os de Gorki, Dostoiévski e Tolstoi. Essas obras o roubaram para a literatura dita Marxista ou Comunista, visto que o romantismo e o conservadorismo foram relegados a segundo plano após essas leituras.

O que comprovamos pelas palavras de Lima em um dos seus artigos que diz: » Foi essa cambada que me fez passar a tesoura na cabeleira romântica.» (LIMA, apud, SOUSA e BORBOREMA). Adepto do Comunismo, Lima que se autodefinia segundo Sousa e Borborema como o poeta proletário, escreveu diversos artigos e crônicas durante as décadas de 40 e 50 para difundir seu ideal comunista e, desta forma, todos os textos de Lima tinham um viés político, e quando dizemos todos, nos referimos a todos mesmo, desde poemas a romances.

Um dos exemplos que podemos citar é o poema A megera está rondando que foi produzido segundo o próprio Lima para repudiar a Lei de Segurança Nacional. Com as mudanças no quadro político do Brasil, Lima diminui a freqüência de seus escritos e chega a dizer em 1950 sobre si mesmo o seguinte: Eu sou tenho uma vaidade na vida: não sou desses intelectuais que esmagam a consciência ao peso das gorjetas; não ter colocado minha vocação a serviço de uma ideologia morta e decomposta a troco de posição, ou de uma vida mais fácil; não ser um daqueles que ‘perderam o rumo na tempestade’ e pensam ser possível ‘abafar a tormenta com seus cantos de sereia, dentro dos camarotes fechados’.

Sou por tudo isso um escritor livre. Muito maior que a indiferença com que, certa vez, recebi entre festas burguesas, um prêmio literário de uma academia, onde fósseis vaidosos e medalhões circunspectos arrotavam jactâncias (LIMA, apud, SOUSA e BORBOREMA).

A produção literária de Lima reduziu depois de sua libertação após ser preso por dois meses por questões políticas e o mesmo só parou de escrever com sua morte em março de 1975. Lima enquanto leitor que começou a adentrar no mundo dos livros ainda na infância e nesse período ser roubado por eles, evoluiu e se aprimorou de acordo com Maria Helena Martins através da leitura que o levou a viver.

e a ter uma concepção abrangente sobre aquilo que lia e que eram fontes não só de conhecimentos como também de prazer e satisfação. Lima assim como muitos outros escritores da Bahia e do Brasil se deixou roubar por essa «coisa espantosa» que é a leitura como bem diz Davi Arrigucci Jr.

  • 3. Conclusão
  • Partindo do que abordamos acima podemos dizer que os livros roubam pessoas quando as cativam e prendem através da leitura.
  • Meminger e Lima foram roubados pelos livros, isto não resta dúvida e ambos viram na leitura uma forma de mudança, uma oportunidade de poder através do bom uso dela, feito por ambos, encontrar a felicidade.
  • Meminger encontrou a felicidade em continuar vivendo em meio ao horror da guerra e os desmandos de Hitler e em poder proporcionar aos amigos a oportunidade de também continuar a viver e Lima a encontrou na poesia, em suas crônicas e em seus ideais políticos.

Acreditamos que os livros ao roubarem pessoas e lhes proporcionar o manuseio de suas páginas pela leitura, tem o poder de dar luz á imaginação e foi esse poder que deu a Liesel Meminger a capacidade de salvar vidas da morte e até mesmo o poder de roubar da morte muitas vidas.

Esse mesmo poder deu a Lima a grata satisfação de se tornar um escritor, ainda que esquecido hoje, que pode através de seus textos expressar sua visão de mundo. Ao roubar pessoas, os livros acendem a imaginação sem, contudo, conseguir preenchê-la. Mas as leituras que Meminger e Lima fizeram em um mesmo espaço de tempo, 1930 – 1945, sendo que aquela era fictícia enquanto este era real, formaram suas intelectualidades para que estes pudessem viver de acordo com a condições impostas pelo contexto sócio-histórico do período.

Por fim, podemos afirmar que tanto Meminger quanto Lima se tornaram vítimas da leitura que prende e isola as pessoas sem, contudo, deixar de proporcionar-lhes a fascinante redescoberta do mundo e das variadas formas de pensá-lo. Edneide Ferreira da Costa & Mateus Batista de Sousa : Livros que roubam pessoas as leituras de Liesel Meninger e Camilo de Jesus Fagundes Lima.

Qual foi e como foi que Liesel encara a morte pela primeira vez?

A menina que roubava livros Por Sinopse: «Liesel Meminger (Sophie Nélisse) é uma garota abandonada pela mãe comunista para que possa fugir do avanço nazista. No caminho para a nova casa, onde será adotada, Liesel vê a morte pela primeira vez, quando seu irmãozinho não resiste à viagem de trem.

No enterro à beira da ferrovia, um dos coveiros deixa cair um manual da sua profissão e é prontamente resgatado pela menina. Ela não devolve tomando para si o pequeno volume, mesmo sem saber ler. É adotada então pelo casal alemão Hans (Geoffrey Rush) e Rosa (Emily Watson), em princípio pela pensão que receberiam.» Comentário : Confesso que não li o livro ainda por falta de oportunidade.

Acredito que livros são sempre mais completos que os filmes, mas o bom de ver o filme primeiro é não me decepcionar com a escolha dos atores. Sophie Nélisse, atriz canadense de 13 anos, é excelente. O drama é passado em período de guerra na Alemanha e Liesel aprenderá, aos poucos, o verdadeiro significado do nazismo.

Seu amor pelos livros vai levá-la a «pegá-los emprestados» quando pode. Isso se torna mais comum a partir do momento em que ela conhece Max, um judeu abrigado na casa dos pais adotivos. Max ficará muito doente e o que o salvará será a leitura diária que Liesel faz, mesmo sem saber se ele a escuta ou não.

Ela também tem um amigo, Rudy, apaixonado por ela. Para Rudy, ela conta todos os seus segredos. E assim o tempo vai passando, a guerra vai chegando ao seu clímax. Baseado no livro de Markus Zusak, que ainda faz sucesso entre os amantes de literatura, o drama tem cenas comoventes.

  1. Principalmente quando os adolescentes vão descobrindo a dor e o verdadeiro significado de uma guerra.
  2. Mas tem momentos mais leves que acabam dosando bem o filme.
  3. Caso tenha lido o livro, provavelmente apreciará o filme.
  4. Alguns críticos o consideraram certinho demais.
  5. Mas, parece que a narrativa feita pela Morte não desagradou ninguém.

Toda a história é contada pela perspectiva da Morte, personagem com vontade e voz. O diretor Brian Percival é conhecido da televisão e iniciante no cinema e, a meu ver, não fugiu do esperado. A Menina Que Roubava Livros é um ótimo entretenimento, para toda a família.

  1. Faz chorar e faz rir nas 2h11 min.
  2. Tem uma trilha sonora leve e que concorre ao Oscar deste ano em Melhor Trilha Sonora.
  3. Só por isso já seria obrigatório para os amantes do cinema.
  4. Por ser um filme leve, doce, que fala da conquista diária da harmonia familiar, da importância da amizade e, principalmente, do amor à leitura e aos livros eu não poderia dar outra nota.

É 10! Imagem: divulgação