Especias Mixtli

Consejos | Trucos | Comentarios

2 Cm De DilataO Quanto Tempo Falta?

Quanto tempo posso ficar com 2 centímetros de dilatação?

Antigamente dizia-se que eram precisos 10 dedos de dilatação para o bebé nascer, mas efectivamente o que quer isso dizer? A dilatação consiste na abertura do colo do útero para permitir a passagem do bebé para o canal vaginal para ele nascer. Por vezes, poderá ouvir que o colo ainda não está apagado e ainda não tem dilatação, isto é, o colo normalmente tem cerca de 3,5 cm de trajecto entre a vagina e a entrada no útero e, de modo a haver dilatação, o colo praticamente tem de deixar de existir, ou seja, tem reduzir o seu tamanho e ficar fininho para começar a abrir.

Ainda assim existem casos, principalmente nas mulheres que já têm filhos, em que o apagamento e a dilatação se dão ao mesmo tempo. De uma maneira geral a fase da dilatação é a mais prolongada e cansativa para a mulher pois pode durar várias horas. A dilatação é considerado o primeiro estadio do trabalho de parto e divide-se em 2 fases: a fase latente e a fase ativa.

A fase latente caracteriza-se por contrações irregulares que aliviam ao repouso, ainda não há um padrão de frequência e de intensidade, mas são desconfortáveis. Nesta fase pode adoptar várias estratégias de alívio da dor, como a hidroterapia, massagens, utilizar a bola de nascimento, entre outras.

Esta fase pode durar entre 8 a 18 horas, em média, caso seja o primeiro filho, ou se já tem mais filhos pode levar cerca de 4 a 12 horas. A dilatação é avaliada através do toque vaginal, pelo médico ou pelo enfermeiro especialista em saúde materna e obstetrícia, ou seja, são introduzidos 2 dedos na vagina da mulher até à entrada do colo do útero, depois avalia-se quantos centímetros existem entre esses 2 dedos, assim sabe-se qual a dilatação da mulher.

De frisar, que actualmente já não se fala em dedos de dilatação mas sim em centímetros, pois na realidade nunca se coloca mais de 2 dedos na vagina da mulher.Na fase ativa as contrações começam a ficar mais ritmadas, frequentes e a aumentar de intensidade, já é exigido à grávida um grande auto-controlo sobre si e o seu corpo. Por Susana Carvalho de Oliveira Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica Parteira de profissão e de coração desde 2011. Impulsionadora e diretora do projeto VouNascer. Desde 2006 que trabalha na área de obstetrícia, primeiramente no internamento de obstetrícia de um hospital privado, da área da grande Lisboa, e atualmente no bloco de partos e urgência obstétrica de um hospital público.

O que fazer quando está com 2 cm de dilatação?

Estou com 38 semanas, dois centímetros de dilatação e cólicas. Quando devo correr para o hospital? 2 Cm De DilataO Quanto Tempo Falta Estou com 38 semanas, dois centímetros de dilatação e cólicas. Quando devo correr para o hospital? Michele Machado, via Facebook Wladimir Taborda : Depende. Se for sua primeira gravidez, é melhor esperar que as contrações fiquem regulares –uma a cada 3 ou 5 minutos – e dolorosas, começando a irradiar para as costas.

O ideal é que a internação ocorra na fase ativa do, com mais de três centímetros de dilatação. No entanto, se for seu segundo parto, você deve ir ao hospital logo nas primeiras contrações regulares, porque a dilatação tende a ser mais rápida e a sensação de dor nem sempre é intensa. Na dúvida, é prudente passar por um exame.

Além disso, todas as grávidas devem se dirigir imediatamente ao hospital se houver perda de, com ruptura da bolsa, ou qualquer sinal de sangramento. Wladimir Taborda é ginecologista, obstetra (CRM 45546) e doutor em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo. É autor de A Bíblia da Gravidez e todo mês tira suas dúvidas sobre gestação E-mail: : Estou com 38 semanas, dois centímetros de dilatação e cólicas. Quando devo correr para o hospital?

O que significa estar com 2 cm de dilatação?

Através do exame de toque, o médico vai medir a dilatação do colo do útero. A dilatação ideal para o parto normal é de 10cm. A partir dos 4cm ou 5cm de dilatação começa a fase ativa (o final do trabalho de parto). Nessa fase, as contrações acontecem a cada 5 minutos e duram entre 30 e 40 segundos.

Quantos dias pode durar a dilatação?

Em média, a fase ativa dura de 5 a 7 horas em nulíparas e de 2 a 4 horas em multíparas. Tradicionalmente, deve-e esperar que a colo do útero dilate-se 1,2 cm/hora em nulíparas e 1,5 cm/hora em multíparas. Entretanto, dados recentes sugerem que a progressão mais lenta da dilatação cervical de 4 a 6 cm pode ser normal (1.

Como saber se a dilatação está aumentando?

Colo do útero – O colo torna-se cada vez mais fino, amolecido, e dilata em até 10 centímetros. — Essa mudança do colo do útero pode ser comprovada por meio do exame de toque feito pelo obstetra – ressalta a ginecologista. Para diagnosticar trabalho de parto o colo tem que estar mais fino e acima de 3 – 4 cm de dilatação. Durante o trabalho de parto a dilatação aumenta cerca de 1 cm por hora.

É possível ter dilatação e não sentir dor?

As contrações provocam a dilatação, mas pode acontecer de a barriga contrair sem a gestante sentir dor e, portanto, não perceber a dilatação.

É possível dilatar sem perder o tampão?

Ao entrar em trabalho de parto, a mamãe sente contrações no abdome e nas costas que vão se tornando dolorosas, frequentes e intensas. Algumas mulheres entram em trabalho de parto sem perder o tampão mucoso e com a bolsa íntegra.

Quais os sinais de que o parto está próximo?

Então, contrações ritmadas, de duas a três em 10 minutos, e que levam a cervicodiladação, a dilação do colo uterino, são considerados sinais de que você entrou em trabalho de parto.

Quanto tempo demora para dilatar depois de 3 cm?

Perguntas & Respostas – 1. Em uma maternidade onde o pré-parto apresenta gestantes de alto risco em tratamento clínico, parturientes e seus acompanhantes, e uma ambiência que dificulta a implantação das Boas Práticas e superlotação, como garantir um cuidado adequado? Precisamos sempre pensar que a ambiência é um fator facilitador.

É muito diferente quando a gente tem uma ambiência favorável para o trabalho de parto e quando a gente tem uma ambiência como essa, descrita na pergunta. É importante lembrar que a ambiência é facilitadora, mas não impeditiva, e muito menos provedora. Não adianta ter um pré-parto lindo, ter vários PPP com banheiras se a equipe continuar prestando uma assistência como é hoje a assistência prestada em alguns lugares do país.

A ambiência vai facilitar mas não vai se promover se os profissionais não fizerem bom uso dela. Se eu tenho um ambiente aberto, que não favorece a privacidade da mulher por exemplo, eu posso utilizar biombos, solicitar aos acompanhantes que no momento dos toques eles saiam da sala e retornem após.

É possível que se adeque cada serviço à sua realidade. Outra questão desta pergunta é sobre a gestão do leito. Sobre a superlotação, é parte do nosso trabalho, utilizar técnicas modernas e adequadas de gestão de leitos. No exemplo citado, gestante de alto risco em tratamento clínico no pré-parto: essa gestante não deveria estar no pré-parto.

É por isso que hoje se propõe modalidades de Casas da Gestante. A gestante de alto risco, assim que for admitida, não deve ocupar uma vaga de leito no pré-parto, pois a permanência dessa mulher geralmente é longa. E o lugar mais adequado para ela, se ela não puder receber alta, é que ela fique nessa Casa da Gestante.

Admissão oportuna – se admitirmos uma gestante que não está em trabalho de parto, ela vai ocupar um leito, e não vai progredir. Essa mulher e seus familiares vão ficar tensos e vão começar a cobrar da equipe coisas que não deveriam, como é o exemplo da cascata de intervenções (intervenções que não se justificam clinicamente mas podem ocorrer por pressões de gestantes e acompanhantes). Mulheres em abortamento ou aguardando esvaziamento uterino ocupando leitos do pré-parto por tempo desnecessário, Uma mulher, após curetagem ou AMIU, pode receber alta assim que ela estiver andando e se alimentando. Esses procedimentos podem ser realizados na modalidade «Hospital Dia». A questão da gestão de leitos e adoção de protocolos clínicos, tanto para gestantes em trabalho de parto, como para outros casos como aborto e AMIU, ajuda a otimizar os leitos do pré-parto. Lembrar que alguns pré-partos acabam sendo utilizados também como alojamento conjuntos, pois a alta do recém-nascido tem se postergado em alguns lugares. As altas hospitalares devem ser feitas baseadas em evidências científicas e protocolos que movimentam o leito de uma forma mais funcional. Precisamos avançar em maneiras mais eficientes de dar alta para as mulheres que têm partos normais sem complicações e estão conseguindo amamentar. Alguns hospitais no Brasil adotam o padrão de alta com 24h, enquanto outros adotam 48h. Uma enfermaria lotada afeta, de forma negativa, o pré-parto, impedindo as Boas Práticas de ocorrerem. Veja postagem do Portal sobre AMIU: quando e como fazer?

2. Trabalho em um serviço onde há profissionais resistentes em relação ao novo modelo de assistência, apesar de abordado o tema e sua importância. Como agir para fazer com que a assistência seja pautada dentro deste modelo? O primeiro item a ser abordado é o trabalho em equipe, não há o que se discutir.

  1. Todas as evidências mostram que vamos ter melhores resultados, tanto maternos quanto fetais.
  2. A bandeira que levantamos hoje é o trabalho pautado em um modelo colaborativo, centrado na mulher e baseado em evidências científicas.
  3. Acredito que essa questão da resistência é derivada de dois elementos que são muito importantes.

A primeira é que a maioria dos profissionais que atuam hoje nas maternidades foram formados em um modelo que desconhece a normalidade do parto. Essa geração, que hoje atua nas maternidades, se formou em um modelo intervencionista. É muito difícil propor que se pratique uma assistência diferente daquela que nós estamos habituados a praticar.

  1. A outra questão é que a formação, além de não ser centrada na normalidade, é uma formação distanciada entre os profissionais.
  2. Não há, por exemplo, disciplinas em que estudem juntos médicos, enfermeiras, fisioterapeutas.
  3. A formação é individualista e na prática os profissionais vão trabalhar juntos.
  4. Somos uma geração de profissionais que não conhece a normalidade, que precisa passar a trabalhar em um modelo que inclui, de uma maneira completamente autônoma, a atuação da enfermeira obstétrica onde modelo preponderante ainda é centrado no médico obstetra.

A mulher também passa a ter uma maior autonomia, e questionar as intervenções realizadas pela equipe. É lógico que essa situação causa medo e resistência. Então como fazer para modificar este cenário?

Voltar a conhecer a normalidade, e quem conhece normalidade é enfermeira obstétrica, pois o conteúdo principal da formação médica é a patologia. Precisamos aprender a trabalhar em equipe. Isso implica muitas vezes abdicar de vaidades, abdicar de algum poder. Estabelecer protocolos multidisciplinares baseados em evidências científicas. Com isso, você não deixa na mão do profissional que está no plantão, pois os protocolos melhoram essa atuação. Elaborar um plano de ação estratégico. Esse plano precisa ser baseado no diagnóstico situacional. Por isso, não há uma resposta única porque cada maternidade está em um estágio diferente. No plano deve haver inclusive a divisão de tarefas e todos os profissionais que estão na assistência precisam ser envolvidos (enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, médicos, etc). E por fim, discutir evidências científicas.

3. Como saber, se a evolução do trabalho de parto está dentro dos parâmetros normais? Nós temos o partograma, que é uma referência. Mas já sabemos hoje que também o partograma tradicional da OMS, com as linhas de alerta e de ação, merece uma reflexão, já que as novas evidências apontam que estas curvas talvez não representem a normalidade do trabalho de parto.

  1. Essa discussão inclusive está em uma publicação do Portal de Boas Práticas, chamada » Aplicação prática do Partograma » e eu sugiro que vocês vejam.
  2. Nós monitoramos a evolução do trabalho de parto pela dilatação do colo uterino, pelo toque.
  3. Existem também sinais comportamentais que indicam a progressão do trabalho de parto, e isso é muito interessante.

Equipes acostumadas a acompanhar partos em Centros de Parto Normal ou em domicílio, muitas vezes nem fazem toque. Elas acompanham a evolução do trabalho de parto pelos sinais, como vocalização, a questão de respiração, de frequência cardíaca, as secreções vaginais.

  1. Tudo isso são sinais indicadores de evolução e progressão do trabalho de parto.
  2. Aqueles dogmas e máximas que existiam há algum tempo na obstetrícia, como «duas horas com colo uterino inalterado significa necessidade de cesariana», isso não é verdade.
  3. Um centímetro por hora»: nem toda mulher dilata um centímetro por hora, isso é a média, mas nós temos as variações da normalidade.

Podemos ter, no primeiro período por exemplo, mulheres que dilatam 0,3 ou 0,4 cm na primeira hora, que vão demorar de 6 a 8 horas para progredir de 4 para 6 centímetro de dilatação. É exatamente por isso que não se recomenda toques em intervalos de duas horas.

Isso vai levar a um sobre-diagnóstico de distócia, e vamos acabar fazendo cesariana por distócia sem que haja diagnóstico claro, sem que seja necessário. É importante utilizar partogramas com curvas atuais e direcionar para cada caso. Lembrar por exemplo, que uma mulher que está em trabalho de parto, fruto de uma indução, não vai progredir como uma mulher que está em trabalho de parto espontâneo; uma mulher que tem bolsa íntegra não será como uma mulher com bolsa rota; uma multípara para uma primigesta.

Assim como a mulher pode dilatar menos que 1 cm por hora, ela pode dilatar mais que 1 cm por hora. O trabalho de parto precisa de um acompanhamento. Ele deve ser acompanhado. Ele deve ser cuidado. Cuidado não significa toque de uma em uma hora, ou de duas em duas horas.

Eu devo adequar o toque à situação que eu tenho no momento. Lembrando que o toque aumenta o índice de infecção, principalmente quando há bolsa rota. Existem outros meios de fazer o monitoramento dessa mulher, da evolução do trabalho de parto, sem ser com toque fixo. A própria descida da ausculta fetal vai nos mostrar se o bebê está descendo ou não.

Vale lembrar que o toque precisa ser autorizado pela mulher, independente do protocolo que a equipe utilize. Também, não se recomenda a utilização de protocolos com intervalos de toque inferiores a 4 horas. Não devemos fazer revezando ou multiplicação de toques com o objetivo de ensino.

  • Hoje em dia existem métodos ou instrumentos de ensino para o toque.
  • As evidências mostram que o tipo de luva utilizada (estéril ou não), não está relacionado à maior chances de infecção.
  • Por outro lado, o número de toques sim, está diretamente ligado.4.
  • Quais os sinais que mostram que a gestante iniciou o trabalho de parto? E quantas horas levam do início do trabalho de parto até o nascimento? Para considerarmos um trabalho de parto, há que se ter contrações uterinas regulares e dilatação cervical progressiva.

Considerando a diretriz atual do Brasil, a partir de 4 centímetros é a fase ativa. Não é possível estimar o tempo, se são 2, 3, 10 ou 20 horas. Vai depender de quem estamos falando: quem é essa gestante? Qual a paridade? É trabalho de parto espontâneo? Não é? Houve analgesia? Vai depender de cada caso.

  • Lembrando que o monitoramento do trabalho de parto é que vai dizer se ele está dentro da normalidade ou não.
  • Quantas horas não é possível dizer.
  • Existem estudos mostrando que as próprias mulheres sabem quando que o trabalho de parto começou.
  • Talvez a gente sempre deve sempre começar o caminho do diagnóstico perguntando pra mulher: «Você acha que você está em trabalho de parto»? Ela vai nos dizer: sim ou não.

Ela sabe do que ela está sentindo. Como dissemos no início, a questão dos 4 cm e a modificação do colo são sinais. Logicamente existem outros sinais, como o aumento da frequência das contrações, a intensidade das contrações. A subjetividade da mulher tem que ser considerada.

  • Quanto ao manejo da fase de latência do/ trabalho de parto, ela pode durar 1 dia, 2 dias e compreende um período de tempo muito extenso, que vai desde as 37 semanas até 41 semanas.
  • É um período que a mulher ainda está sob os cuidados da atenção primária, que por sua vez não consegue responder as dúvidas dessa mulher, o significado daquelas dores, que são reais.

Não devemos nunca dizer que «isso não é nada, você não está em trabalho de parto». Essa dor, sempre representa alguma coisa. Ela está em fase latente e a gente tem que dar o suporte para essa mulher. A resposta mais correta para uma mulher que nos procura em uma maternidade, que está em fase de latência, portanto não é o momento de internar ainda, é: «você não está em trabalho de parto ainda, o seu bebê está bem.

Estamos à disposição». Talvez isso seja a melhor resposta.5. Sobre clampear o cordão umbilical, é de imediato ou quantos minutos ou segundos após o nascimento? Vamos falar de um recém-nascido que está saudável, que não precisa de uma assistência imediata após o parto. O cordão deve ser clampeado em momento oportuno.

Não existem evidências para o clampeamento imediato para o recém-nascido saudável. Na diretriz atual brasileira esse momento oportuno é de um a três minutos. O que acontece em muitas maternidades é o clampeamento imediato quando a mãe é Rh negativo. Não existem evidências que suportem essa prática.

Não é preciso realizar o clampeamento imediato para a mãe Rh negativo.6. Gostaria de saber explicações sobre o colo do útero quando está apagado. Como eu identifico, ao fazer o toque, se está próximo ou se vai demorar um dia? Isso faz parte do processo ensino-aprendizagem. Metodologias de ensino que usam manequins devem ser utilizadas.

O aprendizado disto se faz com a prática. O que recomendamos é que não se faça toques com o objetivo de ensino e aprendizagem. Não podemos submeter a mulher à toques repetidos para que se faça ensino. O ensino precisa acontecer nos hospitais, nas maternidades, principalmente naquelas que são escolas.

Mas é preciso limitar isso. O toque deve ser feito pelo estudante ou residente que está acompanhando aquela mulher. Não deve haver mais de um estudante ou um residente fazendo o toque na mesma mulher. Se necessário, esse toque precisa ser identificado pelo preceptor.7. Existe alguma indicação para episiotomia? Essa pergunta está muito relacionada com o segundo período do trabalho de parto.

Não existe uma indicação clara para episiotomia. Alguns estudiosos acham que não existe indicação nenhuma. Outros ainda acham que existem algumas situações em que ela pode ser indicada, como por exemplo: parto instrumentado, pélvico, prematuro, macrossômico ou cicatriz prévia.

  • Ainda assim, nenhuma dessas indicações têm evidências que sustentem a prática.
  • Na verdade, o que vemos é que pélvico, prematuro e mesmo parto instrumentado, na grande maioria das vezes a episiotomia não é necessária.
  • Vale lembrar que qualquer intervenção de rotina não tem evidência científica que a sustente.
See also:  Qual Canal Vai Passar O Jogo Do Real Madrid?

A não ser uma cesariana para uma paciente com placenta prévia total, onde não há o que se questionar. Veja postagem do Portal sobre Segundo Período do Trabalho de Parto,8. Quando a parturiente está com infusão de ocitocina a movimentação dela deve ser restringida? De forma alguma.

Se o único motivo para a restrição é a infusão de ocitocina, não há evidências de que ela deve ficar restrita. O que ocorre com o uso da ocitocina sintética, é que ela precisa ser realizada em bomba de infusão. Utilizar ocitocina sintética sem bomba de infusão é uma má prática. Nesse caso, não adianta falar pra mulher que ela pode caminhar com a bomba de infusão se eu não oferecer um suporte que tenha rodinhas para ela caminhar.

Não adianta dar um suporte fixo, ou suporte nenhum para a bomba de infusão e falar pra ela que ela pode caminhar.9. Qual o tempo máximo que posso esperar, sem realizar intervenção, depois da ruptura da bolsa? À medida que o tempo passa após a ruptura da bolsa, aumenta o risco de infecção intra amniótica e endometrite.

Mas esse risco aumenta de forma significativa após 18 horas. A princípio, não existe um tempo máximo. A maioria dos serviços brasileiros espera em torno de 6 a 12 horas. No exterior espera-se até mais que 12 horas. Mas é importante que a mulher esteja esclarecida que após 12 ou 18 horas, tempos adicionais de espera estão relacionados com o aumento do risco de infecção intra amniótica e endometrite pós parto.

Ainda assim, isso não aumentou de forma significativa o risco de admissão do bebê à uma UTI neonatal. Importante ressaltar a necessidade de incluir as mulheres e suas famílias no seu cuidado, informando-a sobre os riscos e benefícios das condutas.10. Quais as características clínicas que caracterizam a fase latente do parto que a diferenciam da fase ativa? Existem cuidados específicos para a fase latente e a fase ativa do trabalho de parto? A característica clínica principal é a dilatação, mas não é a única.

Intensidade e progressão das contrações são outras características importantes. A dilatação de 4 cm é um parâmetro. Podemos ter mulheres com 5 ou 6 cm de dilatação que não estão em trabalho de parto franco. Por outro lado, pode haver uma mulher com dilatação inferior e que tenha contrações mais frequentes e intensas.

Inclusive, se isso ocorrer é importante que a equipe faça um diagnóstico diferencial de descolamento prematuro de placenta, já que não é usual que uma mulher com pouca dilatação tenha contrações tão frequentes e tão intensas. Em relação ao cuidado específico da fase latente, o principal cuidado seria o apoio, o acolhimento.

Pode-se também utilizar outros instrumentos que e dispositivos que existam na sua Unidade. Alguns hospitais contam com núcleos de terapias integrativas (não são muitos), e lá fazem escalda pés, auriculoterapia. Logicamente, terapias farmacológicas podem ser usadas, mas nem sempre são tão eficazes. Podemos usar Buscopam, ou algum anti histamínico, do qual podemos aproveitar seu efeito sedativo.

Isso pode ser utilizado, não temos tantas evidências mas pode. A fase latente é uma fase muito pouco estudada, sabe-se muito pouco. E talvez por isso a gente maneja de uma maneira tão inadequada. Na fase latente a mulher precisa mais de uma doula e permanecer em casa a ir para uma maternidade.

O desejável é que toda mulher tenha uma doula. As doulas têm papel fundamental no manejo da fase de latência do parto e nas demais fases também. Todas as evidências científicas demonstram que a participação de doulas na assistência ao parto melhoram o índice de satisfação da mulher. O que a gente vê na prática, como principal estratégia para que a gente possa liberar para o domicílio a mulher em fase latente é dizer para ela que o bebê estão bem, e que aquilo faz parte da normalidade do parto, são as contrações preparatórias.

E que é melhor que ela fique em casa. Precisamos utilizar nossas habilidades de aconselhamento para fazer isso. Sentar ao lado desta mulher, gastar tempo com ela, com a família dela, até porque muitas vezes a família está mais ansiosa que ela.11. O cuidado à mulher em trabalho de parto e parto deve ser multidisciplinar.

  • Como harmonizar este cuidado respeitando os interesses das categorias profissionais, assegurando parto e nascimento com respeito e humanização na assistência? Não há dúvida que a assistência deve ser multidisciplinar.
  • Todas as categorias precisam ter muito claro que não é uma disputa por espaço.
  • A assistência ao parto é mão de obra intensiva.

O padrão ideal, que está na literatura, é um profissional por paciente, pelo menos na fase ativa do trabalho de parto. É impossível que este nível de cuidado seja ofertado somente por médicos. A outra questão é que o tipo de assistência que a mulher em trabalho de parto requer, é o tipo de assistência que tem a expertise principal a enfermeira obstétrica.

  1. Veja postagem do Portal sobre Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da enfermagem obstétrica E para harmonizar isso, é importante que os profissionais médicos percebam que não há uma disputa por espaço.
  2. E as enfermeiras com a formação adequada têm competência para assistir, de maneira autônoma, todo trabalho de parto, desde admissão até a alta.

Isso é legal, não existe nenhum impedimento na legislação brasileira para que isso aconteça. A assistência, além de ser legal, é uma assistência qualificada. Os estudos mostram que a assistência por enfermeiras obstétricas oferece melhores resultados em alguns aspectos.

  1. Em outros, não há diferenciação dos resultados de cuidado prestado por médicos.
  2. Não havendo nenhum resultado onde a assistência prestada por enfermeiras obstétricas tenha sido pior que a prestada por médicos.
  3. Enfermeiras e médicos também precisam conversar mais.
  4. A comunicação exige treinamento e aprendizado.

Faz parte dos processos de integração das equipes, treinamento em comunicação, existem técnicas para isso. A ideia é focar na tríade da humanização: cuidado focado na mulher, em equipe multidisciplinar e baseado em evidências científicas.12. Quais intervenções são necessárias e não podemos deixar de fazer no trabalho de parto? O que não podemos deixar de fazer durante o trabalho de parto é o monitoramento materno e monitoramento fetal.

Veja postagem do portal sobre Avaliação do bem-estar fetal intraparto Se o trabalho de parto estiver dentro da normalidade, nenhuma intervenção é necessária. O nosso objetivo de monitorar é identificar o desvio da normalidade. Nesse caso, fazemos a intervenção indicada para cada desvio da normalidade.13.

Qual é a orientação quanto às posturas possíveis em um quadro onde o feto não está bem encaixado? Se o bebê que está em OS (occipto sacro), a posição de Gaskin (posição de quatro apoios) ajuda a o bebê a rodar em uma variedade mais favorável, a rodar para OP (occipto pube).

  • Mas se o bebê não está encaixado, não conheço nenhuma posição específica.
  • Ainda assim, as posições verticais e a deambulação são indicadas para todas as situações, independente da altura da apresentação.
  • Provavelmente, um bebê que está mais alto irá se beneficiar de posições mais verticais.
  • Lembrando a posição do feto só será importante no momento do trabalho de parto.

Um feto pélvico, transverso, com 30, 34, 35 semanas em uma mulher que não está em trabalho de parto, não diz nada. Ele pode se movimentar e no trabalho de parto estar cefálico.14. Se houver bolsa rota, a mulher pode ser incentivada a deambular? Aprendi que poderia ter risco de prolapso de cordão.

Isso ainda é válido ou o feto, ao descer, fecha o orifício evitando o prolapso? O prolapso de cordão tem fatores de risco que conhecemos bem: bebê pélvico, prematuro, bolsa rota em manejo conservador, polidramnia. Já uma paciente de risco habitual, que não tenha qualquer um destes fatores de risco, que está progredindo bem no trabalho de parto, que teve a ruptura artificial ou espontânea de membranas, com bebê encaixado, não alto (plano -1 ou até -2), não contra indicamos que a paciente assuma posições verticais.

Logicamente devemos continuar o monitoramento fetal e continuar ao lado desta paciente. Lembrar que uma grande parte dos casos de prolapso de cordão ocorrem por amniotomia precoce, com feto não insinuado. Temos um grande número de casos de prolapso de cordão por iatrogenia.15.

  • Quais os critérios para a realização de amniotomia? A amniotomia é uma das intervenções realizadas para correção de distócia no trabalho de parto.
  • Distócia é um trabalho de parto anormal.
  • Para que se faça uma amniotomia primeiro há que se ter um diagnóstico de distócia.
  • Utilizando os critérios de distócia recomendados pela ACOG (Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia): pelo menos 4 horas de bom padrão de contração e colo inalterado após 6 cm.

Nesse caso recomenda-se amniotomia. Outro critério muito utilizado é para paciente que está em indução de trabalho de parto. Se a amniotomia for factível e segura, ou seja, se o bebê não está tão alto e o colo já tem algum grau de dilatação, os estudos mostram que a amniotomia mais precoce aumenta as chances da mulher evoluir para um trabalho de parto normal e diminui o tempo, desde a amniotomia até o parto normal.

  • Lembrando que a amniotomia nesse caso deve ser complementar à indução.
  • A amniotomia isolada não é considerada efetiva para indução do trabalho de parto.16.
  • O trabalho de parto induzido pode ser acompanhado por enfermeira? Depende do tipo de indução e do trabalho de parto.
  • Lembrando que a enfermeira é o profissional que vai cuidar.

Quando a gente fala em uma gestante de alto risco falamos que o médico deve ser o profissional sempre presente, porque é uma paciente que demanda mais cuidados. E se é uma paciente que demanda mais cuidados, ela vai precisar também de uma enfermeira obstétrica ao lado dela.

  1. Não é uma assistência que vai ser prestada exclusivamente pela enfermeira obstétrica, mas ela deve sim estar presente neste acompanhamento, desde o início da indução até o parto.
  2. A enfermeira não deve ser excluída dessa cena, pelo contrário, ela quem vai cuidar.
  3. Por exemplo, uma mulher com pré-eclâmpsia grave: fazer o monitoramento da diurese, dos dados vitais, ausculta fetal que deve ser realizada em um intervalo menor de tempo.

A enfermeira obstétrica tem um papel central na assistência ao parto, independente da categoria de risco. O acompanhamento à mulher de alto risco deve ser multidisciplinar, de preferência interdisciplinar.17. Qual o intervalo entre as auscultas fetais de gestantes em trabalho de parto? Vai depender da gravidade da gestante.

  1. Se é uma gestante de baixo risco ou uma gestante de alto risco.
  2. Em gestações de baixo risco a ausculta durante o primeiro período deve ser realizada a cada 30 minutos.
  3. No período expulsivo a cada 5 minutos ou após cada contração.
  4. Para a gestante de alto risco a ausculta será em um intervalo menor: a cada 15 minutos durante o primeiro período.

Esses são os intervalos adotados pela maioria das diretrizes, embora não haja consenso em todos os estudos. Ainda assim, os intervalos sempre variam de 15 a 30 minutos para o primeiro período, o que reforça a necessidade de uma enfermeira obstétrica presente no cuidado à parturiente.18.

  • Trabalho com cuidado pré natal e a partir da 38ª semana de gestação ensino e faço exercícios preparatórios para o parto, além de ensinar sobre a dinâmica uterina os sinais de possíveis de trabalho de parto.
  • O que mais podemos abordar com estas gestantes para melhorar o cuidado? A primeira coisa seria trabalhar com a gestante a normalidade.

Assim como precisamos trabalhar a normalidade com os profissionais. Trabalhar que ela está gestando, que ela não está doente. Que não existem verdades como: «toda mulher vai parir com 39 semanas», tanto que a data provável do parto se chama provável. Trabalhar que é possível esperar se o bebê está bem.

  1. Incluir também a família, pois muitas vezes é ela que tem dificuldade de entender algumas questões.
  2. Tentar trazer algum familiar no pré natal, o companheiro ou qualquer acompanhante que ela quiser.
  3. Lembrar que essa mulher é bombardeada o tempo todo, com cenas de novelas e do dia a dia por exemplo, dizendo que o parto deve acontecer com 39 semanas, que precisa ocorrer rapidamente.

Existe toda uma cultura do parto e nascimento que precisa ser muito bem trabalhada durante o pré natal.19. A presença de mecônio no nascimento indica sofrimento fetal? Sofrimento fetal é um termo que não se recomenda utilizar. O mecônio não é sinal ou sinônimo de acidemia fetal, que é o que está relacionado com óbito fetal ou sequelas.

  1. O mecônio pode ser entendido como sinal de alerta.
  2. Mas o mecônio pode ser também fisiológico, como reflexo de maturidade do sistema gastrointestinal do feto.
  3. O mecônio, a princípio, não está incluído nos algoritmos para tomada de conduta no segmento do trabalho de parto.
  4. A decisão de continuar seguindo ou não uma paciente que está em trabalho de parto, cujo bebê apresentou mecônio, é dada pela ausculta fetal, pela cardiotocografia e pela progressão do trabalho de parto, não pela presença do mecônio em si.20.

Alguns médicos fazem toque com espéculo de coleta de preventivo. É correto? Não faz nenhum sentido. O toque tem um objetivo, que não é dado pelo espéculo. O exame especular pode ocorrer no momento da admissão se a mulher tem queixa de perda de líquido, ou sangramento, para fazer um diagnóstico, identificar a origem do líquido ou do sangue.

  1. Mas durante o trabalho de parto o uso do espéculo não está incluído nos procedimentos indicados.
  2. Além de não estar indicado, precisa-se pensar na dor que esta prática pode causar na mulher.21.
  3. Será que nós, profissionais, ao realizarmos o toque, não ficamos muito presos só na dilatação? Sim, muitas vezes isso acontece.

É importante lembrar que o toque, quando a gente faz o exame, a gente não só vê dilatação. Obviamente a primeira coisa que procuramos é a dilatação. Mas também, as condições do colo: qual é a posição, consistência, apagamento, dilatação. A apresentação fetal é muito importante, inclusive porque pode definir ou não a via de parto.

E por isso é importante que ela seja feita de maneira extremamente precisa, avaliando o grau de rotação, de deflexão, se existe bossa ou não, a altura em relação à pelve materna, o estado das membranas, se a bolsa está íntegra ou rota, se a membrana está aderida ao pólo cefálico ou não, se durante as contrações a membrana vai estar protrusa ou não.

Também vamos avaliar as condições da pelve materna, mesmo que isso não seja indicativo de cesariana. Isso é muito importante para quem é preceptor de residência, tanto médica quanto de enfermagem obstétrica. No processo de aprendizado cobrar isso de quem está aprendendo, que estes questionamentos façam parte do treinamento.

  1. Em algumas situações, nem mesmo pessoas com o nível de competência muito alto acertam com precisão a variedade da apresentação.
  2. Bebês em posição OS (occipto sacro) descem mais lentamente, por isso é importante que a gente busque por este diagnóstico durante o toque.
  3. Se a progressão está sendo lenta, possivelmente é um OS.

É importante saber isso para o caso de adotar medidas que tentem mudar isso, como a mudança para a posição de Gaskin ou uma rotação manual da apresentação se o bebê já estiver encaixado e até mesmo para a indicação de parto vaginal instrumentado.22. Qual é a causa de taquissistolia, mesmo na ausência de indução com ocitocina? Como proceder em casos como este? Na ausência de ocitocina devemos pensar em DPP (descolamento de placenta).

  1. O que fazer? Ficar ao lado da paciente e colocar uma cardiotocografia (CTG) se disponível.
  2. Se for realmente DPP outros sinais, como sangramento, devem aparecer, daí a necessidade de permanecer ao lado da paciente.
  3. Poderia-se pensar fazer um tocolítico, mas neste contexto citado, em que não há ocitocina, até que se prove o contrário, pode ser um descolamento de placenta.

É um sinal para ficar atento.23. No caso de trabalho de parto de prematuro, é indicado que a paciente seja incentivada a adotar posições verticais? Vai depender de qual pré termo estamos falando e se realmente ela está em trabalho de parto pré termo. Supondo que a mulher esteja na fase ativa do trabalho de parto prematuro, e que a tocólise falhou, não existe nenhum problema que ela assuma posições verticais.

Postagem – Aplicação prática do Partograma Postagem – Avaliação do bem-estar fetal intraparto Postagem – Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da enfermagem obstétrica Encontro com o Especialista – A Dor no Parto: significados e manejo

O que demora mais para nascer menino ou menina?

Meninos ficam mais tempo no útero, afirmam estudiosos suecos. Segundo a pesquisa, os meninos são mais propensos a esticar sua estada no útero do que as meninas, mas as razões para que os bebês do sexo masculino demorem mais a nascer ainda não foram identificadas.

Quanto de dilatação ir para o hospital?

O melhor momento de ir para o hospital é quando as contrações estão de 3 em 3 minutos, com duração de 40 a 50 segundos cada contração.

O que fazer para ajudar a dilatar mais rápido?

Caminhadas, relações sexuais e até certos tipos de comida. Mães e especialistas contam que mecanismos naturais podem ajudar na dilatação – para um trabalho de parto mais tranquilo e rápido.

Quando está dilatando sai algum corrimento?

À medida que o trabalho de parto se aproxima, o tampão mucoso se solta e é expelido quando o colo do útero começa a se abrir (dilatar). Quanto mais o colo do útero dilata, mais rápido o muco sai da vagina. Expulsar o tampão mucoso indica que o trabalho de parto está muito próximo.

O que fazer para começar a sentir contrações?

A indução do trabalho de parto consiste em iniciar o processo de forma artificial. Geralmente, o trabalho de parto é induzido por meio da administração de ocitocina, um medicamento que faz com que o útero se contraia com maior frequência e força. A ocitocina administrada é idêntica à ocitocina natural produzida pela hipófise.

Uma prostaglandina (como misoprostol) pode ser administrada por via vaginal. Um tubo fino e flexível (cateter) com um balão preso nele pode ser inserido no colo do útero. O balão é inflado para aplicar uma pressão suave e, com isso, causar a dilação do colo do útero. Talos de algas marinhas secos (laminária) podem ser inseridos no colo do útero. A laminária absorve os líquidos e então se expande, dilatando o colo do útero.

See also:  Como Saber Quem Viu Meu Story No Facebook?

Problemas que costumam exigir a indução do trabalho de parto incluem Às vezes, o trabalho de parto é induzido por motivos não relacionados a um problema de saúde. Por exemplo, o trabalho de parto pode ser induzido quando a mulher tem antecedentes de partos rápidos.

Nesses casos, a indução do trabalho de parto significa que o médico ou outro profissional de saúde pode estar presente para fazer o parto do bebê. O trabalho de parto não é induzido nas circunstâncias a seguir: Durante toda a indução e o trabalho de parto, a frequência cardíaca do feto é eletronicamente monitorada.

No início, é colocado um monitor sobre o abdômen da mulher. Ocasionalmente, após a ruptura das membranas, um monitor interno é inserido pela vagina e conectado ao couro cabeludo do feto. Se a indução não obtiver sucesso, é feita uma cesariana. A seguir se encontram recursos, no idioma inglês, que podem ser úteis.

Childbirth Connection : Esse site fornece dicas sobre como ter um bebê saudável e um parto seguro. A importância de receber assistência médica antes, durante e após o parto é enfatizada.

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: VISUALIZAR A VERSÃO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE VISUALIZAR A VERSÃO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE Direitos autorais © 2023 Merck & Co., Inc., Rahway, NJ, EUA e suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

Qual a pior parte do parto normal?

Preparamos um guia ilustrado com as diferenças entre as posturas mais comuns e as que ainda não são muito usadas, mas colaboram para a saída dos pequenos. Que o parto natural é a melhor opção para a saúde da mãe e do bebê não há mais dúvidas, tendo em vista as diretrizes recentes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) para tentar diminuir a alta incidência de cesáreas no país e no mundo,

Mas, para garantir que a experiência seja realmente positiva, o ideal é que o parto seja também humanizado, conceito que ganha força entre os especialistas e que exige menos procedimentos e intervenções desnecessárias. Embora não haja uma definição precisa do que é um parto humanizado, uma coisa é regra: os desejos e preocupações da mulher devem ser ouvidos.

E isso passa – e muito – pela posição em que o bebê chegará ao mundo, «Infelizmente, a posição de rotina, que é aquela deitada de barriga para cima não é a mais recomendada», explica Anatália Basile, enfermeira doutora em Ciências da Saúde e coordenadora do Programa Parto Seguro, da prefeitura de São Paulo.

Ocorre que a mulher geralmente não tem acesso a essa informação, justamente o que iniciativas como o projeto paulistano tentam evitar. Desenvolvido pelo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), o Parto Seguro é atualmente oferecido em nove hospitais públicos da capital paulista e visa devolver autonomia para a mãe, com um plano individual de parto e a possibilidade de escolher a posição em que ela se sente mais confortável.

Escolher posturas não convencionais, como em pé ou deitada de lado, parece tão vantajoso que, na rede atendida pelo programa, não só as cesáreas estão abaixo dos 35% recomendados pela OMS como apenas 5% dos partos naturais são feitos na posição litotômica, a mais conhecida.

Quanto tempo demora para dilatar depois de 3 cm?

Perguntas & Respostas – 1. Em uma maternidade onde o pré-parto apresenta gestantes de alto risco em tratamento clínico, parturientes e seus acompanhantes, e uma ambiência que dificulta a implantação das Boas Práticas e superlotação, como garantir um cuidado adequado? Precisamos sempre pensar que a ambiência é um fator facilitador.

É muito diferente quando a gente tem uma ambiência favorável para o trabalho de parto e quando a gente tem uma ambiência como essa, descrita na pergunta. É importante lembrar que a ambiência é facilitadora, mas não impeditiva, e muito menos provedora. Não adianta ter um pré-parto lindo, ter vários PPP com banheiras se a equipe continuar prestando uma assistência como é hoje a assistência prestada em alguns lugares do país.

A ambiência vai facilitar mas não vai se promover se os profissionais não fizerem bom uso dela. Se eu tenho um ambiente aberto, que não favorece a privacidade da mulher por exemplo, eu posso utilizar biombos, solicitar aos acompanhantes que no momento dos toques eles saiam da sala e retornem após.

É possível que se adeque cada serviço à sua realidade. Outra questão desta pergunta é sobre a gestão do leito. Sobre a superlotação, é parte do nosso trabalho, utilizar técnicas modernas e adequadas de gestão de leitos. No exemplo citado, gestante de alto risco em tratamento clínico no pré-parto: essa gestante não deveria estar no pré-parto.

É por isso que hoje se propõe modalidades de Casas da Gestante. A gestante de alto risco, assim que for admitida, não deve ocupar uma vaga de leito no pré-parto, pois a permanência dessa mulher geralmente é longa. E o lugar mais adequado para ela, se ela não puder receber alta, é que ela fique nessa Casa da Gestante.

Admissão oportuna – se admitirmos uma gestante que não está em trabalho de parto, ela vai ocupar um leito, e não vai progredir. Essa mulher e seus familiares vão ficar tensos e vão começar a cobrar da equipe coisas que não deveriam, como é o exemplo da cascata de intervenções (intervenções que não se justificam clinicamente mas podem ocorrer por pressões de gestantes e acompanhantes). Mulheres em abortamento ou aguardando esvaziamento uterino ocupando leitos do pré-parto por tempo desnecessário, Uma mulher, após curetagem ou AMIU, pode receber alta assim que ela estiver andando e se alimentando. Esses procedimentos podem ser realizados na modalidade «Hospital Dia». A questão da gestão de leitos e adoção de protocolos clínicos, tanto para gestantes em trabalho de parto, como para outros casos como aborto e AMIU, ajuda a otimizar os leitos do pré-parto. Lembrar que alguns pré-partos acabam sendo utilizados também como alojamento conjuntos, pois a alta do recém-nascido tem se postergado em alguns lugares. As altas hospitalares devem ser feitas baseadas em evidências científicas e protocolos que movimentam o leito de uma forma mais funcional. Precisamos avançar em maneiras mais eficientes de dar alta para as mulheres que têm partos normais sem complicações e estão conseguindo amamentar. Alguns hospitais no Brasil adotam o padrão de alta com 24h, enquanto outros adotam 48h. Uma enfermaria lotada afeta, de forma negativa, o pré-parto, impedindo as Boas Práticas de ocorrerem. Veja postagem do Portal sobre AMIU: quando e como fazer?

2. Trabalho em um serviço onde há profissionais resistentes em relação ao novo modelo de assistência, apesar de abordado o tema e sua importância. Como agir para fazer com que a assistência seja pautada dentro deste modelo? O primeiro item a ser abordado é o trabalho em equipe, não há o que se discutir.

  1. Todas as evidências mostram que vamos ter melhores resultados, tanto maternos quanto fetais.
  2. A bandeira que levantamos hoje é o trabalho pautado em um modelo colaborativo, centrado na mulher e baseado em evidências científicas.
  3. Acredito que essa questão da resistência é derivada de dois elementos que são muito importantes.

A primeira é que a maioria dos profissionais que atuam hoje nas maternidades foram formados em um modelo que desconhece a normalidade do parto. Essa geração, que hoje atua nas maternidades, se formou em um modelo intervencionista. É muito difícil propor que se pratique uma assistência diferente daquela que nós estamos habituados a praticar.

A outra questão é que a formação, além de não ser centrada na normalidade, é uma formação distanciada entre os profissionais. Não há, por exemplo, disciplinas em que estudem juntos médicos, enfermeiras, fisioterapeutas. A formação é individualista e na prática os profissionais vão trabalhar juntos. Somos uma geração de profissionais que não conhece a normalidade, que precisa passar a trabalhar em um modelo que inclui, de uma maneira completamente autônoma, a atuação da enfermeira obstétrica onde modelo preponderante ainda é centrado no médico obstetra.

A mulher também passa a ter uma maior autonomia, e questionar as intervenções realizadas pela equipe. É lógico que essa situação causa medo e resistência. Então como fazer para modificar este cenário?

Voltar a conhecer a normalidade, e quem conhece normalidade é enfermeira obstétrica, pois o conteúdo principal da formação médica é a patologia. Precisamos aprender a trabalhar em equipe. Isso implica muitas vezes abdicar de vaidades, abdicar de algum poder. Estabelecer protocolos multidisciplinares baseados em evidências científicas. Com isso, você não deixa na mão do profissional que está no plantão, pois os protocolos melhoram essa atuação. Elaborar um plano de ação estratégico. Esse plano precisa ser baseado no diagnóstico situacional. Por isso, não há uma resposta única porque cada maternidade está em um estágio diferente. No plano deve haver inclusive a divisão de tarefas e todos os profissionais que estão na assistência precisam ser envolvidos (enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, médicos, etc). E por fim, discutir evidências científicas.

3. Como saber, se a evolução do trabalho de parto está dentro dos parâmetros normais? Nós temos o partograma, que é uma referência. Mas já sabemos hoje que também o partograma tradicional da OMS, com as linhas de alerta e de ação, merece uma reflexão, já que as novas evidências apontam que estas curvas talvez não representem a normalidade do trabalho de parto.

  • Essa discussão inclusive está em uma publicação do Portal de Boas Práticas, chamada » Aplicação prática do Partograma » e eu sugiro que vocês vejam.
  • Nós monitoramos a evolução do trabalho de parto pela dilatação do colo uterino, pelo toque.
  • Existem também sinais comportamentais que indicam a progressão do trabalho de parto, e isso é muito interessante.

Equipes acostumadas a acompanhar partos em Centros de Parto Normal ou em domicílio, muitas vezes nem fazem toque. Elas acompanham a evolução do trabalho de parto pelos sinais, como vocalização, a questão de respiração, de frequência cardíaca, as secreções vaginais.

  • Tudo isso são sinais indicadores de evolução e progressão do trabalho de parto.
  • Aqueles dogmas e máximas que existiam há algum tempo na obstetrícia, como «duas horas com colo uterino inalterado significa necessidade de cesariana», isso não é verdade.
  • Um centímetro por hora»: nem toda mulher dilata um centímetro por hora, isso é a média, mas nós temos as variações da normalidade.

Podemos ter, no primeiro período por exemplo, mulheres que dilatam 0,3 ou 0,4 cm na primeira hora, que vão demorar de 6 a 8 horas para progredir de 4 para 6 centímetro de dilatação. É exatamente por isso que não se recomenda toques em intervalos de duas horas.

  • Isso vai levar a um sobre-diagnóstico de distócia, e vamos acabar fazendo cesariana por distócia sem que haja diagnóstico claro, sem que seja necessário.
  • É importante utilizar partogramas com curvas atuais e direcionar para cada caso.
  • Lembrar por exemplo, que uma mulher que está em trabalho de parto, fruto de uma indução, não vai progredir como uma mulher que está em trabalho de parto espontâneo; uma mulher que tem bolsa íntegra não será como uma mulher com bolsa rota; uma multípara para uma primigesta.

Assim como a mulher pode dilatar menos que 1 cm por hora, ela pode dilatar mais que 1 cm por hora. O trabalho de parto precisa de um acompanhamento. Ele deve ser acompanhado. Ele deve ser cuidado. Cuidado não significa toque de uma em uma hora, ou de duas em duas horas.

  1. Eu devo adequar o toque à situação que eu tenho no momento.
  2. Lembrando que o toque aumenta o índice de infecção, principalmente quando há bolsa rota.
  3. Existem outros meios de fazer o monitoramento dessa mulher, da evolução do trabalho de parto, sem ser com toque fixo.
  4. A própria descida da ausculta fetal vai nos mostrar se o bebê está descendo ou não.

Vale lembrar que o toque precisa ser autorizado pela mulher, independente do protocolo que a equipe utilize. Também, não se recomenda a utilização de protocolos com intervalos de toque inferiores a 4 horas. Não devemos fazer revezando ou multiplicação de toques com o objetivo de ensino.

Hoje em dia existem métodos ou instrumentos de ensino para o toque. As evidências mostram que o tipo de luva utilizada (estéril ou não), não está relacionado à maior chances de infecção. Por outro lado, o número de toques sim, está diretamente ligado.4. Quais os sinais que mostram que a gestante iniciou o trabalho de parto? E quantas horas levam do início do trabalho de parto até o nascimento? Para considerarmos um trabalho de parto, há que se ter contrações uterinas regulares e dilatação cervical progressiva.

Considerando a diretriz atual do Brasil, a partir de 4 centímetros é a fase ativa. Não é possível estimar o tempo, se são 2, 3, 10 ou 20 horas. Vai depender de quem estamos falando: quem é essa gestante? Qual a paridade? É trabalho de parto espontâneo? Não é? Houve analgesia? Vai depender de cada caso.

Lembrando que o monitoramento do trabalho de parto é que vai dizer se ele está dentro da normalidade ou não. Quantas horas não é possível dizer. Existem estudos mostrando que as próprias mulheres sabem quando que o trabalho de parto começou. Talvez a gente sempre deve sempre começar o caminho do diagnóstico perguntando pra mulher: «Você acha que você está em trabalho de parto»? Ela vai nos dizer: sim ou não.

Ela sabe do que ela está sentindo. Como dissemos no início, a questão dos 4 cm e a modificação do colo são sinais. Logicamente existem outros sinais, como o aumento da frequência das contrações, a intensidade das contrações. A subjetividade da mulher tem que ser considerada.

Quanto ao manejo da fase de latência do/ trabalho de parto, ela pode durar 1 dia, 2 dias e compreende um período de tempo muito extenso, que vai desde as 37 semanas até 41 semanas. É um período que a mulher ainda está sob os cuidados da atenção primária, que por sua vez não consegue responder as dúvidas dessa mulher, o significado daquelas dores, que são reais.

Não devemos nunca dizer que «isso não é nada, você não está em trabalho de parto». Essa dor, sempre representa alguma coisa. Ela está em fase latente e a gente tem que dar o suporte para essa mulher. A resposta mais correta para uma mulher que nos procura em uma maternidade, que está em fase de latência, portanto não é o momento de internar ainda, é: «você não está em trabalho de parto ainda, o seu bebê está bem.

  1. Estamos à disposição».
  2. Talvez isso seja a melhor resposta.5.
  3. Sobre clampear o cordão umbilical, é de imediato ou quantos minutos ou segundos após o nascimento? Vamos falar de um recém-nascido que está saudável, que não precisa de uma assistência imediata após o parto.
  4. O cordão deve ser clampeado em momento oportuno.

Não existem evidências para o clampeamento imediato para o recém-nascido saudável. Na diretriz atual brasileira esse momento oportuno é de um a três minutos. O que acontece em muitas maternidades é o clampeamento imediato quando a mãe é Rh negativo. Não existem evidências que suportem essa prática.

Não é preciso realizar o clampeamento imediato para a mãe Rh negativo.6. Gostaria de saber explicações sobre o colo do útero quando está apagado. Como eu identifico, ao fazer o toque, se está próximo ou se vai demorar um dia? Isso faz parte do processo ensino-aprendizagem. Metodologias de ensino que usam manequins devem ser utilizadas.

O aprendizado disto se faz com a prática. O que recomendamos é que não se faça toques com o objetivo de ensino e aprendizagem. Não podemos submeter a mulher à toques repetidos para que se faça ensino. O ensino precisa acontecer nos hospitais, nas maternidades, principalmente naquelas que são escolas.

Mas é preciso limitar isso. O toque deve ser feito pelo estudante ou residente que está acompanhando aquela mulher. Não deve haver mais de um estudante ou um residente fazendo o toque na mesma mulher. Se necessário, esse toque precisa ser identificado pelo preceptor.7. Existe alguma indicação para episiotomia? Essa pergunta está muito relacionada com o segundo período do trabalho de parto.

Não existe uma indicação clara para episiotomia. Alguns estudiosos acham que não existe indicação nenhuma. Outros ainda acham que existem algumas situações em que ela pode ser indicada, como por exemplo: parto instrumentado, pélvico, prematuro, macrossômico ou cicatriz prévia.

Ainda assim, nenhuma dessas indicações têm evidências que sustentem a prática. Na verdade, o que vemos é que pélvico, prematuro e mesmo parto instrumentado, na grande maioria das vezes a episiotomia não é necessária. Vale lembrar que qualquer intervenção de rotina não tem evidência científica que a sustente.

A não ser uma cesariana para uma paciente com placenta prévia total, onde não há o que se questionar. Veja postagem do Portal sobre Segundo Período do Trabalho de Parto,8. Quando a parturiente está com infusão de ocitocina a movimentação dela deve ser restringida? De forma alguma.

Se o único motivo para a restrição é a infusão de ocitocina, não há evidências de que ela deve ficar restrita. O que ocorre com o uso da ocitocina sintética, é que ela precisa ser realizada em bomba de infusão. Utilizar ocitocina sintética sem bomba de infusão é uma má prática. Nesse caso, não adianta falar pra mulher que ela pode caminhar com a bomba de infusão se eu não oferecer um suporte que tenha rodinhas para ela caminhar.

Não adianta dar um suporte fixo, ou suporte nenhum para a bomba de infusão e falar pra ela que ela pode caminhar.9. Qual o tempo máximo que posso esperar, sem realizar intervenção, depois da ruptura da bolsa? À medida que o tempo passa após a ruptura da bolsa, aumenta o risco de infecção intra amniótica e endometrite.

Mas esse risco aumenta de forma significativa após 18 horas. A princípio, não existe um tempo máximo. A maioria dos serviços brasileiros espera em torno de 6 a 12 horas. No exterior espera-se até mais que 12 horas. Mas é importante que a mulher esteja esclarecida que após 12 ou 18 horas, tempos adicionais de espera estão relacionados com o aumento do risco de infecção intra amniótica e endometrite pós parto.

Ainda assim, isso não aumentou de forma significativa o risco de admissão do bebê à uma UTI neonatal. Importante ressaltar a necessidade de incluir as mulheres e suas famílias no seu cuidado, informando-a sobre os riscos e benefícios das condutas.10. Quais as características clínicas que caracterizam a fase latente do parto que a diferenciam da fase ativa? Existem cuidados específicos para a fase latente e a fase ativa do trabalho de parto? A característica clínica principal é a dilatação, mas não é a única.

See also:  Como Esquecer O Ex Que J Está Com Outra?

Intensidade e progressão das contrações são outras características importantes. A dilatação de 4 cm é um parâmetro. Podemos ter mulheres com 5 ou 6 cm de dilatação que não estão em trabalho de parto franco. Por outro lado, pode haver uma mulher com dilatação inferior e que tenha contrações mais frequentes e intensas.

Inclusive, se isso ocorrer é importante que a equipe faça um diagnóstico diferencial de descolamento prematuro de placenta, já que não é usual que uma mulher com pouca dilatação tenha contrações tão frequentes e tão intensas. Em relação ao cuidado específico da fase latente, o principal cuidado seria o apoio, o acolhimento.

Pode-se também utilizar outros instrumentos que e dispositivos que existam na sua Unidade. Alguns hospitais contam com núcleos de terapias integrativas (não são muitos), e lá fazem escalda pés, auriculoterapia. Logicamente, terapias farmacológicas podem ser usadas, mas nem sempre são tão eficazes. Podemos usar Buscopam, ou algum anti histamínico, do qual podemos aproveitar seu efeito sedativo.

Isso pode ser utilizado, não temos tantas evidências mas pode. A fase latente é uma fase muito pouco estudada, sabe-se muito pouco. E talvez por isso a gente maneja de uma maneira tão inadequada. Na fase latente a mulher precisa mais de uma doula e permanecer em casa a ir para uma maternidade.

  1. O desejável é que toda mulher tenha uma doula.
  2. As doulas têm papel fundamental no manejo da fase de latência do parto e nas demais fases também.
  3. Todas as evidências científicas demonstram que a participação de doulas na assistência ao parto melhoram o índice de satisfação da mulher.
  4. O que a gente vê na prática, como principal estratégia para que a gente possa liberar para o domicílio a mulher em fase latente é dizer para ela que o bebê estão bem, e que aquilo faz parte da normalidade do parto, são as contrações preparatórias.

E que é melhor que ela fique em casa. Precisamos utilizar nossas habilidades de aconselhamento para fazer isso. Sentar ao lado desta mulher, gastar tempo com ela, com a família dela, até porque muitas vezes a família está mais ansiosa que ela.11. O cuidado à mulher em trabalho de parto e parto deve ser multidisciplinar.

  • Como harmonizar este cuidado respeitando os interesses das categorias profissionais, assegurando parto e nascimento com respeito e humanização na assistência? Não há dúvida que a assistência deve ser multidisciplinar.
  • Todas as categorias precisam ter muito claro que não é uma disputa por espaço.
  • A assistência ao parto é mão de obra intensiva.

O padrão ideal, que está na literatura, é um profissional por paciente, pelo menos na fase ativa do trabalho de parto. É impossível que este nível de cuidado seja ofertado somente por médicos. A outra questão é que o tipo de assistência que a mulher em trabalho de parto requer, é o tipo de assistência que tem a expertise principal a enfermeira obstétrica.

Veja postagem do Portal sobre Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da enfermagem obstétrica E para harmonizar isso, é importante que os profissionais médicos percebam que não há uma disputa por espaço. E as enfermeiras com a formação adequada têm competência para assistir, de maneira autônoma, todo trabalho de parto, desde admissão até a alta.

Isso é legal, não existe nenhum impedimento na legislação brasileira para que isso aconteça. A assistência, além de ser legal, é uma assistência qualificada. Os estudos mostram que a assistência por enfermeiras obstétricas oferece melhores resultados em alguns aspectos.

Em outros, não há diferenciação dos resultados de cuidado prestado por médicos. Não havendo nenhum resultado onde a assistência prestada por enfermeiras obstétricas tenha sido pior que a prestada por médicos. Enfermeiras e médicos também precisam conversar mais. A comunicação exige treinamento e aprendizado.

Faz parte dos processos de integração das equipes, treinamento em comunicação, existem técnicas para isso. A ideia é focar na tríade da humanização: cuidado focado na mulher, em equipe multidisciplinar e baseado em evidências científicas.12. Quais intervenções são necessárias e não podemos deixar de fazer no trabalho de parto? O que não podemos deixar de fazer durante o trabalho de parto é o monitoramento materno e monitoramento fetal.

  • Veja postagem do portal sobre Avaliação do bem-estar fetal intraparto Se o trabalho de parto estiver dentro da normalidade, nenhuma intervenção é necessária.
  • O nosso objetivo de monitorar é identificar o desvio da normalidade.
  • Nesse caso, fazemos a intervenção indicada para cada desvio da normalidade.13.

Qual é a orientação quanto às posturas possíveis em um quadro onde o feto não está bem encaixado? Se o bebê que está em OS (occipto sacro), a posição de Gaskin (posição de quatro apoios) ajuda a o bebê a rodar em uma variedade mais favorável, a rodar para OP (occipto pube).

  • Mas se o bebê não está encaixado, não conheço nenhuma posição específica.
  • Ainda assim, as posições verticais e a deambulação são indicadas para todas as situações, independente da altura da apresentação.
  • Provavelmente, um bebê que está mais alto irá se beneficiar de posições mais verticais.
  • Lembrando a posição do feto só será importante no momento do trabalho de parto.

Um feto pélvico, transverso, com 30, 34, 35 semanas em uma mulher que não está em trabalho de parto, não diz nada. Ele pode se movimentar e no trabalho de parto estar cefálico.14. Se houver bolsa rota, a mulher pode ser incentivada a deambular? Aprendi que poderia ter risco de prolapso de cordão.

  • Isso ainda é válido ou o feto, ao descer, fecha o orifício evitando o prolapso? O prolapso de cordão tem fatores de risco que conhecemos bem: bebê pélvico, prematuro, bolsa rota em manejo conservador, polidramnia.
  • Já uma paciente de risco habitual, que não tenha qualquer um destes fatores de risco, que está progredindo bem no trabalho de parto, que teve a ruptura artificial ou espontânea de membranas, com bebê encaixado, não alto (plano -1 ou até -2), não contra indicamos que a paciente assuma posições verticais.

Logicamente devemos continuar o monitoramento fetal e continuar ao lado desta paciente. Lembrar que uma grande parte dos casos de prolapso de cordão ocorrem por amniotomia precoce, com feto não insinuado. Temos um grande número de casos de prolapso de cordão por iatrogenia.15.

Quais os critérios para a realização de amniotomia? A amniotomia é uma das intervenções realizadas para correção de distócia no trabalho de parto. Distócia é um trabalho de parto anormal. Para que se faça uma amniotomia primeiro há que se ter um diagnóstico de distócia. Utilizando os critérios de distócia recomendados pela ACOG (Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia): pelo menos 4 horas de bom padrão de contração e colo inalterado após 6 cm.

Nesse caso recomenda-se amniotomia. Outro critério muito utilizado é para paciente que está em indução de trabalho de parto. Se a amniotomia for factível e segura, ou seja, se o bebê não está tão alto e o colo já tem algum grau de dilatação, os estudos mostram que a amniotomia mais precoce aumenta as chances da mulher evoluir para um trabalho de parto normal e diminui o tempo, desde a amniotomia até o parto normal.

Lembrando que a amniotomia nesse caso deve ser complementar à indução. A amniotomia isolada não é considerada efetiva para indução do trabalho de parto.16. O trabalho de parto induzido pode ser acompanhado por enfermeira? Depende do tipo de indução e do trabalho de parto. Lembrando que a enfermeira é o profissional que vai cuidar.

Quando a gente fala em uma gestante de alto risco falamos que o médico deve ser o profissional sempre presente, porque é uma paciente que demanda mais cuidados. E se é uma paciente que demanda mais cuidados, ela vai precisar também de uma enfermeira obstétrica ao lado dela.

  1. Não é uma assistência que vai ser prestada exclusivamente pela enfermeira obstétrica, mas ela deve sim estar presente neste acompanhamento, desde o início da indução até o parto.
  2. A enfermeira não deve ser excluída dessa cena, pelo contrário, ela quem vai cuidar.
  3. Por exemplo, uma mulher com pré-eclâmpsia grave: fazer o monitoramento da diurese, dos dados vitais, ausculta fetal que deve ser realizada em um intervalo menor de tempo.

A enfermeira obstétrica tem um papel central na assistência ao parto, independente da categoria de risco. O acompanhamento à mulher de alto risco deve ser multidisciplinar, de preferência interdisciplinar.17. Qual o intervalo entre as auscultas fetais de gestantes em trabalho de parto? Vai depender da gravidade da gestante.

Se é uma gestante de baixo risco ou uma gestante de alto risco. Em gestações de baixo risco a ausculta durante o primeiro período deve ser realizada a cada 30 minutos. No período expulsivo a cada 5 minutos ou após cada contração. Para a gestante de alto risco a ausculta será em um intervalo menor: a cada 15 minutos durante o primeiro período.

Esses são os intervalos adotados pela maioria das diretrizes, embora não haja consenso em todos os estudos. Ainda assim, os intervalos sempre variam de 15 a 30 minutos para o primeiro período, o que reforça a necessidade de uma enfermeira obstétrica presente no cuidado à parturiente.18.

Trabalho com cuidado pré natal e a partir da 38ª semana de gestação ensino e faço exercícios preparatórios para o parto, além de ensinar sobre a dinâmica uterina os sinais de possíveis de trabalho de parto. O que mais podemos abordar com estas gestantes para melhorar o cuidado? A primeira coisa seria trabalhar com a gestante a normalidade.

Assim como precisamos trabalhar a normalidade com os profissionais. Trabalhar que ela está gestando, que ela não está doente. Que não existem verdades como: «toda mulher vai parir com 39 semanas», tanto que a data provável do parto se chama provável. Trabalhar que é possível esperar se o bebê está bem.

  1. Incluir também a família, pois muitas vezes é ela que tem dificuldade de entender algumas questões.
  2. Tentar trazer algum familiar no pré natal, o companheiro ou qualquer acompanhante que ela quiser.
  3. Lembrar que essa mulher é bombardeada o tempo todo, com cenas de novelas e do dia a dia por exemplo, dizendo que o parto deve acontecer com 39 semanas, que precisa ocorrer rapidamente.

Existe toda uma cultura do parto e nascimento que precisa ser muito bem trabalhada durante o pré natal.19. A presença de mecônio no nascimento indica sofrimento fetal? Sofrimento fetal é um termo que não se recomenda utilizar. O mecônio não é sinal ou sinônimo de acidemia fetal, que é o que está relacionado com óbito fetal ou sequelas.

  1. O mecônio pode ser entendido como sinal de alerta.
  2. Mas o mecônio pode ser também fisiológico, como reflexo de maturidade do sistema gastrointestinal do feto.
  3. O mecônio, a princípio, não está incluído nos algoritmos para tomada de conduta no segmento do trabalho de parto.
  4. A decisão de continuar seguindo ou não uma paciente que está em trabalho de parto, cujo bebê apresentou mecônio, é dada pela ausculta fetal, pela cardiotocografia e pela progressão do trabalho de parto, não pela presença do mecônio em si.20.

Alguns médicos fazem toque com espéculo de coleta de preventivo. É correto? Não faz nenhum sentido. O toque tem um objetivo, que não é dado pelo espéculo. O exame especular pode ocorrer no momento da admissão se a mulher tem queixa de perda de líquido, ou sangramento, para fazer um diagnóstico, identificar a origem do líquido ou do sangue.

  • Mas durante o trabalho de parto o uso do espéculo não está incluído nos procedimentos indicados.
  • Além de não estar indicado, precisa-se pensar na dor que esta prática pode causar na mulher.21.
  • Será que nós, profissionais, ao realizarmos o toque, não ficamos muito presos só na dilatação? Sim, muitas vezes isso acontece.

É importante lembrar que o toque, quando a gente faz o exame, a gente não só vê dilatação. Obviamente a primeira coisa que procuramos é a dilatação. Mas também, as condições do colo: qual é a posição, consistência, apagamento, dilatação. A apresentação fetal é muito importante, inclusive porque pode definir ou não a via de parto.

E por isso é importante que ela seja feita de maneira extremamente precisa, avaliando o grau de rotação, de deflexão, se existe bossa ou não, a altura em relação à pelve materna, o estado das membranas, se a bolsa está íntegra ou rota, se a membrana está aderida ao pólo cefálico ou não, se durante as contrações a membrana vai estar protrusa ou não.

Também vamos avaliar as condições da pelve materna, mesmo que isso não seja indicativo de cesariana. Isso é muito importante para quem é preceptor de residência, tanto médica quanto de enfermagem obstétrica. No processo de aprendizado cobrar isso de quem está aprendendo, que estes questionamentos façam parte do treinamento.

  1. Em algumas situações, nem mesmo pessoas com o nível de competência muito alto acertam com precisão a variedade da apresentação.
  2. Bebês em posição OS (occipto sacro) descem mais lentamente, por isso é importante que a gente busque por este diagnóstico durante o toque.
  3. Se a progressão está sendo lenta, possivelmente é um OS.

É importante saber isso para o caso de adotar medidas que tentem mudar isso, como a mudança para a posição de Gaskin ou uma rotação manual da apresentação se o bebê já estiver encaixado e até mesmo para a indicação de parto vaginal instrumentado.22. Qual é a causa de taquissistolia, mesmo na ausência de indução com ocitocina? Como proceder em casos como este? Na ausência de ocitocina devemos pensar em DPP (descolamento de placenta).

  • O que fazer? Ficar ao lado da paciente e colocar uma cardiotocografia (CTG) se disponível.
  • Se for realmente DPP outros sinais, como sangramento, devem aparecer, daí a necessidade de permanecer ao lado da paciente.
  • Poderia-se pensar fazer um tocolítico, mas neste contexto citado, em que não há ocitocina, até que se prove o contrário, pode ser um descolamento de placenta.

É um sinal para ficar atento.23. No caso de trabalho de parto de prematuro, é indicado que a paciente seja incentivada a adotar posições verticais? Vai depender de qual pré termo estamos falando e se realmente ela está em trabalho de parto pré termo. Supondo que a mulher esteja na fase ativa do trabalho de parto prematuro, e que a tocólise falhou, não existe nenhum problema que ela assuma posições verticais.

Postagem – Aplicação prática do Partograma Postagem – Avaliação do bem-estar fetal intraparto Postagem – Trabalho interdisciplinar na assistência ao parto e nascimento: a atuação da enfermagem obstétrica Encontro com o Especialista – A Dor no Parto: significados e manejo

O que fazer para aumentar a dilatação?

A indução do trabalho de parto consiste em iniciar o processo de forma artificial. Geralmente, o trabalho de parto é induzido por meio da administração de ocitocina, um medicamento que faz com que o útero se contraia com maior frequência e força. A ocitocina administrada é idêntica à ocitocina natural produzida pela hipófise.

Uma prostaglandina (como misoprostol) pode ser administrada por via vaginal. Um tubo fino e flexível (cateter) com um balão preso nele pode ser inserido no colo do útero. O balão é inflado para aplicar uma pressão suave e, com isso, causar a dilação do colo do útero. Talos de algas marinhas secos (laminária) podem ser inseridos no colo do útero. A laminária absorve os líquidos e então se expande, dilatando o colo do útero.

Problemas que costumam exigir a indução do trabalho de parto incluem Às vezes, o trabalho de parto é induzido por motivos não relacionados a um problema de saúde. Por exemplo, o trabalho de parto pode ser induzido quando a mulher tem antecedentes de partos rápidos.

Nesses casos, a indução do trabalho de parto significa que o médico ou outro profissional de saúde pode estar presente para fazer o parto do bebê. O trabalho de parto não é induzido nas circunstâncias a seguir: Durante toda a indução e o trabalho de parto, a frequência cardíaca do feto é eletronicamente monitorada.

No início, é colocado um monitor sobre o abdômen da mulher. Ocasionalmente, após a ruptura das membranas, um monitor interno é inserido pela vagina e conectado ao couro cabeludo do feto. Se a indução não obtiver sucesso, é feita uma cesariana. A seguir se encontram recursos, no idioma inglês, que podem ser úteis.

Childbirth Connection : Esse site fornece dicas sobre como ter um bebê saudável e um parto seguro. A importância de receber assistência médica antes, durante e após o parto é enfatizada.

OBS.: Esta é a versão para o consumidor. MÉDICOS: VISUALIZAR A VERSÃO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE VISUALIZAR A VERSÃO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE Direitos autorais © 2023 Merck & Co., Inc., Rahway, NJ, EUA e suas afiliadas. Todos os direitos reservados.

Quanto tempo demora para afinar o colo do útero?

Table: Fases do trabalho de parto – Manual MSD Versão Saúde para a Família

A partir do início do trabalho de parto até a abertura (dilatação) completa do colo do útero, até aproximadamente 10 centímetros.

As contrações são irregulares no início, mas se tornam progressivamente mais fortes e mais ritmadas. O colo do útero começa a afinar e abrir até aproximadamente quatro centímetros. Essa fase inicial dura aproximadamente oito horas (geralmente não mais do que 20 horas) na primeira gravidez e cinco horas (geralmente não mais do que 12 horas) nas gestações subsequentes.

O colo do útero se dilata entre aproximadamente quatro centímetros até o total de 10 centímetros. Ele afina e se retrai (apaga) até mesclar-se ao restante do útero. A primeira parte que o bebê apresenta, geralmente a cabeça, começa a descer pela pelve da mulher. A mulher começa a sentir a necessidade de empurrar conforme o bebê desce, mas deve resistir. Empurrar com muita antecedência pode causar um cansaço desnecessário e costuma causar lacerações no colo do útero, que deve então ser reparado. Essa fase dura aproximadamente cinco a sete horas em uma primeira gravidez e de duas a quatro horas nas seguintes.

Desde a abertura completa do colo do útero até dar à luz o bebê: Esse estágio costuma durar aproximadamente duas horas na primeira gravidez e aproximadamente uma hora nas seguintes. Pode durar mais uma hora ou até mais se a mulher tiver recebido uma injeção peridural ou medicamento para aliviar a dor. Durante esse estágio, a mulher empurra.
Do parto do bebê até a expulsão da placenta: Esse estágio normalmente dura apenas alguns minutos, mas pode levar até 30 minutos.

Table: Fases do trabalho de parto – Manual MSD Versão Saúde para a Família

É possível diminuir a dilatação?

Caminhar e movimentar-se, por exemplo, pode diminuir o tempo do parto. Já tomar banho de chuveiro ou banheira ajuda a aliviar a dor, e beber água e respirar profundamente, no ritmo da contração, facilita a abertura e a saída do bebê.